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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESENHA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Compreens&atilde;o    de texto</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Geraldina Porto    Witter</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Doutora em Ci&ecirc;ncias,    Livre-docente em Psicologia Escolar; Professora Em&eacute;rita da UFPa, do UNIPE    e da UNICASTELO, Coordenadora Geral da P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o Stricto    Sensu da UNICASTELO e Membro da Academia Paulista de Psicologia</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Resenha do livro:    Lapp D, Fisher D. Essential readings on comprehension. Newark:IRA;2009.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sem compreens&atilde;o    n&atilde;o se pode dizer que ocorreu a leitura. Nestas circunst&acirc;ncias    n&atilde;o &eacute; de estranhar que ela seja o tema central de muitos trabalhos    na &aacute;rea e a meta de muitas tecnologias e estrat&eacute;gias voltadas    para aquisi&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e manuten&ccedil;&atilde;o do    comportamento dos leitores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Face &agrave; variedade    de materiais dispon&iacute;veis, Diane Lapp e Douglas Fisher fizeram uma sele&ccedil;&atilde;o    de textos que consideram essenciais para os preocupados com a mat&eacute;ria.    Com eles estruturaram o livro aqui resenhado. Ela &eacute; doutora em educa&ccedil;&atilde;o    e leciona na San Diego State University (Calif&oacute;rnia, USA). Ele &eacute;    doutor em filosofia e leciona na mesma universidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O livro compreende    Introdu&ccedil;&atilde;o, 15 textos e Ap&ecirc;ndice. A Introdu&ccedil;&atilde;o    foi redigida pelos organizadores que come&ccedil;am por lembrar que, embora    no final dos anos setenta j&aacute; houvesse dados mostrando que os professores    n&atilde;o ensinam compreens&atilde;o, o que foi reiterado com veem&ecirc;ncia    na &uacute;ltima d&eacute;cada do s&eacute;culo passado, h&aacute; muito por    mudar nesse cen&aacute;rio. Procedimentos estrat&eacute;gicos e tecnologias    dispon&iacute;veis existem, mas parece que carecem de maior divulga&ccedil;&atilde;o    e uso no cotidiano das escolas. O problema &eacute; ainda mais grave em pa&iacute;ses    carentes de pesquisa e com forma&ccedil;&atilde;o limitada e restrita dos docentes.    Com o livro esperam colaborar para acelerar as mudan&ccedil;as neste setor da    educa&ccedil;&atilde;o, reeditando artigos pertinentes, os quais s&atilde;o    sucintamente enfocados a seguir.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Raphael Av (2005)    enfoca em um artigo publicado em <i>The Reading Teacher</i> a amplia&ccedil;&atilde;o    da compreens&atilde;o por meio da avalia&ccedil;&atilde;o ao longo dos anos    acad&ecirc;micos usando o procedimento QAR (<i>Question Answer Relationship</i>),    ou seja, Rela&ccedil;&atilde;o entre Pergunta e Resposta, usado n&atilde;o apenas    para avaliar, mas tamb&eacute;m para desenvolver a linguagem e preparar a organiza&ccedil;&atilde;o    da compreens&atilde;o. Com estas mudan&ccedil;as tecnol&oacute;gicas pode ser    promovido o pensar sobre o texto em n&iacute;veis crescentes de complexidade,    melhorar as rela&ccedil;&otilde;es entre perguntar e responder, trazendo benef&iacute;cios    para escolas, professores e alunos em pouco tempo e com baixo custo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O texto seguinte    trata de outros procedimentos utiliz&aacute;veis para desenvolver a compreens&atilde;o    e que se baseiam no uso de quest&otilde;es, mudan&ccedil;as e repeti&ccedil;&otilde;es    em torno de perguntas, fornecimento de pistas, como fazer anota&ccedil;&otilde;es    e manter os tra&ccedil;os afetivos relativos ao prazer de ler e aprender. Trata-se    de um artigo de Manzo, publicado no <i>Journal of Reading</i> (1985).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O uso de figuras    para o desenvolvimento da compreens&atilde;o &eacute; o tema de Hibbing e Rankin-Erickson,    especialmente quando se trabalha com leitores problem&aacute;ticos ou relutantes.    A &ecirc;nfase n&atilde;o &eacute; na ilustra&ccedil;&atilde;o, mas no ensinar    a criar imagem mental do texto, imagem televisiva do material lido, produzir    desenhos representando o texto e procedimentos similares. Trata-se de artigo    publicado em 2003, na <i>The Reading Teacher</i>. As estrat&eacute;gias s&atilde;o    de baixo custo e alta produtividade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Walmsley (2006)    trata, na <i>The Reading Teacher</i>, de um tema que tem sido negligenciado    no ensino de compreens&atilde;o da leitura, ou seja, ter criticidade para compreendendo    o texto ir al&eacute;m dele, detectar a grande ideia, ou a ideia principal subjacente    em um livro, um artigo, uma argumenta&ccedil;&atilde;o ou filme. Trata-se de    um comportamento que se espera que o professor saiba ensinar aos alunos. Para    tanto, o professor precisa saber como faz&ecirc;-lo, para o que nem sempre parece    competente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra estrat&eacute;gia    importante na &aacute;rea de leitura &eacute; saber resumir o material lido,    o que &eacute; particularmente importante nas v&aacute;rias &aacute;reas de    conte&uacute;do. O ensino-aprendizagem do resumir est&aacute; tamb&eacute;m    relacionado com a reten&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o e a manuten&ccedil;&atilde;o    do conhecimento. O aluno precisa aprender t&eacute;cnicas eficientes de resumir,    saber detectar as pistas do texto e as sequ&ecirc;ncias produtivas para chegar    a um bom resumo, como destaca Friend (2000/2001) em artigo publicado no <i>Journal    of Adolescent &amp; Adult Literacy</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A consci&ecirc;ncia    da estrutura textual de textos expositivos precisa ser cuidadosamente trabalhada    e ensinada pelo professor, com o lembra Dymock (2005), no <i>The Reading Teacher</i>,    pois compreender este tipo de discurso traz dificuldade para os alunos e requer    instru&ccedil;&atilde;o direta inclusive sobre os seus v&aacute;rios n&iacute;veis    de elabora&ccedil;&atilde;o. A autora apresenta v&aacute;rias matrizes de dificuldades.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muito da compreens&atilde;o    do texto depende do autor e do leitor conhecerem e saberem usar os organizadores    gr&aacute;ficos. Esse aspecto come&ccedil;ou a ser pesquisado nos anos sessenta    do s&eacute;culo passado e teve seu estudo intensificado na &uacute;ltima d&eacute;cada.    Merkley e Jefferies (2000/2001) publicaram na <i>The Reading Teacher</i> um    artigo em que apresentam diretrizes e sugest&otilde;es pr&aacute;ticas decorrentes    de pesquisas para se trabalhar com os alunos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fisher, Frey e    Lapp publicaram, em 2008, na <i>The Reading Teacher</i>, um artigo em que com    base em v&aacute;rios dados mostram que para melhorar a compet&ecirc;ncia em    leitura &eacute; necess&aacute;rio modelar a compreens&atilde;o, trabalhar o    vocabul&aacute;rio, estudar a estrutura textual e, no caso de leitores mais    velhos, outros aspectos precisam ser inclu&iacute;dos. Complementam bem os artigos    anteriores com a pesquisa que relatam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo seguinte    &eacute; da responsabilidade de Lapp, Fisher e Grant, tendo sido publicado em    2008 no <i>Journal of Adolescent &amp; Adult Literacy</i> e diz respeito ao    ensino interativo da compreens&atilde;o, cabendo ao professor estimular e ensinar    como ler compreensivamente, mostrando como chegar ao cerne do texto, saber destacar    o que &eacute; novo, como fazer previs&otilde;es. Retomam a relev&acirc;ncia    de enfocar interativamente o vocabul&aacute;rio, as estrat&eacute;gias de compreens&atilde;o,    a estrutura textual e as pistas textuais para superar as lacunas de realiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O ensino interativo    pode ser usado para promover a aprendizagem independente, capacitando o estudante    a ler e buscar significado, como descrevem Palincsar &amp; Brown em artigo publicado    no <i>The Reading Teacher</i> (1986). Esses autores defendem o emprego de estrat&eacute;gias    de ensino rec&iacute;proco para que o aluno melhore sua aprendizagem a partir    do texto, equilibrando o uso de modelagem, pr&aacute;tica dirigida, explica&ccedil;&atilde;o    e instru&ccedil;&atilde;o diretiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; ineg&aacute;vel    a rela&ccedil;&atilde;o entre leitura e escrita e h&aacute; dados que mostram    a possibilidade de usar a escrita para ampliar a aprendizagem das v&aacute;rias    &aacute;reas de conte&uacute;do. Esta &eacute; a tem&aacute;tica do texto de    Cudd e Roberto, publicado em 1989, no <i>The Reading Teacher.</i> Os autores    come&ccedil;am por indicar algumas vari&aacute;veis que levam os alunos a terem    dificuldades com os textos lidos. Sugerem o uso de algumas t&eacute;cnicas que    recorrendo &agrave; escrita favorecem a solu&ccedil;&atilde;o dessas dificuldades.    Entre elas lembram a t&eacute;cnica <i>cloze,</i> o uso de exemplos como ponto    de partida, acr&eacute;scimo gradual de estruturas, enumera&ccedil;&atilde;o    das mesmas, orienta&ccedil;&atilde;o em busca de rea&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis,    uso de compara&ccedil;&otilde;es e contrastes, etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De Jacobs (2008)    &eacute; o texto selecionado do <i>Journal of Adolescent &amp; Adult Literacy,</i>    em que a autora parte da premissa de que aprendemos o que fazemos (DAE), destaca    a import&acirc;ncia da pr&aacute;tica de escrever para desenvolvimento deste    repert&oacute;rio. A autora usa a t&eacute;cnica denominada Mensagem Instant&acirc;nea    (IM) pelo celular ou Mensagem de Texto (SMS) como uma maneira de trabalhar a    escrita, mas sem descuidar da escrita formal. O procedimento tem muito em comum    com a comunica&ccedil;&atilde;o mediada pelo computador. S&atilde;o respostas    sociais que atendem &agrave;s demandas feitas pelos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos,    mas que n&atilde;o dispensam o cuidado com a compet&ecirc;ncia em leitura e    escrita de textos formais dos v&aacute;rios tipos de g&ecirc;nero.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em trabalho publicado    em 2006, no <i>Journal of Adolescent &amp; Adult Literacy,</i> Grisham e Wolsey    consideram a sala de aula uma comunidade de aprendizagem da qual destacam os    alunos, a leitura e a tecnologia utilizada. O conceito de comunidade &eacute;    para os autores a alma da aprendizagem. Para que ela se institua todos os discursos    devem estar conectados ao estudante e isto nem sempre ocorre. Analisam as possibilidades    do uso dos recursos tecnol&oacute;gicos e do ciberespa&ccedil;o para criar esta    comunidade. Relatam pesquisa em que fizeram da aprendizagem pelo aluno o centro    do planejamento, recorrendo a v&aacute;rias tecnologias, como grupos de discuss&atilde;o,    jogos, ciclos liter&aacute;rios, etc, associadas ao uso da Internet, obtendo    bons resultados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O texto seguinte    &eacute; da autoria de Gambel e d&aacute; continuidade &agrave; discuss&atilde;o    das mudan&ccedil;as que o uso da tecnologia, especialmente a Internet, vem introduzindo    na cultura da leitura. Seu artigo foi publicado em 2005, no <i>The Reading Teacher,</i>    e discute as altera&ccedil;&otilde;es decorrentes dos novos tempos e textos,    concluindo que n&atilde;o h&aacute; risco de ter perdas na leitura convencional,    ela continuar&aacute; a ser valorizada na cultura.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 2007, Spector    e Jones publicaram, no <i>Journal of Adolescent &amp; Adult Literacy,</i> uma    viv&ecirc;ncia usando o <i>Di&aacute;rio de Anne Frank</i> para trabalhar a    leitura cr&iacute;tica, tendo por foco quest&otilde;es sobre leitores, autores,    texto e contexto constitu&iacute;do por outros textos da &eacute;poca e de comentaristas.    Concluem que o envolvimento com um enfoque de leitura cr&iacute;tica das representa&ccedil;&otilde;es    de diferen&ccedil;as socioculturais cria for&ccedil;a no trabalho do aluno,    tanto para se reconstruir o passado como para rever seu mundo atual.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como s&atilde;o    artigos publicados em peri&oacute;dicos estrangeiros especializados da &aacute;rea,    &eacute; poss&iacute;vel que o leitor que atua com leitura j&aacute; os tenha    lido em suas bases originais. Mas, mesmo j&aacute; conhecendo os textos &eacute;    interessante enfocar a aglutina&ccedil;&atilde;o feita pelos organizadores da    obra. A sele&ccedil;&atilde;o foi nitidamente de estrat&eacute;gias que n&atilde;o    requerem qualquer novo material, mas apenas uso de tecnologias de baixo custo,    de reorganiza&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o professor-texto-aluno    usando procedimentos diversos, at&eacute; o uso da Internet de forma produtiva,    sem que seja exclusiva para assegurar a boa forma&ccedil;&atilde;o de leitores.    Ter estes textos em um s&oacute; documento pode facilitar o trabalho tanto de    pesquisadores como de professores e equipe t&eacute;cnica nas escolas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Resenha realizada    na Universidade Camilo Castelo Branco - UNICASTELO, S&atilde;o Paulo, SP.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/psicoped/v26n81/seta.gif" border="0"></a>    <b> Correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b> Geraldina Porto Witter    <br>   Av. Pedroso de Moraes, 144, apto 302    <br>   Pinheiros - S&atilde;o Paulo, SP, Brasil - CEP 05420-000    <br>   E- mail: <a href="mailto:gwitter@uol.com.br">gwitter@uol.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido:    7/8/2009    <br>   Aprovado: 1/9/2009</font></p>     ]]></body>
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