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Vínculo

versão impressa ISSN 1806-2490

Vínculo vol.7 no.1 São Paulo jun. 2010

 

ARTIGOS

 

Trabalhando os vínculos familiares: a questão da adoção

 

Elaborating family links: the question of adoption

 

Elaboración de los vínculos familiares: la cuestión de la adopción

 

 

Marly Terra Verdi1

Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo
Espaço Psicanalítico - São José do Rio Preto
Núcleo de Estudos em Saúde Mental e Psicanálise das Configurações Vinculares
Sociedade de Psicoterapias Analíticas Grupais do Estado de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O presente trabalho discute a adoção, e o atendimento clínico de crianças e famílias nessa condição. A partir de uma vertente psicanalítica, analisa a importância de ajuda nesses casos para formação da identidade parental e para a construção de recursos psíquicos nas crianças e adolescentes, favorecendo o desenvolvimento dos papéis familiares.

Palavras-chave: Adoção; Família; Psicoterapia familiar; Psicanálise.


ABSTRACT

The present paper discusses adoption and the clinical work with children and families living this condition. From a psychoanalytical approach, it analyses the importance of helping these families, aiming the formation of parental identity and the construction of psychical resources in children and adolescents, supporting the development of family roles.

Keywords: Adoption; Family; Family psychotherapy; Psychoanalysis.


RESUMEN

El presente trabajo discute la adopción y la clínica de niños y familias que viven en esa condición. Desde una perspectiva psicoanalítica, analisamos la importancia de ayuda a esas familias, para la formación de la identidad parental y para la construcción de recursos psíquicos en los niños y adolescentes, favoreciendo el desarrollo de los roles familiares.

Palabras clave: Adopción; Familia; Psicoterapia familiar; Psicoanálisis.


 

 

Não pedi para nascer.
Forcejo para aceitar,
Sem cólera nem espanto
O que a vida me oferece.
Omar Khayyam, O Rubayat, 95, 82

A adoção é uma questão que existe na humanidade desde a Antiguidade. Temos a famosa história de Moisés, cuja mãe o coloca numa cesta no rio Nilo para salvá-lo, e ele é resgatado por uma princesa e criado na família real egípcia.

Podemos pensar que muitas vezes a questão da adoção envolve este sentido de uma mãe, ou pais, que por não poderem assegurar uma melhor criação para os filhos, os entregam em adoção. Portanto, na questão da adoção em geral lidamos com impossibilidades na condição de assumir a função parental. Espera-se então que os pais adotivos sejam aqueles que possam “salvar” a criança deste perigo e dar-lhe segurança e continência. Mas é preciso sublinhar que esta função dividida entre a mãe que gera e a mãe que cuida será sempre profundamente sentida pelo bebê, colocando-o em uma situação de fragilidade maior; ele precisa que o outro o reconheça, ou melhor, neste caso, o conheça, lhe dê nome e imagine seu futuro para sonhá-lo por ele. Isso é fundamental para a construção de sua identidade própria e de ser desejante, desejo que nada mais é que o futuro, como nos propõe Isaias Melsohn (MELSOHN, 2008), que concebe o presente como a percepção, o passado como a memória e o desejo como a expectação ou o futuro.

Poderíamos propor então que as crianças que passam pelo processo de adoção poderão ter questões com a memória, já que seu passado muitas vezes traz segredos ou coisas doloridas demais para lembrar, e talvez problemas com o desejo se seu futuro ao invés de ser sonhado, for temido por suas famílias de adoção.

Vou relatar nesse trabalho três casos clínicos que envolvem diferentes circunstâncias, que servirão para ilustrar as complexas questões relativas a esse tema.

O primeiro é o de Ewerton, que tinha ao iniciar o trabalho analítico menos que três anos de idade. Seus pais adotivos o trouxeram por não ter ainda adquirido o controle de esfíncteres, apresentar muita agitação e padecimentos físicos. Nesse momento eu estava me preparando para morar por um ano na Inglaterra. Em principio pensei em não atendê-lo, mas seus pais insistiram que eu fizesse uma avaliação, já que eles pareciam suspeitar de traços autísticos no filho. Tendo eu um conhecimento a respeito do diagnóstico do autismo, resolvi avaliá-lo. Verifiquei que ele criou imediatamente um vínculo comigo, o que contraria um dos traços patognômicos do autismo, o isolamento. Por outro lado, dificultava seu encaminhamento imediato, já que repetiríamos um abandono. Decidi, então, atendê-lo e aos pais, por seis meses antes da minha partida.

Ewerton havia vivido a forma mais comum, em tempos passados, de adoção: uma adoção dentro da própria família. Logo em seguida ao seu nascimento, teve problemas graves de saúde, passou por cirurgias, e foi desenganado pelos médicos de sua cidade de origem. Seus pais, não suportando essa situação, não conseguiam mais cuidar dele no hospital. Por isso, seus tios que eram profissionais da área da saúde, acudiram o bebê, retirando-o do hospital, e levando-o para sua cidade de residência dando-lhe aí toda a assistência. Isso durou alguns meses e ele se recuperou. Nesta altura, haviam se vinculado afetivamente muito a esse bebê, embora já tivessem filhos. Os pais biológicos de Ewerton se reaproximaram, mas não conseguiam requerê-lo de volta, apesar de darem mostras claras desse desejo. Os pais adotivos, por sua vez, não se decidiam nem por devolvê-lo nem por fazer uma adoção legal.

Encontrei um menino, como que dividido. Parecia-me que a dor corporal era a principal marca de sua identidade, claro que era também aquilo que definiu este seu “destino”. Permanentemente caia, se machucava e provocava dores físicas, sendo muito agitado.  Apesar de ter uma linguagem desenvolvida, dificilmente Ewerton olhava ou prestava atenção ao seu interlocutor. Parecia que seu corpo era o seu registro maior de vida, deixando o psicológico em segundo plano, o que provocava atrasos em seu desenvolvimento.

Isso nos remete ao que é formulado por Alicia B. Dorado de Lisondo:

“Nas patologias do psicossoma, o corpo é o cenário privilegiado que revela o que a mente não pode conter, transformar, elaborar. É preciso dar palavras ao corpo, para logo dar corpo às palavras, para que elas não sejam palavras vazias” (LISONDO, 2009, p. 248).

Trabalhei muito com os pais seus sentimentos em relação à necessidade da adoção legal. Eu pensava que isto os auxiliaria a assumirem definitivamente seus papéis parentais, o que esse menino necessitava profundamente. Nestes seis meses eles deram início a esse processo e quando viajei, indiquei outra psicoterapeuta para atendê-lo.

Ao regressar, após um ano, qual não foi minha surpresa quando na própria semana de minha chegada, sua mãe me telefonou, pedindo um horário para atendê-lo. Contou-me então que não havia conseguido procurar outro profissional (talvez se lembrasse inconscientemente da outra adoção) e que naqueles dias, Ewerton que ainda não fazia brincadeiras simbólicas, havia dirigido um trenzinho até um lugar e disse à sua mãe que estava indo para a Inglaterra.

Ela percebeu esta comunicação dele como sua necessidade de reiniciar o trabalho e por isso ligou para saber quando eu iria retornar. Meu trabalho com ele durou quatro anos. Conto aqui uma vinheta para demonstrar como ele evoluiu de uma situação de pensamento concreto para um pensamento de elaboração abstrata:

Certo dia, entramos na sessão após encontrarmos um grupo na sala de espera. Isto não era comum no seu horário. Foi até fora da sala de atendimento, em um pequeno jardim anexo a esta. E de repente me disse: -Marly, está um cheiro ruim.

Eu respondi: - Isso está lhe cheirando mal... Tanta gente, movimento na nossa sala de espera...

Passado algum tempo, ele diz: - Marly, tá mesmo um fedô, aqui. (sic)

Eu: - Nossa, ainda não passou, continua te cheirando mal?

Ele: - Marly, eu estou falando sério, está cheirando muito mal.

Aproximando-me verifiquei que ele havia pisado em um cocô de gato e nós dois rimos daquela situação.

No final de seu trabalho ele começou a relembrar coisas que vivemos juntos e, certo dia, falando deste episódio disse: Marly você se lembra daquele dia... e eu respondi: Claro que eu me lembro, nunca vou esquecer, foi mesmo muito engraçado. Eu falando que alguma coisa estava cheirando mal e você disse: Marly, eu estou falando sério...

E ele comenta: - Mas eu vou sentir falta daquele outro jeito de falar, é só aqui que falamos assim.

Ewerton reconhece nesse momento a forma de abstração da linguagem analítica e dá a ela valor e significado. Ao encerrar o processo analítico, sua relação familiar estava bem melhor organizada, seu vínculo com os pais adotivos e irmãos era muito mais estreito, o controle de esfíncter havia se estabelecido há muito tempo, e o contato social era excelente. Ainda trazia problemas de concentração e apresentava na escola uma agitação que às vezes dificultava sua aprendizagem, mas prosseguia com auxilio psico-pedagógico. Encerramos nosso trabalho por decisão dele e me parecia que nesse sentido, ele queria tornar-se mais semelhante a seus irmãos, que nunca haviam feito atendimento psicológico.

Já no atendimento de Elisabeth temos outra configuração da situação de adoção. Essa menina, aos três meses de idade, havia sofrido um abandono grave: ficou sozinha em um apartamento, provavelmente por três dias, pois os vizinhos relataram ter ouvido choro contínuo durante esse tempo, até que chamaram a polícia, que arrombou a porta e a resgatou. Sua mãe, usuária de drogas, perdeu a guarda do bebê. Depois foi adotada legalmente, após ser levada para algumas visitas à casa de sua mãe adotiva, que era solteira e morava com sua família.

Veio para o atendimento aos três anos de idade, e era uma menina com muitos recursos pessoais, sem atrasos no desenvolvimento, um vínculo muito desenvolvido com sua mãe e avós, mas que preocupava a esses por sua história pregressa. Tinham muitas fantasias a respeito de como seria sua vida posterior, em função do abandono e da privação vividos por ela. Elisabeth se vinculou imediatamente a mim e ao trabalho analítico, brincava muito e trazia curiosidade a respeito da história de sua adoção. Porém, essa história tal como ocorreu nunca lhe foi contada, apesar da mãe sempre lhe contar sobre a adoção, seus pais biológicos, etc. O que sua mãe contava era que queria muito ter um bebê e não tinha, e que os pais biológicos não puderam cuidar dela. Temia traumatizá-la se contasse da situação real.

Numa sessão, após cerca de dois anos de ludoterapia, Elisabeth pediu-me que fosse o bebê e eu fiquei deitada num divã que tenho na sala de atendimento infantil. Ela disse que era minha mãe e que precisava sair. Questionei se ia me deixar sozinha, e ela disse que sim. Saiu, fechou a porta que dava para o jardim e eu me pus a chorar. Dizia que tinha fome e que estava sozinha, e chorava alto. Ela, lá de fora, me dizia: - Não adianta chorar, eu estou longe.

Eu dizia: - E meu pai, onde está? E ela respondia: - Ele saiu também. Eu chorava mais alto ainda. E ela: - Não adianta chorar, não tem ninguém aí. E eu lhe disse: - Mas, se eu choro alto, vai vir alguém e arrombar a porta. Passado um tempo, ela entra, fazendo como se estivesse descobrindo o bebê e diz que ia me levar para a outra mamãe. Eu digo que ainda bem que tinha outra mamãe, porque eu estava com muito medo e fome.

Em outras situações, Elisabeth configurava diferentes possibilidades para a situação de abandono, por exemplo, às vezes brincava que estava sendo roubada da mãe por um ladrão, em outras a mãe a esquecia em um lugar desconhecido, etc. Sempre me pareceu que as diversas hipóteses eram possibilidades dela encontrar sentido para seus sentimentos e que todas eram importantes já que ampliavam, dando nome a toda a gama de emoções e enriqueciam sua capacidade imaginativa.

Certo dia, eu a vi levando a sua boneca ao pequeno lago que tenho no jardim. Começou a colocá-la na água e eu a questionei: Se ela era a mãe, porque estava deixando o bebê afundar na água? Lembrei-me imediatamente de um caso muito divulgado pelos jornais e televisão de uma mãe que havia jogado seu bebê em um lago. Nesse momento eu não sabia se ela havia tido contato com essa noticia. Depois sua mãe me confirmou que sim. E ela me respondeu, triunfante: - Marly, você não sabe que o bebê se vira? Ao que eu questionei: - A mamãe não precisa cuidar dele? E ela, novamente triunfante: - Se a mãe não cuida, ele se vira...

Um dos problemas que eu observava em Elisabeth era que havia ampliado suas capacidades, sugerindo uma resiliência (SOUZA & CERVENY, 2006) significativa, baseada nessa hipótese de que ela havia salvado a si mesma. O que, de certa forma, é verdade. Portanto, seus problemas hoje são devido às suas dificuldades de se deixar cuidar, sendo muito independente e capaz. Tem também problemas alimentares, parecendo não precisar do alimento e mesmo assim goza de boa saúde. O grande antropólogo Claude Lévi-Strauss considerava que: “Cada criança traz ao nascer, e como estruturas mentais, a totalidade dos meios que a humanidade dispõe desde toda a eternidade para definir suas relações com o mundo e suas relações com o outro” (LÉVI-STRAUSS, 1949, p. 128).

Trabalhei muito com sua mãe, durante todo o atendimento, porque inicialmente ela permanecia filha de sua família, o que lhe impedia assumir adequadamente a função materna. Todos interferiam muito na educação de Elisabeth, o que a confundia bastante. Durante nosso trabalho, sua mãe mudou-se, com ela, para uma casa própria, e a casa dos avós passou a ser apenas casa dos avós. Elisabeth gostou da mudança e isso parece ter ajudado ambas em seu vínculo.

O terceiro caso é de um atendimento familiar no qual havia o pai, a mãe e dois filhos adotivos, uma adolescente e seu irmão na puberdade. Esse casal, que não pudera ter filhos, adotara os dois logo após o nascimento, sendo de duas famílias de origem distinta, e dois processos de adoção separados no tempo. Esse é o único caso, dos relatados no presente trabalho, no qual tanto as crianças foram dadas em adoção, como os pais planejaram e aguardaram pela adoção. Vieram para o atendimento, em família, preocupados com a adolescente. As queixas se centravam nela, mas esta se negava a ir para atendimento individual.

Começamos atendendo a mãe e a filha, depois os dois filhos, o pai só se integrou ao trabalho após alguns meses e à medida que fui apontando a importância de sua participação para todas as questões da família. Grande parte dos problemas da filha mais velha advinha, acredito, da diferença física marcante com os outros membros, o que seu irmão mais novo não apresentava. Parecia-me que isso dificultava a sua identificação à mãe e vice-versa. Acredito também que a adolescência, sendo um período de busca de identidade, vai trazer aos adotivos grandes questões, tais como: com que família vou buscar identidade? A de origem ou a de adoção? Como posso me encontrar comigo como herói, se ao buscar os riscos, meus pais ao invés de me acreditarem herói, temem que me torne um vilão?

Essas vicissitudes são as de todos os adolescentes, mas nos casos de adoção, elas se intensificam por trazerem de volta as fantasias temidas de que suas origens cobrem agora um preço. Eu percebia que diferente dos outros casos aqui relatados, estes pais assumiam bastante bem seus papéis parentais, e fomos trabalhando a configuração de “bode expiatório familiar” (PICHON RIVIÉRE, 1975) que buscava se fixar na filha mais velha. Eu apontava todas estas situações e isto foi muito importante para que ela mudasse seu lugar na família, e eles não a tornassem depositária das fantasias de seus pais vindas da adolescência deles próprios e de suas relações com suas famílias de origem.

A relação com os dois filhos se equilibrou e ela deixou de ser preterida na relação com o irmão, pudemos também retomar o valor que deveriam ou poderiam dar aos pais biológicos, coisa muito negada pela mãe adotiva, que sempre dizia: - “Mas que importância tem isto da gestação? Afinal levar alguém na barriga por nove meses não é nada, o importante é criar a criança”. Quando isto surgia, eu sempre dizia: - “Mas se não nasce uma criança, não há como criá-la, pelo menos precisam reconhecer o valor de terem nascido”. Devagar isto foi se modificando, e a menina que nem queria ouvir falar deste tema no início, foi podendo fazer questionamentos e parecia que ela e a mãe estavam mais tranqüilas quanto a isto. A mãe podia viver melhor o luto por não ter gerado seus bebês, e ela se permitia visualizar sua possibilidade futura de gerar e criar seus filhos.

O pai que no início trabalhava em outra cidade desde há muitos anos, foi visualizando a importância de sua presença na adolescência dos filhos e se decidiu por mudar para um trabalho na mesma cidade. Com este avanço da estruturação familiar nosso trabalho foi interrompido, não chegando a ser efetivamente finalizado, como se deixassem uma porta aberta para retornarem em qualquer emergência.

Aqui se entrelaçam os temas da individualidade com os outros significativos que a conformam e sustentam, tal como se verifica no seguinte trecho: “El problema de la integración del outro y de los otros en el psiquismo individual, hace indispensable la consideración de la intersubjetividad y de la transubjetividad en la constitución de la subjetividad” (SEGOVIANO E KORDON, 1995, p. 115).

Notamos nestes relatos que uma das principais funções terapêuticas parece ser a de auxiliar estes pais para assumirem melhor seus lugares e papéis dentro da família, em relação a estes filhos, e de podermos retomar a história e fazer dela algo que possa ser falado e pensado por todos os membros, sem se tornarem segredos sagrados. E não basta as crianças saberem que são adotivas, mas permitir-se tocar em questionamentos que implicam a própria vida e seu desenvolvimento. Apontamos também para a importância do atendimento familiar na adolescência dos adotivos.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LÉVI-STRAUSS, C. - As estruturas elementares do parentesco, Petrópolis: Vozes, 1993, 538 p.

LISONDO, A.B.D. - Avaliação psicanalítica dos estados mentais primitivos na constituição do psiquismo em infans e crianças: os pais na cena. In: FRANÇA, M.T.B. & HAUDENSCHIELD, M.T. - Constituição da vida psíquica. São Paulo: Hirondel, 2009, p. 247-275.

MELSOHN, I. Entrevista. Jornal de Psicanálise, São Paulo: SBPSP, volume 41, n. 75, p. 11-23, 2008.

PICHON-RIVIÈRE, E. El proceso grupal. Buenos Aires: Paidós, 1976, 234 p.

SEGOVIANO, M. E KORDON, D. Identificación, identidad y grupo. In: BERNARD, M. et al. Desarrollos sobre grupalidad. Buenos Aires: Lugar, 1995 p. 111-133.

SOUZA, M.T.S. & CERVENY, C.M.O. Resiliência psicológica: Revisão da Literaturae Análise da Produção Científica. Revista Interamericana de Psicologia, San Juan, Porto Rico, 40(1): 119-126, 2006.

 

 

Endereço para correspondência
Marly Terra Verdi
E-mail: marlyver@terra.com.br

Recebido em: 18.03.10
Aceito em: 12.05.10

 

 

1 Psicóloga, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, membro do Espaço Psicanalítico, núcleo de São José do Rio Preto e região, membro do NESME e SPAGESP.