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Journal of Human Growth and Development

versão On-line ISSN 2175-3598

J. Hum. Growth Dev. vol.28 no.2 São Paulo maio/ago. 2018

http://dx.doi.org/10.7322/jhgd.147236 

ARTIGO ORIGINAL

 

Aspectos socioculturais da saúde e da doença e suas repercussões pragmáticas

 

 

Sabrina Alaíde Amorim AlvesI; Maryldes Lucena Bezerra de OliveiraI, II, III

IFaculdade do Juazeiro do Norte (FJN) - Juazeiro do Norte (CE), Brasil
IICentro Universitário Dr Leão Sampaio (UNILEÃO) - Juazeiro do Norte (CE), Brasil
IIIFaculdade de Medicina do ABC (FMABC) - Santo André (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: Diversos fatores estão envolvidos no processo de saúde e doença e importantes pontos se relacionam a aspectos socioculturais os quais necessitam ser entendidos e interpretados para entendimento de um arcabouço mais geral que envolve a saúde.
OBJETIVO: Analisar os aspectos socioculturais relacionados ao processo de saúde e doença.
MÉTODO: Trata-se de um estudo de revisão reflexiva. Foram construídas categorias temáticas para o desenvolvimento dos resultados e discussão segundo a análise de Bardin.
RESULTADOS: Os aspectos socioculturais influenciam na saúde da população fundamentado na criação de trabalho no campo da saúde pública.
CONCLUSÃO: Muitos aspectos estão envolvidos no processo de saúde e doença. Todos impactam de alguma forma em algum contexto na saúde pública e por isso devem ser analisados e considerados.

Palavras-chave: aspectos culturais, saúde, doença.


 

 

INTRODUÇÃO

Fatores sociais e culturais são grandemente associados com vários processos de vida do ser humano. Estão presentes em contextos políticos, gestores e inclusive na perspectiva de saúde e doença. A disparidade de fatores levou ao desenvolvimento de diferentes estratégias para permitir uma maior equidade na assistência à saúde1.

As características socioculturais encontraram um campo fértil no que tange a aplicações e adequações necessárias para o campo da saúde coletiva. São formas de conhecimento que auxiliam na interpretação e questionamentos inseridos na antropologia política e voltada a área da saúde2.

Os sujeitos sociais estão em constantes alterações e interações que devem ser consideradas para um entendimento de como ocorrem as complexas relações. Não se pode de deixar de associar e considerar esses aspectos na determinação de aspectos singulares relacionados3.

Esses aspectos socioculturais estão inseridos em diversas áreas da saúde principalmente naquelas mais estigmatizadas pela sociedade tais como infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e doenças mentais1,2. A compreensão desses fatores envolvidos pode levar a melhores desfechos em relação a direcionamento em saúde e inclusive no próprio tratamento2.

Nesse contexto, também estão inseridos alguns Determinantes Sociais de Saúde (DSS), que se relacionam entre si de maneira bastante importante na saúde pública e os quais populações vulneráveis socialmente os possuem de maneira deficitária. Alguns desses fatores como condições de vida, ambiente de trabalho, condições de habitação e higiene podem ser considerados4.

São necessárias políticas de abrangência populacional que promovam mudanças de comportamento com programas educativos, comunicação social, acesso a alimentos saudáveis assim como o estabelecimento de laços de coesão social. Aqui se incluem políticas que busquem estabelecer redes de apoio e fortalecer a organização e participação das pessoas e das comunidades5.

Desse modo, sinaliza-se a necessidade de reflexão de fatores que estão inseridos no campo social e que influenciam de maneira significativa como acontece o processo de saúde e doença na sociedade. O objetivo foi analisar os aspectos relacionados ao processo de saúde e doença.

 

MÉTODO

Trata-se de um estudo de revisão reflexiva. Para a busca dos estudos foram utilizados os seguintes bancos de dados: Pubmed/MEDLINE, LILACS e Scientifi c Eletronic Library- Scielo.

Foram construídas categorias temáticas para o desenvolvimento dos resultados e discussão segundo a análise de Bardin. Essas fases foram: 1) pré-análise: fase de análise inicial e formulação de hipóteses. 2) exploração do material: Consiste essencialmente de operações de codificação, desconto ou enumeração, em função de regras previamente formuladas e 3) tratamento dos resultados, inferência e interpretação.

 

RESULTADOS

A partir da análise dos achados, foram construídas duas categorias para evidência e discussão do objeto de estudo. As duas categorias foram apresentadas adiante assim como um ideário da intricada relação existente entre os diversos aspectos analisados (Figura 1).

Desse modo, os aspectos sócio culturais influenciam de maneira importante em um aspecto conceitual e prático no contexto da saúde, de modo que diversos fatores influenciam na consolidação de políticas públicas e consequentemente na saúde pública das diversas populações.

 

DISCUSSÃO

Aspectos socioculturais da saúde e da doença

Alguns aspectos socioculturais na sociedade são verificados em populações de menor densidade como a população indígena. Assim como em meados de 1904 quando aspectos relacionados a vacinação eram debatidos, algumas representações sociais ainda precisam ser consideradas, por exemplo, em tribos indígenas em que é necessária uma abordagem multidisciplinar para tentar inserir conceitos e vivências não culturais3.

Em outra situação bastante comum, como a infecção pelo HIV, ainda está envolto por consensos culturais e informacionais que estigmatizam uma determinada doença. Essa dimensão diz respeito principalmente a concepções de fatalismo e sexualidade que transcendem o modo como a sociedade encara determinada situação1.

A saúde mental também é um campo que sofre bastante influência desses aspectos culturais. Doenças como esquizofrenia em que as manifestações da doença são um pouco mais exacerbadas, um pré julgamento de condutas é comum na prática social e inclusive na assistência à saúde que é prestada2,6.

Políticas concebidas há 40 anos tanto podem ser colocadas como precursoras das hoje chamadas políticas públicas saudáveis no campo da Promoção da Saúde, como podem ser consideradas precursoras dos recentes movimentos7. Da discussão emerge duas vertentes: uma voltada para o social ou fundamentada na determinação biológica8,9.

O termo medicina social usada na Europa na segunda metade do século XIX é precursora da ideia de promoção da saúde10. Emerge um novo paradigma: a ideia de que a saúde é produzida socialmente11. Assim, a promoção da saúde está relacionada a um conjunto de valores: democracia, participação, parceria, desenvolvimento, justiça social e cidadania12.

Um ambiente saudável é aquele que busca expressar compromisso de governabilidade para melhorar a saúde; apresenta formas para convocar e coordenar as organizações locais; estabelece procedimentos para contornar problemas; possui mecanismos para fechar compromissos estratégias para concretizar o seguimento e o cumprimento dos compromissos13,14.

Nem toda epidemiologia é social sendo diferenciada por investigar os determinantes de saúde e doença15,16. Nesse contexto, é importante a adoção da tríade ecológica do agente, hospedeiro e ambiente17. Os determinantes sociais de saúde são os fatores étnicos, psicossociais, econômicos, culturais e comportamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde18. As condições econômicas e sociais exercem um efeito importante sobre a saúde e a doença e tais relações devem ser submetidas à pesquisa científica19,20.

O principal desafio dos estudos sobre as relações entre determinantes sociais e saúde consiste em definir quais as mais influentes entre os fatores mais gerais de natureza social, econômica, política e as mediações através das quais esses fatores incidem sobre a situação de saúde de grupos e pessoas21,22.

A influência dos aspectos socioculturais na construção da saúde pública

A chamada integração cultural que norteia as populações pode ser a origem prática de diversos problemas presentes no campo da saúde23. Deficiências de comunicação e cumprimento de tratamento são alguns dos fatores mais comuns de serem encontrados quando se trata de concepções principalmente culturais não trabalhados por estratégias como a educação em saúde21,24.

Os problemas de origem cultural estão mais prevalentes na população feminina. É um fato verificado principalmente quando se trata de sexualidade e outros aspectos íntimos em que o desconforto para abordar tais assuntos, fazendo com que a expressão de sentimentos se torne limitada, o que acaba prejudicando a abordagem integral da pessoa10,25.

A religião é um outro fator de bastante relevância nesse contexto. A religião e vínculos familiares em que prevalecem aspectos sociais e culturais característicos, auxiliam no processo de enfrentamento de determinadas doenças e situações mais críticas. Diante de culturas e religiões mais restritas a aceitação de mudanças, essa adaptação não ocorre de uma maneira linear, prejudicando o modo como o indivíduo se insere no campo de enfrentamento5,26,27.

São influências que também repercutem em doenças crônicas, como o diabetes mellitus. Nesse aspecto, o subjugamento de diretrizes preventivas para as doenças impacta negativamente na saúde dos sujeitos pelo fato de não reconhecerem alguns fatores determinantes como influentes na sua saúde28-30.

Aspectos preventivos que se tornam prejudicados também ocorre em doenças sexualmente transmissíveis como pelo HIV. Não somente a esse aspecto fica restrito, a procura pelo diagnóstico e tratamento se tornam prejudicados pelas mesmas concepções culturais e de julgamento prévio que envolta boa parte da sexualidade humana1,31.

A estigmatização na saúde mental também ocorre de maneira significante. Um comportamento não rotineiro na sociedade leva a um processo de exclusão social que agrava o modo que o indivíduo se insere no meio social32,33. É um fato que dificulta o processo de recuperação e tratamento de um modo de difícil combate34,35.

Algumas disparidades raciais e éticas, assim como fatores socioeconômicas influenciam no equilíbrio contextual de variáveis que se relacionam com o processo de saúde e doença também em crianças e adolescentes. Diferenças, por exemplo, de estados nutricionais podem variar de acordo com variáveis econômicas sendo considerado um fator primordial na saúde34.

Assim, muitos aspectos se relacionam com o processo de saúde e doença. Cabe uma identificação e orientação pragmática acerca de tais aspectos36,37, pois esses norteiam o modo como a sociedade e a gestão se comportam no contexto da saúde repercutindo diretamente nos mais interessados que são os indivíduos.

 

CONCLUSÃO

Diversos fatores e aspectos estão envolvidos no processo de saúde e doença. São pontos que impactam de diferentes maneiras na apresentação prática da saúde na sociedade e que merecem serem estudadas para um maior delineamento organizacional da saúde em um contexto prático.

 

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Endereço para correspondência:
Maryldes Lucena Bezerra de Oliveira
maryldeslbo@gmail.com

Manuscrito recebido: Outubro 2017
Manuscrito aceito: Janeiro 2018
Versão online: Junho 2018

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