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Avaliação Psicológica

versão impressa ISSN 1677-0471

Aval. psicol. vol.9 no.3 Porto Alegre dez. 2010

 

EDITORIAL

 

 

Chegamos ao fim de mais um ano e com ele, a publicação do terceiro número do volume 9 da Revista Avaliação Psicológica. Peço licença aos leitores, mas após seis anos à frente da editoria desse periódico, e de finalizar minhas atividades com a entrega desse número, gostaria de fazer alguns agradecimentos para aquelas pessoas que me foram caras ao longo dos anos. Claudio Hutz foi quem me „passou? a Revista e indicou meu nome para a difícil tarefa de substitui-lo. Os diretores do Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica foram generosos ao permitirem que eu pudesse desfrutar dessa experiência indescritível. A Casa do Psicólogo, representada por sua diretoria e por seus colaboradores, foi parceria indispensável para a impressão da Avaliação Psicológica. Meus agradecimentos especiais aos autores, pela confiança no trabalho desenvolvido e por permitirem que o fluxo da revista fosse sempre mantido, o que culminou com a alteração de dois para três números ao ano. De igual modo, quero mencionar os pareceristas brasileiros, trabalhadores anônimos e voluntários; a eles meu sincero reconhecimento.

Nominalmente gostaria de agradecer à minha equipe, com quem partilhei alegrias e dificuldades: Fernanda Ottati, Rodolfo A. M. Ambiel, Maiana Farias Oliveira Nunes, Natália Dias e Lucas de Francisco Carvalho, assistentes do Conselho Editorial ao longo destes anos, e à época, alunos do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia da Universidade São Francisco; sem os quais meus dias teriam sido muito mais difíceis. Um último agradecimento é destinado à Profª Drª Sônia Regina Pasian, editora associada, que representa a parceria que o IBAP firmou com a Associação Brasileira de Rorschach e Métodos Projetivos, com vistas a unir esforços em prol do avanço da Avaliação Psicológica brasileira. À nova equipe meus votos de sucesso. Que vocês consigam colocar a Revista em melhor condição de visibilidade e que ela receba a avaliação que realmente merece.

O artigo de Sandra Freitas, Mário R. Simões, Cristina Martins, Manuela Vilar e Isabel Santana teve como objetivo descrever as etapas do processo de adaptação transcultural do Montreal Cognitive Assessment (MoCA) para a população portuguesa, além de analisar a equivalência entre a versão original e a versão final portuguesa. Os resultados mostraram que o instrumento possui boas propriedades psicométricas. O título é “Estudos de adaptação do Montreal Cognitive Assessment (MoCA) para a população portuguesa”.

“Análise Factorial Confirmatória do Group Environment Questionnaire, com atletas Portugueses” é o título da pesquisa de Carla Chicau Borrego, José Carlos Leitão, Carlos Silva, José Alves e Joan Palmi, que objetivou determinar a validade da aplicação do Group Environment Questionnaire, (GEQ), como medida para avaliar a coesão de grupo em esportes de equipes, no contexto de Portugal. No que respeita os resultados, a análise fatorial confirmatória revelou bons índices.

O estudo da relação entre depressão e representações parentais negativas foi desenvolvido por Rui C. Campos, no artigo “Depressão, traços depressivos e representações parentais: Um estudo empírico”. O autor realizou a pesquisa com estudantes universitários de Portugal e confirmou a hipótese de que traços depressivos são um mediador entre representações parentais negativas e depressão.

Outra pesquisa com a temática da depressão está no artigo “Propriedades Psicométricas do Inventário de Depressão de Beck–II (BDI–II) em Adolescentes”, de autoria de Mariana Esteves Paranhos, Irani Iracema de Lima Argimon e Blanca Susana Guevara Werlang. O objetivo das autoras foi investigar as propriedades psicométricas do Inventário de Depressão de Beck–II (BDI–II) em uma amostra de adolescentes, usando para isso a comparação com a Escala de Desesperança de Beck. Os achados revelaram bons índices de validade e fidedignidade para o BDI-II.

“Adaptação e validação de uma escala de medida de cognição na ansiedade social” é o título do artigo de Paula Vagos, Anabela Pereira e Deborah Beidel. O objetivo foi avaliar as qualidades psicométricas da Escala de Crenças e Pensamentos Sociais, na versão portuguesa. O instrumento foi traduzido e aplicado em jovens estudantes portugueses, juntamente com outra medida de avaliação da ansiedade e evitamento social, como uma variável de critério, sendo que os resultados evidenciaram a validade e precisão da escala.

Com o objetivo de elaborar e validar um instrumento de avaliação de violência escolar, os pesquisadores Ana Carina Stelko-Pereira, Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams e Lucas

Cordeiro Freitas revelaram o artigo “Validade e Consistência Interna do Questionário de Investigação de Prevalência de Violência Escolar – Versão Estudantes”. Foram realizados dois estudos, o primeiro consistiu na elaboração e validação do Questionário e o segundo para verificação da fidedignidade. Os achados revelaram que o instrumento é capaz de avaliar a prevalência da violência escolar e os fatores de risco associados.

Os autores Selma de Cássia Martinelli e Fermino Fernandes Sisto buscaram investigar as orientações motivacionais de crianças de três séries do ensino fundamental, por meio de uma escala que avalia a motivação intrínseca e extrínseca. Os resultados demonstraram que as diferenças entre os anos escolares foram significativas no que se refere à motivação intrínseca, extrínseca e geral. O título do artigo é “Motivação de estudantes: um estudo com crianças do ensino fundamental”.

“O Uso da Teoria de Resposta ao Item em Avaliações Educacionais: Diretrizes para Pesquisadores” é o artigo de Josemberg Moura de Andrade, Jacob Arie Laros e Valdiney Veloso Gouveia, cujo objetivo foi discutir os pressupostos, modelos e aplicações da TRI em avaliações educacionais de larga escala. Os autores destacaram a complexidade do tema e a possibilidade de o estudo servir para pesquisadores e avaliadores educacionais.

Dentro desta mesma temática, os autores Igor Reszka Pinheiro, Flávio Rodrigues Costa e Roberto Moraes Cruz propuseram o artigo “Modelo Nominal da Teoria de Resposta ao Item: uma Alternativa”. O objetivo foi apresentar o Modelo de Resposta Nominal de Bock como uma alternativa para a parametrização dos itens de múltipla escolha, bem como para obtenção de estimativas mais precisas de traços latentes.

O relato do estudo sobre a validade de construto, por meio da análise fatorial, da Bateria de Fatores Cognitivos de Alta-Ordem BaFaCa1O é apresentado no artigo “Estrutura Fatorial da Bateria de Fatores Cognitivos de Alta-Ordem (BaFaCAlO)” de autoria de Cristiano Mauro Assis Gomes. A bateria foi aplicada em estudantes de ensino médio e os resultados revelaram que ela avalia seis habilidades de alta-ordem.

“Relação entre os Estilos Parentais e o Desempenho Intelectual de Crianças com Plumbemia” é o artigo de Denise Dascanio, Olga Maria Rolim Rodrigues e Tania Gracy Martins do Valle. O objetivo foi investigar os estilos parentais maternos e a possível relação com o desempenho acadêmico de crianças com e alta e baixa plumbemia, por meio do WISC-III e IEP. Os achados revelaram que as crianças com alta plumbemia apresentaram prejuízos no WISC, embora o predomínio de práticas educativas negativas estivesse presente em todas as crianças.

Os autores Cristiana Rezende Gonçalves Caneda e Maycoln Leôni Martins Teodoro tiveram como objetivo verificaram as propriedades psicométricas de uma escala para porte de arma. Os achados indicaram bons índices, o que favorece o uso do instrumento. O título do artigo é “Desenvolvimento e Investigação de Propriedades Psicométricas da Escala Motivacional para Porte de Arma (EMPA)”

“Escala de Suporte Laboral (ESUL) e Escala de Satisfação no Trabalho: Evidencias de Validade” é o artigo desenvolvido por Makilim Nunes Baptista, Fabián Javier Marín Rueda, Mayra Silva de Souza, Ingo Degenhardt e Ivani Genghini Nicoletti. O objetivo dos autores foi a busca de evidências de validade para a ESUL por meio da correlação com a EST. Os resultados apontaram correlações entre os instrumentos, denotando que o aumento do suporte laboral, aumenta a satisfaça no trabalho.

Por fim, duas resenhas e uma nota técnica são apresentadas. Juliane Callegaro Borsa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul apresentou o livro Avanços em Avaliação Psicológica e Neuropsicológica de Crianças e Adolescentes,organizado por Claudio Hutz na resenha intitulada ”Avaliação Psicológica e Neuropsicológica de Crianças d Adolescentes”. A outra resenha foi proposta por Zélia Maria Freire de Oliveira da Universidade Católica de Brasília, na qual apresenta o livro “Medidas de Criatividade”, organizado por Eunice M. L. Soriano de Alencar, Maria de Fátima Bruno-Faria e Denise de S. Fleith. A nota técnica é de autoria de Sally Karina Brodski, Cristian Zanon e Claudio Simon Hutz da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, intitulada “Adaptação e Validação do Questionário sobre Traumas na Infância (QUESI) para uma Amostra Não-Clínica”.

 

Ana Paula Porto Noronha, editora.


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