Scielo RSS <![CDATA[Estudos e Pesquisas em Psicologia]]> http://pepsic.bvsalud.org/rss.php?pid=1808-428120190004&lang=en vol. 19 num. SPE lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://pepsic.bvsalud.org/img/en/fbpelogp.gif http://pepsic.bvsalud.org http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>On the Tracks of Care: The Affirmation of the Sensitive Dimension of Experience in the Gestaltic Approach</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo em questão busca discorrer acerca das exigências, ou melhor dizendo, das convocações que a tarefa de atuar e ensinar Gestalt-terapia nos traz, considerando algumas peculiaridades que atravessam esse fazer gestáltico no contexto acadêmico. Ressaltamos que o eixo central de nossa narrativa apoia-se na ideia do cuidado enquanto prática e intervenção nas múltiplas ações e proposições que constituem a formação universitária em psicologia, perpassando pela nossa compreensão e atuação na clínica gestáltica. Ao afirmarmos a dimensão sensível da abordagem gestáltica, discutimos a articulação da sensibilidade e do cuidado como uma política ontológica, destacando a responsabilidade que temos de produzir mundos com nossas práticas. Nesse sentido, o texto tem a proposição de discutir e pensar nossas práticas durante todos esses anos na interseção entre a universidade, a clínica e a vida. Esse movimento, portanto, enfatiza a impossibilidade de separação entre tais aspectos numa abordagem visionária como é a Gestalt-terapia, cujo fundamento principal é a experimentação. Finalizamos ressaltando a importância da valorização das pequenas ações, afastando-nos de uma certa espetacularização desse fazer, cuja a dimensão política se desdobra no cotidiano.<hr/>The article in question seeks to discuss the demands, or rather, the calls that the task of acting and teaching Gestalt-therapy brings us, considering some peculiarities that go through this gestaltic practice in the academic context. We emphasize that the central axis of our narrative is based on the idea of care as a practice and intervention in the multiple actions and propositions that constitute the university education in psychology, going through our understanding and performance of the gestaltic clinic. In affirming the sensitive dimension of the gestaltic approach, we discuss the articulation of sensitivity and care as an ontological policy, highlighting the responsibility we have to produce worlds with our practices. In this sense, the text proposes to discuss and to think about our practices during all these years at the intersection between the university, the clinic and life. This movement, therefore, emphasizes the impossibility of separation between such aspects in a visionary approach such as Gestalt-therapy, whose main foundation is experimentation. We conclude by emphasizing the importance of valuing small actions, moving away from a certain spectacularization of this doing, whose political dimension unfolds itself in daily life.<hr/>El artículo en cuestión busca discutir las demandas, o mejor dicho, las llamadas que nos trae la tarea de actuar y enseñar terapia Gestalt, considerando algunas peculiaridades que atraviesan esto hacer gestáltico en el contexto académico. Destacamos que el eje central de nuestro relato se basa en la idea del cuidado como práctica e intervención en las múltiples acciones y propuestas que constituyen la formación universitaria en psicología, pasando por nuestra comprensión y actuación en la clínica gestáltica. Al afirmar la dimensión sensible del enfoque gestáltico, discutimos la articulación de la sensibilidad y el cuidado como una política ontológica, destacando la responsabilidad que tenemos de producir mundos con nuestras prácticas. En este sentido, el texto propone discutir y reflexionar sobre nuestras prácticas durante todos estos años en la intersección entre la universidad, la clínica y la vida. Este movimiento, por lo tanto, enfatiza la imposibilidad de separación entre tales aspectos en un enfoque visionario como la terapia Gestalt, cuyo fundamento principal es la experimentación. Concluimos destacando la importancia de valorar las pequeñas acciones, alejándonos de una cierta espectacularización de este hacer, cuya dimensión política se despliega en la vida cotidiana. <![CDATA[<b>Gestalt Therapy at the Boundary: Otherness and Recognition as Care</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo propõe uma discussão sobre os desafios da clínica da Gestalt-Terapia no trabalho com populações em situação de invisibilidade social abordando, a partir da sua noção de fronteira de contato, os temas da alteridade e do reconhecimento como constitutivos de uma ação clínica de cuidado neste contexto. A partir de diálogos interdisciplinares, em especial com perspectivas do campo da filosofia, o trabalho propõe uma breve análise crítica da situação contemporânea, apontando para as relações entre fronteiras de direitos, invisibilidade social e existencial, propondo uma ação clínica fundada na ética da alteridade e da transformação que promova um trabalho clínico que aconteça na fronteira, no encontro com populações invisibilizadas e buscando dar a ver o que os afeta sem se mostrar. Apresenta os contornos gerais de um trabalho clínico com jovens de favelas, colocando em questão os direitos e o lugar do Estado para que o reconhecimento possa ser plenamente exercido e sua dimensão de potencializar a agência se realize. Conclui por considerar o trabalho com a alteridade e o reconhecimento como forma de cuidado que possibilita resgatar a capacidade de agência, a partir de uma ação clínica ampliada para a situação-favela em suas dimensões micro e macro políticas.<hr/>The article proposes a discussion about the challenges of the Gestalt Therapy clinic in working with socially invisible populations, approaching, from its notion of contact boundary, the themes of alterity and recognition as constitutive of a clinical care action in this context. From interdisciplinary dialogues, especially with perspectives from the field of philosophy, the paper proposes a brief critical analysis of the contemporary situation, pointing to the relations between boundaries of rights, social and existential invisibility, and then proposing a clinical action based on an ethics of otherness and transformation that promotes a clinical work that happens in the frontier, in the encounter with those invisible populations and trying to show what affects them without showing itself. It presents the general outlines of a clinical work with youths who live in slums, calling into question the rights and place of the state so that recognition can be fully exercised and its dimension of empowering the agency realized. It concludes by considering the work with otherness and recognition as a form of care that allows rescuing the agency capacity from an expanded clinical action for the slum situation in its micro and macro political dimensions.<hr/>El artículo propone una discusión sobre los desafíos de la Terapia Gestalt al trabajar con poblaciones socialmente invisibles, abordando, desde su noción de frontera de contacto, los temas de alteridad y reconocimiento como constitutivos de una acción de atención clínica en ese contexto. Desde diálogos interdisciplinarios, especialmente con perspectivas del campo de la filosofía, el documento propone un breve análisis crítico de la situación contemporánea, señalando las relaciones entre los límites de los derechos, la invisibilidad social y existencial, proponiendo una acción clínica basada en la ética de la alteridad y de la transformación que promueva un trabajo clínico que ocurra en la frontera, en el encuentro con poblaciones invisibles y tratando de mostrar lo que les afecta sin mostrarse. El trabajo presenta los contornos generales del trabajo clínico con jóvenes de barrios marginales, cuestionando los derechos y el lugar del estado para que el reconocimiento pueda ejercerse plenamente y su dimensión de potencializar la capacidad de agencia sea realizada. Concluye considerando el trabajo con la alteridad y lo reconocimiento como una forma de atención que permite rescatar la capacidad de agencia por medio de una acción clínica extendida a la situación de las favelas en sus dimensiones micro y macro políticas. <![CDATA[<b>Environmentality, Co-existence and Sustainability: A Gestalt in Motion</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo tem como objetivo propor e discutir a noção de ambientalidade, colocando-a em diálogo com as noções de sustentabilidade e co-existência, visando promover, no âmbito da Gestalt-Terapia, discussões acerca de nossa implicação ética e existencial com o Planeta Terra. Ambientalidade é um termo inexistente no dicionário e que está aqui proposto como derivação da palavra ambiente para, juntamente com animalidade e racionalidade, constituir a definição da estrutura de nossa essência humana. Animal-racional, o ser humano tem sido definido, frequentemente, de uma maneira inadequada, pois falta-lhe o terceiro existencial: ambientalidade, que estou constituindo e definindo a partir dos modos de existência que constituem a experiência humana de ser pessoa. Ambientalidade é uma dimensão da essência humana, através da qual somos co-constituintes do universo, somos partes fundantes consubstanciais de uma totalidade através da qual tudo muda, tudo está ligado a tudo. Considerando a noção de Campo organismo/ambiente da Gestalt-Terapia como um construto central na abordagem, o desenvolvimento da noção de ambientalidade pode contribuir para ampliar o escopo da perspectiva gestáltica na direção de discussões que englobem de modo mais efetivo as relações das pessoas com o mundo e coloquem em relevo sua implicação com a sustentabilidade do planeta.<hr/>The article aims to propose and discuss the notion of environmentality, placing it in dialogue with the notions of sustainability and co-existence, aiming to promote discussions in the Gestalt Therapy field about our ethical and existential implications with Planet Earth. Environmentality is a non-existent term in the dictionary which is here proposed as a derivation of the word environment to, together with animality and rationality, constitute the definition of the structure of our human essence. Animal-rational, the human being has often been defined in an inadequate way, for he lacks the third existential: environmentality, which I am constituting and defining from the modes of existence that constitute the human experience of being a person. Environmentality is a dimension of the human essence, through which we are co-constituents of the universe, we are consubstantial founding parts of a totality through which everything changes, everything is connected to everything. Considering the notion of Field organism / environment field as a central construct in the approach, the development of the notion of environmentality can contribute to broaden the scope of the gestaltic perspective towards discussions that more effectively encompass people's relationships with the environment, highlighting their implication for the sustainability of the planet.<hr/>El artículo tiene como objetivo proponer y discutir la noción de ambientalidad, colocándola en diálogo con las nociones de sostenibilidad y coexistencia, para promover discusiones en el ambito de la Terapia Gestalt sobre nuestras implicaciones éticas y existenciales con el Planeta Tierra. La ambientalidad es un término que no existe en el diccionario y que se propone aquí como una derivación de la palabra ambiente para, junto con la animalidad y la racionalidad, constituir la definición de la estructura de nuestra esencia humana. Animal-racional, el ser humano ha sido muchas veces definido de manera inadecuada, ya que carece de la tercera existencial: la ambientalidad, que estoy constituyendo y definiendo a partir de los modos de existencia que constituyen la experiencia humana de ser una persona. La ambientalidad es una dimensión de la esencia humana, a través de la cual somos co-constituyentes del universo, somos partes consustanciales fundadoras de una totalidad a través de la cual todo cambia, todo está ligado a todo. Teniendo en cuenta la noción de campo organismo / ambiente de la Terapia Gestalt como una construcción central en el enfoque, el desarrollo de la noción de ambientalidad puede contribuir a ampliar el alcance de la perspectiva gestáltica hacia discusiones que abarquen más efectivamente las relaciones de las personas con el mundo y destacar su implicación en la sostenibilidad del planeta. <![CDATA[<b>Gestalt-Therapy in Times of Uncertainty: The Power of Not-Knowing</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Em tempos de incerteza, temos vivenciado a ineficiência do acúmulo de conhecimento técnico-científico na criação de um mundo mais satisfatório e equânime. As injustiças, as violências e os adoecimentos têm sido porta-vozes da crise humanitária que atravessamos, onde a vida tem se revelado tentativa de sobrevivência para uma maioria de pessoas, nos mais diferentes lugares. Diante da hegemonia de um tipo de saber dominante, que visa previsibilidade e controle, experiências de alteridade tendem a ser suprimidas e desqualificadas. A Gestalt-Terapia, nascida em berço existencial-fenomenológico, nos resgata a importância de um olhar que vai ao encontro do outro com abertura e coragem, acolhendo a diversidade e valorizando a força das experiências vividas. O cuidado se revela como atitude necessária de inquietação e desvelo, favorecendo a capacidade de confiar na gratuidade e na beleza dos encontros como fonte de aprendizado, experiência e conhecimento. O não-saber a priori acaba por revelar-se fonte potente de descoberta e criação de novas realidades.<hr/>In times of uncertainty, we have experienced the inefficiency of the accumulation of technical-scientific knowledge in the creation of a more satisfactory and equitable world. Injustices, violence and illness have been spokespersons for the humanitarian crisis we are going through, where life has proved to be an attempt at survival for a vast majority of people, in the most different places. Faced with the hegemony of a dominant type of knowledge, which aims at predictability and control, experiences of otherness tend to be suppressed and disqualified. Gestalt-Therapy, born in an existential-phenomenological cradle, rescues us from the importance of a look that meets the other with openness and courage, welcoming diversity and valuing the strength of lived experiences. Care is revealed as a necessary attitude of restlessness and concern, favoring the ability to trust in the gratuitousness and beauty of encounters as a source of learning, experience and knowledge. Not knowing a priori turns out to be a powerful source of discovery and creation of new realities.<hr/>En tiempos de incertidumbre, hemos experimentado la ineficiencia de la acumulación de conocimientos técnico-científicos en la creación de un mundo más satisfactorio y equitativo. Las injusticias, la violencia y la enfermedad han sido los portavoces de la crisis humanitaria por la que estamos pasando, donde la vida se ha revelado ser un intento de supervivencia para una gran mayoría de personas, en los más diversos lugares. Frente a la hegemonía de un tipo de conocimiento dominante, que busca la previsibilidad y el control, las experiencias de alteridad tienden a ser suprimidas y descalificadas. La Terapia Gestalt, nacida en una cuna existencial-fenomenológica, nos rescata de la importancia de una mirada que encuentra al otro con apertura y coraje, acogiendo la diversidad y valorando la fuerza de las experiencias vividas. El cuidado se revela como una actitud necesaria de inquietud y preocupación, favoreciendo la capacidad de confiar en la gratuidad y belleza de los encuentros como fuente de aprendizaje, experiencia y conocimiento. El no saber a priori resulta ser una poderosa fuente de descubrimiento y creación de nuevas realidades. <![CDATA[<b>"Pretitude" and Afroperspectivism in Psychotherapy: Challenges for the Gestalt Approach</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Apresentamos a intervenção do projeto de extensão "Gestalt-Terapia, escuta e acolhimento psicológico de grupos", realizado desde 2018 por alunos extensionistas negros do Curso de Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo utilizando a abordagem Gestáltica. O objetivo é desenvolver a prática do acolhimento psicológico de grupos, para homens e mulheres negras, principalmente universitários. Para tanto, foram realizados 07 encontros no ano de 2018 (04 participantes) e 15 encontros no ano de 2019 (07 participantes), sendo 04 mulheres e 07 homens, com idades entre 19 e 45 anos. Os encontros aconteceram no Núcleo de Psicologia Aplicada em horário noturno. Os principais recursos terapêuticos são provenientes da expressão verbal e corporal, entretanto, músicas, vivências e atividades de colagens foram agregadas. Os resultados parciais indicaram que os encontros grupais proporcionaram cuidado e reconhecimento de si, do mundo e do outro, e melhora da autoestima na população assistida. Os participantes reconheceram muitos processos que interrompem as trocas afetivas, como resultado do racismo estrutural que a população negra brasileira vivencia. A consciência corporal e afetiva possibilitou uma reaproximação dos afetos positivos entre pessoas negras, de modo a reafirmar as características positivas dessa população.<hr/>We present the intervention of the extension project "Gestalt-Therapy, listening and psychological reception of groups", conducted since 2018 by black extension students of the Psychology Course of the Federal University of Espírito Santo using the Gestaltic approach. The objective is to develop the practice of psychological group reception for black men and women, mainly university students. To this end, 07 meetings were held in 2018 (04 participants) and 15 meetings in 2019 (07 participants), 04 women and 07 men, aged 19 to 45 years old. The meetings took place at the Center for Applied Psychology at night time. The main therapeutic resources came from verbal and body expression, however, songs, experiences and collage activities were added. The partial results indicated that the group meetings provided care and recognition of self, of the world and the other, it also improved self-esteem in the assisted population. The participants recognized many processes that interrupt affective exchanges as a result of the structural racism that the black Brazilian population experiences. Body and affective awareness made it possible to re-approach positive affections among black people in order to reaffirm the positive characteristics of this population.<hr/>Presentamos la intervención del proyecto de extensión "Terapia Gestalt, escucha y acogimiento psicológico de grupos", realizado desde 2018 por estudiantes negros extensionistas del Curso de Psicología de la Universidad Federal do Espírito Santo utilizando el enfoque Gestáltico. El objetivo es desarrollar una práctica de acogimiento psicológico de grupos, para hombres y mujeres negros, principalmente estudiantes universitarios. Para esto, fue realizado 07 encuentros en el año de 2018 (04 participantes) y 15 encuentros en el año de 2019 (07 participantes), siendo 04 mujeres y 07 hombres, con edades comprendidas entre 19 y 45 años. Los encuentros ocurrieron en el Núcleo de Psicología Aplicada en horario nocturno. Los principales recursos terapéuticos provenían de la expresión verbal y corporal, sin embargo, se agregaron la música, las experiencias y actividades de collage. Los resultados parciales indicaron que los encuentros grupales proporcionaron cuidado y reconocimiento de sí mismos, del mundo y del otro, y mejoraron la autoestima de la población asistida. Los participantes reconocieron muchos procesos que interrumpieron, destacándose los intercambios afectivos como resultado de un racismo estructural que la populación negra brasileña experimenta. La consciencia corporal y afectiva posibilitó una reaproximación de los afectos positivos entre personas negras, a modo de reafirmar las características positivas de esta populación. <![CDATA[<b>Gestalt Therapy and Female Empowerment in the Therapeutic Relationship: Reverberations from Psychotherapy among Women</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo tem por objetivo compartilhar possíveis reverberações da relação terapêutica, dentro da abordagem gestáltica, no processo de empoderamento feminino em psicoterapia. Partindo da ênfase relacional dada pela proposta teórica da Gestalt-terapia, este texto surge das vivências das autoras em seus consultórios de psicologia, refletindo sobre os desdobramentos dos encontros. Neste contexto, uma escuta atenta revela que os reflexos da cultura patriarcal são notórios nas demandas trazidas pelas mulheres que chegam ao setting terapêutico. Desde as insatisfações com o próprio corpo às dúvidas sobre escolha profissional; das relações conjugais às experiências (ou não) de maternidade, entre outras questões, observamos as exigências de uma sociedade machista ecoando sobre corpos femininos que, muitas vezes, incapazes de dar conta do "você deveria/não deveria", adoecem. Na contramão dos "deverias", a Gestalt-terapia nos instrumentaliza, através da relação terapêutica, a buscar, com cada mulher, seu modo próprio de existir-no-mundo, reconhecendo suas necessidades e construindo formas de atendê-las. Com isso, testemunhamos movimentos singulares de empoderamento feminino, os quais podem reverberar coletivamente nos contextos em que essas mulheres se posicionam e tecem novos encontros.<hr/>This article aims to share possible reflections about the therapeutic relationship, within the gestalt approach, in the process of female empowerment in psychotherapy. Considering the relational emphasis given by the theoretical proposal of Gestalt-therapy, this text emerges from the authors' experiences in their psychology offices, reflecting about the impact of the encounters. In this context, a careful listening reveals that the reflexes of patriarchal culture are notorious in the demands brought by women who reach the therapeutic setting. From dissatisfaction with one's body to doubts about professional choice; from marital relationships to (or not) experiences of motherhood, among other issues, we observe the demands of a chauvinistic society echoing over female bodies that, frequently, are unable to cope with the "you should / shouldn't" and get sick. Contrary to the "shoulds", Gestalt-therapy instructs us, through the therapeutic relationship, to seek with each woman their own way of existing, recognizing their needs and constructing ways to take care of them. Thus, we witness unique movements of female empowerment that can collectively reverberate in the contexts in which these women stand for themselves and meet other people.<hr/>Este artículo tiene como objetivo compartir las posibles reverberaciones de la relación terapéutica, dentro del enfoque gestáltico, en el proceso de empoderamiento femenino en psicoterapia. Partiendo del énfasis relacional dado por la propuesta teórica de la terapia Gestalt, este trabajo emerge de las experiencias de las autoras en sus consultorios de psicología, reflexionando sobre el desarrollo de los atendimientos. En este contexto, una escucha cuidadosa revela que los reflejos de la cultura patriarcal son notorios en las demandas presentadas por las mujeres que llegan al entorno terapéutico. Desde la insatisfacción con el cuerpo hasta las dudas sobre la elección profesional; desde relaciones matrimoniales hasta (o no) experiencias de maternidad, entre otros problemas, observamos las demandas de una sociedad chovinista que resuena sobre los cuerpos femeninos que, a menudo incapaces de hacer frente al "deberías / no deberías" se enferman. Contrariamente a los "deberes", la terapia Gestalt nos instruye, através de la relación terapéutica, para buscar, con cada mujer, su propia manera de existir en el mundo, reconociendo sus necesidades y construyendo formas de satisfacerlas. Por lo tanto, fuimos testigos de movimientos singulares de empoderamiento femenino, que pueden reverberar colectivamente en los contextos en los que estas mujeres se posicionan y tejen nuevos encuentros. <![CDATA[<b>Gestalt Therapy Implications for Hyperconsuption Relations</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en A hipermodernidade, com suas bases culturais fundamentadas no individualismo e nas relações de consumo, levou o homem a um completo esgotamento frente às expectativas de felicidade a ser obtida por meio da conquista de melhores desempenhos em vários aspectos da existência e em aquisições materiais. Uma vez que o indivíduo está constantemente exposto às consequências do modus vivendi do hiperconsumo, qual seja, o caráter transitório do sucesso que provoca o sentimento de fracasso, são observadas sequelas emocionais que podem se desdobrar em fenômenos psicopatológicos contemporâneos, sendo alguns destes destacados no artigo. O objetivo deste trabalho é apontar como a força do imperativo do sucesso pode intensificar sentimentos como humilhação, vergonha e inveja, assim como sugerir a Gestalt-terapia como oportunidade de libertação da opressora ideologia da superação de si, por ser, pelo encontro dialógico, um instrumento na sustentação da dignidade do sujeito diante das desconfirmações a que é constantemente submetido.<hr/>Hypermodernity, with its cultural foundations based on individualism and consumer relations, led human beings to a complete exhaustion in face of the expectations of happiness to be obtained through the achievement of better performances in various aspects of existence and in material acquisitions. Since the individual is constantly exposed to the consequences of the hyperconsumption modus vivendi, that is, the transitory character of success that causes the feeling of failure, emotional sequelae can be observed that may unfold into contemporary psychopathological phenomena, some of which are highlighted in the article. The aim of this paper is to point out how the strength of the success imperative can intensify feelings such as humiliation, shame, and envy, as well as suggest Gestalt-therapy as an opportunity for liberation from the oppressive ideology of self-overcoming, because, through the dialogical encounter, it is an instrument for sustaining the dignity of the subject in the face of the disconfirmations to which he/she is constantly exposed.<hr/>La hipomordenidad, con su bases culturales fundamentadas en el individualismo y en las relaciones de consumo, ha llevado al hombre a un agotamiento completo ante las expectativas de felicidad a ser obtenida por medio de la conquista de mejores desempeños en diversos aspectos de la existencia y en las adquisiciones materiales. Una vez que el indivíduo está constantemente expuesto a las consecuencias del modus vivendi del hiperconsumo, culquiera que sea, el carácter transitorio del suceso que provoca el sentimiento de fracaso, son observadas secuelas emocionales que pueden desplegarse en los fenómenos psicopatológicos contemporáneos, algunos de los cuales se destacan en el artículo. El objetivo de este trabajo es señalar cómo la fuerza del imperativo del suceso puede intensificar sentimientos como humillación, vergüenza y envidia, así como sugerir que la terapia Gestalt como una oportunidad de liberación de la ideologia opresiva de superación personal, por ser, a través del encuentro dialógico, un instrumento para sostener la dignidad del sujeto frente a las desconfirmaciones a las que está constantemente sometido. <![CDATA[<b>Careful Use of Virtual Social Networks</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en As redes sociais virtuais permitem a um indivíduo compartilhar conexões com outros usuários e estabelecer laços sociais fortes e fracos. Neste cenário, se dá seu uso abusivo sob a influência das Tecnologias de Informação e Comunicação. O objetivo do texto é refletir sobre o uso das redes sociais virtuais, o desconhecimento do outro; e conexões gestálticas para o seu uso cuidadoso. O método foi análise teórica e crítica de textos, examinando a busca pela afirmação da diversidade e da diferença em contextos da desterritorialização, das biotecnologias, da pós-verdade, da reduzida empatia, da fragilidade psíquica que repercute na subjetivação das pessoas, provocando sofrimento psíquico. Ponderamos que, cuidar é imperioso, envolve estratégias preventivas e interventivas em torno de pessoas e instituições para o enfrentamento das iniquidades físicas e psicológicas, as quais estamos expostos. É um fio condutor da saúde. Assinalamos que os Gestalt-terapeutas convergem com o pensamento heideggeriano que postula o cuidado como essência da existência humana. Cuidar é o contraponto do adoecimento que se realiza como espetáculo regulador das relações sociais mediadas pelo uso da internet. É também tolerância, profundo respeito pelo outro, é solidariedade entre todos os homens e todas as mulheres, justiça, democracia e respeito aos direitos humanos.<hr/>Virtual social networks allow an individual to share connections with other and establish strong and weak social bonds. In this scenario, its abusive use takes place under the influence of Information and Communication Technologies. The purpose of the text is to reflect on the use of virtual social networks, and ignorance of the other; and gestaltic connections for the careful use. The method was theoretical and critical analysis of texts, examining the search for the affirmation of diversity and difference in contexts of deterritorialization, biotechnologies, post-truth, reduced empathy, psychic fragility that affects the subjectivation of people, causing psychological distress. We consider that, caring is imperative, involves preventive and interventional strategies around people and institutions to face physical and psychological inequities, to which we are exposed. It is a guiding thread of health. We point out that Gestalt-therapists converge with the heideggerian's thinking that postulates care as the essence of human existence. Caring is the counterpoint to the sickness that is performed as a spectacle that regulates social relations mediated by the use of the internet. It is also tolerance, deep respect for the other, it is solidarity between all men and all women, justice, democracy and respect for human rights.<hr/>Las redes sociales virtuales permiten a un individuo compartir conexiones con otros usuarios y establecer lazos sociales fuertes y débiles. En este escenario, su abuso ocurre bajo la influencia de las Tecnologías de Información y Comunicación. El objetivo del texto es reflexionar sobre el uso de las redes sociales virtuales, la ignorancia del otro; y conexiones gestálticas para su uso cuidadoso. El método fue el análisis teórico y crítico de textos, examinando la búsqueda de la afirmación de la diversidad y la diferencia en contextos de desterritorialización, biotecnologías, post-verdad, empatía reducida, fragilidad psíquica que afecta la subjetividad de las personas, causando sufrimiento psicológico. Consideramos que el cuidado es imperativo, implica estrategias de prevención e intervención en torno a las personas y las instituciones para hacer frente a las iniquidades físicas y psicológicas a las que estamos expuestos. Es un hilo conductor de la salud. Señalamos que los terapeutas gestálticos convergen con el pensamiento de Heidegger que postula el cuidado como la esencia de la existencia humana. El cuidado es el contrapunto a la enfermedad que tiene lugar como un espectáculo regulador de las relaciones sociales mediadas por el uso de internet. También es tolerancia, profundo respeto por los demás, solidaridad entre todos los hombres y mujeres, justicia, democracia y respeto por los derechos humanos. <![CDATA[<b>Gestaltic Psychological Duty - The Writing of an Experience</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Apresento a escrita de minha experiência de criação do campo de estágio em Plantão Psicológico fundamentado na Abordagem Gestáltica num curso de graduação em Psicologia numa Instituição particular de Ensino Superior no Rio de Janeiro. Sendo escassa a literatura gestáltica neste tema, recorri a autores baseados em Carl Rogers, em cuja abordagem há farta oferta de publicações, o que me permitiu criar boas conexões com autores da Gestalt-terapia. Chamei para compor esse diálogo autores da Psicologia Social e, assim, proponho o único atendimento no Plantão Psicológico Gestáltico como uma prática de clínica ampliada que pró-move deslocamentos nos fazeres acadêmicos na graduação em Psicologia por expandir as práticas clínicos na clínica-escola para além da psicoterapia bipessoal e por propor a sensibilidade como condição de encorpamento ético nos fazeres psicológicos. Finalizo, indicando o Plantão Psicológico Gestáltico como uma prática política e inclusiva, portanto, democrática, contemplando contemporaneamente a demanda por atenção psicológica pontual, em diferentes espaços e contextos - fomentando atenção especialmente à nossa formação universitária.<hr/>I present the writing of my experience of creating the field of internship on Psychological Duty based on the Gestaltic Approach in a graduation course in Psychology in a private Institution of Higher Education in Rio de Janeiro. Being the gestalt literature scarce on this subject, I have resorted to authors based on Carl Rogers, in whose approach there is a large supply of publications, which allowed me to create good connections with Gestalt-therapy authors. I called authors of Social Psychology to compose this dialogue and so, I propose the only service in the Gestaltic Psychological Duty as an expanded clinic practice, which promotes displacements in the academic studies in Psychology by expanding clinical practices in the clinic-school beyond bipersonal psychotherapy and for proposing sensitivity as a condition of ethical embodiment in psychological studies. I conclude by indicating the Gestaltic Psychological Duty as a political and inclusive practice, therefore, democratic, contemporaneously contemplating the demand for punctual psychological attention, in different spaces and contexts - fostering attention especially to our university education.<hr/>Presento mi experiencia en la creación de la pasantía sobre el Deber Psicológico basada en el Enfoque Gestáltico en un curso de graduación en Psicología en una Institución de Educación Superior privada en Rio de Janeiro. Como hay poca literatura gestáltica sobre este tema, he recurrido a autores basados en Carl Rogers, en cuyo enfoque hay una gran oferta de publicaciones, lo que me permitió crear buenas conexiones con los autores de la terapia Gestalt. Llamé a los autores de la Psicología Social para componer este diálogo y así, propongo el único servicio en el Deber Psicológico Gestáltico como una práctica clínica expandida, que promueva desplazamientos en los estudios académicos de la Psicología para expandir las prácticas clínicas en la clínica-escuela más allá de la psicoterapia bipersonal y para proponer la sensibilidad como condición de incorporación ético en los estudios psicológicos. Concluyo señalando el Deber Psicológico Gestáltico como una práctica política e inclusiva, así que democrática, que contempla la demanda de atención psicológica puntual, en diferentes espacios y contextos - fomentando la atención especialmente a nuestra educación universitaria. <![CDATA[<b>Possibilities of the Gestalt Clinic in the Care of Bereaved Children</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en O luto é compreendido como o processo psíquico de elaboração de uma perda que rompe com toda a constituição de mundo interno e segurança da criança, exigindo que novas formas de ajustamento sejam criadas. A presença de um outro-suporte é fundamental para que a criança possa percorrer seus ciclos de contato e alcançar a satisfação de suas necessidades no enfrentamento do luto. A Gestalt-terapia é uma abordagem fenomenológico-existencial, focada na construção dialógica, na qual a relação terapeuta-cliente ganha um eixo central. Em termos de prática clínica, o terapeuta se coloca em abertura à espera do outro-humano que o busca, na expectativa de que se revele, acolhendo os conteúdos, reconhecendo sua manifestação, em um processo de aceitação, confirmação e inclusão. Neste sentido, a intervenção terapêutica acompanha a expressão do brincar como linguagem para a criança comunicar, compreender e assimilar o vivido. O caminho escolhido para realização deste estudo foi a revisão bibliográfica de teóricos da Gestalt-terapia e estudos em luto na contemporaneidade, com enfoque nas bases relacionais destas teorias associadas a vinhetas de casos clínicos para ampliar a compreensão e possibilidades de intervenção com crianças enlutadas na clínica gestáltica.<hr/>Grief is understood as the psychic process of elaboration of a loss that breaks with the entire constitution of the inner world and the child's safety, requiring that new forms of adjustment be created. The presence of another support is fundamental for the child to be able to go through their cycles of contact and achieve the satisfaction of their needs in facing grief. Gestalt therapy is a phenomenological-existential approach, focused on dialogic construction, where the therapist-client relationship takes on a central axis. In terms of clinical practice, the therapist stands open waiting for the other human who seeks him, expecting to reveal himself, welcoming the contents, recognizing their manifestation, in a process of acceptance, confirmation and inclusion. In this sense, therapeutic intervention accompanies the expression of play as a language for the child to communicate, understand and assimilate the lived experience. The path chosen for this study was the bibliographic review of Gestalt therapy theorists and studies in mourning in contemporaneity, focusing on the relational bases of these theories associated with clinical case vignettes to broaden the understanding and possibilities of intervention with bereaved children in the clinic gestalt.<hr/>El duelo se entiende como el proceso psíquico de elaboración de una pérdida que rompe con toda la constitución del mundo interior y la seguridad del niño, requiriendo la creación de nuevas formas de ajuste. La presencia de otro apoyo es fundamental para que el niño pueda pasar por sus ciclos de contacto y alcanzar la satisfacción de sus necesidades al enfrentar el dolor. La terapia gestáltica es un enfoque fenomenológico-existencial, centrado en la construcción dialógica, donde la relación terapeuta-cliente adquiere un eje central. En términos de práctica clínica, el terapeuta permanece abierto esperando al otro ser humano que lo busca, esperando revelarse, acogiendo los contenidos, reconociendo su manifestación, en un proceso de aceptación, confirmación e inclusión. En este sentido, la intervención terapéutica acompaña la expresión del juego como lenguaje para que el niño se comunique, comprenda y asimile la experiencia vivida. El camino elegido para este estudio fue la revisión bibliográfica de los teóricos de la Terapia Gestalt y los estudios contemporáneos de duelo, centrándose en las bases relacionales de estas teorías asociadas con viñetas de casos clínicos para ampliar la comprensión y las posibilidades de intervención con niños en duelo en la clínica gestáltica. <![CDATA[<b>The Drawing in Gestalt-Therapy: The Versatility of the Lines Interfacing the Clinical Practice</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Por meio de revisão integrativa de literatura, objetivou-se discutir a utilização do desenho na prática clínica em Gestalt-terapia. Consta do final dos anos de 1800 o primeiro estudo sobre os desenhos infantis. As teorias clássicas descrevem o desenvolvimento do grafismo por meio de estágios que são superados à medida que a criança se desenvolve. Na ciência psicológica, inicialmente, o desenho foi utilizado em testes psicológicos para medir aspectos cognitivos e, posteriormente, como técnica projetiva. Atualmente, ele também é utilizado como um meio para a investigação diagnóstica em diversas abordagens teóricas. Na Gestalt-terapia, o desenho pode ser utilizado como técnica, experimento e instrumento para o estabelecimento de vínculo, fundamentado no método fenomenológico. O desenho é uma importante ferramenta terapêutica que ao ser utilizada dentro de um processo psicoterapêutico consistente, fundamentado no vínculo de confiança e pautado no arcabouço teórico da Gestalt-terapia, é capaz de contribuir para o processo de atualização e de crescimento do cliente.<hr/>Through an integrative literature review, the goal is to discuss the use of drawings on the clinical practice of Gestalt-therapy. The first study regarding children's drawings refers to the ending of the 1800's. The classical theories describe the development of the graphism through stages that are overcome as the child develops. In psychological science, initially, the drawing was used in psychological tests to measure cognitive aspects, and, further on, as a projective technique. Currently, it is also used as a manner of investigations for diagnosis in various theories. In Gestalt-therapy the drawing can be used as a technique, an experiment and an instrument to establish bonding, based on the phenomenological method. The drawing is an important therapeutic tool that, when used within a consistent psychotherapeutic process, founded on a tie of trust and based on the theoretical background of Gestalt-therapy, is capable of contributing to the update and growth process of the client.<hr/>Por medio de una revisión integradora de literatura, se objetivó discutir la utilización del dibujo en la práctica en clínica en terapia Gestalt. Se pudo encontrar el primer estudio cerca los dibujos infantiles al final de los 1800. Las teorías clásicas describen el desarrollo del grafismo a través de etapas que son rebasadas con el desarrollo de los niños. En la ciencia psicológica, inicialmente, el dibujo fue utilizado en pruebas psicológicas, para medir aspectos cognitivos y, después, como una técnica de proyección. Actualmente, también se pone como una forma de investigación diagnóstica en las teorías diversas. En la terapia Gestalt, el dibujo puede ser usado como técnica, para experimentación y instrumento de formación de vínculo, fundamentado por el método fenomenológico. El dibujo es una herramienta significativa que, cuando utilizada en un proceso psicoterápico consistente, fundamentado en un vínculo de confianza y basado en la teoría de la terapia Gestalt, puede contribuir con el proceso de actualización y crecimiento del cliente. <![CDATA[<b>Care and Gestalt-therapy</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400013&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo pretende considerar o conceito de cuidado dentro das perspectivas filosóficas e teóricas da Gestalt-terapia, buscando refletir sobre sua aplicabilidade na clínica ampliada. A experiência da autora, enquanto professora universitária e supervisora de estágio em Gestalt-terapia, servirá como ponto de sustentação para a reflexão sobre o cuidado na clínica ampliada, dado o vínculo que a mesma construiu e mantêm com a rede pública de saúde e assistência social em uma cidade do norte fluminense, através da oferta de estágio em diversos dispositivos desta rede. Ao longo deste artigo, não se pretende propor modos específicos de cuidado, mas refletir sobre a visão de cuidado em Gestalt-terapia e das implicações da abordagem na atuação do gestalt-terapeuta. O nosso objetivo, portanto, não é apontar modos apropriados de cuidar em Gestalt-terapia, mas possibilitar um maior entendimento do que podemos considerar cuidado e se a visão de cuidado proposta é compatível com a atuação na clínica ampliada.<hr/>This article intends to consider the concept of care within the philosophical and theoretical perspectives of Gestalt-therapy, seeking to reflect on its applicability in the expanded clinic. The author's experience as a university professor and internship supervisor in Gestalt-therapy, will serve as a point of support for reflection on the care in the expanded clinic, given the link it has built and maintains with the public health and social care network in a city north of the state of Rio de Janeiro, through the offer of internship in various practices of this network. Throughout this article, the intention is not to propose specific forms of care but to reflect on the vision of care in Gestalt-therapy and the implication of it in the gestalt-therapist. Our objective, therefore, is not to indicate suitable ways to provide care in Gestalt-therapy but enable a deeper understanding of what we can consider care and whether the proposed view of care is compatible with the performance in the expanded clinic.<hr/>El presente artículo pretende considerar el concepto de cuidado dentro de las perspectivas filosóficas y teóricas de la terapia Gestalt, tratando de reflexionar sobre su aplicabilidad en la clínica ampliada. La experiencia de la autora, como professora universitaria y supervisora de pasantía dentro del enfoque de la terapia Gestalt, servirá de punto de apoyo para la reflexión sobre el cuidado em la clínica ampliada, dado el vínculo que construyó y mantiene com la red de salud pública y asistencia social en una ciudad del norte del estado de Rio de Janeiro, por medio de la oferta de pasantía en diversos dispositivos de esta red. A lo largo de este artículo, no se pretende proponer modos específicos de atención, sino reflexionar sobre la visión de la atención en la terapia Gestalt y sus implicaciones para el desempeño del terapeuta gestalt. Nuestro objetivo, por lo tanto, no es señalar modos de atención apropiados en la terapia Gestalt, sino permitir una mayor comprensión de lo que podemos considerar atención y si la visión propuesta de la atención es compatible con el desempeño en la clínica ampliada. <![CDATA[<b>Joints between Leibniz and Robine's Thought: The Gestalt-therapy Inspired through the Fold</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo visa aprofundar o conceito de "dobra", mencionado pelo livro "O Self Desdobrado", de Jean-Marie Robine, articulando este conceito às contribuições de Deleuze, através de sua obra intitulada "A Dobra - Leibniz e o Barroco". Para realizar tal articulação, será realizada uma contextualização histórica em relação às críticas leibnizianas ao pensamento cartesiano. Tomando a noção de dobra, segundo a interpretação de Deleuze sobre o trabalho leibniziano, como uma nova fundamentação paradigmática, serão apresentadas algumas possibilidades de utilização na prática clínica da abordagem gestáltica. Serão trazidas novas contribuições de Jean-Marie Robine ao conceito de Self da Gestalt-terapia. Concluindo o artigo, serão apresentadas argumentações tecendo uma plausível analogia entre o pensamento cartesiano tomado como fundamento, e algumas tendências contemporâneas da política brasileira. Reconhecendo como a base de pensamento a partir de um plano cartesiano, pode sugerir uma forma simplificada e reducionista de encarar temas complexos, sistemáticos, e como tal tendência de pensamento é encontrada presentemente em discursos de líderes políticos brasileiros.<hr/>This article aims to deepen the concept of "fold", mentioned in the book "The Unfolded Self", by Jean-Marie Robine, articulating this concept to the contributions of Deleuze, through his work entitled "The Fold - Leibniz and the Baroque". In order to accomplish this articulation, a historical contextualization will be made in relation to the lebnizian critiques of Cartesian thought. Taking the notion of fold, according to Deleuze's interpretation of the leibnizian work, as a new paradigmatic foundation, some possibilities of use in clinical practice of the gestation approach will be presented. New contributions from Jean-Marie Robine will be brought to the concept of Self of Gestalt-therapy. Concluding the article, arguments will be presented that make a plausible analogy between Cartesian thought taken as a foundation, and some contemporary tendencies of Brazilian politics. Recognizing how the basis of thought from a Cartesian plan can suggest a simplified and reductionist way of facing complex and systematic issues, and how such a trend of thought is currently found in speeches of Brazilian political leaders.<hr/>Este artículo pretende profundizar el concepto de "pliegue", mencionado en el libro "El Self Desdoblado", de Jean-Marie Robine, articulando este concepto a las aportaciones de Deleuze, a través de su obra titulada "El pliegue - Leibniz y el Barroco". Para lograr esta articulación, se hará una contextualización histórica en relación con las críticas lebnizianas del pensamiento cartesiano. Tomando la noción de pliegue, según la interpretación de Deleuze de la obra leibniziana, como nuevo fundamento paradigmático, se presentarán algunas posibilidades de uso en la práctica clínica del enfoque gestáltico. Nuevas contribuciones de Jean-Marie Robine serán aportadas al concepto de Self de la terapia Gestalt. Concluyendo el artículo, se presentarán argumentos que hacen una analogía plausible entre el pensamiento cartesiano tomado como base, y algunas tendencias contemporáneas de la política brasileña. Reconocer cómo la base del pensamiento de un plan cartesiano puede sugerir una forma simplificada y reduccionista de enfrentar temas complejos y sistemáticos, y cómo esa tendencia de pensamiento se encuentra actualmente en los discursos de los líderes políticos brasileños. <![CDATA[<b>Biomusicality, Experience e Collective Awareness: Gestalt-Therapy, Music Therapy in Parent and Baby Care</b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400015&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo apresenta caminhos sobre a produção do cuidado para pais e bebês. Inicialmente é apresentado o conceito de ‘biomusicalidade', trazendo em cena a visão da vida tecida em contrapontos, a partir dos signos-sinais afetivos advindos das relações. As perspectivas da Gestalt-Terapia, da Musicoterapia e das Filosofias da Imanência sustentam as experiências de produção do cuidado para os pais e bebês. Problematiza-se a questão da produção de novas temporalidades nas relações entre os pais dirigida à produção do cuidado onde a subjetividade dos filhos seja ‘afetada' por campos de experiências vitais. Experiências movidas pela potência do desejo da descoberta, da busca pela novidade, do desejo de conexão com algo do ambiente que possa nutrir. Experiências da potência do devir-criança que habita os adultos e que pode ser despertada pelos campos de afetação do espaço clínico. O artigo propõe o desenvolvimento de uma Scientia Patibilis Natura, como uma Ciência da Alma Sensível. Ciência aliançada a uma ‘fenomenologia biomusical' que orienta e excita as consciências sensíveis dos pais para a produção de uma consciência sensível mutual, uma awareness coletiva. Experiências produtoras de um espaço clínico excitante, espaço da relação, espaço do sagrado, espaço da musicalidade da vida, espaço biomusical.<hr/>The article presents paths on the production of care for parents and babies. Initially, the concept of ‘biomusicality' is presented, bringing into view the vision of life woven into counterpoints, based on the affective sign-signals arising from relationships. The perspectives of Gestalt-Therapy, Music Therapy, and the Immanence Philosophies support the care-producing experiences for parents and babies. The question of the production of new temporalities in the relations between the parents is problematized in order to produce care where the subjectivity of the children is ‘affected' by fields of vital experiences. Experiences that are driven by the power of the desire for discovery, the search for novelty, the desire to connect with something in the environment that can nurture; experiences of the power of the child-devir that inhabits adults and that can be awakened by the fields of affectation of the clinical space. The article proposes the development of a Scientia Patibilis Natura, as a Sensitive Soul Science. Science allied to a ‘biomusical phenomenology' that guides and excites parents' sensible consciousnesses to produce a mutual sensible consciousness, a collective awareness. Experiences which produce an exciting clinical space, a space of relationship, a space of the sacred, a space of the musicality of life, a biomusical space.<hr/>El artículo presenta formas sobre la producción de cuidado para padres y bebés. Inicialmente se presenta el concepto de ‘biomusicalidad', trayendo a escena la visión de la vida tejida en contrapuntos, a partir de los signos-señales afectivos provenientes de las relaciones. Las perspectivas de la Terapia Gestalt, la Musicoterapia y las Filosofías de la Inmanencia sostienen las experiencias de la producción del cuidado para padres y bebés. Se problematiza la cuestión de la producción de nuevas temporalidades en las relaciones entre padres y madres, con el fin de producir cuidados donde la subjetividad de los niños se ‘afecta' por campos vitales de experiencia. Experiencias impulsadas por la potencia del deseo de descubrimiento, la búsqueda de la novedad, el deseo de conexión con algo en el entorno que puede nutrir. Experiencias de la potencia del devenir-niño que habita en los adultos y que se puede ser despertado por los campos de afectación del espacio clínico. El artículo propone el desarrollo de una Scientia Patibilis Natura como una Ciencia del Alma Sensible. Ciencia aliada a una ‘fenomenología biomusical' que guía y excita las conciencias sensibles de los padres para la producción de una conciencia sensible mutua, una awareness colectiva. Experiencias que producen un estimulante espacio clínico, espacio de la relación, espacio de lo sagrado, espacio de la musicalidad de la vida, espacio biomusical. <![CDATA[<b>Book Review <i>Clinical Situations in Gestalt-therapy</i></b>]]> http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000400016&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo apresenta caminhos sobre a produção do cuidado para pais e bebês. Inicialmente é apresentado o conceito de ‘biomusicalidade', trazendo em cena a visão da vida tecida em contrapontos, a partir dos signos-sinais afetivos advindos das relações. As perspectivas da Gestalt-Terapia, da Musicoterapia e das Filosofias da Imanência sustentam as experiências de produção do cuidado para os pais e bebês. Problematiza-se a questão da produção de novas temporalidades nas relações entre os pais dirigida à produção do cuidado onde a subjetividade dos filhos seja ‘afetada' por campos de experiências vitais. Experiências movidas pela potência do desejo da descoberta, da busca pela novidade, do desejo de conexão com algo do ambiente que possa nutrir. Experiências da potência do devir-criança que habita os adultos e que pode ser despertada pelos campos de afetação do espaço clínico. O artigo propõe o desenvolvimento de uma Scientia Patibilis Natura, como uma Ciência da Alma Sensível. Ciência aliançada a uma ‘fenomenologia biomusical' que orienta e excita as consciências sensíveis dos pais para a produção de uma consciência sensível mutual, uma awareness coletiva. Experiências produtoras de um espaço clínico excitante, espaço da relação, espaço do sagrado, espaço da musicalidade da vida, espaço biomusical.<hr/>The article presents paths on the production of care for parents and babies. Initially, the concept of ‘biomusicality' is presented, bringing into view the vision of life woven into counterpoints, based on the affective sign-signals arising from relationships. The perspectives of Gestalt-Therapy, Music Therapy, and the Immanence Philosophies support the care-producing experiences for parents and babies. The question of the production of new temporalities in the relations between the parents is problematized in order to produce care where the subjectivity of the children is ‘affected' by fields of vital experiences. Experiences that are driven by the power of the desire for discovery, the search for novelty, the desire to connect with something in the environment that can nurture; experiences of the power of the child-devir that inhabits adults and that can be awakened by the fields of affectation of the clinical space. The article proposes the development of a Scientia Patibilis Natura, as a Sensitive Soul Science. Science allied to a ‘biomusical phenomenology' that guides and excites parents' sensible consciousnesses to produce a mutual sensible consciousness, a collective awareness. Experiences which produce an exciting clinical space, a space of relationship, a space of the sacred, a space of the musicality of life, a biomusical space.<hr/>El artículo presenta formas sobre la producción de cuidado para padres y bebés. Inicialmente se presenta el concepto de ‘biomusicalidad', trayendo a escena la visión de la vida tejida en contrapuntos, a partir de los signos-señales afectivos provenientes de las relaciones. Las perspectivas de la Terapia Gestalt, la Musicoterapia y las Filosofías de la Inmanencia sostienen las experiencias de la producción del cuidado para padres y bebés. Se problematiza la cuestión de la producción de nuevas temporalidades en las relaciones entre padres y madres, con el fin de producir cuidados donde la subjetividad de los niños se ‘afecta' por campos vitales de experiencia. Experiencias impulsadas por la potencia del deseo de descubrimiento, la búsqueda de la novedad, el deseo de conexión con algo en el entorno que puede nutrir. Experiencias de la potencia del devenir-niño que habita en los adultos y que se puede ser despertado por los campos de afectación del espacio clínico. El artículo propone el desarrollo de una Scientia Patibilis Natura como una Ciencia del Alma Sensible. Ciencia aliada a una ‘fenomenología biomusical' que guía y excita las conciencias sensibles de los padres para la producción de una conciencia sensible mutua, una awareness colectiva. Experiencias que producen un estimulante espacio clínico, espacio de la relación, espacio de lo sagrado, espacio de la musicalidad de la vida, espacio biomusical.