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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acerca dos arredores da mulher: amor, falo e gozo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA["About woman's surroundings" is a brief article on love, phallus and joy. This writing unveils some paths which thin the way to the final question: what can be said about the woman's enjoyment, if she knows nothing. A snippet from a literary work brings a perspective that shows that there is nobody who is not affected by something from the non-knowledge and by something of the truth. Knowledge is related to love. This text invites us to think about questions of demand and the proof of love, about the mother and the woman, about the encounter between a perversion and a riddle, about myth, about an enjoyment other than the phallic jouissance - and still the father, the emptiness and the perversion.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TEORIA    E CL&Iacute;NICA PSICANAL&Iacute;TICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Acerca dos arredores da mulher: amor, falo e gozo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>About women's    surroundings: love, speech and joy</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Scheherazade Paes de Abreu</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> C&iacute;rculo    Psicanal&iacute;tico de Minas Gerais</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="end"></a><a href="#cor">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acerca dos arredores    da mulher &eacute; um breve artigo sobre o amor, o falo e o gozo. Nota-se nesta    escrita alguns percursos que servem para desbastar o caminho at&eacute; a quest&atilde;o    final: o que dizer do gozo da mulher, se ela nada sabe. Na perspectiva de um    fragmento liter&aacute;rio, mostra-se que n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m    que n&atilde;o seja afetado por algo do n&atilde;o saber e por algo da verdade.    O saber tem rela&ccedil;&atilde;o com o amor. Trata-se de pensar com este texto    sobre quest&otilde;es da demanda e da prova de amor, sobre a m&atilde;e e a    mulher, sobre o encontro entre uma pervers&atilde;o e um enigma, sobre o mito,    sobre o gozo outro que n&atilde;o o gozo f&aacute;lico &#8211; e ainda o pai,    o vazio e a <i>p&egrave;re-version</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Mulher, Falo, Amor, Gozo, <i>P&egrave;re-version</i>, N&atilde;o-toda.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;About woman's surroundings&quot;    is a brief article on love, phallus and joy. This writing unveils some paths    which thin the way to the final question: what can be said about the woman's    enjoyment, if she knows nothing. A snippet from a literary work brings a perspective    that shows that there is nobody who is not affected by something from the non-knowledge    and by something of the truth. Knowledge is related to love. This text invites    us to think about questions of demand and the proof of love, about the mother    and the woman, about the encounter between a perversion and a riddle, about    myth, about an enjoyment other than the phallic jouissance - and still the father,    the emptiness and the perversion.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords: </b>Woman,    Phalus, Love, Delight, P&eacute;re-version, Non-all.</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo se    inicia com a escrita impactante de Sand&oacute;r M&aacute;rai (1900-1989), escritor    de origem h&uacute;ngara, leitor de Freud, autor do livro <i>De verdade</i>,    escrito no percurso de quatro d&eacute;cadas, que discorre sobre os conflitos    do amor, do casamento, do imp&eacute;rio austro-h&uacute;ngaro, da guerra e    da burguesia. Na confeitaria em Budapeste, a mulher partilha com a amiga as    mem&oacute;rias sobre o casamento desfeito, enquanto o marido fala ao amigo    a pr&oacute;pria vers&atilde;o dos acontecimentos. Tal como o personagem conta    a pr&oacute;pria vers&atilde;o (vers&atilde;o diz do ato ou efeito de verter,    de interpreta&ccedil;&atilde;o ao acontecimento), ao final deste artigo se poder&aacute;    voltar &agrave; quest&atilde;o da vers&atilde;o, contudo, a <i>p&egrave;re-version</i>.    Sobre a mulher e a verdade, escreve M&aacute;rai (2008, p. 24):</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;...&#93; Um dia despertei, sentei na cama e sorri. Nada mais do&iacute;a. E de    s&uacute;bito compreendi que n&atilde;o existe mulher de verdade. Nem na terra    nem no c&eacute;u. N&atilde;o existe em lugar algum, aquela. Existem apenas    pessoas, e em todas h&aacute; um gr&atilde;o da verdadeira, e nenhuma delas    tem o que do outro esperamos e desejamos.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ber&ccedil;o    das formula&ccedil;&otilde;es deste artigo, havia a ideia de escrever acerca    da mulher, por&eacute;m surgem conting&ecirc;ncias, inadequa&ccedil;&otilde;es    e o acaso. No momento em que &eacute; preciso definir o t&iacute;tulo, um certo    nome valise ocorre a palavra &#8220;acerca&#8221;, usada para indicar aquilo    do que se trata, al&eacute;m daquilo que est&aacute; &agrave;s voltas, nos arredores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Demanda, amor    e o acaso do encontro</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Qualquer coisa pode ser demandada de forma infinita e incondicional. A necessidade    desponta como demanda, &eacute; algo para al&eacute;m do declarado, alienado    aos significantes do Outro &#8211; aquele capaz de satisfazer as necessidades    e que est&aacute; aqu&eacute;m das necessidades que se pode prover.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A demanda tenta encontrar provas de amor, registros de presen&ccedil;a e de    aus&ecirc;ncia. Nesse sentido, qualquer coisa pode valer, sem especificidade,    sem alguma particularidade, o que permite se deslocar de forma indefinida e    se travestir, &agrave; beira da imin&ecirc;ncia de abolir a particularidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lacan ([1958] 1998, p. 698) salienta:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; atrav&eacute;s      disso que a demanda anula (<i>aufhebt</i>) a particularidade de tudo aquilo      que pode ser concedido, transmutando-o em prova de amor, e as pr&oacute;prias      satisfa&ccedil;&otilde;es que ela obt&eacute;m para a necessidade degradam-se      (<i>sich erniedrigt</i>) em nada menos do que o esmagamento da demanda de      amor. Portanto a particularidade assim abolida reaparece para al&eacute;m      da demanda.</font></p>   </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Notemos que o desejo    da m&atilde;e decorre da aus&ecirc;ncia da m&atilde;e, de alguma maneira quando    se vai e se retorna, deixando s&oacute; a pequena crian&ccedil;a, o <i>fort-da</i>    das elabora&ccedil;&otilde;es de Freud. Nota-se que a aus&ecirc;ncia denuncia    o desejo, que est&aacute; em outro lugar, em outra coisa: o que te desperta    o interesse alhures? O significante do desejo da m&atilde;e, significante de    uma aus&ecirc;ncia, de uma falta, &eacute; distinto das palavras maternas com    for&ccedil;a de lei, as quais deixam vest&iacute;gios de presen&ccedil;a excessiva    (MOREL, 2012, p. 26).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por sinal, quem vai conceder &eacute; a m&atilde;e, o outro primordial, que    pode dar ou n&atilde;o dar, tem o poder de privar, enquanto privada daquilo    que se d&aacute;. Qual a rela&ccedil;&atilde;o entre o amor e o dar? pergunta    Harari (2006, p. 95).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ocorre que a cl&aacute;ssica defini&ccedil;&atilde;o do amor formulada por Lacan    &#8220;dar o que n&atilde;o se tem&#8221;, isto &eacute;, o falo, enquanto ausente,    enquanto significante velado, marca a impossibilidade de ser cedido. Nota-se    que n&atilde;o se pode conceder aquilo que seria a prova de amor, e sobre isso    calham tantas inquieta&ccedil;&otilde;es, pois algo n&atilde;o se deu, algo    n&atilde;o se recebeu, algo n&atilde;o foi dito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O dom &eacute; o sacrif&iacute;cio de um objeto, parte de si endere&ccedil;ado    ao Outro, segundo Barroso (2015). A m&atilde;e pode oferecer &agrave; crian&ccedil;a    uma coisa no lugar de outra, a palavra no lugar da coisa, a presen&ccedil;a    no lugar do objeto; desse modo, insere a crian&ccedil;a no circuito dos dons.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A forma primitiva das trocas para al&eacute;m do car&aacute;ter econ&ocirc;mico    &eacute; dotada de significa&ccedil;&atilde;o diversa, se funda no interc&acirc;mbio    de nada por nada, o objeto tem valor natural anulado devido &agrave; a&ccedil;&atilde;o    da linguagem. Por&eacute;m, se a m&atilde;e n&atilde;o promove o lugar do nada    e satura a crian&ccedil;a com objetos, poder&aacute; confundir cuidados com    o dom do amor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, fazer o bem ao outro, se engabelar com a virtude do dom, nesse sentido,    se trata de dar o que se tem? O que Lacan mostra &eacute; que a caridade &eacute;    algo que pode ser degradante para o outro, pois a oblatividade &#8211; aquilo    que se faz de boa vontade, sem constrangimento, &eacute; para aquele que doa    algo como dar o excremento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; comum a cren&ccedil;a de que no amor h&aacute; sacrif&iacute;cios,    entretanto tal cren&ccedil;a exclui a dimens&atilde;o narc&iacute;sica implicada    no amor, pois amar &eacute; procurar ser amado, fazer com que, de forma enganosa,    o amor retorne (HARARI, 2006, p. 96).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O amor desperta encanto, se trata de constru&ccedil;&atilde;o sobre o que &eacute;    o mundo quando experimentado a partir de dois distintos e n&atilde;o de um,    &eacute; disjun&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o se trata de identidade. Portanto,    assume a forma contingente do encontro de duas diferen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O amor &eacute;, antes de tudo, constru&ccedil;&atilde;o duradoura e aventura    obstinada, por isso se pode entender que no amor h&aacute; outra temporalidade,    que assim se inventa a forma de durar, que &eacute; desconhecida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O amor &eacute; reinven&ccedil;&atilde;o da vida. Reinventar o amor significa    reinventar essa reinven&ccedil;&atilde;o, por isso se ama o amor. Como o acaso,    ligado &agrave;s perip&eacute;cias da exist&ecirc;ncia, dar&aacute; dura&ccedil;&atilde;o    &agrave; outra coisa, como o amor? (BADIOU, 2013, p. 9-36).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, h&aacute;    algo inesperado pr&oacute;prio do acaso, pois o saber tem rela&ccedil;&atilde;o    com o amor. &#8220;Todo amor se baseia numa certa rela&ccedil;&atilde;o entre    dois saberes inconscientes&#8221; (LACAN, [1972-1973] 2008, p. 155). O saber    &eacute; um enigma, inconsciente e se articula com <i>lal&iacute;ngua</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O que o homem aborda    n&atilde;o &eacute; a mulher como tal, &eacute; a causa de desejo, o objeto    pequeno <i>a</i>. Do lado da mulher, h&aacute; o gozo do qual n&atilde;o se    diz nem se sabe, enigm&aacute;tico, mas a mulher sabe que o experimenta, o que    acontece ao corpo. Essa inadequa&ccedil;&atilde;o de saber, de um lado e de    outro, faz com que n&atilde;o haja, assim, rela&ccedil;&atilde;o sexual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa posi&ccedil;&atilde;o se faz o encontro entre uma pervers&atilde;o e um    enigma. A rela&ccedil;&atilde;o sexual se torna rela&ccedil;&atilde;o de sujeito    a sujeito, uma vez que o sujeito n&atilde;o &eacute; sen&atilde;o o efeito do    saber inconsciente e, desse modo, todo amor se passa numa certa rela&ccedil;&atilde;o    entre dois saberes inconscientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o    sexual n&atilde;o cessava de n&atilde;o se escrever, nada poderia diz&ecirc;-la,    mas no momento do encontro, da conting&ecirc;ncia, do real &#8211; a rela&ccedil;&atilde;o    sexual cessa de n&atilde;o se escrever. No espa&ccedil;o de um instante, algo    se escreve, at&eacute; mesmo se diz e, por isso mesmo come&ccedil;a a existir.    Ilus&atilde;o? O que se escreve do encontro com o outro? Sintoma, afeto, rastros,    um acontecimento de corpo? (NAVEAU, 2017, p. 252-257).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Falo, significante</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O falo &eacute; significante da falta, falta-a-ser. Nesse sentido, o que se    procura &eacute; sempre determinado pelo que n&atilde;o se tem. Cada um dos    sexos tem rela&ccedil;&atilde;o distinta com o que implica a aus&ecirc;ncia    do falo, o modo pelo qual tal aus&ecirc;ncia procura ser reparada e as rela&ccedil;&otilde;es    subjetivas decorrentes dessa apreens&atilde;o. Qual a resposta sintom&aacute;tica    para tal rela&ccedil;&atilde;o?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na obra de Freud, as refer&ecirc;ncias metaforizam o valor subjetivo do objeto    f&aacute;lico para o sujeito: o que n&atilde;o cessa de justificar que o possui,    que pergunta com assiduidade quem n&atilde;o o tem. Por sinal, ningu&eacute;m    o tem. O falo n&atilde;o &eacute; o p&ecirc;nis atribu&iacute;do imaginariamente    &agrave; mulher, mas sim, &eacute; o pai que se faz elemento terceiro, dimens&atilde;o    simb&oacute;lica &#8211; porque o falo &eacute; o significante que lhe &eacute;    atribu&iacute;do. Assim, a castra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significa amea&ccedil;a    de perda do p&ecirc;nis proveniente de rivalidade com o pai, mas &eacute; a    realidade simb&oacute;lica de que nenhum objeto &eacute; adequado ao desejo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objeto imagin&aacute;rio e significante primordial do desejo, o falo ampara    o complexo de &Eacute;dipo no entorno do desejo, na m&atilde;e e no pai. Isso    se dar&aacute; sob a forma de ter ou ser o falo. Essa constru&ccedil;&atilde;o    imagin&aacute;ria se enla&ccedil;a ao registro do simb&oacute;lico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lacan ([1953] 2008, p. 13) dir&aacute; que:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;...&#93; aquilo em que a teoria anal&iacute;tica concretiza a rela&ccedil;&atilde;o    intersubjetiva, que &eacute; o complexo de &Eacute;dipo, tem um valor de mito.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nota-se que, &agrave; medida que o &Eacute;dipo convoca a rela&ccedil;&atilde;o    subjetiva a encontrar enlace no simb&oacute;lico, se trata de processo de estrutura    para o sujeito (DOR, 1989, p. 76).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, o que diz o mito? Pode ser a interpreta&ccedil;&atilde;o a crian&ccedil;a,    diante do que fazem aqueles que ocupam o lugar de pais? Se o mito se evidencia,    por outro lado, o que se oculta atr&aacute;s do mito? Para Lacan, o &Eacute;dipo    &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o m&iacute;tica que possibilita certa defesa    contra a castra&ccedil;&atilde;o. &Eacute; trabalho de an&aacute;lise n&atilde;o    outorgar mais sentido atulhando o mito de significados; se a castra&ccedil;&atilde;o    &eacute; priva&ccedil;&atilde;o, a constru&ccedil;&atilde;o de mito &eacute;    pr&oacute;pria da defesa contra a castra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No caso do real    do corpo da mulher, castrada na diferen&ccedil;a anat&ocirc;mica, n&atilde;o    falta coisa alguma. A menina abandona com hostilidade a m&atilde;e, pois h&aacute;    algo que ela n&atilde;o lhe deu &#8211; o falo &#8211; e busca no pai o que    n&atilde;o foi poss&iacute;vel obter da m&atilde;e. Do pai espera receber o    filho no lugar do falo, a prova de amor; entretanto, decepcionada, percebe que    foi a m&atilde;e que o pai escolheu. Assim, a menina se identifica com esse    novo objeto, que &eacute; o pai, mas que cair&aacute; tamb&eacute;m, luto pelo    falo. Esse &eacute; um mundo no qual nos abandonamos, diz Freud. A dificuldade    para a menina, n&atilde;o &eacute; da pr&oacute;pria castra&ccedil;&atilde;o,    mas da rela&ccedil;&atilde;o com o desejo do Outro (NAVEAU, 2017 p. 49-55).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O gozo n&atilde;o    f&aacute;lico, n&atilde;o-todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, a posi&ccedil;&atilde;o mulher &eacute; outra. Esse outro gozo que    n&atilde;o &eacute; o gozo f&aacute;lico s&oacute; pode ser situado a partir    de outra l&oacute;gica, que &eacute; a l&oacute;gica do n&atilde;o-todo. O falo    diz de uma rela&ccedil;&atilde;o, na medida em que o termo &#8220;fun&ccedil;&atilde;o&#8221;    na l&oacute;gica designa a rela&ccedil;&atilde;o entre elementos pertencentes    a duas s&eacute;ries disjuntas. A fun&ccedil;&atilde;o f&aacute;lica nomeia    a rela&ccedil;&atilde;o de cada ser falante ao gozo permitido pela linguagem.    As mulheres s&atilde;o n&atilde;o-todas inscritas na fun&ccedil;&atilde;o f&aacute;lica,    o que indica um al&eacute;m da castra&ccedil;&atilde;o e do &Eacute;dipo, bem    como um meio de irrup&ccedil;&atilde;o do real na mulher. Assim, est&atilde;o    submetidas, mas tamb&eacute;m escapam (MARCOS, 2018, p. 100).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por sua vez, a    crian&ccedil;a divide, no sujeito feminino, a m&atilde;e e a mulher, ou seja,    por um lado a crian&ccedil;a &eacute; substituto f&aacute;lico, por outro, produz    divis&atilde;o. Por&eacute;m, n&atilde;o existe A mulher nem a m&atilde;e toda.    Falta algo a cada uma delas. Esse furo &eacute; aquele que se produz a partir    da lei da interdi&ccedil;&atilde;o do incesto. Pode-se, assim, entender que    A Mulher n&atilde;o existe, precisamente em fun&ccedil;&atilde;o dessa lei.    O susto inesperado que &eacute; a mulher na m&atilde;e se trata daquilo que    deveria ter permanecido recalcado &#8211; o desejo incestuoso. Entretanto, h&aacute;    um outro lado: s&oacute; h&aacute; m&atilde;e se houver mulher. O desejo incestuoso    &eacute; o que subjaz &agrave; estrutura do infamiliar, a entrada para o antigo    <i>Heim</i> &#91;lar&#93; (JORGE, 2017, p. 196).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na l&oacute;gica    do inconsciente, toda mulher tem parte m&atilde;e &#8211; mesmo que ela n&atilde;o    o seja de fato, e toda m&atilde;e tem parte mulher. Entretanto, essas duas partes    n&atilde;o formam um todo, n&atilde;o fazem um, isto &eacute;, uma parte descompleta    a outra, fazendo com que toda mulher, por um lado, seja n&atilde;o-toda m&atilde;e    e, por outro, n&atilde;o-toda mulher. Portanto, o &#8216;tornar-se-m&atilde;e&#8217;    e o &#8216;ser-mulher&#8217; n&atilde;o se recobrem de forma alguma. De tal    fragmenta&ccedil;&atilde;o prov&eacute;m o n&atilde;o-todo, que se refere ao    lado mulher e ao lado m&atilde;e, e assim se revela um fato de inconsist&ecirc;ncia.    E a loucura? A loucura est&aacute; no universal, no ponto em que se quer atingir    o todo, seja do lado m&atilde;e &#8211; aquela que tem, seja do lado mulher    &#8211; aquela que n&atilde;o tem (SOUTO, 2015).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alian&ccedil;a    conjugal, fam&iacute;lia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Julian (2000, p. 45), n&atilde;o h&aacute; alian&ccedil;a conjugal sem    ruptura com a fam&iacute;lia. A fam&iacute;lia de origem n&atilde;o deve ser    fundada sobre a parentalidade, ao inverso, &eacute; a conjugalidade que funda    a parentalidade. Entretanto, isso n&atilde;o pode ser interpretado em termos    biol&oacute;gicos, em que s&oacute; a fecunda&ccedil;&atilde;o permite ter filhos.    A m&atilde;e e o pai, assim, permanecem disjuntos, podem transmitir a lei do    desejo aos filhos e inscrevem a sexualidade humana no registro de uma transmiss&atilde;o.    A verdadeira filia&ccedil;&atilde;o, continua Julian, &eacute; ter recebido    dos pais o poder efetivo de abandon&aacute;-los.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O que se poderia dizer da defini&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia? Que tem    origem no casamento? N&atilde;o, a fam&iacute;lia tem origem no mal-entendido,    no desencontro, na decep&ccedil;&atilde;o, no abuso sexual ou no crime. Que    &eacute; formada pelo marido, pela esposa e as crian&ccedil;as, unidos por la&ccedil;os    legais? N&atilde;o, a fam&iacute;lia &eacute; essencialmente unida por um segredo,    &eacute; unida pelo n&atilde;o dito. Ent&atilde;o, qual &eacute; o segredo?    &Eacute; um desejo n&atilde;o dito, &eacute; sempre o desejo sobre o gozo, de    que gozam o pai e a m&atilde;e? (MILLER, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O que dizer da singularidade de ser pai?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; o pai de fam&iacute;lia, que tem os pap&eacute;is a preencher e tarefas    junto &agrave; crian&ccedil;a, mas resta a quest&atilde;o de ser esse papel    propriamente paterno ou materno.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; o pai que trabalha, abriga e nutre a fam&iacute;lia, o provedor, mas    a m&atilde;e tamb&eacute;m trabalha e prov&ecirc;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; o pai biol&oacute;gico atestado pelo exame de sangue.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E h&aacute; o pai que faz a crian&ccedil;a passar da vida familiar ao social,    mediador entre o privado e o p&uacute;blico, que introduz a crian&ccedil;a na    condi&ccedil;&atilde;o de adulto, e que a faz se desembara&ccedil;ar da m&atilde;e;    por&eacute;m, nessa fun&ccedil;&atilde;o de pedagogo, &eacute; substitu&iacute;vel    por outro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Julian    (1997, p. 25), tais condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o dizem da singularidade    de pai, mas talvez a pergunta seja: o que foi ter tido um pai?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O pai tem a fun&ccedil;&atilde;o de permitir relativa confronta&ccedil;&atilde;o    com o vazio; o pai simb&oacute;lico n&atilde;o est&aacute; em lugar algum, e    apenas nessa condi&ccedil;&atilde;o, leva a fun&ccedil;&atilde;o sem pot&ecirc;ncia    normativa, que apenas d&aacute; forma &agrave; inadequa&ccedil;&atilde;o radical    do desejo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O verdadeiro pai, escreve Safatle (2017),</font></p>     <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;...&#93; &eacute; aquele que, por se calar diante das quest&otilde;es fundamentais    da exist&ecirc;ncia de todo sujeito, permite que um aspecto de indetermina&ccedil;&atilde;o    se abra &#91;...&#93;.</font></p>  </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Julien (1997,    p. 97), o pai, ao ocupar um lugar vazio, deixa entrever o v&eacute;u que faz    limite, priva o filho de saber totalmente do que goza.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Do que goza    o pai, a mulher, a verdade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para definir de modo simples o que &eacute; o pai, Lebrun (2004) nos diz que    &eacute; um estranho, que &eacute; e sempre ser&aacute; um estranho, para al&eacute;m    de quaisquer afinidades. &Eacute; essa alteridade irredut&iacute;vel que o define,    al&eacute;m da vers&atilde;o sobre o gozo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lacan diz da <i>p&egrave;re-version</i>:</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um pai s&oacute;      tem direito ao respeito, se n&atilde;o ao amor, se o dito amor, o dito respeito,      estiver perversamente, pai-vertidamente orientado, isto &eacute;, feito de      uma mulher objeto pequeno <i>a</i> que causa seu desejo, mas o que essa mulher      colhe enquanto pequeno <i>a</i> nada tem a ver nessa quest&atilde;o. Do que      ela se ocupa, s&atilde;o outros objetos pequeno <i>a</i>, que s&atilde;o as      crian&ccedil;as junto a quem o pai ent&atilde;o interv&eacute;m, excepcionalmente,      no bom caso, para manter na repress&atilde;o (LACAN, 1974-1975, p. 23).</font></p>  </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O pai do &Eacute;dipo    se trata de o pai bastante ideal. Enquanto o pai de totem, garante que se pode    gozar de todas. Contudo, nessa vers&atilde;o, <i>p&egrave;re-version</i>, o    pai, ao fazer de uma mulher o objeto que causa o seu desejo, surge n&atilde;o    somente como aquele que transmite a significa&ccedil;&atilde;o f&aacute;lica    e que transmite a castra&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m como aquele que    apresenta um semblante, no qual se pode entrever o objeto que causa o desejo    (ROSA, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, pouco importa que o pai tenha sintomas. Se ao menos tiver um    sintoma, que seja uma mulher, com a qual tenha filhos, e que os queira ou n&atilde;o,    exer&ccedil;a cuidados paternos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lacan nomeia de    pervers&atilde;o paterna a rela&ccedil;&atilde;o do pai com a m&atilde;e de    seus filhos &#8211; a fun&ccedil;&atilde;o de pai &eacute;, desse modo, um sintoma.    O pai faz da m&atilde;e a causa de desejo e exerce cuidados sobre os filhos,    tudo muito tradicional, portanto o que dizer do gozo do pai como <i>p&egrave;re-version</i>?    Um movimento de palavras que decorrem de pai [<i>p&egrave;re</i>&#93; e o princ&iacute;pio    da palavra pervers&atilde;o &#91;<i>perversion</i>&#93;; premissa esta para que a pequena    crian&ccedil;a possa fazer sua vers&atilde;o do pai e encontrar um sintoma.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O pai garante a fun&ccedil;&atilde;o a partir da enuncia&ccedil;&atilde;o, na    qual deixa entrever o gr&atilde;o de seu gozo, de desejo (MOREL, 2012 p. 13-62).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para dizer um pouco mais, Lacan (1974, p. 23) define pervers&atilde;o paterna,    mas disp&otilde;e do conceito de pervers&atilde;o alhures, pois a causa de desejo    &eacute;</font></p>       <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;...&#93; uma mulher que ele pai adquiriu para lhe fazer filhos e que com estes,    queira ou n&atilde;o, ele tenha cuidado paterno.</font></p>  </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O rumo do pai &eacute; a mulher como objeto a, mas o que &eacute; inusitado    em tais constata&ccedil;&otilde;es &eacute; o pai definido como sexuado. O &#8220;pai-vertido&#8221;    tem a causa de desejo alhures, para al&eacute;m do filho, em outro rumo, diferentemente    do pai que porta a lei, do tirano, do protetor, mas &eacute; aquele que tem    em outro (e n&atilde;o no filho) o norte do desejo (QUINET, 2015, p. 53).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, &#8220;n&atilde;o h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o sexual&#8221; &#8211;    express&atilde;o de Lacan (2003, p. 464) que causou alvoro&ccedil;o, escreve    Badiou (2013, p. 18), que considera Lacan um dos maiores te&oacute;ricos do    amor. Se n&atilde;o existe rela&ccedil;&atilde;o sexual, ser&aacute; o amor    que vir&aacute; a suprir a falta de rela&ccedil;&atilde;o sexual?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lacan n&atilde;o diz que o amor &eacute; o disfarce da rela&ccedil;&atilde;o    sexual, mas diz que o amor &eacute; aquilo que surge no lugar dessa n&atilde;o    rela&ccedil;&atilde;o &#8211; pois no amor se procura o ser do outro, al&eacute;m    dele mesmo, al&eacute;m do narcisismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, reescrevo    novamente o trecho de <i>De verdade</i>, de S&aacute;ndor M&aacute;rai, na perspectiva    desse pequeno fragmento, aludindo a que n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m    que n&atilde;o seja afetado por algo do n&atilde;o saber e por algo da verdade:    chega o dia em que se desperta, se senta na cama e sorri; e de s&uacute;bito    se compreende que n&atilde;o h&aacute; mulher de verdade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, o que dizer da mulher? &#8220;N&atilde;o h&aacute; mulher de verdade&#8221;.    Tais palavras de M&aacute;rai (2008, p. 24) mais parecem despertar o furo que    a mulher faz na linguagem e a falta de significante para diz&ecirc;-la.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, o que dizer da verdade? Bem, n&atilde;o h&aacute; a verdade    da verdade, n&atilde;o h&aacute; metalinguagem. A verdade n&atilde;o &eacute;    o desvelar de algo profundo. Tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; predicado, mas    &eacute; sujeito, pois a verdade, disse Lacan ([1956] 1998, p. 410): &#8220;eu,    a verdade, falo. Isso fala. Vagabundeio pelo que considerais como o menos verdadeiro    em ess&ecirc;ncia&#8221;. Mas o que dizer do gozo da mulher, se ela nada sabe?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De maneira mais    clara, disse Lacan (citado por Allouch 2007, p. 14): &#8220;A verdade, meus    bons amigos, leva &agrave; religi&atilde;o&#8221;. O psicanalista n&atilde;o    &eacute; aquele que det&eacute;m a verdade. Quantos s&oacute;s ou aninhados    com alguns outros tentam deter a verdade? O psicanalista n&atilde;o &eacute;    o detetive Sherlock Holmes, que descobre, ap&oacute;s mil rein&iacute;cios e    investiga&ccedil;&otilde;es, o segredo do caso. E o t&eacute;rmino de an&aacute;lise    ou da escrita, n&atilde;o &eacute; a verdade por fim revelada, seja aquela de    si, do outro, do universo, pouco importa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ALLOUCH, J. <i>O    sexo da verdade</i>. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425221&pid=S0102-7395201900010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BADIOU, A. <i>Elogio    ao amor</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425223&pid=S0102-7395201900010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BARROSO, S. F.    M&atilde;e simb&oacute;lica e fun&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e. Revista <i>Curinga</i>,    Belo Horizonte, n. 40, p. 59-72, jul./dez. 2015. Publica&ccedil;&atilde;o semestral    da Escola Brasileira de Psican&aacute;lise - Se&ccedil;&atilde;o Minas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425225&pid=S0102-7395201900010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DOR, J. <i>Introdu&ccedil;&atilde;o    &agrave; leitura de Lacan</i>: o inconsciente estruturado como linguagem. Porto    Alegre: Artes M&eacute;dicas, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425227&pid=S0102-7395201900010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREUD, S. A psicoterapia    da histeria (Freud). In: ______. <i>Estudos sobre a histeria</i> (1893-1895).    Dire&ccedil;&atilde;o-geral da tradu&ccedil;&atilde;o de Jayme Salom&atilde;o.    Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 271-316. (Edi&ccedil;&atilde;o standard brasileira    das obras psicol&oacute;gicas completas de Sigmund Freud, 2).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425229&pid=S0102-7395201900010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HARARI, R. <i>Por    que n&atilde;o h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o sexual</i>? Rio de Janeiro: Companhia    de Freud, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425231&pid=S0102-7395201900010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">JORGE, M. A. C.    <i>Fundamentos da psican&aacute;lise de Freud a Lacan, v. 3</i>: a pr&aacute;tica    anal&iacute;tica. Rio de Janeiro: Zahar, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425233&pid=S0102-7395201900010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">JULIEN, P. <i>A    feminilidade velada</i>: alian&ccedil;a conjugal e modernidade. Rio de Janeiro:    Companhia de Freud, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425235&pid=S0102-7395201900010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">JULIEN, P. <i>Abandonar&aacute;s    teu pai e tua m&atilde;e</i>. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425237&pid=S0102-7395201900010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LACAN, J. A coisa    freudiana ou sentido do retorno a Freud em psican&aacute;lise (1956). In: ______.    <i>Escritos</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o de Vera Ribeiro. Revis&atilde;o t&eacute;cnica    de Antonio Quinet e Angelina Harari. Prepara&ccedil;&atilde;o de texto de Andr&eacute;    Telles. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. p. 402-437. (Campo Freudiano no Brasil).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425239&pid=S0102-7395201900010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LACAN, J. A significa&ccedil;&atilde;o    do falo (1958). In: ______. <i>Escritos</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o de Vera    Ribeiro. Revis&atilde;o t&eacute;cnica de Antonio Quinet e Angelina Harari.    Prepara&ccedil;&atilde;o de texto de Andr&eacute; Telles. Rio de Janeiro: Zahar,    1998. p. 692-703. (Campo Freudiano no Brasil).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425241&pid=S0102-7395201900010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LACAN, J. O Aturdito.    In: ______. <i>Outros Escritos</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o de Vera Ribeiro;    vers&atilde;o final Angelina Harari e Marcus Andr&eacute; Vieira. Prepara&ccedil;&atilde;o    de texto de Andr&eacute; Telles. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. p. 464. (Campo    Freudiano no Brasil).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425243&pid=S0102-7395201900010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LACAN, J. <i>O    mito individual do neur&oacute;tico</i> (1953). Texto estabelecido por J.-A.    Miller. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425245&pid=S0102-7395201900010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LACAN, J. <i>O    semin&aacute;rio, livro 22</i>: R.S.I. (1974-1975). In&eacute;dito.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425247&pid=S0102-7395201900010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LACAN, J. <i>O    semin&aacute;rio, livro 20</i>: mais, ainda (1972-1973). Texto estabelecido    por Jacques-Alain Miller. Tradu&ccedil;&atilde;o de M. D. Magno. 3. ed. Rio    de Janeiro: Zahar, 2008. (Campo Freudiano no Brasil).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425249&pid=S0102-7395201900010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LEBRUN, J.-P. <i>Um    mundo sem limite</i>: ensaio para uma cl&iacute;nica psicanal&iacute;tica do    social. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425251&pid=S0102-7395201900010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&Aacute;RAI, S.    <i>De verdade</i>. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425253&pid=S0102-7395201900010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARCOS, C. Pesquisa    e psican&aacute;lise: do campo &agrave; escrita. In: ______. <i>A escrita do    caso cl&iacute;nico em psican&aacute;lise</i>: uma l&oacute;gica n&atilde;o-toda.    Belo Horizonte: Aut&ecirc;ntica, 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425255&pid=S0102-7395201900010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MILLER, J.-A. Assuntos    de fam&iacute;lia no inconsciente. <i>Revista eletr&ocirc;nica do N&uacute;cleo    Sephora</i>, Rio de Janeiro, v. 2, n. 4, maio a out. 2007. 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Chile: FCE, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425259&pid=S0102-7395201900010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NAVEAU, P. <i>O    que do encontro se escreve</i>: estudos lacanianos. Belo Horizonte: EBP, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425261&pid=S0102-7395201900010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">QUINET, A. <i>&Eacute;dipo    ao p&eacute; da letra</i>: fragmentos de trag&eacute;dia e psican&aacute;lise.    Rio de Janeiro: Zahar, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425263&pid=S0102-7395201900010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ROSA, M. Ser um    homem segundo a tradi&ccedil;&atilde;o? <i>Fractal: Revista de Psicologia</i>,    Niter&oacute;i, v. 20, n. 2, p. 437-446, jul./dez. 2008. Publica&ccedil;&atilde;o    semestral do Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425265&pid=S0102-7395201900010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SAFATLE, V. <i>Introdu&ccedil;&atilde;o    a Jacques Lacan</i>. Belo Horizonte: Aut&ecirc;ntica, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425267&pid=S0102-7395201900010001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SOUTO, S. Loucuras    maternas: a m&atilde;e, a mulher e o amor. <i>Curinga</i>. Belo Horizonte, n.    40, p. 87-92, out. 2015. Publica&ccedil;&atilde;o semestral da Escola Brasileira    de Psican&aacute;lise - Se&ccedil;&atilde;o Minas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2425269&pid=S0102-7395201900010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="cor"></a><img src="/img/revistas/reverso/v41n77/seta.gif" border=0><a href="#end">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a>:    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   E-mail: <a href="mailto:scheherazade_abreu@yahoo.com.br">scheherazade_abreu@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 28/01/2019    <br>   Aprovado em: 15/04/2019</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sobre a autora</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Scheherazade Paes de Abreu</b>    <br>   Psicanalista.    <br>   S&oacute;cia do C&iacute;rculo Psicanal&iacute;tico de Minas Gerais.</font></p>      ]]></body>
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