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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[As a developing country, Brazil, whose population has barely any access to the beneficts of citizenship, it is interesting to observe and evaluate the existing differences between two literary works which mirror this condition: Quarto de despejo, by Carolina Maria de Jesus, and Capão pecado, by Ferréz. With nearly half a century between them, in fact they represent distinct visions of poverty, the former being more naïve and immediate, the latter taking us to a high degree of perversity absent in its predecessor. Sign of times or the transformation of literature?]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>EM    PAUTA - CULTURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Do mal-estar das pobrezas</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Uneasiness of poverties</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Fernando Paix&atilde;o<a name="1"></a><a href="#1a"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="end"></a><a href="#end2">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sendo o Brasil um pa&iacute;s pobre, cuja popula&ccedil;&atilde;o   mal tem acesso aos meios de cidadania, &eacute; interessante observar e avaliar as   diferen&ccedil;as existentes entre duas obras liter&aacute;rias que se debru&ccedil;am para espelhar   essa condi&ccedil;&atilde;o: <i>Quarto de despejo</i>, de Carolina Maria de Jesus, e <i>Cap&atilde;o pecado</i>, de Ferr&eacute;z. Distantes no tempo por quase meio s&eacute;culo,   em verdade representam vis&otilde;es distintas da pobreza, sendo a vis&atilde;o de Carolina   mais inocente e imediata, enquanto a vis&atilde;o do autor contempor&acirc;neo envereda por   um grau de perversidade inexistente em sua antecessora. Sinal dos tempos ou da   transforma&ccedil;&atilde;o da literatura?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>:    Carolina Maria de Jesus, Ferr&eacute;z, Literatura brasileira contempor&acirc;nea, Pobreza, Sociedade brasileira. </font></p> <hr noshade size="1">     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As a&nbsp;developing country, Brazil, whose   population&nbsp;has barely&nbsp;any access to the beneficts of citizenship, it&nbsp;is   interesting to observe and evaluate the existing differences between&nbsp;two   literary&nbsp;works which&nbsp;mirror&nbsp;this condition: <i>Quarto de despejo</i>,   by&nbsp;Carolina&nbsp;Maria&nbsp;de Jesus, and <i>Cap&atilde;o pecado</i>, by&nbsp;Ferr&eacute;z.&nbsp;With&nbsp;nearly&nbsp;half   a&nbsp;century&nbsp;between&nbsp;them, in&nbsp;fact&nbsp;they represent&nbsp;distinct&nbsp;visions of poverty, the   former&nbsp;being more na&iuml;ve and immediate, the latter&nbsp;taking us to a&nbsp;high&nbsp;degree of   perversity&nbsp;absent&nbsp;in&nbsp;its predecessor. Sign&nbsp;of times or&nbsp;the transformation&nbsp;of   literature?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>:    Carolina Maria de Jesus, Ferr&eacute;z, Contemporary Brazilian literature, Poverty, Brazilian society.</font></p>   <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se uma das   naturais voca&ccedil;&otilde;es do olhar liter&aacute;rio &eacute; a de estabelecer contato com a pobreza   dos homens, vale a pena ressaltar algumas diferen&ccedil;as agudas entre a hist&oacute;ria da   catadora de pap&eacute;is &– retratada em <i>Quarto de despejo</i>,<a name="2"></a><a href="#2a"><sup>1</sup></a>   publicado h&aacute; mais de quarenta anos, com enorme sucesso   &– e o relato mais recente de <i>Cap&atilde;o pecado</i>, fic&ccedil;&atilde;o-testemunho   sobre a periferia pobre paulistana, criado por quem &eacute; de l&aacute;:  o escritor Ferr&eacute;z.<sup><a name="3"></a><a href="#3a">2</a></sup>   Ambos, ali&aacute;s, aproximam-se, sobretudo, pelo car&aacute;ter de   exce&ccedil;&atilde;o em meio ao contexto da fic&ccedil;&atilde;o brasileira contempor&acirc;nea, pois se   particularizam enquanto textos &ldquo;aut&ecirc;nticos&rdquo;, diretos da fonte, pode-se dizer.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">S&atilde;o muitos os confrontos poss&iacute;veis entre os dois livros, mas o   que interessa ressaltar aqui diz respeito, sobretudo, &agrave; expressiva dist&acirc;ncia que   separa uma pobreza da outra. J&aacute; o ciclo regionalista dos anos 30 &– de Rachel de   Queiroz, Jos&eacute; Lins do Rego e outros &– trouxera &agrave; cena principal das letras   nacionais o registro de uma realidade agr&aacute;ria, pobre e que, afinal, representava   uma fotografia do pa&iacute;s atrav&eacute;s de sua gente humilde. Como movimento liter&aacute;rio,   inclusive, configurou um fen&ocirc;meno de extens&atilde;o nacional sem precedentes, que foi   talentosamente conduzido em torno &agrave; figura de Jos&eacute; Olympio e de sua prestigiosa   casa editorial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1960, no entanto, o Brasil j&aacute; se tornara urbano e certamente   outras esp&eacute;cies de pobreza haviam surgido ao longo das d&eacute;cadas. Que novos pobres   eram esses, vivendo agora sob o desenvolvimento acelerado da era JK? Desta vez,   a melhor resposta veio n&atilde;o atrav&eacute;s das m&atilde;os de um escritor letrado ou   profissional e sim da sensibilidade de Carolina Maria de Jesus, favelada cujo   di&aacute;rio acabou alcan&ccedil;ando naquele ano inesperado &ecirc;xito de vendas e enorme   repercuss&atilde;o na m&iacute;dia e no meio liter&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Quarto de despejo</i> descreve o pequeno cotidiano da favela &–   variante hist&oacute;rica da senzala, ao final das contas &– e recorre ao mi&uacute;do dos   detalhes para compor o retrato dessa mulher adulta e marginalizada, solit&aacute;ria e   continuamente &agrave; beira de uma situa&ccedil;&atilde;o de   despejo. Contudo, embora amea&ccedil;ada por adversidades, a sua hist&oacute;ria revela uma   posi&ccedil;&atilde;o firme e convicta quanto ao c&oacute;digo de honra: &ldquo;&hellip; O Brasil precisa ser   dirigido por uma pessoa que j&aacute; passou fome. A fome tamb&eacute;m &eacute; professora&rdquo; (Jesus,   2006, p. 26), argumenta ela numa passagem do livro. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Captura direta da palavra feminina, o di&aacute;rio de Carolina mant&eacute;m   o tom confessional em justa medida e d&aacute; voz aos pensamentos de algu&eacute;m que sofre,   que sente o ronco da fome &– mas ainda assim encontra energia em si para   enfrentar as dificuldades:</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fui comprar carne, p&atilde;o e sab&atilde;o.   Parei na banca de jornais. Li que uma senhora e tr&ecirc;s filho havia suicidado por   encontrar dificuldade de viver. ... A mulher que suicidou-se n&atilde;o tinha alma de   favelado, que quando tem fome recorre ao lixo, cata verduras na feiras, pedem   esmola e assim v&atilde;o vivendo (Jesus, 2006, p. 56). </font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pobreza guarda, neste caso, um   sentido de pot&ecirc;ncia moral a servir de exemplo para os leitores. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bafejada pela sorte, Carolina experimentou uma verdadeira   transforma&ccedil;&atilde;o de sua vida pessoal. Consagrada pelo reconhecimento p&uacute;blico, logo   conseguiu algum dinheiro de direitos autorais e realizou o sonho de comprar casa   pr&oacute;pria &– feito que lhe rendeu assunto para um segundo livro, <i>Casa de alvenaria</i>,   1961. No meio dos escritores, encontrou gente que defendeu a sua escrita (n&atilde;o   faltando mesmo o elogio de Manuel Bandeira &agrave; for&ccedil;a espont&acirc;nea do texto), mas   houve tamb&eacute;m quem lhe negasse a autenticidade, acusando-a de ter o seu di&aacute;rio   corrigido pelas m&atilde;os de outros. Preconceito puro. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Carolina Maria de Jesus faleceu em 1977, autora de quatro   livros, mas j&aacute; desconhecida do p&uacute;blico e morando num s&iacute;tio afastado da grande   cidade em que vivera. No final da vida, havia vencido as dificuldades maiores,   mas continuava &ldquo;machucada&rdquo; pela   experi&ecirc;ncia que tivera: &ldquo;Quando matei um porco, l&aacute; na favela do Canind&eacute;, alguns   vizinhos exigiram um peda&ccedil;o de carne. Rondaram o meu barraco feito bicho que   fareja presa&rdquo;, declarou em entrevista. Tal qual uma hidra que &eacute; capaz de refazer   as cabe&ccedil;as mutiladas, a mis&eacute;ria tem uma estranha capacidade de renovar suas   apari&ccedil;&otilde;es.<a name="4"></a><a href="#4a"><sup>3</sup></a> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Passado quase meio s&eacute;culo, o tema continua a ser   provocante e, infelizmente, mant&eacute;m sua atualidade. N&atilde;o por acaso tem inspirado   in&uacute;meras obras de cunho liter&aacute;rio, mas &eacute; com <i>Cap&atilde;o pecado</i>, de Ferr&eacute;z, que o   depoimento de Carolina encontra o paralelo mais convincente. Publicado em 2000,   alcan&ccedil;ando no primeiro ano a cifra de alguns milhares de exemplares vendidos,   oferece igualmente um retrato do meio pobre vivido na favela-senzala de Cap&atilde;o   Redondo, na periferia da capital paulista. A diferen&ccedil;a entre os mundos, no   entanto, &eacute; o que primeiro salta aos olhos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Narrado em terceira pessoa, o livro de Ferr&eacute;z toma corpo a   partir do princ&iacute;pio de que deve &ldquo;aderir&rdquo; &agrave; mis&eacute;ria de seus personagens. Tomar o   partido deles &eacute; o que lhe interessa, afirmando desse modo uma atitude   participante e que n&atilde;o esconde o seu ponto de vista: metido numa vida em que s&oacute;   respira a viol&ecirc;ncia, mortes e sangue, quase n&atilde;o sobram alternativas para o   protagonista Rael, jovem que se deixa seduzir pela namorada de um traficante e   mal consegue equilibrar-se no emprego. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Envolvido num cerco de fatalidades, assiste aos amigos e   inimigos metidos numa guerra de confrontos, trai&ccedil;&otilde;es. E muitos acertos de   contas, realizados &agrave; base da troca de tiros, como manda a certa &eacute;tica moderna.   Malandro agora tem que ter extenso curr&iacute;culo de mortes para se sentir   realizado... A antiga e singela figura do ladr&atilde;o &– termo que, ali&aacute;s, sumiu de   circula&ccedil;&atilde;o &– faz parte hoje das hist&oacute;rias de carochinha. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pobreza nas ruelas de Cap&atilde;o Redondo, como se pode deduzir,   perdeu em inoc&ecirc;ncia o que ganhou em barb&aacute;rie. A Rael n&atilde;o resta outra op&ccedil;&atilde;o:   &ldquo;esqueceu de Deus, de sua m&atilde;e e das coisas boas da vida, apertou o gatilho e fez   um buraco de oito cent&iacute;metros na cabe&ccedil;a do Seu Oscar&rdquo; (Ferr&eacute;z, 2000, p. 165). Na   falta de rela&ccedil;&otilde;es sociais que garantam o m&iacute;nimo de identidade pessoal, a justi&ccedil;a   tem que ser feita com as pr&oacute;prias m&atilde;os, de forma bestial, sem piedade. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ferr&eacute;z opta por adotar o tom &ldquo;militante&rdquo; da escrita, o que   empobrece a qualidade liter&aacute;ria do texto, recheado de diatribes contra os   <i>playboys</i> da burguesia, mas ainda assim <i>Cap&atilde;o pecado</i> termina por realizar a   cr&ocirc;nica de uma pobreza outra, que transcende a quest&atilde;o imediata da fome. Afinal, que la&ccedil;os sociais   restam aos miser&aacute;veis do Cap&atilde;o? &– ao que o texto responde: &ldquo;N&atilde;o temos muitas   oportunidades por aqui, a n&atilde;o ser o tr&aacute;fico, o roubo a banco, o futebol e o   pagode&rdquo; (Ferr&eacute;z, 2000, p. 160). Encruzilhada essa que d&aacute; margem a uma mistura de   discursos e que diz respeito a um entrechoque de vis&otilde;es. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enquanto, na voz de Carolina, os elementos da vida buscam a   organiza&ccedil;&atilde;o do pensamento e dos valores morais, na vers&atilde;o p&oacute;s-moderna do Cap&atilde;o, a   trama ganha em tens&atilde;o porque transmite uma vis&atilde;o temperada de revolta. Distante   da mis&eacute;ria digna de Carolina Maria de Jesus, o jovem Ferr&eacute;z busca atualizar o   retrato perverso da desigualdade social brasileira, levando em conta a   complexidade &– e a crueldade maior &– da vida marginal de nossos dias.   Contaminado de &ldquo;ideologia&rdquo;, o seu texto chega mesmo a parecer uma escrita suja e   irada. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em termos de escrita, eles tamb&eacute;m se op&otilde;em. De um lado, temos a   singela epop&eacute;ia da catadora de papel, inspirada no modelo do bem escrever   observado nos modelos liter&aacute;rios vigentes. E de outro, um autor que sabe estar   sendo lido por um leitor &ldquo;burgu&ecirc;s&rdquo; e assume diante disso uma atitude coruscante,   marcada por recursos de &ecirc;nfase e do uso freq&uuml;ente de verbos valorativos. Seu   narrador mesmo confunde-se com esse universo ling&uuml;&iacute;stico, contaminando de   indigna&ccedil;&atilde;o quase todas as p&aacute;ginas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dois livros, ali&aacute;s, despertam no leitor um sentimento comum,   de mal-estar, dif&iacute;cil de ser definido, mas que certamente est&aacute; relacionado ao   valor &eacute;tico do tema e &agrave; abordagem direta de seus autores. Representam, em   verdade, duas formas de pobreza bem distintas entre si, cuja diferen&ccedil;a espelha o   caminho da modernidade no pa&iacute;s. Da esfera individual presente na vis&atilde;o ing&ecirc;nua   da fome, retratada por Carolina, saltamos para um complexo mosaico de viol&ecirc;ncia,   envolvendo criminosos que se matam e se devoram em meio &agrave; lei da selva. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma mera catadora de pap&eacute;is j&aacute; n&atilde;o cumpre fun&ccedil;&atilde;o nesta ciranda   perversa do novo s&eacute;culo. A pobreza, quem diria, j&aacute; n&atilde;o reside no est&ocirc;mago: est&aacute;   agora impregnada no sangue que chega ao cora&ccedil;&atilde;o e &agrave; cabe&ccedil;a. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ferr&eacute;z (2000). <i>Cap&atilde;o   pecado</i>. S&atilde;o Paulo: Labortexto editorial.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1139750&pid=S0101-3106200800010001800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jesus, C. M. de (2006). <i>Quarto de despejo</i>. S&atilde;o Paulo: Editora   &Aacute;tica.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1139751&pid=S0101-3106200800010001800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="end2"></a><a href="#end"><img src="/img/revistas/ide/v31n46/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o   para correspond&ecirc;ncia</a>    <br>   Fernando Paix&atilde;o    <br>   Rua Pedro Ortiz 178 &– Vila Madalena    <br>   05440-010 &– S&atilde;o Paulo &– SP    <br>   Tel.: 11 3816-6468    <br>   E-mail: <a href="mailto:fernando.paixao@atica.com.br">fernando.paixao@atica.com.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido: 03&#47;09&#47;2007    <br> Aceito: 10&#47;09&#47;2007</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="1a"></a><a href="#1">*</a></sup> Poeta e editor. Doutorado pela PUC-SP em Comunica&ccedil;&atilde;o e Semi&oacute;tica.    <br> <sup><a name="2a"></a><a href="#2">1</a></sup> A edi&ccedil;&atilde;o original de <i>Quarto de despejo</i> foi publicada pela Editora Francisco Alves, em 1960. Atualmente, a edi&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel &eacute; da Editora &Aacute;tica.     <br> <sup><a name="3a"></a><a href="#3">2</a></sup> A primeira edi&ccedil;&atilde;o de <i>Cap&atilde;o pecado</i> ocorreu em 2000, pela Editora Labortexto. Atualmente &eacute; publicado pela Editora Objetiva, que tamb&eacute;m editou outros livros do autor, tais como <i>Manual pr&aacute;tico do &oacute;dio </i>(2003), <i>Os inimigos n&atilde;o mandam flores</i> (2006) e <i>Ningu&eacute;m &eacute; inocente em S&atilde;o Paulo </i>(2006).    <br> <sup><a name="4a"></a><a href="#4">3</a></sup> Vale recomendar o texto &ldquo;Subvers&atilde;o do sonho: A   censura cultural nos di&aacute;rios de Carolina Maria de Jesus&rdquo;, em que Jos&eacute; Carlos   Sebe Bom Meihy elabora uma interessante leitura sobre os di&aacute;rios da autora e o   potencial do sentido on&iacute;rico ali presente. A partir dos sonhos enunciados, o   autor delineia uma vis&atilde;o dial&eacute;tica em torno do imagin&aacute;rio de Carolina. In Maria   Luiza Tucci Carneiro, <i>Minorias silenciadas: hist&oacute;ria da censura no Brasil</i> (pp.   325-345). S&atilde;o Paulo: Edusp, Imprensa Oficial, Fapesp, 2002.</font></p>      ]]></body>
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