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Psicologia: ciência e profissão

Print version ISSN 1414-9893

Psicol. cienc. prof. vol.21 no.1 Brasília Mar. 2001

 

ARTIGOS

 

A vivência afetiva em idosos

 

 

Érika Arantes de OliveiraI, *; Sonia Regina PasianII, **; André JacqueminII, ***

I Unidade de Transplante de Medula Óssea e de Hematologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo
II Departamento de Psicologia e Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Objetivou-se analisar a vivência afetiva em idosos asilados (A) e não asilados (NA) a partir de dois grupos de 25 mulheres com mais de 60 anos. Utilizou-se entrevista semi-estruturada sobre história de vida e Teste de Pfister, sendo que A e NA apontaram idealização da infância e da velhice e qualificação negativa da juventude. Na fase adulta, os asilados referiram vivência mais negativa. O Pfister sinalizou, em ambos os grupos, preservação do funcionamento lógico e afetivo, mas certa ansiedade. Inexistiu diferença significativa entre A e NA, sugerindo que a institucionalização não dificulta, necessariamente, o vivenciar saudável da velhice, apontando direção para intervenções terapêuticas com esta população.

Palavras-chave: Vivência afetiva, Idosos, Institucionalização, Teste de Pfister.


ABSTRACT

This work analyzed the affective experience in institutionalized (A) and non institutionalized (NA) two groups of 25 women with more than 60 years, residents in Ribeirão Preto. We used semi-structured interview about the life history and Test of Pfister. A and NA accorded with idealization of the childhood and the elderly and the youth's negative qualification. In the adult phase, the institutionalized referred more negative experience. The Pfister signaled, in both groups, preservation of the logical and affective function, but some anxiety. The absent of statistical differences between A and NA suggested that the institutionalization doesn't hinder, necessarily, the healthy experience of the elderly, and it indicates a direction for therapeutic interventions with this population.

Keywords: Affective experience, Elderly, Iinstitutionalization, Test of Pfister.


 

 

O processo de envelhecimento tem sido considerado historicamente através de duas fortes e opostas perspectivas: uma que o reconhece como a etapa final da vida, a fase do declínio que culmina na morte; outra que o concebe como a fase da sabedoria, da maturidade e da serenidade.

A idéia do envelhecer como uma etapa de perdas encontra-se difundida na população de um modo geral, mas também em estudos dessa fase específica do desenvolvimento, como em Carvalho Filho e Alencar (1994). Por sua vez, Garcia Pinto (1987) refere-se a este processo como uma etapa de perdas dos antigos referenciais de vida, implicando no abandono de elementos da realidade e de si mesmo, gerando uma conseqüente crise de identidade. Essa concepção do envelhecer como uma etapa de crise aparece também em Adrados (1987) quando a caracteriza como: "uma fase de vida em que vê diminuídas as suas possibilidades e precisa enfrentar inúmeras crises que inevitavelmente surgem nessa etapa final da vida" (p.58).

Apesar da vivência de limites próprios do desenvolvimento, Rolla (1991) afirma que um envelhecer positivo fortalece o sentimento de identidade, sem necessariamente envolver tanta deterioração psíquica quanto comumente se associa a essa fase.

Menninger (1980) também parece encarar a velhice como mais um processo adaptativo da vida do indivíduo. Segundo este autor, essa etapa, como as anteriores, envolveria uma elaboração de perdas, uma adaptação às mudanças e um reafirmar da identidade, muito semelhante ao que já ocorreu durante a adolescência.

Compartilhando essa mesma concepção, Bosi (1983) avança nessa comparação entre o momento adolescente e a velhice, afirmando que o que diferenciará essas duas fases será o sentimento do indivíduo: o adolescente vive expectativas (no geral elevadas) em relação a sua etapa de transição, enquanto o idoso sente-se um indivíduo diminuído em contato com suas perdas e sua falta de perspectivas. Para essa autora, a sociedade é que seria a responsável por essa diferenciação existente entre as crises, na medida em que impõe a desvalorização diante do envelhecimento, sofrendo ela própria perdas neste processo. Em suas palavras: "Então, a velhice desgostada, ao retrair suas mãos cheias de dons, torna-se uma ferida no grupo." (p.41)

Integrando essa vertente de avaliação mais positiva do envelhecer, destaca-se também a concepção de Erikson (1959/1976) que nega a velhice como estágio final de vida. Para este autor a crise dos idosos pode ser caracterizada por ganhos fundamentais, em nível individual e coletivo, enquanto possibilidade de contribuição através do repasse de experiências acumuladas. Esta perspectiva tem ocupado praticamente o centro das atenções dos estudos sobre idosos, como aponta, por exemplo, uma vasta investigação da Organização Panamericana de Saúde citada por Rajczuk e Castro (1999), contribuindo para a dissolução de estereótipos de deterioração desta fase de vida.

Independentemente dos atributos e visões existentes sobre a velhice, a realidade mundial indica uma elevação da expectativa média da vida humana. Num artigo que discute a depressão na velhice, Gregório (1999) aponta os dados de projeções populacionais da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo estas análises, estima-se, nos países desenvolvidos, um aumento na taxa de crescimento de indivíduos com mais de 65 anos de 10,5 % para 18,1 % entre 1975 e 2075, enquanto que, nos países subdesenvolvidos, esse crescimento será de 3,8 % para 17 %. Trata-se da faixa etária que cresce mais rapidamente, segundo Chelala (1992), Albuquerque(1994) e Rajczuck e Castro (1999).De acordo com este último estudo já existem hoje no mundo 580 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e, segundo suas projeções, este número chegará a um bilhão até 2020. Apenas na América Latina, conforme os cálculos de Chelala (1992), concentrar-se-ão 41 milhões de pessoas maiores de 60 anos no ano 2000.

Nestes dois últimos trabalhos aqui citados tem-se também a informação de que as mulheres possuem maior longevidade que os homens. Os dados de Kasschau (1976) sobre a realidade brasileira confirmam esta perspectiva ao apontarem que as mulheres brasileiras tendem a ficar viúvas com maior probabilidade do que os homens.

Em nosso contexto também pode-se constatar que indivíduos com 60 ou mais anos de idade, predominantemente, vivem sozinhos, seja por seu estado civil (solteiros ou viúvos) ou talvez por uma tendência ao isolamento social dessa camada da população (Chelala, 1992). Com isso, freqüentemente, emergem situações de desamparo desses indivíduos nessa etapa da vida, onde naturalmente (por suas limitações inerentes) esperar-se-ia aumento nas demandas de apoio externo.

Como tentativas de solução dessa situação de vulnerabilidade de vida são desenvolvidos mecanismos sociais de criação de instituições e asilos, com objetivos de proteção e oferecimento de condições mínimas de vida para esses idosos (Chelala, 1992). Dentro desse contexto, então, caberá refletir sobre a seguinte questão: o processo de vida em instituição facilitará ou comprometerá o equilíbrio afetivo desses idosos?

Em nossa realidade parece existir uma concepção geral de que os indivíduos não institucionalizados, ou seja, os residentes em seus lares, obtêm de seus familiares condições facilitadoras para a preservação de seu equilíbrio afetivo. Mas será isso verdadeiro? O comprometimento ou facilitação da vida cotidiana desses indivíduos repercutiria em uma desestruturação ou preservação em sua afetividade? Serão diferentes as características afetivas dos residentes em seus lares para aqueles institucionalizados?

Para alguns autores, a resposta a esta pergunta é positiva. Para Albuquerque (1994), os idosos de asilos são mais apáticos, sem motivação e extremamente carentes, diferente dos não asilados.

Ainda dentre os estudos voltados para a análise da influência do fator "institucionalização" sobre o funcionamento psíquico de idosos, merece destaque o de Adrados (1987). Esta pesquisadora avaliou 200 idosos brasileiros (100 institucionalizados x 100 residentes em seus lares) e concluiu que a institucionalização interfere negativamente nas vivências afetivas destes indivíduos. Seus dados apontaram que o idoso que se interna em uma casa geriátrica, onde permanece mentalmente inativo, tem seu potencial intelectual diminuído e sua criatividade afetada. Entre as diferenças encontradas entre os dois grupos de indivíduos estudados, a autora sinalizou que:

a) o controle intelectual dos indivíduos institucionalizados evidenciou-se mais rígido do que daqueles que permaneceram em seus lares;

b) os não institucionalizados tiveram nível de adaptação social mais elevado;

c) os institucionalizados sinalizaram menos índices de criatividade;

d) alterações relativas à identidade, assim como sinais de deterioração mental, foram encontrados somente em indivíduos recolhidos em instituições geriátricas.

Nesta direção de forte risco à saúde e à qualidade de vida dos idosos, Chelala (1992) apontou a variável isolamento social como relevante para a compreensão dos dinamismos da vida do ancião. Em suas palavras: "Esse isolamento social priva os anciãos de importantes apoios emocionais, físicos e financeiros (...). A este respeito é preciso assinalar que, mais do que o número de contatos sociais, é importante a qualidade dos mesmos, e lembrar a importância que tem, para os idosos, a companhia, o apoio, o afeto dos parentes e dos amigos." (p.22)

Apesar desses estudos evidenciarem a vulnerabilidade da vida afetiva às condições ambientais (moradia, nível sócio-econômico, estado físico geral etc), o reduzido número de pesquisas dirigidas à análise das implicações destas variáveis durante o envelhecimento, aponta para a necessidade de novos projetos nessa linha de investigação.

Dentro desse contexto e da noção consensual de que, no geral, as instituições atuais brasileiras para idosos mostram-se pouco adequadas, o presente estudo procurou investigar a possível interferência do fator "institucionalização" sobre a vida afetiva de idosos através do estudo de seu funcionamento psíquico atual. Tentou-se detectar indícios sobre a dinâmica, o funcionamento afetivo e a própria auto-imagem, de indivíduos com mais de 60 anos de idade, subsidiando elementos para a reflexão sobre a possível interferência do fator ambiental condições de vida em suas vivências internas.

 

MÉTODO:

Amostra:

Foram estudados dois grupos de mulheres com mais de 60 anos, moradoras em Ribeirão Preto (SP), sendo um composto por idosas institucionalizadas (grupo A) e outro por aquelas residentes em seus lares (grupo NA), ambos constituídos por 25 sujeitos, todos voluntários.

Para a seleção dos casos foram considerados: a idade, o gênero, a preservação de capacidade mínima de coordenação visomotora e de adequado estado de saúde geral. Também considerou-se a qualidade do contato estabelecido com a avaliadora, selecionando-se aquelas mulheres que, não apresentando nenhum sinal evidente de insanidade, mantendo um discurso coerente e memória aparentemente preservada, colocaram-se como voluntárias para este estudo, após convite para o mesmo.

A tabela 1 apresenta uma caracterização da amostra final deste estudo em relação à idade, escolaridade e estado civil, observando-se similaridades educacionais nesta faixa populacional (reduzida escolaridade), apesar de sua condição diferenciada de moradia (asilo x residência própria). Cabe a ressalva de que as três instituições de abrigo de idosos aqui consideradas ofereciam padrão de atendimento básico adequado à saúde e às necessidades mínimas de seus usuários.

 

Material:

Para a obtenção de informações sobre a dinâmica interna desses indivíduos, utilizou-se uma entrevista semi-estruturada (focalizando-se a história de vida em suas diferentes fases) e os índices do Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister, apontado como válido e preciso para a compreensão do funcionamento afetivo-emocional (Villemor-Amaral, 1978; Heiss e Halder, 1979 e Marques, 1988).

Apesar da possibilidade de aplicação dessa técnica em diferentes idades, pouco se conhece sobre a sua utilização na velhice, faltando referenciais normativos para essa população. No entanto, as suas características técnicas (facilidade de aplicação, aspecto lúdico, rápida execução, exigência de um mínimo de discriminação visual) fazem dele um instrumento promissor no estudo das características afetivas dos idosos. O desempenho dos idosos no Pfister, neste estudo, foi comparado às normas brasileiras para adultos apresentadas em Villemor-Amaral (1978), almejando, assim, uma exploração de especificidades na dinâmica afetiva no processo de envelhecimento.

 

Procedimento:

Inicialmente foram estabelecidos contatos com as instituições de abrigo para idosos em Ribeirão Preto (SP), visando ao consentimento para a realização da pesquisa. Posteriormente foi efetuada a seleção dos sujeitos, conforme os critérios já referidos, e estabeleceu-se o rapport individual, o consentimento pessoal e o contrato de pesquisa com cada colaborador (como voluntário), para finalmente ser agendada a avaliação psicológica. Esta, por sua vez, foi desenvolvida em uma ou duas sessões com duração média de uma hora cada. Este trabalho foi realizado individualmente e na própria instituição (em ambiente protegido) ou na própria residência dos sujeitos (no caso dos NA). Estes últimos foram encontrados por indicação de colegas de trabalho da primeira autora deste estudo, respeitando-se os mesmos critérios utilizados para o grupo institucionalizado. As entrevistas foram gravadas e depois transcritas integralmente, material básico para a análise das etapas do desenvolvimento de vida dos sujeitos. O Teste de Pfister foi utilizado em sua forma reduzida (apenas as "pirâmides bonitas"), conforme previsto em Villemor-Amaral (1978).

 

Resultados

Análise dos relatos de vida dos idosos através das entrevistas

A sistematização das histórias de vida elaboradas pelos sujeitos durante as entrevistas foi baseada no seguinte procedimento qualitativo: primeiramente foi efetuada a leitura das transcrições integrais dos relatos individuais e foram agrupados enquanto associações referentes a: infância, juventude, vida adulta e atual (velhice). Ao conjunto das referências a cada uma dessas quatro fases do desenvolvimento foi atribuída uma qualificação, subdividida em três categorias: positiva (+), ambivalente (+/-) ou negativa (-), caracterizando a valorização dada pelos entrevistados para cada uma destas etapas de sua vida.

Considerando-se o número de indivíduos em cada grupo e suas respectivas qualificações de cada etapa da vida, procurou-se identificar as freqüências (simples e em porcentagem) de atribuição positiva, ambivalente ou negativa para cada fase do desenvolvimento nos sujeitos asilados e não asilados. A distribuição destes resultados está apresentada na tabela 2, que permite a visualização e a comparação da forma como os idosos asilados e não asilados vivenciaram as diferentes etapas de suas vidas.

Os resultados apontaram semelhanças entre os grupos asilado e não asilado no tocante à qualificação de suas etapas de vida nos seguintes aspectos:

A infância recebeu, em ambos os grupos, um alto índice de qualificações positivas (NA = A = 44%), mas também negativas (NA = 40%, A = 44%). Esta negatividade foi justificada pela não possibilidade de aproveitamento dessa etapa de vida, encarada como um período que deveria ser reservado somente para brincadeiras e não responsabilidades. Os indivíduos que a referiram como fase positiva, apresentaram-se saudosistas, num processo de idealização dessa "aurora da minha vida, que os anos não trazem mais". Estes indícios de qualificação predominantemente positiva para a infância em ambos os grupos, pareceram associados às referências de tranqüilidade da vida campestre, ambiente de moradia da maioria das idosas durante esta etapa do seu desenvolvimento.

A concordância na qualificação elaborada pelas idosas asiladas e não asiladas continua no tocante à juventude, com a diferença de que esta foi uma fase por elas avaliada negativamente. Essa atribuição de características negativas foi um pouco maior nas asiladas (56% contra 40% no grupo não asilado), que alegam uma maior severidade de seus pais, com conseqüente falta de liberdade, o que em muitos casos levou a um casamento considerado como precoce. Nas idosas não asiladas houve também importante valorização positiva da juventude (em 36% dos relatos), avaliando-a como a fase da descoberta do mundo, do início da vida social, dos bailes, dos namoros. Verbalizaram que era uma época em que só "queriam aproveitar a vida", porém ressaltaram que o modo como realizavam este desejo difere muito da maneira da atual juventude. Para estas idosas os pais foram referidos como figuras severas, que restringiram muito a liberdade necessária para o vivenciar da juventude.

No tocante à vida adulta, os dois grupos valorizaram o casamento como uma variável significativa na determinação das qualificações dessa etapa de suas vidas. Foi nesta fase que as idosas A e NA mais diferenciaram-se em suas avaliações (positivas: NA = 44%, A = 32%; negativas: NA = 20%, A = 40%). As idosas NA consideraram-se mais felizes nas suas escolhas matrimoniais e atribuíram a essa etapa de sua história pessoal valores positivos, recheados de boas lembranças. A maior negatividade das asiladas esteve associada a relatos de vivências de uma união infeliz ou então por estarem solteiras. Será necessário observar aqui que muitas não asiladas permaneciam casadas no momento atual, enquanto a maioria das asiladas eram viúvas ou solteiras, oferecendo referenciais de análise bastante diferenciados para a reflexão sobre suas vidas.

Com relação a fase atual do desenvolvimento (velhice), os dois grupos voltaram a se aproximar, qualificando como muito positivas as vivências atuais, principalmente as não asiladas (NA = 72%, A = 44%).

A valorização negativa dessa fase da vida esteve bem reduzida (NA = 4 %, A = 16%), ainda que maior nas asiladas. Os fatores por elas relacionados com a positividade do momento atual foram: liberdade, segurança, solidão e existência de atividades em sua rotina de vida. As mulheres não asiladas enfatizaram sobremaneira a atividade e a sua satisfação em realizar tarefas do cotidiano, como elementos tranquilizadores e altamente valorizados em suas vidas, resultando em qualificações mais positivas do que nas asiladas. Aqui, semelhante à infância, poder-se-ia pensar em um processo de idealização e de negação de conflitos como parte da vivência da velhice. Independente de explicações para o fato de auto-avaliação positiva para esta fase da vida, estes indícios pareceram contradizer a noção do senso comum, de vivências exclusivas de sentimentos negativos (por exemplo, solidão e desamparo) na velhice.

 

Análise dos Resultados com o Teste de Pfister:

Os resultados desta técnica projetiva oferecem informações relacionadas ao funcionamento lógico e afetivo a partir de vários índices técnicos: modos de execução e de colocação, tipos de formação, fórmula cromática, cores e síndromes. No presente trabalho foram escolhidos dois destes índices para estudo, um relativo à afetividade e outro ao funcionamento lógico que, embora limitados, representariam indicadores destas funções nos indivíduos analisados.

O índice escolhido para ilustrar o funcionamento lógico das idosas foi o tipo de formação, obtido através da composição final e da distribuição das diferentes cores nos campos das pirâmides. Os resultados indicaram que as idosas não asiladas efetuaram uma maior porcentagem de estruturas (51%), sinalizadoras de organização e criatividade na elaboração lógica. O grupo asilado apesar de não apresentar estruturas como marca prioritária em sua produção, evidenciou freqüência considerável dessa formação (43%). O tipo de formação que predominou nas idosas institucionalizadas foi o tapete (57%) que, apesar de representar um funcionamento lógico menos elaborado que as estruturas, sugerindo menor abstração, apresentou-se com início de ordem, traduzindo um esforço de estabilização afetiva por parte desses indivíduos.

O outro índice escolhido, agora para representar a afetividade, foi a freqüência das escolhas das cores. Os resultados globais da distribuição de uso dos diferentes estímulos cromáticos por parte das idosas institucionalizadas comparativamente com as residentes em seus lares estão apresentados, em porcentagem de escolhas das cores, na figura 1.

A análise estatística deste conjunto de dados (teste c2), comparando os dois grupos de idosas, mostrou inexistência de diferença significativa quanto à freqüência de utilização das cores do Pfister. Este resultado pode ser considerado sugestivo de que a afetividade estaria sendo vivenciada de maneira semelhante pelas idosas, independentemente de sua condição de moradia (asilos ou em seus lares). Apesar de não serem identificadas, estatisticamente, diferenças entre estes dois grupos, qualitativamente pode-se dizer que houve uma tendência maior à racionalização e à introspecção no grupo não asilado (maior utilização da cor azul). Por sua vez, as idosas institucionalizadas sinalizaram, pela maior utilização do laranja, tendência a maior sensibilidade emocional, desejos de domínio e rebaixamento da auto-imagem, associados a indícios de ansiedade e desadaptação ao meio (maior utilização do cinza).

Uma segunda análise foi realizada através da comparação da freqüência do uso dos estímulos cromáticos do grupo total de idosas aqui estudado, independente de estarem ou não em uma instituição, e a média normativa esperada para a idade adulta, de acordo com Villemor-Amaral (1978). Estes dados encontram-se graficamente representados na figura 2.

Aqui o objetivo era o de tentar explorar a existência ou não de especificidades na dinâmica emocional da velhice. A análise comparativa, em termos qualitativos, apontou indícios sugestivos de que na velhice existiria diminuição no uso de mecanismos racionais de controle e de introversão (azul rebaixado), associados a indicadores de conservação da vivacidade afetiva, da extroversão e da sensibilidade ao meio (vermelho e laranja na média).

Esta análise comparativa permitiu também observar na velhice uma tendência ao enfraquecimento nos dispositivos de controle da impulsividade (diminuição do azul e preto), acompanhados por sinais sugestivos de ansiedade e de inquietação interna (violeta e cinza aumentados), com possibilidade de descargas diretas no ambiente (amarelo diminuído e branco elevado) e/ou tendências à somatização (violeta elevado) como tentativas de busca de alívio psíquico para as necessidades afetivas insatisfeitas.

Estes indicadores da dinâmica afetiva das idosas aqui estudadas também puderam ser identificados nas manifestações pessoais presentes no conteúdo das entrevistas e no contato direto com a avaliadora. Nesta perspectiva, poder-se-ia apresentar como exemplos desta aproximação qualitativa dos índices do Pfister aos das entrevistas, algumas referências das idosas quando era proposto que falassem livremente de sua história de vida. Assim, foram relativamente comuns expressões do tipo: "Falar de mim? Mas falar o que? Não sei fazer isso... Não me lembro de nada importante da minha vida", talvez sinalizadora de sua dificuldade de racionalização e de introversão (azul rebaixado). A necessidade de contato (verde na média) se fez presente nas inúmeras justificativas para a aceitação da pesquisa, apesar de alguma resistência inicial: "É muito bom ter com quem conversar..." A instabilidade no controle da afetividade (azul e preto diminuídos) evidenciou-se em muitas dessas conversas, onde aparecia a labilidade afetiva de algumas das idosas, com manifestações emocionais diretas (choro ou expressões de raiva), muitas vezes difíceis de serem acolhidas pela avaliadora em função de sua intensidade, apesar de tentativas nesta direção. Sentimentos de angústia e de rejeição (violeta e cinza aumentados) foram muitas vezes abertamente verbalizados, falando-se em abandono e solidão, independente de sua condição de moradia. Esses sentimentos, geralmente, apareciam acompanhados de uma revolta passiva, associados a vivências de injustiça e de impotência, reforçando a angústia (violeta elevado).

 

Discussão

Considerando-se o conjunto destes indicadores, embora sem a identificação formal de características de funcionamento emocional específicas para a velhice, pode-se observar resultados sugestivos de preservação da vitalidade afetiva e cognitiva que exigirão aprofundamento interpretativo e de investigação desta fase do desenvolvimento humano. Nesta direção, por exemplo, Gavião e Jacquemin (1997), ao abordarem particularidades da psicoterapia de idosos, apontaram claramente boas perspectivas para o trabalho do psicólogo com esta população, admitindo "que as pessoas idosas têm uma rica e vibrante vida interna, que pode ser explorada na psicoterapia. " (p.159).

Apesar dos limites técnicos do presente estudo, algumas hipóteses mereceram sistematização a partir dos índices obtidos com as entrevistas de história de vida e com o Teste de Pfister. Dentro deste contexto, na busca de compreensão da vivência afetiva de idosas em diferentes condições de moradia (institucionalizadas X residentes em seus lares) pode-se dar destaque às seguintes considerações entre estes dois grupos:

1. As qualificações afetivas atribuídas às suas fases de vida foram semelhantes em relação à infância, à juventude e à velhice. Na infância evidenciou-se um processo de idealização, carregado de saudosismo, lembrada como a "aurora de suas vidas". Na vida adulta detectou-se que, em ambos os grupos, as escolhas matrimoniais foram identificadas como o principal fator de felicidade ou não desta etapa. Por sua vez, a positividade atribuída às vivências atuais, presente nos dois grupos, pareceu estar associada à possibilidade de gratificação emocional a partir de um mínimo de estímulo favorável nesta direção, independentemente de sua condição de moradia.

Os resultados de qualificação positiva da etapa atual da vida pelos idosos pareceram intrigantes na medida em que não apontaram diferenças entre os asilados e os residentes em seus lares, já que se poderia pensar que os asilados não percebessem como boa sua velhice. Uma hipótese levantada para tentar explicar essa valorização positiva da atual etapa do desenvolvimento, em todos os idosos, é o mecanismo defensivo proposto por Erikson (1959/1976) de um processo compensatório para as vivências (nem sempre boas) da fase de vida.

2. Os sinais do Teste de Pfister, relativos ao funcionamento lógico, apontaram um padrão de ordem e de boa capacidade de organização lógica em todos os idosos. Qualitativamente, o grupo não asilado apresentou indícios de elaboração lógica mais aprimorada, com maior abstração, o que, em parte, poderia ser compreendido pela maior estimulação intelectual a que estão expostos diariamente, se comparados aos asilados.

3. No tocante à afetividade a partir dos dados do Pfister, ambos os grupos sinalizaram reações emocionais de forma muito semelhante e, contrariando o senso comum de desvitalização na velhice, evidenciaram sinais de vivacidade afetiva e sensibilidade. Pareceram também vivenciar alguma dificuldade na expressão coordenada de tais afetos, com indícios de labilidade emocional, limitação em socializar adequadamente seus impulsos, experenciando ansiedade introjetada, nem sempre condizente com o ambiente em que se encontram. As idosas avaliadas sinalizaram-se sensíveis e capazes de trabalharem racionalmente de modo próximo aos adultos normativos de Villemor-Amaral (1978). Deve-se acrescentar, a este potencial preservado, os sinais de anseio e de desejo de realização e de concretização de atividades produtivas.

Esses elementos ressoam em concordância com as argumentações de Erikson (1959/1976), Menninger (1980) e de Bosi (1983), sugerindo a possibilidade e a riqueza da contribuição social do idoso em seu ambiente. Realizar-se-ia provavelmente uma negociação lucrativa para todos: os idosos contribuíram para o enriquecimento do contexto social, através de suas experiências de vida, e esse mesmo contexto, em troca desse benefício, supriria as necessidades daqueles, de acolhimento e valorização da velhice. Este desejo de contribuição social do idoso foi facilmente perceptível em suas verbalizações sobre a importância de estarem conversando com pessoas mais novas, evitando que suas informações e experiências se perdessem no tempo. Houve até pedidos diretos para a avaliadora gravar e transcrever seus relatos de vidas para servirem como um "livro de memórias".

Ao lado destes sinais de preservação da vivacidade emocional da velhice, é preciso considerar sua realidade de fragilização do organismo e sua inerente sensibilidade a modificações, quer elas toquem em seu mundo interno ou externo. Léger, Tessier e Mouty (1994) apontaram que drásticas modificações no contexto ambiental do idoso seriam, frequentemente, estímulos a reações de ansiedade e confusão perceptiva, perturbadoras do comportamento adaptativo do idoso. Poder-se-ia ilustrar esta eventual influência das modificações ambientais frustradoras sobre o comportamento do indivíduo na velhice pelo relato de uma idosa asilada de 62 anos de idade: "Agora desmanchou onde eu morava, minha casinha... Desmancharam num instantinho o que eu levei a vida inteira para construir..." Seguiu-se a essa fala momentos de forte tensão, onde sua angústia ficou evidente no contato com a avaliadora.

Decorrente da consideração desta interferência do ambiente no comportamento do indivíduo existiria a hipótese de que os idosos que vivem em instituições apresentariam sinais de vivência afetiva diferentes daqueles que residem em seus lares, elementos, no entanto, parcialmente desmascarados pelos resultados do presente estudo.

Dentro da diversidade de elementos que a literatura da área oferece para reflexão sobre esta hipótese, focalizaremos uma análise dos nossos dados com a pesquisa de Adrados (1987). Em forma esquemática, tentando acompanhar as afirmações de tal autora, poder-se-ia dizer que:

a) Os resultados atuais evidenciaram sinais de maior rigidez de defesas e de maior inacessibilidade de contato nos idosos quando comparados à população adulta, porém estas características fizeram-se presentes tanto nos NA como nos A. Apesar das idosas asiladas terem apresentado uma discreta elevação dos indícios de não flexibilidade defensiva em relação às não asiladas, os resultados não corroboraram a afirmativa proposta por Adrados (1987) de pior nível de adaptação, menor criatividade e maior rigidez intelectual nos institucionalizados.

Poder-se-ia tentar compreender os sinais de ansiedade aguçada e fortes movimentos defensivos dos idosos ao considerar-se o fato de que a entrada na velhice se torna uma verdadeira mutação (atividades profissionais, estilos e rotinas de vida diferentes, etc), e que isso demanda certo número de artifícios internos para o seu processo adaptativo. Segundo Léger, Tessier e Mouty (1994) "o idoso tenta manter estável seu meio vital, de onde a tendência marcada para o conservadorismo" (p. 47). Esse conservadorismo também foi detectado nas entrevistas através de colocações que enobrecem o passado e repudiam o moderno, como esta: "No meu tempo é que as coisas eram certas, hoje está tudo perdido".

Essa diminuição da capacidade adaptativa do indivíduo idoso, além da grande sensibilidade ao meio ambiente, estaria relacionada, de acordo ainda com Léger, Tessier e Mouty (1994) "com a lentificação das respostas motoras e atividades intelectuais, bem como da plasticidade, além da dificuldade de inserção social, observados no curso do envelhecimento." ( p.22/23 )

Seria justamente para superar esses obstáculos que a pessoa que envelhece reorganiza sua existência às custas de certos mecanismos defensivos, visando ao alcance de uma nova adaptação psicossocial.

b) Já em relação ao nível de adaptação social, os dados obtidos no presente trabalho, apontaram também semelhança entre os dois grupos de idosos, diferente do que encontrou Adrados (1987). No geral, as idosas entrevistadas apresentaram forte necessidade de contato com os outros e controle parcial de sua afetividade, podendo vir a caracterizar instabilidade emocional e, eventualmente (mas não necessariamente), dificultar sua adaptação social.

c) Em relação à criatividade, nossos resultados apontaram que todos os idosos (A e NA) preservaram capacidade básica de organização lógica, com ordem e disciplina em seu trabalho. No entanto, alguns elementos merecem consideração: as idosas não asiladas evidenciaram maior recorrência de racionalizações em sua produção. Por outro lado, as idosas asiladas sinalizaram maior utilização e apego a padrões rígidos de raciocínio, mas acompanhando um padrão evolutivo da lógica adulta (construções ascendentes), o que foi menos freqüente entre as idosas não institucionalizadas. Portanto, índices de criatividade pouco apareceram nas construções dos dois grupos de idosos, mas todos evidenciaram preservação de sua capacidade de trabalho racional.

d) Embora Adrados (1987) tenha encontrado maior evidência de deterioração mental entre os asilados, os resultados do presente trabalho não evidenciaram esses mesmos índices. Talvez aí resida um efeito do procedimento inicial deste estudo que implicou na eliminação das idosas que apresentassem, através do contato inicial, acentuadas dificuldades de compreensão e/ou outros índices de disfunção orgânico-cerebral, realçando a importância das estratégias e métodos de pesquisa.

A detecção destas diferenças entre os resultados de pesquisas com a população idosa acaba, na verdade, confirmando a necessidade de aprofundamento na investigação do processo da velhice, a ponto de serem alcançados conhecimentos consistentes sobre esta etapa do desenvolvimento humano.

 

Conclusão

Tentando-se fazer uma síntese das considerações prévias, poder-se-ia caracterizar a vivência afetiva dos idosos estudados, tanto asilados quanto não institucionalizados, como um processo dinâmico e com preservação da sensibilidade interna, confirmando Rajczuk e Castro (1999), Rolla (1991), Bosi (1983) e Erikson (1959/1976). Em todos os idosos houve sinais de elevada ansiedade, retraimento e fechamento em si, prováveis peculiaridades dessa fase do desenvolvimento que vivenciam.

Ao se comparar os dois grupos e não se detectar nenhuma diferença significativa, contrariando a hipótese inicial, fica em aberto a questão: qual o papel do meio externo (condições de moradia) nas vivências emocionais desses sujeitos?

Dentro dos limites do presente estudo, uma hipótese parece pertinente para se tentar compreender os dados obtidos: a qualidade da interação sócio-afetiva estabelecida pelo idoso pareceu constituir-se na variável mais influente nos resultados, e não o fato do indivíduo encontrar-se ou não sobre abrigo institucionalizado. O fator que auxiliará o idoso na batalha contra o isolamento, o fechamento e a ansiedade, talvez próprios de sua fase de vida, poderia ser o tipo de contato social disponível, elementos que certamente exigem maior investigação específica.

A partir destas explorações preliminares poder-se-ia pensar em possibilidades de ações preventivas e de intervenções no meio ambiente do idoso, seja em seu abrigo institucional ou em seu lar, buscando oferecer-lhes trocas sociais mais ricas. Esta possibilidade de diversificação dos contatos interpessoais pareceu constituir-se como um aspecto altamente valorizado pelas idosas, podendo favorecer-lhes a gratificação emocional e redução da ansiedade.

De fato esta troca sócio-afetiva poderia constituir-se como uma proposta de benefício coletivo para a sociedade: os idosos teriam suas necessidades afetivas supridas e, em contra-partida, contribuiriam para o enriquecimento social através do repasse de suas experiências. Esta concepção encontra respaldo em muitos teóricos como Bosi (1983) e Erikson (1959/1976) e mesmo em mais recentes estudos da Organização Panamericana de Saúde, como o de Chelala (1992). Novamente citando Léger, Tessier e Mouty (1994): "O tecido social constitui um elemento primordial na conservação da saúde, tanto física como psíquica" (p.61) sendo que "para evitar a influência do avançar da idade, nossa ação deve se voltar para o ambiente, para a diminuição de todas as causas de agressão e para buscar estimular as defesas da pessoa para torná-la mais apta para enfrentar situações estressantes." (p.23)

Esta hipótese também encontrou ressonância em Heidrich (1994) quando afirma a importância dos relacionamentos na preservação da identidade e da auto-imagem das idosas, sugerindo suporte psicológico nesta área como condição de bem-estar e saúde mental.

Haveria, portanto, possibilidade para ações preventivas com pessoas idosas na direção do estímulo ambiental para o contato com diferentes pessoas (e não só com idosos) e em diferentes contextos (e não só dentro da instituição).

Diante dessas evidências é necessário apontar que a qualidade da interação sócio-afetiva, diretamente dependente dos estímulos ambientais favorecedores ou inibidores de trocas interpessoais diversificadas, constitui-se numa variável significativa para o maior ou menor equilíbrio emocional nos idosos.

Uma outra contribuição importante do presente estudo, embora bastante circunscrita, é relativa à clareza dos dados para derrubar o preconceito da velhice como uma fase de desvitalização e a errônea concepção dos idosos como sujeitos carentes, que não possuem elementos para oferecer e que estão somente esperando a morte chegar. Parece-nos adequado, neste sentido, encerrar este trabalho ilustrando esta vertente com a fala de uma senhora de 82 anos, residente num asilo: "Quem falou que velho é morto? A preta velha aqui faz tapete, coberta, adora dançar e beber Brahma." Os tapetes e as cobertas eram atividades artesanais desenvolvidas em seu próprio quarto, a dança ocorria nos bailes organizados num salão improvisado na capela da instituição e a cerveja ela trazia sempre escondida no seu quarto, porque, segundo ela: "As coisas boas da vida não são de direito só dos novos, não. Eu estou tão viva quanto eles!"

Enquanto profissionais da área de saúde mental resta-nos, portanto, considerar seriamente estas contribuições vivenciais e teóricas, a ponto de alcançarmos uma compreensão da velhice subsidiadora de efetivas práticas promotoras do equilíbrio emocional e da gratificação afetiva, dentro dos limites da realidade ambiental.

Finalizaremos em concordância com a argumentação apresentada por Gavião e Jacquemim (1997): "Sem dúvida, enquanto há vida, há possibilidade de mudança e de maior auto-conhecimento." (p.161)

 

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Endereço para correspondência
Érika Arantes de Oliveira
Sonia Regina Pasian & André Jacquemin
Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto
Departamento de Psicologia e Educação
Av. Bandeirantes, 3900 - Monte Alegre
14.040-901 Ribeirão Preto - SP
Tel.: +55-16 602-3739 / +55-16 602-3785
Fax: +55-16 602-3632
E-mail: srpasian@ffclrp.usp.br / ajacquem@usp.br

Recebido 07/01/00
Aprovado 22/09/00

 

 

* Psicóloga da Unidade de Transplante de Medula Óssea e de Hematologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
** Professora Doutora do Departamento de Psicologia e Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
*** Professor Titular aposentado do Departamento de Psicologia e Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.