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Revista da SPAGESP

versão impressa ISSN 1677-2970

Rev. SPAGESP v.4 n.4 Ribeirão Preto dez. 2003

 

ARTIGOS

 

Transubjetividade - sociedade atual: a importância das redes de apoio

 

Transubjectivity. Present society: the importance of nets of support

 

Transubjetividad - la sociedad actual: la importancia de Reds de apoyo

 

 

Betty Svartman 1

Núcleo de Estudos em Saúde Mental e Psicanálise das Configurações Vinculares - NESME

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Meu principal objetivo neste trabalho é discutir a idéia da importância primordial  de apoios múltiplos para a sobrevivência psíquica do sujeito humano e a responsabilidade do psicanalista na fomentação da criação de redes de apoio.

Partirei do conceito de holding (ou continente), abordando a constituição do aparelho psíquico e sua evolução até o conceito atual de apoio múltiplo do psiquismo.

Expandido para o macrocontexto, abordando a noção de vínculo, da inter e da transubjetividade, chegaremos ao conceito de redes de apoio.

Palavras-chave: Vínculo; Intersubjetividade; Transubjetividade; Apoio múltiplo do psiquismo (etayage); Rede de apoio.


ABSTRACT

In this paper, the main proposal of the author is to emphasize the responsibility of the psychoanalyst that works within connective frameworks in identifying the lack of links that offer “holding” in several kinds of institutions. The author begins referring  the mother-baby relationship, but  she drives attention to the function of holding of other bonds, like the bond of the parents, the relationship of the parents with the extended family, (intersubjectivity), the belonging of a specific family to a specific community, etc (transubjectivity). The Family, the school and the enterprises are stated as organizations where the psychoanalytic comprehension is indispensable, as they are a space of permanent construction of the human subjectivity.

Keywords: Link; Intersubjectivity; Transubjectivity; Support (etayage); Net of support.


RESUMEN

En éste artículo son definidos conceptos como el del vínculo, intersubjetividad e transubjetividad. La Familia, la Escuela y las empresas son tratadas enquanto organismos sociales esenciales como apuntaladores del psiquismo. El principal objetivo del autor es discutir la gran importancia del apuntalamiento para la supervivencia psíquica del sujeto humano y la responsabilidad del psicoanalista de configuraciones vinculares como alguien que tenga participación en  la creación de redes de organismos sociales estructurados a partir del conocimiento de la importancia de los vínculos inter y transubjetivos, que tengan función de apoyo. Con esto se espera favorecer la salud mental en el macrocontexto.

Palabras clave: Vínculo; Intersubjetividad; Transubjetividad; Apuntalamiento, Red de apoyo.


 

 

A Psicanálise das Configurações Vinculares (PCV) é um desenvolvimento, a partir da Psicanálise ortodoxa, onde há uma ênfase na importância do universo material, do mundo concreto onde cada sujeito vive. Trata-se de um novo paradigma que valoriza o aspecto dinâmico e interativo do homem no meio. Isto, naturalmente, sem descartar a grande descoberta de Freud, de que o nosso destino tem um forte determinante dentro de nós mesmos, que é uma parte do nosso psiquismo que não chega à nossa consciência. O Inconsciente é, portanto, ponto de partida da PCV. Trataremos aqui de compreender a importância dos vínculos, na sua constituição.

É fundamental compreender o conceito de vínculo.

Toda vida humana se constitui e se organiza nas relações interpessoais. Dentre elas, podemos enfatizar a relação mãe-bebê, a relação do casal, a pertença de uma família a um certo contexto social, cultural e econômico. A partir destas inserções, é nestes múltiplos elos, ligações, que emerge a subjetividade de cada um de nós. Estes elos são vínculos. Na PCV, chamamos estes vínculos que se referem às relações mais próximas (família, por exemplo), de vínculos intersubjetivos : de forma muito sumária podemos dizer que são os relacionamentos entre pessoas de carne e osso. Mas observem que me referi também à pertença do indivíduo a uma cultura, a um macro-contexto. Neste caso também estabelecem-se vínculos, e os chamamos, em PCV, de vínculos transubjetivos. Estes, portanto se referem à relação do sujeito com o contexto maior no qual ele vive (nação, religião, cultura, instituições, etc). Tudo isto vai “entrando na pessoa” e fazendo com que ela seja aquilo que é. É claro que cada indivíduo já nasce com certas características intrínsecas e que tudo isto vai se acrescentando, modificando-o, constituindo-o. Antecedem o seu nascimento, os sonhos de seus pais e as expectativas de seu meio cultural. Já está assim esboçado o contorno de uma primeira identidade.

Tomemos como exemplo crianças portadoras de alguma deficiência, física ou intelectual. Estas crianças têm certas características que fazem parte do quadro de cada uma. Suas características implicam em certas dificuldades de comunicação, de aprendizagem, ou mesmo de cuidarem de algumas coisas básicas como higiene, alimentação, etc. Mas tudo isto não pré-determina o trajeto de cada uma dessas pessoas por toda a vida. Características individuais e o desenrolar de cada história dependem de muitas variáveis. Uma grande parte dessas variáveis são os vínculos acima citados: o vínculo da mãe com a criança, do pai, dos avós, dos avós com os pais, de como a comunidade à qual essa criança pertence lida com a questão da deficiência, de como a sociedade naquele momento histórico encara a deficiência, etc. Tudo isto organiza a constituição dessa pessoa e seu percurso na vida. E tudo isto são exatamente os vínculos inter e transubjetivos.

E é muito importante frisar que a qualidade destes vínculos vai afetar a qualidade da relação da pessoa consigo mesma. E a qualidade desta relação interfere na capacidade de aprender, de suportar as limitações , de poder fazer projetos possíveis e sentir-se realizado mesmo tendo dificuldades. Em resumo, isto faz a diferença entre poder ou não ser uma pessoa feliz, uma família feliz, mesmo com algumas frustrações. E é importante nos lembrarmos de que não existe vida humana sem frustração. A qualidade desses vínculos é determinante da possibilidade deste sujeito desenvolver ou não sua criatividade, de participar da comunidade à qual pertence de forma mais ou menos construtiva.

No que se refere à criança com deficiência, observamos que, nos últimos anos, houve uma mudança essencial: foram deixados de lado os diagnósticos fechados que apenas rotulam, e passou-se a dar valor às avaliações clínicas que levam em conta as dificuldades e possibilidades de desenvolvimento nas várias áreas, tais quais comunicação, cuidados pessoais, habilidades domésticas e sociais, etc. Nesta abordagem, o objetivo das intervenções com pessoas deficientes é o melhor desenvolvimento e aproveitamento possível das potencialidades de cada um, e o fundamento básico dessas intervenções é a consciência de que apoios são necessários. A qualidade do atendimento, portanto, depende de uma boa identificação, em cada indivíduo, do quantum de apoio e em que áreas ele é mais necessário, já que cada sujeito tem as suas peculiaridades.

Ora, apoios são necessários sim. E isto não é particularidade de pessoas com deficiências especiais. Isto é da natureza humana. Este é um ponto básico das reflexões contidas neste trabalho.

O que observo hoje, na nossa sociedade, é que para as deficiências físicas ou intelectuais, mais facilmente observáveis do que outros tipos de deficiências, muitas vezes se encontram organismos sociais preparados ao acolhimento.

Existe, porém, um outro tipo de deficiência mais difícil de ser detectada. Trata-se da incapacidade de conter e elaborar angústias. Trata-se da conseqüência da ausência de boas retaguardas ao longo da vida.

É fundamental compreender-se o conceito de apoio múltiplo do psiquismo.

Como foi dito por Piera Aulagner e citado por Mirta Zelcer (Zelcer, 2002), o filhote humano só se desenvolve, ou melhor, só sobrevive, se tiver quem cuide dele. Estes cuidados são essenciais para sua sobrevivência, e ao mesmo tempo em que vão ocorrendo, vão inserindo este pequeno ser na cultura. Notemos também, que este mesmo cuidador vai nomeando para essa pessoa em formação seus sentimentos, as partes de seu corpo, suas sensações e também os objetos que compõem o mundo que a rodeia. Para Bion, o bebê humano, ao nascer, não tem um aparelho psíquico capaz de conter suas próprias experiências sensório-emocionais. É deste cuidador que ele depende para que tal aparelho vá se constituindo. Esta presença de uma mente mais amadurecida, como receptáculo das experiências que a mente imatura não pode processar, é imprescindível. Com esta intermediação, conteúdos já processados, filtrados, nomeados, atingem o frágil aparelho psíquico do filhote humano de uma maneira que lhe promove fortalecimento. Sem essa intermediação este ser não se torna capaz de pensar, segundo Bion. A esta função exercida pelo cuidador, Bion chama “continência”. De forma muito parecida, Winnicott atribui à mãe a função de dar “holding”. Estes autores publicaram suas idéias nas décadas de 40 e 50. Mais recentemente, Kaës introduziu um novo conceito: o de apoio múltiplo do psiquismo. Freud já utilizava a expressão apoio, referindo-se ao fato de que as funções psíquicas apóiam-se nas funções corporais. Kaës amplia o conceito, afirmando que o psiquismo também se apoia no grupo e nas instituições (Fascioli; Cocco,1996). Essas várias colocações, são perfeitamente compatíveis e, se nos aprofundamos em cada uma delas, vemos que se complementam e se enriquecem reciprocamente. Sua essência é que nada é mais verdadeiro sobre a natureza humana do que o fato de que nos é essencial ter um respaldo.

A necessidade de ter com quem contar não se restringe ao início da vida, embora nesta etapa esta falta cause conseqüências mais dramáticas. Em muitos momentos da vida, situações difíceis produzem montantes de emoções diversas que a nossa mente não consegue processar. São períodos em que reeditamos esse mecanismo precoce: utilizamos outros reais externos como continentes para nossos conteúdos psíquicos. Na intersubjetividade nossa mente pode suportar sobrecargas que no isolamento poderiam detoná-la. Mas não nos iludamos de que é simples o conceito de apoio múltiplo do psiquismo. Como estamos vendo, não se trata de pura e simplesmente termos de quem obter uma ajuda concreta. Trata-se, em primeiro lugar, de poder contar com uma disponibilidade fora de nós para nossas dificuldades emocionais. Trata-se, também, de que aqueles que intermedeiam nossa relação com o que vem de dentro de nós mesmos (dores, angústias, medos, anseios) e nossa relação com o que nos rodeia, são também nossa referência, personagens com quem nos identificamos. Com eles estabelecemos vínculos que vão configurando nossa identidade e através deles nos chegam os valores da cultura.

“A instituição da família está numa posição peculiarmente central e decisiva. Tem o lado interno voltado para o indivíduo, o externo para a sociedade, e prepara cada membro para ocupar seu lugar no grupo social mais vasto, ajudando &–o a interiorizar os valores e as tradições deste grupo. Do primeiro choro ao nascer, às últimas palavras, ao morrer, a família rodeia-nos e encontra um lugar para todas as idades, papéis e relações de ambos os sexos. As nossas necessidades de permuta física, emocional e intelectual, assim como de nutrimento, controle e comunicação podem existir todas lado a lado e encontrar satisfação num harmonioso relacionamento recíproco.. A família possui um imenso potencial criativo e quando se torna desordenada possui um idêntico potencial de terrível destruição” (Skynner, 1976, p. 9)

Sendo, portanto, a família, uma instituição de tamanha importância e complexidade, é muito compreensível que esta, como um todo, sinta necessidade de apoios externos e esta rede de apoio pode envolver outras figuras ou instituições significantes da comunidade. A possibilidade de uma família funcionar bem pode depender do apoio de organismos sólidos de assistência social, educação e saúde pública. E estes organismos que dão esses apoios tão importantes se confrontam freqüentemente com dúvidas e dificuldades de várias naturezas. Quando são dinâmicos - como teoricamente todos deveriam ser - buscam atividades de capacitação.

Temos, assim, na Escola, por exemplo, lugar de extrema importância, no sentido de oferecer ao indivíduo em formação os apoios necessários ao seu desenvolvimento. Na Escola, os alunos e também seus familiares precisam ter a possibilidade de estabelecer vínculos intersubjetivos onde suas dúvidas, angústias, dificuldades, sejam acolhidas e transformadas, para que desta experiência resulte amadurecimento. “Este complexo educativo se dá num marco histórico e geográfico determinado, influenciado por variáveis de ordem política, econômica, social e cultural que atravessam o sujeito, delimitando o espaço da transubjetividade como o lugar no qual a cultura coloca a sua marca, através dos vínculos intersubjetivos” (Marti,1994, p. 99). O docente é um importante marco identificatório. O docente é um importante continente. E o docente necessita continência, ainda mais numa época de crises várias, como a nossa.

E para os adultos, seus locais de trabalho são muito importantes. As empresas são peças fundamentais na nossa organização social. A evolução do conceito de vínculo, da noção de sujeitos humanos como seres em permanente transformação e com permanente necessidade de elaboração de seus conteúdos psíquicos através de vivências diversas que possam funcionar como redes de apoio, dota as empresas de uma grande responsabilidade, já que são um espaço onde ocorrem, tanto pela quantidade de tempo nelas dispendido, quanto pela intensidade das relações que ali se estabelecem, fatos determinantes da qualidade de vida de seus integrantes. E estes que passam no trabalho a maior parte de seus dias, são os pais e as mães nas famílias, que, como foi dito acima, nas palavras de Skynner (1976), “possui um imenso potencial criativo e quando se torna desordenada possui um idêntico potencial de terrível destruição”.

Um certo número de empresas tem noção de sua responsabilidade. Preocupam-se com seus funcionários enquanto pessoas e não os consideram apenas ferramentas de produção. Outras, infelizmente, embora em aparência busquem recursos que visam a dar respaldo emocional a seus trabalhadores, fazem-no apenas porque isso os torna mais produtivos. É uma pena, mas é a realidade do nosso macro-contexto.

Vivências significativas, relativas à vida laboral, geram conseqüências de amplo espectro social. Podemos observá-lo numa citação de Bain, em texto realizado a partir de um trabalho de consultoria empresarial:

“Um quadro muito terrível emergiu: perda do sentido de si próprio ou temores de que isto ocorresse; perda da consciência do que estava se passando, embora continuassem a funcionar, sentindo-se como autômatos ou como a máquina sobre a qual trabalhavam; irritação; tédio; alienação; despersonalização. ...há, dentro da situação de trabalho, um foco de ansiedade e sofrimento profundos. Associado a isso, há uma desesperança quanto a se poder resolver os problemas” (Lyth, 1988).

Tendo em mente tudo isto: a importância dos diversos grupos de pertença na constituição do sujeito; a necessidade de continência para dar conta das angústias e para poder desenvolver um aparelho psíquico com condições de, inclusive, ser continente para outros e a gravidade da conseqüência da falta de apoios adequados. Tendo em mente, por outro lado, as possibilidades multiplicadoras de saúde mental quando se criam organizações psiquicamente saudáveis formando redes de apoio, é hora de pensarmos na nossa responsabilidade, como profissionais com conhecimento psicanalítico.

Foi-se o tempo em que fazia sentido considerar a Psicanálise como uma teoria aplicável somente no atendimento individual a pacientes que se dispunham a ir a consultórios. As ampliações da compreensão da constituição psíquica do Homem nos permitem, hoje, pensar muitas possibilidades inovadoras de intervir, no sentido de favorecer saúde psíquica.

A PCV é um avanço da teoria psicanalítica que, quando compreendemos bem a sabedoria que subjaz à obra completa de seu criador - Freud - podemos ter certeza de que é o desenvolvimento de sementes que ali já estavam plantadas.

Ao psicanalista cabe, sim, trabalhar diretamente com indivíduos que buscam evoluir, ou diminuir seu sofrimento, através do autoconhecimento. Mas, defendo a idéia de que Psicanálise é muito mais do que isto.

Intervir em organismos da sociedade também é Psicanálise. Ao psicanalista cabe diagnosticar carências de espaços continentes nas instituições, públicas ou privadas, e procurar criá-los. Ao psicanalista cabe diagnosticar a falta de organizações continentes na comunidade e fomentar sua criação: sejam organismos públicos, ONGs ou organizações privadas. “Uma resolução efetiva só pode vir quando nos dirigimos ao coração do problema e não apenas ao seu entorno, e aí introduzimos mudanças relevantes” (Lyth, 1988). Isto é verdadeiro para um indivíduo, para uma família, para qualquer instituição e para a sociedade como um todo.

Indivíduos com um bom conhecimento de si mesmos sabem que o Homem não é onipotente e onisciente. Um psicanalista deve buscar ter um bom conhecimento de si mesmo. Deve, portanto saber de sua não onipotência e não onisciência. Espera-se que possa também, no seu processo pessoal de amadurecimento, lidar com a frustração que isto causa. O passo seguinte é ver na multidisciplinaridade o caminho para construção de alternativas que favoreçam uma organização social onde redes de apoio possam constituir uma retaguarda suficientemente segura; onde uma instituição sobrecarregada, angustiada, confusa, possa contar com algum organismo social que lhe dê continência; onde um integrante de uma instituição sobrecarregado, angustiado, confuso, encontre na sua instituição um órgão, um departamento, que lhe dê continência; onde as pessoas aprendam desde o início a condição grupal do ser-humano: onde dependência não seja um palavrão, porque nós somos dependentes sim, e isto não quer dizer que sejamos impotentes ou incompetentes. É fundamental discriminar muito bem entre proteção e superproteção. Winnicott é um teórico que nos ajuda muito a poder compreender estes conceitos. Esta geração, que milita intensamente pela proteção do planeta Terra, talvez esteja nos dizendo, nas entrelinhas, que o Homem, a Humanidade, cada família, cada sujeito, precisa de uma atenção protetora que não está sendo dada. Pensar seriamente sobre isto é fundamental. E a Psicanálise das Configurações Vinculares nos dá subsídios riquíssimos para tanto.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FASCIOLI, L.; COCCO, A. (1996) Acerca de la depresión desde un modelo en configuraciones vinculares. Revista Tramas, Tomo II, n. 2, agosto, Montevideo. p.57-74, 1996.        [ Links ]

LYTH, I.M. (1986) Uma Perspectiva Psicanalítica nas Instituições Sociais. In SPILLIUS, E.B. Melanie Klein Hoje (1988). Rio de janeiro: Imago, 1990. v.2. p.307-324.        [ Links ]

MARTI, S.E. (1994) Educación en crisis. Reflexiones sobre la práctica docente y su relación con los procesos identificatórios. Anais do XI Congresso Latino-Americano de Psicoterapia Analítica de Grupo. Buenos Aires: v.I, 1994, p. 99-106.        [ Links ]

ZELCER, M. (2002) Subjetividades y Actualidad. Revista Topia, Buenos Aires: Agosto 2002.        [ Links ]

SKYNNER, A.C.R. (1976) Pessoas Separadas: um só corpo. Rio de janeiro: Zahar Editores, 1976. 441 p.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência
Betty Svartman
E-mail: bsvartman@terra.com.br

Recebido em 22/01/2003.
1ª Revisão em 10/02/2003.
Aceite Final em 28/02/2003.

 

 

1 Psicóloga, Psicoterapeuta individual e de grupo, Membro e Docente do NESME - Núcleo de Estudos em Saúde Mental e Psicanálise das Configurações Vinculares. Membro e Docente da SPAGESP - Sociedade de Psicoterapias Analíticas Grupais do Estado de São Paulo.