SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.2 número2Operações motivadoras e atenção social: Eventos relevantes para comportamentos-problema de esquizofrênicosAnálise do comportamento aplicada: Interface entre ciência e prática? índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Perspectivas em análise do comportamento

versão On-line ISSN 2177-3548

Perspectivas vol.2 no.2 São Paulo  2011

 

ARTIGOS

 

Comportamento e cultura na perspectiva da análise do comportamento

 

Behavior and culture: The behavior analytic perspective

 

Comportamiento y cultura en la perspectiva del análisis del comportamiento

 

 

Maria Amalia Pie Abib Andery

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O presente artigo visa a discutir a perspectiva da análise do comportamento para o estudo da cultura. Apresenta-se, inicialmente, o histórico de estudos que tiveram como objeto de estudo o comportamento humano em contextos sociais. Tais estudos foram fundamentais para a compreensão do comportamento social e verbal, demonstrando o potencial explanatório e tecnológico da análise do comportamento. No entanto, os esforços iniciais de investigação sobre comportamento social e sobre o ambiente social (ou a cultura) tomaram a cultura como o contexto no qual comportamento individual ocorre e como variável independente que participa de maneira um tanto vaga do controle do comportamento operante. Apenas tardiamente, discutiu-se na análise do comportamento a possibilidade de se tomar a cultura como foco central de análise, operando uma inversão em relação ao enfoque que tradicionalmente se assume no estudo do comportamento: a cultura passa a ser assumida como o terceiro nível de determinação do comportamento, passa a ser variável dependente. Quando a cultura, ou o ambiente social, passa a ser tomada como fenômeno que precisa ser compreendido para que se possa, de fato, incluí-lo – posteriormente – como determinante do comportamento, surgem novas possibilidades conceituais e de investigação empírica. O artigo termina apontando possibilidades de pesquisas que consideram a cultura como objeto de estudo legítimo da análise do comportamento.

Palavras-chave: seleção cultural, cultura, análise do comportamento


ABSTRACT

This article discusses culture as a subject matter in behavior analysis. A historical overview of behavior analytic studies of human behavior in social contexts is presented. These studies were of foremost importance in the fields of social and verbal behavior and showed the explanatory and technological powers of behavior analysis. Nevertheless, these initial research efforts on social behavior and social environment (or culture) emphasized culture as the mere context in which individual behavior occurred: Culture was viewed as an independent variable acting upon individual operant behavior in a somewhat vague controlling manner. Only later in the behavior analysis field culture was taken as a subject matter that should be treated as a legitimate subject matter. A new perspective in the study of behavior was thus presented: Culture was defined as a third level in the determination of human behavior and was taken as a "dependent variable". Some of the research and theoretical possibilities that emerged form such new perspective of the relationships between human behavior and culture are presented and culture is presented as a legitimate subject matter in behavior analysis.

Keywords: Cultural Selection, Culture, Behavior Analysis


RESUMEN

El presente artículo visa discutir la perspectiva del análisis del comportamiento para el estudio de la cultura. Presentase, inicialmente, el histórico de estudios que tuvieran como objeto de estudio la conducta humana en contextos sociales. Tales estudios han sido fundamentales para la comprensión de la conducta social y verbal, demostrando el potencial explicativo y tecnológico del análisis del comportamiento. No obstante, los esfuerzos iniciales de investigación sobre conducta social y sobre el ambiente social (o la cultura) tomaran la cultura como contexto en el cual conducta individual ocurre y como variable independiente que participa de manera un tanto inestable en el control de la conducta operante. Solamente tardíamente, se discutió en análisis del comportamiento la posibilidad de tomarse la cultura como foco central del análisis, operando una inversión en relación al enfoque que tradicionalmente se asume en el estudio del comportamiento: la cultura pasa a ser asumida como el tercer nivel de determinación de la conducta, pasa a ser "variable dependiente". Cuando la cultura o ambiente social, pasa a ser tomada como fenómeno que necesita ser comprendido para que pueda, de facto, incluirlo – posteriormente – como determinante de la conducta surgen nuevas posibilidades conceptuales y de investigación empírica. El artículo termina apuntando posibilidades de pesquisas que consideran la cultura como objeto de estudio legitimo del análisis de la conducta.

Palabras clave: Selección Cultural, Cultura, Análisis de la Conducta.


 

 

Como já se disse seguidamente, o objeto de estudo da análise do comportamento é o comportamento, entendido como objeto por si mesmo e não como fenômeno que revela outros fenômenos de interesse (Skinner, 1938, 1953). Nesta perspectiva, produziu-se desde os anos 1930 um corpo de conhecimentos sobre o comportamento dos organismos e sobre o comportamento humano de indiscutível valor científico (Andery, 1990, 1993a, 1993b; Andery & Sério, 2002; Blackman, 1991). Este corpo de conhecimento constitui-se como um discurso que descreve comportamento individual e como tecnologia que permite intervenção efetiva sobre uma grande diversidade de problemas e questões comportamentais.

 

Comportamento Humano em Contextos Sociais como Objeto de Estudo da Análise do Comportamento

Dada a ênfase em uma posição analítica e experimental, considerada vital para o desenvolvimento de um referencial teórico sistemático e coerente (Skinner, 1938, 1953), parte relevante deste conhecimento baseou-se em trabalhos experimentais conduzidos em laboratório, com espécies não humanas. Tal característica não pode ser confundida com um suposto interesse especial ou exclusivo pelo comportamento de tais espécies, uma vez que na própria constituição da análise do comportamento destacou-se o compromisso com a construção de uma ciência ou um corpo teórico científico explicativo do comportamento humano (Andery, 1990, 1993b; Malagodi, 1986; Richelle, 1981; Skinner, 1945, 1947, 1981). Ao contrário do que parece, a postura analítica, a defesa do método experimental e a prática de pesquisa fortemente assentada em trabalhos experimentais com sujeitos não humanos levaram ao desenvolvimento de um corpo conceitual teórico com forte poder explanatório sobre o comportamento humano (Skinner, 1974, 1978, 1987a, 1989) e promoveram o desenvolvimento de tecnologias de intervenção sobre o comportamento humano em diversos contextos (ver especialmente Baer, Wolf & Risley, 1968, 1987; Branch & Malagodi, 1980; Guerin, 1992a; Lamal, 1991; Michael, 1980; Pierce & Epling, 1980).

Duas implicações importantes dessa história merecem destaque. A primeira delas foi a frequente crítica que afirmou a análise do comportamento como teoria e como prática reducionista e simplista (Richelle, 1981; Skinner, 1974). Não é do escopo deste trabalho a discussão desta crítica que tem sido, por sua vez, extensa e efetivamente comentada e rebatida (Blackman, 1991; Glenn, 1991; Guerin, 1992a; Lamal, 1991; Malagodi, 1986; Malagodi & Jackson, 1989; Morris, Smith & Altus, 2005; Morris, Todd, Midgley, Schneider & Johnson, 1990; Pierce, 1991; Sério, 1997). A segunda implicação que decorreu da maneira como a análise do comportamento se constituiu foi a enorme predominância do estudo do comportamento que não é mediado socialmente e um relativo atraso no estudo de comportamentos mediados, de suas complexidades e seus efeitos e de seu papel na produção da cultura e, neste sentido, do próprio homem (Andery, 1990, 1993a, 1993b, 1997a; Michael, 1984; Richelle, 1981).

No entanto, nenhuma dessas implicações derivou diretamente do trabalho de Skinner (1945, 1947, 1948) ou de seus contemporâneos (Keller & Schoenfeld, 1950), que desde os anos 1940 reconheceram explicitamente o papel central do comportamento social e do comportamento verbal na descrição e na explicação do comportamento humano. Mais ainda, a partir dos anos 1950, de fato, Skinner tomou o comportamento social e o comportamento verbal como foco central de seu interesse, continuamente escrevendo sobre o tema e seguidamente argumentando que a compreensão de suas particularidades seria indispensável para a compreensão do homem e do comportamento humano (Skinner, 1953, 1957, 1974, 1978, 1987a).

Também não seria correto afirmar que a prática dos analistas do comportamento – em contextos aplicados e na pesquisa básica – seria diretamente responsável pela equivocada avaliação que aponta a análise do comportamento como descomprometida com contextos sociais complexos, ou incapaz de apresentar soluções para problemas humanos complexos. Desde (pelo menos) os anos 1960, analistas do comportamento discutiram conceitual e metodologicamente as possibilidades da análise do comportamento como sistema explicativo que embasaria pesquisa e intervenção relacionadas a questões humanas e sociais (Burguess & Bushell, 1969; Cohen & Filipczak, 1971; Holland, 1978; Kunkel, 1970; Ulrich, Stachnik & Mabry, 1966).

Também, mais uma vez especialmente desde os anos 1960, publicaram-se inúmeros relatos de intervenção na perspectiva da análise do comportamento nos quais se destacam o esforço prático de solução de problemas aplicados que envolvem questões sociais amplas e complexas (e.g., Agras, Jacob & Lebedeck, 1980; Burgess, Clark & Hendee, 1971; Chapman & Risley, 1974; Clark, Burgess & Hendee, 1972; Cohen & Filipczak, 1971; Everett, Hayward & Meyers, 1974; Geller, Farris & Post, 1973; Greene, Rouse, Green & Clay, 1984; Kohlenberg & Phillips, 1973; McSweeny, 1978; Powers, Osborne & Anderson, 1973; Schnelle & Lee, 1974; Schnelle, Kirchner, McNees & Lawler, 1975; Seekins et al., 1988; Weisberg & Waldrop, 1972). Todos esses trabalhos reflexivos, metodológicos e aplicados adiantaram interpretações e análises que contribuíram para a compreensão do comportamento social e verbal e, em certa medida, demonstraram o potencial explanatório e tecnológico da análise do comportamento (Otero, 2002).

Ademais, a partir dos anos 1970 e 1980, houve um esforço sistemático de cientistas analistas do comportamento com a construção de um corpo de conhecimento que toma como seu objeto central o comportamento humano caracterizado como comportamento social, mantido por contingências entrelaçadas. Neste contexto, foram publicados inúmeros trabalhos cujo foco de interesse são fenômenos sociais humanos complexos e que reconhecem que tal foco envolve necessariamente buscar soluções para dificuldades conceituais e metodológicas enfrentadas pela análise do comportamento neste âmbito (ver, por exemplo, Dinsmoor, 1992; Glenn, 1985, 1986, 1988, 1991; Glenn & Malagodi, 1991; Guerin, 1992a, 1992b; Kunkel, 1983, 1985, 1986; Lamal, 1991, 1997; Lee, 1999; Lloyd, 1985; Malagodi; 1986; Malagodi & Jackson, 1989; Mattaini, 2004; Mattaini & Thyer, 2002). No Brasil, ocorreu movimento semelhante, na direção de um crescente número de trabalhos conceituais e empíricos orientados pela análise do comportamento com foco em questões sociais e na cultura (Abreu, 1990; Alves, 2006; Amorim, 2010; Andery, 1990, 1993a, 1993b, 1997a, 1997b, 2001a; Andery, Micheletto & Sério, 2005; Andery & Sério, 1997a, 1997b, 1997c; Brocal, 2010; Bullerjhann, 2009; Caldas, 2009; Costa, 2001; Dittrich & Abib, 2004; Echague, 2006; Faleiros, 2002; Gadelha, 2010; Holpert, 2004; Kurokawa, 2009; Leite, 2009; Lima, 2002; Macedo, 2004; Martone, 2003; Martone & Todorov, 2005; Otero, 2002; Pereira, 2008; Sampaio, 2008; Sampaio & Andery, 2010; Tadaiesky, 2010; Todorov, 1987, 2005, 2006; Todorov & Moreira, 2004; Tourinho, 2009; Vichi, 2004; Vichi, Andery & Glenn, 2009; Vieira, 2010).

Talvez o crescimento de publicações sobre questões sociais e comportamento humano neste período se explique pela própria produção de Skinner nos anos 1970 e 1980. Publicações tais como os livros Beyond Freedom and Dignity (1971) e About Behaviorism (1974) e o artigo "Selection by Consequences" (1981) possivelmente tiveram impacto importante sobre os analistas do comportamento: reafirmaram a necessidade de se tomar a cultura e as relações e fenômenos sociais como legítimo problema de estudo na análise do comportamento e ofereceram explicitamente um caminho interpretativo para as difíceis questões do modelo de causalidade e da natureza dos fenômenos sociais humanos. Desde então, cresceram sistematicamente publicações em análise do comportamento sobre contingências entrelaçadas e as relações entre comportamento individual e sociedade - o que se expressa, inclusive, pela publicação de novos periódicos como, por exemplo, Behavior and Social Issues1, patrocinado por um grupo que se intitula Behaviorists for Social Responsibility.

Também há que se destacar que no âmbito específico da análise experimental do comportamento desenvolveu-se um novo enfoque sobre comportamento social e contingências entrelaças já a partir dos anos 1960, quando se identificam pelo menos duas linhas de pesquisa sobre comportamento social, mais especificamente sobre cooperação. Dois grupos de pesquisa publicaram, principalmente nas décadas de 1970 e de 1980, uma série de trabalhos experimentais com participantes humanos nos quais se preocuparam em desenvolver uma definição do que seria cooperação e estudar as variáveis que controlariam relações sociais de cooperação. (São relacionados como um grupo os trabalhos de Hake, Donaldson & Hyten, 1983; Hake, Olvera & Bell, 1975; Hake & Schmid, 1981; Hake & Vukelick, 1972, 1973; Hake, Vukelich & Kaplan, 1973; Hake, Vukelich & Olvera, 1975; Schmid & Hake, 1983. Outro conjunto de trabalhos sobre o tema inclui os artigos de Schmitt, 1976, 1984, 1987; Schmitt & Marwell, 1968, 1971a, 1971b).

No entanto, os esforços de investigação sobre comportamento social e sobre o ambiente social (ou a cultura) tiveram como sua principal característica o enfoque sobre o comportamento individual e tenderam a tomar a cultura apenas como variável ou conjunto de variáveis que participa da constituição do comportamento. Ou seja, os focos de estudo, interpretação e intervenção em todos os trabalhos mencionados até aqui mantiveram-se no comportamento e no indivíduo: a cultura foi tomada como o contexto no qual comportamento individual ocorre e, no melhor dos casos, como variável independente que participa de maneira um tanto vaga do controle do comportamento operante.

Essas características de maneira alguma desmerecem os trabalhos referidos até o momento. Pelo contrário, indicam reflexão e tentativa de produção de conhecimento sistemáticas sobre as possibilidades abertas pelo sistema conceitual da análise do comportamento e pelo behaviorismo radical para a interpretação do comportamento humano no contexto social e cultural. São trabalhos que produziram resultados promissores, os quais sugerem que o referencial teórico da análise do comportamento possibilita a intervenção em contextos complexos e, assim, contribuíram de maneira importante para ampliar o escopo de estudo e de intervenção da análise do comportamento (Biglan, 1995; Ellis, 1991; Geller, Winett & Everett, 1982; Glenn & Malott, 2004; Guerin, 1994b, 2001, 2003; Guerin & Miyazaki, 2006; Ishaq, 1991; Lamal, 1991, 1997; Krull & Pierce, 1997; Kunkel, 1983, 1985, 1986, 1991; Kunkel & Lamal, 1991; Laitinen & Rakos, 1997; Malott, 1988; Mallot & Glenn, 2006; Mattaini, 2004; Nevin, 1991; Pierce, 1991; Rakos, 1991, 1992, 1993; Ulman, 2006).

 

Cultura como objeto de estudo do analista do comportamento.

Mas, quando o analista do comportamento toma a cultura ou os chamados fenômenos sociais como foco central de suas análises, opera-se uma inversão em relação ao enfoque que tradicionalmente se assume no estudo do comportamento: a cultura, antes tomada como variável independente, como determinante ambiental do comportamento, passa a ser assumida como o terceiro nível de determinação do comportamento, passa a ser variável dependente. A cultura, ou o ambiente social , passa a ser tomada como fenômeno que precisa ser compreendido para que se possa, de fato, incluí-lo – posteriormente – como determinante do comportamento. O comportamento humano, por sua vez, passa a ser tomado como fenômeno que só poderá ser descrito em toda sua complexa interação com o ambiente quando puder ser descrito como determinado (e determinante, é claro) pelo ambiente social ou cultura (Skinner, 1981, 1987a).

Definida por Skinner (1953) como o conjunto das contingências sociais de um grupo, a cultura é tomada como parte constitutiva do comportamento dos seres humanos, uma vez que todo comportamento humano é visto como produto também de uma história cultural2. Destaca-se aqui que cultura, definida como interações comportamentais entre indivíduos (contingências sociais), torna-se, ela mesma, entrelaçamento de contingências de reforçamento (de comportamentos) e seus produtos, portanto, nosso legítimo objeto de estudo.

Uma cultura define-se, portanto, como uma entidade abstrata que tem temporalidade indefinida, mas que certamente envolve práticas comportamentais e produtos destas práticas – que são fenômenos comportamentais e ambientais - que se reproduzem entre indivíduos e gerações de indivíduos. Uma cultura é constituída de miríades de práticas culturais, definidas como padrões de comportamento aprendido que se reproduzem entre indivíduos e gerações de indivíduos (ver a este respeito Glenn, 2001).

Argumenta-se na análise do comportamento que comportamento é, por definição, um fenômeno individual, que ocorre no indivíduo. Neste sentido, poder-se-ia defender que não é legítimo o estudo de fenômenos culturais ou de práticas culturais no âmbito da análise do comportamento, uma vez que o estudo da cultura, por definição, toma como seu objeto um fenômeno que envolve comportamentos de múltiplos indivíduos, mas não se limita aos comportamentos tomados individualmente. Contrariamente a tal posição, assume-se aqui que a cultura e as práticas culturais que a compõem são fenômenos comportamentais no sentido de que comportamentos individuais são unidades a partir das quais se constituem tais práticas; mas, no caso das práticas culturais, as unidades comportamentais – elas mesmas entendidas como relação indivíduo/ambiente - constituem-se em novas unidades. Assim, a cultura ou as práticas culturais são definidas como um fenômeno supracomportamental que precisamos compreender para compreender o próprio comportamento humano. Culturas, por sua vez, só podem ser devidamente descritas como fenômeno tomando em conta o fato de que se constituem elas mesmas de comportamento operante.

Esse argumento é semelhante àquele que Skinner implícita ou explicitamente defendeu, especialmente a partir do artigo "Selection by Consequences", quando estabeleceu definitivamente o modelo causal de seleção por consequências como modo de causação a ser adotado pela análise do comportamento. Com este movimento, a cultura passa a ser tomada não somente como uma das variáveis determinantes do comportamento individual, mas também como objeto de investigação legítimo de uma ciência analítico-comportamental. O mesmo argumento também foi defendido por Glenn (1999, 2001, 2003, 2004), que ressaltou a necessidade de discussão das unidades de análise de seleção cultural e, neste contexto, propôs o conceito de metacontingências. Sua tentativa foi de formular uma estrutura conceitual unificada para a análise do comportamento social, propiciando também possibilidades para o planejamento de práticas culturais. Entretanto, tal posição envolveu um conjunto de problemas e de implicações.

O primeiro problema enfrentado pelo analista do comportamento no estudo da cultura e das práticas culturais foi o de reconhecer que há dados, teorias, explicações e conhecimentos sobre o fenômeno cultural, produzidos externamente à análise do comportamento, que não podem ser simplesmente recusados pelo analista do comportamento. Há que buscar na antropologia, na sociologia, na história e em outras ciências sociais e biológicas aqueles sistemas e aqueles conjuntos de dados que auxiliam o analista do comportamento a contatar e interrpetar os fenômenos sociais ou culturais (Glenn, 2001; Guerin, 1992b; Kunkel, 1983; Malagodi & Jackson, 1989). Tal tarefa tem sido enfrentada por alguns analistas do comportamento e há alguma literatura acumulada que sugere a possibilidade de tomarmos partido de conhecimentos já produzidos (Andery & Sério, 2003, 2006; Blackman, 1991; Glenn, 1985, 1988; Guerin, 1992a; Hull, Langman & Glenn, 2001; Lamal, 1999; Lloyd, 1985; Parrott & Hake, 1983; Vargas, 1985; Vyse, 2001). Antropólogos como, por exemplo, Harris (1974, 1979, 1980, 1981, 1989), sociólogos como Gergen, Mead ou Elias (1987, 1939/1996), bem como alguns biólogos (Diamond, 2001, 2005; Richerson & Boyd, 2005) vêm sendo lidos e discutidos por analistas do comportamento.

Ademais, as tentativas de abordar a cultura como objeto de estudo legítimo da análise do comportamento originaram sugestões de algumas aproximações empíricas e conceituais entre a análise do comportamento e estes sistemas teóricos e já há alguns poucos estudos empíricos conduzidos por inspiração de alguns destes mesmos sistemas (Baum, Richerson, Efferson & Paciotti, 2004; Vichi, 2004; Vichi, Andery & Glenn, 2009). Certamente, a discussão de novas aproximações entre análise do comportamento e sistemas teóricos de outras ciências sociais, humanas e biológicas já apontadas na literatura, bem como a reflexão e estudos sistemáticos com relação a sistemas até aqui não explorados deveriam fazer parte dos programas de pesquisas daqueles interessados no estudo da cultura como determinante do comportamento.

O segundo problema enfrentado pelo analista do comportamento que toma a cultura como seu objeto de estudo diz respeito à sua unidade de análise. De um lado, não há por que abandonar o comportamento operante e a contingência tríplice como unidade de descrição e de análise do objeto de estudo que é o comportamento. Mas, por outro lado, no caso do comportamento humano e especialmente quando se investigam cultura e contingências sociais, não há como desprezar, desconsiderar, ou desconhecer que toda contingência relevante é parte de outras contingências. Ou seja, as contingências relevantes são contingências entrelaçadas e a unidade de análise com a qual se trabalha torna-se necessariamente mais complexa, envolvendo pelo menos duas ou mais contingências e suas interações.

A própria definição de cultura com que o analista do comportamento trabalha implica a tese de que o comportamento humano sempre envolve contingências sociais (Skinner, 1953, 1969a, 1969b); portanto, contingências nas quais outros indivíduos são o ambiente comportamentalmente relevante. Tal definição origina problemas conceituais: (a) qual é, afinal, nossa unidade de análise enquanto unidade de trabalho e enquanto "menor parte na qual fragmentar" o fenômeno de nosso interesse?; (b) qual é a unidade de análise enquanto conceito unitário que descreve tal fenômeno, com a qual se deve trabalhar no tratamento da cultura?

A resposta a essas questões circunscreveu o trabalho que se fez e dela, em parte, depende o escopo do trabalho a ser feito e do conhecimento a ser produzido (Glenn, 1988, 1991, 2003, 2004; Kunkel, 1970; Mattaini, 1996, 2004; Mattaini & Thyer, 2002).

 

A Noção de Metacontingências e o Estudo da Cultura na Análise do Comportamento

Entre aqueles que investigam fenômenos sociais ou a cultura na análise do comportamento, há hoje algumas diferenças importantes em relação a esta questão da unidade de análise. Enquanto autores como Mattaini (1996, 2004), Biglan (1995), Guerin (1992a, 1992b, 1994b) ou Pierce (1991) propõem soluções para a questão da unidade de análise que não envolvem novas proposições conceituais, Glenn se destacou por uma produção sistemática na qual aborda a questão de outra maneira.

Em 20 anos de publicações, Glenn (1985, 1986, 1988, 1991, 2001, 2003, 2004) discutiu a necessidade de se incluir na análise do comportamento a questão da cultura, das práticas culturais e de sua seleção e, ao fazê-lo, propôs uma distinção entre contingências entrelaçadas, macrocontingências e metacontingências. Tal proposição permite que se identifiquem nas práticas culturais diferenças que não se resumem aos seus conteúdos, mas que refletem processos distintos, no sentido de que as unidades mínimas que descrevem práticas culturais tornam-se mais complexas. A diferentes práticas culturais poderiam, então, corresponder diferentes unidades de variação e seleção (Andery, Micheletto & Sério, 2005; Glenn, 2003, 2004; Sampaio & Andery, 2010).

Essas distinções – ainda em elaboração – baseiam-se em supostos que são coerentes com a análise do comportamento (e que foram em certo sentido adiantados por Skinner, por exemplo, em 1981, 1987b, 1987c) e, simultaneamente, fortalecem concretamente a possibilidade de investigação de fenômenos até aqui tomados como irredutíveis ao paradigma da análise do comportamental, como é o caso de muitas práticas culturais complexas. Assim, ainda que muitos autores tenham adiantado instigantes interpretações de práticas culturais na perspectiva da análise do comportamento, a proposição de Glenn avança a área porque obriga o debate sobre a descrição e o estudo da cultura e porque conduz à necessidade de desenvolvimento de práticas de pesquisa que contribuam para a elaboração conceitual.

O compromisso da análise do comportamento com a produção de dados via investigação sistemática e, preferencialmente, via investigação experimental torna metodologicamente necessário que se testem as proposições adiantadas por Glenn antes que possamos recusá-las ou aceitá-las incondicionalmente e para que possamos refiná-las.

 

O Momento Presente

Assim como a publicação de Verbal Behavior (Skinner,1957) causou impacto conceitual e metodológico sobre a pesquisa de analistas do comportamento sobre a linguagem, os quais precisaram enfrentar questões para as quais não tinham soluções prontas (Andery, 2001b; Andery & Sério 1987, 2001), assim também a necessidade de abordar a cultura como objeto de estudo (Skinner, 1981) vem causando impactos similares. Como tratar de fenômenos tão complexos, que se estendem no tempo e entre indivíduos, que são "transmitidos" entre gerações (horizontal, vertical e obliquamente) e diante dos quais temos pouco ou nenhum controle? Como enfrentar os problemas de controle de variáveis (os quais precisam ser enfrentados se pretendemos ir além da simples pesquisa reflexiva ou interpretativa)?

Além dos estudos interpretativos de Skinner sobre a cultura (e.g., Guerin, 1994a, 2001, 2003; Lamal, 1991, 1997; Skinner, 1972a, 1972b, 1978, 1987b, 1987c, 1989) e da possibilidade explorada por ele em Walden II (Skinner, 1948), de realização de um "experimento de escrivaninha" (Andery, 1990), duas outras possibilidades têm sido aventadas (aqui, como em outras áreas que colocam desafios semelhantes). A primeira delas envolve a realização de "experimentos naturais" (Biglan, 1995; Campbell, 1969; Guerin, 1994b; Kunkel, 1983, 1985, 1986, 1991; Laitnen & Rakos, 1997; Sampaio, 2008; Sampaio & Andery, 2010; Todorov, 1987, 2005, 2006), ou seja, a sistematização e a interpretação de dados empíricos coletados em pelo menos duas circunstâncias diferentes por razões alheias ao problema de pesquisa em foco, quando uma variável conhecida e considerada relevante só está presente em parte da coleta - foi manipulada. Tais experimentos são possíveis sempre que dados sobre práticas culturais são sistematicamente coletados e registrados e quando a experimentação também foi sistematicamente descrita.

Outra possibilidade é a de realizar "experimentos reais", segundo a tradição da análise do comportamento. Tal possibilidade já foi explorada com algum sucesso em relação a questões que pareciam desafiar a experimentação, como alguns chamados fenômenos cognitivos (Epstein, 1981) e, muito recentemente, passou a ser testada por analistas do comportamento interessados na descrição de práticas culturais e da cultura (Baum, Richerson, Efferson & Paciotti, 2004; Vichi, 2004; Ward, Eastman & Ninness, 2009). De modo semelhante, ainda que segundo perspectiva um pouco distinta, antropólogos vêm empregando as mesmas estratégias de pesquisa (ver, por exemplo, Boyd & Richerson, 2005).

 

Referências

Abreu, J. L. C. (1990). Controle dos resíduos sólidos com envolvimento de população de baixa renda. Revista de Saúde Pública, 24, 398-406.

Agras, W. S., Jacob, R. G., & Lebedeck, M. (1980). The California drought: A quasi-experimental analysis of social policy. Journal of Applied Behavior Analysis, 13, 561-570.

Alves, A. C. P. (2006). Mídia e construção social do conhecimento: Atentados terroristas no relato de dois jornais brasileiros. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Amorim, L. C. (2010). Análogos experimentais de metacontingências: Efeitos da intermitência da conseqüência cultural. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Andery, M. A. (1990). Uma tentativa de (re)construção do mundo: A ciência do comportamento como ferramenta de intervenção. (Tese de doutorado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Andery, M. A. (1993a). Uma sociedade voltada para o futuro. Temas em Psicologia, 2, 23-30.

Andery, M. A. (1993b). Skinner: A cultura como um compromisso da ciência. Acta Comportamentalia, 1, 144-154.

Andery, M. A. (1997a). A contribuição do behaviorismo radical para uma sociedade voltada para o futuro. Em R. Banaco. (Org.), Sobre comportamento e cognição: Vol. 1. Aspectos teóricos, metodológicos e de formação em análise do comportamento e terapia cognitivista (pp. 488-499). Santo André: ARBytes.

Andery, M. A. (1997b). O modelo de seleção por conseqüências e a subjetividade. Em R. Banaco. (Org.), Sobre comportamento e cognição: Vol. 1. Aspectos teóricos, metodológicos e de formação em análise do comportamento e terapia cognitivista (pp. 199-208). Santo André, SP: ARBytes.

Andery, M. A. (2001a). O mundo explica o mito. Fragmentos de Cultura, 11, 113-120.

Andery, M. A. (2001b). Notas para uma revisão sobre comportamento verbal. Em H. J. Guilhardi, M.B. Madi, P. P. Queiroz, M. C. Scoz (Org.), Sobre comportamento e cognição: Vol. 7.Expondo a variabilidade (pp. 372-386). Santo André: ESETec.

Andery, M. A., Micheletto, N., & Sério, T. M. (2005). A análise de fenômenos sociais: Esboçando uma proposta para identificação de contingências entrelaçadas e metacontingências. Revista Brasileira de Análise do Comportamento, 1, 149-165.

Andery, M. A., & Sério, T. M. (1987). Uma análise histórica do pensamento de B. F. Skinner. Anais da XVII Reunião Anual de Psicologia - SPRP, Ribeirão Preto.

Andery, M. A., & Sério, T. M. (1997a). A violência urbana: Aplica-se a análise da coerção? Em R. Banaco. (Org.) Sobre comportamento e cognição: Vol. 1. Aspectos teóricos, metodológicos e de formação em análise do comportamento e terapia cognitivista (pp. 433-444). Santo André: ARBytes.

Andery, M. A., & Sério, T. M. (1997b). The bell curve: Que música este sino toca? Em R. Banaco. (Org.), Sobre comportamento e cognição: Vol. 1. Aspectos teóricos, metodológicos e de formação em análise do comportamento e terapia cognitivista (pp. 452-469). Santo André: ARBytes.

Andery, M. A. & Sério, T. M. (1997c). O conceito de metacontingências: afinal, a velha contingência de reforçamento é insuficiente? Em R Banaco (Org.), Sobre comportamento e cognição: Vol. 1. Aspectos teóricos, metodológicos e de formação em análise do comportamento e terapia cognitivista (pp. 106-116). Santo André: ARBytes.

Andery, M. A., & Sério, T. M. (2001). Behaviorismo radical e os determinantes do comportamento. Em H. J. Guilhardi, M. B. Madi, P. P. Queiroz & M. C. Scoz (Org.), Sobre comportamento e cognição: Vol. 7. Expondo a variabilidade (pp. 159-163). Santo André: ESETec.

Andery, M. A., & Sério, T. M. (2002). Os programas de pesquisa de Skinner: Proposições e problemas. Em H. J. Guilhardi (Org.), Sobre comportamento e cognição: Vol. 9. Contribuições para a construção da teoria do comportamento (pp. 257-268). Santo André: ESETec.

Andery, M. A., & Sério, T. M. (2003). Metacontingencias y dialéctica: Son incompatibles? Revista Latinoamericana de Psicologia, 35, 273-280.

Andery, M. A., & Sério, T. M. (2006). Comportamento social. Em H. J. Guilhardi & N. C. Aguirre (Orgs.), Sobre comportamento e cognição: Vol. 18. Expondo a variabilidade (pp. 124-132). Santo André: ESETec.

Baer, D. M., Wolf, M. M., & Risley, T. R. (1968). Some current dimensions of applied behavior analysis. Journal of Applied Behavior Analysis, 1, 91-97.

Baer, D. M. Wolf, M. M., & Risley, T. R. (1987). Some still-current dimensions of applied behavior analysis. Journal of Applied Behavior Analysis, 20, 313-327.

Baum, W. M., Richerson, P. J., Efferson, C. M., & Paciotti, B. M. (2004). Cultural evolution in laboratory microsocieties including traditions of rule giving and rule following. Evolution and Human Behavior, 25, 305-326.

Biglan, B. (1995). Changing cultural practices: A contextual framework for intervention research. Reno: Context Press.

Blackman, D. E. (1991). B. F. Skinner and G. H. Mead: On biological science and social science. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 55, 251-265.

Boyd, R., & Richerson, P. J. (2005). The origin and evolution of cultures. New York: Oxford University Press.

Branch, M. N., & Malagodi, E. F. (1980). Where have all the behaviorists gone? The Behavior Analyst, 3, 31-38.

Brocal, A. L. (2010). Análogos experimentais de metacontingências: O efeito da retirada da conseqüência individual. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Bullerjhann (2009). Análogos experimentais de fenômenos sociais: O efeito das consequências culturais. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Burgess, R. L., Clark, R. N., & Hendee, J. C. (1971). An experimental analysis of anti-litter procedures. Journal of Applied Behavior Analysis, 4, 71-75.

Burguess, R. L., & Bushell, D. (1969). Behavioral sociology: The experimental analysis of social process. New York: Columbia University Press.

Caldas, R. A. (2009). Análogos experimentais de seleção e extinção de metacontingências. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Campbell, D. T. (1969). Reforms as experiments. American Psychologist, 24, 409-429.

Chapman, C., & Risley, T. R. (1974). Anti-litter procedures in an urban high-density area. Journal of Applied Behavior Analysis, 7, 377-383.

Clark, R. N., Burgess, R. L., & Hendee, J. C. (1972). The development of anti-litter behavior in a forest campground. Journal of Applied Behavior Analysis, 5, 1-5.

Cohen, H. L., & Filipczak, J. (1971). A new learning environment. San Francisco: Jossey-Bass.

Costa, D. N. (2001). A violência retratada por um meio de comunicação de massa: Uma perspectiva behaviorista radical. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Diamond, J. M. (2001). Armas, germes e aço: Os destinos das sociedades humanas. Rio de Janeiro: Record.

Diamond, J. M. (2005). Collapse: How societies choose to fail or succeed. New York: Viking Penguin.

Dinsmoor, J. A. (1992). Setting the record straight: The social views of B. F. Skinner. American Psychologist, 47, 1454-1463.

Dittrich, A., & Abib, J. A. D. (2004). O sistema ético skinneriano e conseqüências para a prática dos analistas do comportamento. Psicologia: Reflexão e Crítica, 17, 427-433.

Echague, V. L. (2006). Explorando algumas relações entre custo de resposta, magnitude do reforço e comportamento cooperativo. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Elias, N. (1987). A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Elias, N. (1996). O processo civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (trabalho original publicado em 1939).

Ellis, J. (1991). Contingencies and metacontigencies in correctional settings. Em P. A. Lamal (Ed), Behavioral analysis of societies and cultural practices (pp. 201-217). New York: Hemisphere.

Epstein, R. (1981). On pigeons and people: A preliminary look at the Columban Simulation Project. The Behavior Analyst, 4, 43-55.

Everett, P. B., Hayward, S. C., & Meyers, A. W. (1974). The effects of a token reinforcement procedure on bus ridership. Journal of Applied Behavior Analysis, 7, 1-9.

Faleiros, P. B. (2002). Análise de práticas culturais em uma cooperativa de serviços. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Gadelha, C. T. (2010). Evolução cultural em análogos experimentais de metacontingências: Seleção de diferentes produtos agregados. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Geller, E. S., Farris, J. C., & Post, D. S. (1973). Prompting a consumer behavior for pollution control. Journal of Applied Behavior Analysis, 6, 367-376.

Geller, E. S., Winett, R. A., & Everett, P. B. (1982). Preserving the environment: New strategies for behavior change. New York: Pergamon.

Glenn, S. S. (1985). Some reciprocal roles between behavior analysis and institutional economics in post-Darwinian science. The Behavior Analyst, 8, 15-27.

Glenn, S. S. (1986). Metacontingencies in "Walden Two". Behavior Analysis and Social Action, 5, 2-8.

Glenn, S. S. (1988). Contingencies and metacontingencies: Toward a synthesis of behavior analysis and cultural materialism. The Behavior Analyst, 11, 161-179.

Glenn, S. S. (1991). Contingencies and metacontingencies: Relations among behavioral, cultural, and biological evolution. Em P. A. Lamal (Ed.), Behavioral analysis of societies and cultural practices (pp. 39-73). New York: Hemisphere.

Glenn, S. S. (2001). Commentaries on "The Design of Cultures". Behavior and Social Issues, 11, 14-30.

Glenn, S. S. (2003). Operant contingencies and the origins of culture. Em K. A. Lattal & P. N. Chase (Org.), Behavior theory and philosophy (pp. 223-242). New York: Kluwer Academic / Plenun Publishers.

Glenn, S. S. (2004). Individual behavior, culture, and social change. The Behavior Analyst, 27, 133-151.

Glenn, S. S., & Malagodi, E. F. (1991). Process and content in behavioral and cultural phenomena. Behavior and Social Issues, 1, 1-14.

Glenn, S. S., & Malott, M. E. (2004). Complexity and selection: Implications for organizational change. Behavior and Social Issues, 13, 89-106.

Greene, B. F., Rouse, M., Green, R. B., & Clay, C. (1984). Behavior analysis in consumer affairs: Retail and consumer response to publicizing food price information. Journal of Applied Behavior Analysis, 17, 3-21.

Guerin, B. (1992a). Behavior analysis and the social construction of knowledge. American Psychologist, 47, 1423-1432.

Guerin, B. (1992b). Social behavior as discriminative stimulus and consequence in social anthropology. The Behavior Analyst, 15, 31-41.

Guerin, B. (1994a). Attitudes and beliefs as verbal behavior. The Behavior Analyst, 17, 155-163

Guerin, B. (1994b). Analyzing social behavior: Behavior analysis and the social sciences. Reno: Context Press.

Guerin, B. (2001). Individuals as social relationships: 18 ways that acting alone can be thought of as social behavior. Review of General Psychology, 5, 406-428.

Guerin, B. (2003). Language use as social strategy: A review and an analytic framework for the social sciences. Review of General Psychology, 7, 251-298.

Guerin, B., & Miyazaki, Y. (2006). Analyzing rumors, gossip, and urban legends through their conversational properties. The Psychological Record, 56, 23-34.

Hake, D. F., Donaldson, T., & Hyten, C. (1983). Analysis of discriminative control by social behavioral stimuli. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 39, 7-23.

Hake, D. F., Olvera, D., & Bell, J. C. (1975). Switching from competition to sharing or cooperation at large response requirements: Competition requires more responding. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 24, 343-354.

Hake, D. F., & Schmid, T. L. (1981). Acquisition and maintenance of trusting behavior. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 35, 109-124.

Hake, D. F., & Vukelick, R. (1972). A classification and review of cooperation procedures. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 18, 333-343.

Hake, D. F., & Vukelich, R. (1973). Analysis of the control exerted by a complex cooperation procedure. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 19, 3-16.

Hake, D. F., Vukelich, R., & Kaplan, S. J. (1973). Audit responses: Responses maintained by access to existing self or coactor scores during non-social, parallel work, and cooperation procedures. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 19, 409-423.

Hake, D. F., Vukelich, R., & Olvera, D. (1975). The measurement of sharing and cooperation as equity effects and some relationships between them. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 23, 63-79.

Harris, M. (1974). Cows, pigs, wars and witches. New York: Random House.

Harris, M. (1979). Cultural materialism: The struggle for a science of culture. New York: Vintage Books.

Harris, M. (1980). Culture, people, nature: An introduction to general anthropology (3a ed.). New York: Harper & Row.

Harris, M. (1981). Why nothing works. New York: Simon & Shuster.

Harris, M. (1989). Our kind. New York: Harper Collins.

Holland, J. (1978). Behaviorism: Part of the problem or part of the solution? Journal of Applied Behavior Analysis, 11, 163-174.

Holpert, E. C. (2004). Questões sociais na análise do comportamento: Artigos do Behavior and Social Issues (1991-2000). Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 6, 1-16

Hull, D. L., Langman, R. E., & Glenn, S. S. (2001). A general account of selection: Biology, immunology and behavior. Behavioral and Brain Sciences, 25, 511-528

Ishaq, W. (Ed) (1991). Human behavior in today's world. New York: Praeger.

Keller, F. S., & Schoenfeld, W. N. (1950). Principles of psychology. New York: Appleton-Century-Crofts.

Kohlenberg, R., & Phillips, T. (1973). Reinforcement and rate of litter depositing. Journal of Applied Behavior Analysis, 6, 391-396.

Krull, C., & Pierce, W. D. (1997). Behavior analysis and demographics: Government control of reproductive behavior and fertility in the province of Quebec, Canada. Em P. A. Lamal (Ed.), Cultural contingencies: Behavior analytic perspectives on cultural practices (pp. 107-131). Westport: Praeger.

Kunkel, J. H. (1970). Society and economic growth: A behavioral perspective of social change. New York: Oxford University Press.

Kunkel, J. H. (1983). The behavioral-societal approach to social problems. Behaviorists for Social Action, 4, 8-11.

Kunkel, J. H. (1985). Vivaldi in Venice: An historical test of psychological propositions. The Psychological Record, 35, 445-457.

Kunkel, J. H. (1986). The Vico's project: A cross cultural test of psychological propositions. The Psychological Record, 36, 451-466.

Kunkel, J. H. (1991). Apathy and irresponsibility in social systems. Em P. A. Lamal (Ed), Behavioral analysis of societies and cultural practices (pp. 219-240). New York: Hemisphere.

Kunkel, J. H., & Lamal, P. A. (1991). The road ahead. Em P. A. Lamal (Ed.), Behavioral analysis of societies and cultural practices (pp. 243-247). New York: Hemisphere.

Kurokawa, L. V. D. (2009). Invetigação das interações verbais em um análogo experimental de metacontingência. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Laitinen, R. E., & Rakos, R. (1997). Corporate control of media and propaganda: A behavioral analysis. Em P. A. Lamal (Ed.). Cultural contingencies: Behavior analytic perspective on cultural practices. (pp. 237-267). Westport: Praeger.

Lamal, P. A. (Ed) (1991). Behavioral analysis of societies and cultural practices. New York: Hemisphere.

Lamal, P. A. (Ed.) (1997). Cultural contingencies: Behavior analytic perspectives on cultural practices. Westport: Praeger.

Lamal, P. A. (1999). The really big picture: A review of "Guns, germs, and steel: The fates of human societies" by Jared Diamond. The Behavior Analyst, 22, 73-76.

Lee, V. (1999). "Behavior" does not mean "behavior of the organism": Why conceptual revision is needed in behavior analysis. Behavior and Social Issues, 9, 67-80.

Leite. F. L. (2009). Efeitos de instruções e história experimental sobre a transmissão de práticas de escolha em microculturas de laboratório. (Dissertação de mestrado não publicada). Universidade Federal do Pará, Belém, Pará .

Lima, M. G. T. (2002). A participação do usuário nos serviços públicos de saúde: A análise aplicada do comportamento num grupo de ostomizados. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Lloyd, K. E. (1985). Behavioral anthropology: A review of Marvin Harris' "Cultural Materialism". Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 43, 279-287.

Macedo, L. M. D. S. (2004). Os projetos de lei municipal sobre violência da cidade de São Paulo (1991 a 2003): Uma caracterização comportamental. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Malagodi, E. F. (1986). On radicalizing behaviorism: A call for cultural analysis. The Behavior Analyst, 9, 1-17.

Malagodi, E. F., & Jackson, K. (1989). Behavior analysts and cultural analysis: Troubles and issues. The Behavior Analyst, 12, 17-33.

Malott, M. E., & Glenn, S. S. (2006). Targets of intervention in cultural and behavioral change. Behavior and Social Issues, 15, 31-56.

Malott, R. W. (1988). Rule-governed behavior and behavioral anthropology. The Behavior Analyst, 11, 181-203.

Martone, R. C. (2003). Traçando práticas culturais: A imprensa como agência e ferramenta de controle. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Martone, R. C., & Todorov, J. C. (2005). Complexidade e seleção: Implicações para mudança organizacional. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 7, 197-203.

Mattaini, M. A. (1996). Public issues, human behavior, and cultural design. Em M. A. Mattaini & B. A., Thyer (Eds.) (2002), Finding solutions to social problems: Behavioral strategies for change (pp. 13-40). Washington: American Psychological Association.

Mattaini, M. A. (2004). Systems, metacontingencies and cultural analysis: Are we there yet? Behavior and Social Issues, 13, 124-130.

McSweeny, A. J. (1978). Effects of response cost on the behavior of a million persons: Charging for directory assistance in Cincinnati. Journal of Applied Behavior Analysis, 11, 47-51.

Michael, J. (1980). Flight from behavior analysis. The Behavior Analyst, 3, 1-21.

Michael, J. (1984). Verbal behavior. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 42, 363-376.

Morris, E. K., Smith, N. G., & Altus, D. E. (2005). B. F. Skinner's contributions to applied behavior analysis. The Behavior Analyst, 28, 99-131.

Morris, E. K., Todd, J. T., Midgley, B. D., Schneider, S. M., & Johnson, L. M. (1990). The history of behavior analysis: Some historiography and a bibliography. The Behavior Analyst, 13, 131-158.

Nevin, J. A. (1991). Behavior analysis and global survival. Em W Ishaq (Ed.) Human Behavior in today's world (pp. 39-49). New York: Praeger.

Otero, M. R. (2002). O compromisso do analista do comportamento com as questões sociais: Uma análise a partir de publicações. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Parrott, L. J., & Hake, D. F. (1983). Toward a science of history. The Behavior Analyst, 6, 121-132.

Pereira, J. M. C. (2008). Investigação experimental de metacontingências: Separação do produto agregado e da conseqüência individual. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Pierce, W. D. (1991). Culture and society: The role of behavioral analysis. Em P. A. Lamal, Behavioral analysis of societies and cultural practices (pp. 13-37). New York: Hemisphere.

Pierce, W. D., & Epling, W. F. (1980). What happened to analysis in applied behavior analysis? The Behavior Analyst, 3, 1-9.

Powers, R. B., Osborne, J. G., & Anderson, E. G. (1973). Positive reinforcement of litter removal in the natural environment. Journal of Applied Behavior Analysis, 6, 579-586.

Rakos, R. F. (1991). Behavior analysis of socialism in Eastern Europe: A framework for understanding the revolutions of 1989. Em P. A. Lamal (Ed.), Behavioral analysis of societies and cultural practices (pp. 87-105). New York: Hemisphere.

Rakos, R. F. (1992). Achieving the just society in the 21st century: What can Skinner contribute? American Psychologist, 47, 1499-1506.

Rakos, R. F. (1993). Propaganda as stimulus control: The case of the Iraq invasion of Kwait. Behavior and Social Issues, 3, 35-62.

Richelle, M. (1981). Skinner o el peligro behaviorista. Barcelona: Editorial Herder.

Richerson, P. J. & Boyd, R. (2005). Not by genes alone. Chicago, Il: University of Chicago Press.

Sampaio, A. A. S. (2008). A quase-experimentação no estudo da cultura: Análise da obra Colpaso de Jared Diamond. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Sampaio, A. A. S., & Andery, M. A. P. A. (2010). Comportamento social, produção agregada e prática cultural: Uma análise comportamental de fenômenos sociais. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 26, 183-192.

Schnelle, J. F., & Lee, J. F. (1974). A quasi-experimental retrospective evaluation of a prison policy change. Journal of Applied Behavior Analysis, 7, 483-494.

Schnelle, J. F., Kirchner, R. E., McNees, M. P., & Lawler, J. M. (1975). Social evaluation research: The evaluation of two police patrolling strategies. Journal of Applied Behavior Analysis, 8, 353-365.

Schmid, T. L., & Hake, D. F. (1983). Fast acquisition of cooperation and trust: A two-stage view of trusting behavior. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 40, 179-192.

Schmitt, D. R. (1976). Some conditions affecting the choice to cooperate or compete. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 25, 165-178.

Schmitt, D. R. (1984). Interpersonal-relations: Cooperation and competition. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 42, 377-383.

Schmitt, D. R. (1987). Interpersonal contingencies: Performance differences and cost-effectiveness. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 48, 221-334.

Schmitt, D. R., & Marwell, G. (1968). Stimulus control in the experimental study of cooperation. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 11, 571-574.

Schmitt, D. R., & Marwell, G. (1971a). Avoidance of risk as a determinant of cooperation. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 16, 367-374.

Schmitt, D. R., & Marwell, G. (1971b). Taking and the disruption of cooperation. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 15, 405-412.

Seekins, T., Fawcett, S. B., Cohen, S. H., Elder, J. P., Jason, L. A., Schnelle, J. F., & Winett, R. A. (1988). Experimental evaluation of public policy: The case of State legislation for child passenger safety. Journal of Applied Behavior Analysis, 21, 233-243.

Sério, T. M. (1997). Por que sou behaviorista radical. Em R Banaco (Org.), , Sobre comportamento e cognição: Vol. 1. Aspectos teóricos, metodológicos e de formação em análise do comportamento e terapia cognitivista (pp. 68-75). Santo André: ARBytes.

Skinner, B. F. (1938). The behavior of organisms: An experimental analysis. New York: Appleton-Century-Crofts.

Skinner, B. F. (1945). The operational analysis of psychological terms. The Psychological Review, 52, 270-277.

Skinner, B. F. (1947). Experimental psychology. Em W. Dennis (Ed.), Current trends in Psychology (pp. 16-49). Pittsburgh: University of Pittsburgh Press.

Skinner, B. F. (1948) Walden II. New York: MacMillan.

Skinner, B. F. (1953). Science and human behavior. New York: The Free Press.

Skinner, B. F. (1957). Verbal behavior. Englewood Cliffs: Prentice Hall.

Skinner, B. F. (1969a). The environmental solution. Em B. F. Skinner (Ed.), Contingencies of reinforcement: A theoretical analysis (pp. 50-71). New York: Appleton-Century-Crofts.

Skinner, B. F. (1969b). The role of the environment. Em B. F. Skinner (Ed.), Contingencies of reinforcement: A theoretical analysis (pp. 5-28). New York: Appleton-Century-Crofts. (publicação original 1968).

Skinner, B. F. (1971). Beyond freedom and dignity. New York: Knopf.

Skinner, B. F. (1972a). Freedom and the control of men. Em B. F. Skinner, (Ed.), Cumulative record: A selection of papers (pp. XX-XX). New York: Appleton-Century-Crofts.

Skinner, B. F. (1972b). The design of cultures. Em B. F. Skinner, (Ed.), Cumulative record: A selection of papers (pp. XX-XX). New York: Appleton-Century-Crofts.

Skinner, B. F. (1974). About behaviorism. New York, NY: Alfred A. Knopf.

Skinner. B. F. (1978). Reflections on behaviorism and society. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall.

Skinner, B. F. (1981). Selection by consequences. Science, 213, 501-504.

Skinner, B. F. (1987a). Upon further reflection. Englewood Cliffs: Prentice-Hall.

Skinner, B. F. (1987b). What is wrong with daily life in the western world? Em B. F. Skinner (Ed.), Upon further reflection (pp. 15-31). Englewood Cliffs: Prentice-Hall.

Skinner, B. F. (1987c). Why we are not acting to save the world. Em B. F. Skinner (Ed.), Upon further reflection (pp. 1-14). Englewood Cliffs: Prentice-Hall.

Skinner, B. F. (1989). Recent issues in the analysis of behavior. Columbus: Merrill.

Tadaiesky, L. T. (2010). Efeitos de contingências de suporte e de metacontigências sobre a seleção de contingências comportamentais entrelaçadas. (Dissertação de mestrado não publicada). Universidade Federal do Pará, Belém, Pará .

Todorov, J. C. (1987). A constituição como metacontingência. Psicologia Ciência e Profissão, 7, 9-13.

Todorov, J. C. (2005). Laws and the complex control of behavior. Behavior and Social Issues, 14, 86-90, 2005

Todorov, J. C. (2006). The metacontingency as a conceptual tool. Behavior and Social Issues, 15, 92-94.

Todorov, J. C., & Moreira, M. (2004). Análise experimental do comportamento e sociedade: Um novo foco de estudo. Psicologia: Reflexão e Crítica, 17, 25-29.

Tourinho, E. Z. (2009). A análise comportamental da cultura: Introdução a uma agenda de pesquisa. Em M. R. de Souza & F. C. S. Lemos. (Orgs.), Psicologia e compromisso social: Unidade na diversidade (pp. 235-251). São Paulo: Escuta.

Ulman, J. D. (2006). Macrocontingencies and institutions: A behaviorological analysis. Behavior and Social Issues, 15, 95-100.

Ulrich, R., Stachnik, T., & Mabry, J. (1966). Control of human behavior, Volume 1. Glenview: Scott, Foresman, & Company.

Vargas, E. (1985). Cultural contingencies: A review of Marvin Harris' "Cannibals and kings". Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 43, 419-428.

Vichi, C. (2004). Igualdade ou desigualdade em pequeno grupo: Um análogo experimental de manipulação de uma prática cultural. (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Vichi, C., Andery, M. A., & Glenn, S. S. (2009). A metacontingency experiment: The effects of contingent consequences on patterns of interlocking contingencies of reinforcement. Behavior and Social Issues, 18, 41-57.

Vieira, M. C. (2010). Condições antecedentes participam de metacontingências? (Dissertação de mestrado não publicada). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Vyse, S. A. (2001). World history for behavior analysts: Jared Diamond's "Guns, germs, and steel". Behavior and Social Issues, 11, 80-87.

Ward, T. A., Eastman, R. L., & Ninness, C. (2009). An experimental analysis of cultural materialism: The effects of various modes of production. Behavior and Social Issues, 18, 58-80.

Weisberg, P., & Waldrop, P. B. (1972). Fixed-interval work habits of Congress. Journal of Applied Behavior Analysis, 5, 93-97.

 

 

Endereço para correspondência

Maria Amalia Pie Abib Andery
Email: mandery@uol.com.br

Rua Monte Alegre, 984, Salas T-53/54 - Térreo - Prédio Sede.
CEP: 05014-901.

São Paulo, SP.

 

Recebido em: 14/06/2012
Primeira decisão editorial em: 20/06/2012

Aceito para publicação em: 28/06/2012

 

 

1 O periódico teve início em 1977, com o nome Behaviorists for Social Action. Em 1986, passou a Behavior and Social Issues.
2 Esta definição de cultura não é muito diferente daquela oferecida por cientistas das chamadas ciências sociais como, por exemplo, Harris (1989) ou Diamond (2005). Entretanto, ambos complementam tal definição afirmando que tais ambientes sociais são delimitados por espaços geográficos definidos.

Creative Commons License