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Revista Brasileira de Psicodrama

versão impressa ISSN 0104-5393versão On-line ISSN 2318-0498

Rev. Bras. Psicodrama vol.33  São Paulo  2025  Epub 08-Set-2025

https://doi.org/10.1590/psicodrama.v33.699 

RELATO DE EXPERIÊNCIA

O sociodrama como ferramenta para o trabalho com adolescentes

Sociodrama as a tool for working with adolescents

El sociodrama como herramienta de trabajo con adolescentes

Fellipe Sousa da Silva, Conceituação, Investigação, Metodologia, Administração do Projeto, Recursos, Escrita – Primeira Redação, Escrita – Revisão e Edição, Aprovação final1  * 
http://orcid.org/0000-0003-2033-4748

Ana Beatriz Dias de Freitas Rolim, Investigação, Administração do Projeto, Recursos2 
http://orcid.org/0009-0004-3323-058X

Rafael Barros de Oliveira, Supervisão, Escrita – Revisão e Edição3 
http://orcid.org/0009-0004-3451-1973

Ana Rosa Quidute, Escrita – Revisão e Edição1 
http://orcid.org/0000-0003-1876-6410

1Universidade Federal do Ceará – Programa de Pós-Graduação em Medicina Translacional, Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos – Fortaleza (CE), Brasil.

2Centro Universitário Fanor Wyden – Fortaleza (CE), Brasil.

3Instituto de Psicodrama e Máscara – Fortaleza (CE), Brasil.


RESUMO

O artigo aborda o uso do sociodrama com grupos de adolescentes em uma escola da periferia de Fortaleza (CE). Participaram 12 estudantes (15–17 anos) de seis encontros semanais, e foram utilizados recursos estéticos e lúdicos (música, cordel, argila) para promover segurança, diálogo e protagonismo. O sociodrama maximizou o apoio e a reciprocidade entre os participantes. Com base na teoria do psicodrama, discute-se neste texto a eficácia do método na promoção de saúde escolar e no fortalecimento da relação estudante-escola-comunidade.

PALAVRAS-CHAVE Sociodrama; Saúde do estudante; Saúde do adolescente

ABSTRACT

The article explores the use of sociodrama with adolescent groups in a suburban school in Fortaleza (CE), Brazil. Twelve students (ages 15-17) participated in six weekly meetings, and aesthetic and ludic resources (music, cordel, clay) were used to promote safety, dialogue, and protagonism. Sociodrama maximized support and reciprocity among participants. Based on psychodrama theory, the discussion highlights the method’s effectiveness in promoting school health and strengthening the student-school-community relationship.

KEYWORDS Sociodrama; Student health; Adolescent health

RESUMEN

Este artículo explora el uso del sociodrama con adolescentes en una escuela de la periferia de Fortaleza/CE. Participaron 12 estudiantes (15-17 años) en 6 encuentros semanales, utilizando recursos estéticos y lúdicos (música, cordel, arcilla) para promover seguridad, diálogo y protagonismo. El sociodrama maximizó el apoyo y la reciprocidad entre los participantes. Basándose en la teoría del Psicodrama, se discute la eficacia del método en la promoción de la salud escolar y el fortalecimiento de la relación estudiante-escuela-comunidad.

PALABRAS CLAVE Sociodrama; Salud del estudiante; Salud del adolescente

INTRODUÇÃO

Trabalhar temáticas sobre fragilidades humanas na escola é uma demanda identificada pela equipe pedagógica, que percebe seus impactos no rendimento escolar e nas relações interpessoais. A escola, com sua diversidade de alunos, torna-se um cenário onde emergem múltiplas demandas (Silva & Ferreira, 2014).

O trabalho com adolescentes destaca que eles vivenciam emoções intensas e conflitos que fazem parte de seu desenvolvimento e oferece oportunidades de superação, ressaltando a importância de cuidar da saúde estudantil (Campos, 2012).

Assim, o objetivo geral deste trabalho foi fomentar um ambiente de prevenção e promoção da saúde mental por meio do sociodrama. Foram promovidos grupos para discussão e atividades sobre temas como ansiedade, abuso sexual e rede de apoio. A intervenção utilizou recursos estéticos para facilitar os encontros, promover vivências e reforçar conceitos de enfrentamento. Selecionados por dificuldades de interação ou demonstração de interesse, os alunos participaram de ações que contribuíram para a formação ético-política, engajamento social e identificação de condições que facilitam a aprendizagem.

REFERENCIAL TEÓRICO

Entre as demandas identificadas na escola, destacam-se temáticas como ansiedade, abuso sexual e proteção ao suicídio, questões que impactam diretamente os adolescentes. Segundo Teles (2018, p. 15), no contexto da ansiedade, “o transtorno ocorre quando o sistema desregula, gerando respostas físicas e emocionais desproporcionais em relação ao risco”. O abuso sexual refere-se a atitudes que envolvem ou não o contato físico, como a manipulação de genitais e o exibicionismo, em que as vítimas são seduzidas a ações que parecem agradáveis, mas que se caracterizam como violência sexual contra a criança ou o adolescente (Marra, 2016). No Brasil, o suicídio é a principal causa de morte entre meninas e a terceira entre meninos de 15 a 19 anos, exigindo atenção redobrada (Aragão & Mascarenhas, 2022).

As intervenções seguiram a teoria socionômica de Moreno, que considera o ser humano como essencialmente social. socionomia estuda as leis que regem o comportamento social e grupal, valorizando a inter-relação como eixo fundamental (Gonçalves et al., 1988). Segundo Mühlenberg (1999, p. 100), o psicodrama é “um instrumento de ação e um método educacional que enfatiza o trabalho em grupo através da ação”.

O sociodrama, ao abordar temas por meio da ação, promove reflexões e diálogos transformadores, evidenciando o grupo como protagonista das intervenções (Nery et al., 2006). Este trabalho avaliou a aplicação desses elementos e a importância da interação verbal na teoria da ação de Moreno.

METODOLOGIA

Este estudo consiste em uma pesquisa qualitativa, por tratar do sujeito e das relações deste com o meio. Teve como método o relato de experiência. Foram observados os aspectos éticos para garantir a confiabilidade, e, conforme a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, foi feito e assinado um termo de consentimento livre e esclarecido autorizando a utilização do processo para fins científicos e assegurando o sigilo.

A escola em que ocorreu a experiência era uma escola pública de ensino médio em tempo integral situada na periferia de Fortaleza (CE), em território de alta vulnerabilidade social, que atende a mais de 900 estudantes nas modalidades diurna e noturna. O grupo do estudo, composto de 12 adolescentes (15 a 17 anos), a maioria do sexo masculino, participou de seis encontros semanais, com duração de três horas e meia cada um, na sala de vídeo da escola, com média de nove presentes por encontro. Cada encontro foi preparado previamente, incluindo a definição dos temas e dos papéis dos dois facilitadores da psicologia.

A socionomia (Gonçalves et al., 1988) orientou as funções do diretor, responsável por promover o aquecimento e estimular a criatividade do grupo, e do ego auxiliar, que oferecia suporte e apoio às atividades. Utilizaram-se recursos lúdicos e estéticos (músicas, desenhos, argila e vídeos) para envolver os participantes e abordar as temáticas de forma reflexiva e interativa.

ANÁLISE E INTERVENÇÕES

Após apresentar a proposta e visitar a escola, mapearam-se a realidade local, os contextos e as demandas observadas pela direção. Firmou-se um acordo para o funcionamento do grupo, com foco em discutir temas trazidos pelos participantes.

Foram desenvolvidas seis propostas ao longo de seis semanas:

  • Palco das sensações;

  • Conversa criativa sobre abuso sexual;

  • Rede de apoio em cena;

  • Exposição: o que mais importa?;

  • Criando com a ansiedade;

  • Teatro espontâneo (encerramento).

Cada encontro seguiu a estrutura do sociodrama, permitindo que os participantes vivenciassem de forma prática as temáticas por meio de recursos lúdicos e criativos.

Os elementos do método sociodramático incluem o diretor, que conduz o processo; o ego auxiliar, que oferece suporte ao grupo; o protagonista, que corporifica o tema central, aglutinando em si elementos do grupo; e a plateia, composta dos membros do grupo, que interagem com as vivências (Nery et al., 2006).

As fases do sociodrama incluem o aquecimento, a dramatização e o compartilhamento, proporcionando um ambiente seguro para expressão, reflexão e diálogo. A técnica do solilóquio foi fundamental para que os participantes externalizassem o que sentiam durante as vivências, promovendo maior engajamento e conexão com o grupo. Na técnica do solilóquio, a pessoa expressa em voz alta seus sentimentos e pensamentos (Monteiro, 1998).

Palco das sensações

É bastante conhecida a dinâmica em que cada participante caminha de olhos vendados, sendo guiado por outro. Acrescentou-se aqui que, ao terminar a trilha e sair da sala, o participante expressasse artisticamente (texto, desenho, poesia, letra de música etc.) como se sentira durante a trilha. Posteriormente, todos foram convidados a retornarem à sala para o compartilhamento da vivência. Eles foram apresentados a vários objetos, com a consigna de que deveriam escolher um que representasse sua sensação de terem finalizado a vivência.

Além da presença de elementos e recursos estéticos sensíveis, proporcionando a experiência subjetiva de contato consigo mesmo por meio dos sentidos, as novidades aqui foram a autoapresentação usando um objeto e o solilóquio dos participantes enquanto se expressavam. Assim, promoveram-se uma maior percepção de si e do outro, em uma dinâmica de autoconhecimento, e a ajuda a si e ao outro, maximizada pelo compartilhamento com elementos concretos. A combinação desses recursos permitiu estimular o grupo à ajuda recíproca, ao compartilhamento da experiência, evidenciando-se as diferenças individuais no modo de vivenciá-la e provendo maior complementaridade entre os participantes.

Conversa criativa sobre abuso sexual

Marra (2016) constata que o cenário do abuso sexual é bem amplo e devastador emocionalmente:

O abuso sexual abarca tanto o contato físico, como a manipulação de genitais e intercurso sexual, quanto situações de exibicionismo e voyeurismo, em que não há contato físico direto. [...] As vítimas são seduzidas e envolvidas em ações que lhes parecem agradáveis, aceitando o afeto recebido do agressor. [...] As atitudes variam de um simples carinho e estranhas expressões de afeto a exibição de filmes pornográficos e intercurso sexual completo, independentemente da idade da criança

(Marra, 2016, p. 25).

A conversa sobre abuso sexual foi introduzida ao grupo por meio de uma dinâmica de narrativas. Os participantes receberam pedaços de papel contendo trechos de histórias de crianças/adolescentes que sofreram abuso sexual que precisavam ser reorganizados para ter sentido. Após a leitura, emoções e sentimentos foram nomeados, o que evidenciou diferentes reações e abriu espaço para uma conversa sobre o tema.

A dinâmica promoveu reflexão e diálogo, permitindo que os participantes utilizassem seus recursos internos, como destaca Marra (2016, p. 63):

As competências relacionais exercitadas em uma conversação permitem à pessoa utilizar seus recursos internos, isto é, sua capacidade de refletir sobre o vivido, no intento de dissolver os nós relacionais presentes na interação. Cria-se um contexto para o reconhecimento e a legitimação das experiências daqueles que vivem os problemas.

Em seguida, realizou-se uma oficina de criação de cordel. Os participantes elaboraram cartões expressando pensamentos em formato de cordel, desenhos, poesias ou frases. Após o compartilhamento das produções, conceitos sobre abuso sexual foram apresentados, e depois houve outro momento de troca sobre o vivenciado durante a atividade. O psicodrama destacou-se ao enfatizar uma narrativa como a história de um protagonista específico, permitindo aos participantes interagir com essa história e complementá-la. Técnicas como o solilóquio e a concretização, com a consigna “seja o seu cordel”, contribuíram para o engajamento e a reflexão.

Rede de apoio em cena

Na terceira atividade, os participantes foram orientados a se movimentar pela sala enquanto ouviam música. Em seguida, foram convidados a parar e permanecer estáticos, de costas para o grupo ou com os olhos fechados. Nesse momento, o diretor solicitou palavras que simbolizassem rede de apoio, as quais foram escritas pelo ego auxiliar na lousa.

Em seguida, os participantes retomaram o movimento. Ao parar novamente, foram organizados em círculo e incentivados a criar uma figura coletiva com o corpo, simbolizando as palavras escolhidas. Cada participante fez movimentos corporais que representavam a palavra escolhida, colaborando na formação da figura.

A atividade foi concluída com exercícios de relaxamento, como alongamentos e massagem recíproca, enfatizando o respeito ao tempo e ao espaço do outro. Ao final, os participantes compartilharam sentimentos relacionados ao toque, à ajuda e ao relaxamento.

Pinto (2020) e Ramos (2020) descrevem o contexto do psicodrama pedagógico como uma oportunidade de conhecer o que o grupo sabe sobre determinado assunto, utilizando um ambiente seguro para vivenciar a temática de forma lúdica. Saeki et al. (2002, p. 90) complementam:

O psicodrama pedagógico que envolve aprendizagem diferente da tradicional enfatiza o trabalho em grupo através da ação, resgata o sentido lúdico e pedagógico da comunicação, facilitando a expressão e o entendimento das ideias. Desse modo, propicia a exteriorização de problemas e dificuldades imaginadas, permitindo sua exploração e entendimento vivencial.

Exposição: o que mais importa?

A vivência iniciou-se com os participantes caminhando em uma sala aromatizada, com música de fundo e gravuras que representavam modos de viver ou lembranças agradáveis. Durante a atividade, eles liam a pergunta “O que pode ser feito em 40 segundos?”, inspirada pela pesquisa da Organização Mundial da Saúde que aponta que, a cada 40 segundos, alguém comete suicídio. O número de suicídios no mundo aumentou 60% nos últimos anos, com as tentativas sendo de quatro a 40 vezes mais numerosas (Marcolan, 2018).

Os participantes escreveram em post-its sugestões sobre o que poderia ser dito ou feito em 40 segundos para promover vida e colocaram esses post-its nas imagens. Posteriormente, foi exibido um vídeo com reflexões sobre ações de promoção da vida, seguido de um momento de compartilhamento.

Elementos como as imagens, luzes e cheiros funcionaram como aquecimento. Na colocação dos post-its, o solilóquio permitiu o reconhecimento Eu-Tu, levando os participantes a identificarem integrantes mais reservados em vivências anteriores, despertando narrativas espontâneas. O sentimento de pertencimento ao grupo foi intensificado, assim como a conexão afetiva, evidenciada pela inclusão espontânea nesse grupo do diretor e do ego auxiliar por parte dos estudantes.

Criando com a ansiedade

Segundo Teles (2018, p. 13), “quando falamos de ansiedade, estamos pensando em um conjunto de emoções e reações corporais que antecedem o novo, o desafio ou uma experiência de alguma forma arriscada ou estressante”. Dessa maneira, a argila foi pensada como recurso para trabalhar a temática da ansiedade, em três momentos.

No primeiro momento, os participantes produziram espontaneamente suas criações e apresentaram-nas ao grupo. Depois, criaram algo na argila que representasse a ansiedade, respondendo à consigna: “Se a ansiedade tivesse um formato, qual seria?”. Por fim, produziram algo de que gostavam, que os motivasse ou fizesse sentido como algo bom. Seguiu-se um compartilhamento sobre a experiência, respondendo à pergunta sobre como estavam depois de terem participado do grupo.

Percebeu-se o investimento na relação entre criador e criação quando se utilizaram o manuseio da argila, a criação concreta e a abertura, pelo solilóquio, de conteúdos psicodramáticos internos que, ao serem partilhados, promoveram um encontro solidário em relação às vivências narradas.

Teatro espontâneo e encerramento

Na última atividade, ao chegarem à sala, os participantes visualizaram várias roupas e uniformes dispostos como em um camarim de teatro. Eles foram convidados a observarem as peças e usá-las da forma como lhes fosse agradável. Conforme as vestimentas e as personagens caracterizadas, formaram grupos e, espontaneamente, representaram papéis, complementando uns aos outros, em um teatro espontâneo.

O teatro é uma modalidade que se aproxima do psicodrama, caracterizando-se por não ter roteiro prévio nem ensaio e por promover a participação ativa dos envolvidos na criação das cenas (Blanco et al., 2021). Os participantes compartilham emoções, histórias reais, fantasias e sonhos, que são representados de forma livre, em um ambiente que valoriza o respeito, a diversidade e a construção coletiva. Segundo Blanco et al. (2021), o teatro espontâneo incorpora elementos de educação popular e tem sido utilizado como instrumento para fortalecer vínculos intergeracionais e sociais, atuando em contextos com potencial para transformações sociais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em cada encontro, foi proporcionada aos facilitadores (diretor e ego auxiliar) uma melhor compreensão da proposta grupal de Moreno, fosse pela importância da espontaneidade e da criatividade, fosse pela complementaridade de papéis, o que se evidenciou constantemente nas relações em jogo.

A cada semana em que era trabalhada uma temática por meio do sociodrama, foi possível observar a forma como os adolescentes se expressavam ao abordar as temáticas, além da construção dos vínculos estabelecidos. Os efeitos da experiência foram percebidos por diferentes segmentos da comunidade escolar: professores, coordenação e alunos. Os próprios alunos relataram mudanças significativas nas relações interpessoais e no clima institucional. Esse retorno foi compartilhado de maneira espontânea, ressaltando a importância do sociodrama como facilitador da fala sobre temáticas sensíveis e da construção de relações de apoio mútuo.

Após a última atividade, o grupo avaliou o trabalho grupal realizado, identificando como todos se sentiam ao final do processo. Afirmaram que o grupo tinha servido para a aproximação das relações entre eles mesmos, gerando maior segurança para falar e se expressar, e maior senso de aceitação, reconhecendo os laços construídos como uma rede de apoio nítida.

O método (sociodrama) proposto por Moreno imprimiu à experiência de condução de grupo na escola um caráter de clareza, objetividade e profundidade, permitindo um diálogo contínuo sobre o contexto escolar e questões referentes às fragilidades humanas. Isso proporcionou o desenvolvimento inter-relacional do grupo, ressaltando, de forma lúdica e criativa, elementos subjetivos em um contexto intersubjetivo. A teoria e a prática da socionomia se tornaram evidentes na promoção da saúde e na construção de um ambiente seguro de diálogo, com destaque ao respeito mútuo e à possibilidade de falar sobre temáticas que ainda são consideradas tabus.

AGRADECIMENTOS

Agradeço aos docentes e à coordenação do Instituto de Psicodrama e Máscaras todo o apoio; e a cada adolescente que se permitiu ser protagonista neste trabalho.

FINANCIAMENTONão aplicável.

DISPONIBILIDADE DE DADOS DE PESQUISA

Os dados estarão disponíveis mediante solicitação.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 27 de Janeiro de 2025; Aceito: 21 de Julho de 2025

*Autor correspondente: fellipesousapsi@gmail.com

Editor de seção:

Fernando Costa https://orcid.org/0000-0003-0950-1832

CONFLITO DE INTERESSE

Nada a declarar.

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