Scielo RSS <![CDATA[Stylus (Rio de Janeiro)]]> http://pepsic.bvsalud.org/rss.php?pid=1676-157X20140001&lang=pt vol. num. 28 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://pepsic.bvsalud.org/img/en/fbpelogp.gif http://pepsic.bvsalud.org http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Desejo no singular, desejos no plural</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A autora intitula sua fala "Desejo no singular, desejos no plural", uma vez que defende existirem duas formas de desejo: os sem objeto (desejos que erram) e aqueles com objeto (desejos de algo). Dentre estes, situa o desejo de outra coisa como destrutivo. Questiona se o capitalismo conduziria a uma exacerbação do gozo, lembrando os sinais de insatisfação. Segundo Soler, para a Psicanálise, o problema central é saber o que fixa o desejo em cada caso particular, o que leva à relação de corpo a corpo sexual, ao fato de existir um desejo sexual. Coloca em seguida as respostas de Freud e Lacan - o Édipo, para o primeiro, e a Metáfora Paterna, para o segundo - apontando para a impossibilidade de localizar o casal homossexual nessa lógica. Propõe outra resposta de Lacan: é o sintoma que leva à cama. Desse modo, a Metáfora Paterna e o Édipo são modalidades de desejo e de gozo, entre outras possíveis. Soler finaliza com o questionamento: quem ousará dizer que um tipo de sintoma vale mais do que outro? Existe um Outro do Outro para dizer qual é o melhor?<hr/>The author entitles her speech "Desire in the singular, desires in the plural" as she argues there are two ways of desiring: those without an object (desires which commit mistakes) and those with an object (desire for something). She places these last ones as destructive, approximating them to the Capitalist Discourse. According to Soler, for psychoanalysis, the main challenge is to establish what fixes the desire in each particular case, what takes to the sexual body to body relationship, to the fact of an existing sexual desire. In the sequence, she places Freud's and Lacan's answers - the Oedipus for the first, and the Paternal Metaphor for the latter - highlighting the impossibility of localizing in this logic the homosexual couple. The author also proposes another of Lacan's answer: it is the symptom which directs it to bed. Thus, the Paternal Metaphor and the Oedipus are modalities of desire and jouissance, among other possible ones. Soler concludes with the questioning: Who will dare to say that a type of symptom is worth more than another? Is there an Other of the Other to tell who is best? <![CDATA[<b>O Campo Lacaniano e o desejo</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O trabalho parte das diferenças entre errância e causa do desejo. Indica como o percurso de Lacan caminha no sentido de propor a causa enquanto ruptura com a lei do desejo e de como isso convoca ao ato psicanalítico enquanto resposta, travessia, de uma forma de gozo. Em seguida, toma a teoria dos discursos como um primeiro movimento de Lacan para abordar formas particulares de gozo, a partir dos laços que os discursos estabelecem, formando aquilo que designou como campo lacaniano. Há que se pensar sobre o estatuto do desejo afeito ao passe do ato e ao giro para o discurso do analista. Isso tem implicações diretas para a experiência clínica, mas não só. Diz também respeito à forma como Lacan decidiu apostar em sua Escola como lugar para se pôr à prova um laço tão específico como esse que se lança a partir do ato psicanalítico. A causa como furo do desejo, quer dizer, o desejo enquanto furo, aquilo que Lacan buscou transmitir, dizer, com o desejo do discurso do analista, desejo de analista, ou também, transferência de trabalho, ato do psicanalista e outras invenções, está aí no coração de nossa experiência para se dizer, transmitir.<hr/>The article indicates the difference between wandering and cause relating to desire. Lacan proposes the cause as rupture of law of desire and states the psychoanalytic act as a traverse of a form of jouissance. Then, takes the Lacan's theory of discourse as a first movement to address particular forms of jouissance, from the bonds that discourses establish, forming what he termed as Lacanian field. We must think about the status of desire after the psychoanalytic act or the turn to the discourse of the analyst. This has direct implications for clinical experience, but not only. Also relates to how Lacan decided to bet in your School as a place to proof for such a specific bond like this comming from the psychoanalytic act. The cause of desire as a hole, what Lacan sought to convey as desire of the discourse of the analyst, desire of analyst, or also, transference of work, psychoanalytic act and other inventions of terms, is where the heart of our experience to say, to transmit. <![CDATA[<b>Mishima</b>: <b>entre o amor e o desejo</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt As confissões feitas por Yukio Mishima em seu romance autobiográfico Confissões de uma máscara (1949) são tomadas neste artigo para ilustrar como esse sujeito passa - tal qual em uma banda de Moebius - do amor ao desejo em um movimento circulante. Em sua infância ele se divide entre o amor de sua avó e o desejo sexual por príncipes e soldados. Em sua juventude, ele se divide entre o amor espiritual por Sonoko e o desejo carnal, homossexual, por Omi. A clivagem que se desvela entre o amor e o desejo é subsumida pela clivagem da "carne e do espírito". De um lado a "carne", o desejo homossexual carnal, o desejo por aquilo que se imprime na masculinidade, força, ignorância, gestos rudes, fala descuidada; de outro, o espírito, tudo aquilo que é da ordem da intelectualidade. Mishima tentou constituir dois polos de pureza e perfeição, dois absolutos, desmentindo, assim, a castração do Outro. Ele perseguiu a solução da divisão do eu que se apresentava nas polaridades, mas o abismo que o dividia entre "o amor e o desejo" nunca se preencheu.<hr/>The confessions made by Yukio Mishima in his autobiographical novel Confissões de uma máscara (1949), are included in this article to illustrate how this subject passes - just like in a Moebius band - the love to desire in a circulating motion. In his childhood he was divided between the love of his grandmother and sexual desire for princes and soldiers. In his youth, he was divided between the spiritual love for Sonoko and the carnal desire, homosexual, for Omi. The cleavage that unveils between love and desire is subsumed by the cleavage between "flesh and spirit". On one side the "flesh", the homosexual carnal desire, the desire for what is printed in masculinity, strength, ignorance, rude gestures, careless talk, on the other, the spirit, all that which is of the order of the intellectuality. Mishima tried to constitute two poles of purity and perfection, two absolute, belying the castration of the Other. He pursued the solution of division of the I which appeared in polarities, but the chasm that divided him between "love and desire" never filled. The confessions made by Yukio Mishima in his autobiographical novel "Confessions of a mask" (1949), are taken in this article to illustrate how this subject moves - just like in a Moebius band - from love to desire in a circling movement. In his childhood, he was divided between his grandmother's love and the sexual desire for princes and soldiers. In his youth, he was divided between his spiritual love for Sonoko and the carnal homosexual desire for Omi. The cleavage that is unveiled between love and desire is subsumed by the cleavage of "flesh and spirit". On one side, "flesh", the carnal homosexual desire, the desire for what is imprinted in masculinity, strength, ignorance, rude gestures, careless talk, on the other, spirit, all that which is related to intellectuality. Mishima tried to constitute two poles of purity and perfection, two absolutes, denying, thus, the castration of the Other. He pursued the solution of division of the self, which presented itself in polarities, but the chasm that divided him between "love and desire" was never filled out. <![CDATA[<b>Dom Quixote, Sancho Pança, a errância do desejo e mais-além</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O objetivo deste artigo é discorrer sobre a errância constitutiva do ser humano em seu encantamento com os objetos, circunscrevendo e explorando a interrogação sobre o que é que pode fazer desse circunvolucionar em torno - e afagar - do objeto do desejo um mais-além do simples retorno do "mesmo" e um sinalizar na direção de alguma transformação efetiva do sujeito e de seu modo de gozo. Algumas passagens do Dom Quixote, de Cervantes, oferecem o contexto alegórico apropriado para reflexões sobre o tema.<hr/>The aim of this article is to discuss the constitutive wandering of the human being in his/her enchantment with the objects, marking and exploring the interrogation about what it is possible to do of this circling around - and fondling - of the object of the desire a far beyond of the simple return of the 'same' and a signaling towards some effective transformation of the subject and his/her way of jouissance. Some passages from Cervantes' Don Quixote offer the appropriate allegorical context for reflections on the topic. <![CDATA[<b>A inexistência e a insensatez</b>: <b>hiância causal e o gozo do falasser</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O texto parte de um poema-analisante, qual seja: [O vazio é um tempo, / Um tempo que parece, / Parece o nada.] para pensar alguns pontos cruciais da práxis psicanalítica. Lacan, algumas vezes, asseverou que o vazio não é o nada. Distinguir o nada e a inexistência parece um passo em uma análise. Circunscrever a inexistência pode configurar-se um ato (contingente) que prova o impossível e, por isso mesmo, faz escrever a não relação sexual. O que não ocorre sem forçamento: um forcing para fazer ressoar outra coisa que o sentido (neurótico). Para isso é preciso tempo, operações e algumas voltas. O forçamento revela o inexistente (propriamente o vazio). É possível, então, forçar o vazio para que este possa efetivamente inexistir e, desta feita, fazer ressoar as modulações do corpo e os efeitos de furo através dos quais cada sujeito (singular) poderá inventar.<hr/>The text departs from an analyzing-poem, that is: [The void is a time, / A time that seems, / Seems like nothing .] in order to reflect upon some crucial aspects of our praxis, Lacan has emphasized that the void is not the nothing. To distinguish the nothing from the inexistent seems a step in an analysis. To circumscribe the inexistence, it can be configured as an act (contingent) that proves the impossible and, for this very reason; it makes it write the non sexual relationship. This does not happen without forcing: forcing to make resonate something else. For this it is needed time, operations and some turns. Forcing reveals nonexistent (empty properly). You can then force the empty so that it can effectively inexistent and, this time, to echo modulations of the body and the effects of hole through which each subject (singular) can invent. <![CDATA[<b>Relação entre sublimação e desejo</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O presente trabalho orienta-se pelos ensinamentos de Jacques Lacan, especialmente pelo Seminário 7, A ética da psicanálise, para esclarecer as relações existentes entre a sublimação e o desejo, partindo da sublimação como um paradoxo diante do gozo: porque, ao mesmo tempo que o transgride, coloca-lhe um limite, criando o campo do desejo. Mas também assinalando a presença do desejo como outro paradoxo, já que exige manter a tendência em perspectiva, o que introduz certo mal-estar.<hr/>The present work is oriented by Jacques Lacan's teachings, especially in the seminar seven, The Ethics of Psychoanalysis, to clarify the relations that exist between sublimation and desire, starting out from sublimation as a paradox in relation to jouissance, because at the same time that transgress it, it puts a limit creating the field of desire. But also indicating the presence of desire as another paradox since it requires to keep the tendency in perspective, which introduces a certain discontent. <![CDATA[<b>Desejo e Repetição</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Desejo e repetição são dois conceitos da Psicanálise que remetem à sua experiência própria e procedem da estrutura do sujeito tal como esta se desdobra na experiência da transferência. O presente trabalho se propõe desenvolver a articulação dos dois conceitos em três tempos: 1) Como a questão da repetição se apresentou na clínica do desejo tanto para Freud, quanto para Lacan?; 2) Como Lacan retomou a articulação topológica dos dois: o desejo como efeito da repetição e a repetição como efeito do dizer, ou seja, a repetição do traço unário como efeito do Um-Dizer e causa do sentido do desejo, Um de sentido; 3) Por fim, convidamos na dança do Encore Marguerite Duras, que pelo afeto de sua "prática da letra" (LACAN, 1965, p. 200) disparou meu interesse pelo enodamento do acontecimento, da repetição e do desejo.<hr/>Desire and repetition are two concepts from Psychoanalysis which allude to the subject's own experience and come from his/her structure as much as this structure unfolds itself in the experience of transference. The work sets to develop the articulation of both concepts in three lines: 1) How has the question of repetition presented itself in the clinic of desire both for Freud and Lacan?; 2) How has Lacan returned to the topologic articulation of both (…): desire as an effect of repetition and repetition as an effect of the saying, that is, repetition of the unary trait as an effect of the One-Saying and cause of the meaning of desire; One of meaning; 3) Finally, we invited in the Encore Marguerite Duras dance, which for the affection of "practice of the letter" (LACAN, 1965, p.200) has triggered my interest in the enoding of happening, repetition, and desire. <![CDATA[<b>Desejo</b>: <b><i>dasein</i></b><b> lacaniano</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O autor parte do Wunsch freudiano, percorrendo diversos momentos do ensino de Lacan para demonstrar sua tese presente no título "Desejo: Dasein lacaniano". Distingue duas concepções do Dasein como "ser aí" e como Das Ein, "O Um" o qual irá relacionar ao final da análise. Justifica o uso do termo heideggeriano na sua concepção de interpretação como o que localiza o desejo do sujeito em um instante precedente, depois do qual o sujeito já não está aí, a interpretação daseina do desejo do sujeito. Nesse trajeto, o autor procura localizar as várias maneiras que Lacan situou o desejo nas dimensões imaginária, simbólica e real, relacionando-o aos quatro conceitos fundamentais, assim como com os quatro discursos, fazendo uma aproximação do desejo com sua escritura. Rebollo finaliza seu desenvolvimento, destacando a função desejo do analista.<hr/>The author departs from the Freudian Wunsch, privileging several moments of Lacan's teaching to demonstrate his thesis in the work Desire: Lacanian Dasein. He distinguishes two conceptions of the Dasein such as "being there" and Das Ein, "The One", which will relate to the conclusion of the analysis. He justifies the use of the Heideggerian term, in its conception of interpretation like the one that locates the subject's desire in a previous moment, after which the subject is no longer there, the daseina interpretation of the subject's desire. In this trajectory, the author tries to find the several ways Lacan has placed the desire in the imaginary, symbolic, and real dimensions, relating it to the four key concepts, as well as the four discourses, in the approximation of the desire with his scripture. Rebollo concludes his thought, highlighting the function desire of the analyst. <![CDATA[<b>Sobre o amor, o desejo e os parceiros</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O presente trabalho traz as articulações entre amor e desejo e, partindo do princípio que no nível do gozo não há par, aponta o parceiro do desejo e a parceria amorosa, enquanto apresenta o amor em três versões: o amor paixão ignorante do desejo, que mente sobre o verdadeiro parceiro; o amor de transferência, condição e obstáculo da análise; e o amor mais digno, que não acredita no parceiro mas reconhece o outro como unicidade solitária.<hr/>the present work discusses the articulations between love and desire and, departing from the principle that, at the level of jouissance there is no pairing, it points out the partner of the desire and the love partnership while it presents love in three versions: love as passion, ignorant of desire, which lies about the true partner, love of transference, condition and obstacle to the analysis, and the more dignified love, which does not believe in the partner, but acknowledges the other as solitary uniqueness. <![CDATA[<b>O importante papel do humor na direção da cura</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo tem como objetivo destacar a importância do humor na direção da cura. Aprendemos com Freud (1927/1996) que este protege a instância do eu do sofrimento perpetrado pelas críticas severas do supereu. Fazer rir é aludir à face afável do supereu, em contraponto à sua face cruel. Dentro desta perspectiva, foi conduzido um caso de um sujeito obsessivo que se encontrava à mercê de seu ódio e, consequentemente, de seu descontrole emocional. Com frequência, atuava de forma violenta e desmedida como o personagem Giovanni Manzoni, nascido na literatura e que ganhou vida nas telas do cinema recentemente. Assim como Manzoni, Igor é um sujeito dividido subjetivamente entre a consciência moral e a obediência aos ditames maléficos superegoicos. Sofre se dá vazão à sua ira, pelas desastrosas consequências indesejadas e sofre se as inibe, pois então, tem até sintomas físicos como dores no peito, enjoos e desmaios. Assim, só resta a Igor a seguinte saída, prosseguir com sua análise.<hr/>The objective of the article is to highlight the importance of humor in the direction of the cure. We have learned from Freud (1927/1996) that humor is able to protect the ego from the suffering caused by the severe criticism by the superego. To make the patient laugh means to allude to the superego's friendly facet, as opposed to its merciless one. Under such a perspective, it was conducted a case of an obsessive patient who had been subjected of his hatred, and, consequently, to his emotional lack of control. Very frequently, he acted in a violent and unlimited way just like Giovanni Manzoni, a character from literature who recently came to life in the big screen. Thus, such as Manzoni, Igor is a subjectively divided subject between moral consciousness and obedience to the malefic super egotistical orders. On one hand, he suffers if he allows himself to be guided by his rage, by the unwanted and disastrous consequences. On the other hand, he suffers if he inhibits them, once he presents even physical symptoms like chest pains, nausea, and faintness. So, Igor is finally left with the following choice, to go on with his treatment. <![CDATA[<b>As exigências do manejo transferencial e o desejo de analista</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Baseado em fragmentos de um caso clínico, o presente artigo pretende discorrer sobre a instauração do sujeito suposto saber, bem como delimitar o que Lacan (1964) designou como fechamento do inconsciente. Efeito do amor de transferência e da função de obturadora do objeto a, o fechamento do inconsciente é o lugar onde o analista é suposto saber operar, via desejo de analista, a reabertura do inconsciente, a cada vez, sustentando o ato constituinte do sujeito, sua causa hiante.<hr/>From fragments of clinical case, the present article intends to discuss the settlement of the subject supposed to know, therefore limit what Lacan (1964) designated as closing of the unconscious. Effects of the transference of love and the function of object-obstructing, the closing of the unconscious it's where the analyst is supposed to operate, by the analyst's desire, the reopening of the unconscious every time, sustaining the constituent act of the subject, your gaping cause. <![CDATA[<b>Na vertigem da dor</b>: <b>o luto na zona entre os vivos e os mortos</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Freud considerou o luto "um grande enigma, um desses fenômenos a que se relacionam outras coisas obscuras". A partir da singularidade de um caso clínico nos arriscaremos a adentrar no enigma do luto e em suas obscuridades. Do caso, pretendemos extrair três fios - nomeados "na vertigem da dor", "o estatuto do morto" e "o luto entre o recordar e o repetir" - que servirão de condutores para a escrita e ajudarão a ilustrar e articular algumas proposições acerca do luto em Freud, Lacan e Jean Allouch. Uma escrita que visa menos esclarecer as "coisas obscuras" que cercam o luto do que contribuir, em seus impasses, para a sua problematização clínica e teórica.<hr/>Freud considered mourning "a great enigma, one of those phenomena which relate to other obscure things." Departing from the singularity of a clinical case, we risk entering the mourning enigma as well as well as its obscurities. From the case, we intend to extract three strands - listed as "in the vertigo of the pain", "the statute of the dead", and "mourning in between recalling and repeating" - which will serve the purpose of leading into the writing, and also help illustrate and articulate some propositions on mourning in Freud, Lacan, and Jean Allouch. A writing process which aims at less clarifying the "obscure things" that surround mourning than contributing, in its impasses, to its clinical and theoretical questioning. <![CDATA[<b>Entrevista com Colette Soler</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Freud considerou o luto "um grande enigma, um desses fenômenos a que se relacionam outras coisas obscuras". A partir da singularidade de um caso clínico nos arriscaremos a adentrar no enigma do luto e em suas obscuridades. Do caso, pretendemos extrair três fios - nomeados "na vertigem da dor", "o estatuto do morto" e "o luto entre o recordar e o repetir" - que servirão de condutores para a escrita e ajudarão a ilustrar e articular algumas proposições acerca do luto em Freud, Lacan e Jean Allouch. Uma escrita que visa menos esclarecer as "coisas obscuras" que cercam o luto do que contribuir, em seus impasses, para a sua problematização clínica e teórica.<hr/>Freud considered mourning "a great enigma, one of those phenomena which relate to other obscure things." Departing from the singularity of a clinical case, we risk entering the mourning enigma as well as well as its obscurities. From the case, we intend to extract three strands - listed as "in the vertigo of the pain", "the statute of the dead", and "mourning in between recalling and repeating" - which will serve the purpose of leading into the writing, and also help illustrate and articulate some propositions on mourning in Freud, Lacan, and Jean Allouch. A writing process which aims at less clarifying the "obscure things" that surround mourning than contributing, in its impasses, to its clinical and theoretical questioning. <![CDATA[<b><i>A criança em nós</i></b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2014000100015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Freud considerou o luto "um grande enigma, um desses fenômenos a que se relacionam outras coisas obscuras". A partir da singularidade de um caso clínico nos arriscaremos a adentrar no enigma do luto e em suas obscuridades. Do caso, pretendemos extrair três fios - nomeados "na vertigem da dor", "o estatuto do morto" e "o luto entre o recordar e o repetir" - que servirão de condutores para a escrita e ajudarão a ilustrar e articular algumas proposições acerca do luto em Freud, Lacan e Jean Allouch. Uma escrita que visa menos esclarecer as "coisas obscuras" que cercam o luto do que contribuir, em seus impasses, para a sua problematização clínica e teórica.<hr/>Freud considered mourning "a great enigma, one of those phenomena which relate to other obscure things." Departing from the singularity of a clinical case, we risk entering the mourning enigma as well as well as its obscurities. From the case, we intend to extract three strands - listed as "in the vertigo of the pain", "the statute of the dead", and "mourning in between recalling and repeating" - which will serve the purpose of leading into the writing, and also help illustrate and articulate some propositions on mourning in Freud, Lacan, and Jean Allouch. A writing process which aims at less clarifying the "obscure things" that surround mourning than contributing, in its impasses, to its clinical and theoretical questioning.