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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Instrumentos clínicos utilizados no Departamento de Psicologia Clínica da USP: 10 anos depois]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This is a survey of clinical instruments used by the staff of the Department of Clinical Psychology of the University of São Paulo. Its main purpose was to compare data with a previous survey (1995) and also secondarily, to initiate a reflection about how the evaluation process of tests quality, carried on by the Federal Council of Psychology, might be affecting the use of the instruments. In spite of the observed general tendency of decrease in use of the techniques, they are still used by the majority of the Department (87%) use of projective techniques still prevails over others. The TAT keeps the leadership while the WISC and the CAT-A showed a decrease in use. Based on national and international surveys, some factors that might be influencing the configuration of this scenario are considered; among them are the theoretical orientation of the faculty and the results of the evaluation process of the quality of the tests that is currently taking place in Brazil.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação psicológica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Instrumentos cl&iacute;nicos utilizados no Departamento de Psicologia Cl&iacute;nica da USP: 10 anos depois<a href="#tit01" name="tit1"><sup>1</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Clinical instruments used in the Department of Clinical Psychology of USP: 10 years later</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Eliana Herzberg<a href="#aut01" name="aut1"><sup>*</sup></a>; Andrezza Mattar</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Universidade de S&atilde;o Paulo - Instituto de Psicologia</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa constitui-se de um levantamento dos instrumentos cl&iacute;nicos utilizados pelos integrantes do Departamento de Psicologia Cl&iacute;nica da Universidade de S&atilde;o Paulo. O objetivo principal foi comparar os resultados com levantamento anterior &#40;1995&#41; e secundariamente, iniciar reflex&atilde;o sobre os poss&iacute;veis efeitos do processo de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos testes, em curso pelo CFP, sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o desses instrumentos. Embora tenha sido observada uma tend&ecirc;ncia geral &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o de uso dos instrumentos, esses continuam sendo utilizados pela maioria &#40;87&#37;&#41;egrantes do Departamento, observando-se ainda o predom&iacute;nio das t&eacute;cnicas projetivas sobre os demais testes. O TAT continua na lideran&ccedil;a, sendo que WISC e o CAT-A tiveram um decr&eacute;scimo de utiliza&ccedil;&atilde;o. Com base em pesquisas nacionais e internacionais, s&atilde;o levantados alguns fatores, dentre outros, a orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica do corpo docente e os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos testes, que poderiam estar exercendo influ&ecirc;ncia na configura&ccedil;&atilde;o deste panorama.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, Testes psicol&oacute;gicos, T&eacute;cnicas de exame psicol&oacute;gico.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This is a survey of clinical instruments used by the staff of the Department of Clinical Psychology of the University of S&atilde;o Paulo. Its main purpose was to compare data with a previous survey &#40;1995&#41; and also secondarily, to initiate a reflection about how the evaluation process of tests quality, carried on by the Federal Council of Psychology, might be affecting the use of the instruments. In spite of the observed general tendency of decrease in use of the techniques, they are still used by the majority of the Department &#40;87&#37;&#41; use of projective techniques still prevails over others. The TAT keeps the leadership while the WISC and the CAT-A showed a decrease in use. Based on national and international surveys, some factors that might be influencing the configuration of this scenario are considered; among them are the theoretical orientation of the faculty and the results of the evaluation process of the quality of the tests that is currently taking place in Brazil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Psychological assessment, Psychological tests, Psychological examination techniques.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A presente pesquisa constitui-se em uma r&eacute;plica da realizada em 1994 por Herzberg, Erdman e Becker &#40;1995&#41;, quando foi feito um levantamento das t&eacute;cnicas de exame psicol&oacute;gico utilizadas por integrantes do Departamento de Psicologia Cl&iacute;nica &#40;PSC&#41; do Instituto de Psicologia da Universidade de S&atilde;o Paulo, incluindo docentes e psic&oacute;logos t&eacute;cnicos. Embora esteja se utilizando a denomina&ccedil;&atilde;o r&eacute;plica, algumas altera&ccedil;&otilde;es foram feitas nesta investiga&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o tanto dos pr&oacute;prios resultados obtidos na pesquisa de 1994 quanto de mudan&ccedil;as ocorridas desde ent&atilde;o. Foram inclu&iacute;dos instrumentos e t&eacute;cnicas de avalia&ccedil;&atilde;o utilizados pelos profissionais e que n&atilde;o estavam, na &eacute;poca, relacionados no formul&aacute;rio e, em fun&ccedil;&atilde;o do processo de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de testes psicol&oacute;gicos em curso no Brasil &#40;Conselho Federal de Psicologia, 2000 e 2003&#41;, foram adicionadas duas quest&otilde;es abertas, que ser&atilde;o detalhadas adiante.</font></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Procurar conhecer quais os instrumentos utilizados parece constituir passo inicial para se poder tecer conjecturas quanto ao status dos mesmos em nossa realidade. De posse desse conhecimento pode-se com mais seguran&ccedil;a refletir, entre outros aspectos, sobre o direcionamento de pesquisas na &aacute;rea, a credibilidade e as especificidades dos instrumentos. Como objetivo secund&aacute;rio, esse estudo procurou verificar, mesmo que de forma inicial, eventuais reflexos do referido processo de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de testes psicol&oacute;gicos, no contexto cl&iacute;nico e de pesquisa no Departamento de Psicologia Cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A preocupa&ccedil;&atilde;o com levantamentos dessa natureza e com a forma&ccedil;&atilde;o e o ensino para habilitar o profissional na avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e, particularmente, no uso dos instrumentos psicol&oacute;gicos, j&aacute; foi e tem sido expressa, em nosso meio, por outros pesquisadores tais como Alves &#40;2004a e 2004b&#41;, Azevedo, Almeida, Pasquali e Veiga &#40;1996&#41;, Freitas e Noronha &#40;2005&#41;, Herzberg &#40;2000&#41;, Noronha &#40;2002 e 2003&#41; e Oliveira, Noronha, Dantas e Santar&eacute;m &#40;2005&#41;. Tendo como um de seus objetivos a longo prazo, conhecer os testes mais utilizados pelos psic&oacute;logos no Brasil, Azevedo et al. &#40;1996&#41;, apresentaram os resultados de uma pesquisa preliminar feita em Bras&iacute;lia &#40;Distrito Federal&#41;. Partindo de amostra de 40 psic&oacute;logos, o estudo revelou que o House- Tree-Person &#40;HTP&#41; e o Raven eram os testes utilizados com maior freq&uuml;&ecirc;ncia nessa cidade. Em Herzberg, Erdman e Becker &#40;1995&#41;, os instrumentos mais utilizados entre os 24 profissionais inclu&iacute;dos em seu levantamento &#40;ordem decrescente de freq&uuml;&ecirc;ncia&#41; foram: TAT, WISC, CAT-A, Desenho da Figura Humana &#40;DFH&#41;, Teste em Cores da Fam&iacute;lia &#40;TDCF&#41; de Maggi &#40;1970&#41;, Rorschach, HTP, Bender, Raven Infantil e Teste do Desenho Livre. Freitas e Noronha &#40;2005&#41; realizaram levantamento dos instrumentos utilizados no psicodiagn&oacute;stico em cl&iacute;nica-escola paulista. Obtiveram resultados semelhantes aos obtidos por Herzberg Erdman e Becker, indicando tamb&eacute;m o predom&iacute;nio da utiliza&ccedil;&atilde;o dos testes projetivos sobre as outras t&eacute;cnicas e, dentre eles, os mais usados foram o HTP, o CAT-A, o CAT-H e o Zulliger.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Noronha &#40;2002&#41;, por sua vez, ao realizar levantamento com 214 psic&oacute;logos inscritos no CRP/6&ordf; Regi&atilde;o &#40;sub-sede Campinas&#41;, solicitou que indicassem os 10 testes mais utilizados e obteve a seguinte lista em ordem decrescente de freq&uuml;&ecirc;ncia, a partir dos 43&#37; &#40;92&#41; de profissionais que referiram utilizar testes em sua atua&ccedil;&atilde;o: WISC, CAT &#40;A e H&#41;, HTP, Bender, TAT, Wartegg, Rorschach, Procedimento de Desenhos-Est&oacute;rias de Walter Trinca, Raven &#40;Escalas Geral e Avan&ccedil;ada&#41; e Pfister. Pelo menos 39,3&#37; &#40;84&#41; dos participantes, referiram explicitamente n&atilde;o utilizar testes. Em levantamento de t&eacute;cnicas e instrumentos psicol&oacute;gicos mais utilizados por 35 psic&oacute;logos comportamentais, Oliveira et al. &#40;2005&#41; constataram a seguinte lista dos 10 mais utilizados: CAT-H, Bender Infantil, DFH, Aten&ccedil;&atilde;o Concentrada, Teste Gest&aacute;ltico Bender para Crian&ccedil;as, Wartegg, Invent&aacute;rio de Interesses Profissionais, Col&uacute;mbia e WISC .</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A preocupa&ccedil;&atilde;o com o status dos instrumentos psicol&oacute;gicos, dentro da pr&aacute;tica psicol&oacute;gica e particularmente no contexto da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, vem sendo h&aacute; tempos, tema de pesquisas em outros pa&iacute;ses, dentre elas pode-se citar as de Archer, Maruish, Imhof e Piotrowski &#40;1991&#41;, Archer e Newsom &#40;2000&#41;, Belter e Piotrowski &#40;2001&#41;, Borum e Grisso &#40;1995&#41;, Camara, Nathan e Puente &#40;2000&#41;, Cashel &#40;2002&#41;, Dana, Conner e Allen &#40;1996&#41;, Hagen e Castagna &#40;2001&#41;, Hambleton e Oakland &#40;2004&#41;, Kamphaus, Petoskey e Rowe &#40;2000&#41;, Karon &#40;2000&#41;, Kubiszyn et al. &#40;2000&#41;, Mann &#40;2003&#41;, Oakland &#40;2004&#41;, Piotrowski, Belter e Keller &#40;1998&#41;, Rossini e Moretti &#40;1997&#41; e Watkins, Campbell, Nieberdong e Hallmark &#40;1995&#41; nos Estados Unidos, Boben e Pogacnik &#40;2000&#41; na Eslov&ecirc;nia, Martin, Allan e Allan &#40;2001&#41; na Austr&aacute;lia, Sequeira e Van-Scoyoc &#40;2004&#41; no Reino Unido e Triliva e Stalikas &#40;2004&#41; na Gr&eacute;cia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora apresentem em seus resultados uma tend&ecirc;ncia &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o de &ecirc;nfase tanto no uso quanto no ensino das t&eacute;cnicas projetivas, Belter e Piotrowski &#40;2001&#41; apontam que pouco mudou quanto &agrave;s t&eacute;cnicas espec&iacute;ficas mais ensinadas e mais utilizadas nos &uacute;ltimos 15 anos. Quanto &agrave;s t&eacute;cnicas projetivas, por exemplo, o Rorschach e o TAT est&atilde;o na lideran&ccedil;a. Segundo os mesmos ainda, os testes neuropsicol&oacute;gicos por sua vez tiveram uma ascens&atilde;o no ranking das t&eacute;cnicas ensinadas e utilizadas pelos profissionais, fato constatado tamb&eacute;m no levantamento sobre uso de testes psicol&oacute;gicos entre psic&oacute;logos australianos que faziam avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense, de Martin, Allan e Allan &#40;2001&#41;. Belter e Piotrowski &#40;2001&#41; procuraram abarcar os fatores respons&aacute;veis pelo cen&aacute;rio atual de ensino e utiliza&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. Dentre os mesmos citam desde a press&atilde;o do mercado de trabalho, incluindo a&iacute; as coberturas proporcionadas pelos diferentes planos de sa&uacute;de, at&eacute; a orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica do corpo docente dos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia Cl&iacute;nica. Quando discutem a press&atilde;o do mercado, por exemplo, colocam em desvantagem as t&eacute;cnicas tradicionais como o Rorschach e o TAT por consumirem muito tempo entre aplica&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o. As escalas e outros instrumentos similares seriam mais objetivos e r&aacute;pidos, portanto seriam vantajosos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s primeiras. Ao conclu&iacute;rem seu artigo, prop&otilde;em um equil&iacute;brio entre os diversos fatores levantados, como importante referencial norteador para o estabelecimento de objetivos dos programas de forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea. O impacto e os efeitos das mudan&ccedil;as provocados nos &uacute;ltimos 25 anos nos Estados Unidos pela press&atilde;o dos planos de sa&uacute;de e pelas diretrizes das organiza&ccedil;&otilde;es oficiais respons&aacute;veis pela manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de t&ecirc;m sido compartilhados por diversos pesquisadores da &aacute;rea &#40;Camara, Nathan e Puente, 2000; Cashel, 2002; Dana, Conner e Allen, 1996; Kubiszyn et al., 2000; Eisman et al., 2000; Piotrowski, Belter e Keller, 1998&#41;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao discutir os resultados de sua pesquisa quanto &agrave;s praticas cl&iacute;nicas de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica de crian&ccedil;as e adolescentes, Cashel &#40;2002&#41; aborda quest&otilde;es fundamentais, al&eacute;m de corroborar os resultados de pesquisadores quanto ao efeito da pol&iacute;tica de sa&uacute;de na sele&ccedil;&atilde;o dos instrumentos utilizados na avalia&ccedil;&atilde;o, chama a aten&ccedil;&atilde;o para a influ&ecirc;ncia da orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica do profissional nos resultados das pesquisas. Embora mostre um decr&eacute;scimo na utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas projetivas, quando faz compara&ccedil;&otilde;es com estudos anteriores &#40;as mais utilizadas foram nessa ordem: WISC, CBCL, Completar Senten&ccedil;as, Conners&rsquo; Parent and Teacher Rating Scales, Teacher Report Form, DFH, Bender- Gestalt, Wechsler Individual Achievement Test e Beery VMI&#41;, mostra que h&aacute; varia&ccedil;&atilde;o desse decr&eacute;scimo, em fun&ccedil;&atilde;o da orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica dos psic&oacute;logos, sendo que os de orienta&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica classificaram os m&eacute;todos projetivos como sendo os mais importantes em sua pr&aacute;tica. Em suas conclus&otilde;es e considera&ccedil;&otilde;es finais afirma, citando diversas pesquisas realizadas, que, embora o panorama dos instrumentos utilizados para avalia&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e adolescentes n&atilde;o tenha sofrido grandes altera&ccedil;&otilde;es nos &uacute;ltimos 30 anos, algumas quest&otilde;es centrais precisam ser ativamente encaradas como: procurar reverter, quando for o caso, a negativa dos planos de sa&uacute;de em reembolsar o psic&oacute;logo, quando este julgar que a avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica do caso exige instrumentos espec&iacute;ficos por ele &#40;psic&oacute;logo&#41; selecionados; ado&ccedil;&atilde;o pelos psic&oacute;logos de uma s&eacute;rie de estrat&eacute;gias e medidas proativas para lidar com o novo horizonte das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de, e poder manter a tradicional tarefa de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, exclusiva do psic&oacute;logo. Cita como exemplo dessas medidas entre outras, a atua&ccedil;&atilde;o da categoria junto a legisladores e o esfor&ccedil;o para provar as vantagens em termos de custo/benef&iacute;cio da realiza&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, tanto no planejamento quanto na avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados de tratamentos psicol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muito embora pesquisadores norte-americanos expressem a preocupa&ccedil;&atilde;o com a dif&iacute;cil realidade econ&ocirc;mica imposta pelos planos de sa&uacute;de, alertando para a necessidade de adapta&ccedil;&atilde;o da categoria &agrave; mesma, tamb&eacute;m enfatizam a preocupa&ccedil;&atilde;o com a qualidade de seus servi&ccedil;os e a import&acirc;ncia tanto de manter o ensino, quanto &agrave; liberdade de poder utilizar os instrumentos considerados apropriados para a avalia&ccedil;&atilde;o a ser realizada &#40;Camara, Nathan e Puente, 2000; Cashel, 2002; Dana, Conner e Allen, 1996; Eisman et al., 2000 e Kubiszyn et al., 2000&#41;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao discorrerem sobre o contexto profissional da utiliza&ccedil;&atilde;o de testes na Gr&eacute;cia, Triliva e Stalikas &#40;2004&#41; ressaltam as diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o ao contexto norte-americano. Compararam 150 psic&oacute;logos cl&iacute;nicos da pr&aacute;tica privada de consult&oacute;rio com 66 psic&oacute;logos da pr&aacute;tica p&uacute;blica institucional grega. Seus resultados indicam que menos de 1&#37; dos psic&oacute;logos da cl&iacute;nica privada utilizam testes em sua pr&aacute;tica. Todos informaram utilizar testes ocasionalmente e quando o faziam, utilizavam t&eacute;cnicas projetivas tais como desenhos, TAT, CAT e ainda a T&eacute;cnica Projetiva de Chatira, desenvolvida localmente. Quanto aos testes mais utilizados nas institui&ccedil;&otilde;es gregas, encontraram o WISC, o MMPI e as diversas t&eacute;cnicas projetivas, tais como o TAT, o Rorschach e o CAT. Apresentam propor&ccedil;&otilde;es mais altas de utiliza&ccedil;&atilde;o de testes de intelig&ecirc;ncia e de personalidade comparativamente a outros tipos de testes. Apontam que nem todos os instrumentos &#40;WAIS-III, MMPI-II&#41; foram padronizados para a popula&ccedil;&atilde;o grega, mas que mesmo assim s&atilde;o utilizados, e concluem que a baixa e assistem&aacute;tica utiliza&ccedil;&atilde;o de testes na pr&aacute;tica privada parece indicar que a avalia&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de testes n&atilde;o faz parte da identidade profissional do psic&oacute;logo na Gr&eacute;cia. A utiliza&ccedil;&atilde;o dos testes parece estar associada a objetivos bem espec&iacute;ficos, ligados &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios sociais de reembolso, de compensa&ccedil;&otilde;es e de servi&ccedil;os especializados, realizados nas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como resultado do F&oacute;rum Nacional de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica realizado pelo CFP em 2000 chegou-se a Resolu&ccedil;&atilde;o 002/2003, na qual foram publicados os crit&eacute;rios utilizados para avalia&ccedil;&atilde;o dos testes. O Art. 16 da Resolu&ccedil;&atilde;o CFP n&ordm;. 002/2003 &#40;CFP, 2003&#41; explicita que ser&aacute; considerada falta &eacute;tica a utiliza&ccedil;&atilde;o de testes psicol&oacute;gicos que n&atilde;o constem da rela&ccedil;&atilde;o de testes aprovados pelo CFP, salvo em casos de pesquisa. Baseando-se em estudos nacionais e internacionais, Alves &#40;2004a e 2004b&#41; realizou cuidadoso exame dos efeitos da resolu&ccedil;&atilde;o do CFP particularmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s t&eacute;cnicas projetivas e tamb&eacute;m sobre as condi&ccedil;&otilde;es do ensino da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica no Brasil. Alerta para a necessidade de se realizar pesquisas normativas, sobre a validade e a precis&atilde;o das t&eacute;cnicas projetivas. Paralelamente, enfatiza ainda a necessidade fundamental de se melhorar a qualidade da forma&ccedil;&atilde;o profissional particularmente no caso dessas t&eacute;cnicas, dada a complexidade envolvida tanto na aprendizagem quanto no uso e interpreta&ccedil;&atilde;o adequada das mesmas. Alves &#40;2004b&#41; chama a aten&ccedil;&atilde;o, no entanto, para a cautela que se deve ter com rela&ccedil;&atilde;o aos pareceres. Salienta que, &ldquo;<i>em conseq&uuml;&ecirc;ncia da Resolu&ccedil;&atilde;o, tem havido uma melhora na qualidade dos manuais dos testes publicados</i>&rdquo; &#40;p.362&#41;, mas tamb&eacute;m questiona a n&atilde;o aprova&ccedil;&atilde;o do CAT uma vez que esse &ldquo;<i>tem a mesma fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica do TAT, mas porque seu manual se constitui em uma mera tradu&ccedil;&atilde;o para o portugu&ecirc;s do texto original publicado pelo seu autor, n&atilde;o se considera toda literatura nacional e internacional sobre ele</i>&rdquo; &#40;p. 362&#41;. Ao concluir o artigo sobre as conseq&uuml;&ecirc;ncias das Resolu&ccedil;&otilde;es do CFP no ensino dos testes, Alves &#40;2004a&#41; ressalta que a &ldquo;<i>lista de instrumentos aprovados dever&aacute; ser sistematicamente atualizada... Assim n&atilde;o ensinar esses testes pode ser muito prejudicial para a forma&ccedil;&atilde;o global do psic&oacute;logo</i>&rdquo; &#40;p. 384&#41;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A peculiar condi&ccedil;&atilde;o da Universidade de atender tanto &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do futuro psic&oacute;logo quanto ao desenvolvimento de pesquisas e &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os &agrave; comunidade, remete os profissionais que a integram a constantes questionamentos e &agrave; necessidade de atualiza&ccedil;&atilde;o e reformula&ccedil;&otilde;es. Deparamo-nos assim, com a necessidade tanto de atualiza&ccedil;&atilde;o quanto de vis&atilde;o cr&iacute;tica frente ao emprego de instrumentos de exame psicol&oacute;gico. Uma revis&atilde;o da literatura mostrou que esse tipo de levantamento discriminando os instrumentos de exame psicol&oacute;gico empregados com maior freq&uuml;&ecirc;ncia por psic&oacute;logos pode ser &uacute;til por constituir disparador de questionamentos e discuss&otilde;es sobre instrumentos de nossa pr&aacute;tica profissional dos quais n&atilde;o podemos mais nos furtar, sob pena de sermos coniventes num futuro n&atilde;o muito remoto, com um crescente descr&eacute;dito em rela&ccedil;&atilde;o aos mesmos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa foi realizada no Departamento de Psicologia Cl&iacute;nica do Instituto de Psicologia da Universidade de S&atilde;o Paulo que contava com 34 integrantes. Destes, tr&ecirc;s n&atilde;o eram psic&oacute;logos e por esta raz&atilde;o, n&atilde;o foram inclu&iacute;dos como participantes da pesquisa. Dos 31 participantes &#40;27 docentes e quatro t&eacute;cnicos&#41;, a amostra final foi composta por 30 psic&oacute;logos, pois um integrante do Departamento n&atilde;o respondeu ao formul&aacute;rio. A orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica de 27 dos participantes &#40;90&#37;&#41;codin&acirc;mica. Cabe mencionar aqui que desde 1994, quando da realiza&ccedil;&atilde;o da primeira pesquisa, houve a contrata&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s novos docentes &#40;tamb&eacute;m atuando segundo o referencial psicodin&acirc;mico&#41;, em substitui&ccedil;&atilde;o a outros tr&ecirc;s docentes, que por motivos de ordens diversas desligaram-se do Departamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos receberam um formul&aacute;rio com uma rela&ccedil;&atilde;o de instrumentos cl&iacute;nicos para avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica existentes na Cl&iacute;nica Psicol&oacute;gica Dr. Durval Marcondes, que &eacute; a Cl&iacute;nica-Escola do Departamento. Al&eacute;m dos instrumentos existentes na Cl&iacute;nica, foram acrescentados ao formul&aacute;rio, outros mencionados com freq&uuml;&ecirc;ncia, quer na literatura especializada, quer na pr&aacute;tica cl&iacute;nica de colegas integrantes do Departamento. Esse acr&eacute;scimo teve por objetivo suprir as lacunas apontadas no formul&aacute;rio de 1994, ou seja, incluir instrumentos utilizados por v&aacute;rios participantes tais como, as pr&oacute;prias entrevistas cl&iacute;nicas, caixa contendo material gr&aacute;fico, de ludodiagn&oacute;stico, o Procedimento de Desenhos-Est&oacute;rias de Walter Trinca &#40;1987 e 1989&#41; e tamb&eacute;m instrumentos como a &ldquo;Escala de Desenvolvimento do Comportamento no 1&ordm; Ano de Vida&rdquo; de Pinto, Vilanova e Vieira, &#40;1997&#41;, desenvolvido por integrante do Departamento, posteriormente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No formul&aacute;rio constava explica&ccedil;&atilde;o do objetivo da pesquisa e os participantes foram solicitados a assinalar os instrumentos que estavam sendo utilizados no momento, bem como os que consideravam mais adequados, tanto em sua atua&ccedil;&atilde;o na Cl&iacute;nica-Escola ou no consult&oacute;rio quanto tamb&eacute;m os empregados por alunos sob sua supervis&atilde;o e/ou orienta&ccedil;&atilde;o em pesquisas. Os participantes foram ainda solicitados a dar indica&ccedil;&otilde;es de outros testes que n&atilde;o constassem do formul&aacute;rio e tamb&eacute;m a sugerir novas aquisi&ccedil;&otilde;es pelo Departamento. Ao final do formul&aacute;rio havia duas quest&otilde;es abertas, em que se solicitava ao participante manifestar suas prefer&ecirc;ncias e tamb&eacute;m reservas quanto aos testes, com as respectivas justificativas para tanto, independentemente do parecer oficial do Conselho Federal de Psicologia em rela&ccedil;&atilde;o aos mesmos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Caso o profissional concordasse em participar da pesquisa deveria assinar um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido que estava anexo ao formul&aacute;rio. Os participantes foram instru&iacute;dos a devolver espontaneamente os formul&aacute;rios preenchidos dentro de um prazo de 15 dias. Decorrido esse prazo foi feito contato com os que n&atilde;o haviam retornado o formul&aacute;rio e solicitou-se novamente que o fizessem. Tamb&eacute;m foram esclarecidas eventuais d&uacute;vidas quanto ao preenchimento do mesmo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Tratamento dos dados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tanto os instrumentos para avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica utilizados pelos profissionais quanto &agrave;s eventuais sugest&otilde;es por eles apresentadas foram computados. A seguir foram obtidas as freq&uuml;&ecirc;ncias percentuais de cita&ccedil;&atilde;o dos instrumentos, que s&atilde;o apresentadas na Tabela 1.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tabela 1. Distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncia absoluta e percentual dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica utilizados pelos integrantes do Departamento &#40;n=26&#41;</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bolpsi/v58n128/128a04t1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Constatamos que todos os participantes fazem uso de entrevistas psicol&oacute;gicas, entretanto 13&#37; &#40;4&#41; deles utilizam exclusivamente de entrevistas psicol&oacute;gicas em sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica, n&atilde;o fazendo uso de nenhum outro instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica arrolado no formul&aacute;rio. Diante deste fato, para fim de estudo espec&iacute;fico dos instrumentos utilizados &#40;al&eacute;m propriamente de entrevistas psicol&oacute;gicas&#41;, <i>o n&uacute;mero de participantes &#40;base&#41; passou a ser de 26 psic&oacute;logos</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na Tabela 1 constam todos os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica listados no formul&aacute;rio, com os resultados obtidos quanto &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia absoluta e percentual de utiliza&ccedil;&atilde;o. Foram exclu&iacute;dos, para fins de concis&atilde;o da Tabela os testes que constavam da rela&ccedil;&atilde;o em Herzberg, Erdman e Becker &#40;1995&#41;, mas n&atilde;o estavam, atualmente, sendo utilizados por nenhum dos integrantes do Departamento &#40;F = 0&#41;. Considerando-se o total de participantes &#40;26&#41;, obteve-se a m&eacute;dia de 16 cita&ccedil;&otilde;es de instrumentos e t&eacute;cnicas para o grupo como um todo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica mais utilizados por 87&#37; dos psic&oacute;logos do Departamento que fazem uso de instrumentos, al&eacute;m de entrevistas psicol&oacute;gicas est&atilde;o apresentados na Tabela 1, onde podemos observar que as t&eacute;cnicas projetivas s&atilde;o as mais utilizadas entre os profissionais. Tal resultado &eacute; consonante com os de Freitas e Noronha &#40;2005&#41;, Noronha &#40;2002&#41; e com os psic&oacute;logos de orienta&ccedil;&atilde;o psicodin&acirc;mica de Cashel &#40;2002&#41;. Tr&ecirc;s Escalas de Intelig&ecirc;ncia &#40;Matrizes Progressivas &– Escala Geral, o WISC-III e o WAIS&#41; figuram como representantes de outro tipo de t&eacute;cnica &#40;avalia&ccedil;&atilde;o de n&iacute;vel mental&#41; entre os mais utilizados. Embora tenham sido feitas algumas sugest&otilde;es para aquisi&ccedil;&atilde;o de materiais que n&atilde;o fazem parte do acervo da Cl&iacute;nica, tais como por exemplo o Sceno Test, Escala de Intoler&acirc;ncia para a Enurese, Teste de Ajuste Marital e o Invent&aacute;rio de Estilos Parentais, grande parte das t&eacute;cnicas utilizadas s&atilde;o, ainda, as tradicionalmente reconhecidas em nosso meio, tais como o TAT, Rorschach e as t&eacute;cnicas gr&aacute;ficas, achado esse, tamb&eacute;m verificado em outras pesquisas j&aacute; citadas. Observa-se por exemplo, que, embora o TAT tenha se mantido na lideran&ccedil;a de prefer&ecirc;ncias, a compara&ccedil;&atilde;o com Herzberg, Erdman e Becker &#40;1995&#41; mostra que sua utiliza&ccedil;&atilde;o passou de 92&#37; em 1994 para 73&#37; em 2004. O CAT-A caiu de 83&#37; em 1994 para 58&#37; em 2004. J&aacute; a Escala WISC passou de 83&#37; em 1994 para 50&#37; em 2004. Mantiveram-se praticamente inalteradas as freq&uuml;&ecirc;ncias de utiliza&ccedil;&atilde;o do DFH segundo a t&eacute;cnica de Machover &#40;67&#37; em 1994 versus 69&#37; em 2004&#41;, do Rorschach &#40;63&#37; em 1994 versus 65&#37; em 2004&#41; e do Desenho Livre &#40;54&#37; em 1994 versus 58&#37; em 2004&#41;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A compara&ccedil;&atilde;o ainda revela um sens&iacute;vel decr&eacute;scimo na utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica de forma geral no Departamento, resultado esse tamb&eacute;m encontrado nas pesquisas internacionais citadas. A despeito desse decr&eacute;scimo mais geral, a ordem das prefer&ecirc;ncias de utiliza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos n&atilde;o sofreu grandes altera&ccedil;&otilde;es. Salientaremos as que chamaram particular aten&ccedil;&atilde;o e teceremos algumas conjecturas sobre suas poss&iacute;veis causas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Caixa com Material Gr&aacute;fico, a de Ludodiagn&oacute;stico bem como o Procedimento Desenhos&–Est&oacute;rias &#40;Trinca, 1987&#41; n&atilde;o apareciam como alternativas a serem assinaladas no formul&aacute;rio da pesquisa anterior &#40;Herzberg, Erdman e Becker, 1995&#41;, embora fossem recursos utilizados rotineiramente no Departamento. Alguns participantes at&eacute; mencionaram naquela &eacute;poca suas respectivas omiss&otilde;es no formul&aacute;rio de pesquisa ent&atilde;o utilizado. Assim sendo, podemos hipotetizar que provavelmente constariam como recursos utilizados com freq&uuml;&ecirc;ncia elevada entre os integrantes do Departamento desde aquela &eacute;poca.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; o WISC e o CAT-A perderam posi&ccedil;&otilde;es na classifica&ccedil;&atilde;o dos testes mais utilizados: ambos ca&iacute;ram no <i>ranking</i>, tendo sido ultrapassados, entre outros, pelo DFH e pelo Rorschach. Quanto ao ocorrido com o WISC, hipotetizamos que a transi&ccedil;&atilde;o entre vers&otilde;es do teste do  WISC para o WISC-III exige um per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o, em que a familiariza&ccedil;&atilde;o com as mudan&ccedil;as entre vers&otilde;es pode se refletir numa queda tempor&aacute;ria da freq&uuml;&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o. A hip&oacute;tese ganha for&ccedil;a, quando se constata que, embora o WISC n&atilde;o deva ser mais utilizado &#40;o WISC-III com 46&#37; &eacute; que tem parecer favor&aacute;vel do CFP&#41;, ele constava do formul&aacute;rio e 50&#37; &#40;13&#41; participantes o indicaram como instrumento importante, independentemente do parecer emitido pelo CFP em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo. Como paralelamente a essa atualiza&ccedil;&atilde;o do teste, tamb&eacute;m constatamos em nosso meio um intenso questionamento em rela&ccedil;&atilde;o aos instrumentos de medida de intelig&ecirc;ncia, faz-se necess&aacute;ria nova pesquisa no futuro, para se confirmar &#40;ou n&atilde;o&#41; a propriedade da hip&oacute;tese quanto aos efeitos provocados pela transi&ccedil;&atilde;o de vers&otilde;es do WISC. Ou seja, seria importante tentar discriminar com mais precis&atilde;o os fatores que estariam interferindo nas mudan&ccedil;as detectadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O CAT-A era a segunda t&eacute;cnica projetiva mais utilizada &#40;Herzberg, Erdman e Becker, 1995&#41;, perdendo apenas para o TAT. Tal queda talvez possa estar relacionada com o parecer desfavor&aacute;vel atribu&iacute;do, temporariamente, pelo CFP, no processo de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade da referida t&eacute;cnica. A despeito do parecer, o CAT-A parece ser uma t&eacute;cnica valorizada pelos participantes, pois mant&eacute;m freq&uuml;&ecirc;ncia consider&aacute;vel de utiliza&ccedil;&atilde;o em pesquisas. Tamb&eacute;m, quando se procede &agrave; leitura da quest&atilde;o aberta do formul&aacute;rio, onde os participantes se referem &agrave;s t&eacute;cnicas de sua prefer&ecirc;ncia, verifica-se que salientam suas prefer&ecirc;ncias por t&eacute;cnicas que permitam a livre express&atilde;o de sentimentos, em oposi&ccedil;&atilde;o a question&aacute;rios e escalas fechadas. Outro fato importante e que leva a pensar na poss&iacute;vel influ&ecirc;ncia do parecer desfavor&aacute;vel do CFP em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; queda na utiliza&ccedil;&atilde;o do CAT-A, &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o de destaque ocupada pelo TAT no ranking dos instrumentos mais utilizados: &eacute; o l&iacute;der, no Departamento, h&aacute; pelo menos 10 anos. Qual seria a raz&atilde;o espec&iacute;fica para tal discrimina&ccedil;&atilde;o &#40;decr&eacute;scimo de prefer&ecirc;ncia&#41;, uma vez que o CAT &eacute; derivado do TAT? N&atilde;o restam d&uacute;vidas de que essas s&atilde;o apenas hip&oacute;teses e que apenas pesquisas mais espec&iacute;ficas voltadas para tais quest&otilde;es &eacute; que poder&atilde;o &#40;ou n&atilde;o&#41; confirmar as hip&oacute;teses levantadas. A utiliza&ccedil;&atilde;o do Bender tamb&eacute;m teve marcado decr&eacute;scimo &#40;de 63&#37; em 1994 para 42&#37; em 2004&#41; e a op&ccedil;&atilde;o por testes de prontid&atilde;o, invent&aacute;rios, escalas e outros testes foi muito reduzida. A Escala de Adapta&ccedil;&atilde;o Operacionalizada &#40;EDAO&#41; de Ryad Simon foi a &uacute;nica com freq&uuml;&ecirc;ncia acima de 25&#37; &#40;35&#37;&#41;s invent&aacute;rios e escalas listados no formul&aacute;rio. Tais tend&ecirc;ncias observadas entre os integrantes do Departamento, quanto &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do CAT, Bender, escalas, invent&aacute;rios e question&aacute;rios, parecem diferir das encontradas nos demais pa&iacute;ses pesquisados. O MMPI, por exemplo, &eacute; sem d&uacute;vida o l&iacute;der na literatura internacional pesquisada. &Eacute; interessante se observar, que nesse sentido, constatou-se uma tend&ecirc;ncia oposta &agrave; revelada em Belter e Piotrowski &#40;2001&#41;, no que diz respeito &agrave;s t&eacute;cnicas preferencialmente utilizadas, pois os referidos autores salientam que diferentes ordens de fatores &#40;cobertura de planos de sa&uacute;de, etc.&#41; exercem press&atilde;o na realidade norte-americana para a utiliza&ccedil;&atilde;o de escalas, invent&aacute;rios e question&aacute;rios fechados em detrimento de t&eacute;cnicas mais abertas e menos diretivas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Coerentemente com as id&eacute;ias expressas na quest&atilde;o aberta do formul&aacute;rio, o Procedimento de Desenhos-Est&oacute;rias e o Desenho Livre ganharam maior destaque, pois s&atilde;o instrumentos que permitem livre express&atilde;o de sentimentos, sendo pouco diretivos. Tais instrumentos ocuparam lugares anteriormente designados ao Teste do Desenho em Cores da Fam&iacute;lia &#40;TDCF&#41; de Maggi e ao Bender, respectivamente. No caso espec&iacute;fico do TDCF, a falta de divulga&ccedil;&atilde;o &#40;praticamente inexist&ecirc;ncia de publica&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas&#41;, parece representar um importante fator no decr&eacute;scimo de sua utiliza&ccedil;&atilde;o. A autora era professora do Departamento e a descri&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica tal como a mesma prop&ocirc;s era feita pessoalmente e, infelizmente, ap&oacute;s a sua morte, restringiu-se quase que exclusivamente ao manuscrito de sua disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado e &agrave; transmiss&atilde;o verbal feita pelos que reconhecem o valor de sua t&eacute;cnica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A propor&ccedil;&atilde;o de profissionais que n&atilde;o fazem, no momento, uso de instrumentos al&eacute;m de entrevistas psicol&oacute;gicas &#40;13&#37;&#41;mente se manteve &#40;17&#37;&#41;berg, Erdman e Becker &#40;1995&#41;. J&aacute; a pesquisa de Noronha &#40;2002&#41; revelou porcentagem maior &#40;39,3&#37;&#41;issionais que n&atilde;o fazem uso de testes. &Eacute; preciso considerar, no entanto, que Noronha fez levantamento de testes psicol&oacute;gicos utilizados, excluindo outras t&eacute;cnicas de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, e que psic&oacute;logos de todas as &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o foram inclu&iacute;dos, diferentemente desta pesquisa que foi realizada no Departamento de Psicologia <i>Cl&iacute;nica</i> pertencente a uma <i>Universidade</i>. As tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas, a de incluir t&eacute;cnicas &#40;procedimentos&#41; de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, o fato de tratar-se de profissionais da &aacute;rea cl&iacute;nica e o de pertencer a uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino podem explicar, ao menos parcialmente, esse maior uso dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica do que o apresentado por Noronha &#40;2002&#41;. Outro aspecto a ser estudado em futuras investiga&ccedil;&otilde;es refere-se &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o entre os profissionais, da utiliza&ccedil;&atilde;o dos instrumentos e t&eacute;cnicas de exame psicol&oacute;gico, pois, embora a m&eacute;dia de cita&ccedil;&atilde;o de testes obtida nesta pesquisa seja de 16 testes, considerando-se o grupo como um todo, parece haver uma tend&ecirc;ncia &agrave; polariza&ccedil;&atilde;o deste uso: alguns participantes utilizam um grande n&uacute;mero de instrumentos, ao mesmo tempo em que outros, um n&uacute;mero bastante reduzido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao procurar abarcar os fatores respons&aacute;veis pelo cen&aacute;rio atual de ensino e utiliza&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica pode-se verificar a complexidade do tema. Alguns fatores parecem ser comuns a diferentes realidades, como por exemplo, a influ&ecirc;ncia da orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica dos profissionais e do corpo docente dos programas de ensino em Psicologia Cl&iacute;nica, como fator determinante na prefer&ecirc;ncia do tipo de t&eacute;cnica utilizada com maior freq&uuml;&ecirc;ncia, a convic&ccedil;&atilde;o impl&iacute;cita do valor da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica como instrumento privativo da categoria profissional e tamb&eacute;m nas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e particularmente na &aacute;rea forense. Outros fatores, no entanto, parecem ser mais acentuados em realidades espec&iacute;ficas, tais como a press&atilde;o do sistema de sa&uacute;de e das coberturas dos planos de sa&uacute;de nos Estados Unidos na escolha dos testes utilizados preferencialmente pelos profissionais. Ser&aacute; que fatores dessa natureza influenciar&atilde;o tamb&eacute;m os psic&oacute;logos brasileiros em um futuro pr&oacute;ximo? E quanto aos testes neuropsicol&oacute;gicos, que parecem estar ganhando crescente destaque no ranking dos testes mais utilizados, como podemos retratar nossa realidade de ensino e utiliza&ccedil;&atilde;o dos mesmos? Para uma compreens&atilde;o do cen&aacute;rio brasileiro e, especificamente, dentro das universidades e institui&ccedil;&otilde;es de ensino, parece essencial que se inclua, em pesquisas futuras, uma diversa gama de fatores, dentre os citados. O exame das diversas pesquisas evidencia a import&acirc;ncia e complexidade de se realizar levantamentos sobre o panorama de utiliza&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas de exame psicol&oacute;gico nas diferentes realidades. Assim, fatores, que incluem desde o contexto socioecon&ocirc;mico da realidade em quest&atilde;o, &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, local de trabalho &#40;p&uacute;blico ou privado&#41;, tempo e tipo de forma&ccedil;&atilde;o, orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica dos profissionais at&eacute; faixa et&aacute;ria da clientela atendida, dentre outros, podem exercer papel determinante nos resultados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Concordamos com Alves &#40;2004a e 2004b&#41;, quando expressa preocupa&ccedil;&otilde;es com a qualidade da forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria oferecida em nossa realidade aos futuros profissionais, com a import&acirc;ncia do est&iacute;mulo &agrave; pesquisa e &agrave; atualiza&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e, com a cautela redobrada, que devemos ter ao emitir pareceres sobre os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. &Eacute; fundamental que as universidades, os centros de forma&ccedil;&atilde;o profissional e a sociedade de forma geral tenham clareza e convic&ccedil;&atilde;o quanto ao dinamismo desse processo de avalia&ccedil;&atilde;o dos instrumentos privativos da categoria, a fim de evitar incorrermos no s&eacute;rio risco de coloc&aacute;-los num futuro n&atilde;o muito remoto, e de forma n&atilde;o suficientemente fundamentada, em descr&eacute;dito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pudemos constatar atrav&eacute;s de um simples levantamento, que, apesar de freq&uuml;entemente criticados, os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica continuam sendo considerados instrumentos importantes para o trabalho do psic&oacute;logo na &aacute;rea cl&iacute;nica e de pesquisa. Vale salientar, entretanto, a limita&ccedil;&atilde;o da amplitude do estudo, pois se constituiu em um primeiro momento, de levantamento de dados quantitativos em apenas um departamento espec&iacute;fico pertencente &agrave; Universidade de S&atilde;o Paulo. A extens&atilde;o deste tipo de pesquisa a uma popula&ccedil;&atilde;o maior de psic&oacute;logos, incluindo outros departamentos, cl&iacute;nicas-escola, bem como demais institui&ccedil;&otilde;es, empresas e a pr&aacute;tica privada, em muito poder&aacute; contribuir para a forma&ccedil;&atilde;o de quadro mais abrangente, quanto ao uso dos instrumentos de exame psicol&oacute;gico no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alves,  I.C.B. &#40;2004a&#41;. O ensino da  avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e  os efeitos da  resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho Federal  de Psicologia. In: C. E. Vaz &  R. L. Graeff &#40;Orgs.&#41;, <i>T&eacute;cnicas projetivas: Produtividade em pesquisa. III Congresso Nacional da  Sociedade Brasileira  de Rorschach e M&eacute;todos Projetivos. </i>&#40;pp. 377-384&#41;. Porto Alegre:  SBRo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456474&pid=S0006-5943200800010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alves,  I.C.B. &#40;2004b&#41;. T&eacute;cnicas projetivas:  Quest&otilde;es atuais  na Psicologia. In: C. E. Vaz &  R. L. Graeff &#40;Orgs.&#41;, <i>T&eacute;cnicas projetivas: Produtividade em pesquisa. III Congresso Nacional da  Sociedade Brasileira de Rorschach e M&eacute;todos Projetivos.</i> &#40;pp. 361-366&#41;.  Porto Alegre: SBRo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456475&pid=S0006-5943200800010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Archer,  R.P.; Maruish, M.; Imhof, E.A. & Piotrowski, C. &#40;1991&#41;. Psychological test usage with adolescent clients:  1990 survey findings. <i>Professional Psychology: Research and  Practice, 22</i>, 247-252.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456476&pid=S0006-5943200800010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Archer,  R.P. & Newsom, C.R. &#40;2000&#41;. Psychological test usage with  adolescent clients: Survey update. <i>Assessment</i>, <i>7</i>,  227-235.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456477&pid=S0006-5943200800010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Azevedo,  M.M.; Almeida, L.S.; Pasquali, L. & Veiga, H.M.S. &#40;1996&#41;.  Utiliza&ccedil;&atilde;o dos  testes psicol&oacute;gicos  no Brasil: Dados de  estudo preliminar  em Bras&iacute;lia. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e Contextos, 4</i>,  213-220.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456478&pid=S0006-5943200800010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Belter,  R.W. & Piotrowski, C. &#40;2001&#41;. Current status of  doctoral-level training in  psychological testing. <i>Journal of Clinical Psychology, 57</i>,  717-726.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456479&pid=S0006-5943200800010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Boben, D. &  Pogacnik, V. &#40;2000&#41;. Slovenian psychologists about the use of  psychological tests. / Mnenje psihologov o uporabi psiholoskih  testov. <i>Psiholoska-Obzorja/Horizons of Psychology, 9 </i>&#40;3&#41;,  79-94.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456480&pid=S0006-5943200800010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Borum, R. &  Grisso, T. &#40;1995&#41;. Psychological test use in criminal forensic  evaluations. <i>Professional Psychology: Research and Practice, 26</i>, 465-473.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456481&pid=S0006-5943200800010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Camara,  W.J.; Nathan, J.S. & Puente A.E. &#40;2000&#41;. Psychological  test usage: Implications in professional Psychology. <i>Professional  Psychology: Research and Practice, 31</i>, 141-154.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456482&pid=S0006-5943200800010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Cashel, M.L.  &#40;2002&#41;. Child and adolescent psychological assessment: Current  clinical practices and the impact of managed care. <i>Professional  Psychology: Research and Practice, 33</i>, 446-453.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456483&pid=S0006-5943200800010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conselho  Federal de  Psicologia &#40;2000&#41;. <i>I  F&oacute;rum Nacional de Avalia&ccedil;&atilde;o  Psicol&oacute;gica &– propostas encaminhadas para os Conselhos Federal e  Regionais de  Psicologia</i> &#91;folheto&#93;.  Bras&iacute;lia: Conselho Federal  de Psicologia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456484&pid=S0006-5943200800010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conselho  Federal de  Psicologia. &#40;2003&#41;. <i>Resolu&ccedil;&atilde;o CFP:  002/2003</i>. Consultado em 23  de junho de 2005 do  Conselho Regional  de Psicologia Online  de http://200.199.243.195/legislacao/doc/resolucao2003_002.doc.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456485&pid=S0006-5943200800010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dana,  R.H.; Conner, M.G. & Allen, J. &#40;1996&#41;. Quality of care and cost  containment in managed mental health:  Policy, education, research, advocacy. <i>Psychological Reports, 79</i>, 1395-1422.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456486&pid=S0006-5943200800010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Eisman,  E.J.; Dies, R.R.; Finn, S.E.; Eyde, L.D.; Kay, G.G.; Kubiszyn, T.W.;  Meyer, G.J.  & Moreland, K.L. &#40;2000&#41;. Problems and limitations in using  psychological assessment in contemporary health care delivery system. <i>Professional Psychology: Research and Practice, 31</i>,  131-140.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456487&pid=S0006-5943200800010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Freitas,  F.A.A. & Noronha, A.P.P. &#40;2005&#41;. Cl&iacute;nica-Escola:  Levantamento de  instrumentos utilizados  no processo psicodiagn&oacute;stico. <i>Psicologia Escolar e Educacional, 9</i> &#40;1&#41;,  87-931.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456488&pid=S0006-5943200800010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hagen,  M.A. & Castagna, N. &#40;2001&#41;. The real numbers:  Psychological testing in custody evaluation. <i>Professional  Psychology: Research and Practice, 32</i>, 269-271.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456489&pid=S0006-5943200800010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Hambleton,  R.K. & Oakland, T. &#40;2004&#41;. Advances, issues, and research in  testing practices around the world. <i>Applied Psychology: An  International Review, 53</i>, 155-156.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456490&pid=S0006-5943200800010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Herzberg,  E. &#40;2000&#41;. Use of TAT in multicultural societies: Brazil and the  United States. In R. H. Dana, &#40;Org.&#41;, <i>Handbook of Cross-Cultural  and Multicultural Personality Assessment</i>. &#40;pp. 447-464&#41;. Mahwah,  NJ: Lawrence Erlbaum Associates Publishers.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456491&pid=S0006-5943200800010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Herzberg,  E.; Erdman, E.P. & Becker, E. &#40;1995&#41;. T&eacute;cnicas  de Exame Psicol&oacute;gico  utilizadas no Departamento  de Psicologia Cl&iacute;nica  do Instituto de  Psicologia da  Universidade de S&atilde;o  Paulo: Levantamento  realizado em 1994. <i>Boletim de  Psicologia, XLV</i>, 102, 85-96.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456492&pid=S0006-5943200800010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Kamphaus,  R.W.; Petoskey, M.D. & Rowe, E.W. &#40;2000&#41;. Current  trends in  psychological testing of children. <i>Professional Psychology:  Research and Practice, 31</i>, 155-164.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456493&pid=S0006-5943200800010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Karon,  B.P. &#40;2000&#41;. The clinical interpretation of the Thematic Apperception  Test, Rorschach, and other clinical data: A reexamination of  statistical versus clinical  prediction. <i>Professional Psychology: Research and Practice, 31</i>,  230-233.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456494&pid=S0006-5943200800010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Kubiszyn,  T.W.; Meyer, G.J.; Finn, S.E.; Eyde, L.D; Kay, G.G.; Moreland, K.L.;  Dies, R.R. & Eisman, E.J. &#40;2000&#41;. Empirical support for  psychological assessment in clinical health care settings. <i>Professional Psychology: Research and Practice, 31</i>, 119-130.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456495&pid=S0006-5943200800010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Maggi,  A. &#40;1970&#41;. <i>Teste do  Desenho em Cores da  Fam&iacute;lia</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de  Mestrado. Instituto de  Psicologia da  Universidade de S&atilde;o  Paulo, S&atilde;o  Paulo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456496&pid=S0006-5943200800010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mann,  C.A. &#40;2003&#41;. Diagnostic practices in determining malingered mental illness: a  survey of psychological test usage by forensic psychologists. <i>Dissertation Abstract International: Section B: The Sciences and  Engeneering, 64</i> &#40;3-B&#41;.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456497&pid=S0006-5943200800010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Martin, M-A,  Allan, A. & Allan, M.M. &#40;2001&#41;. The use of psychological tests by  Australian psychologists who do assessments for the courts. <i>Australian Journal of Psychology, 53</i> &#40;2&#41;, 77-82.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456498&pid=S0006-5943200800010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Noronha,  A.P.P. &#40;2002&#41;. Os problemas mais  graves e  mais freq&uuml;entes  no uso dos  testes psicol&oacute;gicos. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e  Cr&iacute;tica, 15</i>, 135-142.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456499&pid=S0006-5943200800010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Noronha,  A.P.P. &#40;2003&#41;. Docentes de  Psicologia: Forma&ccedil;&atilde;o profissional. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 8</i>, 169-173</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456500&pid=S0006-5943200800010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Oakland, T.  &#40;2004&#41;. Use of educational and psychological tests internationally. <i>Applied Psychology: An International Review, 53</i>,  157-172.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456501&pid=S0006-5943200800010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Oliveira  K.L., Noronha, A.P.P., Dantas, M.A.  & Santar&eacute;m, E.M. &#40;2005&#41;. O psic&oacute;logo comportamental  e a utiliza&ccedil;&atilde;o de  t&eacute;cnicas e  instrumentos psicol&oacute;gicos. <i>Psicologia em Estudo, 10</i> &#40;1&#41;,  127-135.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456502&pid=S0006-5943200800010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pinto,  E.B., Vilanova, L.C.P. & Vieira, R.M. &#40;1997&#41;. <i>O  desenvolvimento do  comportamento da  crian&ccedil;a no  primeiro ano de vida: Padroniza&ccedil;&atilde;o de uma escala para a avalia&ccedil;&atilde;o e o  acompanhamento</i>. S&atilde;o Paulo:  Casa do  Psic&oacute;logo/FAPESP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456503&pid=S0006-5943200800010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Piotrowski,  C.; Belter, R.W. & Keller, J.W. &#40;1998&#41;. The impact of &ldquo;managed  care&rdquo; on the practice of psychological testing: Preliminary  findings. <i>Journal of Personality Assessment, 70</i>,  441-447.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Rossini, E.D.  & Moretti, R.J. &#40;1997&#41;. Thematic Apperception Test &#40;TAT&#41;  interpretation: Practice recommendations from a survey of clinical  doctoral programs accredited by the American Psychological  Association. <i>Professional Psychology: Research and Practice, 28</i>,  393-398.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456505&pid=S0006-5943200800010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sequeira,  H. & Van-Scoyoc, S. &#40;2004&#41;. Discussion paper  on psychological testing. <i>Counseling Psychology Review, 19</i> &#40;2&#41;, 37-40.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456506&pid=S0006-5943200800010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Triliva,  S. & Stalikas, A. &#40;2004&#41;. The use of psychological tests and  measurements by psychologists in the role of a counselor in Greece. <i>Counseling Psychology Review, 19</i> &#40;4&#41;,  32-39.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456507&pid=S0006-5943200800010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trinca,  W. &#40;1987&#41;. <i>Investiga&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da personalidade: O Desenho Livre como est&iacute;mulo de apercep&ccedil;&atilde;o  tem&aacute;tica</i>. S&atilde;o Paulo:  E.P.U.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456508&pid=S0006-5943200800010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trinca,  W. &#40;1989&#41;. O Procedimento de Desenho de  Fam&iacute;lia com  Est&oacute;ria -  DF-E, na investiga&ccedil;&atilde;o da  personalidade de  crian&ccedil;as e  adolescentes. <i>Boletim de  Psicologia, 39</i>, 90/91, 45-54.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456509&pid=S0006-5943200800010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Watkins  Jr., C.E.; Campbell. V.L.; Nieberdong, R. &  Hallmark, R. &#40;1995&#41;. Contemporary practice of psychological  assessment by clinical psychologists. <i>Professional Psychology:  Research and Practice, 26</i>, 54-60.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456510&pid=S0006-5943200800010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em 14/06/07    <br>   Revisto em 06/09/07    <br> Aceito em 08/09/07</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#tit1" name="tit01"><sup>1</sup></a> Agradecemos a fundamental participa&ccedil;&atilde;o dos colegas de Departamento, sem a qual esta pesquisa n&atilde;o teria se concretizado. Esta pesquisa foi parcialmente apresentada no XVIII Congresso Internacional de Rorschach e M&eacute;todos Projetivos em Barcelona, Espanha em 2005.    <BR> <a href="#aut1" name="aut01"><sup>*</sup></a> Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia: Av. Prof. Mello Moraes, 1721, Bloco F. Cidade Universit&aacute;ria, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. CEP: 05508-030. E-mail: <a href="mailto:eherzber@usp.br">eherzber@usp.br</a>.</font></p>     ]]></body>
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