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Revista Brasileira de Psicodrama

versão impressa ISSN 0104-5393

Rev. bras. psicodrama vol.19 no.2 São Paulo  2011

 

Artigos premiados/contribuição artística - Prêmio Febrap Awarded

articles /artistic contribution - Febrap Award

 

 

Artigo Científico - Scientific Article

 

Coconsciente e coinconsciente em Psicodrama

 

Co-conscious and co-unconscious in psychodrama

 

 

Anna Maria Knobel*

Federação Brasileira de Psicodrama (Febrap)

Endereço para Correspondência

 

 


Resumo

Este artigo discute os estados coconscientes/coinconscientes na teoria psicodramática. Eles são considerando-os processos naturais sempre presentes na vida relacional familiar, afetiva, social. Discute também como eles aparecem nos grandes grupos realizados em congressos e atos públicos.

Palavras-chave: Estados coconscientes/coinconscientes, EU plural, grandes grupos, papéis, sociodrama, realidade suplementar.


Abstract

This paper discusses the concepts of co-conscious and co-unconscious states, considering them as natural process in the psychodramatic theory. They are part of familiar, affective and social life and are also present in Major Groups that occurs in Congresses and in some Public Psychodramas.

Keywords: Co-concious/co-unconcious states, plural self, major groups, roles, sociodrama, surplus reality.


 

 

Introdução

Por volta de 1937, J. L. Moreno definiu sua proposta acerca do inconsciente, na teoria psicodramática, considerando-o uma das dimensões da própria vida relacional. Dizendo de outra forma: para ele, pessoas que têm uma convivência estável e significativa, tais como casais, pais/filhos e parceiros profissionais, acabam desenvolvendo conteúdos psíquicos e formas compartilhadas de subjetividade que constituem os estados coconcientes e coinconscientes. Os primeiros são lembrados como parte de suas histórias de vida, como constituintes de suas identidades. Os últimos fazem parte do que cada um viveu, ouviu falar, soube um dia, mas de que não se lembra mais ou, ainda, do que nunca soube, mas faz parte das experiências das pessoas significativas de seu campo relacional, estejam elas vivas ou mortas. Constituem um continuum de sentidos transmitidos relacionalmente, que dá colorido e singularidade às experiências.

O objetivo deste texto é abordar o que caracteriza os estados coconscientes/ coinconscientes morenianos, bem como pensar em como se apresentam nos grandes grupos realizados em congressos de profissionais que trabalham com grupos.

Apesar de ser precursor deste tema do inconsciente compartilhado − que só aparecerá como o inconsciente social na década de 60 −, Moreno contribuiu pouco para a clareza do conceito, pois, de acordo com Ancelin-Shützenberger (2007, p. 158), que foi bastante próxima dele por mais de vinte e cinco anos, o conceito foi apresentado fundamentalmente de forma oral, em suas aulas.

Seus poucos textos sobre o assunto são vagos e carecem de unidade, talvez porque o assunto contemple prioritariamente a dimensão intrapsíquica da existência, da qual ele se ocupou menos, voltando seu interesse para o estudo da criatividade e da espontaneidade na vida relacional, pela pesquisa acerca da constituição e funcionamento dos grupos, pelo desenvolvimento da teoria de papéis, das técnicas e das estratégias de ação dramática. Além disso, na década de 40 a ciência valorizava correlações de causa e efeito (modelo médico), amparadas por estatísticas (modelo quantitativo), o que dificultava o entendimento desse fenômeno.

Até hoje poucos psicodramatistas contemporâneos têm se interessado em desenvolver conceitualmente esse tema, estando entre eles Mme. Ancelin-Shützenberger, que, há muitos anos, trabalha clinicamente com questões derivadas da transmissão transgeracional de mandatos coinconscientes. Ela diz: "podemos distinguir o que é conhecido e entendido conscientemente acerca das heranças das gerações anteriores (intergeracional) daquilo que foi esquecido, não entendido ou não colocado em palavras (transgeracional)." Segundo ela, a comunicação coinconsciente entre gerações pode produzir adoecimento e até mortes, muitas delas repetidas nas mesmas datas, durante várias gerações. É o que ela chama de anniversary syndrome. (Ancelin- Shützenberger, 2007, pp 155-174).

Entretanto, além de produzir sintomas em indivíduos, que podem ser trabalhados em sua dimensão psicoterápica, mandatos coinconscientes surgem também no trabalho sociodramático1 com grupos.

É fato que, desde a mais remota antiguidade, o homem vem vivenciando "o estar em grupo" como um campo vivo de forças que o atinge, mas que o ultrapassa. Trata-se do fenômeno produzido pela coesão, ou seja, pelos níveis da atração e de interesse entre os participantes de um grupo. Essa força permite que indivíduos se agrupem e mantenham-se juntos em função de suas afinidades. Segundo Moreno, os grupos se atraem em função de suas forças de atração e na razão inversa de suas forças de rejeição (Lei da Gravitação Social) (1934, p. 451). Assim, a duração e a intensidade das relações são proporcionais à coesão.

Esses estados de interdependência foram, muito frequentemente, foco das religiões, pois permitem que os grupos se mantenham como comunidades vivas fundamentais na transmissão dos valores éticos.

É, por exemplo, o caso do myniam judaico, necessário às orações. O Talmud (Meguila 236) descreve a Shechiná como a Presença Divina que instala um lugar sagrado a partir da reunião de 10 ou mais homens judeus, sejam eles bons ou maus.

Da mesma forma os cristãos acreditam que a Divindade se faz presente quando dois ou mais se reúnem em Seu nome.

Podemos até pensar que Moreno mantenha algum tipo de conexão com esses valores judaicos, quando enfatiza a importância das relações espontâneas e empáticas (Tele2) entre os indivíduos em grupo, para promover a experiência de recriação do Mundo.

Graças aos novos paradigmas epistemológicos, ou seja, às novas maneiras de o homem pensar e produzir conhecimento, temos ferramentas mais específicas, capazes de conferir maior profundidade na compreensão dos fenômenos coconscientes/coinconscientes, que são, ao mesmo tempo, relacionais e constituintes do EU.

Assim vejamos: o pensamento complexo desenvolvido por Morin (2005) nos instiga a valorizar alguns fenômenos paradoxais que ocorrem com os seres vivos, como, por exemplo, sua capacidade de auto-organização, que permite a eles se manterem idênticos a si mesmos apesar de suas partes (células ou moléculas) estarem em constante renovação. Este ponto de vista nos afasta do reducionismo maniqueísta, pois dois movimentos aparentemente opostos, organização complexa e desorganização, operam nos seres vivos em estreita co-dependência.

Outra premissa importante é a de que sujeito e objeto são indissociáveis, sendo constitutivos um do outro: o observador, ao analisar qualquer fenômeno, interfere e modifica o que observa, o que extingue a noção de um objeto existindo independentemente do sujeito. O mundo está no interior de nossa mente, que está no interior do mundo, o que não resulta em uma via unificadora, mas em um caminho no qual objeto e sujeito se perturbam mutuamente. Assim, o sujeito surge ao mesmo tempo em que produz o mundo.

Sabemos, ainda, que a autorreferência acaba por desembocar na possibilidade de se pensar, o que permite a consciência de si.

Wechsler resume bem essas ideias quando diz: (2006)

"não existe uma Realidade à priori, independente do sujeito, ela é coconstruída por agentes que habitam o fenômeno, dentro das possibilidades estruturais e funcionais de cada agente. [...] Dessa maneira o acontecimento relacional que fundamenta a constituição das realidades intra e interpsíquicas se apoia na complementaridade de papéis, na interdependência e indissociabilicdade entre sujeito e fenômeno, embora cada qual permaneça irredutível em relação ao outro..."

Vejamos como estes novos instrumentos de análise podem nos ajudar na compreensão da constituição do EU e no entendimento do conceito de coinconsciente.

 

A constituição do Self

Na teoria psicodramática, o desenvolvimento humano vai se organizando por meio do relacionamento do bebê com os outros, pelo desempenho de papéis (role playing), o qual ocorre nos planos fisiológico, psicológico e social. A partir dessas áreas vão se organizando conjuntos mais ou menos estáveis de formas de ser, os EUs parciais corporal, familiar e social. Muitas vezes esses EUs parciais funcionam com harmonia, mas também podem apresentar contradições entre si, já que o EU total é constituído por muitos papéis diversos. Por exemplo, uma mesma pessoa pode ser assertiva e pragmática em sua ação profissional, mas reservada e tensa em seus relacionamentos afetivos, nos quais sempre teme ser rejeitada. Assim, é conforme os papéis em ação que a memória e o coinconsciente se constituem e são ativados. O que quer dizer que as evocações coconscientes/ coinconscientes, ocorrem a partir dos papéis.

O EU se forma, então, a partir do desempenho dos papéis e não ao contrário. Além disso, todo papel é uma fusão de elementos coletivos e privados. Em seus aspectos coletivos, como unidades culturais de conduta, os papéis transmitem os códigos, os valores, as crenças e os hábitos culturais específicos de um determinado grupo, como, por exemplo: a proximidade física adequada, os limites da privacidade, o grau de extroversão social etc. Em sua dimensão privada expressam os mitos familiares, como, por exemplo: todo primeiro filho homem da família é médico, os casamentos devem ser feitos no grupo de origem dos avós imigrantes, só os mais velhos sabem o que fazer diante dos problemas, a importância do gênero etc.

Nesse processo dinâmico entre papéis e contrapapéis e em sua multiplicidade de funções, os papéis promovem aglutinações graduais de EUs parciais no que pode ser considerado um EU global, que garante a continuidade do self e a capacidade de se reconhecer como uno e único.

 

Estados coinconscientes e interpsique

Do pouco que Moreno escreveu acerca do tema, destaco duas afirmações. A primeira diz:

"Os estados coconscientes/coinconscientes são por definição aqueles estados que os parceiros experimentaram e produziram em conjunto e que podem assim ser experimentados, reproduzidos ou revividos conjuntamente. Um estado coconsciente/coinconsciente não é propriedade de um indivíduo apenas. Sempre é uma propriedade comum que só pode ser reproduzida por esforços combinados." (1946/1994 p.VII)

Fica claro, neste texto, que o coconsciente/coinconsciente moreniano ultrapassa os limites do espaço psíquico individual, pertencendo simultaneamente às várias pessoas que, ao desfrutarem de intimidade relacional concreta, os criam. Podem ser revividos e atuados por elas, mas também na relação com outros indivíduos que possam se vincular naturalmente a esses conjuntos de sentimentos, sensações e crenças. Possui, constitutivamente, uma dimensão relacional que resulta no que Moreno chamou de interpsique (1946 - p.VI) ou seja, uma rede de sentidos interligados, modos específicos de ser e de se relacionar, originários de duas ou mais pessoas, acessíveis ou não à consciência.

Além disso, são estados, conjuntos de qualidades e de características móveis e conjunturais que se organizam, em parte intencionalmente e em parte por acaso, na convivência estável e significativa. Constituem um tecido relacional de base, uma matrix compartilhada por pessoas (inter) que deixa vestígios e fragmentos dessas experiências compartilhadas nas pessoas (intra) e se mantém como histórias, mitos e tradição cultural para além das pessoas concretas. Abrange tanto modelos relacionais usuais nas/das famílias como seus significados oriundos da vida social e cultural.

No psicodrama a noção de matriz está sempre associada às de locus (onde) e de status nascendi (quando), ou seja, os fenômenos psíquicos ocorrem em um espaço-tempo e a partir de um determinado movimento relacional por meio do qual se organiza um modus operandi emocional (como), construído pelas pessoas que participam da mesma família, do mesmo grupo social ou da mesma cultura. Este é um processo de mão dupla "[…] uma realidade mais profunda na qual os estados inconscientes de duas ou mais pessoas estão interligados a um sistema de estados coinconscientes." (Moreno, 1946, p. VII)

Quando esse processo descreve o que sustenta o desenvolvimento do bebê humano, seu processo de aprendizado emocional pelos relacionamentos focados em alguns papéis e contrapapéis fundamentais à sustentação da vida, a matrix passa a ser chamada de matriz de identidade.

Por exemplo: na situação de alimentação, o papel ativo de quem alimenta (doador) é realizado por um ego auxiliar (a mãe), e o papel de quem recebe o alimento é incorporado pela criança, que está recebendo o alimento. A mãe, ao dar comida, se aquece em relação à criança para ações que têm uma certa consistência. A criança, por sua vez, ao receber o alimento, se aquece para uma cadeia de atos que também têm algum grau de consistência interna. O resultado dessa relação produz um certo modo recíproco de expectativas mútuas de papel que serve de modelo para todas as futuras trocas realizadas entre o bebê e seus egos auxiliares. (Moreno, 1946, p. 6)

São essas expectativas recíprocas nos papéis que apontam para os estados coconscientes/coinconscientes.

Mas, apenas esses elementos não são suficientes para diferenciar o coinconsciente das memórias compartilhadas. Assim há que ir além para configurar o tema com mais especificidade.

Na segunda afirmação de Moreno temos:

"Devemos modificar o significado do inconsciente, procurando por um contraponto, uma espécie de chave musical que seja capaz de relacionar qualquer acontecimento do inconsciente de A a cada evento do inconsciente de B, ou devemos buscar conceitos construídos de tal modo que a indicação objetiva de sua existência não decorra das resistências de uma psique individual, mas sim, de uma realidade ainda mais profunda na qual estejam entretecidos os inconscientes de diversas pessoas, um coinconsciente." (1959/1983 - pp. 61-63).

Se, metaforicamente, o coinconsciente se constitui como o contraponto musical, técnica de composição que inclui duas ou mais vozes melódicas que se levam em conta simultaneamente em um diálogo relacional harmônico, nas relações é necessário que haja uma complementariedade funcional entre os estados coinconscientes dos diferentes participantes do vínculo. Ou seja, todos contribuem para que perigos, medos, segredos, vergonhas, oriundos do passado, mantenham-se invisíveis no presente da relação. Surge um segundo elemento: a impossibilidade de os participantes do vínculo lidarem com esses conteúdos e processos. É por isso que todos os envolvidos aderem organicamente a modos específicos de evasão das realidades familiares, sociais ou culturais, que são sentidas como insuportáveis e ameaçadoras ao EU.

Desta forma, esse complexo relativamente estável de sentidos capturados pelas experiências do passado acaba por empobrecer a existência. Como um jogo pré-definido de repetições, mantém vivos sofrimentos do lá então de outro tempo e de outro lugar, em detrimento ao que poderia ser vivido espontaneamente no aqui e agora do vínculo.

Um bom exemplo disso é a história de um casal de judeus húngaros sobreviventes da II Guerra Mundial, que chegou ao Brasil no começo da década de 1950. Tiveram duas filhas brasileiras que foram batizadas com nomes cristãos, Maria e Cristina (uma estratégia de seus pais para protegê-las de eventuais futuras perseguições). Desconhecendo suas origens, essas moças se casam e têm filhos católicos. Na adolescência, Arthur, um dos jovens da terceira geração, a partir da convivência com uma garota judia que encontra na escola, começa a se interessar pela cultura e pelas tradições judaicas. Diz sentir-se bem na Sinagoga e no Shabat na casa da amiga. Depois de um certo tempo, comunica aos pais que resolvera se converter ao judaísmo. Seus avós se opõem e lhe dizem que isso não seria conveniente, nem necessário, não porque fossem contrários à conversão, mas sim porque ele, como filho de uma mãe judia, já era um judeu. Foi necessário apenas um novo passo: seu brit mila, realizado em um hospital.

A realidade profunda que nem este jovem nem sua mãe conheciam, permaneceu escondida pelos avós, constituindo um eixo de sentidos coconscientes/ coinconscientes, que, ao ser ativado em apenas um dos netos do casal de imigrantes, em seu vínculo com a amiga judia e seus familiares, desvelou-se para todo o grupo familiar. A realidade de ser judeu durante a Guerra, traumática por seus sentidos disruptivos, ameaçadores e insuportáveis aos EUs dos avós, não pode ser transmitida por eles a seus descendentes. Entretanto, apareceu mais de 40 anos depois, com vitalidade e alegria, em um contexto relacional (neto/amiga) menos ameaçador. Como diz Mme...Ancelin-Schüzenberger: "Acrescento que não são apenas os pecados, faltas e erros que podem ficar desapercebidos durante gerações, mas também traumas não resolvidos, perdas não elaboradas, segredos pessoais ou familiares e outros assuntos não terminados..." (2007).

 

Como o psicodrama opera com o coinconsciente

No exemplo de Arthur, os aspectos de sua história de vida escondida retornaram e se resolveram na própria existência.

Nos grupos, esses conflitos e mandatos coinconscientes podem aparecer basicamente de duas maneiras: como tema de um membro que traz alguma situação de sua história vida, o que em geral é bem aceito pelos demais, ou como um sintoma do grupo, que impede o fluir da comunicação. Neste texto vou focar apenas esta segunda forma de tensão.

Por ser um método de ação, no qual situações concretas podem ser encarnadas em cenas e enredos, que permitem aos membros do grupo vivenciar, entender e resolver dramaticamente seus conflitos, o psicodrama trabalha em campo relaxado, oferecendo continência e proteção aos participantes.

Nos primeiros momentos de uma sessão de grupo é o coordenador que centraliza a comunicação, promove o warming up e busca oferecer suportes para garantir a calma e a continência, até que algum tipo de proposta significativa (individual ou coletiva) possa ser representada no palco, espaço cênico vazio oferecido ao imaginário.

Quando essas estratégias não produzem efeitos, é necessário buscar o tema oculto que leva à perda da espontaneidade, ao medo de se expor e à paralisia do grupo. Esse desconforto muito frequentemente produz ataques ao coordenador ou a algum bode expiatório escolhido ad hoc, que recebem as cargas negativas que, de fato, não são deles.

Nesse momento há que se focar em temas grupais, o que, no psicodrama pode ser feito conforme três vértices: protagônico, espontâneo e grupal.

No primeiro modelo, em geral criam-se várias pequenas dramatizações sequenciais, produzidas por diferentes pessoas ou subgrupos, chamados emergentes grupais, que vão encaminhando o tema, até que um desses personagens explicite e resolva cenicamente o conflito central do grupo. É o chamado protagonista, cuja ação produz catarse e integração, levando a uma nova síntese existencial frente ao problema.

A segunda forma de trabalho psicodramático tem seu foco nas práticas espontâneas: como o Teatro Espontâneo e o Jornal Vivo, nos quais o diretor trabalha com uma equipe de egos auxiliares treinados, o que permite que os temas propostos sejam encenados de forma artística. No Playback Theather, desenvolvido por Jonathan Fox e Jo Sallas (1975), as cenas são descritas por pessoas do público e vividas de forma espontânea por aqueles profissionais. Por operar na dimensão da fantasia, da sensibilidade e da singularidade artística, os métodos espontâneos acabam mapeando elementos coconscientes/coinconscientes presentes no grupo.

O terceiro tipo de direção sociodramática (método voltado para o grupo) age em função das fases grupais de organização relacional: isolamento, diferenciação horizontal e diferenciação vertical. Nesse modelo oferecem-se momentos de introspecção ligados ao reconhecimento do EU naquele contexto, seguidos de múltiplas formas de expressão identitária, nas quais há a valorização da pluralidade de formas de ser existentes no grupo. Por fim, as lideranças do próprio grupo são estimuladas a ajudar o grupo na busca de saídas até então inusitadas para os conflitos (Knobel,1997). Toda essa criação coletiva comprometida e rica acaba, por meio da criação imaginária, podendo mostrar, lidar e ultrapassar o que até então era vivido como sintoma, em função de complementaridades coinconscientes.

Algumas técnicas específicas do psicodrama também costumam ser úteis. Como frequentemente, nas cenas, os sinais mais ricos e fidedignos desses bloqueios se apresentam nos corpos dos participantes (campo intensivo pré-verbal), as técnicas de maximização e de concretização costumam ser úteis. Na primeira, o cliente leva ao grau máximo, exagera determinada expressão, quer no corpo, quer com palavras. (Menegazzo/ Zuretti, 1995, p. 130) Na concretização, as tensões corporais geram imagens, personagens ou movimentos que mostram o que é e para que serve o desconforto que existe concretamente nos corpos, dando visibilidade ao que aparecia como indício.

Tais estratégias dão voz e contornos de personagens aos temores, que podem então agir no como se do palco psicodramático. Como produtos do imaginário de uns, ao serem encarnados passam a pertencer a todos, sendo retocados em sua complexidade pelo imaginário dos demais. Nesse rico interjogo de criação, muitos significados singulares, ligados a crenças e a costumes compartilhados aparecem, tornando transparente sua opacidade.

Vale destacar que, o que é produzido no drama está completamente a serviço do protagonista e/ou do grupo, pois além do palco estar vazio, disponível para toda e qualquer fantasia e ansiedade, os egos auxiliares são polimorfos, ou seja, estão presentes ali para encarnar qualquer papel complementar necessário aos participantes.

Para romper os movimentos predeterminados contidos nas cenas produzidas, também o coordenador tem que se colocar como presença/ausência, como alguém que dá continência e suporte, mas não interfere na produção.

Nesse aspecto, o modelo de intervenção proposto por Feo (2008) é muito interessante, pois opera em dois movimentos: primeiro, introduz a suspensão tácita da realidade que, segundo ela, está relacionada a um conjunto de manobras que um diretor [de psicodrama] realiza para favorecer que o palco psicodramático se torne um espaço para a expressão máxima das formas singulares de sentir, agir e pensar, das diferentes dimensões que habitam um determinado indivíduo ou subgrupo. [...] Durante a suspensão tácita da realidade, cabe ao diretor opor resistência a qualquer expressão soberana de alteridade3 àquele mensageiro grupal definido como o que tem a palavra final sobre as cenas em desenvolvimento.

Em um segundo momento, Feo propõe a introdução cênica da alteridade, na qual:

"o vértice soberano4 passa a ser daqueles que antes não tinham para si o vértice soberano, passando então o palco a ser habitado agora por suas vontades e desejos. Portanto, suspender e introduzir alteridades são movimentos simultâneos, relativos a quem está com o poder sobre as cenas no momento. Com todos [os participantes] busca-se a expressão máxima de como cada um representa a cena e deseja transformá-la." (2008, p. 16)

Assim, por ocorrer em um locus vincularmente protegido, mantido como democrático e livre pelo diretor, a ação psicodramática, que alterna a suspensão e a introdução de alteridades, permite desenvolver nos participantes não apenas a capacidade de tolerar diferenças como, também, a confiança na potência das relações igualitárias e cidadãs. O comprometimento e a expansão das cenas, produzidas sequencialmente por vários participantes, tendem a apontar e revelar a complexidade dos sentidos encarnados pelo imaginário grupal.

É importante destacar que apesar de este modelo ser apenas uma das vertentes do trabalho psicodramático, me parece muito rico para mapear e atingir os estados coconscientes/coinconscientes pois, por seu baixo nível de interferência no momento específico da criação e pela sustentação da produção imaginária de todos, acaba por produzir conarrativas cênicas, que favorecem a experiência da matrix coinconsciente do grupo.

Antonino Ferro (apud Neri, 2007) refere-se à conarrativa psicanalítica, dizendo:

"É como se analista e paciente construíssem em conjunto uma peça de teatro na qual as intrigas se reúnem, se articulam e desenvolvem, muitas vezes de forma imprevisível e impensável para os dois conarradores, sem que um entre eles seja detentor de uma verdade préestabelecida: [procedendo] desta forma, a transformação conarrativa toma lugar da interpretação."

Podemos pensar, então, que a vivência relacional dialógica, intensa e criativa produz uma espécie de iluminação de sentidos e um mergulho na matrix coinconsciente o que, por si só, é extremamente transformador.

Esse tipo de psicodrama que não busca explicar e entender, mas promover experiências significativas, se aproxima bastante do método social dreaming criado por Lawrence, em 1982, que trabalha com o relato sucessivo de sonhos pelos participantes:

"No social dreaming (sonho social), os sonhadores contam seus sonhos para os outros. Apesar de serem necessários indivíduos para sonhar, o sonho não é uma propriedade pessoal, pois ele também captura os aspectos políticos e institucionais do contexto social daquele que sonha e de que forma esses aspectos estão presentes e entrelaçados em sua luta pela criatividade, pelo sentido e por sua trivialidade" (2005, p. 14).

Lawrence continua:

"O benefício imediato da matrix do sonho social (Social Dreaming Matrix) é que o pensamento vai se transformando na medida em que os participantes começam a reconhecer que a nova informação está presente no sonho [...] O sonho social combina o uso da consciência e do inconsciente não lógico." (2005, pp. 15-16)

Creio que a evocação e o livre fluir dos sonhos narrados podem ser comparáveis à invenção e ao fluxo dos enredos imaginários encenados. Ambos são direcionados por um indivíduo para os outros; ambos focam no que é inventado junto, e não no indivíduo que o sonha ou cria, ambos mobilizam a adesão total dos demais, ambos ocorrem em realidades específicas, diferente da realidade social. A primeira onírica, a segunda suplementar.

Segundo Zerka Moreno, seu marido, J. L. Moreno, constatou que:

"seus protagonistas se moviam dentro de áreas que não eram reais para ninguém, exceto para eles, eram de caráter puramente subjetivo.[...] essas ideias ultrapassavam a fantasia, a intuição, eram quase como uma experiência de transe. Assim, Moreno sabia que não poderia chegar verdadeiramente ao psiquismo do protagonista, a menos que ele habitasse junto com o protagonista a realidade suplementar." (2000, pp 45-46)

Para Zerka, a realidade suplementar é uma dimensão que vai mais além da realidade subjetiva e objetiva. É uma espécie de realidade cósmica. (p. 46).

Assim, a dramatização pode conduzir, por meio do aquecimento e da espontaneidade, a estados alterados de consciência, nos quais o protagonista (individual ou um grupo) se descola dos parâmetros realistas de espaço e tempo para viver em uma realidade artística e singular, que lhe oferece novas perspectivas de conhecimento.

 

O coinconsciente nos Grandes Grupos

Sem dúvida um dos espaços privilegiados para o aparecimento dos estados coconscientes/coinconscientes são os grandes grupos, principalmente os grupos processuais, que se reúnem vários dias, durante os congressos de especialistas em grupos.

Assim, busquemos entre nós mesmos, membros do IAGP5, algumas situações que podem ativar, ou que até já ativaram, esse tipo de estado compartilhado.

Todos nós sabemos que os associados provenientes de alguns países emergentes pagam taxas reduzidas de associação e de participação em congressos. Muitas vezes apenas a metade do valor que os membros de países desenvolvidos desembolsam. Este fato, que é do conhecimento de todos, faz parte do coconsciente grupal, o que ele produz, como ele impregna as relações, constitui um campo de sentidos pouco comentado, que colore o coinconsciente grupal.

Além da diferença econômica, o uso do inglês como idioma oficial e hegemônico em Congressos Internacionais confere aos que têm tal idioma como língua nativa ou aprendida na escola desde a infância (em geral os mesmos que dispõem de maior poder econômico) uma maior facilidade de expressão, comunicação e influência. Este fato, sabido por todos, inexoravelmente aparece em relatórios de coordenadores de grupo de diferentes formas: há indivíduos ou grupos que dispensam a tradução quando, na realidade, precisariam dela; há relatos de críticas e ataques trabalho dos tradutores informais (colegas e participantes do evento, que se dispõem generosamente a exercer tal função); há por toda parte razoável desconforto em relação à comunicação. Apesar da boa vontade de todos, acordos tácitos não explicitados procuram minimizar essa assimetria de acesso às informações, seja pela vergonha dos que não sabem, seja pela incompreensão existencial dos que sabem. Já ouvi até a frase simplista: afinal, por que não aprendem inglês? o que me fez pensar imediatamente na famosa frase de Maria Antonieta: Au peuple les brioches, uma associação carregada de sentidos... A constatação pura e simples do fenômeno com isenção raramente aparece, o que indica que estamos profundamente metidos na questão.

É evidente que a realidade impõe seus limites: não é possível haver tradução adequada e simultânea para todos, o tempo todo. Mas, é verdade também que estes limites produzem diferenças de poder. Mais uma vez, uma verdade não exclui a outra: ambas operam em estreita codependência, uma perturbando a outra.

Assim a questão coletiva de como criar modos cooperativos para uma comunicação igualitária permanece.

Um exemplo interessante de como lidar com a diversidade cultural ocorreu no II° Congresso Ibero-Americano (1999) em São Paulo - Brasil, quando foram criadas parcerias interculturais entre profissionais de vários países e idiomas, com o objetivo de tornar as diferenças culturais explícitas. Nesta situação o foco era iluminar diferentes formas de entender o mesmo fenômeno. O ideal do grupo deslizou da semelhança para a diferença, o que ajudou os participantes a expressar suas diferentes opiniões acerca dos grupos ou dos temas dos mesmos. A questão da tradução foi iluminada como uma questão de cooperação entre as pessoas que, inicialmente, não podiam se comunicar com facilidade, não apenas devido ao idioma, mas também devido aos diferentes sentidos atribuídos aos mesmos fatos.

Entretanto, algumas vezes, o próprio coordenador fica enredado nas questões coinconscientes. Foi o que aconteceu comigo mesma, na IIIª Mediterranean Conference (Barcelona, fev. 2008), quando meu colega de Unidade Funcional abandonou a direção do grupo, depois do questionamento de uma das participantes acerca da exatidão da tradução feita, por ele, de minhas instruções para o grupo. Este motivo explícito somou-se a outros, ligados ao fato de sermos uma dupla de diretores com diferentes experiências culturais e teóricas, devido às diferenças de gênero, às relações competitivas entre gerações e ao fato de termos que conceder algo para adquirir alguma coisa nova. Esses parecem ter sido os temas que o grupo e eu não pudemos enfrentar naquele momento.

Penso que essa negação coletiva aponta para uma crença narcísica coinconsciente em nossa capacidade de deixar fora dos grupos preconceitos, competição, intolerância, morte e todas as forças destrutivas. Neste exemplo parece que os ideais do grupo foram substituídos pelo grupo ideal, e que esses estados coconscientes/coinconscientes pediam um axiodrama - um método que lida com valores religiosos, éticos e culturais de forma psicodramática espontânea. (Moreno, 1934, p. xxvi)

Em 2006, analisando dois encerramentos de Congressos de Psicodrama (o XIV° Congresso Brasileiro e o V° Ibero-Americano), nos quais foram usados uma derivação técnica do método Play Back (o Teatro de Reprise), escrevi:

"Há uma hipótese a ser melhor pesquisada: as atividades sociodramáticas de encerramento (de congressos, de jornadas, de workshops), quando bem feitas, devem inventar coletivamente modos e estratégias de transição entre o tema que nomeia o projeto coletivo e a produção da realidade social desse grupo." (Knobel, 2006, p. 66)

Dizendo de outra forma, o tema que nomeia o congresso geralmente aparece nos grandes grupos, seja em sua potência, seja em suas impossibilidades de realização, estados que devem ser experimentados e entendidos coletivamente como limites à onipotência do grupo.

Dois exemplos: no XIV° Congresso Brasileiro de Psicodrama (2004), que tinha como nome: A sociedade brasileira em cena - a ação transformadora do psicodrama, o Grande Grupo de encerramento teve como temas emergentes tanto a potência e a seriedade do psicodrama brasileiro, com cenas de fracasso e frustração de alguns participantes em relação no próprio Congresso. Ali apareceu a humilde constatação dos limites da ação transformadora do psicodrama brasileiro na vida social.

No V° Congresso Ibero-Americano do México (2005), cujo nome era Mismas raíces, nuevos frutos (Mesmas raízes, novos frutos), o mesmo jogo de opostos se fez presente nos temas trazidos pelos participantes: o investimento nos jovens e em sua energia versus as frustrações políticas dos mais velhos; as possibilidades de a poesia e a arte tocarem as pessoas, bem como as dificuldades da organização do próximo Congresso na Espanha.

Com delicadeza e respeito à vida, a diretora6 e o grupo mantiveram distância adequada e saudável dos conflitos, que foram apenas assinalados, para serem negociados depois. Essa prudência foi útil ao grupo, pois, "a partir de certos limites, a reatividade das forças deixa de ser reconversível em atividade e começa a agir no sentido da pura destruição de si mesmo e dos outros." (Rolnik, 1989).

Os grandes grupos de encerramento são rituais de passagem que não concluem, mas servem para amalgamar os ideais que o conhecimento produz, com os limites e frustrações que a realidade nos impõe.

Quando ideais e limites não são compartilhados e não se descobrem meios de entendê-los no próprio grupo, aparecem dois tipos de fenômenos nefastos: o primeiro ocorre quando se excede o nível de frustração tolerável e surgem raiva e impulsividade, que impedem a elaboração conjunta do vivido. No outro polo, os participantes voltam para seus espaços vitais sentindo-se iluminados e aptos para transformar a realidade social de imediato.

Ser capaz de continuar existindo, resistindo e criando na realidade difícil e conflituosa de nosso cotidiano é o que, de fato, nos pede a vida possível.

 

Considerações finais

Até aqui um longo caminho teórico apontou como os estados coconscientes/ coinconscinetes morenianos se constituíram em conceito precursor em relação ao inconsciente relacionalmente constituído e compartilhado, noção amplamente discutida na contemporaneidade.

Como um corpo teórico integrado e complexo, o psicodrama ancora tal ideia em um EU plural, constituído por meio de relacionamentos em papéis, bem como em forças psicossociodinâmicas, que operam nos vínculos de forma a realizar acordos tácitos de interdição a certos temas, cenas, enredos ameaçadores aos EUs dos envolvidos.

Esse processo relacional continuado gera um campo, uma matrix que mantém vestígios de modos de ser, histórias, invenções, fantasias, que se mantém viva por gerações. Mostra e esconde, pela repetição, elementos não incorporados, pertencentes a todos os participantes (vivos, mortos, míticos) dos grupos dos quais essas pessoas fazem parte, real ou imaginariamente.

Como método, o psicodrama oferece um conjunto de estratégias e técnicas de ação, fundadas na cocriação espontânea no imaginário, que permitem o estabelecimento de novas conexões entre elementos do presente, do passado e do futuro, o que permite que esses sentidos sejam experimentados como menos disruptivos.

Os grandes grupos são, assim, locus privilegiado de manejo da matrix coconsciente/coinconsciente, pois, à medida que muitas pessoas encenam e se responsabilizam coletivamente por conflitos, oferecendo uma multiplicidade de versões e soluções para uma mesma situação, elas possibilitam a reorganização do existir, permitindo novos padrões de consciência.

Além disso, como ação conjunta, a experiência coletiva potencializa a confiança nas relações e o empoderamento de cada um.

 

Referências

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*Psicóloga, psicodramatista, professorasupervisora pela Federação Brasileira de Psicodrama (Febrap), mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP
1 - Método de ação que lida com relacionamentos intragrupos, intergrupos e com ideologias coletivas (Moreno, 1934, p.87).
2
- Tele é empatia recíproca (Moreno, 1934, p.53) [...] é uma experiência interpessoal (ibidem, 1946,p. 238)
3
- Alguma forma de expressão oriunda do desejo de um outro que tente se impor como hegemônica.
4 - Aquele que pode se expressar como criador das novas versões a serem encenadas.
5 - Este texto foi apresentado no 17° Congresso Internacional do IAGP, em Roma (2009).
6 - Rosane Rodrigues, uma psicodramatista brasileira.