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Aletheia

versão impressa ISSN 1413-0394

Aletheia vol.49 no.2 Canoas jul./dez. 2016

 

ARTIGOS EMPÍRICOS - PROMOÇÃO DA SAÚDE

 

Perfil epidemiológico de usuários de um serviço público de nutrição

 

Epidemiological profile of users of a nutrition public service

 

 

Júnnia Maria MoreiraI; Ana Clícia Lima BonfimII; Lorena de Souza Ribeiro; Luana Braga Matias

I Universidade Federal do Vale do São Francisco – Campus Petrolina-PE
II Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) do município de Itacaré-BA

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RESUMO

A obesidade está associada a comorbidades e agravos como diabetes, hipertensão e dislipidemia. O presente estudo investigou o perfil dos pacientes atendidos pelo serviço de nutrição de uma instituição pública de saúde quanto às variáveis: IMC, idade, gênero, comorbidades, número de refeições diárias e prática de atividade física. Foram analisados 282 prontuários, datados de maio de 2010 a dezembro de 2013, de pacientes do serviço de nutrição de uma policlínica municipal da Bahia. Os resultados mostraram que 15% dos pacientes eram do sexo masculino e 85% do sexo feminino; a faixa etária situou-se entre 18 e 60 anos; 19% estavam com Sobrepeso, 50% com Obesidade e 17% com Obesidade Mórbida. Mulheres apresentaram maior frequência de casos de hipertensão do que homens, sendo que as comorbidades foram mais expressivas na faixa etária de 41 a 60 anos. Esses dados ratificam e delimitam intervenções direcionadas aos problemas mais frequentemente relacionados à obesidade.

Palavras-chave: Obesidade, Comorbidades, Perfil epidemiológico.


ABSTRACT

Obesity is associated with comorbidities and disorders such as diabetes, hypertension and dyslipidemia. This study aimed to investigate the profile of the patients enrolled in the nutrition service of a public health institution in terms of: BMI, age, gender, comorbidities, number of daily meals and physical activity. Were analyzed 282 patients records of the nutrition service of a municipal polyclinic of Bahia, dating from May 2010 to December 2013. The results showed that 15% of patients were male and 85% female; the age was between 18 and 60 years; 19% were overweight, 50% were obese, and 17% were obese morbid. Women had more hypertension than men, and comorbidities were particularly marked in the age group 41-60 years. These data confirm and bounder interventions on those problems most often related to obesity.

Keywords: Obesity, Comorbidity, Epidemiological profile.


 

 

Introdução

A obesidade, caracterizada pelo excesso de peso corporal, é identificada por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). O peso saudável é representado por IMC de 18,5 a 24,9; IMC abaixo de 18,5 indica baixo peso e acima de 24,9 indica sobrepeso (até 29,9), obesidade (de 30 a 39,9) e obesidade mórbida (acima de 40) (World Health Organization [WHO], 2016). A medida do IMC não considera a composição do organismo em termos de massa gorda, magra e óssea e, portanto, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica [ABESO] (2009) recomenda a utilização de medidas adicionais, tais como a circunferência da cintura e a relação cintura/quadril, as quais também são consideradas fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis associadas à obesidade (Sichieri & Souza, 2006). Apesar das limitações do IMC enquanto medida preditiva de comorbidades e agravos associados à obesidade, o mesmo continua largamente utilizado para a detecção da obesidade em função de sua praticidade. Porém é importante ter clareza de que um IMC acima de 25 não é condição suficiente para a ocorrência de comorbidades, sendo, portanto, necessárias medidas e indicadores complementares.

Dentre as comorbidades e agravos associados à obesidade e que tem sido responsáveis por internações no SUS, encontram-se o diabetes, a colelitíase/colecistite (problemas relacionados à vesícula biliar), a hipertensão arterial e doenças isquêmicas do coração (Sichieri & Souza, 2006). Em termos estatísticos, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE referentes à 2008/2009 (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE], 2010), o excesso de peso atinge 50% dos homens e 48% das mulheres. O último inquérito realizado pelo Ministério da Saúde – Vigitel 2014 (Portal da Saúde, n.d.), aponta que pouco mais de metade dos homens (56,4%) e quase metade das mulheres (49,1%) está acima do peso, apesar de ter havido uma estabilização no número de casos de obesidade considerando inquéritos anteriores.

Além da diversidade de medidas e doenças associadas, a obesidade é também multideterminada e influenciada por múltiplos fatores, tais como a história de vida do paciente, além de fatores biológicos e culturais. Apesar da influência de fatores biológicos e genéticos, os fatores comportamentais (históricos e culturais), tais como a escolha por alimentos, além da rotina alimentar e da prática de atividade física, tem sido apontados como preponderantes na determinação do quadro (World Health Organization [WHO], 1990).

Diante dessa realidade, o presente trabalho objetivou investigar o perfil dos pacientes atendidos pelo serviço de nutrição de uma instituição pública de saúde, em termos das variáveis: IMC, idade, gênero, comorbidades (diabetes, hipertensão e dislipidemia), número de refeições diárias e prática de atividade física.

 

Método

O presente estudo é do tipo transversal retrospectivo e baseado em análises de informações constantes em prontuários de pacientes atendidos pelo serviço de nutrição da Policlínica Municipal de Juazeiro-BA entre maio de 2010 e dezembro de 2013. Também foi realizada uma análise longitudinal para verificar a evolução entre a primeira consulta e o retorno.

A coleta de dados foi realizada na própria Policlínica entre novembro de 2013 e janeiro de 2014. Considerando os critérios de inclusão idade e data da primeira consulta, foram recolhidas informações de 478 prontuários de pacientes com idade entre 18 e 60 anos, de ambos os sexos, com peso saudável, sobrepeso e obesidade.

Destes, apenas 282 prontuários foram avaliados na pesquisa, uma vez que o critério de exclusão foi a ausência de informações acerca das variáveis: sexo; idade, IMC, comorbidades, prática de atividade física e quantidade de refeições por dia.

Quanto à variável idade, dividiu-se a amostra em duas faixas etárias: de 18 a 40 e de 41 a 60 anos. O IMC foi classificado em cinco grupos: abaixo de 18,5 (Abaixo do Peso), de 18,5 a 24,9 (Peso Saudável), de 25 a 29,9 (Sobrepeso), de 30 a 39,9 (Obesidade) e acima de 40 (Obesidade Mórbida). As comorbidades consideradas foram diabetes, hipertensão e dislipidemia. A prática de atividade física foi avaliada como frequente caso tivesse sido realizada durante pelo menos um mês. A quantidade de refeições por dia foi dividida em até três e acima de três. Foram considerados ainda na análise, os retornos ocorridos em, no máximo, dois meses após a primeira consulta.

Foram utilizados computadores para armazenamento e análise dos dados, os quais foram tabulados nos programas Excel (2010) para Windows® e SPSS (versão 19).

 

Resultados e discussão

Dos 282 prontuários avaliados, 15% eram do sexo masculino e 85% eram do sexo feminino. A idade média encontrada foi de 40 (DP 11,3) anos variando entre 18 e 60 anos, sendo que a faixa etária de 31 a 40 anos obteve a maior frequência (28%). Essa concentração por gênero e faixa etária foi corroborada pelo estudo de Ramos, Damacena, Stringhini e Fornés (2006) no qual 93,97% dos pacientes de um programa de saúde eram mulheres com idade média de 42 anos. Dentre os fatores comuns a pessoas nessa faixa etária e que poderiam estar relacionados à maior procura pelo serviço encontram-se o fato de tratar-se de um grupo ativo que trabalha em casa ou fora dela e que, mais frequentemente no caso das mulheres, é em grande parte composto por cuidadores de outros familiares. Esses aspectos podem tornar os prejuízos na saúde mais custosos e impactantes na rotina diária, o que aumentaria a motivação para a busca por atendimento, porém essas variáveis carecem de investigação.

Os Índices de Massa Corpórea (IMC) dos participantes da presente pesquisa variavam entre 15,81 e 56,26, com IMC médio de 33,03 (DP 7,23), sendo que 3% estavam Abaixo do Peso; 11% estavam com Peso Saudável; 19% estavam com Sobrepeso; 50% tinham Obesidade e 17% tinham Obesidade Mórbida. Esses dados revelam a busca maior por atendimento para o excesso de peso e encontram-se em consonância com as recentes estatísticas divulgadas pelo IBGE referentes ao ano de 2013. A Pesquisa Nacional de Saúde – PNS, divulgada em junho de 2015, indicou que a prevalência de excesso de peso é de 58,2% nas mulheres e de 55,6% nos homens (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE], 2014), maior que nas pesquisas anteriores.

No grupo estudado, 76% afirmaram não praticar nenhum tipo de exercício físico. Já no que tange as doenças crônicas associadas à obesidade, 60% dos participantes apresentavam diagnóstico de doenças crônicas não transmissíveis, tais como diabetes, hipertensão e dislipidemia e 4% diagnóstico de doenças no trato gastrointestinal, tais como gastrite, constipação e úlcera. Dentre todas as doenças crônicas não transmissíveis relacionadas à obesidade pesquisadas a frequência encontrada para as mulheres foi superior à encontrada para os homens apenas quando se tratava de hipertensão, como mostra a Figura 1, porém é importante enfatizar que o reduzido número de homens na amostra limita a validade desse dado.

 

 

A fim de analisar a relação entre variáveis categóricas foi utilizado o Teste Qui-quadrado. Ele propiciou a análise da existência de relação entre comorbidades (dislipidemia, diabetes e hipertensão) e outras três variáveis: (1) faixa etária (18-40 anos e 41-60 anos); (2) prática de atividade física; e (3) quantidade de refeições diárias, como mostra a Tabela 1. Quanto às variáveis ordinais, foi utilizado o Teste T de Student, o que possibilitou analisar as relações entre IMC e comorbidades, prática de atividade física e quantidade de refeições.

 

 

Ao relacionar as faixas etárias dos participantes e as doenças crônicas não transmissíveis relacionadas à obesidade notou-se que a frequência dessas comorbidades foi maior na faixa etária de 41 a 60 anos, sendo essa diferença mais expressiva para hipertensos, como mostra a Figura 2, a qual retrata, em porcentagem, a frequência dos participantes por comorbidades e por faixa etária. De fato, entre todas as análises realizadas com o Teste Qui-quadrado as únicas que demonstraram diferenças significativas foram as comparações entre faixa etária e diabetes e hipertensão, de forma que a faixa etária de 41-60 anos encontra-se positivamente correlacionada tanto com diabetes (p = 0,000), quanto com hipertensão (p = 0,000). Assim, quanto maior a faixa etária mais presença de diabetes e hipertensão. A frequência maior dessas comorbidades na faixa etária de 41 a 60 anos também tem sido corroborada por outros estudos (Paiva, Bersusa & Escuder, 2006) e por estatísticas nacionais (IBGE, 2014).

 

 

Em relação à alimentação e a prática de atividade física pelos participantes, constatou-se que, dentre a amostra, pessoas com Obesidade Mórbida e Obesidade, nessa ordem, são as que mais consomem de uma a três refeições diárias. Os grupos Obesidade Mórbida, Abaixo do Peso e Obesidade, nessa ordem, foram os que menos relataram prática de atividade física, como visto na Figura 3. Porém, foi encontrada correlação positiva apenas entre IMC e hipertensão [t (230,72) = 0,000; p = 0,000], de forma que quanto maior o IMC mais hipertensão. Não houve correlação entre IMC e dislipidemia [t (280) = 0,064; p = 0,147] ou diabetes [t (280) = -1,212; p = 0,227]. Assim como não foram encontradas correlações entre IMC e prática de atividade física [t (280) = 0,029; p = 0,202] ou quantidade de refeições [t (280) = 1,459; p = 0,147]. Esses dados confirmam a relevância do estilo de vida como fator determinante no excesso de peso (ABESO, 2009). A recomendação do Ministério da Saúde (Ministério da Saúde [MS], 2006) é o fracionamento das refeições aliado à prática de pelo menos 60 minutos de exercício físico diariamente para o controle do peso.

 

 

Com base nos prontuários analisados, foi observado que, após a primeira consulta, 21% dos pacientes retornaram às consultas com a nutricionista. De forma conjunta, nos retornos foi constatada uma diminuição da porcentagem de pacientes com Obesidade e um aumento da porcentagem de pacientes com Sobrepeso, como mostra a Figura 4. O aumento nos casos de Sobrepeso pode ter acontecido em função da quantidade de pacientes que reduziram o peso após o recebimento da prescrição e, portanto, saíram da categoria Obesidade e entraram na categoria Sobrepeso, o que reflete a eficácia das orientações e prescrições dietoterápicas, conforme já preconizado em publicações oficiais no Ministério da Saúde (BRASIL, 2014). Ramos, Gomes, Previato e Volp (2013) apontam evidências da relação direta entre o consumo excessivo de nutrientes e o excesso de peso. O excesso de peso, avaliado através do IMC, por sua vez, foi correlacionado com maiores índices em taxas metabólicas como colesterol e glicemia (Mendes et al., 2012). Também existem evidências de associações entre o índice de qualidade da dieta e o colesterol total em indivíduos com excesso de peso (Vieira et al., 2016). No entanto, o número de retornos é expressivamente baixo sendo, portanto, relevante investigar os motivos do abandono do tratamento em pesquisas futuras.

 

 

 

Considerações finais

Este estudo apontou aspectos determinantes no perfil dos usuários de um serviço de saúde, tais como: (1) gênero (feminino), faixa etária (31 a 40 anos) e queixa (excesso de peso) preponderantes entre os usuários do serviço; (2) maior ocorrência de comorbidades na faixa etária de 41 a 60 anos; e (3) estilo de vida prejudicial entre os obesos. Esses achados podem contribuir para a melhoria no serviço oferecido à população na medida em que explicita sua demanda, bem como para o enfrentamento do problema da obesidade por meio de estratégias que priorizem os grupos populacionais mais afetados.

 

Referências

Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. (2009). Diretrizes brasileiras de obesidade. Itapevi, SP: AC Farmacêutica.

Brasil. (2014). Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: obesidade. Cadernos de Atenção Básica, n. 38. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília, DF. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_38.pdf>. Acesso em: 28 jul. 2017.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2010). Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009: antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2008_2009_encaa/default.shtm>. Acesso em: 04 nov. 2017.

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Mendes, W. A. A., Carmin, S. E. M., Pinho, P. M., Silva, A. C. M., Machado, L. M. M., & Araújo, M. S., (2012). Relação de variáveis antropométricas com os perfis pressórico e lipídico em adultos portadores de doenças crônicas não transmissíveis. Revista Brasileira de Cardiologia, 25, 200-209.

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Ramos, J. N., Damacena, L. C., Stringhini, M. L. F., & Fornés, N. S. (2006). Perfil socioeconômico, antropométrico, bioquímico e estilo de vida de pacientes atendidos no programa "controle de peso". Comunicação, Ciências e Saúde, 17, 185-192.

Ramos, C. O., Gomes, A. S., Previato, H. D. R. A., & Volp, A. C. P. (2013). Associação entre medidas antropométricas, de composição corporal, bioquímicas e de consumo alimentar em indivíduos com excesso de peso. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, 26, 157-165.

Sichieri, R., & Souza, R. A. G. (2006). Epidemiologia da obesidade. In: M. A. Nunes, J. C. Appolinário, A. L. Galvão, W. Coutinho. (orgs.). Transtornos alimentares e obesidade (pp.251-261). Porto Alegre: Artmed.

Vieira, A. M., Gomes, A. S., Vieira, R. A. L., Silva, F. C., Previato, H. D. R. A., & Volp, A. C. P. (2016). Associação entre medidas antropométricas e de composição corporal com os componentes da síndrome metabólica e índice de qualidade da dieta em adultos com excesso de peso. Demetra: alimentação, nutrição & saúde, 11, 399-413.

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World Health Organization. (2016). Obesity and overweight. Media centre. Disponível em: <http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en>. Acesso em: 04 nov. 2017.

 

 

Endereço para contato
E-mail: junnia.moreira@gmail.com

Recebido em: agosto de 2017
Aprovado em: outubro de 2017

 

 

Júnnia Maria Moreira: Professora adjunto/DE da Universidade Federal do Vale do São Francisco – Campus Petrolina/PE. Doutora pela Universidade de Brasília (2015) no tema Autocontrole e Obesidade com realização de estágio doutoral na Washington University in Saint Louis, MO, EUA.
Ana Clícia Lima Bonfim: Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) do município de Itacaré-BA. Psicóloga pela Universidade Federal do Vale do São Francisco. Trabalha na linha de direitos violados.
Lorena de Souza Ribeiro: Psicóloga graduada pela Universidade Federal do Vale do São Francisco. Trabalha na linha de proteção social básica.
Luana Braga Matias: Psicóloga pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (2016) e graduada em Letras pela Universidade do Estado da Bahia (2011).

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