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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A orientação profissional para jovens com déficit cognitivo: um relato de experiência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Professional guidance for deficit cognitive people: an experience report]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This experience was a proposal to provide Professional Guidance to young cognitive deficit carriers, adapting already consolidated models of programs. We selected six among ten interested in participating into the Program, which consisted of thirteen sessions, following four axles of guidance: self-knowledge, conceptions on labor, knowledge of professional abilities and elaboration of an action plan towards inclusion and an occupation to grant autonomy to participants. The Program allowed some accomplishments either at group as at individual level, such as improvement of social abilities and autonomy for choices. Some difficulties that were detected served to reorganize the sessions and even the program, when it was still in course.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Orientação Profissional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Déficit cognitivo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Inclusão social]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Handicapped people inclusion]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A orienta&ccedil;&atilde;o profissional para jovens com d&eacute;ficit cognitivo: um relato de experi&ecirc;ncia<a name="tit01" href="#tit1"><sup>1</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Professional guidance for deficit cognitive people: an experience report</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Leonardo Lopes<a name="not01" href="#not1"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Instituto de Psicologia da Universidade de S&atilde;o Paulo    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Rede P&uacute;blica Estadual de Ensino - S&atilde;o Paulo</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade="noshade" size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta experi&ecirc;ncia foi realizada com o objetivo de promover a Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional de jovens portadores de d&eacute;ficit cognitivo, adaptando-se modelos de atua&ccedil;&atilde;o j&aacute; consolidados. Entre 10 interessados em participar do programa, seis foram selecionados. Foram realizadas 13 sess&otilde;es, nas quais se trabalhou a inclus&atilde;o e a busca por uma ocupa&ccedil;&atilde;o que visasse a autonomia dos participantes, atrav&eacute;s de quatro eixos norteadores: auto-conhecimento, concep&ccedil;&otilde;es sobre trabalho, conhecimento de habilidades profissionais e elabora&ccedil;&atilde;o de um plano de a&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s a participa&ccedil;&atilde;o no Programa, alguns ganhos foram alcan&ccedil;ados, tanto de natureza grupal, como enriquecimento de habilidades sociais, quanto individual, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; autonomia de escolha. As dificuldades detectadas serviram para reestruturar as sess&otilde;es e mesmo o andamento do Programa, ainda durante seu curso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional, D&eacute;ficit cognitivo, Inclus&atilde;o social.</font></p> <hr noshade="noshade" size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This experience was a proposal to provide Professional Guidance to young cognitive deficit carriers, adapting already consolidated models of programs. We selected six among ten interested in participating into the Program, which consisted of thirteen sessions, following four axles of guidance: self-knowledge, conceptions on labor, knowledge of professional abilities and elaboration of an action plan towards inclusion and an occupation to grant autonomy to participants. The Program allowed some accomplishments either at group as at individual level, such as improvement of social abilities and autonomy for choices. Some difficulties that were detected served to reorganize the sessions and even the program, when it was still in course.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Professional Guidance, Cognitive deficit, Handicapped people inclusion.</font></p> <hr noshade="noshade" size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A abordagem do tema defici&ecirc;ncia e inclus&atilde;o tem levado nos &uacute;ltimos anos &agrave; discuss&atilde;o acerca dos direitos humanos, inclus&atilde;o social, respeito &agrave; diversidade, etc. &#40;Brumer, Pavei e Mocelin, 2004; Kassar, 2000; Carreira, 1992&#41;. Para tratar destas quest&otilde;es, foi necess&aacute;rio que disciplinas e &aacute;reas do conhecimento se aproximassem e dialogassem sobre conte&uacute;dos afins, desde Psicologia do Excepcional e Educa&ccedil;&atilde;o Especial, at&eacute; Psicologia Escolar, Psicologia Organizacional e do Trabalho, Sociologia, Antropologia e Economia &#40;Silva, 2000; Nurmi, 1998; Del-Masso-Clav&iacute;sio, 1993&#41;. Estas disciplinas j&aacute; estavam revendo suas posi&ccedil;&otilde;es e a necessidade de di&aacute;logo, uma vez que fen&ocirc;menos como a globaliza&ccedil;&atilde;o, dentro da pol&iacute;tica do neoliberalismo e as novas tecnologias impulsionaram novas pesquisas e novas maneiras de lidar com a realidade social &#40;Ross, 2003; Silva, 2000&#41;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudos que enfoquem a pessoa com defici&ecirc;ncia de maneira integral, levando em conta seus interesses e suas potencialidades enquanto indiv&iacute;duo que se constitui e se constr&oacute;i nas rela&ccedil;&otilde;es sociais e com o trabalho, s&atilde;o muitos escassos na literatura, tanto na &aacute;rea da Educa&ccedil;&atilde;o Especial quanto da Psicologia &#40;Serdeva e Agovska, 1995; Pereira-Silva e Dessen, 2001; Meletti, 2001&#41;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tamb&eacute;m se fazem raros estudos que avaliem n&atilde;o s&oacute; a potencialidade para inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho de indiv&iacute;duos com defici&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m o preparo e o amadurecimento psicol&oacute;gico destes para o ingresso no mundo do trabalho &#40;Del-Masso-Clav&iacute;sio, 1993&#41;, necessitando para tanto um diagn&oacute;stico mais sens&iacute;vel &#40;Evangelista, 2002&#41;. O enfoque dado at&eacute; ent&atilde;o, baseia-se na adapta&ccedil;&atilde;o ou encaixe do indiv&iacute;duo em determinadas ocupa&ccedil;&otilde;es &ldquo;adequadas&rdquo; ao seu n&iacute;vel de desenvolvimento. Segundo Tanaka &#40;1996, p. 14&#41;, <i>&ldquo;um ambiente muito &ldquo;especial&rdquo; dificulta o portador de defici&ecirc;ncia mental a desenvolver h&aacute;bitos, atitudes e habilidades importantes para a sua integra&ccedil;&atilde;o, por n&atilde;o retratar a realidade de um contexto social mais amplo.&rdquo;</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No &acirc;mbito dos estudos grupais, a pessoa com defici&ecirc;ncia tem sido estudada basicamente em rela&ccedil;&atilde;o ao contexto educacional e familiar &#40;Cavalcante, 2001&#41; ou em contextos institucionalizados &#40;Silva, 2000&#41;, sendo a proposta de inser&ccedil;&atilde;o dentro de um grupo de Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional chamado comum &#40;com outros jovens adultos sem nenhuma esp&eacute;cie de comprometimento&#41; algo inovador e consoante com as propostas de inclus&atilde;o social em vig&ecirc;ncia &#40;Bastos e Uvaldo, 2004&#41;. Ainda nesta perspectiva, ap&oacute;ia-se a id&eacute;ia deste projeto na afirma&ccedil;&atilde;o de Del-Masso-Clavisio &#40;1993, p.6&#41; de que <i>&ldquo;a experi&ecirc;ncia tem demonstrado que um trabalho progressivo de orienta&ccedil;&atilde;o profissional e uma prepara&ccedil;&atilde;o para vida, suficientemente s&oacute;lida, permitem aos jovens deficientes exercerem, com &ecirc;xito e de maneira aut&ocirc;noma, uma profiss&atilde;o.&rdquo;</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, as interven&ccedil;&otilde;es em Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional &#40;OP&#41; nesta perspectiva poderiam abrir um caminho pouco conhecido, em busca de novos par&acirc;metros de atua&ccedil;&atilde;o e de enfrentamento da problem&aacute;tica, em que um dos focos principais seria a constru&ccedil;&atilde;o da autonomia do jovem com d&eacute;ficit cognitivo e sua inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho, fator preponderante no processo de inclus&atilde;o social.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O DA PROPOSTA</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A proposta de se trabalhar a Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional &#40;OP&#41; de pessoas com d&eacute;ficit cognitivo surgiu na Cl&iacute;nica-escola onde o autor se graduou e deu seguimento a alguns projetos. Notou-se ali a exist&ecirc;ncia de uma popula&ccedil;&atilde;o jovem e disposta a trabalhar, mas que n&atilde;o sabia como ou onde procurar uma ocupa&ccedil;&atilde;o. Na cidade, algumas institui&ccedil;&otilde;es ofereciam cursos profissionalizantes e, &agrave;s vezes, algum tipo de encaminhamento para o mercado de trabalho, mas a popula&ccedil;&atilde;o atendida n&atilde;o se interessava ou muitas vezes n&atilde;o via nestes mecanismos modos adequados para atender as suas necessidades de inser&ccedil;&atilde;o no mundo do trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observando ent&atilde;o, que alguns casos atendidos individualmente na Cl&iacute;nica-escola apresentavam essa queixa, a de querer se inserir no mundo do trabalho, foi sugerida a cria&ccedil;&atilde;o de um grupo de Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional que atendesse essa demanda.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com Uvaldo &#40;1995&#41; a inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho, em um processo produtivo para os deficientes, &eacute; de suma import&acirc;ncia na reabilita&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o social, cabendo ao orientador auxiliar o indiv&iacute;duo com defici&ecirc;ncia a reformular sua imagem profissional, perceber onde pode se inserir produtivamente e abordar as dificuldades que por ventura possam ocorrer nessa busca por uma coloca&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Programa de Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional para Pessoas com Necessidades Especiais &#40;POPPNEs&#41; foi baseado em dois modelos de atua&ccedil;&atilde;o j&aacute; existentes na &aacute;rea de Orienta&ccedil;&atilde;o Vocacional e para o Trabalho: o Programa de Orienta&ccedil;&atilde;o para enfrentar o Mercado de Trabalho &#40;POMT &ndash; UNESP, 1998&#41; e a proposta de Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional numa estrat&eacute;gia cl&iacute;nica de Bohoslavsky &#40;1987&#41;. Para melhor compreens&atilde;o da estrutura, faz-se necess&aacute;rio uma breve explana&ccedil;&atilde;o sobre as duas propostas que o originaram.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O POMT difere dos demais modelos de Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional, uma vez que se caracteriza por propor aos desempregados a participa&ccedil;&atilde;o num processo de reflex&atilde;o e an&aacute;lise dos fatores que influenciam as mudan&ccedil;as na natureza e organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, favorecendo assim o desenvolvimento de novas atitudes e planejando a&ccedil;&otilde;es que maximizem a possibilidade de recoloca&ccedil;&atilde;o no mercado. Para tanto, se faz necess&aacute;rio instrumentaliz&aacute;-los para elaborar um plano de a&ccedil;&atilde;o que vise a conquista de novas oportunidades de inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Programa &eacute; estruturado em quatro m&oacute;dulos, cada qual com objetivos espec&iacute;ficos, sendo eles: 1&#41; sentimentos e cogni&ccedil;&otilde;es sobre o desemprego; 2&#41; transforma&ccedil;&otilde;es no mercado de trabalho; 3&#41; conhecimento sobre as pr&oacute;prias habilidades profissionais e 4&#41; planejamento da recoloca&ccedil;&atilde;o profissional. Os m&oacute;dulos s&atilde;o distribu&iacute;dos em 10 sess&otilde;es de tr&ecirc;s horas cada, realizadas semanalmente, sendo que o n&uacute;mero m&aacute;ximo de participantes por grupo &eacute; de 15 membros. Tais grupos s&atilde;o formados a partir de an&uacute;ncios no jornal da cidade, contendo informa&ccedil;&otilde;es sobre os objetivos e a data de in&iacute;cio do Programa. Os encontros acontecem em algumas ag&ecirc;ncias de emprego e na Cl&iacute;nica-escola.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional na estrat&eacute;gia cl&iacute;nica caracteriza-se por atender a demanda de pr&eacute;-vestibulandos que procuram a Cl&iacute;nica-escola. As sess&otilde;es baseiam-se no modelo apresentado por Lucchiari &#40;1993&#41; denominado &ldquo;planejamento por encontros&rdquo;, no qual sugere sete encontros de duas horas cada, com grupos de oito pessoas, um coordenador e um observador por grupo. O conte&uacute;do de cada encontro foi estruturado de forma a contemplar as seguintes tem&aacute;ticas durante sua execu&ccedil;&atilde;o, de acordo com Bohoslavsky &#40;1987&#41;:</font></p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <ul>       <li><b>Estrutura da personalidade:</b> <i>&ldquo;Interessam-nos tanto os aspectos gen&eacute;ticos como   os din&acirc;micos e estruturais, n&atilde;o por entender que a cada tipo de personalidade   corresponde a esta ou aquela carreira, mas porque a personalidade &eacute; o contexto mais amplo em que se insere o comportamento de escolha</i> &#40;p. 110&#41;.</li>       <li><b>Manejo da crise adolescente:</b> como a escolha pela profiss&atilde;o faz parte dos   pap&eacute;is ocupacionais adultos que o adolescente se v&ecirc; <i>obrigado</i> a pensar e   escolher nesta fase da vida, a OP precisa vislumbrar a capacidade do   orientando de se adaptar ao pr&oacute;prio processo de orienta&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m ao   mundo adulto, visto que essas escolhas costumam trazer algum tipo de sofrimento.</li>       <li>Hist&oacute;rico escolar: neste item h&aacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o de se esclarecer o tipo de   v&iacute;nculos com as situa&ccedil;&otilde;es de aprendizagem, tanto no que se refere ao rendimento, como &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es interpessoais.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b>Hist&oacute;rico familiar:</b> <i>&ldquo;permite prognosticar tanto os sistemas valorativos diante   das carreiras e profiss&otilde;es derivadas da classe social a que pertence, como os tipos de identifica&ccedil;&otilde;es familiares... no que diz respeito &agrave; escolha de carreiras&rdquo;</i> &#40;p. 110&#41;.</li>       <li><b>Identidade Vocacional ou Ocupacional:</b> a Identidade Ocupacional &eacute; adquirida   quando se integrou suas diferentes identifica&ccedil;&otilde;es e sabe <i>o que</i> quer fazer, <i>de que modo</i> e <i>em que contexto</i>. A Identidade Vocacional, por sua vez, &eacute; uma resposta ao <i>para que</i> e ao <i>por que</i> de ter assumido essa Identidade Ocupacional. Vale ressaltar que sua descri&ccedil;&atilde;o e diagn&oacute;stico s&atilde;o o melhor meio para se tra&ccedil;ar uma estrat&eacute;gia e uma t&eacute;cnica no processo de OP.</li>       <li><b>Maturidade para escolher:</b> a maturidade pode ser pesquisada a partir dos seguintes t&oacute;picos: momento da vida desse adolescente &#40;sele&ccedil;&atilde;o, escolha, decis&atilde;o&#41;; situa&ccedil;&atilde;o &#40;dilema, problem&aacute;tica ou resolu&ccedil;&atilde;o&#41;; <i>deuteroescolha</i> &#40;processo de como o adolescente escolhe enfrentar uma nova situa&ccedil;&atilde;o&#41;; fantasias de resolu&ccedil;&atilde;o &#40;&eacute; preciso entender a diferen&ccedil;a entre o que o   adolescente procura e o que ele realmente necessita&#41; e v&iacute;nculo transferencial &#40;m&aacute;gico, paterno-filial, auto-confiado ou de aspira&ccedil;&atilde;o&#41;. Esses t&oacute;picos analisados adequadamente apontar&atilde;o como o adolescente estar&aacute; apto para   tomar decis&otilde;es</li>     </ul> </font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DE PARTICIPANTES</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Antes do in&iacute;cio das atividades e do planejamento das primeiras sess&otilde;es foi necess&aacute;rio efetuar algumas entrevistas t&eacute;cnicas de triagem &#40;Lucchiari, 1993&#41;, com o intuito de se conhecer o perfil dos candidatos ao Programa e tamb&eacute;m para adequar o conte&uacute;do deste ao grupo em quest&atilde;o. Com isto, delimitaram-se quais seriam os participantes e definiu-se o hor&aacute;rio. Cabe ressaltar que duas pessoas foram encaminhadas para um programa semelhante realizado em uma ag&ecirc;ncia de emprego, devido &agrave;s caracter&iacute;sticas individuais &#40;sem comprometimento cognitivo, com comprometimento exclusivamente f&iacute;sico&#41;. Uma terceira candidata tamb&eacute;m n&atilde;o p&ocirc;de participar dada a sua indisponibilidade de hor&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, o grupo foi formado com os seguintes participantes: </font></p>     <p>  <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <ul>       <li>EAM &ndash; 21 anos, sexo feminino. <i>Comprometimento</i>: acometida de paralisia   cerebral aos 12 anos, desenvolveu anemia falciforme. <i>Escolaridade</i>: cursando o 3º ciclo do Ensino Fundamental e curso profissionalizante em entidade   destinada a atender crian&ccedil;as, jovens e adultos com defici&ecirc;ncia f&iacute;sica e/ou mental. <i>Experi&ecirc;ncia profissional</i>: nenhuma.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>ARPL &ndash; 18 anos, sexo masculino. <i>Comprometimento</i>: acometido de m&aacute;-forma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita, com dificuldade de comunica&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o. <i>Escolaridade</i>: Ensino Fundamental completo. <i>Experi&ecirc;ncia profissional</i>: ajudante   em lava-r&aacute;pido &#40;informal&#41;.</li>       <li>PSF &ndash; 20 anos, sexo masculino. <i>Comprometimento</i>: suspeita de d&eacute;ficit   cognitivo leve a moderado &#40;n&atilde;o diagnosticado&#41;. <i>Escolaridade</i>: cursando 3º   ciclo do Ensino Fundamental e curso profissionalizante em entidade destinada   a atender crian&ccedil;as, jovens e adultos com defici&ecirc;ncia f&iacute;sica e/ou mental. <i>Experi&ecirc;ncia profissional</i>: venda de t&iacute;tulos de capitaliza&ccedil;&atilde;o &#40;informal&#41;.</li>       <li>RDB &ndash; 19 anos, sexo masculino. <i>Comprometimento</i>: suspeita de d&eacute;ficit cognitivo   leve a moderado e vis&atilde;o subnormal. <i>Escolaridade</i>: Ensino Fundamental   incompleto. <i>Experi&ecirc;ncia profissional</i>: nenhuma.</li>       <li>DSS &ndash; 23 anos, sexo masculino. <i>Comprometimento</i>: d&eacute;ficit cognitivo moderado,   prov&aacute;vel seq&uuml;ela de talassemia &#40;segundo laudo constante na ficha de   encaminhamento&#41;. <i>Escolaridade</i>: cursando o 2º ciclo do Ensino Fundamental   em entidade destinada a atender crian&ccedil;as, jovens e adultos com defici&ecirc;ncia   f&iacute;sica e/ou mental. <i>Experi&ecirc;ncia profissional</i>: atendimento em bar &#40;familiar&#41;.</li>       <li>SMS &ndash; 27 anos, sexo feminino. <i>Comprometimento</i>: suspeita de d&eacute;ficit cognitivo leve a moderado. <i>Escolaridade</i>: cursando o Ensino M&eacute;dio em uma escola estadual no per&iacute;odo noturno. <i>Experi&ecirc;ncia profissional</i>: faxineira em resid&ecirc;ncia e em um hospital.</li>     </ul> </font> </p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com base nos dois modelos de atua&ccedil;&atilde;o apresentados, foi elaborado o POPPNEs,   adaptado de forma a atender &agrave;s necessidades particulares desse grupo. Inicialmente, cada encontro   estruturava-se da seguinte forma: Din&acirc;mica de Aquecimento, Din&acirc;mica ou T&eacute;cnica que tratasse o tema espec&iacute;fico do m&oacute;dulo/eixo tem&aacute;tico e Avalia&ccedil;&atilde;o, perfazendo n&atilde;o mais que 2h30min. No   entanto, devido a peculiaridades desse grupo atendido, fez-se necess&aacute;rio a inclus&atilde;o de mais   uma din&acirc;mica de aquecimento em cada encontro, pois se observou que o grupo produzia o exerc&iacute;cio da tem&aacute;tica espec&iacute;fica, mas durante o momento de discuss&atilde;o da atividade, os orientandos j&aacute; se encontravam cansados ou dispersos. Assim sendo, entre o desenvolvimento da T&eacute;cnica ou   Din&acirc;mica e sua discuss&atilde;o, acontecia um pequeno intervalo de 10 minutos e na volta, propunha-se uma outra Din&acirc;mica de Reaquecimento. Depois de implementada esta mudan&ccedil;a, observou-se que as sess&otilde;es prosseguiram de forma mais proveitosa e menos cansativa para os orientandos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Tabela 1 apresenta os temas e t&eacute;cnicas utilizadas em cada um dos encontros, dando um panorama geral do desenrolar do Programa. As din&acirc;micas, t&eacute;cnicas e jogos aqui indicados foram retirados de Yozo &#40;1996&#41; e Serr&atilde;o e Baleeiro &#40;1999&#41;. As t&eacute;cnicas retiradas de outros autores seguem com a devida indica&ccedil;&atilde;o de origem no corpo do texto. As t&eacute;cnicas de origem desconhecida ou indeterminada s&atilde;o descritas detalhadamente em notas de rodap&eacute;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Tabela 1. Descri&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos e t&eacute;cnicas utilizadas em cada encontro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bolpsi/v56n125/125a05t1.jpg">    <br> <img src="/img/revistas/bolpsi/v56n125/125a05t2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os encontros mais relevantes, em fun&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas e reflex&otilde;es alcan&ccedil;adas por meio destas, est&atilde;o descritos como segue.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Logo no primeiro encontro, estava planejada a Din&acirc;mica dos Crach&aacute;s, na qual os orientandos deveriam se identificar e deste modo tamb&eacute;m se apresentar ao grupo. Tal situa&ccedil;&atilde;o gerou um certo desconforto imediato &#40;relatado posteriormente pelos orientandos&#41;, suscitando a necessidade das apresenta&ccedil;&otilde;es se pautarem apenas na express&atilde;o verbal de cada um, e mesmo assim, com a instiga&ccedil;&atilde;o dos coordenadores. Neste encontro, ainda, estava prevista a explana&ccedil;&atilde;o pormenorizada do Programa e o levantamento de expectativas. O primeiro objetivo foi contemplado, entretanto o segundo precisou ser abordado com maior &ecirc;nfase no encontro seguinte, visto que os orientandos disseram muito pouco sobre o que esperavam do grupo. Vale ressaltar ainda que a confec&ccedil;&atilde;o dos crach&aacute;s fizesse emergir a discuss&atilde;o sobre a import&acirc;ncia dos documentos &#40;sendo citados a Carteira Profissional, o CPF, o RG entre outros&#41; o que levou os orientandos a perceber que o grupo tamb&eacute;m era um espa&ccedil;o de troca de informa&ccedil;&otilde;es. Foram trabalhadas tamb&eacute;m regras grupais e estabelecido o contrato de trabalho &#40;hor&aacute;rio, freq&uuml;&ecirc;ncia, comprometimento com as tarefas&#41;, o que foi julgado pelos orientandos como justo e adequado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro encontro de grande relev&acirc;ncia para o Programa como um todo foi o sexto, no qual foi utilizada a Din&acirc;mica da Caixa de Bombons. Esta t&eacute;cnica &eacute; largamente utilizada nos trabalhos com grupos de OP, por&eacute;m, a expectativa era de que ela apenas suscitasse a emerg&ecirc;ncia de conte&uacute;dos m&iacute;nimos em rela&ccedil;&atilde;o ao processo de escolha, a serem aprofundados em outros encontros, com o prov&aacute;vel aux&iacute;lio de outras t&eacute;cnicas. De modo surpreendente, entretanto, a t&eacute;cnica fez emergir conte&uacute;dos muito ricos acerca de crit&eacute;rios de escolha, sobre as dificuldades no mercado de trabalho &#40;como competitividade, oportunidades, individualidade nas escolhas X influ&ecirc;ncias externas, etc.&#41;, demandando inclusive, mais tempo no encontro do que o previsto. Tamb&eacute;m cabe ressaltar que este encontro e no decorrer desta din&acirc;mica, a necessidade dos coordenadores intervirem, provocando reflex&otilde;es e <i>insights</i> &#40;ponto comum em todos os outros encontros&#41; foi minimamente freq&uuml;ente, ou seja, a aplica&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica por si s&oacute; j&aacute; garantiu a emerg&ecirc;ncia dos conte&uacute;dos, sendo ent&atilde;o orientadas as discuss&otilde;es pelos coordenadores, com atua&ccedil;&atilde;o pr&oacute;-ativa a todo instante por parte dos orientandos. Tal fato n&atilde;o voltou a se repetir &#40;pelo menos n&atilde;o com a mesma intensidade e riqueza&#41; em nenhum dos encontros posteriores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No encontro seguinte &#40;s&eacute;timo encontro&#41;, no qual se abordou as habilidades e atua&ccedil;&otilde;es de diversas atividades profissionais atrav&eacute;s de um Jogo da Mem&oacute;ria de Profiss&otilde;es, as rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas pelos pr&oacute;prios orientandos revelaram o in&iacute;cio do amadurecimento    reflexivo destes, pois ainda que com poucas informa&ccedil;&otilde;es, foram capazes de estabelecer inter-rela&ccedil;&otilde;es e habilidades comuns a cada atividade, de maneira dedutiva. Tal fato mostrou que a validade e efetividade do trabalho desenvolvido no Programa come&ccedil;avam a despontar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O encontro posterior a este &#40;oitavo encontro&#41; tamb&eacute;m foi de grande import&acirc;ncia para o amadurecimento com rela&ccedil;&atilde;o a escolhas e informa&ccedil;&atilde;o profissional dos orientandos. Apesar do tempo escasso, o grupo alcan&ccedil;ou os objetivos, como discutir modelos e escolhas profissionais, bem como pensarem que mesmo querendo muito um emprego, este ter&aacute; seus aspectos agrad&aacute;veis, mas tamb&eacute;m ter&aacute; algumas dificuldades que precisam ser encaradas e resolvidas. A T&eacute;cnica das Atividades Profissionais &#40;Lucchiari, 1993&#41; foi adaptada em forma de entrevista grupal, o que suscitou relevantes trocas de informa&ccedil;&atilde;o entre os orientandos, auxiliando tamb&eacute;m na delimita&ccedil;&atilde;o das pr&eacute;-escolhas destes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Posteriormente, o d&eacute;cimo encontro desempenhou um papel-chave nos avan&ccedil;os do grupo, uma vez que neste encontro os orientandos foram levados a conhecer e discutir os itens constantes de um Curriculum Vitae. As atividades foram desenvolvidas numa sala de inform&aacute;tica, o que possibilitou um aspecto motivacional e pr&aacute;tico muito importante para eles, que se sentiram efetivamente participativos de seu processo de busca e escolha profissional, al&eacute;m de propiciar a discuss&atilde;o a respeito da escolaridade e do aperfei&ccedil;oamento t&eacute;cnico necess&aacute;rios a todas as &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pen&uacute;ltimo encontro realizado &#40;d&eacute;cimo segundo&#41; foi dedicado &agrave;s formas de procurar emprego de acordo com os interesses de cada orientando &#40;pr&eacute;-escolhas&#41;, fazendo-se em seguida uma simula&ccedil;&atilde;o de entrevista de sele&ccedil;&atilde;o, discutindo-se tamb&eacute;m passo a passo desta. Os orientandos mostraram-se receptivos e mais uma vez puderam entrar em contato e perceber as possibilidades e limites de cada um, al&eacute;m de expressarem que ainda necessitariam desenvolver certas habilidades antes de se proporem &agrave;s atua&ccedil;&otilde;es profissionais pr&eacute;-escolhidas nas outras atividades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O &uacute;ltimo encontro &#40;d&eacute;cimo terceiro&#41; foi de certo modo atribulado, pelo atraso e pela aus&ecirc;ncia de alguns orientandos, entretanto o desligamento foi feito sem grandes dificuldades, sendo repassado tudo o que o Programa intentou abordar no decorrer dos encontros, quais eram as novas expectativas dos orientandos e quais as sugest&otilde;es e cr&iacute;ticas do trabalho como um todo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DIFICULDADES</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma das altera&ccedil;&otilde;es que se fizeram necess&aacute;rias referiu-se ao conte&uacute;do da discuss&atilde;o, sobretudo com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; linguagem utilizada pelos coordenadores, levando-se sempre em conta o contexto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico dos participantes/orientandos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m de se ter em vista que a identidade de um grupo demanda tempo para ser constru&iacute;da, com este grupo emergiu ainda o agravante de se alterar o tempo necess&aacute;rio para se concluir cada eixo norteador, o que acarretou um n&uacute;mero maior de encontros al&eacute;m do previsto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desse modo, o primeiro eixo norteador estendeu-se de tr&ecirc;s para seis encontros, devido ao pouco envolvimento da maioria dos orientandos &#40;seja expressando-se pouco ou negando-se a participar das discuss&otilde;es e atividades propostas &ndash; provavelmente em decorr&ecirc;ncia da pouca intimidade com os demais orientandos&#41;, mas o ganho na constitui&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria do grupo facilitou o desenvolvimento do segundo eixo, em que foram necess&aacute;rios apenas dois encontros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; o terceiro eixo demandou mais tempo que o planejado, por conta do n&iacute;vel de aprofundamento que os orientandos se propuseram a chegar, sendo interessante as descobertas que cada um obteve acerca das habilidades de cada atividade profissional, bem como a inter-rela&ccedil;&atilde;o elaborada entre as diversas profiss&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O fator mais relevante do eixo 4 expressou-se na amplia&ccedil;&atilde;o da discuss&atilde;o acerca de documentos, sobretudo no que se refere a Carteira de Trabalho e Previd&ecirc;ncia Social &#40;CTPS&#41; e direitos trabalhistas, demandando para tanto um encontro quase inteiro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados podem ser analisados em fun&ccedil;&atilde;o dos ganhos individuais e grupais. Com base na observa&ccedil;&atilde;o durante todos os encontros, as avalia&ccedil;&otilde;es feitas em cada um deles pelos orientandos e a avalia&ccedil;&atilde;o final dos mesmos, p&ocirc;de-se observar que os avan&ccedil;os na esfera individual foram os seguintes:</font></p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <ul>       <li>EAM &ndash; p&ocirc;de refletir acerca das possibilidades de escolha, n&atilde;o se pautando   exclusivamente no que seu pai diz ser o correto e no que sua escola oferece.</li>       <li>PSF &ndash; p&ocirc;de refletir acerca da necessidade de continuar os estudos &#40;fato n&atilde;o incentivado pela fam&iacute;lia&#41;, de forma a poder escolher profiss&otilde;es mais voltadas para seus interesses e com melhor remunera&ccedil;&atilde;o.</li>       <li>ARPL &ndash; teve oportunidade de questionar e avan&ccedil;ar nas reflex&otilde;es de que suas limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas n&atilde;o o impedem de conseguir uma ocupa&ccedil;&atilde;o que atenda seus desejos e possibilite uma remunera&ccedil;&atilde;o adequada. Al&eacute;m disso, teve   subs&iacute;dios para aumentar sua auto-estima e autoconfian&ccedil;a, o que refletiu imediatamente em sua conduta com rela&ccedil;&atilde;o a buscar uma coloca&ccedil;&atilde;o no   mercado de trabalho e mesmo melhorar suas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.</li>       <li>RDB &ndash; n&atilde;o houve progresso aparente e seu desinteresse culminou em sua desist&ecirc;ncia do Programa.</li>       <li>DSS &ndash; neste caso considera-se que o ganho foi secund&aacute;rio, visto que a intera&ccedil;&atilde;o &#40;ainda que escassa&#41; no grupo foi o que pareceu manter este   orientando freq&uuml;ente aos encontros. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; assertividade e habilidades sociais &#40;algo em que o grupo conseguiu alcan&ccedil;ar avan&ccedil;o consider&aacute;vel&#41; ele foi o que menos se beneficiou.</li>       <li>SMS &ndash; os ganhos individuais aqui tamb&eacute;m foram poucos, sendo o desempenho o mais relevante em termos de progresso pessoal, uma vez   que o n&iacute;vel de intera&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o com o grupo ampliou-se sensivelmente,   se comparado sobretudo com os primeiros encontros realizados. Habilidades como orienta&ccedil;&atilde;o espacial e andar de &ocirc;nibus sem companhia tamb&eacute;m fora   aprimoradas, de maneira subjacente.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul> </font> </p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o aos ganhos grupais, p&ocirc;de-se notar ao longo dos encontros que ocorreram avan&ccedil;os em rela&ccedil;&atilde;o principalmente &agrave;s habilidades sociais &#40;intera&ccedil;&atilde;o com o grupo, assertividade, express&atilde;o verbal coerente, etc.&#41;. A assertividade acabou se tornando um foco de a&ccedil;&atilde;o subjacente aos objetivos do Programa, uma vez que a maioria dos orientandos apresentava dificuldades de expressar adequadamente suas opini&otilde;es e mesmo contra-argumentar as opini&otilde;es dos colegas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Avaliando-se o est&aacute;gio inicial e final do grupo, pode-se analisar que ocorreram ganhos significativos nestes dois aspectos, mas que um trabalho mais efetivo n&atilde;o deva ser descartado como uma pr&oacute;xima etapa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s escolhas, o grupo de modo geral apresentou ganhos e p&ocirc;de perceber que as escolhas n&atilde;o s&atilde;o exclusivamente individuais, que muitos fatores as influenciam &#40;citaram os pais, a economia e outras condi&ccedil;&otilde;es sociais&#41; e que &eacute; necess&aacute;rio enquanto classe, grupo ou comunidade, buscar formas de conhecer como esse processo ocorre para que a inser&ccedil;&atilde;o no mundo do trabalho satisfa&ccedil;a minimamente seus interesses e necessidades pessoais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A quest&atilde;o da defici&ecirc;ncia n&atilde;o foi abordada espontaneamente em momento algum por quaisquer dos orientandos. Desse modo, seria interessante a elabora&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia para abordar essa problem&aacute;tica, uma vez que falar de direitos e deveres das pessoas com defici&ecirc;ncia para um p&uacute;blico que n&atilde;o se via &#40;se quer se entendia&#41; desta forma, pareceu, para este grupo, desproposital.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o ao processo de OP em si, cabe ressaltar que todas as t&eacute;cnicas j&aacute; em uso pela &aacute;rea s&atilde;o pass&iacute;veis de serem utilizadas com este tipo de popula&ccedil;&atilde;o, sendo que as adapta&ccedil;&otilde;es em geral s&atilde;o m&iacute;nimas e dizem respeito basicamente &agrave; linguagem a ser empregada, ou seja, a simplifica&ccedil;&atilde;o da linguagem. N&atilde;o se pode deixar de considerar que as abstra&ccedil;&otilde;es dos conceitos de OP necess&aacute;rias ao desenvolvimento da proposta tiveram que ser incentivadas com maior &ecirc;nfase, para que ent&atilde;o os orientandos tivessem <i>insights</i> e chegassem &agrave;s reflex&otilde;es de maneira mais articulada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s tem&aacute;ticas principais &#40;trabalho, escolha, habilidades <i>versus</i> interesses pessoais e projeto de vida&#41;, considera-se que o grupo, de maneira geral, obteve avan&ccedil;os inclusive al&eacute;m da expectativa do Programa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante a tem&aacute;tica trabalho &#40;que permeou a maioria dos encontros e foi abordado de forma definida e estruturada desde o in&iacute;cio&#41; os orientandos apreenderam as diferen&ccedil;as existentes entre Emprego e Trabalho, j&aacute; que o primeiro define-se basicamente como uma atividade de subsist&ecirc;ncia e o segundo como a atividade que faz parte da constru&ccedil;&atilde;o da identidade do ser humano e por conseguinte, respons&aacute;vel pela sua satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A respeito da escolha, o ganho, acredita-se, foi maior, dado que a maior parte dos orientandos chegou ao grupo com id&eacute;ias bem prec&aacute;rias acerca de suas possibilidades, inclusive considerando que era preciso trabalhar, n&atilde;o importando em que ou como. Os encontros em que se abordou especificamente este ponto foram os mais enf&aacute;ticos, e os efeitos das reflex&otilde;es produzidas p&ocirc;de ser notado paulatinamente, ao longo dos encontros seguintes, culminando nos projetos de vida mais articulados com as habilidades e interesses de cada um.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A tem&aacute;tica que discutiu as habilidades inerentes a cada orientando &#40;ou mesmo aquelas que gostariam de desenvolver&#41; foi a que mais permeou os encontros do Programa &#40;consoante com outros processos de OP, em que o autoconhecimento &eacute; o eixo norteador que se estende por quase todos os encontros&#41;. Todos os orientandos tiveram a oportunidade de conhecer suas habilidades a cada atividade, discutir, repens&aacute;-las e avali&aacute;-las em fun&ccedil;&atilde;o de seus interesses. Essas discuss&otilde;es fizeram parte dos momentos mais importantes para que os orientandos redefinissem suas concep&ccedil;&otilde;es acerca de seu projeto profissional e avan&ccedil;assem com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; articula&ccedil;&atilde;o entre a import&acirc;ncia e as exig&ecirc;ncias de cada profiss&atilde;o e qual escolher para si.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, pode-se concluir que interven&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea de Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional e Orienta&ccedil;&atilde;o para o Trabalho para este tipo popula&ccedil;&atilde;o pode ser uma rica experi&ecirc;ncia para estes indiv&iacute;duos, sendo que a reflex&atilde;o acerca da autonomia de escolha acaba sendo o ponto em que as mudan&ccedil;as parecem ocorrer com maior intensidade, ou pelo menos, o ponto em que os orientandos mais ampliam suas perspectivas. Outras interven&ccedil;&otilde;es estruturadas devem ser pensadas e repensadas, com este ou com outro modelo de atua&ccedil;&atilde;o, mas a partir dos resultados obtidos, pode-se inferir que os objetivos principais foram alcan&ccedil;ados e a proposta do Programa abre prerrogativas para novos trabalhos e novos avan&ccedil;os na &aacute;rea.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bastos, A.L.G. & Uvaldo, M.C.C. &#40;2004&#41;. Da coloca&ccedil;&atilde;o &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o profissional: forma&ccedil;&atilde;o de grupos e a quest&atilde;o das defici&ecirc;ncias. <i>Boletim de Psicologia. LIV</i>, 121, 235-245.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452502&pid=S0006-5943200600020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bohoslavsky, R. &#40;1987&#41;. <i>Orienta&ccedil;&atilde;o vocacional: A estrat&eacute;gia cl&iacute;nica</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452503&pid=S0006-5943200600020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brumer, A.; Pavei, K. & Mocelin, G. &#40;2004&#41;. Saindo da &ldquo;escurid&atilde;o&rdquo;: perspectivas da inclus&atilde;o social, econ&ocirc;mica, cultural e pol&iacute;tica dos portadores de defici&ecirc;ncia visual em Porto Alegre. <i>Sociologias, 6</i>, 300-327.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Carreira, L. &#40;1992&#41;. A integra&ccedil;&atilde;o da pessoa deficiente no mercado de trabalho. <i>Revista Integra&ccedil;&atilde;o, 3</i>, 19, 2-29.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452505&pid=S0006-5943200600020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cavalcante, F. &#40;2001&#41;. Fam&iacute;lia, subjetividade e linguagem: gram&aacute;tica da crian&ccedil;a &ldquo;anormal&rdquo;. <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva, 6</i>, 1, 125-137.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Del-Masso-Clav&iacute;sio, M.C.S. &#40;1993&#41;. Integra&ccedil;&atilde;o do deficiente no mercado de trabalho. In: <i>Audiovisual para informa&ccedil;&atilde;o ocupacional do deficiente, na &aacute;rea de fabrica&ccedil;&atilde;o de cal&ccedil;ados</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Federal de S&atilde;o Carlos, S&atilde;o Carlos &ndash; SP.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Evangelista, L.M.C. &#40;2002&#41;. <i>As novas abordagens do diagn&oacute;stico psicol&oacute;gico da defici&ecirc;ncia mental</i>. S&atilde;o Paulo: Vetor.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452508&pid=S0006-5943200600020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Kassar, M.C.M. &#40;2000&#41;. Marcas da hist&oacute;ria social no discurso de um sujeito: uma contribui&ccedil;&atilde;o para a discuss&atilde;o a respeito da constitui&ccedil;&atilde;o social da pessoa com defici&ecirc;ncia. <i>Cadernos CEDES, 20</i>, 50, 41-54.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452509&pid=S0006-5943200600020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lucchiari, D.H. &#40;1993&#41;. <i>Pensando e vivendo a orienta&ccedil;&atilde;o profissional</i>. S&atilde;o Paulo: Summus Editorial.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452510&pid=S0006-5943200600020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Meletti, S.M.F. &#40;2001&#41;. O significado do processo de profissionaliza&ccedil;&atilde;o para o indiv&iacute;duo com defici&ecirc;ncia mental. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o Especial, 7</i>, 1, 77-90.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452511&pid=S0006-5943200600020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nurmi, J.E. &#40;1998&#41;. Le r&ocirc;le des strat&eacute;gies d&rsquo;attributions causales dans les difficult&eacute;s d&rsquo;insertion scolaire ou professionnelle renconstr&eacute;es par les jeunes. <i>L&rsquo; Orientation Scolaire et Professionnelle, 27</i>, 4, 529-543.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pereira-Silva, N.L. & Dessen, M.A. &#40;2001&#41;. Defici&ecirc;ncia mental e fam&iacute;lia: implica&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento da crian&ccedil;a. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 17</i>, 2, 133-141.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452513&pid=S0006-5943200600020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ross, P.R. &#40;2003&#41;. Educa&ccedil;&atilde;o e trabalho: a conquista da diversidade ante as pol&iacute;ticas neoliberais. In: L. Bianchetti & I. M. Freire &#40;Orgs.&#41;, <i>Um olhar sobre a diferen&ccedil;a: intera&ccedil;&atilde;o, trabalho e cidadania</i>. &#40;5ª ed., pp. 53-110&#41;. Campinas: Papirus.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452514&pid=S0006-5943200600020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Serdeva, S. & Agovska, A. &#40;1995&#41;. Probl&egrave;mes de l&rsquo;orientation scolaire et professionnelle des &eacute;l&egrave;ves soufrant de maladies chroniques en Bulgarie. <i>L&rsquo; Orientation Scolaire et Professionnelle, 24</i>, 2, 193-204.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Serr&atilde;o, M. & Baleeiro, M.C. &#40;1999&#41;. <i>Aprendendo a ser e a conviver</i>. S&atilde;o Paulo: FTD.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452516&pid=S0006-5943200600020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silva, A.G. &#40;2000&#41;. <i>A educa&ccedil;&atilde;o profissional de pessoas com defici&ecirc;ncia mental: hist&oacute;ria da rela&ccedil;&atilde;o educa&ccedil;&atilde;o especial/trabalho na APAE-SP</i>. Tese de Doutorado.    Universidade Estadual de Campinas, Campinas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452517&pid=S0006-5943200600020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tanaka, E.D.O. &#40;1996&#41;. <i>Prepara&ccedil;&atilde;o profissional e social do deficiente mental para o mercado de trabalho</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Estadual de Londrina, Londrina.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452518&pid=S0006-5943200600020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uvaldo, M.C.C. &#40;1995&#41;. Rela&ccedil;&atilde;o homem-trabalho: campo de estudo e atua&ccedil;&atilde;o da Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional. In: A. M. B. Bock, <i>A escolha profissional em quest&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452519&pid=S0006-5943200600020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Yozo, R.Y.K. &#40;1996&#41;. <i>100 jogos para grupos: uma abordagem psicodram&aacute;tica para empresas, escolas e cl&iacute;nicas</i>. S&atilde;o Paulo: Agora.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=452520&pid=S0006-5943200600020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em 10/04/2006    <br>   Revisto em 19/10/2006     <br>   Aceito em 25/10/2006</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="not1" href="#not01"><sup>*</sup></a> Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia: Rua Costa Carvalho 523, apto. 21, Pinheiros. S&atilde;o Paulo &ndash; SP, CEP: 05429-130. Telefone &#40;11&#41; 3609-3076; E-mail: <a href="mailto:l.lopes@usp.br">l.lopes@usp.br</a>.    <br> <a name="tit1" href="#tit01"><sup>1</sup></a> Este trabalho &eacute; resultante de parte da pesquisa realizada para a Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado do autor.    <br>       <a name="txt2" href="#txt02"><sup>2</sup></a> Nesta din&acirc;mica, pede-se que o orientando deite-se sobre um papel-manilha e algu&eacute;m fa&ccedil;a o seu contorno com pincel at&ocirc;mico. Depois, com utiliza&ccedil;&atilde;o de recorte e colagem, o orientando preenche &ldquo;a si mesmo&rdquo; com o que deseja para si com rela&ccedil;&atilde;o a trabalho, lazer, fam&iacute;lia, etc. Segue-se uma apresenta&ccedil;&atilde;o pelo orientando e discuss&atilde;o em grupo.    <br>       <a name="txt3" href="#txt03"><sup>3</sup></a> Nesta din&acirc;mica, apresenta-se uma caixa de bombons cheia aos participantes e pede-se que peguem e passem aos colegas. Nenhuma outra instru&ccedil;&atilde;o &eacute; dada. Depois, indaga-se porque escolheram este ou aquele bombom, porque pegaram apenas um, o que aconteceria se n&atilde;o houvesse bombons suficientes para todos, etc. e discutem-se os crit&eacute;rios de escolha de cada um, fazendo-se uma rela&ccedil;&atilde;o com os crit&eacute;rios de escolha profissional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pelo apoio, empenho e colabora&ccedil;&atilde;o sem os quais este e outros projetos n&atilde;o se realizariam, &agrave; psic&oacute;loga Ana Carolina Rodrigues Martins, &agrave; supervisora de est&aacute;gio Profª. Drª. Olga Maria Piazentin Rolim Rodrigues e &agrave; docente Profª. Drª. Norma de F&aacute;tima Garbulho.</font></p>      ]]></body>
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