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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Semelhanças e diferenças no desenho da figura humana como técnica projetiva entre meninos e meninas de 4 a 15 anos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Similarities and differences in human figure drawing as a projective technique between boys and grls from 4 to 15 years of age]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this work is to identify through children's drawings, elements that can be used, as an analyses parameter to highlight how typical conflicting characteristics of psychosexual development, of specific groups of children, of specific age range and psychic development stage, emerge in their drawings. We analyzed the "Draw a Person Test" of 173 children and adolescents, of both sexes, ranging from 4 to 15 years of age. The analysis of their drawings allowed to divide them into six age groups. It was possible to identify in each group relevant drawing aspects which allowed us to recognize the predominant anxiety at different developmental stages. It was also possible to observe differences between boys' and girl's drawings. These observations allow to indicate the relevance of drawing in psychodiagnosis, and its potential to distinguish anxieties in each age stage]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="add"></a><b>Semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as no desenho da figura humana como t&eacute;cnica projetiva entre meninos e meninas de 4 a 15   anos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Similarities and differences in human figure drawing as a projective technique between boys and grls from 4 to 15 years of age</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Audrey Setton Lopes de Souza<a href="#add1"><sup>*</sup></a>; Sandra Aparecida Serra Zanetti</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Instituto de Psicologia da Universidade de S&atilde;o Paulo - SP -  Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste trabalho &eacute; identificar, no desenho, par&acirc;metros de an&aacute;lise que permitam destacar como se manifestam as caracter&iacute;sticas conflitivas t&iacute;picas do desenvolvimento psicossexual de crian&ccedil;as em grupos espec&iacute;ficos de faixa et&aacute;ria e etapa de desenvolvimento ps&iacute;quico. Foram analisados 173 Desenhos da Figura Humana de crian&ccedil;as e adolescentes de ambos os sexos com idade variando de 4 a 15 anos. A an&aacute;lise dos desenhos permitiu dividi-los em seis grupos et&aacute;rios caracter&iacute;sticos. Em cada grupo foi poss&iacute;vel identificar aspectos relevantes do desenho que permitiram alcan&ccedil;ar as ang&uacute;stias predominantes nas diferentes etapas do desenvolvimento. Al&eacute;m disso, foram identificadas diferen&ccedil;as entre os desenhos de meninos e meninas. Estas observa&ccedil;&otilde;es permitem apontar a import&acirc;ncia do desenho no diagn&oacute;stico e sua riqueza para discriminar as ang&uacute;stias predominantes em cada faixa et&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Desenho da Figura Humana; t&eacute;cnicas projetivas; desenvolvimento psicol&oacute;gico em crian&ccedil;as; desenvolvimento da sexualidade infantil.</font></p><hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The purpose of this work is to identify through children's drawings, elements that can be used, as an analyses parameter to highlight how typical conflicting characteristics of psychosexual development, of specific groups of children, of specific age range and psychic development stage, emerge in their drawings. We analyzed the "Draw a Person Test" of 173 children and adolescents, of both sexes, ranging from 4 to 15 years of age. The analysis of their drawings allowed to divide them into six age groups. It was possible to identify in each group relevant drawing aspects which allowed us to recognize the predominant anxiety at different developmental stages. It was also possible to observe differences between boys' and girl's drawings. These observations allow to indicate the relevance of drawing in psychodiagnosis, and its potential to distinguish anxieties in each age stage.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> Draw a Person Test; projective techniques; psychological development; children; sexuality in children development.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica &eacute; uma &aacute;rea importante de trabalho do psic&oacute;logo e a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas projetivas, um elemento essencial dentro deste processo. No contexto mundial e brasileiro, muito se tem discutido sobre a pol&ecirc;mica referente &agrave; validade do uso de t&eacute;cnicas projetivas e, muitas das cr&iacute;ticas dirigem-se &agrave; justificativa de que a validade destes instrumentos &eacute;, primordialmente, obtida a partir da pr&aacute;tica cl&iacute;nica (Borsa, 2010; Tavares, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para fundamentar cientificamente, a validade do uso de t&eacute;cnicas projetivas como instrumento primordial no processo psicodiagn&oacute;stico, &eacute; imprescind&iacute;vel incrementar a realiza&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de pesquisas que demonstrem, porque aqueles que as utilizam, t&ecirc;m tanta confian&ccedil;a nos dados que estas permitem obter.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desenho &eacute; uma das t&eacute;cnicas projetivas mais usadas e as raz&otilde;es para isto se apoiam na facilidade de sua utiliza&ccedil;&atilde;o e no fato de ser uma forma importante de aproxima&ccedil;&atilde;o inicial, principalmente com crian&ccedil;as. Al&eacute;m disso, &eacute; fundamental destacar que o desenho revela ser um excelente auxiliar para o acesso aos processos ps&iacute;quicos prim&aacute;rios e secund&aacute;rios, como tamb&eacute;m na pesquisa das rela&ccedil;&otilde;es entre as inst&acirc;ncias ps&iacute;quicas, nos estudos sobre processos identificat&oacute;rios e sobre as constitui&ccedil;&otilde;es ed&iacute;picas (Gomes, 2012; Souza, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como est&iacute;mulos projetivos, os desenhos s&atilde;o &oacute;timos para "<i>provocar o inconsciente, de faz&ecirc;-lo falar, fazendo falar o texto</i>" (Sigal, 2000, p. 37), permitindo que emerjam, sentidos pr&oacute;prios do sujeito, que facilitar&atilde;o a compreens&atilde;o da sua organiza&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica espec&iacute;fica e o modo como ele se insere no mundo. Da mesma forma que o sonho, o desenho, como elemento pict&oacute;rico, favorece a manifesta&ccedil;&atilde;o do inconsciente, apresentando-se ambos como elementos aparentemente insignificantes, e assim sendo, como facilitadores do desarme da censura, mas tamb&eacute;m, como engates para manifesta&ccedil;&atilde;o dos desejos e conflitos inconscientes (Souza, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dos trabalhos de Goodenough, que utilizou o Desenho da Figura Humana como uma refer&ecirc;ncia para a constru&ccedil;&atilde;o de uma escala de medida da intelig&ecirc;ncia, Hammer (1989) mostra como a atividade cl&iacute;nica tem demonstrado que este desenho p&otilde;e em jogo n&atilde;o s&oacute; fatores intelectuais, mas tamb&eacute;m os da personalidade. Assim o Desenho da Figura Humana tem se revelado um valioso instrumento para a compreens&atilde;o da subjetividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escala elaborada por Goodenough (1926), al&eacute;m de fornecer um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da intelig&ecirc;ncia, revela que o desenho da crian&ccedil;a evolui paralelamente ao desenvolvimento intelectual. Contudo, a compreens&atilde;o de que, al&eacute;m dos fatores intelectivos est&atilde;o presentes no desenho aspectos de personalidade, permitiu a cria&ccedil;&atilde;o dos testes projetivos gr&aacute;ficos que muito t&ecirc;m contribu&iacute;do para a &aacute;rea da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A quest&atilde;o que se pretende abordar neste trabalho diz respeito a como o desenvolvimento ps&iacute;quico, com seus conflitos e conquistas, tal qual mostrado por Freud (1905/1980), pode afetar os desenhos das crian&ccedil;as. Desta forma considera-se poss&iacute;vel encontrar neles alguns tra&ccedil;os que sejam reveladores dos conflitos significativos de cada faixa et&aacute;ria. Freud (1905/1980) aponta que o desenvolvimento ps&iacute;quico das crian&ccedil;as envolve o amadurecimento da sexualidade e apresenta este desenvolvimento em cinco fases: a fase oral (de 0 a 18 meses), em que a zona er&oacute;gena &eacute; a boca; a fase anal (12/18 meses a 2/3 anos), em que a zona er&oacute;gena &eacute; o &acirc;nus; a fase f&aacute;lica (2/3 anos a 5/6 anos), quando as crian&ccedil;as descobrem a diferen&ccedil;a entre os genitais e passam a vivenciar os conflitos ed&iacute;picos; a fase de lat&ecirc;ncia (5/6 anos a 12 anos), em que a libido entrar&aacute; em estado de repouso em fun&ccedil;&atilde;o da viv&ecirc;ncia ed&iacute;pica; e a fase genital (12 anos em diante), quando a energia sexual ser&aacute; direcionada para membros fora da fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A psican&aacute;lise oferece v&aacute;rios elementos para fundamentar o uso do desenho como instrumento projetivo, tais como: o estudo do simbolismo (Formiga &amp; Mello, 2000), a evid&ecirc;ncia da determina&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica do inconsciente (Souza, 2011), ou a tend&ecirc;ncia a uma vis&atilde;o antropom&oacute;rfica do mundo fundamentada na proje&ccedil;&atilde;o e no conceito de "imagem corporal" (Almeida, Loureiro &amp; Santos, 2002; Campagna &amp; Souza, 2006; Peres &amp; Santos, 2006). Cariola (2006), por exemplo, se dedicou a estudar o bruxismo, um h&aacute;bito de ranger os dentes, a partir da an&aacute;lise do Desenho da Figura Humana, referendando-se na psican&aacute;lise para compreender os indicadores dos desenhos. Esta pesquisa compreendia esta doen&ccedil;a como uma manifesta&ccedil;&atilde;o do inconsciente e de dist&uacute;rbios emocionais. Por meio de 22 desenhos, a autora concluiu que h&aacute; uma dificuldade emocional latente em crian&ccedil;as de ambos os sexos, nesta faixa et&aacute;ria. Foi poss&iacute;vel observar que a maioria das crian&ccedil;as possu&iacute;a indicadores em seus desenhos que sugeriam a presen&ccedil;a de problemas emocionais n&atilde;o resolvidos (como figura pequena, aus&ecirc;ncia de m&atilde;os e omiss&atilde;o do nariz). A autora sugere que essas crian&ccedil;as poderiam estar passando por problemas emocionais vinculados &agrave; realidade externa e ter uma estrutura de personalidade r&iacute;gida ou fixada em alguma das fases anteriores do desenvolvimento infantil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa bibliogr&aacute;fica na &aacute;rea de t&eacute;cnicas projetivas aponta trabalhos que ressaltam a import&acirc;ncia de elementos expressivos, adaptativos e de conte&uacute;do como forma de an&aacute;lise dos desenhos (Van Kolck, 1968; Hammer, 1989; Buck, 2003). Nunca &eacute; demais lembrar que estes elementos s&oacute; adquirem sentido, quando interpretados por um psic&oacute;logo, que seja capaz de inserir estes dados em uma rede de significa&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias de cada sujeito e obtidas a partir de v&aacute;rios elementos, em um processo psicodiagn&oacute;stico. Relacionar estes dados com a teoria do desenvolvimento ps&iacute;quico &eacute; tamb&eacute;m uma tarefa importante neste processo, permitindo relativizar os elementos que se destacam, inserindo-os em determinados sentidos, pr&oacute;prios dos conflitos espec&iacute;ficos de cada etapa do desenvolvimento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Machover (1966) fez um amplo estudo normativo com 100 crian&ccedil;as de classe m&eacute;dia, metade de cada sexo, de 5 a 12 anos de idade, dos Desenhos da Figura Humana (masculinos e femininos), que foram classificados em 45 caracter&iacute;sticas gr&aacute;ficas principais, incluindo aspectos estruturais e do conte&uacute;do das figuras. Na an&aacute;lise dos desenhos descobriu que as diferen&ccedil;as entre os sexos s&atilde;o t&atilde;o importantes quanto &agrave;s diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade. Utilizando estas caracter&iacute;sticas gr&aacute;ficas, a autora fez uma compara&ccedil;&atilde;o entre os sexos, articulando os elementos com a teoria de desenvolvimento oferecida pela psican&aacute;lise, mostrando o &aacute;rduo trabalho realizado pelo aparelho ps&iacute;quico, para consolidar as conquistas resultantes da conflitiva ed&iacute;pica e da identifica&ccedil;&atilde;o com as figuras parentais, bem como a sensibilidade do desenho para captar estas nuances.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Van Kolck (1966), Campagna (2003) e Campagna e Souza (2006) realizaram estudos com adolescentes e pr&eacute;-adolescentes, oferecendo interessante material para subsidiar &agrave;queles que realizam diagn&oacute;sticos utilizando material gr&aacute;fico. Tamb&eacute;m Urribarri (2012) em seu estudo sobre o trabalho ps&iacute;quico da lat&ecirc;ncia dedica um cap&iacute;tulo especial para a express&atilde;o gr&aacute;fica neste per&iacute;odo. Pretende-se verificar neste estudo, se aparecem resultados compar&aacute;veis aos encontrados por estes autores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste trabalho foi contribuir com os psic&oacute;logos que trabalham na &aacute;rea da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, para articular os conhecimentos psicanal&iacute;ticos a respeito do desenvolvimento psicossexual do indiv&iacute;duo (Freud, 1905/1980) com os dados oferecidos pela an&aacute;lise projetiva do Desenho da Figura Humana. Partiu-se da hip&oacute;tese que este tipo de trabalho, que confronta aspectos da teoria psicanal&iacute;tica de desenvolvimento psicossexual com elementos observ&aacute;veis na an&aacute;lise projetiva dos desenhos pode ser mais um elemento para a valida&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas projetivas, al&eacute;m de fornecer mais dados para aqueles que trabalham com psicodiagn&oacute;stico, na medida em que ser&atilde;o destacados par&acirc;metros de an&aacute;lise do desenho, espec&iacute;ficos de cada faixa et&aacute;ria e etapa do desenvolvimento ps&iacute;quico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra foi composta por 173 crian&ccedil;as e adolescentes, de ambos os sexos (n&atilde;o foi poss&iacute;vel obter uma amostra igualit&aacute;ria entre as idades e entre os sexos), com idades variando de 4 a 15 anos, assim distribu&iacute;dos: 4 anos (3); 5 anos (8); 6 anos (18); 7 anos (15); 8 anos (15); 9 anos (21); 10 anos (20); 11 anos (20); 12 anos (16); 13 anos (9); 14 anos (9) e 15 anos (19). Os participantes eram provenientes em parte de amostra cl&iacute;nica e em parte de uma amostra obtida a partir do treinamento de estudantes na disciplina de "T&eacute;cnicas Projetivas Gr&aacute;ficas" no curso da gradua&ccedil;&atilde;o de Psicologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Instrumento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi utilizado o Desenho da Figura Humana, aplicado segundo a t&eacute;cnica de Machover (1966), que solicita ao examinando o "Desenho de uma pessoa" e depois de terminado, o "Desenho de uma pessoa do outro sexo". O inqu&eacute;rito posterior ao desenho foi realizado, por&eacute;m n&atilde;o foi considerado para efeito desta an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Procedimento</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os desenhos foram coletados em situa&ccedil;&atilde;o individual e tomadas as precau&ccedil;&otilde;es para o estabelecimento de um <i>rapport </i>inicial e da manuten&ccedil;&atilde;o de boas condi&ccedil;&otilde;es de aplica&ccedil;&atilde;o. Para efeito de an&aacute;lise, estes desenhos foram divididos em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo da crian&ccedil;a que desenhou e agrupados em faixas et&aacute;rias, usando inicialmente como crit&eacute;rio a exist&ecirc;ncia de caracter&iacute;sticas gr&aacute;ficas semelhantes, para posteriormente, verificar o significado simb&oacute;lico destes aspectos observados. A partir desta divis&atilde;o inicial, tentou-se relacionar tais significados com os conflitos significativos, apontados por Freud (1905/1980) como marcantes, em cada etapa do desenvolvimento ps&iacute;quico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram usadas como referencial para a an&aacute;lise dos significados simb&oacute;licos dos aspectos gr&aacute;ficos avaliados as propostas de Van Kolck (1968), Hammer (1989) e Buck (2003), al&eacute;m das contribui&ccedil;&otilde;es de Grassano (1974, 1996). Dessa forma foram obtidas as principais caracter&iacute;sticas presentes em cada faixa et&aacute;ria e seu significado psicol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Empregando a psican&aacute;lise como substrato te&oacute;rico, estes dados foram articulados com os principais conflitos e ang&uacute;stias que a crian&ccedil;a ou adolescente tem que lidar, ao longo de seu desenvolvimento, e que estimulam os temas primordiais com os quais o sujeito tem que se haver para se constituir enquanto sujeito ps&iacute;quico. Desta forma, destaca-se o papel do diagn&oacute;stico psicol&oacute;gico, n&atilde;o como "<i>detector de doen&ccedil;as</i>", mas como um "<i>estudo dos processos que propiciam o funcionamento ps&iacute;quico</i>" (Sigal, 2000, p. 35).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a an&aacute;lise, os desenhos foram divididos em seis grupos: 4 a 6 anos, 7 a 8 anos, 9 a 10 anos, 11 a 12 anos, 13 a 14 anos e 14 a 15 anos. No grupo de 4 a 6 anos, verificou-se que as crian&ccedil;as com quatro anos de idade da amostra ainda se mostravam muito inst&aacute;veis quanto &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o da linguagem gr&aacute;fica e da capacidade de desenhar a figura humana. Apesar do prazer de desenhar, muitas ainda n&atilde;o s&atilde;o capazes de representar a figura humana, utilizando garatujas organizadas ou c&iacute;rculos para represent&aacute;-la. No entanto, s&atilde;o pr&oacute;digas em oferecer associa&ccedil;&otilde;es verbais e hist&oacute;rias a respeito destes desenhos, o que oferece um rico material para a an&aacute;lise projetiva. &Eacute; poss&iacute;vel encontrar na literatura cient&iacute;fica (Dolto, 1984; Rodulfo, 1992) refer&ecirc;ncias, que destacam o elemento gr&aacute;fico circular como representativo do corpo materno e das primeiras concep&ccedil;&otilde;es sobre o pr&oacute;prio corpo e sua interioridade, al&eacute;m da no&ccedil;&atilde;o de continente e contido, o que aponta para a import&acirc;ncia de tal representa&ccedil;&atilde;o no processo de individua&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. Entretanto, &eacute; importante ressaltar a necessidade de articular tais elementos &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es verbais obtidas, para conhecer os conflitos associados a este processo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dos cinco anos, o Desenho da Figura Humana (DFH) j&aacute; aparece mais constitu&iacute;do, por&eacute;m &eacute; importante destacar, que ainda h&aacute; instabilidade em tal aquisi&ccedil;&atilde;o, pois se verifica que, em situa&ccedil;&otilde;es de maior ansiedade, como por exemplo, quando o DFH era solicitado no Desenho de uma Fam&iacute;lia, ocorria uma regress&atilde;o da qualidade gr&aacute;fica, que aponta para o papel da ansiedade como potencionalizadora de regress&otilde;es nos desenhos. Assim, o psic&oacute;logo, que trabalha com crian&ccedil;as desta faixa et&aacute;ria, deve, ao levantar hip&oacute;teses diagn&oacute;sticas relacionadas &agrave; regress&atilde;o, tomar cuidado para ficar atento &agrave; ansiedade que acompanha a situa&ccedil;&atilde;o de teste.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m nesta faixa, a atividade de desenhar &eacute; altamente prazerosa, facilitando o contato e oferecendo a possibilidade de uma grande quantidade de associa&ccedil;&otilde;es verbais relacionadas ao desenho. De forma geral, como caracter&iacute;sticas gr&aacute;ficas significativas, s&atilde;o encontrados os desenhos de tamanhos pequenos ou m&eacute;dios, que apontam para um sentimento de inferioridade. Contudo, &eacute; importante relacionar tal sentimento ao reconhecimento de sua condi&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao adulto significativo, o que n&atilde;o deve ser considerado como patol&oacute;gico em si, pois revela uma possibilidade de aceita&ccedil;&atilde;o de sua condi&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;a, renunciando &agrave; onipot&ecirc;ncia t&iacute;pica da crian&ccedil;a pequena e possibilitando a escolha do adulto como modelo de identifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tais resultados, quando comparados aos do trabalho de Machover (1966), apresentam algumas diferen&ccedil;as e semelhan&ccedil;as. A autora encontrou desenhos maiores em crian&ccedil;as de cinco anos, al&eacute;m de j&aacute; observar maior habilidade gr&aacute;fica a partir dos quatro anos, talvez esta diferen&ccedil;a seja devido ao baixo n&uacute;mero de crian&ccedil;as nesta faixa et&aacute;ria, inclu&iacute;das na presente amostra. J&aacute; a partir dos seis anos de idade, Machover tamb&eacute;m destaca uma diminui&ccedil;&atilde;o do tamanho do desenho, o que ela relaciona a uma diminui&ccedil;&atilde;o da excita&ccedil;&atilde;o ed&iacute;pica e como uma capitula&ccedil;&atilde;o frente &agrave; supremacia feminina, representada pela figura materna, proporcionando uma maior capacidade de inser&ccedil;&atilde;o social e nas suas regras. Assim pode-se concluir, que a diminui&ccedil;&atilde;o do desenho a partir da faixa et&aacute;ria dos cinco anos pode estar relacionada a uma possibilidade de aceita&ccedil;&atilde;o da castra&ccedil;&atilde;o e da ren&uacute;ncia ed&iacute;pica, o que, se por um lado indicaria um sentimento de inferioridade em rela&ccedil;&atilde;o ao adulto, por outro abriria o caminho para a identifica&ccedil;&atilde;o e a inser&ccedil;&atilde;o no mundo compartilhado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro elemento de destaque a partir dos cinco e seis anos, tanto nesta amostra como nas de Machover (1966) e de Urribarri (2012), foi o destaque dado &agrave;s m&atilde;os e sua falta de propor&ccedil;&atilde;o, o que pode indicar uma tentativa de obter um maior controle sobre o mundo, &agrave;s vezes com tra&ccedil;os de agressividade, como tamb&eacute;m podendo representar tentativas de perceber-se como mais potente, al&eacute;m da rela&ccedil;&atilde;o com a problem&aacute;tica masturbat&oacute;ria. Nesta amostra, em conson&acirc;ncia com os achados de Urribarri (2012), o pesco&ccedil;o apareceu com frequ&ecirc;ncia significativa a partir dos seis anos, o que leva a pensar, quando associado &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do tamanho do desenho, em uma tentativa de maior controle dos impulsos, relacionada a uma elabora&ccedil;&atilde;o das tend&ecirc;ncias ed&iacute;picas e consequente introje&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncias supereg&oacute;icas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como caracter&iacute;sticas mais gerais desta faixa et&aacute;ria (infelizmente reduzida na presente amostra), podem-se destacar: o prazer produzido pela estimula&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica e a riqueza das associa&ccedil;&otilde;es verbais, obtidas a partir dos desenhos, o que mostra a sua import&acirc;ncia como facilitador do contato e do aparecimento de hist&oacute;rias e associa&ccedil;&otilde;es verbais, imprescind&iacute;veis para a elabora&ccedil;&atilde;o de um diagn&oacute;stico psicol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dos sete e oito anos, o Desenho da Figura Humana parece introjetado com mais seguran&ccedil;a e, tanto o menino quanto a menina parecem se apropriar do corpo e de seu significado simb&oacute;lico e vivencial, como fonte instintiva e de ang&uacute;stias. Assim, os desenhos s&atilde;o graficamente mais elaborados e &eacute; poss&iacute;vel constatar que as ang&uacute;stias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sexualidade aparecem representadas, interferindo no tratamento dado &agrave;s partes do desenho, como as &aacute;reas genitais e as m&atilde;os, al&eacute;m de um cuidado com as roupas e uma preocupa&ccedil;&atilde;o com o pesco&ccedil;o. A impress&atilde;o causada por estes desenhos &eacute; de que um grande esfor&ccedil;o ps&iacute;quico &eacute; requerido para a repress&atilde;o da sexualidade. H&aacute; um predom&iacute;nio de cabe&ccedil;as grandes, como uma tentativa do jovem latente de valorizar a racionalidade como defesa e para tentar banir as fantasias ed&iacute;picas. Fantasias de inferioridade em rela&ccedil;&atilde;o ao adulto aparecem representadas por desenhos, quer muito pequenos, quer muito grandes. N&atilde;o apareceram, na amostra, as evid&ecirc;ncias referidas por Machover (1966), de uma marcada diferen&ccedil;a entre os desenhos masculinos e femininos, com uma maior tranquilidade nos desenhos das meninas, que segundo ela, estariam mais satisfeitas consigo mesmas. Nos meninos, essa autora j&aacute; encontrou ind&iacute;cios da rivalidade com a figura feminina e um in&iacute;cio de preocupa&ccedil;&atilde;o em demonstrar a virilidade, com o uso de s&iacute;mbolos f&aacute;licos e com manifesta&ccedil;&otilde;es de hostilidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; superioridade materna, principalmente em suas verbaliza&ccedil;&otilde;es e associa&ccedil;&otilde;es aos desenhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As caracter&iacute;sticas descritas por Machover (1966) como se iniciando a partir dos sete ou oito anos, aparecem nesta amostra, mais tarde, na faixa dos nove e dez anos e s&atilde;o, agora, mais intensamente destacados. Pode-se notar que os desenhos dos meninos tornam-se significativamente diferentes dos das meninas. Os meninos se preocupam em destacar a superioridade e a masculinidade dos personagens desenhados, refor&ccedil;ando m&uacute;sculos, corpos grandes e valoriza&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas masculinas secund&aacute;rias como barba, por exemplo. Segundo Machover, a partir dos nove anos, o menino faz uma explora&ccedil;&atilde;o mais ativa de sua for&ccedil;a corporal e seu desejo de independ&ecirc;ncia &eacute; mais ruidoso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estes desenhos parecem representar, com clareza, o que se observa no comportamento das crian&ccedil;as desta idade: uma separa&ccedil;&atilde;o entre meninos e meninas, uma tentativa de deprecia&ccedil;&atilde;o do sexo oposto e uma aproxima&ccedil;&atilde;o dos iguais, nos meninos uma preval&ecirc;ncia de um comportamento excitado e ativo com uma preocupa&ccedil;&atilde;o em valorizar a for&ccedil;a f&iacute;sica do sexo masculino; e nas meninas, um comportamento mais contido e uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o com atributos de feminilidade, acentuando-se os detalhes no desenho, tais como: fitas, maquiagem, vestidos, pulseiras, etc.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os desenhos das meninas tamb&eacute;m refor&ccedil;am estas observa&ccedil;&otilde;es, apesar de desenharem personagens menos erotizados que os meninos, o atributo de feminilidade aparece em personagens mais idealizados, como princesas, e uma preocupa&ccedil;&atilde;o maior no detalhamento dos enfeites femininos, como os relatados acima. Sabe-se que as meninas, de um modo geral, mostram-se mais sublimadas e adaptadas socialmente nesta fase. Pode-se dizer que, na busca de consolidar a identifica&ccedil;&atilde;o com o pr&oacute;prio sexo, obtida com a resolu&ccedil;&atilde;o ed&iacute;pica, h&aacute; uma busca de objetos de identifica&ccedil;&atilde;o idealizados, para garantir a identidade de g&ecirc;nero. De um modo geral verifica-se, como Uribarri (2012), que nesta fase os desenhos se tornam mais complexos e elaborados, revelando uma maior discrimina&ccedil;&atilde;o entre fantasia e realidade e a expans&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o consigo mesmo e com o outro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na faixa dos 11 aos 12 anos de idade, continuam presentes as diferen&ccedil;as entre os desenhos das meninas e dos meninos. Os meninos mant&ecirc;m o padr&atilde;o da faixa et&aacute;ria anterior, com desenhos de homens marcados por s&iacute;mbolos de pot&ecirc;ncia e superioridade, que aparecem pela representa&ccedil;&atilde;o de corpos fortes, robustos, mas ocorre uma diminui&ccedil;&atilde;o no tamanho dos desenhos. Nas meninas, o comportamento gr&aacute;fico mais contido e com desenhos de figuras femininas idealizadas, vai sendo substitu&iacute;do por outras formas de representa&ccedil;&atilde;o, que incluem uma marcante presen&ccedil;a de m&atilde;os escondidas e um in&iacute;cio de erotiza&ccedil;&atilde;o das figuras femininas, que come&ccedil;am a apresentar maior n&uacute;mero de elementos (boca, olhos, seios, cabelos) desenhados de forma a revelar o desejo de ser sexualmente atraente para o sexo oposto, aspectos que tamb&eacute;m apareceram na amostra de Campagna (2003) e de Campagna e Souza (2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estes dados permitem supor que, com o in&iacute;cio da pr&eacute;-adolesc&ecirc;ncia e da puberdade nas meninas, quando a jovem &eacute; invadida por impulsos sexuais, h&aacute;, por um lado, uma culpa em rela&ccedil;&atilde;o a estes aspectos (m&atilde;os para tr&aacute;s), e por outro, uma maior possibilidade de assumir uma identidade feminina adulta e a sexualidade. Tais dados, aparentemente paradoxais, corroboram a observa&ccedil;&atilde;o da intensa ambival&ecirc;ncia e ang&uacute;stia presente nesta fase. Os estudos de Campagna (2003) e de Campagna e Souza (2006) tamb&eacute;m apontam para esta mesma linha, pois mostram uma oscila&ccedil;&atilde;o nos desenhos de meninas desta faixa et&aacute;ria, entre um padr&atilde;o mais infantilizado e outro, mais identificado com a mulher adulta. O fato de os meninos continuarem a apresentar, nesta faixa et&aacute;ria, o mesmo modelo da faixa anterior mostra que, para eles, este processo parece se iniciar mais tarde. Talvez a diminui&ccedil;&atilde;o do tamanho do desenho possa revelar o in&iacute;cio deste processo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na faixa dos 13 aos 14 anos, as meninas parecem solidificar sua identifica&ccedil;&atilde;o com uma figura feminina adulta, ainda marcada por um exagero de erotiza&ccedil;&atilde;o das figuras das mulheres, como forma de garantir uma feminilidade emergente, por&eacute;m ainda n&atilde;o t&atilde;o seguramente instalada. Nos desenhos dos meninos, h&aacute; uma diminui&ccedil;&atilde;o da estereotipia das figuras masculinas, presentes nas faixas dos nove aos 12 anos, e uma possibilidade de identifica&ccedil;&atilde;o, mais segura, com um homem m&aacute;sculo, por&eacute;m n&atilde;o necessariamente her&oacute;i ou superior. Isto confirma as observa&ccedil;&otilde;es de Machover (1966), de que nesta faixa, o jovem rapaz j&aacute; est&aacute; mais livre da depend&ecirc;ncia libidinal de sua m&atilde;e e n&atilde;o precisa mais dos elementos de for&ccedil;a corporal para marcar sua identidade frente &agrave; mulher. Tais caracter&iacute;sticas, encontradas nos desenhos de adolescentes e pr&eacute;-adolescentes, levam a pensar como o comportamento atual, marcado por uma prematura incurs&atilde;o na atividade sexual destes jovens, n&atilde;o est&aacute; acompanhada da concomitante maturidade em sua identidade psicossexual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando novamente a faixa dos 14 anos em conjunto com a de 15, em um bom n&uacute;mero de desenhos come&ccedil;a a aparecer uma atitude mais defensiva, com desenhos de figuras palitos, indicando como, a partir desta faixa, o desenho j&aacute; se mostra mais reprimido e sugere uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas que incluam o relato verbal para obten&ccedil;&atilde;o de mais dados sobre a personalidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Comparando a amostra desta pesquisa com os grupos estudados por Campagna (2003); Campagna e Souza (2006); Machover (1966); Uribarri (2012), percebe-se que estes pesquisadores usaram o desenho para trabalhar com faixas et&aacute;rias diferentes, o que permitiu ampliar a gama de compara&ccedil;&atilde;o desta amostra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi observado, a partir do estudo realizado, que o Desenho da Figura Humana vai se modificando ao longo do desenvolvimento e que &eacute; poss&iacute;vel discriminar em cada faixa et&aacute;ria caracter&iacute;sticas que aparecem com frequ&ecirc;ncia, tanto nesta amostra quanto nos estudos realizados por outros pesquisadores. Estas caracter&iacute;sticas gr&aacute;ficas podem ser interpretadas &agrave; luz da Psicologia projetiva e da Psican&aacute;lise, como representativos dos principais conflitos a serem vividos nestas faixas et&aacute;rias como tarefas para um desenvolvimento rumo &agrave; maturidade. Comparando nossos resultados com as pesquisas na &aacute;rea foi poss&iacute;vel verificar muitas concord&acirc;ncias e algumas pequenas diferen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; amostra de Machover (1966), foram verificados resultados bastante semelhantes, com exce&ccedil;&atilde;o da melhor qualidade gr&aacute;fica encontrada por essa autora nas crian&ccedil;as de quatro anos, o que pode ser justificado pelo baixo n&uacute;mero de desenho de crian&ccedil;as nesta faixa et&aacute;ria inclu&iacute;das na presente amostra. Outra diferen&ccedil;a constatada foi que, nos desenhos de meninos as caracter&iacute;sticas descritas por Machover (1966) como se iniciando a partir dos sete ou oito anos, aparecem nesta amostra, mais tarde, na faixa dos nove e dez anos. Assim sendo, pode-se dizer que apesar da passagem do tempo entre a coleta destas duas amostras a forma, como os principais conflitos ligados ao desenvolvimento s&atilde;o representados graficamente, permanece a mesma.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo de Urribari (2012) &eacute; mais centrado em crian&ccedil;as na fase da lat&ecirc;ncia e usa desenhos provenientes de sua experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica. Ainda assim, tamb&eacute;m foram encontrados nesta amostra os aspectos destacados por ele como caracter&iacute;sticos da lat&ecirc;ncia, como o destaque dado &agrave;s m&atilde;os e ao pesco&ccedil;o e que, nesta fase, os desenhos se tornam mais complexos e elaborados, revelando uma maior discrimina&ccedil;&atilde;o entre fantasia e realidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Campagna (2003) e Campagna e Souza (2006) usaram em seu estudo uma amostra de meninas pr&eacute;-adolescentes com 12 anos de idade, sendo obtidos na presente amostra aspectos similares aos encontrados nas referidas pesquisas: a oscila&ccedil;&atilde;o entre um padr&atilde;o mais infantilizado e outro, mais identificado com a mulher adulta; e a marcante presen&ccedil;a de m&atilde;os para tr&aacute;s, mostrando as dificuldades que a entrada na adolesc&ecirc;ncia traz para estas jovens no in&iacute;cio deste novo despertar da sexualidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalizando, este trabalho revelou que o desenho &eacute; um &oacute;timo instrumento para abordagem do estudo das caracter&iacute;sticas conflitivas t&iacute;picas do desenvolvimento psicossexual em crian&ccedil;as e adolescentes, principalmente no que se refere a aspectos de forma&ccedil;&atilde;o da identidade sexual e que &eacute; poss&iacute;vel encontrar nos desenhos alguns tra&ccedil;os reveladores dos conflitos significativos de cada faixa et&aacute;ria. Como os resultados foram bastante semelhantes aos obtidos pelos pesquisadores que estudaram este tema, fica refor&ccedil;ada a convic&ccedil;&atilde;o sobre a efic&aacute;cia do Desenho da Figura Humana como t&eacute;cnica projetiva com a finalidade de explora&ccedil;&atilde;o de aspectos diagn&oacute;sticos, quando inclu&iacute;do em um processo psicodiagn&oacute;stico mais amplo, que permitir&aacute; integrar os dados fornecidos por essa t&eacute;cnica a um din&acirc;mica de personalidade e familiar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Almeida, G.A.N., Loureiro, S.R. &amp; Santos, J.E. (2002). A imagem corporal de mulheres morbidamente obesas avaliadas atrav&eacute;s do Desenho da Figura Humana. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 15</i>(2), 283-292.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479654&pid=S0006-5943201500010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Borsa, J.C. (2010). Considera&ccedil;&otilde;es sobre o uso do Teste da Casa-&Aacute;rvore-Pessoa - HTP. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 9</i>(1), 151-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479656&pid=S0006-5943201500010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Buck, J.N. (2003). <i>H- T- P: Casa-&Aacute;rvore-Pessoa, t&eacute;cnica projetiva de desenho: Manual e guia de interpreta&ccedil;&atilde;o. </i>(R. C. Tardivo, trad.). S&atilde;o Paulo: Vetor Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479658&pid=S0006-5943201500010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Campagna, V.N. (2003). <i>Aspectos da organiza&ccedil;&atilde;o da identidade feminina no in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Instituto de Psicologia, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o  Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479660&pid=S0006-5943201500010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Campagna, V.N., &amp; Souza, A.S.L. (2006). Corpo e imagem corporal no in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia feminina<i>. Boletim de Psicologia, 55</i>(124), 9-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479662&pid=S0006-5943201500010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cariola, T.C. (2006). O Desenho da Figura Humana de crian&ccedil;as com bruxismo. <i>Boletim de Psicologia, 55</i>(124), 37-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479664&pid=S0006-5943201500010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dolto, F. (1984<i>). No jogo do desejo. </i>(V. Ribeiro, trad.). Rio de Janeiro: Zahar Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479666&pid=S0006-5943201500010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Formiga, N.S., &amp; Mello, I. (2000). Testes psicol&oacute;gicos e t&eacute;cnicas projetivas: Uma integra&ccedil;&atilde;o para um desenvolvimento da intera&ccedil;&atilde;o interpretativa indiv&iacute;duo-psic&oacute;logo. <i>Psicologia: Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o, 20</i>(2), 12-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479668&pid=S0006-5943201500010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freud, S. (1980)<i>. Tr&ecirc;s ensaios para uma teoria sexual</i>. In S. Freud, <i>Edi&ccedil;&otilde;es standard brasileira das obras psicol&oacute;gicas completas de Sigmund Freud</i>. (Vol. VII; pp. 123-252; J. Salom&atilde;o, trad.). Rio de Janeiro: Imago Editora. (Original publicado em 1905).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479670&pid=S0006-5943201500010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gomes, M.I.S.D.C. (2012). <i>Estou no corpo errado: A representa&ccedil;&atilde;o edipiana nos processos identificat&oacute;rios. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Instituto Universit&aacute;rio Ci&ecirc;ncias Psicol&oacute;gicas, Sociais e da Vida, Lisboa - Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479672&pid=S0006-5943201500010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Goodenough, F. (1926). <i>Measurement of intelligence by drawings</i>. New York: World Book.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479674&pid=S0006-5943201500010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Grassano, E. (1974). Los tests gr&aacute;ficos. In M. L. S. Ocampo, M. E. G. Arzeno &amp; E. Grassano, <i>Las t&eacute;cnicas proyectivas y el proceso psicodiagn&oacute;stico. </i>(Tomo II, pp. 235-388). Buenos Aires: Ediciones Nueva Visi&oacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479676&pid=S0006-5943201500010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Grassano, E. (1996). <i>Indicadores psicopatol&oacute;gicos nas t&eacute;cnicas projetivas. </i>(L. S. L. P. Tardivo, trad.). S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479678&pid=S0006-5943201500010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hammer, E.F. (1989). <i>Aplica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas dos desenhos projetivos. </i>(E. Nick, trad.) S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479680&pid=S0006-5943201500010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Machover, K. (1966). Diferencias sexuales en el padr&oacute;n del desarrollo infantil en el Dibujo de la Figura Humana. In A. J. Rabin &amp; M. R. Haworth, <i>T&eacute;cnicas Proyetivas para ni&ntilde;os</i>. (pp. 215-229). Buenos Aires: Paid&oacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479682&pid=S0006-5943201500010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Peres, R., &amp; Santos, M. (2006). Contribui&ccedil;&otilde;es do Desenho da Figura Humana para a avalia&ccedil;&atilde;o da imagem corporal na anorexia nervosa. <i>Medicina (Ribeir&atilde;o Preto. Online), 39</i>(3), 361-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479684&pid=S0006-5943201500010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rodulfo, M. (1992). <i>El ni&ntilde;o del dibujo: Estudio psicoanal&iacute;tico del grafismo y sus funciones en la construcci&oacute;n temprana del cuerpo. </i>Buenos Aires: Paid&oacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479686&pid=S0006-5943201500010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sigal, A.M. (2000). Considera&ccedil;&otilde;es sobre o psicodiagn&oacute;stico: Provocando o inconsciente. Psican&aacute;lise e Universidade, 12-13, 27-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479688&pid=S0006-5943201500010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Souza, A.S.L. (2011). O desenho como instrumento diagn&oacute;stico: Reflex&otilde;es a partir da psican&aacute;lise. <i>Boletim de Psicologia, 61 </i>(135), 207-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479690&pid=S0006-5943201500010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tavares, M. (2003). Validade cl&iacute;nica. <i>PsicoUSF, 8 </i>(2), 125-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479692&pid=S0006-5943201500010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Urribari, R. (2012). <i>Estrutura&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica e subjetiva&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a em idade escolar: O trabalho da lat&ecirc;ncia. </i>(E. R. Sang, trad). 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Boletim no 293, de Psicologia Educacional no 7, Faculdade de Filosofia Ci&ecirc;ncias e Letras, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479696&pid=S0006-5943201500010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Van Kolck, O.L. (1968). <i>Interpreta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica de desenhos</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Pioneira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479698&pid=S0006-5943201500010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 15/09/14    <br> Revisto em 18/05/15    <br> Aceito em 22/05/15</font></p>     ]]></body>
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