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Revista Psicologia Organizações e Trabalho

versão On-line ISSN 1984-6657

Rev. Psicol., Organ. Trab. vol.19 no.1 Brasília jun. 2019

http://dx.doi.org/10.17652/rpot/2019.1.15424 

Pesquisa sobre riscos psicossociais no trabalho: estudo bibliométrico da produção nacional de 2008 a 2017

 

Research on psychosocial risks at work: a bibliometric study of brazilian national production from 2008 to 2017

 

Investigación sobre riesgos psicosociales en el trabajo: estudio bibliométrico de la producción nacional de 2008 a 2017

 

 

Carlos Manoel Lopes RodriguesI; Cristiane FaiadII

ICentro Universitário de Brasília, Distrito Federal, Brasil
IIUniversidade de Brasília, Distrito Federal, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A pesquisa sobre riscos psicossociais no trabalho tem se desenvolvido no mundo nas últimas três décadas na busca da compreensão desta classe de riscos ocupacionais. Afim de caracterizar este campo de pesquisa, realizou-se a análise bibliométrica da produção nacional de 2008 a 2017. Foram identificados 37 artigos que foram analisados quanto a área do periódico, evolução temporal, afiliação institucional dos autores, relações de coautoria, número de referências, número citações, tipo de estudo e instrumentos. Os indicadores bibliométricos foram analisados por meio de testes não paramétricos. Os resultados apontam para uma produção estacionária, com predomínio de publicações na área de Enfermagem e Saúde Coletiva. Identificou-se grupos isolados de pesquisadores e com baixa participação de pesquisadores da área de psicologia. Os estudos empíricos são majoritariamente descritivos e centrados em profissões da área de saúde. As conclusões apontam para necessidade de maior integração entre pesquisadores e desenvolvimento de projetos de pesquisa duradouros.

Palavras-chave: riscos ocupacionais; riscos psicossociais no trabalho; saúde do trabalhador.


ABSTRACT

The research on psychosocial risks at work has been developing in the world in the last three decades, in the attempt to understand this class of occupational risks. In order to characterize this field of study, the bibliometric analysis of the Brazilian national production from 2008 to 2017 was carried out. We identified 37 articles that were analyzed regarding the area of ​ ​the journal, temporal evolution, institutional affiliation, co-authoring relations, number of references, number of citations, type of study, and instruments. The bibliometric indicators were analyzed through non-parametric tests. The results indicate a stationary production, with a predominance of publications in the Nursing and Public Health area. We identified isolated groups of researchers, with low participation of researchers in the field of psychology. Empirical studies are largely descriptive and centered on health professions. The conclusions point to the need for greater integration between researchers and the development of long-term research projects.

Keywords: occupational risks; psychosocial risks at work; worker's health.


RESUMEN

La investigación sobre riesgos psicosociales en el trabajo se ha desarrollado en el mundo en las últimas tres décadas en la búsqueda de la comprensión de esta clase de riesgos. Para caracterizar este campo de investigación, se realizó el análisis bibliométrico de la producción nacional de 2008 a 2017. Se identificaron 37 artículos analizados en cuanto al área del periódico, evolución temporal, afiliación institucional, relaciones de coautoría, número de referencias y de citas, tipo de estudio e instrumentos. Los indicadores bibliométricos se analizaron por medio de pruebas no paramétricas. Los resultados apuntan a una producción estacionaria, con predominio de publicaciones en Enfermería y Salud Colectiva. Se identificaron grupos aislados de investigadores y con baja participación de la psicología. Los estudios empíricos son mayoritariamente descriptivos y centrados en las profesiones del área de salud. Las conclusiones apuntan a la necesidad de una mayor integración entre investigadores y el desarrollo de proyectos de investigación duraderos.

Palabras clave: riesgos ocupacionales; riesgos psicosociales en el trabajo; salud del trabajador.


 

 

Após a década de 1980, a literatura sobre saúde ocupacional tem incorporado, sob a denominação de riscos psicossociais, uma nova classe de ameaças a saúde do trabalhador derivadas da interação aspectos do trabalho, do trabalhador e do contexto social em que estão inseridos (Organização Internacional do Trabalho, 1984). O estudo desses riscos vem recebendo destaque em decorrência das rápidas mudanças que o trabalho vem passando desde então, além do aumento do registro de transtornos mentais relacionados ao trabalho (Corrêa & Rodrigues, 2017; Kortum & Leka, 2014; Stansfeld & Candy, 2006).

Os riscos psicossociais no trabalho configurados como situações negativas da interação entre as características do trabalho e as características dos trabalhadores, emoldurada pelo contexto social, podem ensejar diversos agravos à saúde física e mental dos trabalhadores, incluindo transtornos mentais e comportamentais, acidentes, suicídio e abuso de substância (Fischer, 2012; Kraemer, Stice, Kazdin, Offord, & Kupfer, 2001; Zanelli & Kanan, 2018). A gravidade dos danos à saúde dos trabalhadores depende, assim, da intensidade e do tempo de exposição aos fatores negativos da organização, denominados fatores de risco psicossociais (Moreno-Jiménez, 2011).

Neffa (2015) indica que ao mesmo tempo que trabalhadores, governos e empresários vem se atentando para a questão dos riscos psicossociais, ainda há um caminho a ser percorrido para a definição clara desses riscos e como as relações entre as variáveis se dão desde a organização do trabalho até o agravo à saúde propriamente dito. A condução de pesquisas em variados contextos de trabalho apresenta-se como necessária (Kubicek & Korunka, 2017), ainda mais em contextos em que as variáveis sociais instáveis, como as dos países em desenvolvimento, tornam o trabalho menos protegido (Oakman, Dollard, Shimazu, & Nordin, 2016), como no caso dos países latino-americanos (Antunes & Druck, 2015; Neffa, 2015; Pérez-Franco, 2016; Uribe, 2015).

A pesquisa nessa área tem assumido particular importância, pois, além de permitir compreender como as diversas variáveis se articulam na produção dos riscos, possibilita o desenvolvimento de estratégias de intervenção cientificamente respaldadas (Zanelli & Kanan, 2018). Ações preventivas e de intervenção desenvolvidas requerem a correta identificação e mensuração dos fatores de risco e a como esses interagem para o planejamento de estratégias eficazes (Leyton-Pavez, Valdés-Rubilar, & Huerta-Riveros, 2017), apesar da dificuldade desta mensuração (Weissbrodt & Giauque, 2017).

Dessa forma, no intuito de contribuir para a compreensão de como está estruturada a pesquisa brasileira sobre o tema, o objetivo deste trabalho é analisar a produção nacional sobre riscos psicossociais no trabalho, a partir de um estudo bibliométrico. Foram analisados os dados relativos a afiliação institucional dos autores, número de referências (nacionais e internacionais), tipo de estudo, método, instrumentos, o número citações recebidas, área e classificação do periódico no Qualis/Capes, evolução temporal, e relações de coautoria.

 

Método

Material

Foram analisados artigos publicados em periódicos brasileiros com foco em fatores de risco ou riscos psicossociais no trabalho, disponíveis na íntegra e indexados na base de dados do Google Acadêmico.

Procedimento

Realizou-se a pesquisa de artigos com utilização do software Publish or Perish 6 (Harzing, 2007) que realiza a busca a partir da base de dados do Google Acadêmico. Essa escolha foi feita como forma de alcançar a pesquisa localmente relevante, uma vez que muitos artigos que tratam de condições ou contextos regionais não são publicados em periódicos internacionais com alto fator de impacto e indexados em bases como o Web of Science (Hicks, Woutersb, Walmantb, Rijcke, & Rafolsc, 2015).

Como estratégia de busca foram utilizados os descritores "riscos psicossociais" OR "fatores psicossociais" OR "fatores de risco psicossociais" AND "trabalho" na opção all of the words do programa de pesquisa, uma vez que essa opção realiza a busca dos termos dos descritores em conjunto, mesmo que não estejam em sequência ou juntos. Os descritores foram utilizados apenas em português, visto que mesmo as revistas nacionais que publicam em outras línguas disponibilizam os resumos em português. A busca foi realizada contemplando título, resumo e palavras-chave, a fim de ampliar o alcance da busca. O período definido para busca foi de 2008 a 2017, contemplando assim os últimos dez anos.

Os critérios de inclusão dos artigos foram: a) estar publicado em periódico revisado por pares; b) o periódico ser nacional; c) trazer como tema central os fatores de risco ou riscos psicossociais no contexto de trabalho; e) estar disponível na íntegra. Foram excluídos: a) livros, capítulos, trabalhos apresentados em eventos, bem como teses e dissertações; b) artigos no prelo ou ahead of prints; c) tratar de fatores de risco ou riscos psicossociais em contextos que não o de trabalho.

A busca inicial retornou 997 registros que foram exportados para uma planilha eletrônica utilizando-se ferramenta própria do Publish or Perish.Os registros foram analisados manualmente e realizada a exclusão de duplicatas (n = 53); seguida da exclusão de publicações não brasileiras (n = 64); exclusão de teses e dissertações (n = 46); e a exclusão de outros documentos como capítulos, livros, e trabalho em eventos (n = 329). Por estarem indisponíveis, 100 documentos foram excluídos, somando assim 539 exclusões. Restaram 405 artigos cujos resumos foram analisados para verificação de adequação do tema aos critérios de inclusão, resultando, ainda, na exclusão de 368 artigos. Essa exclusão se deu ou por tratarem de contextos que não o de trabalho, ou por fazerem apenas menção aos fatores de risco ou riscos psicossociais no trabalho. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão restaram 37 artigos para análise (Figura 1).

 

 

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Procedimetos de análise dos dados

Aos 37 artigos selecionados foram aplicados os parâmentros de análise - ano de publicação, número e afiliação institucional dos autores, número de referências (nacionais e internacionais), tipo de estudo, método, instrumentos, tipo de análises, e referencial teórico predominante. O número de vezes que cada artigo foi citado em outros estudos também foi analisado. Os periódicos foram analisados quanto à área e classificação no Qualis/Capes, considerando-se a área específica da publicação, mesmo que essa fosse avaliada em mais de uma área.

Foram realizadas análises estatísticas descritivas e aplicação do teste não paramétrico de tendência da Mann-Kendall para análise dos dados temporais (Mann, 1945), e do teste não paramétrico de Kruskal-Wallis para análise do uso de referências por área de publicação. Na análise das relações de coautoria foi utilizado o pacote Igraph do software estatístico R, com aplicação do algoritmo de Fruchterman-Reingold (Csardi & Nepusz, 2006).

 

Resultados e discussão

Os 37 artigos selecionados foram publicados em 27 periódicos em cinco áreas diferentes: enfermagem (n = 13, 35,14%); saúde coletiva (n = 13, 35,14%); psicologia (n = 8, 21,62%); ciências agrárias (n = 1, 2,70%); engenharias I (n = 1, 2,70%); interdisciplinar (n = 1, 2,70%). Em relação ao extrato de classificação dos periódicos no Qualis/Capes tem-se quatro artigos publicados em periódico classificado como A1 (10,81%); 6 artigos em A2 (16,22%); 13 artigos em B1 (35,14%); 5 artigos em B2 (13,51%); 4 artigos em B3 (10,81%); 3 artigos em B4 (8,11%) e 2 artigos em C (5,41%). Dessa forma, 62,16% dos artigos foram publicados em periódicos com classificação superior a B1, com a Revista Latino-Americana de Enfermagem concentrando 3 dos 4 artigos publicados em A1. A Tabela 1 apresenta os dados dos artigos analisados. Essa distribuição por campos diferentes do conhecimento reflete o caráter multidisciplinar do estudo dos riscos psicossociais no trabalho, em concordância com o indicado por Neffa (2015).

A distribuição temporal dos artigos indicou a concentração de publicações no biênio 2012-2013, com 12 artigos (32,43%), conforme apresentado na Figura 2. Apesar do teste de tendência de Mann-Kendall indicar um resultado positivo (S = 6) o que indicaria uma tendência de crescimento do número de publicações, o fator de confiança (66,8%) não permite afirmar esse movimento. Assim, não foi possível identificar uma tendência de crescimento ou de diminuição na produção da área a partir do recorte temporal de 10 anos.

 

 

Quanto à autoria, os artigos analisados apresentam no máximo seis autores (M = 3,3; DP = 1,6) que somados perfazem 122 autores diferentes, vinculados a 52 instituições ou organizações diferentes: 18 IES públicas (33,96%); 13 IES privadas (24,53%); 18 órgãos da administração pública (35,85%); 1 organização não governamental (1,89%) e 2 universidades estrangeiras (3,77%). A Universidade de São Paulo (USP) aparece como vínculo institucional em 8 artigos (10,67%), seguida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mencionada em 5 artigos (6,67%). Essa concentração está refletida na distribuição regional dos autores e instituições, com a maior concentração na região Sudeste (54,7%), seguida de Sul (18,9%) e Nordeste (17,0%). As regiões Norte (3,8%) e Centro-Oeste (1,9%) foram identificadas com menor participação no volume de publicações.

Quando analisados a autoria e o ano de publicação é possível identificar que nos períodos de maior produção há publicação de mais de um trabalho pelo mesmo autor ou grupo de autores e que não se repetem em outros períodos. Esse dado pode indicar projetos de pesquisa pontuais e sem continuidade, situação similar a encontrada na psicologia organizacional e do trabalho (Borges-Andrade & Pagotto, 2010).

As relações estabelecidas entre coautores indicam a existência de grupos independentes (Figura 3), delimitados institucionalmente ou pela região geográfica. O maior grupo de autores, com 11 integrantes, publicou três artigos, e os outros dois grupos identificados com sete autores apresentaram dois artigos publicados por grupo. A ausência de autores de áreas influentes no campo da saúde do trabalhador pode estar relacionada ao fato de nem todas as áreas adotarem o termo riscos psicossocias com categoria de análise, ou ainda, pela tendência de certas áreas, como a psicodinâmica do trabalho, de publicar em outros formatos como capítulos e livros (Machado & Macêdo, 2016).

 

 

O número de citações dos artigos apresentou grande variação (M = 13,32; DP = 18,05; Máximo = 86; Mínimo = 0). Os artigos mais antigos foram os mais citados, com os 16 artigos publicados entre 2008 e 2012 acumulando 84,9% das citações (419 das 493 citações totais). Os três artigos mais citados representam 36,31% do total de citações, com 86 citações (Camelo & Angerami, 2008); com 47 citações (Zanelli, 2012); e com 46 (Souza et al., 2010). Apesar da importância do número de citações para análise da qualidade e impacto da produção (Hirsch, 2010), a análise das citações por cada autor não foi possível pelo fato de o Publish or Perish 6 não ter fornecido o índice individual de citações, provavelmente pelo motivo de nem todos os autores possuírem perfil pessoal no Google Acadêmico, mas tanto a concentração de artigos em alguns periódicos, quanto a concentração das citações em poucos artigos, são fenômenos já previstos em análises bibliométricas (Araújo, 2009).

A quantidade de referências utilizadas nos artigos variou de 14 a 63 (M = 29,13, DP = 12,72). Quando consideradas as áreas dos periódicos com maior número de artigos publicados, observa-se que os artigos publicados em periódicos de psicologia apresentam maior utilização de referências no total e de referências internacionais do que os publicados em periódicos da área de enfermagem e de saúde coletiva, conforme indicado na Tabela 2.

Apesar das diferenças observadas entre as áreas, só foi identificada diferença significativa, pelo teste de Kruskal-Wallis, no uso de referências totais (χ2 (2) = 7,666, p = 0,022). Para o uso de referências nacionais e internacionais não foi encontrada diferença significativa, respectivamente χ2 (2) = 0,458, p = 0,795 e χ2 (2) = 3,053, p = 0,217. Essas diferenças podem refletir a tradição de pesquisa de cada área tanto em relação às exigências de número mínimo e máximo de referências que os periódicos impõem, como preferência por referências nacionais ou internacionais, como identificado em áreas da psicologia (Borges-Andrade & Pagotto, 2010; Machado & Macêdo, 2016).

Foi identificado o predomínio de estudos do tipo descritivo e/ou exploratório com um total de 17 estudos (Tabela 3). Destes, 7 adotaram abordagem qualitativa, 9 utilizaram uma abordagem quantitativa, e 1 estudo utilizou método misto. Dos estudos qualitativos, 6 utilizaram entrevistas semestruturadas como técnica de coleta de dados, e aplicadas a amostras de no máximo 24 participantes; e 1 foi um estudo de caso a partir de um laudo médico-pericial. Já os estudos descritivos e/ou exploratórios quantitativos utilizaram questionários elaborados pelos próprios autores em 4 estudos; e em outros 5 aplicaram um ou dois instrumentos já conhecidos na área. No único estudo descritivo que utilizou método misto foram realizadas entrevistas semiestruturadas e aplicação do Health Safety Executive Indicator Tool (Bezzera & Lucca, 2017). A prevalência de estudos descritivos pode indicar que essa área de pesquisa ainda se encontra incipiente em nosso meio, dificultando a compreensão dos mecanismos de produção de danos e a consequente elaboração de ações preventivas (Leyton-Pavez, Valdés-Rubilar, & Huerta-Riveros, 2017).

 

 

Os estudos correlacionais encontrados buscaram identificar ligações entre fatores de risco psicossociais e estratégias de coping e bem-estar (Gomes, Santos, & Carolino, 2013); sintomas físicos e qualidade de vida (Kogien & Cedaro 2014); adição ao trabalho (Carlotto, 2011); afastamentos do trabalho (Silva Júnior & Fischer, 2015); ocorrência de burnout (Silva et al., 2015); e ocorrência de transtornos mentais (Greco et al., 2012). Esses estudos foram em sua totalidade quantitativos com aplicação de instrumentos, apenas o trabalho de Silva Júnior e Fischer (2015), além de dois instrumentos (o Job Stress Scale e o Effort-Reward Imbalance Questionnaire - ERI-Q) realizou a análise de laudos médico-periciais. A Tabela 4 apresenta todos os instrumentos identificados nesta pesquisa. A abordagem adotada nesses estudos se aproxima mais do indicado por Kraemer et al. (2001) como estratégia necessária para posterior identificação de possíveis relações de mediação ou moderação entre as variáveis.

 

 

Os instrumentos conhecidos utilizados especificamente para avaliação de fatores de risco psicossociais no trabalho foram o JCQ, o JSS, o HSE, o ERI-Q, e o Inventário de Estressores Ocupacionais. Os dois instrumentos mais utilizados (JCQ, JSS) e o HSE são baseados no modelo demanda-controle, mantendo a tendência da área de adoção desse modelo como referencial teórico (Lorente & Yeves, 2016; Zoni & Lucchini, 2012).

A Escala de Avaliação de Estressores Psicossociais no Contexto Laboral é apresentada por Ferreira et al. (2015) no relato do processo de construção da escala para avaliação de fatores de risco psicossociais no trabalho, também a partir do modelo demanda-controle. O fato de apenas um estudo ter por foco a construção de instrumento para avaliação de fatores de risco psicossociais no trabalho pode indicar uma lacuna na literatura em relação ao desenvolvimento e/ou adaptação de instrumentos adequados aos diversos contextos de trabalho em nossa realidade.

Os demais instrumentos foram utilizados para identificação dos riscos psicossociais, ou seja, resultantes da exposição aos fatores de risco, seja pela avaliação das alterações na saúde mental ou no comportamento dos trabalhadores (Maslach Burnout Inventory; DUWAS; Escala de Afetos Negativos no Trabalho; SRQ-20, Brief-COPE); seja na avaliação do bem-estar (WHOQOL-BREF) ou da satisfação no trabalho (Escala de Satisfação no Trabalho). Em linhas gerais, os métodos e técnicas adotados se alinham com estratégias usuais na área e identificados em estudos anteriores (Weissbrodt & Giauque, 2017, Neffa, 2015).

O conjunto de estudos empíricos (n = 24) apresenta maior concentração de pesquisas realizadas com profissionais da saúde, especificamente de enfermagem, como apresentado na Tabela 5. As amostras nos estudos quantitativos contaram em média com 188,41 participantes (DP = 121,77, Mínimo = 37, Máximo = 471) e nos estudos qualitativos com média de 14,17 participantes (DP = 8,11, Mínimo = 4, Máximo = 24). Apenas um estudo contou com amostra estratificada, e os demais utilizaram amostragem por conveniência. A concentração de estudos nas áreas da saúde, educação e segurança pública (66,67%) pode estar relacionada ao fato dessas categorias serem as mais mencionadas na literatura relativa a saúde mental no trabalho (Corrêa & Rodrigues, 2017), bem como a questão do acesso a amostra e alinhamento com a área de trabalho ou formação dos pesquisadores.

 

 

De forma similar aos estudos com profissionais de enfermagem, as revisões narrativas foram centradas no trabalho em enfermagem, com seleção de artigos com objetivo geralmente de identificar os fatores de risco e os riscos psicossociais do trabalho dessa categoria. Quanto às revisões sistemáticas, apenas a realizada por Cotian et al. (2014), apresenta a utilização de um método conhecido de revisão sistemática, nesse caso o Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). O fato de predominarem revisões narrativas e apenas uma revisão sistemática pode implicar resultados menos robustos nesses estudos (Zoltowski, Costa, Teixeira, & Koller, 2014).

 

Considerações finais

O estudo bibliométrico realizado teve como objetivo analisar a produção nacional sobre riscos psicossociais no trabalho nos últimos dez anos, ao que foi possível identificar características importantes dessa produção, bem como algumas lacunas. Entre as principais características estão a concentração da produção sobre o tema a algumas poucas profissões e a concentração da divulgação das pesquisas a poucas áreas. Outra característica importante identificada foi a concentração geográfica dos autores, com grupos delimitados e com pouca relação entre instituições. A essas características soma-se a tendência de realização de estudos descritivos ou exploratórios. Desses resultados derivam os principais gargalos na área, como o isolamento entre os grupos de autores e a pouca continuidade dos estudos. Sendo esta, portanto, uma área ainda em construção, que necessita ultrapassar os limites identificados, incluindo: a) maior diversidade de categorias profissionais a serem investigadas; b) investimento no desenvolvimento de instrumentos para estudo do fenômeno; c) a constituição de projetos de longo prazo; e d) estabelecimento de redes mais diversificadas de pesquisadores, envolvendo redes multidisciplinares de pesquisa.

Este estudo apresentou limitações relativas à própria ferramenta de pesquisa, que apesar de abrangente, o programa utilizado na busca não acessa bases ou periódicos que não estejam indexados no Google Acadêmico. Além disso, os estudos bibliométricos estão em desenvolvimento constante incorporando desenvolvimentos teóricos e metodológicos (Araújo, 2009), o que, por si só limita este estudo pelo uso de apenas algumas das ferramentas possíveis.

Dessa forma, alguns direcionamentos para aprofundamento são importantes. O primeiro diz respeito à análise da rede de citações e como os diversos autores citam-se entre si, por ser esse um importante indicador da influência dos pesquisadores (Hirsch, 2010). Estender a busca e análise a outros tipos de documento como teses, dissertações e livros, pois nem todas as áreas apresentam os mesmos padrões de divulgação da produção (Hicks, et al., 2015; Machado & Macêdo, 2016), e associar diferentes estratégias de análise de produção, como a revisão sistemática à bibliometria, constituem-se como mais dois pontos a serem desenvolvidos. Para futuros estudos sugere-se ampliar a pesquisa para abarcar a literatura internacional com a inclusão da análise do fator de impacto como variável analisada.

 

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Endereço para correspondência:
Carlos Manoel Lopes Rodrigues
Centro Universitário de Brasília, Curso de Psicologia, Campus Asa Norte
SEPN, 707/907
70790-07, Brasília, DF - Brasil
E-mail: prof.carlos.manoel@gmail.com

Recebido em: 30/03/2018
Primeira decisão editorial em: 12/06/2018
Versão final em: 19/06/2018
Aceito em: 05/07/2018

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