SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.4 número2A subversão operada no mundo pelo discurso da ciência e... os caminhos da psicanáliseEntre o verbo e a verba índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Epistemo-somática

versão impressa ISSN 1980-2005

Epistemo-somática v.4 n.2 Belo Horizonte dez. 2007

 

ARTIGOS

 

O enigma do universo feminino

 

The enigma of the feminine universe

 

El enigma del universo femenino

 

L'énigme de l'univers féminin

 

 

Danielle Alessandra do Carmo Duarte *; Joyce Akemi dos Santos Eguchi **

Centro Universitário Newton Paiva

 

 


RESUMO

Nossa proposta com este texto é fazer algumas considerações a respeito da feminilidade e seu processo de constituição, com base na interlocução com o filme dirigido por Sofia Copolla, Maria Antonieta, uma jovem que, aos quatorze anos de idade foi incumbida pela mãe a selar uma aliança entre a Áustria e a França, casando-se com Luís XVI. Sua história é marcada por um casamento não consumado por um longo tempo e pela espera de poder gerar um filho herdeiro. Este drama ilustra a transição da jovem-menina, ingênua e pouco sofisticada, numa coroada rainha-mulher, de lendário porte e elegância. Para tanto, lançamos uma indagação já usada por Freud na conferência XXXIII -A feminilidade: O que quer uma mulher? O que significa ser uma mulher?

Palavras-chave: Sexualidade feminina, Maternidade e feminino.


ABSTRACT

The object of this text is to make some considerations about feminility and its process of constitution, making a relation with the movie of Sofia Copolla director- Maria Antonieta, a young lady who was fourteen years old and was told by her mother to make an alliance between France and Republic of Austria, getting married to Luix XVI. Her history is made by a marriage that didn't last for a long time and by the waiting of having a sucessor. This drama shows a transition from the young teenager, innocent and simple, to a fantastic queen woman, who was known by her ellegance and class. To show that, we make a question already used for Freud at XXXIII conference -The feminility: What does a woman want? What means being a woman?

Keywords: Sexuality Feminine, Maternity, Feminine.


RESUMEN

La propuesta de este texto es hacer algunas consideraciones a respeto de la feminidad y su proceso de constitución, desde la interlocución con el película dirigido por Sofía Coppola -Maria Antonieta, una joven que a los catorce años de edad fue delegada por la madre a sellar una alianza entre Austria y Francia, casándose con Luis XVI. Su historia es marcada por un casamiento no consumado por un largo tiempo y por la espera de poder generar un hijo-heredero. Este drama ilustra la transición de la joven-niña, ingenua poco sofisticada, en una coronada Reina-mujer, de leyendaria porte y elegancia. Para tanto, lanzamos una indagación ya usada por Freud en la conferencia XXXIII -¿La feminidad: Lo que quiere una mujer? ¿Lo qué significa ser una mujer?

Palavras clave: Sexualidad Femenina, Maternidad y femenino.


RÉSUMÉ

Ce texte se propose d'ouvrir un débat au sujet de la féminité et de son processus de constitution, et cela à partir du film de la réalisatrice Sofia Copolla: " Marie-Antoinette ". Il y est question de cette jeune fille qui, à quatorze ans, se voit contrainte de se marier au roi Louis XVI afin de sceller une alliance entre la France et l'Autriche. L'histoire de son mariage a été longuement marquée par l'absence de toute relation sexuelle avec son mari et par l'attente de la naissance d'un héritier. Ce drame illustre la transition de la jeune fille ingénue et peu sophistiquée qui devient une reine mère couronnée, dont les manières et l'élégance sont bien connues de nos jours. Fort de cet exemple, nous nous interrogeons sur un sujet que Freud a déjà abordé dans la conférence XXXIII -La féminité: Que désire une femme? Qu'est-ce que signifie le fait d'être une femme?

Mots clés: Sexualité féminine, Maternité, Féminin.


 

 

Pensar no universo feminino é mergulhar em águas profundas e obscuras. A mulher é um enigma, como já dizia Freud, e a tarefa de decifrá-la é difícil de cumprir, portanto, com base nas considerações da psicanálise, fizemos uma articulação com o filme Maria Antonieta, dirigido por Sofia Copolla.

O filme retrata a história da jovem austríaca que se casa, por imposição da mãe, para selar um acordo político com a França no século XVIII. A menina, aos quatorze anos de idade, vive um drama para assumir essa aliança, política e conjugal, tornando-se a mulher do rei.

Desde sua chegada, Maria Antonieta se submeteu aos costumes da França, e para ser aceita nesta nova sociedade era necessário deixar para trás todos os seus pertences, seus costumes e até mesmo suas vestimentas. É notória a dificuldade que vivenciou para se adaptar a essa nova vida, não mais de uma jovem austríaca -preocupada com seus divertimentos infantis -, mas de uma futura rainha e progenitora de herdeiros.

Surgiu uma problemática na análise desse filme: O que aconteceu com Maria Antonieta, que permitiu a ela, entrar nesse novo universo -o universo da mulher: A separação da mãe? A relação sexual? A maternidade? Ou foi um processo?

Em decorrência dos impasses apresentados ao buscar uma resposta para o "que quer uma mulher", Freud abre mão de descrevê-la, mas orientou-se em decifrá-la desde sua formação, em seu desenvolvimento desde criança.

No texto sobre a sexualidade feminina, Freud (1931) ressalta a complexidade de compreensão da sexualidade feminina, já que esta passa por um processo de substituição da sua principal zona genital, de clitóris para a vagina, e também vivencia um processo de troca de seu objeto original: antes a mãe e depois o pai.

Freud (1931) comenta que a zona erógena feminina possui dois representantes: o clitóris, órgão masculino, e a vagina, caracteristicamente feminino. A vida sexual das mulheres é dividida em duas fases e marcada por esses representantes: a primeira fase apresenta caráter masculino e a segunda, o feminino. Assim, a mulher transita de uma fase para outra.

A mudança em seu próprio sexo corresponde, também, a uma mudança no sexo de seu objeto, passando da mãe ao pai.

 

Um primeiro Amor -O desejo do Outro

Tomemos a abertura desse filme, ao iniciarmos nossa conversação: o assujeitamento da menina a um casamento imposto pela mãe, com a intenção de selar uma aliança política. Mesmo não implicada neste desejo, como mostra o filme, a menina não se opôs, talvez numa tentativa de não decepcionar a mãe e preservar seu ideal de completude -o primeiro amor. O filme tem início com o discurso de sua mãe: A amizade entre a Áustria e a França deve ser selada com um casamento. Minha filha mais nova, Maria Antonieta, será a rainha da França.

Falar do Outro é falar de um Outro primordial, é nomear um lugar e aquele que encarna esse lugar, é dizer daquele que está encarregado de introduzir a criança nas primeiras exigências do discurso, ou seja, a mãe. Pelo lugar que ocupa na estrutura como Outro da demanda incondicional de amor, demanda impossível de satisfazer, a mãe é um lugar de um primeiro amor e de uma primeira decepção (Vilela, 1999, p. 82).

De acordo com Soler (1937/2005), no começo o recém-nascido não é um sujeito, mas um objeto, objeto real nas mãos da mãe, um brinquedo com o que gozar e que faz gozar, ou seja, há um gozo eminente na relação mãe/criança.

Cabas (1982) acrescenta que a função da mãe promove uma ordem de dependência, instaurando no sujeito uma matriz simbólica: o Outro absoluto. Já a função do pai impõe leis a esse absolutismo, ou seja, limita o efeito criado na relação da mãe com a criança.

 

A decepção

Enquanto Maria Antonieta se preocupava em comprar roupas, sapatos e organizar encontros com as amigas, várias mulheres da corte engravidavam, e ela se sentia frustrada por ainda não ter despertado o desejo sexual de seu marido. Freqüentemente era cobrada por sua mãe a ser "mulher", a se entregar ao marido e a assumir novas posturas que ainda eram desconhecidas.

Trecho da carta enviada pela mãe:

Querida Antonieta: Estou profundamente preocupada com sua situação, por sorte o rei não demonstra preferência pela sua cunhada, mas e se ela engravidar?

Diante das cobranças da mãe, a menina se angustiava a cada tentativa frustrada de despertar o desejo de seu marido e a não-correspondência ao desejo de sua mãe.

 

As mães suportam as idas e vindas da menina

André (1998) afirma que a ligação com a mãe está relacionada com a origem da histeria, que é caracteristicamente feminina. Essa ligação da menina com a mãe é ambivalente, uma vez que a afasta e a reaproxima.

De acordo com o mesmo autor, quando a menina não recebe o falo da mãe, abandona-a, investindo no pai como alguém que possa oferecer-lhe, porém depara com a impossibilidade deste também. Após essa segunda decepção, a menina retorna à mãe em busca da satisfação original dada por ela. Diante dessa impossibilidade, busca objetos substitutos, deslocando de objeto a objeto, sempre em busca da completude que nunca será atingida.

Udênio (2000, p. 98) considera que a renúncia ao falo e o deslocamento para o pai do amor e satisfação narcísica não são suficientes, pois ainda falta algo, que é a relação pré-edipiana; já que "[...] no retorno, o que a estará esperando novamente é o que a vinculação entre a mãe e a filha tem de pré-edípico, anterior a intervenção da função paterna".

André (1998) acrescenta que o reconhecimento de sua castração e a da mãe e a inveja do pênis têm conseqüências sobre a forma como a menina vê seu primeiro objeto de amor (a mãe) e seu próprio corpo. Por conseqüência a menina se identifica com uma posição inferior em relação aos homens. A inveja do pênis e as conseqüências do complexo de castração provocam na menina uma intensa reação com relação à masturbação clitoriana, considerando-a inferior e incapaz de ter prazer no clitóris, que não servirá como identidade sexuada. A atividade masturbatória da menina está relacionada a um impasse entre atividade e passividade, que equivale a uma oscilação entre ser o objeto da mãe e tomar a mãe por objeto:

Esse desenvolvimento da feminilidade deve se realizar, para Freud, na segunda fase que se inaugura para a menina após o estabelecimento do complexo de castração, ou seja, na fase em que, decepcionada com sua mãe, a menina se volta para o pai, entrando assim no Édipo propriamente dito. Essa fase se inaugura por uma metáfora. O pai substitui a mãe e, em conseqüência, o desejo do filho vem tomar o lugar do desejo do pênis. Até aqui, não se tratava do complexo de Édipo, este, aliás, não havia desempenhado qualquer papel. A libido da menina se volta agora -ao longo do que só se pode chamar de uma equação simbólica: pênis = filho -até uma nova posição. Ela renuncia ao desejo do pênis para substituí-lo pelo de um filho, e nesse desígnio, toma o pai como objeto de amor. A mãe vira objeto de seu ciúme: a menininha tornou-se uma pequena mulher (André, 1998, p. 178).

 

Passividade X Atividade

Freud (1931) diz que, diante da passividade, a menina se revolta, dando preferência a um papel ativo. Tais posições de passividade são primeiramente identificadas na relação com a mãe. Assim, oscila entre a passividade e a atividade, representando a feminilidade e a masculinidade que se apresentará em sua sexualidade. Freud relaciona essa passividade à dependência inicial da criança em relação à mãe, quando precisa da mãe para ser alimentada, higienizada, vestida e para aprender a desempenhar suas funções. Uma parte da libido está destinada a essas experiências e outra se apresenta como uma tentativa de transformar o caráter passivo em ativo. Por exemplo, quando o sugamento do seio, que é um processo ativo, sobrepõe-se à amamentação, anteriormente passiva. Outras manifestações dessa transformação da passividade em atividade ocorrem no brinquedo e também na relação da criança com a mãe quando a coloca numa posição de objeto, comportando-se como um sujeito ativo.

Ao retornar à mãe, a menina encontra uma possibilidade de identificação como mulher, pois a conseqüência dessa troca é o afrouxamento da ligação à mãe como objeto. A filha culpa a mãe por tê-la colocado no mundo em falta, ou seja, sem pênis; além disso, identifica-se com a mãe pela anatomia, também privada de pênis e, portanto, desvalorizada pela filha. O que resta a essa menina, então, é identificar-se com o desejo da mãe -mulher -e tomar o pai como objeto de amor.

A identificação de uma mulher com sua mãe permite-nos distinguir duas camadas: a pré-edipiana, sobre a qual se apóia a vinculação afetuosa com a mãe e esta é tomada como modelo, e a camada subseqüente, advinda do complexo de Édipo, que procura eliminar a mãe e tomar-lhe o lugar junto ao pai (Freud, 1932, p. 164).

 

A metáfora?

Retomando a teoria, André (1998, p. 170) apresenta uma questão: "A relação ao pai, que se instaura no Édipo propriamente dito da menina, tem função de metáfora ou apenas de metonímia quanto à relação com a mãe?".

O que podemos dizer é que o pai nunca substitui completamente a mãe; esta continua a agir na figura do primeiro, ou seja, não há substituição da mãe, a figura materna mantém-se atuante por toda a vida de uma mulher.

O mesmo autor comenta que a passagem do desejo pelo pênis para o desejo por um filho não faz a função de metáfora, ou seja, de substituição, não representa um significado novo, mas uma esperança e, ao mesmo tempo uma denegação. Por esse motivo a maternidade é freqüentemente acompanhada por uma decepção e, às vezes, uma depressão, pois essa satisfação é considerada uma fachada, tornando a maternidade reveladora.

Retomando o pré-édipo, persiste a relação ao Outro, o Outro materno. Apesar da intervenção da metáfora paterna, no caso da neurose, a menina não é totalmente assujeitada a essa metáfora, ou seja, a instância paterna não condena ao esquecimento o Outro materno.

Ainda segundo André (1998, p. 187), "o destino da menina aparece, assim, como o de uma metáfora impossível ou de uma luta permanente para se elevar do registro da metonímia para o de metáfora".

Recorremos a Soler (2005, p. 95) quando aponta a posição da mãe em relação à filha, ou melhor, o desejo da mulher na mãe como decisivo para a criança sair de uma posição passiva e assumir seu próprio sexo:

Não é a falta de amor, mas o excesso de amor que pode ser prejudicial, aqui, e que clama por um efeito de separação necessário. Foi por isso que Lacan enfatizou o desejo da mãe. Este deve ser entendido como o desejo da mulher na mãe, desejo adequado para limitar a paixão materna, para torná-la não-toda mãe, ou, em outras palavras, não-toda para seu filho e até não-toda para série de filhos, os rivais fraternos. Isso já estava implícito na escrita da metáfora paterna, pois a operação que coloca o significante do pai no lugar do significante da mãe tem por resultado especificar a falta materna como falta fálica e instituir o pai como parceiro fora da série. A mãe não é toda para seu filho porque sua aspiração fálica divide-se entre o homem e o filho, e é bom que seja assim, porque é o desejo da mulher, mais geralmente um desejo outro mantido fora das gratificações da maternidade, que introduz a criança, por meio da angustia de castração, numa dialética de identificações contraditórias pela qual ela poderá soltar-se da posição passiva de objeto da mãe e, no fim, assumir seu próprio sexo.

Neste ponto do texto retomamos o filme Maria Antonieta, que ilustra essa trajetória da menina em busca de sua feminilidade.

Embora adotasse posturas ativas, organizando festas, tomando decisões, recusando submeter-se a alguns costumes, como esperar o marido jantar para servir-se; Maria Antonieta assumia tais posturas naturalmente, não as tomando como afronta ao rei ou as outras pessoas da corte, mas como atitudes incalculadas.

Mobilizada pelo incômodo de ser rotulada como frígida por outras mulheres da corte e pelas recorrentes cobranças de sua mãe, ela preocupa-se com outro lugar possível, a maternidade, passando a implicar seu desejo nas suas escolhas.

Tempos depois, após muitas tentativas, a jovem consuma seu casamento e consegue engravidar de uma menina. Esse, talvez, seja o trecho que corresponde à problemática da relação da menina com sua mãe, ao entrar no feminino.

Maria Antonieta diz ao seu bebê: Você não é o que desejávamos, mas não é menos querida por mim; um menino seria o filho da França, mas você, Maria Thereza, será minha.

As palavras de Maria Antonieta revelam a insatisfação de toda a corte e também de sua mãe pela chegada de uma menina, porém ela se "realizava" com aquele acontecimento. Vale resgatar que a satisfação pela maternidade é considerada uma fachada e, quando ela se dá conta disso, lança-se em busca de novos objetos substitutos, ainda acreditando na satisfação plena. Começa, então, a organizar peças teatrais, nas quais representava papéis que, curiosamente, eram muito distantes da sua realidade, como se estivesse vivendo outra vida.

Após o nascimento de seu primeiro bebê, muitas coisas aconteceram na vida dessa jovem, até mesmo a morte de sua mãe. Já após algum tempo, o comportamento de Maria Antonieta não mais condizia com o anterior: ela passou a ser uma mulher corajosa, dispendiosa, que conseguia calcular seus atos e escolhas, transgredindo regras e assumindo condutas arbitrárias. Cansada das obrigações e exigências da monarquia, ela decidiu dar prioridade à vida pessoal. Para fugir da austeridade da corte francesa, Maria Antonieta resolveu passar os dias no Petit Trianon -um charmoso palácio a cerca de dois quilômetros de Versalhes, que ganhou de presente de casamento do marido. Ela construiu um universo particular, no qual suas preferências estavam presentes em todos os detalhes.

Diante dessas considerações, podemos pensar que a relação sexual, a maternidade, a morte da mãe, dentre outros acontecimentos, permitiram a Maria Antonieta, mergulhar nesse universo particular, o universo feminino. Mesmo não delimitando o exato momento dessa mudança de posição, deixamos aberta à problemática proposta: O que aconteceu, de fato, com Maria Antonieta que lhe permitiu entrar nesse novo universo?

 

Referências

ANDRÉ, S. (1998). Uma menina e sua mãe. In O que quer uma mulher? Rio de Janeiro: Zahar.

CABAS, G. (1982). As funções parentais no complexo de Édipo. In Curso e discurso da obra de Jacques Lacan. São Paulo: Record.

Coppola, Sofia (Dir. e roteiro). (2006). Maria Antonieta (Marie Antoinette, EUA/FRA/JAP). Com Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Steeve Coogan, Rip Torn, Asia Argento, Judy Davis, Rose Byrne e elenco. Duração aproximada de 123 minutos. Site oficial: www.marieantoinette-movie.com

FREUD, S. (1933[1932]) Novas conferências introdutórias sobre psicanálise -Conferência XXXIII: Feminilidade. Rio de Janeiro: Imago. In Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. (v. XXII), Rio de Janeiro: Imago.

FREUD, S. (1931). Sexualidade feminina. In Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. (v. XII), Rio de Janeiro: Imago.

SOLER, C. (2005). A mãe no inconsciente. In O que Lacan dizia das mulheres. Rio de Janeiro: Zahar.

UDENIO, B. (2000). Nuanças clínicas da relação mãe-filha. Phoenix: Revista da Delegação Paraná da Escola Brasileira de Psicanálise, Paraná.

VILELA, M (1999). Um amor tecido pela duplicidade. In Moura, M. D. (Org). Psicanálise e hospital: A criança e sua dor. Rio de Janeiro: Revinter.

 

 

Recebido em: 05/11/2007
Aprovado em: 20/11/2007

 

 

Sobre as autoras:

* Danielle Alessandra do Carmo Duarte: Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário Newton Paiva. Aluna da Clínica de Psicologia e Psicanálise do Hospital Mater Dei. Belo Horizonte, MG, Brasil. Endereço eletrônico: delypsique@yahoo.com.br.
** Joyce Akemi dos Santos Eguchi: Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário Newton Paiva Aluna da Clínica de Psicologia e Psicanálise do Hospital Mater Dei. Belo Horizonte, MG, Brasil. Endereço eletrônico: joyceakemi@yahoo.com.br.

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons