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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental

versão On-line ISSN 1984-2147

Cad. Bras. Saúde Ment. vol.8 no.20 Florianópolis  2016

 

ARTIGOS

 

"Sabor, saúde e sustento": construção em rede de um empreendimento econômico solidário

 

"Taste, Health and Livelihood": building a network of supportive economic development

 

 

Denise Castanho Antunes1

Equipe Tear, Guarulhos, SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O presente artigo versa sobre a constituição do Empreendimento Econômico Solidário (EES) "Sabor, Saúde e Sustento", uma construção bem-sucedida em rede de ações articuladas entre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial de Guarulhos (RAPS) e parcerias intersetoriais, para criação de nova frente de inclusão social pelo trabalho para pessoas em situação de sofrimento psíquicos e familiares do município de Guarulhos/SP. O projeto visou potencializar as experiências já existentes dos serviços componentes da RAPS Guarulhos/SP, de forma integrada e articulada com diferentes tecnologias. Desde sua idealização, optou-se por constituir um espaço de inter ajuda e troca de saberes na produção e comercialização dos produtos alimentícios com víeis do consumo consciente. A sua efetivação demonstra a possibilidade de se articular necessidades locais e inclusivas, com incentivos necessários da esfera federal, municipal inclusive de outras secretarias além da saúde, bem como, das parcerias do setor de responsabilidade social de empresas que apoiam a inclusão social pelo trabalho, para favorecimento da garantia do direito humano básico de forma solidária, coletiva, sustentável, criativa e através do respeito às diferenças.

Palavras-chave: Inclusão social pelo trabalho; Saúde mental; Culinária.


ABSTRACT

This article deals with the establishment of the Economic Development Outreach (EES) "Taste, Health and Livelihood," a successful construction network of coordinated actions between the services of the Psychosocial Care Network Guarulhos (RAPS) and intersectoral partnerships to creation of a new front of social inclusion through work for people in mental distress situation and family in the city of Guarulhos / SP. The project aimed to enhance the existing experiences of the component services of RAPS Guarulhos / SP, in an integrated and coordinated manner with different technologies. Since its conception, it was decided to constitute an inter space help and exchange of knowledge in the production and marketing of food products with viable conscious consumption. Its effectiveness demonstrates the ability to articulate local and inclusive needs with necessary incentives from federal, municipal including other departments besides health, as well as partnerships of social responsibility sector companies that support social inclusion through work, to favor the guarantee of basic human rights in solidarity, collective, sustainable, creative and through respect for differences.

Keywords: Social inclusion through work; Mental health; Cooking.


 

 

1 CONTEXTUALIZAÇÃO

A questão relativa ao universo do trabalho se faz presente nas discussões oriundas da saúde mental, uma vez que o trabalho representa para o sujeito um direito básico garantido na Constituição Federal, no entanto, ainda apresentam-se grandes dificuldades para se valer este direito. Nessa perspectiva, torna-se central produzir a partir da validação dos usuários percursos e contextos que sustentem, promovam e propiciem as possibilidades de consolidar projetos para a vida, para o acesso e exercício de direitos (KINOSHITA, 1996; NICACIO, 2003; ROTELLI, 1994; SARACENO, 2001 ).

É nesse contexto e nessa perspectiva que emerge a questão do direito ao trabalho e a complexidade dos desafios das experiências em curso, que visam à produção de projetos de trabalho com a inclusão das pessoas com transtornos mentais (ARANHA e SILVA, 1997; BRASIL, 2005; 2006; KINKER, 19997; NICACIO, 2003). Neste sentido, as experiências de projetos que fomentam a inclusão social pelo trabalho são estratégias potentes, pois visam praticamente reconstruir seus direitos através do aumento da autonomia, melhora na contratualidade social, bem como, também os resultados práticos indicam um maior fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

O agir cotidiano nas redes substitutivas e territoriais de atenção psicossocial, em geral e em particular, nos projetos de geração de trabalho e renda orientados para a produção de autonomia, de cidadania, de ampliação do poder de contratualidade e centrados nas pessoas com a experiência do sofrimento psíquico, tem propiciado o conhecer e efetivo aproximar-se de suas necessidades, e ao mesmo tempo, de seus saberes e recursos.

O empreendimento econômico solidário "Sabor, Saúde e Sustento", apoia-se nas estruturações históricas da reforma psiquiátrica brasileira e nas diretrizes de ação da Rede de Atenção Psicossocial - RAPS (BRASIL, 2011), pois busca na sua concepção uma atuação em rede no âmbito de parceiros intersetoriais, visando a garantia de direitos de cidadania e novas perspectivas para projetos de vida dos participantes. Na medida em que se amplia a tecnologia social de inclusão pelo trabalho através de novas frentes, como a de prestação de serviço da qual as oficinas de culinária possam gerar.

 

2 BREVE HISTÓRICO

No ano de 2013 o grupo de trabalhadores e gestores da RAPS definiu como estratégia: a construção de propostas de intervenção na cidade que tivessem a perspectiva de atuação conjunta e em rede.

Assim foram escritos projetos que participaram de dois editais do Ministério da Saúde, a saber: a II Chamada de Seleção de Fortalecimento do Protagonismo de Usuários e Familiares da RAPS e a IV Chamada para a Seleção de Projetos de Reabilitação Psicossocial - trabalho, cultura e inclusão social na Rede de Atenção Psicossocial, sob a consultoria de Leonardo Pinho, ligado na época pela Associação Saúde da Família.

O município conseguiu a aprovação de cinco projetos, sendo um deles, o de culinária, intitulado: "Sabor, Saúde e Sustento". A sua articulação e supervisão ficou a cargo da coordenação do Tear, dispositivo da RAPS que promove a inclusão social pelo trabalho e cultura.

O projeto previa primeiramente a capacitação em técnicas culinárias e também oficinas de princípios de economia solidária, com enfoque na construção de um empreendimento econômico solidário em culinária.

A motivação para estruturar o projeto no segmento gastronômico no contexto do município deu-se devido à organização de grupos terapêuticos nos CAPS's, sendo um deles com tentativa de geração de renda. Entretanto, os espaços de utilização para este fim ocorriam nas cozinhas dos serviços, sem adequações necessárias para evolução dos grupos. Soma-se a isso a prestação de serviço em culinária que o Tear já vinha almejando para a constituição de uma nova oficina de trabalho e prestação de serviço que viria a atender ao aumento na demanda, bem como,a avaliação positiva de outros empreendimentos econômicos solidários neste segmento produtivo da Rede de Saúde Mental e Economia Solidária, como NOT, NUTRARTE, NUPE e a Rede Delícias.

Em defesa do projeto de culinária, outra tese percebeu a possibilidade de uma maior autonomia da cozinha que veio a operar de forma articulada com diferentes públicos, estimulando a integração dos serviços e a otimização das estratégias já existentes, concomitantemente, proporcionando uma utilização mais apropriada do espaço, devido a organização da grade das diferentes atividades evitando a criação de espaços ociosos, mas sim criativos e produtivos.

Em paralelo ao desenvolvimento do projeto MS, a culinária obteve assessoria do Consulado da Mulher, setor de responsabilidade social da CONSUL, nas capacitações: Boas Práticas de Alimentação, a culinária na perspectiva da Economia Solidária e redes integradas de alimentação para 66 pessoas incluindo usuários e técnicos dos serviços de saúde mental do município.

As capacitações foram executadas no segundo semestre de 2014 obtendo grande êxito de representatividade dos serviços (CAPS AD II, CAPS Arco Íris, CAPS Alvorecer, CAPS Bom Clima, Tear, CAPS Osório Cesar, CAPSi Recriar). Foram realizadas formações teóricas e também práticas e contamos com apoio intersetorial do Fundo Social de Solidariedade, que nos emprestou a cozinha do Restaurante Escola através de um Termo de Sessão de uso pactuado com a Região de Saúde I Centro para desenvolvimento das aulas práticas. Os professores deste espaço também se beneficiaram dos cursos ministrados pelo Consulado da Mulher e contratantes, o que possibilitou novas trocas de saberes.

 

 

Vale destacar que as capacitações práticas foram ministradas por dois grupos da Rede Solidária do Consulado da Mulher, foram capacitadas a priori mulheres, que se beneficiaram da formação direta, ministradas pela entidade e que neste momento estavam na posição de capacitadoras, ocorrendo desta forma e mais uma vez, a troca em rede prevista na concepção dos princípios da economia solidária (BRASIL, 2005, SINGER, 2002).

A decisão do conteúdo para os cursos práticos foi fruto de uma análise conjunta dos articuladores do projeto e representantes do Consulado da Mulher, como: a saída de mercado nesta área, a durabilidade dos produtos e a possibilidade de organização de um buffet posteriori.

Foram formadas cinco turmas para a execução das aulas, vindo a garantir que as 66 pessoas pudessem ser capacitadas nas técnicas da culinária artesanal, possibilitando maior manuseio no preparo de compostas e geleias, bolos e pães e petifours doces e salgados. A formação ministrada pelas mulheres dos grupos Aromas & Sabores e AATRU Org, tal qual é apresentado abaixo.

 

 

Outra etapa do projeto com incentivo do MS era a adequação da instalação da cozinha em um espaço anexo CAPSi Recriar.

 

 

O espaço do CASPi Recriar foi pensado estrategicamente devido a localidade do equipamento, de fácil circulação de transporte e acesso para as pessoas das diferentes regiões de Guarulhos, além de dispor de uma espaço externo de simples estruturação para uma cozinha facilitando a participação de mães e/ ou responsáveis que acompanham os atendimentos de seus filhos no CAPS Infantil. Vale dizer que estas crianças e adolescentes muitas vezes encontravam-se em condição graves de saúde,inviabilizando especialmente as mães na inserção destas em espaços formais de trabalho. Neste sentido, com a oficina no mesmo local, viria a favorecer a participação delas em um empreendimento econômico e solidário, diminuindo a carga de preocupação com seus filhos, além, de integrar outras pessoas dos diferentes serviços para produção na oficina.

O projeto da cozinha foi desenhado pela tecnóloga de alimentos do Consulado da Mulher a fim de garantir o melhor aproveitamento do espaço e de estruturação de acordo com as normas vigentes.

 

 

Entretanto até o presente momento a reforma da cozinha encontra-se na fase de finalização, e neste ínterim, para não interromper as atividades do empreendimento econômico Sabor, Saúde e Sustento, a utilização do Restaurante Escola fez-se necessária.

 

3 TRANSIÇÃO DE UM "PROJETO" PARA EMPREENDIMENTO ECONÔMICO SOLIDÁRIO

No início de 2015, após a finalização das capacitações, e ainda com a cozinha não finalizada, uma reunião com técnicos e usuários dos serviços foi organizada com objetivo de estruturar os próximos passos.

O empoderamento dos cursos, a alta adesão dos participantes, o envolvimento dos diferentes serviços nesta etapa, os trabalhadores engajados, a assessoria direta Consulado da Mulher, além da necessidade municipal de se criar novas estratégias de inclusão pelo trabalho na perspectiva de prestação de serviço, foram decisivas para a continuidade de transpor as inspirações pedagógicas de um projeto para efetivação de um empreendimento econômico solidário (EES). Surgiu desta maneira o EES "Sabor, Saúde e Sustento".

Nesta fase quatro serviços estavam diretamente envolvidos: CAPS II Osório César, CAPS i Recriar, CAPS III Alvorecer e Tear, e CAPS AD III. Como a cozinha ainda não estava pronta, mantivemos a parceria com Fundo Social para continuidade do empréstimo da Cozinha do Restaurante Escola Getúlio Vargas, as segundas feiras.

Os técnicos se dividiram em escala para acompanhamento e para desenvolvimento do EES e 13 integrantes dos diferentes serviços aceitaram o desafio de colocar em prática os aprendizados, mesmo sendo apenas um período na semana para produção.

Inicialmente optou-se pela escolha da confecção de compostas e geleias que teriam maior durabilidade. Esta decisão foi assertiva, pois rapidamente foram comercializadas na loja do Tear e na Feira da Rede de Saúde Mental e Economia Solidária do Estado de São Paulo.

 

 

As parcerias com outros EES do Tear também foram fundamentais para melhorar a exposição dos produtos, bem como, embalagens e rótulos. A oficina de marcenaria produziu o expositor e a oficina de papel artesanal desenvolveu rótulos e tags para divulgação dos produtos.

Outro importante passo foi participar do Setorial de Alimentação, uma parceria da UNISOL BRASIL e da Prefeitura de São Paulo. O projeto Economia Solidária como Estratégia de Desenvolvimento foi desenvolvido de março a dezembro de 2015 com o objetivo do fortalecimento das redes de Economia Solidária atuantes da cidade de São Paulo. Uma vez que tais redes têm articulações que transcendem os limites municipais e regionais, participaram desse projeto empreendimentos de diversas regiões e cidades do Estado de São Paulo, entre eles as oficinas do Tear.Cada um dos sete setoriais foi sendo construído enquanto uma rede, a ser fortalecida, com ações de curto, médio e longo prazo.

O EES participou na medida do possível do setorial de alimentação e pode alçar grandes voos com a estreia da produção de um Buffet no Cine Belas Artes na abertura do evento/exposição "Design, Artesanato e a Cidade", com apoio da Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho Empreendedorismo de São Paulo, UNISOL Brasil, Coletivo Brasil Design e Associação Objeto Brasil.

 

 

Este primeiro buffet obteve muita aceitação do público e gerou vitrine para o EES, a realizar dois outros coffees em dias sequentes, também no Cine Belas Artes, e compôs o evento vinculado ao calendário da Design Weekend.

Este salto além de qualificar as ações desenvolvidas pelo EES gerou senso de auto eficácia nos integrantes, pois, acreditaram mais em suas capacidades e obtiveram um retorno significativo com a bolsa oficina, com divisão de 3coffees em apenas uma semana. Tais situações os colocaram em um lugar real de trabalho, em contato direto com o público através de seus fazeres gerando boa aceitação do serviço prestado.

O EES fechou o ano positivamente com execução de quatro coffees na cidade de São Paulo e outros bazares, porém recusamos outras solicitações por não dispormos de outros dias na cozinha para confecção dos produtos, situação que será sanada nos próximos meses com a finalização de nossa estrutura.

Ocorreram mais duas capacitações importantes para o ESS: capacitação em pasteurização de sucos e reaproveitamento de alimentos através da ONG AATRU ORG; e básico de panificação com a gerente Solange Miguel do CAPS AD da RAPS Guarulhos que também qualificaram a produção do EES.

Concomitante, EES também foi beneficiário de dois Editais que o ONG Design Possível participou, sendo um deles EcoUni– Inovação produtiva em REDE, que nos instigou para construção das fichas técnicas dos produtos, bem como, trouxe novas perspectivas para nossas embalagens.

Em novembro o EES Sabor, Saúde e Sustento participou de 4 bazares no mês de outubro na Secretaria de Saúde, através do memorial de Saúde Mental, além dos tradicionais bazares que o Tear participa no final de ano.

A partir de dezembro de 2015 estreou com barraca própria na Feira da Rede de Saúde Mental e Economia Solidária de São Paulo, por meio da venda de sucos pasteurizados.

 

 

4 PRÓXIMOS PASSOS

Com a estruturação da oficina, ou seja, com a cozinha devidamente instalada, a meta para 2016 é ampliar número de participantes para compor equipe de produção e também de prestação de serviços de buffet, além da ampliação e diversificação dos produtos comercializáveis para os clientes.

O EES objetiva também trabalhar na lógica justa e solidária através da aproximação do consumo de matéria prima orgânica e produtores da agricultura familiar de Guarulhos, bem como, do reaproveitamento da sobra de alimentos para compostagem de horta de temperos que iremos construir em parceria com o CAPS Recriar, nas suas dependências externa.

Os próximos passos também preveem ampliação da divulgação do EES em algumas frentes de prestação de serviço: kit lanches para festas de aniversários para escolas particulares, fidelizar novos clientes em Guarulhos na linha de buffet, ampliação em participação de feiras e produção de salgados e doces para futura Loja/Café.

A construção diversa deste EES com a representação de diferentes segmentos de trabalhadores, gestores e participantes engajados, além das relações saudáveis com parceiros intersetoriais, (públicos e privados) tem favorecido a defesa de um direito básico: o trabalho como aspecto inerente ao desenvolvimento humano, associado a construção da identidade e consolidação da autonomia e liberdade.

 

 

 

REFERÊNCIAS

ANTONUCCI, T. C. (2001). Social relations: an examination of networks, social support, and sense of control. In: WOODS, R. T. (orgs). Handbook of the clinical psychology of ageing. Chichester: John Wiley & Sons, p. 427-453.


ARANHA E SILVA, A. L. O projeto copiadora do CAPS: do trabalho de reproduzir coisas à produção de vida. Dissertação. Escola de Enfermagem, USP, 1997.


BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde Mental e economia solidária: inclusão social pelo trabalho. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.


BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação da área técnica em Saúde Mental. Rede de atenção psicossocial. Portaria 3088 de 23 de dezembro de 2011.


KINKER, F. S. Trabalho como produção de vida. Revista de Terapia Ocupacional da USP, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 42-48, 1997.


KINOSHITA, R. T. (1996). Contratualidade e reabilitação psicossocial. In: PITTA, A. M. F. (org.). Reabilitação psicossocial no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 55-9.


NICÁCIO, M. F. S. Utopia da realidade: contribuições da desinstitucionalização para a invenção de serviços de saúde mental. Tese (doutorado) Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, 2003.


SARACENO, B. Libertando identidades. Da reabilitação psicossocial à cidadania possível. Belo Horizonte/Rio de Janeiro: Te Corá Editora/Instituto Franco Basaglia, 2001.


SINGER, P. Introdução à Economia Solidária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002.


RIMOLI, J.; CAYRES, C. O. (orgs.). Saúde Mental e Economia Solidária Armazém das Oficinas: um olhar para além da produção. Campinas/SP: Medita, 2012.


ROTELLI, F. Superando o manicômio: o circuito psiquiátrico de Trieste. In: AMARANTE, P. (org.) Psiquiatria social e reforma psiquiátrica. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 1994.

 

 

Endereço para correspondência
Denise Castanho Antunes
E-mail: decantunes@hotmail.com

Artigo encaminhado: 15/03/2016
Aceito para publicação: 06/09/2016

 

 

1 Terapeuta ocupacional pela PUC- Campinas, Mestre em Gerontologia UNICAMP e especialista em Saúde pública e envelhecimento pela FSPUSP e Desenvolvimento integrativo do Ser: danças circulares e jogos cooperativos pela UNIPAZ Campinas e Faculdade Campos Elíseos. Coordenadora de Equipe Tear Guarulhos/SP.

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