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Avaliação Psicológica

versão On-line ISSN 2175-3431

Aval. psicol. v.6 n.1 Porto Alegre jun. 2007

 

EDITORIAL

 

O presente número da Revista Avaliação Psicológica merece uma comemoração especial. Nos últimos anos, tem havido uma organização na psicologia, e supostamente nas demais áreas de conhecimento, no que se refere à avaliação da qualidade dos periódicos e dos livros, com vistas a proporcionar referências com atributos claros e abalizados pela comunidade acadêmica.

Nesse sentido, a Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em parceria com a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Psicologia (ANPEPP), realizou recentemente um árduo trabalho, com o objetivo de avaliar a produção em psicologia. Tenho a honra de anunciar, por meio deste veículo, que a Revista Avaliação Psicológica recebeu a avaliação A Nacional, inserindo-se no rol das revistas mais qualificadas da área.

Para que tal meta fosse atendida muitos esforços foram necessários. Aproveito para agradecer publicamente a competência de Claudio Simon Hutz, primeiro editor deste periódico, e co-responsável pela ousada decisão de criar a revista. Em acréscimo, a diretoria do Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica, que em parceria com a Casa do Psicólogo, luta e se esforça para manter a revista em atividade.

Nessa mesma direção, muitas seriam as pessoas que mereceriam meus agradecimentos. Mas, a fim de evitar uma longa relação, saúdo todos os autores, que acreditaram na revista, quando ela ainda era C; aos pareceristas Ad-hoc, pelas valiosas contribuições; ao assistente editorial, que aceitou a difícil tarefa; e em especial, aos meus companheiros de trabalho, que apoiam, compartilham, ajudam e são solidários quando a missão se torna árdua. A todos, meu muito obrigada e meus votos de que os periódicos brasileiros tornem-se cada vez mais qualificados e consistentes.

Abrindo a seção Artigos desse número de Avaliação Psicológica, Diana Vieira, do Instituto Politécnico do Porto, José Maia e Joaquim Luís Coimbra, da Universidade do Porto, ambas em Portugal, apresentam o trabalho Do ensino superior para o trabalho: Análise factorial confirmatória da escala de Auto-eficácia na Transição para o Trabalho (AETT), a partir de dados coletados de estudantes portugueses em final de cursos superiores. Os autores, afirmando a importância do construto para a avaliação vocacional, concluem seu trabalho enaltecendo a boa qualidade psicométrica da Escala.

Em seguida, o artigo Construção de escala para avaliar sofrimento psíquico-social de trabalhadores desempregados, de autoria de Heila Magali S. Veiga e Narla Ismail A. Silva, do Centro Universitário de Brasília, teve por objetivo construir e validar uma escala para avaliar as vivências de sofrimento psíquico e social de trabalhadores desempregados. A partir de uma amostra de trabalhadores desempregados de Brasília, as autoras procederam uma análise fatorial e chegaram a dois fatores, destacando a necessidade de se estudar essa população.

O terceiro artigo é denominado Escala de motivação acadêmica: uma medida de motivação extrínseca e intrínseca e é de autoria de Selma de C. Martinelli, da Universidade Estadual de Campinas, e Daniel Bartholomeu, da Universidade Salesiana. No trabalho, os autores descrevem o desenvolvimento de uma medida de avaliação da motivação extrínseca e intrínseca de estudantes do ensino fundamental. Por meio de análises estatísticas, os autores consideraram a escala com boa precisão e adequada para pesquisa ou avaliação escolar.

Makilim Nunes Baptista, da Universidade São Francisco, e Rosana Righetto Dias, do Centro Universitário Hermínio Ometto, apresentam no quarto artigo, Fidedignidade do Inventário de Percepção de Suporte Familiar - IPSF, os resultados obtidos por meio de três métodos de precisão, que são o teste-reteste, a consistência interna e as duas metades. Embora os resultados tenham sido considerados bons, os autores encorajam novos estudos com amostras maiores.

Examinar as evidências de validade do Wartegg, comparando-o com três instrumentos (16PF, BPR-5 e Questionário de Avaliação de Desempenho) foi o objetivo de Carmen Vera Rodrigues de Souza, Ricardo Primi e Fabiano Koich Miguel, da Universidade São Francisco. Validade do Teste Wartegg: Correlação com 16PF, BPR-5 e Desempenho Profissional é o quinto artigo e seus resultados mostram que tal instrumento não deve ser usado profissionalmente pelos psicólogos pois não há evidências empíricas que sustentem as interpretações classicamente propostas.

Discutir aspectos relacionados às Funções Executivas e suas relações com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a partir de revisão de dois trabalhos brasileiros foi o objetivo de Alessandra Gotuzo Seabra Capovilla, da Universidade São Francisco, Ellen Carolina dos Santos Assef, da Universidade do Oeste Paulista, e de Heitor Francisco Pinto Cozza, também da Universidade São Francisco, em Avaliação neuropsicológica das funções executivas e relação com desatenção e hiperatividade. Na conclusão desse sexto artigo, os autores apontam que os trabalhos fornceram evidências de validade para instrumentos que avaliam componentes das Funções Executivas em crianças com TDAH.

Avaliando Linguagem Receptiva Via Teste Token: Versão Tradicional Versus Computadorizada é o título do sétimo artigo, de autoria de Elizeu Coutinho de Macedo e Lyzandre dos Santos Firmo, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Marcelo Duduchi, do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, e Fernando César Capovilla, da Universidade de São Paulo. Nesse estudo, os autores compararam o desempenho de 90 pré-escolares de uma escola particular nas versões tradicional e computadorizada do Teste Token, correlacionando as pontuações nas duas versões, além de verificar a evolução em função da idade e série escolar. Os resultados sugerem a validade da versão computadorizada do Teste Token para avaliação de vocabulário receptivo para pré-escolares.

Investigar o uso de instrumentos de avaliação psicológica por psicólogos de uma cidade do interior do estado de Santa Catarina foi a intenção de Sandra Padilha, da Universidade Comunitária Regional de Chapecó, Ana Paula Porto Noronha, da Universidade São Francisco e Clarissa Zanchet Fagan, da Universidade Comunitária Regional de Chapecó em Instrumentos de avaliação psicológica: uso e parecer de psicólogos. Os resultados mostraram que a maioria dos 85 profissionais que participaram da pesquisa não utiliza testes e, entre os que usam, os testes de personalidade são os preferidos.

Finalizando a seção, Roselaine Berenice Ferreira da Silva, da Universidade de Santa Cruz do Sul e Maria Lúcia Tiellet Nunes, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, apresentam um estudo teórico sobre os fundamentos históricos do Teste Gestáltico Visomotor de Bender. A partir de busca em bases de dados digitais nacionais e internacionais, as autoras discutem também a contribuição de estudos realizados nos últimos 20 anos. O artigo é denominado Teste Gestáltico Visomotor Bender: revendo sua história.

Mais uma vez, Avaliação Psicológica traz dois textos que foram apresentados originalmente em mesas-redondas no I Encontro de Avaliação Psicológica na Formação de Psicólogos, ocorrido em Março de 2004 em São Paulo. Nesse número, Elizabeth Brandão, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e Sônia Regina Loureiro, da Universidade de São Paulo, discutem, respectivamente, sobre o ensino de avaliação psicológica na graduação e na pós-graduação, contribuindo significativamente para área. Por fim, uma nota técnica e duas resenhas completam o presente número. Carlos Henrique Sancineto da Silva Nunes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul apresenta a Escala Fatorial de Extroversão e a Escala Fatorial de Socialização, ambas de sua própria autoria, em parceria com Cláudio S. Hutz, que foram recentemente aprovadas para comercialização pelo CFP. Ainda, Dario Cecilio Fernandes discute o livro Seleção por Competências e Rodolfo Augusto Matteo Ambiel versa sobre o livro Metodologia de pesquisa em ciências: análises quantitativa e qualitativa. Os dois últimos autores são acadêmicos de psicologia da Universidade São Francisco.

Dra. Ana Paula Porto Noronha, editora.