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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The codependency is a condition under specific psychological, behavioral and emotional ambit, which is characterized by an excessive reliance on one individual over another. The objective of this research is to understand how the individual codependent perceives himself. Through a qualitative and exploratory approach, data were collected in a support group, named CODA, located in Várzea Grande-MT, with the participation of six participants of the group. It was used an open questionnaire and data analysis occurred through the technique of content analysis. The results and discussions highlight that codependency is characterized by a series of symptoms and attitudes full of defense mechanism. Thus, realizes that society has a distorted view of codependency or do not know it. It is understood, furthermore, that attention to the codependent is an essential factor in the support necessary to overcome this condition which a person belongs.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="add1"></a><b>A co-depend&ecirc;ncia na perspectiva  de quem sofre</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Codependency in the perspective of those who suffer</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Leilanir de Sousa Carvalho<a href="#add"><sup>*</sup></a>; Fauston Negreiros</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Curso de Psicologia da Faculdade Integral Diferencial - FACID - PI - Brasil</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>   <hr size="1" noshade>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A co-depend&ecirc;ncia &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de &acirc;mbito psicol&oacute;gico, comportamental e emocional, que se caracteriza por uma depend&ecirc;ncia excessiva de um indiv&iacute;duo em rela&ccedil;&atilde;o ao outro. O objetivo desta pesquisa consiste na compreens&atilde;o de como o indiv&iacute;duo co-dependente se percebe, com uma abordagem qualitativa e perspectiva explorat&oacute;ria. Foram coletados os dados no grupo de apoio CODA, localizado em V&aacute;rzea Grande-MT, com a participa&ccedil;&atilde;o de seis freq&uuml;entadores ass&iacute;duos do grupo. Utilizou-se um question&aacute;rio aberto e a an&aacute;lise dos dados ocorreu por meio da t&eacute;cnica de An&aacute;lise de Conte&uacute;do. Os resultados e discuss&otilde;es destacam que a co-depend&ecirc;ncia se caracteriza por uma s&eacute;rie de sintomas e atitudes repletas de mecanismo de defesa. Percebe-se que a sociedade tem uma vis&atilde;o distorcida da co-depend&ecirc;ncia ou n&atilde;o a conhece. Entende-se, ainda, que a aten&ccedil;&atilde;o ao co-dependente &eacute; um fator essencial no apoio necess&aacute;rio para a supera&ccedil;&atilde;o desta condi&ccedil;&atilde;o na qual o indiv&iacute;duo se enquadra. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Percep&ccedil;&atilde;o; co-depend&ecirc;ncia; psicologia.</font></p> <hr size="1" noshade>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The codependency is a condition under specific psychological, behavioral and emotional ambit, which is characterized by an excessive reliance on one individual over another. The objective of this research is to understand how the individual codependent perceives himself. Through a qualitative and exploratory approach, data were collected in a support group, named CODA, located in V&aacute;rzea Grande-MT, with the participation of six participants of the group. It was used an open questionnaire and data analysis occurred through the technique of content analysis. The results and discussions highlight that codependency is characterized by a series of symptoms and attitudes full of defense mechanism. Thus, realizes that society has a distorted view of codependency or do not know it. It is understood, furthermore, that attention to the codependent is an essential factor in the support necessary to overcome this condition which a person belongs. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> Perception; codependency; psychology. </font></p> <hr size="1" noshade>    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em se tratando da tem&aacute;tica da depend&ecirc;ncia, muitos estudos s&atilde;o direcionados somente ao dependente e isolam pessoas pr&oacute;ximas que recebem influ&ecirc;ncias e sofrem diariamente por manter este relacionamento, que as fazem esquecer de suas pr&oacute;prias prefer&ecirc;ncias e prioridades. Este estudo aborda a tem&aacute;tica da co-depend&ecirc;ncia a partir da compreens&atilde;o do pr&oacute;prio indiv&iacute;duo em rela&ccedil;&atilde;o aos seus sentimentos, como o mesmo os percebe e de que forma esses sentimentos determinam sua vida. De acordo com Oliveira (2004), a co-depend&ecirc;ncia consiste em depender da depend&ecirc;ncia do outro em rela&ccedil;&atilde;o a si mesmo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escolha do referido tema partiu da observa&ccedil;&atilde;o e reflex&otilde;es sob a forma como os indiv&iacute;duos se dedicam aos seus relacionamentos. Parte-se do princ&iacute;pio que se estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o entre duas pessoas e a sobreviv&ecirc;ncia de um indiv&iacute;duo e sua sa&uacute;de mental dependem da forma como esse relacionamento se estabelece, por&eacute;m se percebe que existem indiv&iacute;duos que se relacionam de forma que foge dos padr&otilde;es esperados pela sociedade, tornando-se dependentes de outras pessoas como forma de condu&ccedil;&atilde;o para suas pr&oacute;prias vidas. Um exemplo de rela&ccedil;&atilde;o disfuncional &eacute; a co-depend&ecirc;ncia, que, segundo Zampieri (2004b), se trata de uma condi&ccedil;&atilde;o na qual o indiv&iacute;duo sofre nos aspectos emocional, psicol&oacute;gico e comportamental, na forma em que suas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o dirigidas ao outro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Identificam-se nesta pesquisa os aspectos que emergem no processo de percep&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo sobre seu estado de co-depend&ecirc;ncia, al&eacute;m de procurar solucionar algumas quest&otilde;es sobre o indiv&iacute;duo que sofre por ser enquadrado como co-dependente e a sua percep&ccedil;&atilde;o a este respeito. Pretende-se desmistificar se as quest&otilde;es neurol&oacute;gicas ou psiqui&aacute;tricas s&atilde;o mais relevantes que as de origem psicol&oacute;gica, identificando a co-depend&ecirc;ncia como uma dificuldade no &acirc;mbito ps&iacute;quico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste sentido, caracteriza-se a co-depend&ecirc;ncia como sendo uma disfun&ccedil;&atilde;o comportamental espec&iacute;fica e previs&iacute;vel, sendo primordial a reflex&atilde;o sobre esse conceito atrav&eacute;s dos aspectos psicol&oacute;gicos, pedag&oacute;gicos e patol&oacute;gicos (Toffoli, Wanjstock, Mantel, Biscaia e Biscaia, 1997). O co-dependente n&atilde;o estabelece um v&iacute;nculo com o outro, ele se aproveita. Portanto sofre e promove o sofrimento justamente por apresentar dificuldade em se relacionar com o outro (Zampieri, 2004b).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante deste tema pretende-se compreender pelo discurso de indiv&iacute;duos enquadrados no perfil da co-depend&ecirc;ncia, como o indiv&iacute;duo co-dependente se percebe. Al&eacute;m de compreender a percep&ccedil;&atilde;o que o indiv&iacute;duo co-dependente tem de si mesmo, identificar a percep&ccedil;&atilde;o dos sentimentos que emergem em indiv&iacute;duos co-dependentes, identificar quais os principais aspectos psicol&oacute;gicos que est&atilde;o relacionados com os co-dependentes e caracterizar como o grupo de apoio interfere na co-depend&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A co-depend&ecirc;ncia &eacute; um estado de dif&iacute;cil diagn&oacute;stico, portanto, pretende-se atrav&eacute;s desta reflex&atilde;o ampliar a vis&atilde;o dos profissionais e da sociedade em rela&ccedil;&atilde;o ao tema e permanecer na tentativa de que possam surgir &oacute;rg&atilde;os especializados, capazes de promover a melhoria dos atendimentos existentes e proporcionar o atendimento a regi&otilde;es n&atilde;o beneficiadas, para assim assistir toda a popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, visto que os grupos que acompanham atualmente a este p&uacute;blico se concentram apenas em algumas capitais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O co-dependente repete os mesmos comportamentos ineficazes de quando era crian&ccedil;a com o objetivo de ser aceito, amado e importante, e, por tal conduta, tenta aliviar a dor e o sofrimento por sentir-se abandonado. No entanto, paradoxalmente a esse comportamento, o co-dependente tende a perpetuar estes sentimentos. O v&iacute;nculo defeituoso que se estabelece carrega as preocupa&ccedil;&otilde;es com o que os outros pensam e o medo da perda de um relacionamento, sentem e experimentam a culpa e est&atilde;o sempre tentando reparar danos. A percep&ccedil;&atilde;o que o co-dependente tem do mundo &eacute; perigosa, visto que o mesmo apresenta a necessidade de proteger e o medo de ser abandonado (Izquierdo, 2001; Sophia, Tavares e Zilberman, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um ambiente perturbador ou em desordem &eacute; propicio para a exist&ecirc;ncia de um co-dependente, neste caso algu&eacute;m &eacute; afetado por esta desordem e conseq&uuml;entemente passa a afetar os demais, e vice-versa. Assim como o ambiente sustenta o co-dependente, este pr&oacute;prio ambiente &eacute; o criador do co-dependente (Ferreira, 2008). Trata-se de depend&ecirc;ncias paralelas. Oliveira (2004) explica que o dependente desenvolve uma liga&ccedil;&atilde;o incontrol&aacute;vel com o seu objeto de desejo e o co-dependente estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o incontrol&aacute;vel de sujei&ccedil;&atilde;o com o outro (dependente). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pr&oacute;prias necessidades pessoais do indiv&iacute;duo s&atilde;o formuladas e definidas apenas na presen&ccedil;a do outro, esta rela&ccedil;&atilde;o &eacute; o objeto do v&iacute;cio. A tens&atilde;o ocorre de forma permanente, devido &agrave; atitude do co-dependente em manter o relacionamento, na medida em que a intimidade e a cumplicidade aumentam, pois o mesmo &eacute; um integrante de uma rede na qual se envolve de maneira obsessiva aos problemas e &agrave; vida do dependente, ocasionando o desequilibro em sua vida pessoal, familiar, social e profissional (Hern&aacute;ndez Casta&ntilde;&oacute;n, 2007; Leis e Costa, 1998).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta condi&ccedil;&atilde;o o indiv&iacute;duo depende da aprova&ccedil;&atilde;o e da capacidade para se controlar, assim como o outro. Al&eacute;m de freq&uuml;entemente se preocupar com pessoas que apresentam caracter&iacute;sticas de instabilidade, o co-dependente apresenta impulsividade, medo, inseguran&ccedil;a, dificuldade em expressar sentimentos, incerteza do futuro, medo de errar, culpa, justificativa para o insucesso, necessidade de ser &uacute;til acompanhada de sofrimento, competi&ccedil;&atilde;o e disputa para sempre ter raz&atilde;o, ambival&ecirc;ncia entre afeto, raiva e frustra&ccedil;&atilde;o, baixa auto-estima, ansiedade em querer mudar o outro e control&aacute;-lo, excessiva nega&ccedil;&atilde;o, vitimiza&ccedil;&atilde;o, estresse, indigna&ccedil;&atilde;o, m&aacute;goa, falta de afeto, desvaloriza&ccedil;&atilde;o, doen&ccedil;a, depress&atilde;o, abatimento, mau humor, decep&ccedil;&atilde;o, desespero (Beattie, 2007; Tofolli, et al., 1997; Zampieri, 2004a; Zampieri, 2004b).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto aos sentimentos percebidos para com ele, sentimentos estes centrados na pessoa, destacam-se insatisfa&ccedil;&atilde;o, desrespeito, pena, viol&ecirc;ncia, raiva, explora&ccedil;&atilde;o, desprezo, compara&ccedil;&atilde;o, distanciamento e abandono (Zampieri, 2004b). Apresentam dificuldade na identifica&ccedil;&atilde;o da auto-imagem, dificuldade em expressar ou identificar sentimentos, vitimiza&ccedil;&atilde;o, ansiedade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; intimidade (Zampieri, 2004a). Das caracter&iacute;sticas centradas na rela&ccedil;&atilde;o, ou seja, comportamentos em rela&ccedil;&atilde;o a si mesmo ou aos outros, se destacam a compulsividade e a distor&ccedil;&atilde;o de limite, assumem indevidamente a responsabilidade, recorrentemente assumem relacionamento com pessoas "conturbadas" e podem ser v&iacute;timas de abuso f&iacute;sico e/ou sexual (Zampieri, 2004a, 2004b).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No atendimento ao co-dependente existem os grupos terap&ecirc;uticos. A princ&iacute;pio sempre houve a necessidade de tratar um dist&uacute;rbio que acompanha todo o processo de depend&ecirc;ncia, que &eacute; comumente identificado na fam&iacute;lia e em pessoas que se relacionam afetivamente com o dependente: a co-depend&ecirc;ncia. Anteriormente os grupos destinados a exercer tal fun&ccedil;&atilde;o eram Al-Anon e Nar-Anon (Cal&aacute;bria, 2007). Por&eacute;m nos dias atuais, o processo de tratamento do co-dependente &eacute; realizado atrav&eacute;s dos grupos de apoio denominados Co-dependentes An&ocirc;nimos - CODA (2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o grupo de apoio CODA (2004) as reuni&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o substitutos de uma ajuda profissional, e n&atilde;o se exige a participa&ccedil;&atilde;o do integrante em algum tipo de religi&atilde;o durante seu processo de recupera&ccedil;&atilde;o. Os doze passos s&atilde;o metas que n&atilde;o s&atilde;o o &uacute;nico meio de se adquirir a serenidade almejada por aqueles que participam.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento psicol&oacute;gico da co-depend&ecirc;ncia centra-se na dificuldade do indiv&iacute;duo que sofre e choca-se com as suas mudan&ccedil;as emocionais e comportamentais na tentativa de melhoria na rela&ccedil;&atilde;o com o outro. H&aacute; quem se mantenha na co-depend&ecirc;ncia a vida toda para n&atilde;o ter que passar pelo angustiante processo de separa&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tal como concluiu Zampieri (2004a), um olhar sist&ecirc;mico permite focar n&atilde;o s&oacute; o indiv&iacute;duo e seus comportamentos, por&eacute;m permite compreender as rela&ccedil;&otilde;es e fun&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o solicitadas para conseguir o equil&iacute;brio. Tal a&ccedil;&atilde;o evita a classifica&ccedil;&atilde;o e permite apresentar um denominador comum, permitindo a amplia&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o existente e promovendo um espa&ccedil;o para a an&aacute;lise dos pap&eacute;is e fun&ccedil;&otilde;es que a co-depend&ecirc;ncia assume nos sistemas em geral.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sujeitos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A abordagem utilizada foi a qualitativa, este m&eacute;todo se aplica ao estudo da hist&oacute;ria, das rela&ccedil;&otilde;es e produtos das interpreta&ccedil;&otilde;es do homem sobre o modo em que vive, seu fundamento te&oacute;rico revela processos sociais pouco conhecidos referentes a grupos particulares, pois propicia a constru&ccedil;&atilde;o de novas abordagens, revis&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o de novos conceitos e categorias durante a investiga&ccedil;&atilde;o. Caracterizada como emp&iacute;rica e sistematiza&ccedil;&atilde;o progressiva de seu conhecimento at&eacute; a compreens&atilde;o da l&oacute;gica interna do grupo ou do processo em estudo (Minayo, 2006). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A perspectiva desta pesquisa foi explorat&oacute;ria, que segundo Gil (1999), pesquisas neste aspecto t&ecirc;m por finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e id&eacute;ias. Objetiva proporcionar, no geral, de forma aproximada, um determinado fato. Como relata Minayo (2006), a pesquisa explorat&oacute;ria torna familiar o estudo de fen&ocirc;menos relativamente desconhecidos, por agregar dados que possibilitam uma investiga&ccedil;&atilde;o completa sobre particularidades reais e tamb&eacute;m estabelece algumas prioridades para investiga&ccedil;&otilde;es futuras.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa foi realizada com o Grupo de apoio CODA, localizado em V&aacute;rzea Grande-MT. O motivo de escolha da seguinte institui&ccedil;&atilde;o deveu-se ao fato do foco de atendimento do local ser voltado ao co-dependente e por ser a &uacute;nica institui&ccedil;&atilde;o que manteve contato freq&uuml;ente com a pesquisadora.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Participaram desta pesquisa seis mulheres identificadas como co-dependentes, e freq&uuml;entadores ass&iacute;duos do grupo de apoio CODA. Primeiramente se faz necess&aacute;rio apresentar os participantes deste estudo. Na <a href="/img/revistas/bolpsi/a02tab01.jpg">Tabela 1</a> encontram-se os dados que caracterizam cada participante, para melhor visualiza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es diversificadas oriundas dos question&aacute;rios aplicados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para resguardar a identidade, preservando seu anonimato, foram atribu&iacute;das &agrave;s participantes o nome de personagens de telenovela. Essa estrat&eacute;gia metodol&oacute;gica tamb&eacute;m considerou personagens que "vivenciaram" esta tem&aacute;tica no contexto da telenovela. O nome da respectiva novela ser&aacute; identificado para melhor compreens&atilde;o, portanto, foi estabelecido pela pesquisadora: Ant&ocirc;nia (De Corpo e Alma), Catarina (A Favorita), Dona Genu (Lua Cheia de Amor), Helena (Por Amor), Ruth (Mulheres de Areia) e Tonha (Caminho das &Iacute;ndias).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Material</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O instrumento utilizado foi o question&aacute;rio aberto que complementou o aprofundamento na pesquisa qualitativa (Minayo, 2006). O question&aacute;rio aberto permitiu que os participantes constru&iacute;ssem suas respostas de forma livre, proporcionando respostas profundas e de acordo com seus sentimentos. Al&eacute;m de gastar menor tempo na obten&ccedil;&atilde;o dos dados, evitou a influ&ecirc;ncia do investigador nas respostas do participante. Por meio do question&aacute;rio aberto, o participante n&atilde;o foi for&ccedil;ado a enquadrar a sua percep&ccedil;&atilde;o em alternativas preestabelecidas (Gil, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Procedimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios contou com o apoio e monitoramento da psic&oacute;loga da institui&ccedil;&atilde;o na qual era mantido o contato. Os participantes foram previamente informados sobre a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa e somente os indiv&iacute;duos que concordaram em participar da mesma, e que estavam adequados aos crit&eacute;rios de serem frequentadores ass&iacute;duos do grupo, responderam o question&aacute;rio. Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido, que consiste em uma documenta&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria a constar no projeto de pesquisa, o TCLE segue as diretrizes e normas que devem ser obedecidas na sua elabora&ccedil;&atilde;o e encontram-se dispostas na Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96, conforme a resolu&ccedil;&atilde;o do conselho de &eacute;tica com seres humanos (Brasil, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram utilizados os recortes das respostas e a categoriza&ccedil;&atilde;o dos t&oacute;picos que emergiram para a realiza&ccedil;&atilde;o da An&aacute;lise de Conte&uacute;do, que levou a uma melhor compreens&atilde;o da pesquisa (Minayo, 2006). Por configurar sistematicamente e objetivamente o conte&uacute;do obtido das mensagens e indicadores, que surgem na comunica&ccedil;&atilde;o estabelecida durante a an&aacute;lise dos dados, proporcionou meios de se produzir conhecimento a partir destas mensagens (Bardin, 2000). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ser Co-dependente</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio de estudos cient&iacute;ficos compreende-se a co-depend&ecirc;ncia como um comportamento aprendido, do qual o indiv&iacute;duo precisa se livrar. Em muitos casos, isso significa romper um relacionamento patol&oacute;gico, o que &eacute; muito dif&iacute;cil para o co-dependente (Zampieri, 2004a). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora cada co-dependente apresente uma experi&ecirc;ncia &uacute;nica, originada de sua conviv&ecirc;ncia com as pessoas e de sua personalidade, um ponto comum aparece em todas as hist&oacute;rias de co-depend&ecirc;ncia - a influ&ecirc;ncia dos outros sobre o comportamento do co-dependente e a maneira como o co-dependente tenta influenciar os outros. Nota-se que o co-dependente prende-se &agrave; percep&ccedil;&atilde;o que o outro tem dele, conforme as respostas coletadas as caracter&iacute;sticas percebidas pelas participantes s&atilde;o aquelas que lhes foram atribu&iacute;das por outra(s) pessoa(s), ou seja, as mesmas se percebem atrav&eacute;s daquilo que ouvem o outro reclamar.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>   <i>"Ser co-dependente &eacute; estar sempre dependendo do outro ou at&eacute; mesmo de "outras" pessoas para se sentir bem. &Eacute; colocar as vontades dos outros em primeiro lugar e se submeter mesmo espontaneamente &agrave;s vontades e caprichos do pr&oacute;ximo" </i>(Catarina). </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com as caracter&iacute;sticas de indiv&iacute;duos co-dependentes, as participantes destacaram a presen&ccedil;a dos sentimentos de dedica&ccedil;&atilde;o ao bem-estar do outro. Neste sentido, Zampieri (2004a) afirma que o co-dependente d&aacute; mais do que recebe e, posteriormente, se sente abusado e negligenciado, pois sua autovaloriza&ccedil;&atilde;o est&aacute; reduzida. Por&eacute;m, como todo investimento para controlar o outro &eacute; in&uacute;til, o co-dependente sente-se impotente, arrependido e usado, pois o outro n&atilde;o demonstra gratid&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observa-se nas respostas que a percep&ccedil;&atilde;o que o co-dependente tem de si mesmo est&aacute; muito ligada aos sentimentos, que identifica como sintomas. Esses "sintomas" se cristalizam ao longo de suas vidas o que dificulta sua identifica&ccedil;&atilde;o, pois pode ser encarado como sua personalidade. Neste caso, percebe-se que eles enfatizaram que a condi&ccedil;&atilde;o em que se encontram n&atilde;o pode mudar, visto que n&atilde;o tem cura.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>       <p><i>"...ansiedade, o querer tomar conta das pessoas, cobrar demais, querer receber afeto das pessoas" </i>(Tonha).</p>       <p><i>"Baixa autoestima, querer mandar em tudo, ao mesmo tempo &eacute; ser v&iacute;tima e carrasco, ter uma tristeza enraizada dentro do cora&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o ter paz, n&atilde;o ser feliz" </i>(Dona Genu).</p> </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os mais variados sentimentos, que emergem em um indiv&iacute;duo co-dependente, as participantes citaram a manipula&ccedil;&atilde;o, que segundo Cal&aacute;bria (2007), trata-se de um mecanismo de defesa comumente presente nos relacionamentos entre dependente e co-dependente, sendo que, neste caso, ocorre o desrespeito aos dom&iacute;nios de autoridade do outro. A resposta de <i>Dona Genu</i> retrata a baixa auto-estima, em que fica evidente a dificuldade em tomar decis&otilde;es, inseguran&ccedil;a, valoriza&ccedil;&atilde;o na aprova&ccedil;&atilde;o dos outros, n&atilde;o se perceber como uma pessoa am&aacute;vel ou de valor. O que de fato se comprovou nesta pesquisa foi o surgimento de respostas que revelam o estilo de ser co-dependente das participantes. De um modo geral os co-dependentes s&atilde;o pessoas ressentidas, sentem raiva permanente de algu&eacute;m, agarram-se &agrave; necessidade de punir a pessoa para reparar o sofrimento que acham que sofreram.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Quando e como ocorre o tratamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pelas respostas obtidas dos co-dependentes pesquisados percebeu-se que ocorre ajuda nestas situa&ccedil;&otilde;es, quando o pr&oacute;prio co-dependente n&atilde;o suporta estar nesta condi&ccedil;&atilde;o, na medida em que sua sa&uacute;de f&iacute;sica se torna abalada ou quando o "outro" n&atilde;o suporta mais o conv&iacute;vio, neste momento ocorre a indica&ccedil;&atilde;o de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo em vista que, quando o co-dependente procura ajuda e, se esta ajuda parte do "outro" desejado, faz-se necess&aacute;rio discutir em que momento esta ajuda foi solicitada. As participantes desta pesquisa solicitaram ajuda a partir do momento em que perderam o controle, quando iniciou sua participa&ccedil;&atilde;o no grupo de apoio e quando surgiram patologias, as quais fizeram com que se consultassem com m&eacute;dicos, que as encaminharam.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>   <i>"Quando estava &agrave; beira de um ataque de nervos (m&atilde;e portadora de mal de Alzheimer, filho pequeno, trabalhava com uma pessoa extremamente autorit&aacute;ria, abusadora) eu estava extremamente infeliz, com raiva de mim mesma" </i>(Helena). </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se os afetados desconhecem sua condi&ccedil;&atilde;o e a patologia vier a se tornar cr&ocirc;nica, esta pode gerar n&iacute;veis de estresse, que diminuem sensivelmente a qualidade de vida e culminam em mal-estar f&iacute;sico generalizado e at&eacute; em outras doen&ccedil;as como as cardiovasculares, depend&ecirc;ncias qu&iacute;micas, dentre outras (Sophia et al., 2007). O co-dependente s&oacute; existe atrav&eacute;s da exist&ecirc;ncia do outro, sendo que este outro &eacute; a raz&atilde;o de sua vida, neste sentido essa pessoa &eacute; considerada como importante para o co-dependente e o mesmo acredita que ela pode ajud&aacute;-lo de forma direta ou indireta. </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>   <i>"N&atilde;o, eles tentam me atrapalhar. Eles n&atilde;o conhecem a doen&ccedil;a" </i>(Tonha). </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio das respostas obtidas, a falta de informa&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; mesmo o conhecimento da co-depend&ecirc;ncia geram conflitos para quem sofre desta disfun&ccedil;&atilde;o, visto que o indiv&iacute;duo &eacute; incompreendido diante de suas condutas. E acabam por atrapalhar o tratamento, pois permanecem sendo o "alimento" para o co-dependente. Um padr&atilde;o freq&uuml;entemente associado ao co-dependente vai al&eacute;m dos sofrimentos pessoais decorrentes desse padr&atilde;o, outro aspecto importante &eacute; que o comportamento do indiv&iacute;duo pode influenciar negativamente o tratamento do outro em rela&ccedil;&atilde;o a sua depend&ecirc;ncia (Sophia, 2007). O co-dependente percebe-se ajudado, quando a ajuda ocorre pela imposi&ccedil;&atilde;o de limites, aproxima&ccedil;&atilde;o entre eles e respeito que recebem.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>   <i>"Com minha mudan&ccedil;a eles ficaram mais pr&oacute;ximos de mim, antes eles n&atilde;o gostavam de mim, com raz&atilde;o, n&eacute;. Eu s&oacute; sabia mandar e mandar e criticar" </i>(Dona Genu). </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute;, quando n&atilde;o ocorre, ajuda as participantes informam que ocorrem cobran&ccedil;as, distanciamento entre eles, manipula&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m por desinforma&ccedil;&atilde;o dessas pessoas sobre o que &eacute; co-depend&ecirc;ncia.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>   <i>"Os que n&atilde;o ajudam &eacute; porque n&atilde;o sabem o que &eacute; a co-depend&ecirc;ncia ou n&atilde;o entendem" </i>(Helena). </blockquote></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Compreender um pouco das causas da co-depend&ecirc;ncia e poder pensar que todos os participantes, ap&oacute;s detectarem por si s&oacute; ou por interm&eacute;dio de outras pessoas, que eles eram doentes, que esta doen&ccedil;a n&atilde;o tem cura, ent&atilde;o procuraram o tratamento do CODA, para aprenderem a conviver melhor com consigo mesmos, com suas limita&ccedil;&otilde;es e, principalmente, com o outro.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>   <i>"A princ&iacute;pio eu procurei o CODA, s&oacute; apoio. Em janeiro desse ano procurei terapia individual" </i>(Helena). </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento tem in&iacute;cio com a tomada de consci&ecirc;ncia e aceita&ccedil;&atilde;o por parte do co-dependente, momento este encarado como inabilidade, e ent&atilde;o o mesmo passa a ser visto por si mesmo e pela sociedade. A partir de ent&atilde;o o co-dependente entende sua condi&ccedil;&atilde;o e necessidade de ajuda e percebe que ele tamb&eacute;m necessita de al&iacute;vio para suas dores, que de forma inadequada se concentram no "outro" (CODA, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para os participantes da pesquisa, a Psicologia pode auxiliar atrav&eacute;s de um apoio extra, ocorrendo de forma individual, a partir da orienta&ccedil;&atilde;o e acolhimento, na promo&ccedil;&atilde;o do autoconhecimento, e alguns n&atilde;o sabem como essa ajuda pode ocorrer. Por meio do relato de Catarina o papel do psic&oacute;logo se evidencia:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>   <i>"Ainda n&atilde;o tive um aux&iacute;lio psicol&oacute;gico, mas gostaria muito para conhecer um pouco mais sobre a minha pr&oacute;pria pessoa"</i> (Catarina). </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O co-dependente precisa aprender a estabelecer limites e se impor nas rela&ccedil;&otilde;es que estabelece, para que suas necessidades sejam atendidas com mais propriedade e poder entender que dizer "n&atilde;o" &agrave;queles com quem estabelecem esse relacionamento co-dependente n&atilde;o trar&aacute; consequ&ecirc;ncias desastrosas (Oliveira, 2004). Existem outras formas de tratamento, al&eacute;m do psicol&oacute;gico, que trabalham no acompanhamento da co-depend&ecirc;ncia. Neste caso, os participantes citaram em sua grande maioria, o grupo de apoio como uma ajuda, a literatura sobre o tema e a ajuda espiritual.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>   <i>"A ajuda espiritual" </i>(Tonha). </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A psicoterapia com o aux&iacute;lio do treinamento de habilidades verbais combinadas com os doze passos &eacute; muito eficaz. A auto-ajuda dispon&iacute;vel a partir de grupos, bem como orienta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o recursos para o tratamento da co-depend&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Constata-se que o co-dependente se percebe atrav&eacute;s da opini&atilde;o do outro, ele n&atilde;o &eacute; capaz de perceber seus sentimentos, quando estes se referem a sua pr&oacute;pria pessoa, e tamb&eacute;m n&atilde;o s&atilde;o capazes de atribuir a ele caracter&iacute;sticas positivas. Em suas respostas encontram-se apenas caracter&iacute;sticas negativas, sendo que estas caracter&iacute;sticas s&atilde;o as verbalizadas pelo outro, sendo que este "outro", costumeiramente &eacute; o parceiro do relacionamento afetivo. Os dados coletados nesta pesquisa demonstram que o co-dependente n&atilde;o apresentou capacidade de se perceber sem a ajuda de algu&eacute;m, a princ&iacute;pio esta "ajuda" vem do outro, por&eacute;m, neste caso, ocorre apenas uma colabora&ccedil;&atilde;o com a manuten&ccedil;&atilde;o do comportamento e sentimentos do co-dependente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante do que foi verificado, o comportamento co-dependente pode comprometer o desenvolvimento humano e favorecer o surgimento de doen&ccedil;as. Algumas das participantes apresentam atualmente enfermidades que as conduziram &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de si, pois, a partir do inc&ocirc;modo causado pelos sintomas das doen&ccedil;as, elas recorreram ao aux&iacute;lio m&eacute;dico e este realizou o encaminhamento para o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trabalho terap&ecirc;utico em grupo, quando voltado para o p&uacute;blico co-dependente, trabalha com a finalidade de discutir as viv&ecirc;ncias de cada membro al&eacute;m de sua rela&ccedil;&atilde;o com o "outro" e debater a situa&ccedil;&atilde;o em que vivem. Assim, o co-dependente e conseq&uuml;entemente o "outro" come&ccedil;aram a desenvolver estrat&eacute;gias de conviv&ecirc;ncia com a situa&ccedil;&atilde;o desenvolvida no ambiente em que est&atilde;o inseridos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste caso, a Psicologia se mostra t&iacute;mida em se tratando de estrat&eacute;gias de atua&ccedil;&atilde;o, visto que, atualmente s&atilde;o poucos os grupos de apoio que atuam especificamente com o co-dependente. Na realidade brasileira, um exemplo &eacute; a regi&atilde;o Nordeste, pois at&eacute; o presente momento da realiza&ccedil;&atilde;o desta pesquisa n&atilde;o foi encontrado nenhum trabalho sendo realizado formalmente com este p&uacute;blico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa maneira o tema se faz atual e de grande import&acirc;ncia, por ser fundamental a sua discuss&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o de melhoria na educa&ccedil;&atilde;o, conseq&uuml;entemente no desenvolvimento do indiv&iacute;duo. Neste sentido, serve para refletir e/ou evitar que pais e educadores n&atilde;o perpetuem o mesmo ciclo de abusos e intera&ccedil;&atilde;o familiar disfuncional no qual foram inseridos, evitando a repeti&ccedil;&atilde;o de comportamentos co-dependentes com seus filhos, portadores de outras doen&ccedil;as ou outro dependente na sua mais ampla denomina&ccedil;&atilde;o, como os alco&oacute;latras, portadores de necessidades especiais, indiv&iacute;duos com problemas na justi&ccedil;a, idosos, portadores de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, dentre outros.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bardin, L. (2000). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa: Ed. Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467314&pid=S0006-5943201100020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Beattie, M. (2007). <i>Co-depend&ecirc;ncia nunca mais.</i> Rio de Janeiro: Nova Era.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467316&pid=S0006-5943201100020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brasil. (1996). <i>Conselho Nacional de Sa&uacute;de.</i> Resolu&ccedil;&atilde;o n° 196/96, de 10 de outubro de 1996. Recuperado em 20 de abril, 2009, do <a href="conselho.saude.gov.br/resolucoes/reso_96.htm" target="_blank">conselho.saude.gov.br/resolucoes/reso_96.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467318&pid=S0006-5943201100020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cal&aacute;bria, O.P. (2007). Depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica e liberdade: A filosofia e o tratamento da co-depend&ecirc;ncia. <i>Revista Intera&ccedil;&otilde;es: Cultura e Comunidade, 2</i> (2), 65-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467320&pid=S0006-5943201100020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Co-dependentes An&ocirc;nimos - CODA. (2004). <i>Os doze passos: Uma perspectiva</i>. (4ª ed.). S&atilde;o Paulo: Grupo de apoio Co-dependentes An&ocirc;nimos - CODA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=467322&pid=S0006-5943201100020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ferreira, D.R. (2008). <i>Alcoolismo e co-depend&ecirc;ncia: A interfer&ecirc;ncia do alcoolismo na dissolu&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o conjugal</i>. Trabalho de conclus&atilde;o de curso (Monografia). Faculdade do Sul de Santa Catarina, Palho&ccedil;a. 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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 18/01/10    <br>Revisto em 24/03/11    <br>Aceito em 30/03/11</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="add"></a><a href="#add1">*</a> Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:  Rua Mato Grosso, 1327. Pi&ccedil;arra. Teresina - PI. CEP: 64014-150. Telefone: (86) 3223-8001; E-mail: <a href="mailto:leila.nir@hotmail.com">leila.nir@hotmail.com</a></font></p>      ]]></body>
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