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Estudos de Psicanálise

versão impressa ISSN 0100-3437

Estud. psicanal.  n.24 Belo Horizonte ago. 2004

 

 

Por que Shakespeare? O encontro de Freud com Shakespeare

 

 

Carlos Pinto Corrêa

Círculo Psicanalítico da Bahia

 

 


RESUMO

O autor esclarece o que é um cânone na literatura e como Shakespeare se situa frente aos demais escritores. Mostra ainda como Freud leu Shakespeare e se apoiou na literatura para desenvolver conceitos psicanalíticos.

Palavras-chave: Shakespeare, Freud, Psicanálise, Literatura.


ABSTRACT

The author shows the meaning of literature canon and Shakespeare position among others writers. On the other hand he presents how Freud used to read Shakespeare and has supported on literature to develop psychoanalytic concepts.

Keywords: Shakespeare, Freud, Psychoanalysis, Literature.


 

 

Cânones da Literatura

Para se entender a grandeza de Shakespeare devemos antes recorrer ao conceito de cânone tal qual entendemos na crítica literária. O cânone significa a escolha de livros em instituições de ensino pensando na política de multiculturalismo. Quem lê deve escolher pois não há mais tempo suficiente para se ler tudo. Da escolha ficam os bons livros, estilo que antes era chamado de mundo culto. Não se trata de uma escolha arbitrária como pode parecer. Livros são escolhidos pela sublimidade e pela natureza representativa. Além do mais, depois de ser cânone é preciso continuar sendo-o em escolhas que ocorrem sucessivamente. A literatura mundial considera atualmente a existência de vinte seis escritores privilegiados que vão de Dante até Virginia Wolf1.

Esta escolha nos aproxima de uma arte antiga chamada crítica literária. A Crítica Literária sempre foi um fenômeno elitista não servindo de base para a educação nem para melhoria da sociedade. O tipo de depuração pretendida na crítica literária comumente sugere a manutenção de uma aristocracia intelectual. É preciso pensar em uma outra escolha que escape às questões pessoais do crítico, dando vez aos leitores.

O cânone decorre da relação de um leitor com seu escritor. A ânsia de ler não deve estar subordinada a uma lista obrigatória, mas a uma tentativa que o leitor realiza perseguindo um sentido literário. O valor estético pode ser reconhecido ou experimentado por quem é capaz de apreender as sensações e percepções contidas na obra. O Cânone Secular só começa a ser pensado em meados do século XVIII, durante o período literário dos três S: Sensibilidade, Sentimentabilidade e Sublimidade. O cânone, palavra de origem religiosa, torna-se uma escolha entre textos que lutam uns contra os outros pela sobrevivência.

Shakespeare ao lado de Dante formam o centro do cânone porque superam todos os outros escritores ocidentais em acuidade cognitiva, energia lingüística e poder de invenção.

Por que Shakespeare? Porque ele é o centro e a base essencial da literatura. Não se pode pensar na literatura ocidental sem ele, como não se pode pensar na música sem Bach ou no inconsciente sem Freud. Mas, quando se fala desses autores é necessário que estejam situados entre seus pares e tomados no verdadeiro sentido de suas obras.

 

Dados Biográficos

As biografias de Shakespeare são eivadas de lacunas e dúvidas que nos levam a suposições, interpretações e fantasias quase sempre polemizáveis. As datas de suas obras são aproximadas, pois não há certeza de quando foram escritas ou apresentadas.

Seu nascimento ocorreu em abril de 1564. Tem-se como correto o batismo no dia 26. Pelo costume de se batizarem as crianças alguns dias após nascerem, a data suposta recai sobre o 23, dia de São Jorge, padroeiro da Inglaterra. Alguns biógrafos incluem essa data no orgulho nacional pela coincidência do nascimento de William no dia do padroeiro. Pelas raias da fantasia podemos também imaginar que, nascendo em tal data, nosso bom poeta talvez não escapasse de ter trocado o seu nome de William para George.

Filho de um comerciante de couros, John, e de sua mulher Mary, Shakespeare teve a sorte de nascer na pitoresca cidade de Stratford-Upon-Avon, cuja paisagem foi tantas vezes referida por ele. Possivelmente mercê da condição favorável que o pai conseguiu manter durante alguns anos, foi estudar no “The New Kings School”, com regime de nove horas diárias de estudos. Sua educação foi complementada pela Igreja Católica na qual, além do latim, aprendeu a Bíblia e entrou em contato com os livros religiosos.

No dia 28 de novembro de 1582, aos 18 anos de idade, casou-se com Anne Hathaway, que tinha 26 anos. Acredita-se que Anne estava grávida de três meses na data do casamento, o que explicaria Shakespeare casar-se com uma mulher 8 anos mais velha do que ele e em uma cerimônia que teria sido tão rápida.

Sua primeira filha Susanna foi batizada em 3 de maio de 1583. Dois anos mais tarde vieram os gêmeos Judith e Hamnet. Os anos compreendidos entre 1586 e 1592 são conhecidos como perdidos, o que favorece as várias teorias sobre a vida do poeta. Foi nessa época que ele se mudou de Stratford para Londres, deixando sua terra natal, ameaçado por um senhor chamadoThomas Lucy que se indignou por Shakespeare caçar em suas terras. Também dizem que Shakespeare se vingou de Lucy na obra As Alegres Comadres de Windsor.

Foi em Londres que começou o seu sucesso e onde escreveu suas maiores obras. Em 1592 tinha seu talento reconhecido no teatro e já havia escrito A Comédia de Erros, A Megera Domada, possivelmente Tito Andrônico, Henrique VI e talvez ainda Ricardo III. É bom lembrar que da chegada de Shakespeare a Londres até a primavera de 1594 todos os teatros foram fechados, o que dificultou a continuidade do seu trabalho junto às companhias teatrais. Em 1594, com a formação da companhia “The Lord Chamberlain´s Men”, Shakespeare se destacou como autor das peças, ator principal e administrador da companhia.

Com a morte da rainha Elisabeth em 1603 e a subida de James VI da Escócia, que se tornou James I da Inglaterra, o grupo de Shakespeare mudou para “The Kings Men” passando a ser patrocinado pelo reino. Entre 1599 e 1601 escreveu Hamlet. Depois produziu as chamadas peças problemáticas até que em 1608 passa à escrita dos grandes romances2.

Como vemos, existem duas grandes viradas na obra de Shakespeare. A primeira que o leva da produção da comédia para a tragédia e a segunda para o romance. Suas peças finais foram Henrique VIII de 1613, os Dois Novos Parentes de 1613 ou 1614 e a peça que hoje está perdida no Carderio. Costuma-se dizer que essas duas peças não são prediletas de ninguém e sobre a última pouco ou nada se sabe.

Nas incertezas biográficas do autor não se conhece a causa de sua morte, embora tenha sido atendido por seu genro o Dr. Hall. Shakespeare morreu no dia 23 ou 24 de abril de 1616, aos 52 anos de idade, e foi enterrado no dia 25, na igreja Holy Trinity em Stratford. As datas de nascimento e de morte vinculam o autor ao santo padroeiro, o que por certo aguça as questões místicas ao gosto inglês e adoçam a fascinação da Inglaterra por seu autor maior.

 

O Teatro em seu Tempo

Precisamos situar o autor no seu tempo e entender a curiosa relação dos escritores, músicos e outros artistas com seus públicos. Em uma época em que não existiam edições de livros acessíveis ao grande público nem a possibilidade de gravação, e com grande parte da população formada de analfabetos, os autores deviam entrar em contato direto e pessoal com sua platéia, na organização de apresentações únicas (mesmo quando repetidas).

Na era elisabetana, o teatro cumpria uma função de encontro e diversão para uma platéia de rua. O ator era uma espécie de mendigo rondando a praça para conseguir uma representação. O autor estava na mesma praça ouvindo seu público e tentando apresentar suas peças para obter sucesso e reconhecimento. A pobreza os levava à dependência da proteção e do patrocínio político. Era preciso sensibilizar a massa e agradar especialmente a algum aristocrata. O filme “Shakespeare Apaixonado” nos parece um belo documento de como as coisas se passavam, mostrando a intimidade dinâmica entre produtor, autor, ator e platéia.

Mas, tal qual acontece em nosso mundo artístico atual, havia sempre a possibilidade de aparecer alguma figura especial ou exponencial, capaz de brilhar na escuridão formada pelo comum dos mortais.

Originariamente, sucesso e imortalidade estão na pauta de toda realização estética que não termina simplesmente com o ser belo. As misteriosas aptidões artísticas que ornam e distinguem alguns indivíduos, inquietam e ao mesmo tempo seduzem e atraem. É por isso que o artista forma sua platéia em uma relação extremamente vinculada.

É natural que se procure explicar a originalidade da criação pelo conceito vulgar de genialidade. Gênio é aquele que pode o que quase ninguém consegue. E Shakespeare é um gênio? Terá nascido assim pronto, plenamente formado ou sua carreira mostra uma evolução? Para esclarecer estas dúvidas podemos fazer um paralelo entre Shakespeare e Mozart. O músico austríaco, portador do chamado ouvido absoluto, acontecimento raro em música, aos 9 anos compõe sua primeira ópera. Criança prodígio, troféu de um pai orgulhoso e também músico, faz uma brilhante carreira de compositor até o réquiem (1791) com o qual encerra sua obra e sua vida. Digamos que ao compor os Divertimentos, por exemplo, estivesse longe das virtudes musicais que alcançou em suas obras. Bastien und Bastiene não pode ser comparada a Dom Giovani.

Assim o Shakespeare das primeiras histórias e comédia de Titus Andronicus, só distantemente anuncia o autor de Hamlet, Otelo, Rei Lehar e Macbeth. Bloom diz que ao se comparar Romeu e Julieta com Antonio e Cleópatra mal se consegue ficar convencido que o dramaturgo lírico da primeira tenha criado as glórias cosmológicas da última. Difícil é precisar quais peças são canônicas desde o início. Em 1592, aos 28 anos de idade, já escrevera três partes de Henrique VI, a seqüência em Ricardo III, além da Comédia de Erros. Apenas um ano depois concluía Titus Andronicus, a Megera Domada e Dois Cavalheiros de Verona. Sua primeira realização absoluta é o surpreendente Trabalho de Amor Perdido, escrito em 1594. Depois de 1600 ele vai produzir Hamlet, considerado por muitos, uma das principais obras de toda a literatura. A partir daí Shakespeare acrescenta à literatura de imaginação a lição dominante melancólica da poesia: como falar a nós mesmos. Assim Shakespeare vai desenhando e estabelecendo o padrão e os limites da literatura, conseqüentemente tornando-se um cânone.

 

Leitura Shakespeariana de Freud

Reducionismo do gosto de muitos psicanalistas é a interpretação dita freudiana das artes. Talvez o resquício do Iluminismo de pretender uma possibilidade de interpretação intelectual do mundo. É assim que se psicanalisam autores, obras e até personagens nas obras literárias. Neste particular Shakespeare tem sido uma constante vítima da alegorização freudiana, foucaultiana, neo-historicista, marxista, feminista, cristã, ética ou moralista. Um fechado crivo conduzido por lentes ideológicas.

Os psicanalistas podem continuar infinitamente tentando analisar Shakespeare ou os personagens de sua obra. Exercício interessante e imaginativo. Opção mais original entretanto é tentar a leitura shakespeariana de Freud. Para tanto precisamos tomar Freud como um escritor e a psicanálise como literatura. Com essa espécie de redução ao denominador comum aproximamos dois pensadores originais e autores poderosos. Shakespeare era um psicólogo moral e Freud fundou a psicanálise. Bloom ironiza que Hamlet não tinha complexo de Édipo, mas Freud sem dúvida tinha complexo de Hamlet e talvez a psicanálise seja o complexo de Shakespeare.

Isto faz sentido, tomando-se uma interessante citação de OGDEN (1994) sobre a peça em questão: “Nos primeiros momentos da cena de abertura de Hamlet, escuta-se um som vindo da escuridão fora dos muros do palácio. O guarda indaga: – Quem está aí? Como um acorde dissonante inicial de uma obra musical, a pergunta – Quem está aí? reverbera sem solução através de toda a obra. Poder-se-ia dizer que a mesma questão é o tema de abertura que continua sem solução através da psicanálise.

De qualquer forma, para nós psicanalistas é difícil tomar Freud fora de sua condição de psicanalista, mas aos estudiosos de literatura é comum tomar o Freud escritor, o que o fazem com propriedade e prazer. Há inclusive a crença maliciosa de que Freud seria capaz de sobreviver como escritor mesmo após a morte da psicanálise.

Mas, não é tão fácil estabelecer a distinção entre o psicanalista e o escritor, como se tratasse de simples questão da relação sujeito e objeto. Na literatura, leitor e escritor não criam um ao outro sem conexão histórica. O passado fala por intermédio de nós tanto quanto falamos por intermédio do outro. É uma relação em que está presente um terceiro, como acontece na psicanálise. O terceiro sujeito não é simplesmente o momento atual, mas “o momento presente do passado”, como nos lembra ELIOT (1914).

Voltando à questão anteriormente proposta, Freud parece ter lido Shakespeare em inglês durante toda sua vida, chegando a reconhecê-lo como o maior dos escritores. Associava Shakespeare a Moisés e sua meditação sobre Moisés de Miguel Ângelo foi publicada anonimamente em 1914, pois de início não queria que seus discípulos compartilhassem do efeito pasmante e enigmático que certas obras-primas da literatura e da escultura poderiam ter sobre ele. Antes de falar de Moisés, fala de Hamlet. Freud diante das duas obras-primas que são a estátua de Moisés e Hamlet, estabelece a sua relação com os dois autores, Miguel Ângelo e Shakespeare. Moisés ativava a imaginação de Freud e Shakespeare lhe causava ansiedade por sua obra que denunciava sua fixação edipiana. Assim há um cruzamento da obra de Miguel Ângelo – Moisés, com o autor de Hamlet – Shakespeare, podendo-se dizer que as duas figuras não eram o que pareciam ser. Em “Moisés e o Monoteísmo” há uma substituição do profeta do deus hebraico por um egípcio e Shakespeare ganhava sua existência histórica como ator mas não como escritor. Também é válido observar como Freud se empenha na criação de uma trama no desempenho de papéis como autêntica peça literária.

Ao tratar do complexo de Édipo, Freud toma Macbeth como personagem real. Pode-se dizer que pensava que Hamlet teria sido escrito por ele próprio do mesmo modo que Otelo teria escrito Otelo, eliminando Shakespeare e interpretando estes personagens como se tratassem de autobiografias. É como se Freud criasse seu próprio Hamlet na interpretação dos sonhos e o seu próprio Lehar nos “Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade” e “Mais Além do Princípio do Prazer”.

Para melhor entender o uso que Freud faz dos personagens de Shakespeare é bom retomar a questão do método tão bem utilizado pelo inventor da psicanálise. Sua mente fecunda e sua imaginação poderosa levavam-no a formular infinitas hipóteses que anotava, às vezes comunicava ao seu amigo Fliess, ou tentava discutir com seus pares. Preso ao método indutivo, o aperfeiçoamento das hipóteses exigia a busca de confirmação, o que era possível através da interpretação dos seus próprios sonhos e do trabalho com sua insuficiente clientela. Finalmente, a possibilidade de confirmação hipotética encontrada foi o estudo dos mitos e de alguns personagens da literatura. A boa literatura, coerente e conseqüente, é capaz de trazer nos personagens as pessoas vivas para nossa contemplação e convivência.

Buscando na literatura, Freud encontrou Shakespeare que se tornou uma presença constante em sua obra, citado em 78 referências conforme o índice organizado por Strachey. Serviu muito a Freud como eco de suas próprias teorizações e interpretações, mas não podemos tomar a citações de Freud como uma nova verdade percebida nos personagens por ele tomados. As analogias propostas por Freud continuam sendo um exercício de pensar, logicar ou quem sabe até psicanalisar.

De qualquer modo, os personagens da boa literatura são significantes que produzem cadeias inesgotáveis, já que suas existências são essencialmente subjetivas no encontro com cada leitor. Falamos de duas abordagens feitas pelos autores em estudo, mas poderíamos tentar muitas outras, com por exemplo o encontro com Foucault.

Tomemos a aproximação dos sonhos com a morte em Julio César. Freud se deteve na interpretação dos sonhos pela repetição dos sonhos de morte; “de fato eles marcavam um limite absoluto ao princípio biológico da satisfação do desejo”. Ele percebeu a exigência de uma dialética, mas não se tratava da oposição rudimentar entre o orgânico e o inorgânico, cujo jogo está no interior do sonho, a pulsão de vida contra a pulsão de morte. Para Foucault, a morte é algo bem diferente do termo de uma oposição; ela é a contradição na qual a liberdade num mundo e contra um mundo se realiza e se nega ao mesmo tempo como destino. Também Foucault vai buscar em Shakespeare argumentos a favor da contradição e da luta em Calpurnia quando anunciava a morte de César. Este é um sonho que “distante da onipotência do imperador e sua liberdade que faz fletir o mundo – na interpretação de Decius – quanto dos perigos que ele corre em seu próprio assassinato” (Foucault, p.105).

O sonho de Freud difere do sonho de Foucault. O sonho de Shakespeare tenta corporificar o sonho de Julio César, como aviso de seu destino. Isto nos ensina quanto todo tipo de reducionismo nos afasta da verdade possível de um saber que aponta para a interdisciplinaridade.

Para Concluir

Se por um lado Freud foi um pensador original e todo-poderoso, Shakespeare pode ser considerado literariamente mais original. Freud inventou a psicanálise e trabalha sobre as criaturas inventadas por Shakespeare. Cada um em seu tempo, literatura e psicanálise, Shakespeare e Freud são dois cânones indispensáveis da nossa civilização ocidental. É, pois, mesquinho armar um ringue para que os dois gênios se digladiem. Dois criadores literários, dois psicólogos profundos, mas principalmente dois homens sensíveis que foram além dos demais no entendimento daquilo que torna o homem verdadeiramente humano.

 

Bibliografia

BLOOM, Harold. Cânone occidental, os livros e as escolas do tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.

ELIOT, T. S. (1919). Traditional and individual talent. Nova Iorque: Selected Essays, Harcourt, Brace and World, 1960.

FOUCAULT, Michel. Problematização do sujeito: psicologia, psiquiatria e psicanálise. Rio de Janeiro: Forense, 2002.

FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos. ESB, v. VI e VII. Rio de Janeiro: Imago, 1972.

FREUD, Sigmund. O Moisés de Michelangelo (1914). ESB, v. XIII. Rio de Janeiro: Imago, 1974.

FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905). ESB, v. VII. Rio de Janeiro: Imago, 1972.

FREUD, Sigmund. Além do princípio do prazer (1920). ESB, v. XVII. Rio de Janeiro: Imago, 1976.

OGDEN, Thomas (1994). Os sujeitos da psicanálise. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1996.

STRACHEY, Alix. Indexes and Bibliographies. Standard Editions of the Complet Psychological Works of Sigmund Freud. London: The horgath press, 1975.

 

 

1 São os seguintes os autores: Chaucer, Shakespeare, Goethe, Milton, Wordsworth, Dikeens, na Inglaterra; Montaigne e Molière na França; Dante na Itália; Cervantes na Espanha; Tolstoi na Rússia; Goethe na Alemanha; Borges e Neruda na América Espanha; Whitman e Emily Dickinson nos Estados Unidos. Na seqüência de grandes dramaturgos, segundo Bloom, temos Skakespeare, Molière, Ibsen e Beckett; e de romancista: Jane Austen, Dickens, George Eliot, Tolstoi, Proust, Joyce e Virgínia Woolf.
2 As obras de Shakespeare são comumente subdividida segundo os seguintes períodos:
1597/1599 - Maturidade artística
1600/1608 - Período de grandes tragédias e peças problemáticas
1609/1611 - Período dos romances
1612/1616 - Aposentadoria e volta para Stratford

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