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Revista da Abordagem Gestáltica

versão impressa ISSN 1809-6867

Rev. abordagem gestalt. vol.16 no.2 Goiânia dez. 2010

 

EDITORIAL

 

Chegamos ao final do ano de 2010 e completamos mais uma etapa na construção de nosso projeto de uma leitura criteriosa e qualificada da Fenomenologia em suas diversas aplicações. Aqui, neste novo número da Revista da Abordagem Gestáltica - coerentemente com o princípio de um olhar que prima pela totalidade - apresentamos diversas leituras do fenômeno humano, através de múltiplas perspectivas, envolvendo Psicologia, Filosofia e Teologia, sem esquecer de certa "poética" do mundo.

Principiamos com as leituras clínicas, através de artigos como Reflexões Fenomenológicas sobre a Experiência de Estágio e Supervisão Clínica em um Serviço de Psicologia Aplicada Universitário, de autoria de Roberto Novaes de Sá, Oditon Azevedo Junior & Thais Lethier Leite (Universidade Federal Fluminense). Uma reflexão sobre os fundamentos de uma prática clínica - numa perspectiva fenomenológica e existencial - encontramos igualmente em Os Desafios da Clínica Psicológica: Tutela e Escolha, de Ana Maria Lopez Calvo de Feijoo & Myriam Moreira Protasio (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). E as relações entre a clínica psicológica e a religiosidade são analisadas no artigo Analogias e Diferenças entre Reuniões Mediúnicas Espíritas e a Psicologia Clínica, de Silvia Regina Vergílio & Adriano Furtado Holanda (Universidade Federal do Paraná).

Que elementos estão envolvidos em situações críticas como o da violência doméstica? O olhar fenomenológico pode auxiliar na pesquisa de fenômenos como este, como no artigo Violência Doméstica em Homens Detidos na Delegacia da Mulher de Belém, de Adelma Pimentel (Universidade Federal do Pará).

A abordagem gestáltica se faz presente neste número com quatro textos, envolvendo temas e campos diversos, o que mostra suas diversas possibilidades. Temos a Gestalt aplicada ao contexto hospitalar, no artigo intitulado Gestalt-Terapia e o Diálogo Psicológico no Hospital: Uma Reflexão, de Joanneliese de Lucas Freitas (Universidade Federal do Paraná), Nutty Nadir Stroiek & Débora Botin (Hospital Pequeno Príncipe, PR). Uma discussão sobre conceitos importantes da teoria gestaltista, temos em "Pode Deixar que eu Resolvo!" - Retroflexão e Contemporaneidade, de autoria de Mônica Botelho Alvim (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Emanuela Bomben & Natália Carvalho (Instituto de Gestalt-Terapia de Brasília). Reflexões práticas também são abordadas em Brincar: Um Olhar Gestáltico, de Priscila Rodrigues & Arlene Leite Nunes (Universidade da Região de Joinville - Univille, SC); sem esquecer uma leitura de entrelaçamento epistemológico, em Gestalt-Terapia e Física Quântica: Uma Relação entre Física e Psicologia, de Kamila Nogueira Gabriel De Nadai & Adriano Pereira Jardim (Faculdade Brasileira - Univix, ES).

Encerramos a seção de artigos com uma leitura fenomenológica atrelada à teologia, com Pedagogia da Empatia e o Diálogo com as Ciências Humanas em Edith Stein, de Clélia Peretti (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), e retomando a poética da existência em Da Importância da Tragédia: O Gênero Dramático e a Finitude Humana, de Carlos Roger Sales da Ponte (Universidade Federal do Ceará).

Na seção de ensaios, retomamos a clínica em dois momentos: numa discussão sobre A Prática Clínica na Gestalt-Terapia, de Josiane Maria Tiago de Almeida (Instituto de Treinamento e Pesquisa em Gestalt-Terapia de Goiânia); e em uma singela Carta a uma Jovem Psicoterapeuta, de Celana Cardoso Andrade (Universidade Federal de Goiás/Campus Goiânia).

Duas resenhas compõem a revista: uma referente a um clássico da fenomenologia aplicada a Educação - leitura obrigatória para todos o que se embrenham por este campo - que é o livro "Concepção fenomenológica da Educação", publicado em 1990 por Antonio Muniz de Rezende, e aqui apresentado por Carlos Diógenes Côrtes Tourinho & Oditon Azevedo da Silva Junior (Universidade Federal Fluminense); e uma das mais recentes publicações em Gestalt, com "Psicoterapia de curta duração na abordagem gestáltica: elementos para a prática clínica", de Ênio Brito Pinto, publicada em 2009 e aqui resenhada por Ana Carla Masiero (Instituto Educacional do Oeste Baiano).

Ainda apresentamos três resumos de teses e dissertações, referentes a mestrados em psicologia, que apontam para as importantes contribuições de estados do Norte e Nordeste brasileiro: Sobre os Conceitos de Indivíduo em Sören Kierkegaard e de Pessoa em Carl Rogers: Semelhanças e Diferenças, de Carlos Roger Sales da Ponte (Universidade Federal do Ceará); Contribuições da Arteterapia no Cuidado com Mulheres em Tratamento do Câncer de Mama, de Érica de Nazaré Marçal Elmescany Simões (Universidade Federal do Pará), e Crianças que se Revelam Agressivas: Um Estudo Fenomenológico sobre o Reconhecimento da Agressividade em Escolares, de Elizabete Cristina Monteiro Ribeiro (Universidade Federal do Pará).

Finalizamos este número com a tradução de um autor caro ao debate interdisciplinar, e que muito contribuiu para a consolidação do pensamento existencial em solo americano. Falamos de Paul Tillich, que aqui é apresentado num artigo de 1939, pouco após sua chegada nos Estados Unidos, intitulado The Conception of Man in Existential Philosophy, e publicado em Chicago, no "The Journal of Religion".

Adriano Furtado Holanda
- Editor -

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