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Revista Polis e Psique

versão On-line ISSN 2238-152X

Rev. Polis Psique vol.8 no.1 Porto Alegre jan./abr. 2018

https://doi.org/10.22456/2238-152X.80421 

ARTIGOS

 

Saúde Mental Infantojuvenil: Desafios da Regionalização da Assistência no Brasil

 

Mental Health in Childhood and Adolescence: Challenges Due to the Regionalisation of Care in Brazil

 

Salud Mental Infantojuvenil: Desafíos de la Regionalización de la Asistencia en Brasil

 

 

João Paulo MacedoI, Mayara Gomes FonteneleII, Magda DimensteinIII

I Universidade Federal do Piauí (UFPI), Teresina, PI, Brasil.

II Universidade Federal do Piauí (UFPI), Teresina, PI, Brasil.

III Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, RN, Brasil.

 

 


RESUMO

Esse trabalho teve como foco a atenção psicossocial infantojuvenil no Brasil, a qual historicamente tem sido marcada pela prática da tutela e da institucionalização. Constatamos por meio de metodologia de cruzamento de informações acerca dos serviços voltados à essa população na RAPS, incluindo dados das regiões de saúde, que os mesmos são insuficientes e desigualmente distribuídos. Existem muitos vazios assistenciais no país, em todas as regiões. Essa situação pode ser atribuída à fatores políticos, deficiência na formação de recursos humanos especializados, problemas na proposta da regionalização em saúde, dentre outros. Destacamos, a necessidade de articulação entre os diversos níveis que compõem a atenção em saúde mental na RAPS, bem como com outros dispositivos do território na perspectiva da intersetorialidade e gestão territorial das necessidades em saúde mental de crianças e adolescentes.

Palavras-chave: Saúde Mental; Atenção Psicossocial Infantojuvenil; Regionalização; CAPSi.


ABSTRACT

This article focuses on psychosocial care for children and adolescents in Brazil, which, historically, has been characterised by guardianship and institutionalisation practices. Through a methodology of cross-referencing information on the services provided to this population within the Psychosocial Care Network (RAPS), which included data from health care regions, we note that these services are inadequate and unevenly distributed. There are many gaps in the provision of care in all regions within the country and this can be attributed to political factors, shortcomings in specialised human resources, and problems with the proposal of regionalisation of health care—among other reasons. We highlight the need for coordination between the different levels that make up mental health care in the RAPS, and with other assemblages within the territory in terms of intersectoriality and the management of local needs in the provision of mental health for children and adolescents.

Keywords: Mental Health; Psychosocial Care of Children and Adolescents; Regionalisation; CAPSi.

RESUMEN

Este trabajo tuvo como foco la atención psicosocial infantojuvenil en Brasil, la cual históricamente ha sido marcada por la práctica de la tutela y de la institucionalización. Se constató por medio de metodología de cruzamiento de informaciones sobre los servicios dirigidos a esa población en la RAPS, incluyendo datos de las regiones de salud, que los mismos son insuficientes y desigualmente distribuidos. Hay muchos vacíos asistenciales en el país, en todas las regiones. Esta situación puede ser atribuida a factores políticos, deficiencia en la formación de recursos humanos especializados, problemas en la propuesta de la regionalización en salud, entre otros. Destacamos, la necesidad de articulación entre los diversos niveles que componen la atención en salud mental en la RAPS, así como con otros dispositivos del territorio en la perspectiva de la intersectorialidad y gestión territorial de las necesidades en salud mental de niños y adolescentes.

Palabras-clave: Salud Mental; Atención Psicosocial Infantojuvenil; Regionalización; CAPSi.