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Journal of Human Growth and Development

versão On-line ISSN 2175-3598

J. Hum. Growth Dev. vol.28 no.2 São Paulo maio/ago. 2018

http://dx.doi.org/10.7322/jhgd.147239 

ARTIGO ORIGINAL

 

Descrição da percepção da qualidade de vida de moradores de um quilombo no norte do Brasil

 

 

Luiz Vinicius de Alcantara SousaI; Erika da Silva MacielII; Fernando Rodrigues Peixoto QuaresmaI, II; Laércio da Silva PaivaI; Fernando Luiz Affonso FonsecaIII; Fernando AdamiI, IV

ILaboratório de Epidemiologia e análise de dados, Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) - Santo André (SP), Brasil
IIUniversidade Federal de Tocantins (UFT) - Palmas (TO), Brasil
IIILaboratório de Análises Clínicas da Faculdade de Medicina do ABC
IVBolsa Produtividade em Pesquisa (CNPq no 309579 / 2015-5)

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: Os traços de iniquidade relacionados à cor da pele ainda são observados na população brasileira, deixando evidente os prejuízos na Qualidade de Vida e cuidados da saúde da população negra.
OBJETIVO: Descrever a qualidade de vida dos quilombolas residentes na comunidade Barra do Aroeira no município de Santa Tereza, Tocantins, Brasil.
MÉTODO: Estudo descritivo de caráter transversal, realizado entre os meses de outubro de 2015 e setembro de 2016 na comunidade quilombola Barra do Aroeira, localizada a 12 quilômetros da área urbana do Município de Santa Teresa e a 96 quilômetros de Palmas, capital do estado de Tocantins. Foi aplicado um instrumento para a avaliação da qualidade de vida das crianças, utilizando o questionário - Autoquestionnaire Qualité de Vie Enfant Imagé (Auqei), o qual possui 26 itens e uma escala composta por quatro fatores: Autonomia, Lazer, Função e Família que abrangem 18 itens, os de números 6, 7, 9, 12, 14, 20, 22 e 26 não estão incluídas nos fatores citados por não pertencerem a um domínio específico, com isso sua análise é de forma isolada. Para avaliação da qualidade de vida em adultos foi utilizado o World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-bref) instrumento que possui 26 assertivas, divididas em quatro domínios: físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente, mais 2 assertivas gerais de qualidade de vida. A análise descritiva dos dados qualitativos foi realizada por frequência absoluta e frequência relativa. Para as variáveis quantitativas, utilizou-se, média, desvio padrão, mínimo e máximo. O programa utilizado foi o Stata versão 11.0.
RESULTADOS: Em relação a qualidade de vida das crianças segundo o sexo, as meninas apresentaram média de 11,0 no fator Função, no fator Família, Lazer e Autonomia, se apresentou com média de 12,3, 8,2 e 4,8, respectivamente. Para os meninos o fator Função teve média de 11,0, o fator Família de 12,0, e os fatores Lazer e Autonomia de 7,6 e 5,6, nessa sequência. Entre os adultos os homens apresentaram menor valor no domínio Físico com média de 13,7, as mulheres tiveram menores médias nos domínios Físico e Meio ambiente, com valores iguais a 13,8. Nos escores gerais o sexo masculino obteve maior valor quando comparado ao sexo feminino, 14,0 e 13,6, respectivamente.
CONCLUSÃO: O estudo demonstrou que entre as crianças o fator Familiar apresentou maiores valores médios, seguido dos fatores Função, Lazer e Autonomia, respectivamente. Ao estudar os adultos, o domínio com melhor escore foi o de Relações sociais, por outro lado, o domínio Físico apresentou o pior escore para homens e mulheres. Contudo, investigações realizadas referentes à qualidade de vida em quilombolas representam um número ainda baixo, dificultando a compreensão das possibilidades de melhoria da qualidade de vida nessa população.

Palavras-chave: qualidade de vida, populações vulneráveis, inequidade racial, comunidade.


 

 

INTRODUÇÃO

Os quilombos possuem em sua construção um estilo de vida característico de resistência contra o sistema escravista, tendo sua denominação ligada à ideia de negros fugidos e territorialização de áreas livres, geralmente isoladas, as quais eram utilizadas como um espaço de continuidade de tradições, memórias e cultura do seu povo1,2.

No Brasil, durante o período Colonial, os quilombos caracterizavam-se como todo agrupamento de cinco negros fugidos, independentemente de suas formas de habitações e sobrevivência que fixassem residência em determinada região, vivendo a margem da sociedade que os oprimia com seus conceitos escravagistas1,3.

População étnico-racial com características de grande exclusão histórico-social, os quilombolas ganharam maior reconhecimento no Brasil quando entrou em vigor o artigo 68 da Constituição Brasileira, em 1988 o qual se tornou um marco histórico do constitucionalismo brasileiro, reconhecendo as terras ocupadas pelas comunidades quilombolas como propriedade definitiva e dever do Estado emitir os seus respectivos títulos2, nesse sentido, as comunidades cresceram, organizaram-se e atualmente estão representados na maioria de todos os estados brasileiros4.

Os traços de iniquidade relacionados à cor da pele ainda são observados na população brasileira, deixando evidente os prejuízos na Qualidade de Vida (QV) e cuidados da saúde da população negra4,5. Desta forma, constituí elemento importante a investigação da percepção da QV da comunidade quilombola tendo em vista que seu modo de vida e suas características organizacionais podem influenciar diretamente nessa percepção.

A mensuração da QV foi evidenciada a partir do momento que a descrição geral da saúde deixou de ser apenas ausência de doença, voltando sua atenção para a investigação tanto nas práticas assistenciais quanto nas políticas públicas, uma vez que a QV é uma das principais medidas de impacto na saúde pública das diferentes populações6-8.

Os quilombos sempre mantidos a margem do conceito de sociedade, só puderam usufruir da atenção das entidades governamentais e das políticas assistências na área da saúde tardiamente, o que promove uma forte influência na QV dos quilombolas. Por estas razões, o objetivo deste estudo é descrever a percepção da qualidade de vida dos quilombolas na comunidade Barra do Aroeira no município de Santa Tereza, Tocantins, Brasil.

 

MÉTODO

Estudo descritivo de caráter transversal, realizado entre os meses de outubro de 2015 a setembro de 2016 na comunidade quilombola Barra do Aroeira, localiza a 12 quilômetros da área urbana do Município de Santa Teresa e a 96 quilômetros de Palmas, Capital do Estado de Tocantins. A comunidade é constituída por descendentes de escravos, remanescentes quilombolas devidamente reconhecidos pela Fundação Cultural Palmares9.

Foi aplicado instrumento de avaliação da qualidade de vida das crianças, o questionário - Autoquestionnaire Qualité de Vie Enfant Imagé (Auqei), que possui 26 itens e uma escala composta por quatro fatores: Autonomia (questões: 15; 17; 19; 23; 24), Lazer (questões: 11; 21 e 25), Função (questões: 1; 2; 4; 5 e 8) e Família (questões: 3; 10; 13; 16 e 18) que abrangem 18 itens, as questões 6, 7, 9, 12, 14, 20, 22 e 26 não estão incluídas nos fatores citados por não pertencerem a um domínio específico, com isso sua análise é de forma isolada10,11.

Antes de iniciar o questionamento foi apresentada para cada criança uma imagem contendo quatro estados emocionais (Figura 1), para que elas tivessem como base para entender seu ponto de satisfação e facilitasse a compreensão dos seus sentimentos perante as questões10,12.

 

 

Após identificado o estado emocional da criança iniciou-se a leitura dos itens para que fosse assinalado a resposta, que variava de 0 a 3 (muito infeliz, infeliz, feliz e muito feliz, respectivamente), um escore único é produzido com a somatória dos escores itens de cada questão13.

Por fim, foi realizado somatório dos escores de todas as questões, sendo que seu valor poderia atingir até 78 pontos, seguindo o estudo de Assumpção Jr. et al.10, foi adotado o valor de corte de 48 pontos para que seja considerada uma boa QV.

Para avaliação da qualidade de vida em adultos foi utilizado o World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-bref) instrumento que possui 26 assertivas, divididas em quatro domínios: físico (questões: 3, 4, 10, 15, 16, 17 e 18), psicológico (questões: 5, 6, 7, 11, 19 e 26), relações sociais (questões: 20, 21 e 22) e meio ambiente (questões: 8, 9, 12, 13, 14, 23, 24 e 25 ), mais 2 assertivas gerais de qualidade de vida (questões: 1 e 2) o que correspondem às 24 facetas do WHOQOL original13-15.

As respostas são anotadas em uma escala Likert de cinco pontos, que varia de 1 a 5, tendo como base para os cálculos dos escores as normas do WHOQOL Group:

-É verificado se todas as 26 questões foram preenchidas com valores entre 1 e 5;

-Invertem-se todas as questões cuja escala de respostas é invertida (questões 3, 4 e 26);

-Os escores dos domínios são calculados através da média dos escores das questões que compõem cada domínio. Nos domínios compostos por até sete questões, o escore não será calculado se o número de facetas não respondidas for igual ou superior a dois.

-Nos domínios compostos por mais de sete questões, o escore não será calculado se o número de facetas não respondidas for igual ou superior a três. O resultado é multiplicado por quatro, sendo representado em uma escala de 4 a 20;

-Os respondentes que deixaram de preencher ou preencheram incorretamente mais do que seis questões (80% do total de questões do instrumento) foram excluídos da amostra.

As médias mais altas sugerem melhor percepção de Qualidade de vida13-16.

Foi realizado um treinamento prévio com os pesquisadores para que eles conduzissem a aplicação dos questionários para evitar possíveis inconsistências na coleta, apesar dos instrumentos utilizados no estudo serem compostos por questões autoaplicáveis. A confecção do banco foi realizada por dois digitadores independentes, responsáveis pelo preenchimento em duplicata no Epi info e o terceiro pesquisador ficaram responsáveis pela validação dos dados.

A análise descritiva dos dados qualitativos foi realizada por frequência absoluta e frequência relativa. Para as variáveis quantitativas, utilizou-se, média, desvio padrão, valores mínimo e máximo. O programa utilizado foi o Stata versão 11.0.

A presente pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Tocantins, com protocolo de nº 2.003.276. No início da coleta, os participantes foram orientados a respeito das etapas do estudo, além disso, registaram concordância em participar da pesquisa pela assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e Termo de Assentimento Livre Esclarecido (TALE).

 

RESULTADOS

A amostra do estudo foi composta por 90 indivíduos, sendo 25 (27,8%) crianças e 65 (72,2%) adultos. Entre as crianças o sexo masculino se mostrou com 13 (52,0%) participantes com média de idade de 11,4 anos e peso médio de 35,9 kg. Nos adultos a mostra foi composta por 40 (61,6%) mulheres com idade média de 31,0 (19,4) anos, com média de peso de 60,9 kg (Tabela 1).

Quando observado os escores médios por questão, os meninos na maioria dos itens apresentaram com maiores valores quando comparado as meninas (Figura 2).

Em relação a qualidade de vida das crianças mensurada pelo AUQEI analisando por fatores, o sexo feminino apresentou média de 11,0 no fator Função, no fator Família, Lazer e Autonomia, se apresentou com média de 12,3, 8,2 e 4,8, respectivamente (Tabela 2). Para os meninos o fator Função teve média de 11,0, o fator Família de 12,0, e os fatores Lazer e Autonomia de 7,6 e 5,6, nessa sequência (Tabela 2).

Ao observar os escores gerais, os meninos se mostram com maior média (55,6) do que as meninas (53,5), para o escore geral das crianças obteve-se o valor de 54,6. Quando se considera a classificação sugerida por Assumpção Jr. et al.10, que relata uma qualidade de vida favorável em escores acima de 48 pontos, os participantes do estudo apresentam percepção positiva da qualidade de vida (Figura 3).

 

 

Os escores médios por item entre os adultos encontraram-se com valores aproximados, sendo que, o sexo masculino se manteve com maiores escores na maioria das questões (Figura 4).

 

 

Entre os adultos os homens apresentaram menor valor no domínio Físico com média de 13,7, as mulheres tiveram menores médias nos domínios Físico e Meio ambiente, com valores iguais a 13,8 (Tabela 3).

Nos escores gerais o sexo masculino obteve maior valor quando comparado ao sexo feminino, 14,0 e 13,6, respectivamente (Figura 5).

 

DISCUSSÃO

Na presente pesquisa foi possível identificar que o fator família possui maior contribuição na QV das crianças e o que teve pior percepção foi o da Autonomia, porém, a QV é considerada satisfatória por estar acima do ponto de corte estipulado por Assumpção Jr. et al.10. Nos adultos, o domínio com melhor escore foi o de Relações sociais, por outro lado o domínio Físico apresenta o pior escore para homens e em mulheres.

Entre as crianças, o escore geral da qualidade de vida dos meninos se mostrou com valor mais alto do que o das meninas, o que corroborou com o Oliveira et al.12, que estudaram a qualidade de vida de 50 pré-escolares de uma escola pública ano de 2014, sendo os meninos se mostraram com valor de 65 pontos e as meninas 47,6 pontos. Evidenciado também nos achados de Araújo et al.17, que avaliaram um grupo com 36 indivíduos dentre os quais 84% das mulheres se mostraram com piores escores de QV.

O menor escore no domínio de Autonomia no presente estudo pode ser explicado por sua composição, uma vez que, são itens que apresentam certa insatisfação entre as crianças (como brincar sozinho, a dormir fora de casa, quando os amigos falam de você, estar longe da família e ao receber as notas da escola).

Ao contrário do domínio de Autonomia, o domínio Família obteve maior média de escore, tendo a comunidade um predomínio de subsistência rural, o convívio familiar se torna maior, resultado que pode ser notado na questão 3 que realiza a seguinte pergunta "Se você tem irmãos, quando brinca com eles? ", na 10, "Quando você pensa em seu pai? ", e na questão 13, "Quando você pensa em sua mãe", as quais demonstram maiores escores e, consequentemente, valorização da família.

Nos adultos os escores encontrados nos domínios do WHOQOL-Bref de uma forma geral remetem-se a QV que possibilita identificar as principais demandas da população em foco, de forma pontual, visando o aprimoramento ou à elaboração de políticas públicas de saúde18,19.

O domínio Físico entre a população adulta se apresentou como detentor de menor valor entre os domínios, resultado encontrado também por (2, 3), que ao analisar uma amostra com 107 indivíduos da cidade de Porto, localizada no litoral Norte de Portugal, encontraram baixa pontuação no domínio físico.

Sabendo da relação entre a prática de exercício físico e qualidade de vida, como relatado em outras pesquisa20,21, que identificaram em 2.129 indivíduos com idade entre 20-59 anos, uma associação entre a atividade física no tempo de lazer e QV relacionada à saúde, pode-se remeter o valor baixo desse domínio encontrado na presente pesquisa a influência das respostas nas questões relacionadas à "Dor e desconforto" e "Energia e fadiga", sono e repouso questão 3 e 4, respectivamente.

Andrade et al.21, mostraram em seus estudos que as condições socioeconômicas baixas promovem uma influência negativa na qualidade de vida, não apresentando associação estatisticamente significante para sexo, idade, trabalho e renda, mas ao analisar a QV entre os gêneros, as mulheres se mostraram com menores escores em relação aos homens em quase todos os domínios do instrumento aplicado.

A condição de baixa renda de uma população é uma boa exemplificação quando se fala em fatores que promovem alterações negativas nos escores de qualidade de vida, e ao ser associada ao fator étnico promove uma pior avaliação desta percepção, tal condição que, no Brasil, pode ser justificada em virtude da miscigenação racial e da má distribuição de renda17.

Para Nishijima & Martins22 ao estudarem a comunidade Quilombola Passo do Maia localizada no Rio Grande do Sul, fatores como a migração dos jovens em busca de trabalho, renda familiar baixa, sendo as atividades informais as principais fontes, o grau de escolaridade dos chefes, benefícios por programas sociais, importância da preservação ambiental e coleta de lixo, promovem alteração negativa na percepção de QV desta população.

Tratando-se do Brasil um país de grandes dimensões, diversas culturas e várias formas de distribuição das políticas públicas, ao falar das inúmeras comunidades quilombolas existentes, o presente estudo se mostra limitado para extrapolar os dados encontrados, levando em consideração que a mensuração da QV foi realizada em apenas uma comunidade com uma população relativamente pequena.

Vale ressaltar que a mensuração do nível da QV dos quilombolas torna-se essencial devido ao seu caráter multidimensional, porém ainda se encontra difícil de ser realizada, devido ao acesso para as comunidades e os obstáculos estruturais existentes em sua cultura que promove este distanciamento.

 

CONCLUSÃO

O estudo demonstrou que entre as crianças o fator Familiar apresentou maiores valores médios, seguido dos fatores Função, Lazer e Autonomia, respectivamente. Ao estudar os adultos, o domínio com melhor escore foi o de Relações sociais, por outro lado, o domínio Físico apresentou o pior escore para homens e mulheres. Contudo, investigações realizadas referentes à qualidade de vida em quilombolas representam um número ainda baixo, dificultando a compreensão das possibilidades de melhoria daqualidade de vida nessa população.

Conformidade com os Padrões Éticos

Conflito de interesses

Os autores declaram não ter conflitos de interesse com relação à autoria e / ou publicação deste artigo.

Aprovação ética

O trabalho nas comunidades só começou após a obtenção de um acordo sobre o Consentimento Livre e Esclarecido, que explicava a pesquisa e respeitava os direitos de privacidade e autonomia de todos os participantes. A presente pesquisa obteve apreciação ética (CAAE: 56954116.2.0000.5516).

Todos os procedimentos realizados em estudos envolvendo participantes humanos estavam de acordo com os padrões éticos do comitê de pesquisa institucional e nacional e com a declaração de Helsinque de 1964 e suas posteriores alterações ou padrões éticos comparáveis.

Consentimento informado

O consentimento informado foi obtido de todos os participantes individuais incluídos no estudo.

Disponibilidade de dados e material:

Os conjuntos de dados gerados e / ou analisados durante o estudo atual não estão publicamente disponíveis devido ao fato de que informações pessoais são compartilhadas pelos participantes em suas entrevistas e os participantes podem ser identificados a partir dos detalhes que compartilham em suas entrevistas, mas estão disponíveis no autor correspondente. a pedido razoável.

Financiamento

Programa de Pesquisa do Sistema Único de Saúde PPSUS / TO FAPT-TO / SESAU-TO / MS-DECIT / CNPq (Edital nº 01/2014).

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo na modalidade Fomento Programa Regular FAPESP (Processo nº 2015 / 02549-5).

 

 

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Endereço para correspondência:
Luiz Vinicius de Alcantara Sousa
luiz.sousa@fmabc.br

Manuscrito recebido: Janeiro 2018
Manuscrito aceito: Março 2018
Versão online: Junho 2018

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