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Revista Brasileira de Orientação Profissional

versão On-line ISSN 1984-7270

Rev. bras. orientac. prof vol.17 no.2 Florianópolis dez. 2016

 

EDITORIAL

 

 

Este fascículo, 17(2) de 2016, compõe mais um esforço da Revista Brasileira de Orientação Profissional (RBOP) e da Associação Brasileira de Orientadores Profissionais (ABOP) para a disseminação do conhecimento científico produzido no âmbito dos estudos de carreira no Brasil e também para a continuidade da interlocução com o material de qualidade produzido na área por colegas estrangeiros. É preciso agradecer ao corpo editorial, nas figuras dos editores associados, pareceristas, assistente editorial e revisores, todo o empenho e trabalho árduo realizado para a revista, não obstante as dificuldades que a publicação científica e as tarefas acadêmicas impõem ao processo editorial.

Este segundo número de 2016 da Revista Brasileira de Orientação Profissional apresenta 12 artigos originais, do Brasil, Espanha e Portugal, além de uma resenha de livro. Ao todo são 33 autores de 15 diferentes instituições, sendo cinco portuguesas, três espanholas e sete brasileiras. Entre os artigos nacionais, encontramos autores de cinco diferentes estados (SP, RS, ES, SC e DF).

O fascículo inicia com o trabalho "Mercado de trabajo versus formación inicial: competencias del pedagogo en el TFG", dos autores Mª José Mayorga-Fernández, Dolores Madrid-Vivar, Salvador Padial-Díaz, da Universidade de Málaga (Espanha), cujo objetivo é comparadar as competências que os alunos graduados em Pedagogia devem adquirir na unidade curricular do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com as competências profissionais que lhes são exigidas no mercado laboral, a fim de identificar proximidades ou defasagens. Também da Espanha é o artigo "Necesidades de orientación profesional de usuarios de servicios públicos de empleo en España", de autoria de Teresa Padilla-Carmona, María Fe Sánchez-García, Magdalena Suárez-Ortega, uma parceria entre a Universidade de Sevilha e a UNED (Madrid), cuja temática se refere às necessidades de orientação profissional de usuários dos serviços públicos de emprego no país, em relação às competências requeridas para o planejamento de vida e carreira.

Também compõem o fascículo quatro produções portuguesas, sendo dois estudos empíricos e dois relatos de experiência. Um dos estudos empíricos é o artigo "Projetos de vida em situações de vulnerabilidade social: uma formação para técnicos", das autoras Joana Carneiro Pinto e Helena Rebelo Pinto, da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa, Portugal), uma pesquisa-ação com técnicos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que trabalham com pessoas em situação de vulnerabilidade. O outro estudo empírico portugues, de autoria de Márcia Laranjeira e Maria Odília Teixeira, da Universidade de Lisboa (Portugal), intitulado "Perceção do feedback do professor e autoconceito vocacional", tem por objetivo analisar o papel das percepções de feedback dos professores nas competências percebidas e interesses de crianças do 4º ano de escolaridade. Ainda voltado para a questão do âmbito escolar é o relato de experiência intitulado "Influência(s) do enriquecimento curricular no desenvolvimento vocacional e envolvimento escolar dos alunos", de Helena Rodrigues e Inês Nascimento, da Universidade do Porto (Portugal), que descreve as potencialidades de um projeto de enriquecimento curricular, denominado ConheSer+, orientado para o desenvolvimento vocacional e envolvimento escolar dos alunos. Por fim, outro relato de experiência oriundo de Portugal, o trabalho "Desenvolvimento vocacional e aconselhamento de carreira: contributos para a justiça social", de Paulo Cardoso, Maria Eduarda Duarte e Augusto Sousa, uma parceria entre as Universidades de Lisboa e Évora e a Associação Portuguesa de Emprego Apoiado, apresenta, a partir de uma prática, a discussão sobre o papel do desenvolvimento vocacional e do aconselhamento de carreira na promoção da justiça social.

Os estudos nacionais que compõem este fascículo se dividem entre resenha, estudo teórico, relato de experiência e estudos empíricos. O artigo de Camélia Santina Murgo, Regina Gioconda de Andrade, Kelly Cristina Rozendo, da Universidade do Oeste Paulista (SP), chamado "Escala de Preferências por Objetos Ocupacionais: correlações com o Questionário de Busca Autodirigida" descreve estudos que avaliam características psicométricas da Escala de Preferências por Objetos Ocupacionais. Também de cunho psicométrico é o artigo "Avaliando pensamentos negativos sobre a carreira: o desenvolvimento de uma medida (EPNC)", de Marcelo Zanotti Silva e Alexsandro Luiz de Andrade, da Universidade Federal do Espírito Santo (ES), sobre o desenvolvimento de um instrumento para avaliar pensamentos negativos a respeito da carreira a ser utilizado com adultos. Ainda com foco em um instrumento, o artigo de André Luiz Alves Rabelo, Ronaldo Pilati e Juliana Barreiros Porto, da Universidade de Brasilia, intitulado "O Teste de Associação Implícita para avaliação da preferência profissional em Psicologia", descreve a criação e desenvolvimento de uma medida de atitude implícita (TAI) frente a áreas da psicologia, para ser utilizado em processos de orientação. Com delineamento correlacional, o artigo "Autoeficácia para Atividades Ocupacionais: Uma Comparação entre as Gerações X e Y", de Thatiana Helena de Lima, Marcela Rosane Martins, Acácia Aparecida Angeli dos Santos e Maiana Farias Oliveira Nunes, uma parceria entre a Universidade São Francisco (SP) e a Universidade Federal de Santa Catarina (SC) descreve os resultados de uma comparação entre participantes oriundos das gerações X e Y quanto às características de autoeficácia para atividades ocupacionais, bem como avalia diferenças por sexo.

De autoria de Omar Calazans Nogueira Pereira, da Universidade de São Paulo (SP), o artigo teórico intitulado "Orientação profissional e licenciatura em Psicologia: uma aproximação possível" propõe uma discussão entre o distanciamento existente e a necessidade de integração entre os saberes da orientação profissional e o campo da licenciatura. O relato de experiência "Desafios na implantação da educação para a carreira no contexto escolar brasileiro", de Nayara de Paula Faleiros e Yvette Piha Lehman, também da Universidade de São Paulo (SP) descreve uma proposta de Educação para a Carreira baseada na estratégia aditiva que foi testada numa escola técnica em São Paulo, e discute alguns resultados deste processo. Por fim, a resenha de autoria de Patrícia Bock Bandeira, Gabriela Techio e Manoela Ziebell de Oliveira, da Pontifícia Universidade Católica do RS (RS), "O que aprendemos quando mulheres falam sobre desenvolvimento de carreira?", apresenta o livro "Women's Career Development Throughout the Lifespan: an international exploration", uma publicação internacional relevante coordenada por Bimrose, McMahon e Watson (2015), que dá voz a mulheres de nove países para que descrevam suas trajetórias de carreira.

Com a certeza de que a diversidade de temas, contextos e propostas que este fascículo reúne permitirá uma reflexão sobre as diferentes possibilidades de inclusão das questões de carreira em termos de ensino, pesquisa e intervenção, desejo uma boa leitura a todos!

 

Marúcia Patta Bardagi

Editora Científica biênio 2016-2017

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