SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.7 issue2Family, school and learning difficultiesChildren´s performance assessment and intervention ina master mind game author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Psicologia Escolar e Educacional

Print version ISSN 1413-8557

Psicol. esc. educ. vol.7 no.2 Campinas Dec. 2003

 

ARTIGOS

 

Adaptação da Pavlovian Temperament Survey para a realidade brasileira-versão 7 a 14 anos

 

Adaptation the Pavlovian Temperament Survey to brazilian reality version from 7 to 14 years

 

Raquel Souza Lobo Guzzo1*; Patrícia do Carmo Pereira Ito 2; Cristiane Valli3

* PUC-Campinas

 


 

RESUMO

Este estudo faz parte de um processo que objetiva adaptar à realidade brasileira uma escala para avaliação do temperamento de crianças e adolescentes. Optou-se pela Pavlovian Temperament Survey - PTS - versão 7 a 14 anos, construída na Alemanha e destinada a avaliar a expressão comportamental das propriedades do Sistema Nervoso Central, conforme entendido por Pavlov. A PTS é composta por 252 itens e avalia três dimensões de temperamento: Força de Excitação, Força de Inibição e Mobilidade. Sua adaptação envolveu o processo de tradução, retrotradução e comparação entre a versão original e a que foi traduzida para o português e retrotraduzida para o alemão. Foram realizadas sucessivas análises e revisões até que os itens do instrumento estivessem adequados e apresentassem uma linguagem clara, assegurando sua compreensão pelos pais ou responsáveis. Em estudos preliminares, a PTS 7 a 14 anos obteve índices satisfatórios de consistência interna e indicadores favoráveis de validade.

Palavras-chave: Temperamento do temperamento, Pavlovian Temperament Survey – PTS versão 7 a 14 anos, Adaptação de testes psicológicos.


 

ABSTRACT

This study is part of a process that aims at to adapt to the Brazilian reality a scale for assessment of the children’s temperament and adolescents. It was used the Pavlovian Temperament Survey - PTS - version 7 to 14 years, built in Germany and destined to evaluate the behavioral expression Central Nervous System’s properties, as understood by Pavlov. The PTS is composed by 252 items and it evaluates three temperament dimensions: Strength of Excitation, Strength of Inhibition and Mobility. It’s adaptation involved the translation process, backtranslation and comparison between the original version to the Portuguese and backtranslation for German. Successive analyses and revisions were accomplished until the items of the instrument were adapted and presented in a clear language, assuring the understanding for the parents or caregivers. In preliminary studies, the PTS version 7 to 14 years obtained satisfactory consistence interns and favorable indicators of validity.

Keywords: Temperament assessment, Pavlovian Temperament Survey - PTS version 7 to 14 years, Psychological tests adaptation.


 

 

INTRODUÇÃO

Os pais são freqüentemente chamados a descrever características pessoais de seus filhos para diferentes propósitos, seja em situação de análise clínica ou de qualquer evento em contextos acadêmicos ou de outra ordem em que as crianças devem ser melhor conhecidas por aqueles em contacto direto com elas. As descrições de características, quase sempre, estão relacionadas a características comportamentais, de personalidade, sentimentos e temperamento. O estudo do temperamento infantil tem sua importância, principalmente pelo caráter preventivo da intervenção possível, quando a avaliação é feita. Na orientação de pais, professores ou mesmo no planejamento de estratégias de facilitação das relações interpessoais até a adolescência, o trabalho de psicólogos e educadores torna-se mais efetivo quando existe a possibilidade de uma avaliação de características temperamentais. Com esses propósitos, vários instrumentos foram desenvolvidos para a avaliação do temperamento de crianças através do relato de seus pais, respondendo a um questionário (Carey & McDevitt, 1989; Rothbart, 1989) e análises dos mesmos vêm sendo conduzidas para o estudo de suas características psicométricas (Angleitner & Wiggins, 1986).

A avaliação do comportamento de crianças feita por meio do relato de pais ou responsáveis, é uma técnica de coleta de dados bastante utilizada em pesquisas de temperamento infantil (Mangelsdorf, Schoppe & Buur, 2000). Pais ou responsáveis tem a possibilidade de observar o comportamento da criança em uma variedade de contextos e situações, eles proporcionam informações sobre o comportamento infantil que de outra maneira seriam inacessíveis (Bosa & Piccinini, 1994; DiLalla & Jones, 2000).

O interesse pela compreensão e avaliação do temperamento infantil tem como principais precursores Chess e Thomas (1987), que numa abordagem interacionista de temperamento iniciaram em 1956 importante estudo longitudinal conhecido na literatura como “New York Longitudinal Study – NYLS”. Nesse estudo Chess e Thomas (1987), por meio de uma análise de conteúdo do relato de mães sobre o comportamento de seus bebês durante os seis primeiros meses de vida, identificaram nove dimensões de temperamento, que submetidas a análises qualitativas da significância funcional, apoiadas pela análise fatorial, agruparam-se em três constelações temperamentais: crianças de temperamento fácil, de temperamento difícil e de aquecimento lento (Chess & Thomas, 1987, 1991). Influenciada por Chess e Thomas (1987), Rothbart (1986) também tem seu interesse predominante no estudo do temperamento infantil, particularmente na compreensão do desenvolvimento do temperamento e seus componentes e a influência exercida por eles no processo de socialização e interações sociais da criança (Rothbart, 1986).

Numa perspectiva mais biológica e fisiológica, Strelau (1989) desenvolveu a Teoria Regulativa do Temperamento, a qual teve suas concepções básicas formuladas no final da década de 1960 e início da década de 1970, tomando como ponto de partida as concepções de funcionamento do sistema nervoso de Pavlov e pesquisas e teorias desenvolvidas nos períodos de 1950 e 1960 (Strelau, 1989). Nesta perspectiva teórica, um dos instrumentos utilizado para avaliação das características temperamentais é a escala Pavlovian Temperament Survey – PTS (Strelau, Angleitner & Newberry, 1999).

A PTS foi construída objetivando avaliar a expressão comportamental das propriedades do sistema nervoso central, conforme entendido por Pavlov. Estas propriedades foram caracterizadas do ponto de vista funcional, reforçando o papel desempenhado por elas no processo de adaptação do indivíduo ao ambiente e referem-se a traços gerais, revelados em todos os tipos de comportamento, incluindo características, atividades verbais e reações emocionais motoras (Strelau & cols., 1999).

Inicialmente construída para avaliar o temperamento de adolescentes e adultos acima de 14 anos, foi adaptada por Hoogendorp (1992) para avaliar o temperamento de crianças e adolescentes de 7 a 14 anos. Nesta nova versão, os itens da PTS foram reformulados para que se tornassem representativos de comportamentos de crianças e adolescentes, sendo mantida a mesma fundamentação teórica, dimensões avaliadas, número de itens e forma de pontuação da versão original destinada a avaliar pessoas maiores de 14 anos. Pais ou responsáveis são solicitados a responder aos itens da escala pensando nos comportamentos e características de sua criança.

A PTS versão 7 a 14 anos desenvolvida por Hoogendorp (1992) é composta por 252 itens que avaliam três dimensões de temperamento, baseadas nas propriedades pavlovianas do Sistema Nervoso Central: 1) Força de Excitação (FE) - caracteriza como o indivíduo reage frente a estimulação, está presente em 90 itens da escala; 2) Força de Inibição (FI) – avalia a capacidade do indivíduo refrear dado comportamento quando necessário, 84 itens compõem esta dimensão; 3) Mobilidade (MO) – avalia a habilidade do indivíduo responder adequadamente a contínuas mudanças no ambiente, presente em 78 itens. Os 252 itens são avaliados no formato Likert, com quatro possibilidades de resposta: concordo plenamente, concordo, discordo e discordo plenamente.

No Brasil, os primeiros estudos sobre temperamento realizados com a PTS envolveram a versão destinada a avaliação de características temperamentais de adolescentes e adultos (Guzzo, Riello & Primi, 1996; Guzzo, Riello, Serrano & Primi, 1997; Riello, 1999; Guzzo, Primi, Ito & Valli, 2000).

Dando continuidade aos estudos sobre avaliação do temperamento utilizando a escala PTS, esse estudo buscou adaptar a PTS versão 7 a 1 4 anos desenvolvida por Hoogendorp (1992) para a realidade brasileira com o propósito de selecionar os itens mais representativos para a descrição de crianças através do relato de seus pais e, considerando a importância da adequação semântica e psicométrica de instrumentos para a avaliação psicológica no Brasil, possibilitar estudos futuros do temperamento nesta faixa etária.

Durante esta primeira etapa do estudo, foram realizadas as atividades de tradução da escala do original alemão (Hoogendorp, 1992) para o português, e sua retrotradução, de tal sorte que as duas escalas pudessem ser comparadas com a escala em sua versão original.

O processo de adaptação de instrumentos para avaliação psicológica deve assegurar a sua equivalência com versões de outras línguas e culturas, de tal forma que possibilite o desenvolvimento de pesquisas transculturais e comparações internacionais. Hambleton (1994) destaca que a busca de padrões para a prática de avaliação e desenvolvimento de instrumentos diagnósticos, tais como validade, fidedignidade e normatização, tem recebido muita atenção de estudiosos e pesquisadores em diversos países. Entretanto, percebe-se que procedimentos para adaptação são objeto de menor controle, quando deveriam estar também sendo desenvolvidos com igual ou superior interesse, uma vez que fazem parte do processo de pesquisa transcultural de grande importância internacional.

O presente estudo utilizou-se do processo de versões sucessivas (Brislin, 1970) em que duas versões de uma mesma escala são comparadas e avaliadas por juizes tanto da língua original como daquela que é alvo da adaptação. Este procedimento favorece a avaliação da equivalência dos itens com base na igualdade de seu significado. Depois que os itens são considerados adequados, a escala passa para uma fase experimental de aplicação em pais, os quais são solicitados a emitirem julgamento sobre a pertinência dos itens na avaliação do temperamento de seus filhos. Por sucessivas aplicações, foram considerados como itens da escala, aqueles que obtiveram avaliação 70% de comentários positivos quanto à sua intelegibilidade e pertinência para descrição do temperamento infantil.

A escala em sua versão final, tal como em sua versão original, está composta por 252 itens distribuídos entre as três dimensões Força de Excitação (90 itens), Força de Inibição (84 itens) e Mobilidade (78 itens) avaliadas pela PTS. Exemplos dos itens constituintes de cada uma das dimensões podem ser observados na Tabela 1.

Como continuidade dos trabalhos para busca de padrões psicométricos para a versão brasileira, foram realizados novos estudos com o instrumento em diferentes populações. Catini (1999) desenvolveu um estudo preliminar sobre as qualidades psicométricas da escala PTS versão 7 a 14 anos, no qual 72 crianças de ambos os sexos, com idades entre 7 e 13 anos tiveram suas características de temperamento avaliadas a partir das respostas de suas mães aos itens da escala. Neste estudo foram obtidos índices de consistência interna, calculada pelo Alpha de Cronbach, satisfatórios nas três dimensões avaliadas pela escala (FE=0,90; FI=0,92; MO=0,89). Além de aplicar a PTS versão 7 a 14 anos, Catini (1999) também utilizou em parte das mães, para avaliação das crianças, a PTS versão 14 a 18 anos – em fase de normatização (Guzzo & cols., 2000) – e correlacionou os resultados obtidos. Na comparação dos dados obtidos na PTS versão 7 a 14 anos e na PTS 14 a 18 anos, foram constatadas correlações significativas e elevadas nas dimensões FE (0,584, p<0,001) e FI (0,509, p<0,05) e moderadas porém não significativa em MO (0,358), tais resultados são indicadores favoráveis de validade da PTS versão 7 a 14 anos, uma vez que indicam que as mães tendem a avaliar seus filhos de forma similar quando utilizando os dois instrumentos. Outro resultado favorável a validade da escala está relacionado a sua estrutura fatorial verificada por meio das correlações obtidas entre as dimensões avaliadas pela PTS versão 7 a 14 anos, a qual foi altamente significativa e elevada quando considerada a correlação entre FE x MO (0,597 p<0,0001), e significativa e pequena entre FE x FI (0,298; p<0,05) e FI x MO (0,291 p<0,05). No manual da PTS (Strelau & cols., 1999) são encontradas informações de que é esperado que as dimensões FE, FI e MO estejam correlacionadas, principalmente Fe e MO, resultado constatado neste estudo.

Em outro estudo desenvolvido por Ito e Guzzo (2002), objetivando investigar a influência exercida pela genética na determinação das características de temperamento, resultados obtidos na análise da consistência interna, calculada pelo Alpha de Cronbach, novamente evidenciaram índices satisfatórios (FE=0,86; FI=0,81; MO=0,85). Este estudo envolveu a participação de 26 pares de gêmeos, monozigóticos e dizigóticos, com idades entre 7 e 14 anos.

Concluindo, o procedimento de tradução e retrotradução foi difícil, particularmente no que diz respeito a expressão de conteúdos lingüísticos que pudessem significar a realidade cultural de crianças brasileiras. A primeira versão português/alemão adaptada apresentou uma discordância em 39% dos itens, o que demandou um novo estudo de tradução e versão para o alemão. Novamente os itens foram modificados para se adequar a tradução ao português e então submetidos a seis juizes com a responsabilidade de incluir os 252 itens dentro das três dimensões avaliadas pela escala e comentar sobre a adequação dos mesmos para o português. Os resultados desta análise demonstraram a necessidade de uma nova revisão dos mesmos, feita em conjunto com a presença de todos os avaliadores. Após a última revisão, a versão final foi concluída para continuidade dos estudos.

É importante destacar que os itens foram reformulados para uma linguagem direta, evitando o uso da palavra “não”, pois as formulações deste tipo geravam dúvidas nas mães sobre o significado do item, ocasionando dificuldades até no momento de assinalar a resposta que melhor descrevia sua criança. As reformulações também visavam assegurar o entendimento de mães de diferentes níveis culturais.

 

 

REFERÊNCIAS

Angleitner, A., & Wiggins, J.S. (1986). Personality Assessment via Questionnaires. Berlim: Springer-Verlag.

Bosa, C. A., & Piccinni, C.A. (1994). Temperamento e apego: a questão da ortogonalidade em foco. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 46 (3 e 4), 95-118.

Brislin, R. W. (1970). Backtranslation for Cross Cultural Research. Journal of Cross Cultural Psychology, 1, 185- 216.

Carey, W. B., & McDevitt, S. C. (1989) Revision of the Infant Temperament Questionnaire. Pediatrics, 61, 735-739.

Catini, N. (1999). Temperamento: Estudo Inicial da Escala PTS Infantil. Dissertação de Mestrado não publicada, Curso de Pós Graduação, Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Campinas, São Paulo.

Chess, S., & Thomas, A. (Orgs.). (1987). Annual progess in child psychiatry and child development. New York: Brunner/ Mazel.

Chess, S., & Thomas, A. (1991). Temperament and the concept of goodness of fit. Em J. Strelau, & A. Angleitner (Orgs), Explorations in Temperament (pp. 15-28). New York: Plenum Press.

DiLalla, L. F., & Jones, S. (2000). Genetic and enviromental influences on temperament in preschoolers. Em V. J. Molfese & D. L.Molfese (Orgs), Temperament and personality development across the life span (pp. 33- 55). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates.

Guzzo, R. S. L., Primi, R., Ito, P. C. P., & Valli, C. M. M. (2000). Pavlovian Temperament Survey - PTS - versão adolescente/ adulto: consistência interna e normatização para realidade brasileira. Manuscrito submetido à publicação.

Guzzo, R. S. L., Riello, I. C., & Primi, R. (1996). Pavlovian Temperament Survey - PTS: análise de itens e teste de realidade. Psicologia Escolar e Educacional, 1 (1), 53-59.

Guzzo, R. S. L., Riello, I. C., Serrano, M. R., & Primi, R. (1997). Avaliação do temperamento de adultos: estudo de diferentes profissões. [Resumo]. Em Cursos de Pós Graduação e Graduação em Psicologia – Instituto de Psicologia da UFRGS (Orgs.). Resumos de comunicações científicas. VII Encontro Nacional sobre Testes Psicológicos e I Congresso Ibero Americano de Avaliação Psicológica (p. 325). Porto Alegre.

Hambleton, R. K. (1994). Guidelines for Adapting Educational and Psychological Tests: A Progress Report. European Journal of Psychological Assessment, 10, 229- 244.

Hoogendorp, N. (1992). Temperament bei kindern: die entwicklung und überprünfung einer kinderform des PTS (Temperamento de crianças: o desenvolvimento e avaliação de uma versão infantil da PTS). Diplomarbeit im Fakultät für psychologie und Sportwissenschaft na Der Universität Bielefeld.

Ito, P. C. P., & Guzzo, R. S. L. (2002). Temperamento: características e determinação genética. Psicologia: Reflexão e Crítica, 15 (2), 425-436.

Mangelsdorf, S.C., Schoppe, S. J., & Buur, H. (2000). The mening of parental reports: a contextual approach to the study of temperament and behavior problems in childhood. Em V. J. Molfese & D. L.Molfese (Orgs) Temperament and personality development across the life span (pp. 121-140). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates.

Riello, I. C. (1999). Temperamento: perfil de adolescentes com diferentes competências em natação. Tese de Doutorado não publicada, Curso de Pós Graduação, Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Campinas, São Paulo.

Rothbart, M. K. (1986). A psychobiological approach to the study of temperament. Em G. A. Kohnstamm (Org.) Temperament discussed – temperament and development in infancy and childhood (pp. 63-72). Lisse: Swets & Zeitlinger.

Rothbart, M. K. (1989). Temperament in Childhood: A Framework. Em G. A. Kohnstamm, J. E. Bates & M. K. Rothbart. (Orgs.) Temperament in Childhood (pp.59 - 73). Chichester: Wiley.

Strelau, J. (1989). The regulative theory of temperament as a result of East – West influences. Em G. A. Kohnstamm, J. E. Bates & M.K. Rothbart (Orgs), Temperament in Childhood (pp. 35-48). Chichester: Wiley.

Strelau, J., Angleitner, A., & Newberry, B. H. (1999). Pavlovian Temperament Survey (PTS) An International Handbook. Seattle: Hogrefe & Huber Publishers.

 

Recebido em: 20/05/03
Revisado em: 29/08/03
Aprovado em: 19/09/03

 

1 Doutora em Psicologia e docente da PUC-Campinas.
2 Doutoranda em Psicologia e bolsista FAPESP.
3 Bolsista de IC/CNPQ.