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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A frequência de pensamentos contrafactuais em pessoas com e sem sinais indicativos de depressão]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Counterfactual thoughts (CT) are mental constructs of alternatives to past events, which have adaptive function. The objectives of this study were to assess and compare the frequency of CT between individuals with and without signals indicatives of depression and to evaluate conditions in which people from both groups evoke more counterfactual thoughts. Participants were 42 adults (85% women, mean age 43), divided into two groups: with and without symptoms indicative of depression. Each participant responded individually to a semi-structured interview, the BDI and BAI and a structured instrument to assess counterfactual thoughts in adults. Overall, people without any indications of depression reported fewer counterfactual thoughts and these were mentioned most often when explicitly requested.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="add"></a><b>A frequ&ecirc;ncia de pensamentos contrafactuais    em pessoas com e sem sinais indicativos de    depress&atilde;o<a href="#not1a"><sup>1</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>The frequency of counterfactual thoughts in people with or without signals indicatives of depression </i></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Juliana Sarantopoulos Faccioli<a href="#not1"><sup>*</sup></a>; Patr&iacute;cia Waltz Schelini<a href="#not1"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade Federal de S&atilde;o Carlos </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O pensamento contrafactual (PC) refere-se a elabora&ccedil;&otilde;es mentais de alternativas para eventos passados e apresentam importante fun&ccedil;&atilde;o adaptativa. Os objetivos desse estudo foram verificar e comparar a frequ&ecirc;ncia de PCs entre pessoas com e sem sinais indicativos de depress&atilde;o e comparar em quais condi&ccedil;&otilde;es as pessoas dos dois grupos evocam mais pensamentos contrafactuais. Participaram do estudo 42 adultos, idade m&eacute;dia de 43 anos, sendo 85% mulheres, divididos em dois grupos: com e sem sinais indicativos de depress&atilde;o. Cada participante, respondeu, individualmente, a uma entrevista semi-estruturada, ao BDI e BAI e a um instrumento estruturado para avaliar pensamentos contrafactuais em adultos. No geral, pessoas sem indica&ccedil;&otilde;es de depress&atilde;o relataram menos pensamentos contrafactuais e estes foram evocados com mais frequ&ecirc;ncia, quando solicitados explicitamente. </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b><i> Pensamento contrafactual; pensamento imaginativo; depress&atilde;o. </i></font></p> <hr size="1" noshade>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Counterfactual thoughts (CT) are mental constructs of alternatives to past events, which have adaptive function. The objectives of this study were to assess and compare the frequency of CT between individuals with and without signals indicatives of depression and to evaluate conditions in which people from both groups evoke more counterfactual thoughts. Participants were 42 adults (85% women, mean age 43), divided into two groups: with and without symptoms indicative of depression. Each participant responded individually to a semi-structured interview, the BDI and BAI and a structured instrument to assess counterfactual thoughts in adults. Overall, people without any indications of depression reported fewer counterfactual thoughts and these were mentioned most often when explicitly requested. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b><i> Counterfactual thinking; imaginative thought; depression. </i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quem j&aacute; n&atilde;o pensou em como as coisas poderiam ter acontecido de uma forma diferente no passado? Pensamentos como "Se eu tivesse escolhido Engenharia ao inv&eacute;s de Psicologia, as coisas seriam bem diferentes" ou "se eu tivesse feito gin&aacute;stica, talvez n&atilde;o estaria com essa dor". Esse tipo de pensamento vem sendo recentemente estudado pela Psicologia Cognitiva e foi cunhado pelos te&oacute;ricos da &aacute;rea como pensamento contrafactual, ou seja, pensamentos recorrentes a respeito de fatos diferentes dos que vivenciamos no passado. S&atilde;o tidos como vers&otilde;es alternativas para o passado (Byrne, 2002; Roese, 1994, 1997), que modificam imaginariamente um resultado decorrente da nossa experi&ecirc;ncia de vida (Faccioli, 2013). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O termo "contrafactual" vem de "contr&aacute;rio ao fato", ou seja, algum resultado factual que possa ser mentalmente modificado, alterando algum antecedente ocorrido. Os pensamentos contrafactuais (PCs) surgem frequentemente por meio de proposi&ccedil;&otilde;es condicionais (Roese, 1997). De acordo com Callender, Brown, Tat&aacute; e Regan (2007), o pensamento contrafactual surge como uma resposta cognitiva em que os indiv&iacute;duos simulam uma alternativa diferente para um evento passado. Sua ocorr&ecirc;ncia se d&aacute; a partir da necessidade de mudar ou entender eventos (Wong, Galinsky &amp; Kray, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dos estudos sobre os pensamentos contrafactuais, pesquisadores come&ccedil;aram a refletir a respeito de como surgem, como funcionam e que fun&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m para as pessoas. Assim, o pensamento contrafactual foi definido como representa&ccedil;&otilde;es mentais de vers&otilde;es alternativas para o passado, ou seja, pensamentos de como as coisas poderiam ter acontecido de forma diferente do que de fato ocorreu, produzindo consequ&ecirc;ncias ben&eacute;ficas ou aversivas para os indiv&iacute;duos (Epstude &amp; Roese, 2008; Roese, 1994, 1997). S&atilde;o pensamentos que, geralmente, s&atilde;o evocados de forma espont&acirc;nea ap&oacute;s vivenciarmos experi&ecirc;ncias negativas, inesperadas ou surpreendentes (Roese, 1997). O pensamento contrafactual tem uma import&acirc;ncia cr&iacute;tica para a fun&ccedil;&atilde;o cognitiva e &eacute; considerado ferramenta essencial para resolu&ccedil;&otilde;es de problemas e bom funcionamento social do indiv&iacute;duo. O processo de simula&ccedil;&atilde;o mental e a considera&ccedil;&atilde;o de alternativas para eventos passados podem transformar os processos cognitivos e reorientar como um indiv&iacute;duo se engaja e trabalha com informa&ccedil;&otilde;es subsequentes (Wong et al<i>.</i>, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A literatura aponta que o pensamento contrafactual pode ter duas importantes fun&ccedil;&otilde;es para os indiv&iacute;duos (Roese, 1994, 1997). A primeira seria uma fun&ccedil;&atilde;o afetiva, que orienta a pessoa a ter diferentes sentimentos a respeito do fato ocorrido, por exemplo, al&iacute;vio em caso de v&iacute;timas de estupro, quando pensam que poderiam estar severamente machucadas ou at&eacute; mesmo mortas (Burguess &amp; Holmstron, 1979). A segunda fun&ccedil;&atilde;o &eacute; a preparat&oacute;ria, que orienta a pessoa a agir de uma forma diferente em situa&ccedil;&otilde;es semelhantes que possam vir a acontecer novamente. Dessa forma, o pensamento contrafactual se configura como uma maneira do indiv&iacute;duo aprender a lidar com diversas situa&ccedil;&otilde;es, tanto emocionalmente quanto no aprendizado para tomada de decis&otilde;es comportamentais futuras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na busca pelo entendimento do aparecimento e da fun&ccedil;&atilde;o que esses tipos de pensamento t&ecirc;m para as pessoas, foram realizados estudos com popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas. Como exemplos podem ser citadas pesquisas com pessoas com alta <i>versus</i> baixa autoestima (Roese &amp; Olson, 1995), pessoas com esquizofrenia (Hooker, Roese &amp; Park, 2000), pessoas com doen&ccedil;a de Parkinson (McNamara, Durso, Brown &amp; Lynch, 2003), v&iacute;timas de traumas (Leithy, Brown &amp; Robbins, 2006), mulheres que sofreram abortos recorrentes (Callander et al., 2007), pessoas com depress&atilde;o (Quelhas, Power, Juhos &amp; Senos, 2008) e indiv&iacute;duos com ansiedade social (McMahon, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um estudo de Hooker et al<i>. </i>(2000) procurou associar o pensamento contrafactual (PC) &agrave; esquizofrenia e demonstrou que o PC dos pacientes parece estar comprometido. Participaram do estudo 14 pacientes com esquizofrenia e 20 pessoas sem antecedentes psiqui&aacute;tricos. Primeiramente foi analisada a frequ&ecirc;ncia de PC em resposta a um evento negativo da vida dos participantes, sendo pedido que eles narrassem em detalhes um evento pessoal ocorrido no &uacute;ltimo ano. Em seguida, os participantes deveriam responder, pensando no evento relatado, se tinham algum pensamento de como as coisas poderiam ter sido diferentes. Como segunda medida do PC foi utilizado o Teste de Infer&ecirc;ncia Contrafactual (<i>Counterfactual Inference Test - CIT</i>), composto por quatro blocos de quest&otilde;es de m&uacute;ltipla escolha: cada bloco consistia de pequenas senten&ccedil;as de a&ccedil;&otilde;es de duas pessoas, uma pergunta e respostas de m&uacute;ltipla escolha, em que as experi&ecirc;ncias das duas pessoas apresentavam resultados similares, mas as circunst&acirc;ncias diferiam de forma que uma prop&otilde;e gerar mais pensamentos contrafactuais do que a outra. Um exemplo de senten&ccedil;a &eacute;: <i>"Ana ficou doente ap&oacute;s comer em um restaurante que ela sempre vai; Sara ficou doente ap&oacute;s comer em um restaurante que nunca tinha ido antes. Qual das duas ter&aacute; mais arrependimentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escolha do restaurante? (a) Ana; (b) Sara; (c) sem resposta"</i> (Hooker et al., 2000, p.330). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, foram usados os testes WAIS-R (subtestes Vocabul&aacute;rio e D&iacute;gitos), FAS (<i>Test of Verbal Fluence</i>) e a Escala Zigler de Compet&ecirc;ncia Social (<i>Zigler Scale of Social Competence</i>). Os resultados demonstraram que pacientes com esquizofrenia fizeram menos men&ccedil;&atilde;o a pensamentos contrafactuais em resposta a uma solicita&ccedil;&atilde;o direta do que o grupo de compara&ccedil;&atilde;o e tiveram um menor escore na escala de infer&ecirc;ncia contrafactual, indicando que h&aacute; preju&iacute;zos no PC de esquizofr&ecirc;nicos, tanto no pensamento contrafactual direto (autorrelatos dos participantes) quanto no contrafactual derivado de infer&ecirc;ncias (respostas dadas &agrave; escala - CIT). Os resultados dos testes de habilidades cognitivas n&atilde;o apresentaram diferen&ccedil;as entre os grupos, o que, segundo os autores, sugere que o preju&iacute;zo na formula&ccedil;&atilde;o de PCs em esquizofr&ecirc;nicos n&atilde;o pode ser explicado por d&eacute;ficits cognitivos associados &agrave; doen&ccedil;a. Entretanto, os autores verificaram uma correla&ccedil;&atilde;o entre gera&ccedil;&atilde;o de pensamentos contrafactuais em esquizofr&ecirc;nicos e fun&ccedil;&atilde;o social, medida pela escala Zigler. Os achados do estudo corroboram com a hip&oacute;tese dos autores de que o preju&iacute;zo na formula&ccedil;&atilde;o de PCs associado &agrave; esquizofrenia contribui, em parte, para uma deteriora&ccedil;&atilde;o na fun&ccedil;&atilde;o psicossocial do indiv&iacute;duo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um grupo que tem sido recentemente estudado pelos pesquisadores por apresentar em seus sintomas caracter&iacute;sticas compar&aacute;veis ao pensamento contrafactual &eacute; o de pessoas com depress&atilde;o. Roese e Olson (1995) relatam que a depress&atilde;o e outros estados de disforia podem estar associados a pensamentos n&atilde;o funcionais ou at&eacute; mesmo disfuncionais, ou seja, pensamentos ruminativos em que, geralmente, essa popula&ccedil;&atilde;o se engaja (APA, 2002; Beck, Rush, Shaw &amp; Emery 1997; Roese &amp; Olson, 1995). As consequ&ecirc;ncias desses pensamentos disfuncionais acabam aumentando os sintomas depressivos e diminuindo ainda mais a autoestima e autoconfian&ccedil;a do indiv&iacute;duo (Beck et al.,1997; Juhos, Quelhas &amp; Senos, 2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um estudo de Juhos et al. (2003) buscou relacionar a abordagem cognitiva da depress&atilde;o com a literatura do pensamento contrafactual, partindo da ideia de que esse tipo de pensamento pode manter ou agravar sintomas depressivos (Os participantes entraram em contato com um cen&aacute;rio adaptado que envolvia uma hist&oacute;ria de trai&ccedil;&atilde;o, em que uma pessoa passa o n&uacute;mero de telefone para o paquera do(a) amigo(a). O experimento apresentava duas condi&ccedil;&otilde;es de instru&ccedil;&atilde;o: a condi&ccedil;&atilde;o contrafactual e a condi&ccedil;&atilde;o factual. Na condi&ccedil;&atilde;o contrafactual era dada a instru&ccedil;&atilde;o para que o participante pensasse e escrevesse o primeiro pensamento do que poderia ter sido diferente em rela&ccedil;&atilde;o a si, a seus comportamentos ou &agrave;s circunst&acirc;ncias para que a hist&oacute;ria tivesse um fim diferente. Os pensamentos contrafactuais eram solicitados de uma forma expl&iacute;cita, ou seja, ap&oacute;s uma breve explica&ccedil;&atilde;o sobre a frequ&ecirc;ncia em que ocorrem pensamentos sobre como as coisas poderiam ter acontecido de outra forma, para garantir que os participantes gerassem esse tipo de pensamento. Na condi&ccedil;&atilde;o factual, a instru&ccedil;&atilde;o pedia para que o participante elaborasse um resumo sint&eacute;tico do cen&aacute;rio. Por fim, foi requisitado que o participante respondesse a um instrumento para avaliar a sensa&ccedil;&atilde;o de controle, prepara&ccedil;&atilde;o, culpa e vergonha diante dos acontecimentos do cen&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As respostas foram codificadas segundo quatro crit&eacute;rios: alvo da muta&ccedil;&atilde;o (se era modificada uma caracter&iacute;stica est&aacute;vel ou passageira da personalidade, comportamentos espec&iacute;ficos ou caracter&iacute;sticas da situa&ccedil;&atilde;o); a quem se referia &agrave; muta&ccedil;&atilde;o (auto ou heterorreferente); forma do pensamento contrafactual (ascendente ou descendente, ou seja, uma alternativa melhor ou pior do que aquilo que aconteceu); e estrutura (aditiva ou subtrativa, isto &eacute;, quando elementos s&atilde;o adicionados ou subtra&iacute;dos). Os resultados apontaram que o n&iacute;vel de depress&atilde;o n&atilde;o altera significativamente o padr&atilde;o de altera&ccedil;&atilde;o nos cen&aacute;rios. Notou-se que pessoas sem depress&atilde;o apresentaram maior n&uacute;mero de modifica&ccedil;&otilde;es, referindo-se a uma caracter&iacute;stica passageira da personalidade (24%), do que no grupo de pessoas com depress&atilde;o (em que n&atilde;o apareceu essa muta&ccedil;&atilde;o). Um dado interessante refere-se ao foco de muta&ccedil;&atilde;o. Apesar de aparecer em poucos casos, apenas participantes com depress&atilde;o apresentaram foco de muta&ccedil;&atilde;o em outra pessoa (heterorreferente). Relacionando o n&iacute;vel de depress&atilde;o com o tipo de pensamento contrafactual gerado, encontrou-se que, independentemente do n&iacute;vel de depress&atilde;o, as pessoas sentem-se mais preparadas, quando geram pensamentos contrafactuais do que, quando pensam de forma factual sobre o cen&aacute;rio apresentado. Percebeu-se tamb&eacute;m que o efeito do n&iacute;vel de depress&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de controle n&atilde;o foi significativo, o que confirma a hip&oacute;tese dos autores de que as pessoas com depress&atilde;o n&atilde;o percebem um controle maior sobre a situa&ccedil;&atilde;o, quando comparadas com as pessoas sem depress&atilde;o. Para Juhos et al. (2003), os resultados de seu estudo levam a pensar que o pensamento contrafactual possa ser &uacute;til no tratamento cl&iacute;nico de pessoas com depress&atilde;o, j&aacute; que n&atilde;o se observou aumento de afeto negativo ou diferen&ccedil;a na percep&ccedil;&atilde;o de prepara&ccedil;&atilde;o para o futuro entre os dois grupos de compara&ccedil;&atilde;o, ou seja, o uso cl&iacute;nico do pensamento contra-factual n&atilde;o apresentaria consequ&ecirc;ncias negativas na evolu&ccedil;&atilde;o do quadro de pacientes depressivos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro estudo semelhante de Quelhas et al. (2008) procurou avaliar a fun&ccedil;&atilde;o do pensamento contrafactual na depress&atilde;o. Para tal, foram realizados dois experimentos com estudantes universit&aacute;rios. No primeiro, os autores usaram tr&ecirc;s diferentes cen&aacute;rios para induzir o pensamento contrafactual (PC), de forma a avaliar se esses pensamentos poderiam ser moderados pelo contexto da hist&oacute;ria. O objetivo principal era comparar os PCs de pessoas depressivas e n&atilde;o depressivas e suas consequ&ecirc;ncias afetivas e cognitivas. Em cada cen&aacute;rio, os participantes realizavam duas diferentes tarefas: listar o pensamento e avaliar a tarefa. Na tarefa de listar o pensamento, os participantes escreviam seus pensamentos sobre como as coisas poderiam ter sido, se algo tivesse acontecido de forma diferente. Na tarefa de avalia&ccedil;&atilde;o, os participantes respondiam quest&otilde;es sobre a percep&ccedil;&atilde;o de controle na situa&ccedil;&atilde;o, a forma ou dire&ccedil;&atilde;o do PC, o afeto associado ao PC, a prepara&ccedil;&atilde;o para uma situa&ccedil;&atilde;o similar no futuro e a percep&ccedil;&atilde;o da val&ecirc;ncia do resultado (Quelhas et al., 2008). Os resultados obtidos do primeiro experimento demonstraram um estilo no pensamento contrafactual (dire&ccedil;&atilde;o, estrutura e foco de muta&ccedil;&atilde;o) semelhante em ambos os grupos. Al&eacute;m disso, os autores apontam que a percep&ccedil;&atilde;o de prepara&ccedil;&atilde;o para situa&ccedil;&otilde;es futuras aumentou ap&oacute;s a gera&ccedil;&atilde;o de pensamentos contrafactuais, que tamb&eacute;m foi observada nos dois grupos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No segundo experimento, os autores substitu&iacute;ram os cen&aacute;rios por situa&ccedil;&otilde;es reais, sendo que os participantes eram convidados a pensar de forma contrafactual sobre algo que aconteceu com eles depois que receberam uma nota ruim em um exame. Uma das condi&ccedil;&otilde;es para participar do estudo era ter tido uma nota ruim em um teste acad&ecirc;mico. O objetivo deste segundo estudo era analisar, se o estado de humor depressivo e n&atilde;o depressivo em alguns participantes alteravam o efeito do pensamento contrafactual em rela&ccedil;&atilde;o a emo&ccedil;&otilde;es, cogni&ccedil;&otilde;es e comportamento. A coleta de dados foi feita imediatamente ap&oacute;s os estudantes receberem as notas do exame. Dessa forma, os participantes escreviam cinco pensamentos espont&acirc;neos relacionados ao resultado negativo e, em seguida, eram levados a pensar de forma contrafactual sobre como esse resultado poderia ter sido diferente. Nessa fase de coleta tamb&eacute;m eram avaliados sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es dos participantes, al&eacute;m da medida de intensidade de inten&ccedil;&atilde;o de realizar comportamentos preventivos, ou seja, buscar formas de melhorar a nota em pr&oacute;ximos exames. Uma semana depois, foi avaliado, se comportamentos preventivos realmente ocorreram. Os resultados obtidos neste experimento permitiram avaliar os grupos quanto &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de pensamentos contrafactuais espont&acirc;neos. Participantes n&atilde;o depressivos demonstraram maior tend&ecirc;ncia a gerar pensamentos contrafactuais, quando questionados sobre cinco pensamentos espont&acirc;neos a respeito do evento negativo que haviam vivenciado. Outro achado interessante diz respeito a emo&ccedil;&otilde;es geradas ap&oacute;s o pensamento contrafactual. Quelhas et al. (2008) encontraram mais afetos negativos associados a pensamentos contrafactuais ascendentes do que em rela&ccedil;&atilde;o a pensamentos contrafactuais descendentes, o que corrobora os dados da literatura. Um &uacute;ltimo resultado importante contraria a literatura a respeito de pensamento contrafactual e da depress&atilde;o, mostrando que tanto participantes com depress&atilde;o, quanto sem depress&atilde;o apresentaram pensamentos contrafactuais com fun&ccedil;&atilde;o preparat&oacute;ria. Por fim, os autores concluem que o uso de situa&ccedil;&otilde;es reais possibilita perceber aspectos funcionais do pensamento contrafactual na depress&atilde;o. Participantes depressivos n&atilde;o apenas apresentaram falta de benef&iacute;cios cognitivos por pensarem contrafactualmente, assim como uma falta de mudan&ccedil;as comportamentais no sentido de inten&ccedil;&atilde;o de melhora. Mesmo ap&oacute;s identificarem a causa de seu mau resultado e como melhorar no futuro, participantes com depress&atilde;o n&atilde;o se beneficiaram do sentimento de prepara&ccedil;&atilde;o para modificar seu comportamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; poss&iacute;vel conceber que os pensamentos contrafactuais s&atilde;o uma importante forma de simula&ccedil;&atilde;o mental, com fun&ccedil;&otilde;es cognitivas significativas, que podem afetar o funcionamento social do indiv&iacute;duo. As pessoas tendem a imaginar o que poderia ter acontecido para tentar prevenir maus resultados no futuro e sentir-se melhor com situa&ccedil;&otilde;es ocorridas (Byrne, 2002). Geralmente, s&atilde;o repensados eventos control&aacute;veis e intencionais, excepcionais, recentes ou que sejam percebidos como raz&atilde;o de determinadas consequ&ecirc;ncias (Byrne, 2002, 2005). Diante de indiv&iacute;duos que apresentem alguma disfun&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito cognitivo e social, como pessoas com depress&atilde;o, a forma e fun&ccedil;&atilde;o desse tipo de pensamento podem ser uma maneira importante de regular pensamentos disfuncionais. O pensamento contrafactual parece ser ben&eacute;fico para eventos que t&ecirc;m potencial para se repetirem, porque podem estimular uma a&ccedil;&atilde;o corretiva e reduzir a intensidade de arrependimento (Markman, Karadogan, Lindberg &amp; Zell, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo em vista alguns sintomas depressivos, como o agravamento de sentimentos como culpa, inutilidade e baixa autoestima (OMS, 1993), a constante rumina&ccedil;&atilde;o de pequenos erros do passado e a m&aacute; interpreta&ccedil;&atilde;o de eventos cotidianos (APA, 2002<b>)</b> e, ainda, a crescente incid&ecirc;ncia desse transtorno na popula&ccedil;&atilde;o mundial (WHO, 2011) faz-se importante estudar a preval&ecirc;ncia de pensamentos contrafactuais em pessoas com sinais indicativos de depress&atilde;o como forma de entender melhor a respeito desse fen&ocirc;meno em grupos espec&iacute;ficos, provendo dados b&aacute;sicos para avalia&ccedil;&otilde;es mais acuradas a respeito do tema. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OBJETIVO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo desse estudo foi verificar, se pessoas com sinais indicativos de depress&atilde;o evocam mais pensamentos contrafactuais do que pessoas sem esses sinais e comparar em quais condi&ccedil;&otilde;es as pessoas de ambos os grupos evocam mais pensamentos contrafactuais (condi&ccedil;&otilde;es de pensamento livre, pensamento contrafactual direcionado ou escolha de alternativas pr&eacute;-formuladas). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Participantes </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Participaram do estudo 42 adultos, de ambos os g&ecirc;neros divididos em dois grupos: pessoas com sinais indicativos de depress&atilde;o (PD) (N=21) e pessoas sem sinais indicativos de depress&atilde;o (PSD) (N=21), com idade m&eacute;dia de 43 anos. Para facilitar a reda&ccedil;&atilde;o, neste artigo os grupos ser&atilde;o denominados como grupo com depress&atilde;o (PD) e sem depress&atilde;o (PSD). A sele&ccedil;&atilde;o do grupo de participantes com depress&atilde;o foi feita em uma unidade de sa&uacute;de escola, com pacientes atendidos pelo servi&ccedil;o de Psicologia e que apresentavam queixa ou diagn&oacute;stico de depress&atilde;o. O grupo de pessoas sem depress&atilde;o foi composto por uma amostra de conveni&ecirc;ncia. Em ambos os grupos foram aplicados os invent&aacute;rios Beck para depress&atilde;o e ansiedade (BDI e BAI, respectivamente), como forma de assegurar a homogeneidade dos grupos de compara&ccedil;&atilde;o. Participantes com escore abaixo de 12, nos dois testes, foram selecionados para o grupo PSD. A maioria da amostra foi composta por mulheres (85,7%). Os participantes dos dois grupos foram pareados quanto a g&ecirc;nero, idade e escolaridade (que variou de fundamental completo a superior incompleto). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os materiais utilizados foram o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE); uma entre-vista semiestruturada, contendo quest&otilde;es de identifica&ccedil;&atilde;o (nome, idade, local de nascimento, profiss&atilde;o, uso de medicamento); o Invent&aacute;rio Beck de Depress&atilde;o (BDI - Cunha, 2001); o Invent&aacute;rio Beck de Ansiedade (BAI - Cunha, 2001) e um instrumento elaborado para levantamento do pensamento contrafactual em adultos (Faccioli, 2013; Justino &amp; Schelini, 2013). Dada a alta comorbidade entre os transtornos depressivos e transtornos de ansiedade (Teixeira, 2001; Teng, Humes &amp; Demetrio, 2005) tamb&eacute;m foi utilizado o BAI, para avaliar o grau de ansiedade dos participantes da pesquisa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O instrumento para levantamento do pensamento contrafactual continha cinco hist&oacute;rias e quest&otilde;es a respeito das mesmas. As quest&otilde;es eram compostas de duas perguntas abertas sobre pensamentos referentes &agrave; hist&oacute;ria lida e uma pergunta com quatro alternativas de m&uacute;ltipla escolha, contendo modifica&ccedil;&otilde;es nos fatos das hist&oacute;rias. A primeira quest&atilde;o tinha como objetivo verificar, se algum pensamento contrafactual era evocado de forma livre, sem que fosse pedido ao participante de uma forma mais expl&iacute;cita e a segunda apresentava um direcionamento mais espec&iacute;fico para que fossem realizadas modifica&ccedil;&otilde;es na hist&oacute;ria, assegurando o aparecimento do pensamento contrafactual. A terceira diminu&iacute;a a possibilidade do participante n&atilde;o realizar modifica&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m dava liberdade para a pessoa n&atilde;o escolher qualquer alternativa das que foram descritas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As cinco hist&oacute;rias apresentadas foram compostas por relatos bem descritos de situa&ccedil;&otilde;es vivenciadas pelos personagens, sendo que as duas primeiras foram adaptadas de cen&aacute;rios da literatura (Juhos et al., 2003; McCloy &amp; Byrne, 2000), descrevendo situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis e com finais negativos. As tr&ecirc;s &uacute;ltimas hist&oacute;rias foram adaptadas de not&iacute;cias de jornais e revistas e tamb&eacute;m apresentam relatos de situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis, mas com finais positivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A t&iacute;tulo de ilustra&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentada, no Anexo 1, a primeira hist&oacute;ria (A Tenta&ccedil;&atilde;o, adaptada do estudo de Juhos et al., 2003) com suas respectivas quest&otilde;es abertas e alternativas de modifica&ccedil;&atilde;o da realidade. Vale lembrar que para as demais hist&oacute;rias, o que variou foram apenas as alternativas de modifica&ccedil;&atilde;o da realidade, j&aacute; que estas se referiam aos conte&uacute;dos de cada contexto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Procedimento </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sele&ccedil;&atilde;o dos participantes com depress&atilde;o foi feita por meio de indica&ccedil;&otilde;es da equipe de uma unidade de sa&uacute;de escola e contato com psic&oacute;logos cl&iacute;nicos da cidade. Inicialmente foi feito um contato individual com as psic&oacute;logas, explicando como seria feita a pesquisa e como deveria ser feito o convite aos pacientes dentro do perfil da amostra (com diagn&oacute;stico ou queixa de depress&atilde;o, com idade entre 21 e 59 anos). A partir de ent&atilde;o, cada psic&oacute;loga verificou o interesse com poss&iacute;veis participantes, questionando se a pesquisadora poderia entrar em contato para agendar um hor&aacute;rio. Ap&oacute;s aceita&ccedil;&atilde;o dos participantes, foram marcados encontros individuais com previs&atilde;o de uma hora de dura&ccedil;&atilde;o. Para a maioria dos participantes foi realizado apenas um encontro. Apenas para dois participantes a coleta de dados ocorreu em dois encontros de uma hora cada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No encontro foram apresentados: o Termo de Consentimento Livre Esclarecido, a entrevista semiestruturada com perguntas para identifica&ccedil;&atilde;o e contato inicial, bem como os Invent&aacute;rios Beck de Ansiedade (BAI) e de Depress&atilde;o (BDI). Em seguida, foram lidas as hist&oacute;rias, em voz alta com os participantes. Ap&oacute;s cada hist&oacute;ria, eram feitas perguntas oralmente a respeito das mesmas, envolvendo pensamentos a respeito do conte&uacute;do lido, como ilustrado no Anexo 1. As respostas foram anotadas pela pesquisadora. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As respostas dos participantes &agrave;s perguntas abertas foram lidas e categorizadas de acordo com as propostas de Bardin (2009) para a an&aacute;lise de conte&uacute;do de respostas. Foram consideradas como pensamentos contrafactuais respostas que apresentavam uma mudan&ccedil;a nos fatos da hist&oacute;ria, ou seja, pensamentos que buscassem uma alternativa para a situa&ccedil;&atilde;o vivenciada pelo personagem. Respostas que n&atilde;o apresentavam essas caracter&iacute;sticas foram alocadas na categoria outros. Os tipos de pensamentos contrafactuais receberam, para essa pesquisa, tr&ecirc;s condi&ccedil;&otilde;es diferentes, de acordo com o tipo de pergunta que era feita aos participantes. Na <a href="/img/revistas/bolpsi/v63n139/a08tab01.jpg">Tabela 1</a> est&aacute; ilustrado o tipo de pensamento de acordo com cada quest&atilde;o do material utilizado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode-se perceber pela <a href="/img/revistas/bolpsi/v63n139/a08tab01.jpg">Tabela 1</a> que os tipos de quest&otilde;es apresentadas primeiramente proporcionaram o aparecimento do pensamento contrafactual de maneira mais livre at&eacute; a escolha de alternativa fechada previamente formulada, levando a respostas tanto espont&acirc;neas quanto direcionadas. Dessa forma, o material aumentava a probabilidade de ser emitido algum pensamento contrafactual. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&uacute;mero total de pensamentos espont&acirc;neos, gerados a partir da pergunta 1 ("Enquanto voc&ecirc; lia a hist&oacute;ria, ocorreu algum pensamento?") foi de 271, somando as categorias PCs espont&acirc;neos e outros. Considerando os dois grupos, a categoria de pensamentos contrafactuais espont&acirc;neos obteve 35 ocorr&ecirc;ncias, o que significa 12,9% dos pensamentos totais. Destes 35, 18 foram do grupo com depress&atilde;o (PD) e 17 do grupo sem depress&atilde;o (PSD), n&atilde;o podendo ser considerada diferen&ccedil;a na emiss&atilde;o espont&acirc;nea de pensamentos contrafactuais entre os grupos pesquisados. Na <a href="#fig1">Figura 1</a> s&atilde;o apresentados os dados de gera&ccedil;&atilde;o de pensamentos espont&acirc;neos para os dois grupos investigados.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bolpsi/v63n139/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&uacute;mero de pensamentos contrafactuais (PCs) gerados n&atilde;o corresponde ao n&uacute;mero de participantes que geraram PCs, j&aacute; que alguns participantes relataram mais de um pensamento em resposta &agrave; quest&atilde;o 1. No geral, os participantes fizeram mais uso de pensamentos contrafactuais na primeira hist&oacute;ria, em que o grupo PSD relatou mais pensamentos contrafactuais espont&acirc;neos do que o grupo PD, enquanto que, para as hist&oacute;rias 2 e 3 o n&uacute;mero de PCs foi maior entre as pessoas com depress&atilde;o (PD). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#fig2">Figura 2</a> pode ser observada a frequ&ecirc;ncia de respostas classificadas como "pensamento contrafactual espont&acirc;neo" para as cinco hist&oacute;rias apresentadas aos participantes dos dois grupos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bolpsi/v63n139/a08fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As respostas de pensamento contrafactual espont&acirc;neo (evocadas pela quest&atilde;o aberta de pensamento livre) apresentaram maior frequ&ecirc;ncia na primeira hist&oacute;ria, com 11 ocorr&ecirc;ncias para o grupo PD e 9 para o grupo PSD, enquanto que as duas &uacute;ltimas (4 e 5), que apresentavam situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis, mas com final de sucesso, n&atilde;o foram prop&iacute;cias para esse tipo de pensamento em qualquer dos grupos, na categoria pensamento contrafactual espont&acirc;neo. Esse dado pode ter sido propiciado pelo final positivo da hist&oacute;ria, j&aacute; que, segundo a literatura, pensamentos contrafactuais aparecem geralmente ap&oacute;s situa&ccedil;&otilde;es negativas (Roese, 1994, 1997). Um desfecho positivo na situa&ccedil;&atilde;o pode ter levado os participantes a n&atilde;o sentirem a necessidade de refazer os fatos ocorridos. A hist&oacute;ria 3, que tamb&eacute;m apresentava um desfecho positivo, apresentou um n&uacute;mero menor de ocorr&ecirc;ncias de PCs, 3 para PD e 2 para PSD. Apesar de ocorrer em n&uacute;mero menor, a frequ&ecirc;ncia de PCs nessa hist&oacute;ria pode ter sido causada por uma situa&ccedil;&atilde;o moral vivenciada pelos personagens. No caso, um dos dois escaladores de um pico gelado, deixa o amigo com a perna quebrada cair em uma fenda para salvar a pr&oacute;pria vida. Esse dado pode confirmar a hip&oacute;tese de que o pensamento contrafactual mostrou maior frequ&ecirc;ncia ap&oacute;s situa&ccedil;&otilde;es negativas (como j&aacute; dito por Roese, 1994, 1997) e, ainda, ap&oacute;s situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o aceitas socialmente (McCloy &amp; Byrne, 2000). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As respostas dos participantes &agrave; quest&atilde;o 2 foram lidas e verificou-se se eram respostas representativas da categoria pensamento contrafactual. Como resposta, entende-se n&atilde;o o relato integral do participante frente &agrave; pergunta, mas sim as unidades de registro (palavras, ora&ccedil;&otilde;es) relacionadas &agrave; categoria. A distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias de ocorr&ecirc;ncias de pensamentos contrafactuais direcionados n&atilde;o apresentou um padr&atilde;o, como pode ser observado na <a href="#fig3">Figura 3</a>. </font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bolpsi/v63n139/a08fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode-se perceber que entre os pensamentos contrafatuais direcionados, gerados a partir da quest&atilde;o 2, a hist&oacute;ria que mais tendeu a propiciar seu aparecimento entre pessoas com depress&atilde;o foi a 3 ("Dilema da montanha"), enquanto que para pessoas sem depress&atilde;o, a que mais tendeu a possibilitar esse tipo de pensamento foi a primeira ("A Tenta&ccedil;&atilde;o"). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para as hist&oacute;rias 1 e 2, houve maior ocorr&ecirc;ncia de PCs direcionados para o grupo PSD do que para o grupo PD, sendo que a 1 apresentou 26 respostas para PSD e 25 respostas para PD, enquanto que a hist&oacute;ria 2 apresentou 23 respostas para PSD e 19 para PD. Essas duas hist&oacute;rias, apresentavam um final negativo frente ao acontecimento descrito. O que significa dizer que, para essa amostra, as pessoas sem depress&atilde;o tiveram maior propens&atilde;o a fazer modifica&ccedil;&otilde;es nas hist&oacute;rias com finais negativos do que as com depress&atilde;o, embora essa diferen&ccedil;a seja pequena. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As hist&oacute;rias 3, 4 e 5 apresentaram maior frequ&ecirc;ncia de pensamentos contrafactuais direcionados no grupo PD, ou seja, nelas, mais pessoas com depress&atilde;o relataram modifica&ccedil;&otilde;es nos fatos do que pessoas sem depress&atilde;o. Essas tr&ecirc;s hist&oacute;rias apresentavam um final positivo, apesar de todas as dificuldades vivenciadas pelos personagens. Portanto, as pessoas com depress&atilde;o tiveram maior propens&atilde;o para modificar situa&ccedil;&otilde;es com finais positivos do que as sem depress&atilde;o. No geral, os pensamentos contrafactuais direcionados apareceram mais entre os participantes com depress&atilde;o, representando 54% dos pensamentos contrafactuais para a quest&atilde;o 2. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A &uacute;ltima quest&atilde;o envolvia alternativas de m&uacute;ltipla escolha, sendo que o participante deveria escolher uma entre quatro mudan&ccedil;as no percurso das hist&oacute;rias ou n&atilde;o escolher nenhuma. Na <a href="#fig4">Figura 4</a> pode ser comparada a frequ&ecirc;ncia de escolha de alternativas que representavam um pensamento contrafactual (PC) e de n&atilde;o escolher nenhuma alternativa (Nda). </font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bolpsi/v63n139/a08fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como pode ser observado na <a href="#fig4">Figura 4</a>, na maioria das hist&oacute;rias os participantes optaram por escolher uma alternativa que fizesse uma modifica&ccedil;&atilde;o nos fatos, ao inv&eacute;s de deixarem de escolher. A hist&oacute;ria que mais propiciou a escolha de "nenhuma das alternativas anteriores" foi a 4, que apresentava uma situa&ccedil;&atilde;o de sucesso ap&oacute;s uma vida cheia de obst&aacute;culos. Para as duas primeiras hist&oacute;rias, nenhum dos participantes optou por "nenhuma alternativa", escolhendo sempre uma modifica&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Comparando os dois grupos e somando as frequ&ecirc;ncias de todas as hist&oacute;rias, as pessoas sem depress&atilde;o optaram com maior frequ&ecirc;ncia por n&atilde;o alterarem as situa&ccedil;&otilde;es (12 ocorr&ecirc;ncias para PSD e 8 ocorr&ecirc;ncias para PD), mesmo com a apresenta&ccedil;&atilde;o de alternativas previamente formuladas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No geral, comparando a ocorr&ecirc;ncia dos PCs espont&acirc;neos, direcionados ou escolhidos por alternativas, os PCs espont&acirc;neos foram menos numerosos, com 35 ocorr&ecirc;ncias para os dois grupos e a quest&atilde;o que mais gerou pensamentos contrafactuais foi a que levava o participante a fazer modifica&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias, sem escolha de alternativas, com 200 ocorr&ecirc;ncias para os dois grupos. A escolha das alternativas oferecidas teve no total, 186 ocorr&ecirc;ncias. Na <a href="#fig5">Figura 5</a> &eacute; apresentada a distribui&ccedil;&atilde;o das ocorr&ecirc;ncias de PCs espont&acirc;neos, direcionados e escolhidos para cada quest&atilde;o. </font></p>     <p><a name="fig5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bolpsi/v63n139/a08fig05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando as cinco hist&oacute;rias e somando os pensamentos contrafactuais obtidos a partir de cada uma das quest&otilde;es apresentadas, pode-se perceber que, embora com pequena diferen&ccedil;a, as pessoas sem depress&atilde;o relataram menos pensamentos cotrafactuais do que as pessoas com depress&atilde;o. A <a href="/img/revistas/bolpsi/v63n139/a08fig06.jpg">Figura 6</a> apresenta a frequ&ecirc;ncia de PCs totais gerados para cada quest&atilde;o do instrumento nos dois grupos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pela Figura 6 fica clara a maior ocorr&ecirc;ncia de pensamentos contrafactuais direcionados, em rela&ccedil;&atilde;o aos PCs espont&acirc;neos e aos escolhidos por alternativas. Entre os grupos pode-se perceber que para os tr&ecirc;s tipos de perguntas, as pessoas com depress&atilde;o (PD) geraram mais pensamentos contrafactuais do que as do grupo de compara&ccedil;&atilde;o (PSD). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode-se concluir que as pessoas com depress&atilde;o apresentaram um maior n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias de pensamento contrafactual do que as sem depress&atilde;o, o que pode sugerir que pessoas com depress&atilde;o ficam mais fixadas a eventos passados do que as do outro grupo. Esse dado confirma as defini&ccedil;&otilde;es dos manuais diagn&oacute;sticos a respeito do transtorno, de que os depressivos vivem frequentemente com pensamentos ruminativos n&atilde;o funcionais para seu estado de sa&uacute;de (APA, 2002). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, ao se comparar as ocorr&ecirc;ncias de PCs entre as hist&oacute;rias, o n&uacute;mero de pensamentos contrafactuais n&atilde;o foi sempre maior para o grupo com depress&atilde;o. Os dados indicam que, quando as hist&oacute;rias apresentadas tiveram desfechos negativos, os participantes com depress&atilde;o apresentaram menor n&uacute;mero de pensamentos contrafactuais, enquanto que, quando o desfecho era positivo (com situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;cieis no decorrer da mesma) elas relataram maior n&uacute;mero de alternativas para os fatos narrados. Esse dado merece especial aten&ccedil;&atilde;o, pois leva a refletir a respeito de como s&atilde;o vistas e entendidas as situa&ccedil;&otilde;es ruins durante a vida, mesmo quando s&atilde;o superadas. Enquanto que pessoas sem depress&atilde;o fizeram mais modifica&ccedil;&otilde;es nas hist&oacute;rias, que de fato terminavam mal, as depressivas, sentiram maior necessidade de retirar um problema da hist&oacute;ria, mesmo que este tenha sido vencido no final. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao tipo de pergunta que gerou mais pensamentos contrafactuais, a pergunta, que fazia uma breve alus&atilde;o &agrave; ocorr&ecirc;ncia de pensamentos contrafactuais ap&oacute;s situa&ccedil;&otilde;es vivenciadas pelas pessoas e que pediam mais modifica&ccedil;&otilde;es direcionadamente nas hist&oacute;rias, apresentou maior n&uacute;mero de pensamentos contrafactuais para os dois grupos. Esse resultado j&aacute; era esperado, uma vez que era requisitada a modifica&ccedil;&atilde;o na hist&oacute;ria e dito que, ainda, poderia ser feita mais de uma modifica&ccedil;&atilde;o, o que n&atilde;o invalida a import&acirc;ncia da primeira quest&atilde;o, que buscava verificar a ocorr&ecirc;ncia espont&acirc;nea desse tipo de pensamento a partir da leitura de hist&oacute;rias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presente pesquisa teve por objetivos verificar, se pessoas com depress&atilde;o evocariam mais pensamentos contrafactuais do que as sem depress&atilde;o e comparar em quais condi&ccedil;&otilde;es as pessoas de ambos os grupos evocariam mais pensamentos contrafactuais (condi&ccedil;&otilde;es de pensamento livre, pensamento contrafactual direcionado ou escolha de alternativas pr&eacute;-formuladas). Os dados obtidos apresentaram alguns ind&iacute;cios de diferen&ccedil;as na frequ&ecirc;ncia de pensamentos contrafactuais entre os dois grupos, sendo necess&aacute;rios novos estudos com uma amostra maior, e que, por meio de an&aacute;lises estat&iacute;sticas possam mostrar, se existem diferen&ccedil;as significativas entre os grupos. No entanto, a an&aacute;lise de frequ&ecirc;ncia dos pensamentos entre os grupos e a compara&ccedil;&atilde;o entre as ocorr&ecirc;ncias de PCs a partir dos diferentes tipos de perguntas permitem fazer infer&ecirc;ncias que podem nortear futuros estudos com essa popula&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como a depress&atilde;o tem se apresentado como um fen&ocirc;meno crescente e preocupante para as organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de (WHO, 2011), mostra-se importante que novas pesquisas envolvendo diferentes perspectivas sejam realizadas, para compreender melhor esse fen&ocirc;meno e ainda buscar instrumentos que possam colaborar nas poss&iacute;veis demandas. O estudo do pensamento contrafactual em pessoas depressivas tem sido apontado recentemente por apresentar ind&iacute;cios de que esquemas mentais podem ser prejudiciais nesses casos (Beck, 1997) e o maior entendimento do seu aparecimento e de sua fun&ccedil;&atilde;o para o indiv&iacute;duo poder&aacute; beneficiar futuras maneiras de lidar com a depress&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo, n&atilde;o foi considerada a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos pensamentos contrafactuais (dire&ccedil;&atilde;o, estrutura e fun&ccedil;&atilde;o) relatados pelos dois grupos, sendo necess&aacute;rias novas an&aacute;lises que bus-quem investigar, se o tipo de pensamento contrafactual gerado por pessoas com depress&atilde;o &eacute; diferente do gerado por pessoas sem depress&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra limita&ccedil;&atilde;o diz respeito ao fato das categoriza&ccedil;&otilde;es das respostas n&atilde;o terem sido realizadas &agrave;s cegas por ju&iacute;zes independentes; al&eacute;m disso, tamb&eacute;m seria relevante analisar os dados &agrave; luz de t&eacute;cnicas da estat&iacute;stica n&atilde;o param&eacute;trica para verificar a probabilidade das diferen&ccedil;as nas frequ&ecirc;ncias das respostas terem sido ou n&atilde;o devidas ao acaso. Tamb&eacute;m poder&aacute; ser utilizado, em estudos futuros, um ponto de corte maior no Invent&aacute;rio Beck de Depress&atilde;o (BDI), de modo a constatar a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de maiores diferen&ccedil;as significativas entre os grupos com e sem depress&atilde;o. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">American Psychiatric Association - APA (2002). <i>DSM-IV-TR- Manual diagn&oacute;stico e estat&iacute;stico de transtornos mentais. </i>(4ª ed.). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475272&pid=S0006-5943201300020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bardin, L. (2009). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do. </i>(L. A. Reto &amp; A. Pinheiro, trad.). S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es 70, Livraria Martins Fontes (Original publicado em 1977).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475274&pid=S0006-5943201300020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Beck, A.T.; Rush, A.J.; Shaw, B.F. &amp; Emery, G. (1997). <i>Terapia cognitiva da depress&atilde;o. </i>(S. Costa, trad.). Porto Alegre, RS: Artmed. (Original publicado em 1979).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475276&pid=S0006-5943201300020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Burguess, A.W. &amp; Holmstrom, L. (1979). <i>Rape: Crisis and recovery</i>. Bowie, MD: Brady.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475278&pid=S0006-5943201300020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Byrne, R.M.J. (2002). Mental models and counterfactual thoughts about what might have been. <i>Trends in Cognitive Sciences,6 </i>(10), 426-431.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475280&pid=S0006-5943201300020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Byrne, R.M.J. (2005). <i>The rational imagination</i>. Cambridge, Massachusetts: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475282&pid=S0006-5943201300020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Callender, G.; Brown, G.P.; Tata, P. &amp; Regan, L. (2007). Counterfactual thinking and psychological distress following recurrent miscarriage. <i>Journal of Reproductive and Infant Psychology, 25</i>, 51-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475284&pid=S0006-5943201300020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cunha, J.A. (2001). <i>Manual da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s das Escalas Beck. </i>S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475286&pid=S0006-5943201300020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Epstude, K. &amp; Roese, N.J. (2008). The functional theory of counterfactual thinking. <i>Personality and Social Psychology Review,12</i>, 168-192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475288&pid=S0006-5943201300020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Faccioli, J.S. (2013). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o do pensamento contrafactual na depress&atilde;o. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Federal de S&atilde;o Carlos, S&atilde;o Carlos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475290&pid=S0006-5943201300020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hooker, C.; Roese N.J. &amp; Park S. (2000). Impoverished counterfactual thinking is associated with schizophrenia. <i>Psychiatry, 63 </i>(4), 326-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475292&pid=S0006-5943201300020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Juhos, C.; Quelhas, A.C. &amp; Senos, J (2003). Pensamento contrafactual na depress&atilde;o. <i>Psychologica,32</i>, 199-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475294&pid=S0006-5943201300020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Justino, F. L. C.&amp; Schelini, P. W. (2013). Proposta de t&eacute;cnica para avalia&ccedil;&atilde;o de pensamento contrafactual em adultos. <i>VI Congresso Brasileiro de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica. Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Direito de todos, dever do psic&oacute;logo. &#91;Painel&#93;</i>, Macei&oacute;, AL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475296&pid=S0006-5943201300020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Leithy, S.E.; Brown, G.P. &amp; Robbins, I. (2006). Counterfactual thinking and posttraumatic stress reactions. <i>Journal of Abnormal Psychology,3</i>, 629-635.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475298&pid=S0006-5943201300020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Markman, K.D.; Karadogan, F.; Lindberg, M.J. &amp; Zell, E. (2009). Counterfactual thinking: Function and dysfunction. In K. D. Markman; W.M.P. Klein &amp; J. A. Suhr (Eds.), <i>Handbook of imagination and mental simulation</i>. (pp. 175-195). Nova York, NY.: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475300&pid=S0006-5943201300020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">McCloy, R. &amp; Byrne, R.M.J. (2000). Counterfactual thinking about controllable events. <i>Memory and Cognition,28</i> (6), 1071-1078.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475302&pid=S0006-5943201300020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">McMahon, A. (2009). <i>Counterfactual thinking about social situations in social anxiety. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Trinity College Dublin, Dublin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475304&pid=S0006-5943201300020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">McNamara, P.; Durso, R.; Brown, A. &amp; Lynch, A. (2003). Counterfactual cognitive defict in persons with Parkinson's disease. <i>Journal of Neurology, Neurosurgery &amp; Psychiatry,74,</i> 1065- 1070.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475306&pid=S0006-5943201300020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de - OMS (1993). <i>Classifica&ccedil;&atilde;o de transtornos mentais e do comportamento da CID-10: Descri&ccedil;&otilde;es Cl&iacute;nicas e Diretrizes Diagn&oacute;sticas</i>. (D. Caetano, trad.), Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas. (Original publicado em 1992).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475308&pid=S0006-5943201300020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quelhas, A.C.; Power, M.J.; Juhos, C. &amp; Senos, J. (2008). Counterfactual thinking and functional differences in depression. <i>Clinical Psychology and Psychotherapy, 15</i>, 352-356.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475310&pid=S0006-5943201300020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Roese, N.J. (1994). The functional basis of counterfactual thinking<i>. Journal of Personality and Social Psychology, 56</i> (5), 805-838.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475312&pid=S0006-5943201300020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Roese, N.J. (1997). Counterfactual thinking. <i>Psychological Bulletin,121</i> (1), 133-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475314&pid=S0006-5943201300020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Roese, N.J. &amp; Olson, J.M. (1993). Self-esteem and counterfactual thinking. <i>Journal of Personality and Social Psychology,65</i> (1), 199-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475316&pid=S0006-5943201300020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Roese, N. &amp; Olson, J.M. (1995). Counterfactual thinking: A critical overview. In N. J. Roese, &amp; J. M. Olson (Eds.). What might have been: The Social Psychology of counterfactual thinking (pp. 169-197). Mahwah, New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Inc., Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475318&pid=S0006-5943201300020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Teixeira, J.M. (2001). Comorbilidade: Depress&atilde;o e ansiedade. Recuperado em 26 de abril, 2013 de <a href="http://www.saude-mental.net/pdf/vol3_rev1_artigo1.pdf" target="_blank">http://www.saude-mental.net/pdf/vol3_rev1_artigo1.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475320&pid=S0006-5943201300020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Teng, C.T.; Humes, E.C. &amp; Demetrio, F.N. (2005). Depress&atilde;o e comorbidades cl&iacute;nicas<i>. Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 32 </i>(3), 149-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475322&pid=S0006-5943201300020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Wong, E.M.; Galinsky, A.D. &amp; Kray, L.J. (2009). The counterfactual mind-set: A decade of research. In: K. D.Markman; W. M. P. Klein &amp; J. A. Suhr, <i>Handbook of imagination and mental simulation. </i>(pp. 161-174). Nova York, NY: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475324&pid=S0006-5943201300020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">World Health Organization - WHO (2011). <i>Depression</i>. Recuperado em 18 de setembro de 2013, de: <a href="http://www.who.int/mental_health/management/depression/definition/en" target="_blank">http://www.who.int/mental_health/management/depression/definition/en</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=475326&pid=S0006-5943201300020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 12/10/13    <br> Revisto em 28/12/13    <br>    Aceito em 30/12/13</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="not1a"></a><a href="#add">1</a> O presente trabalho recebeu financiamento sob forma de bolsa de estudos de Mestrado, concedido pela CAPES, e financiamento do tipo Aux&iacute;lio Regular pela FAPESP (Processo nº2013/11439-3 ).    <br> <a name="not1"></a><a href="#add">*</a> Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia: Av. Otto Werner Rosel, 1455, Cond. Moradas I, casa 507. Jardim Ipanema. S&atilde;o Carlos, SP. CEP: 13563673. Telefone: (16) 33764064.. E-mail: <a href="mailto:julianasfaccioli@gmail.com">julianasfaccioli@gmail.com</a> / <a href="mailto:patriciaws01@gmail.com">patriciaws01@gmail.com</a> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ANEXO 1</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EXEMPLO DE UMA HIST&Oacute;RIA COM SUAS RESPECTIVAS QUEST&Otilde;ES    ABERTAS E ALTERNATIVAS DE M&Uacute;LTIPLA ESCOLHA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> HIST&Oacute;RIA 1: A Tenta&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma grande amiga sua, que &eacute; um pouco t&iacute;mida com rapazes, te convida para ir com ela e com um rapaz, o Jo&atilde;o, a uma festa. Como de costume, voc&ecirc; aceita o convite. Ultimamente, sua amiga e Jo&atilde;o est&atilde;o passando muito tempo juntos, por&eacute;m, esta foi a primeira vez que eles combinaram de sair &agrave; noite. Antes de sa&iacute;rem, sua amiga te conta que est&aacute; perdidamente apaixonada por ele. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante a festa, voc&ecirc; percebe que Jo&atilde;o &eacute; muito atraente e, al&eacute;m disso, est&aacute; interessado em voc&ecirc;, e isso te agrada muito. No fim da noite, sem pensar, voc&ecirc; passa o seu n&uacute;mero de telefone para ele. Quando chega o fim de semana, Jo&atilde;o telefona e te convida para jantar. Voc&ecirc; acaba aceitando o convite. Pouco antes de voc&ecirc; sair de casa, sua amiga telefona e conta chorando que Jo&atilde;o evitou falar com ela durante toda a semana e cancelou a ida ao cinema, que haviam combinado antes da festa, porque tinha muita coisa para fazer. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Adaptada de Juhos, C.; Quelhas, A. C. &amp; Senos, J. (2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>QUEST&Otilde;ES - HIST&Oacute;RIA 1 </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1) Enquanto voc&ecirc; lia a hist&oacute;ria, ocorreu algum pensamento sobre o que estava lendo? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2) Imagine, se essa situa&ccedil;&atilde;o acontecesse com voc&ecirc;. As pessoas, ap&oacute;s passarem por situa&ccedil;&otilde;es como essas, t&ecirc;m, frequentemente, pensamentos sobre como as coisas poderiam ter acontecido de outra maneira. Se voc&ecirc; passasse pela mesma situa&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; que pensaria em alguma coisa diferente em rela&ccedil;&atilde;o ao que aconteceu? Pense o que poderia ser diferente para que a hist&oacute;ria tenha um fim diferente. Se voc&ecirc; pudesse mudar alguma coisa nessa situa&ccedil;&atilde;o, o que mudaria? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ALTERNATIVAS - HIST&Oacute;RIA 1 </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3) Ainda se colocando no lugar da narradora, qual das alternativas abaixo seria mais pr&oacute;xima com aquilo que voc&ecirc; mudaria? <b>Escolha apenas uma alternativa</b>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">a) Eu n&atilde;o teria ido &agrave; festa e nem conheceria o Jo&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> b) Eu n&atilde;o teria dado meu n&uacute;mero de telefone para o paquera de minha amiga.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> c) Jo&atilde;o me convidaria para sair antes da minha amiga contar que estava apaixonada por ele.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">d) Eu n&atilde;o teria sa&iacute;do com minha amiga, como sempre fazia, e n&atilde;o teria conhecido Jo&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
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