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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade na escola: mediação psicopedagógica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The study presents a case of psycho-pedagogical mediation to the Attention Deficit/Hyperactivity Disorder diagnoses, treatment, and school/family/child guidance. The child was referred by the psycho-pedagogue to the interdisciplinary evaluation of the psycho-pedagogical, neuropsychological, neuropediatrician, psychiatric and familiar aspects. The school and mother's complain was that the child was aggressive, objector, declining to do the activities, troublemaker at home and at school, disorganized, careless with his/her personal belongs, difficulty in keeping friends and not interested in classes. The child was treated with methylphenidate, with a prompt impulsivity and neglect improvement. Neuropsychological and psychiatric tests have been applied, behavior scales, before and after the drug treatment. After the treatment and the interventions, a great behavior improvement was verified, as in the learning process and in the social relations. The tests results were for better, concerning to the learning process, it was possible to realize a phonologic difficulty, which was not identified previously due to the refusal. During the scholar guidance, the psycho-pedagogue noted that the child was taking tutoring classes at school, with a content related to the current subject, and so it was advised that the literacy ability should be worked with a focus on the phonologic aspects due to the difficulties showed in the writing and reading skills. The Health-Education relation brought out important prospects and interventions in the scholar life, showing that it is possible to change the behavior and the quality of learning in children with ADHD.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Transtornos de déficit da atenção e do comportamento diruptivo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RELATO    DE EXPERI&Ecirc;NCIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Transtorno    do d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade na escola: media&ccedil;&atilde;o    psicopedag&oacute;gica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Attention deficit/hyperactivity    disorder at school: mediation psychopedagogical</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Maria Fernanda    Batista Coelho da Fonseca<sup>I</sup>; Mauro Muszkat<sup>II</sup>; Sueli Rizutti<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Pedagoga,    Psicopedagoga, Mestre em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de pela Universidade Federal    de S&atilde;o Paulo (UNIFESP), Psicobiologia, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Neuropediatra da Universidade Federal de S&atilde;o Paulo, Psicobiologia,    SP/Brasil, Professor de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o - Educa&ccedil;&atilde;o    e Sa&uacute;de UNIFESP/Guarulhos, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Neuropediatra, Professora de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    - Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de - UNIFESP/Guarulhos, S&atilde;o Paulo,    SP, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo apresenta    um caso de media&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica para diagn&oacute;stico    de Transtorno do D&eacute;ficit de Aten&ccedil;&atilde;o/Hiperatividade (TDAH),    tratamento, orienta&ccedil;&atilde;o na escola, fam&iacute;lia, e com a crian&ccedil;a.    A crian&ccedil;a foi encaminhada pela psicopedagoga para avalia&ccedil;&atilde;o    interdisciplinar dos aspectos psicopedag&oacute;gicos, neuropsicol&oacute;gico,    neuropedi&aacute;trico, psiqui&aacute;trico e familiar. A queixa da escola e    da m&atilde;e era de que a crian&ccedil;a estava agressiva, opositora, recusava-se    a fazer as atividades, provocava confus&otilde;es em casa e na sala de aula,    era desorganizada, sem cuidado com seus pertences pessoais, n&atilde;o conseguia    manter amizades e n&atilde;o demonstrava interesse pelas li&ccedil;&otilde;es.    Foi tratada com medica&ccedil;&atilde;o metilfenidato, com melhora imediata    da impulsividade e desaten&ccedil;&atilde;o. Foram aplicados testes neuropsicol&oacute;gicos,    psicopedag&oacute;gicos, escalas de comportamento, antes e ap&oacute;s o tratamento    medicamentoso. Ap&oacute;s o tratamento e as interven&ccedil;&otilde;es, foi    verificada grande melhora no comportamento, na aprendizagem e nas rela&ccedil;&otilde;es    pessoais. Os resultados nos testes foram para melhor; em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; aprendizagem, foi poss&iacute;vel verificar uma dificuldade fonol&oacute;gica    do processo de alfabetiza&ccedil;&atilde;o, que antes n&atilde;o foi constatado    devido a sua recusa. A psicopedagoga fez orienta&ccedil;&atilde;o na escola    e soube na ocasi&atilde;o que a crian&ccedil;a frequentava o refor&ccedil;o    escolar na escola, com conte&uacute;do mais relacionado &agrave; mat&eacute;ria    atual, assim foi realizada orienta&ccedil;&atilde;o para que fosse trabalhado    o processo de alfabetiza&ccedil;&atilde;o com &ecirc;nfase nos aspectos fonol&oacute;gicos    devido &agrave;s dificuldades apresentadas na escrita e na leitura. A rela&ccedil;&atilde;o    Sa&uacute;de e Educa&ccedil;&atilde;o trouxe perspectivas e interven&ccedil;&otilde;es    importantes na vida escolar, demonstrando que &eacute; poss&iacute;vel mudar    o comportamento e a qualidade da aprendizagem de crian&ccedil;as com diagn&oacute;stico    de TDAH.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Unitermos:</b>    Transtorno do d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o com hiperatividade. Transtornos    de d&eacute;ficit da aten&ccedil;&atilde;o e do comportamento diruptivo. Institui&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The study presents    a case of psycho-pedagogical mediation to the Attention Deficit/Hyperactivity    Disorder diagnoses, treatment, and school/family/child guidance. The child was    referred by the psycho-pedagogue to the interdisciplinary evaluation of the    psycho-pedagogical, neuropsychological, neuropediatrician, psychiatric and familiar    aspects. The school and mother's complain was that the child was aggressive,    objector, declining to do the activities, troublemaker at home and at school,    disorganized, careless with his/her personal belongs, difficulty in keeping    friends and not interested in classes. The child was treated with methylphenidate,    with a prompt impulsivity and neglect improvement. Neuropsychological and psychiatric    tests have been applied, behavior scales, before and after the drug treatment.    After the treatment and the interventions, a great behavior improvement was    verified, as in the learning process and in the social relations. The tests    results were for better, concerning to the learning process, it was possible    to realize a phonologic difficulty, which was not identified previously due    to the refusal. During the scholar guidance, the psycho-pedagogue noted that    the child was taking tutoring classes at school, with a content related to the    current subject, and so it was advised that the literacy ability should be worked    with a focus on the phonologic aspects due to the difficulties showed in the    writing and reading skills. The Health-Education relation brought out important    prospects and interventions in the scholar life, showing that it is possible    to change the behavior and the quality of learning in children with ADHD.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key Words:</b>    Attention deficit disorder with hyperactivity. Attention deficit and disruptive    behavior disorders. Schools.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    psicopedag&oacute;gica se prop&otilde;e a verificar a compatibilidade entre    o n&iacute;vel de desempenho da crian&ccedil;a na escola e sua faixa et&aacute;ria,    busca analisar as atitudes da crian&ccedil;a frente &agrave; escola e &agrave;    aprendizagem, identificando os fatores etiol&oacute;gicos, as compet&ecirc;ncias    ou as inabilidades que facilitam ou interferem no processo de aprender, em especial    leitura, escrita e matem&aacute;tica, o v&iacute;nculo estabelecido entre as    pessoas envolvidas nesse processo, e um diagn&oacute;stico prov&aacute;vel para    indica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O psicopedagogo    deve ampliar sempre sua avalia&ccedil;&atilde;o, no sentido de considerar que    a crian&ccedil;a est&aacute; em processo de desenvolvimento constante e que    depende de adultos que ir&atilde;o conduzi-las em seu sucesso ou insucesso escolar.    Para isso, &eacute; fundamental a amplia&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o,    no sentido de compreender a din&acirc;mica familiar e do grupo social em que    a crian&ccedil;a est&aacute; inserida, al&eacute;m de conhecer a din&acirc;mica    da escola e de seus profissionais, o que sem d&uacute;vida determina uma condi&ccedil;&atilde;o    pedag&oacute;gica e emocional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Fonseca    et al.<sup>2</sup>, o professor precisa se atentar ao comportamento da crian&ccedil;a    no ambiente escolar, porque pode indicar fatores de risco ou prote&ccedil;&atilde;o    para o desenvolvimento t&iacute;pico da crian&ccedil;a, dependendo dos mesmos    estarem preservados ou comprometidos, o que vai oportunizar interven&ccedil;&otilde;es    mais precoces e, consequentemente, resultados melhores no processo de aprender    da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    psicopedag&oacute;gica deve ter um olhar mais individualizado sobre a crian&ccedil;a    aprendente, para isso o instrumento de Portilho/Beltrami<sup>3</sup> - Question&aacute;rio    de Estilos de Aprendizagem para Crian&ccedil;as &eacute; o &uacute;nico que    se tem conhecimento na &aacute;rea dos estilos de aprendizagem destinado &agrave;s    crian&ccedil;as pequenas. Segundo Beltrami<sup>3</sup>, o instrumento proporciona    ao professor conhecer os aspectos essenciais e predominantes que seu aluno utiliza    na hora de aprender. Ao conhecer e identificar o estilo de aprendizagem de seus    alunos, o professor poder&aacute; tornar flex&iacute;veis as aulas, com diferentes    estilos de ensinar, buscando contemplar os distintos estilos e promovendo a    melhoria da pr&aacute;tica docente. Em contrapartida, o invent&aacute;rio permite    ao aluno identificar sua maneira preferida de aprender, fazendo com que perceba,    conhe&ccedil;a suas limita&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m potencialidades,    em busca de autonomia no seu processo de aprendizagem. Os estilos s&atilde;o    ativo, reflexivo, te&oacute;rico e pragm&aacute;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Salami &amp; Sarmento<sup>4</sup>    afirmam que o psicopedagogo tem a possibilidade de centrar sua a&ccedil;&atilde;o    e intervir no conjunto de atores que possuem rela&ccedil;&atilde;o com os processos    de ensino e aprendizagem: a equipe pedag&oacute;gica, professores, alunos e    pais. O trabalho psicopedag&oacute;gico &eacute; inter e multidisciplinar, em    que v&aacute;rios atores interagem e protagonizam seus papeis. Os postulados    de Vygostsky e Feuerstein apontam para a necessidade de cria&ccedil;&atilde;o    de uma nova ordem escolar, diferente da realidade que vivenciamos em nossas    escolas, ou seja, uma escola em que os sujeitos da educa&ccedil;&atilde;o possam    dialogar, duvidar, questionar e compartilhar saberes, uma escola em que haja    espa&ccedil;o para erros, contradi&ccedil;&otilde;es e diferen&ccedil;as<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A experi&ecirc;ncia    de aprendizagem mediada &eacute; decorrente da interposi&ccedil;&atilde;o de    um mediador, geralmente um adulto (pais, professores, psicopedagogos), que organiza    as situa&ccedil;&otilde;es de aprendizagem de forma intencional. A experi&ecirc;ncia    de atua&ccedil;&atilde;o como psicopedagoga no ambiente escolar p&uacute;blico    possibilita a intera&ccedil;&atilde;o entre as pessoas envolvidas no processo    de ensino-aprendizagem das crian&ccedil;as, agregando a equipe pedag&oacute;gica    para o aprimoramento dos processos e pr&aacute;ticas de ensino numa perspectiva    mediadora, compartilhando o pensar e o agir frente a um aluno com dificuldades    para aprender.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um transtorno que    tem sido foco das aten&ccedil;&otilde;es de pais, educadores e m&eacute;dicos    nas escolas &eacute; o Transtorno do D&eacute;ficit de Aten&ccedil;&atilde;o/Hiperatividade    (TDAH) em crian&ccedil;as que, na maioria das vezes, vem acompanhado de dificuldades    para aprender.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Muszkat et    al.<sup>5</sup>, esse transtorno &eacute; caracterizado pela dificuldade na    modula&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o, no controle dos impulsos e    na capacidade que a crian&ccedil;a tem de controlar seu pr&oacute;prio n&iacute;vel    de coordena&ccedil;&atilde;o motora, planejar seus objetivos e estrat&eacute;gias    e a&ccedil;&atilde;o. Esse transtorno associa-se em grande parte a dificuldades    de aprendizagem, transtorno do humor, de ansiedade e v&aacute;rios problemas    comportamentais. O transtorno nos coloca diante de desafios diagn&oacute;sticos,    que s&oacute; podem ser abordados dentro de uma perspectiva interdisciplinar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Barkley<sup>6,7</sup>,    o transtorno do d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o &eacute; um transtorno    do desenvolvimento do autocontrole, que afeta a aten&ccedil;&atilde;o, o controle    de impulsos e o n&iacute;vel de atividade. Apesar de existirem crian&ccedil;as    com TDAH identificadas apenas com desaten&ccedil;&atilde;o, ou apenas hiperativo-impulsivo,    a maioria (62%) corresponde ao tipo combinado<sup>8</sup>. Portanto, a dificuldade    de manter a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos sintomas mais prevalentes.    Socialmente essas crian&ccedil;as, muitas vezes, s&atilde;o percebidas como    indisciplinadas, pela dificuldade de atentar e seguir regras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Barkley<sup>7</sup>    afirma que as que crian&ccedil;as com TDAH e Transtorno Desafiador Opositivo    (TODO) com&oacute;rbidos parecem ter n&iacute;veis maiores de impulsividade    do que crian&ccedil;as apenas com TDAH ou TDAH e um transtorno de ansiedade.    Essas crian&ccedil;as apresentam comportamento mais impulsivo do que hiperativo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Rodhe<sup>8</sup>,    alunos com TDAH necessitam de estrutura externa bem definida, j&aacute; que    t&ecirc;m dificuldades com a organiza&ccedil;&atilde;o e o planejamento. A sala    de aula deve ser estruturada preferencialmente com um n&uacute;mero pequeno    de alunos, organiza&ccedil;&atilde;o que seja din&acirc;mica e flex&iacute;vel,    que facilite o processo ensino-aprendizagem e a participa&ccedil;&atilde;o ativa    de todos os envolvidos nesse processo. A sala deve ser arrumada de modo a haver    bom acesso e boa visibilidade para todos. O aluno deve sentar-se pr&oacute;ximo    ao professor, no meio de colegas tranquilos e que possam ajud&aacute;-lo, longe    de portas e janelas que possam provocar a distra&ccedil;&atilde;o. Devem ser    ajudados a organizar o material e o trabalho. Quanto &agrave;s aulas, devem    ter uma rotina di&aacute;ria e clara, com per&iacute;odos de descanso definidos.    As regras, expectativas, instru&ccedil;&otilde;es e orienta&ccedil;&otilde;es    devem ser dadas de forma direta, clara e curta. Devem ser estabelecidas consequ&ecirc;ncias    razo&aacute;veis e realistas para o n&atilde;o cumprimento de tarefas e regras    combinadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente estudo    tem por objetivo apresentar um caso que se iniciou em 2011, quando a coordenadora    de uma escola p&uacute;blica municipal da zona sul de S&atilde;o Paulo solicitou    ajuda &agrave; psicopedagoga presente na escola para processo de avalia&ccedil;&atilde;o    das crian&ccedil;as para dados de pesquisa, para que auxiliasse no atendimento    de um aluno de 6 anos de idade, matriculado no 1º ano. Segundo relato da orientadora,    o aluno vinha apresentando comportamento bastante agitado, agressividade f&iacute;sica    e verbal a seus colegas e profissionais da escola, desobedi&ecirc;ncia constante    &agrave;s regras estabelecidas, perturba&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o    da sala de aula, provoca&ccedil;&atilde;o aos colegas em sala de aula. Al&eacute;m    disso, nos &uacute;ltimos meses, o aluno era retirado da sala de aula porque,    quando irritado, quebrava tudo que estava pela frente, por v&aacute;rias vezes    foi solicitada a presen&ccedil;a da m&atilde;e para controlar a crian&ccedil;a,    que impedia o andamento das atividades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na oportunidade,    foi realizada orienta&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica para professores,    coordenadores, diretora e a m&atilde;e da crian&ccedil;a no ambiente escolar.    Ap&oacute;s um per&iacute;odo de observa&ccedil;&atilde;o e na medida em que    as agress&otilde;es se tornavam mais frequentes e acentuadas para colegas e    profissionais da escola, o aluno foi encaminhado para o ambulat&oacute;rio de    D&eacute;ficit de Aten&ccedil;&atilde;o e Hiperatividade do Centro de Pesquisa    em Neuropsicologia - CPN - Psicobiologia/UNIFESP/SP para avalia&ccedil;&atilde;o    interdisciplinar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi realizada avalia&ccedil;&atilde;o    interdisciplinar com neuropediatras, neuropsic&oacute;logos, psicopedagogas,    terapeuta familiar e psiquiatra, sendo poss&iacute;vel conhecer um pouco da    vida di&aacute;ria da crian&ccedil;a por meio das informa&ccedil;&otilde;es    obtidas por sua m&atilde;e.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo a m&atilde;e,    tanto na escola, como em casa, estava muito dif&iacute;cil conduzir a crian&ccedil;a,    pois diariamente se apresentava "<i>nervoso, agitado, usava de gritos para suas    conquistas, brigas, rebeldia o tempo todo, n&atilde;o respeita os adultos, falta    de aten&ccedil;&atilde;o, se coloca no grupo atrav&eacute;s de opress&atilde;o    e agressividade, coagindo os outros e com isso muita dificuldade para concentrar    e aprender</i>".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A m&atilde;e informou    que os pais eram separados e que a crian&ccedil;a n&atilde;o tinha contato com    o pai. Conforme informa&ccedil;&otilde;es da m&atilde;e, n&atilde;o houve problemas    durante a gesta&ccedil;&atilde;o, nascimento ou desenvolvimento neuropsicomotor.    A crian&ccedil;a iniciou a vida escolar aos 5 anos de idade, com baixo desempenho,    falta de interesse pelos estudos e muita dificuldade na adapta&ccedil;&atilde;o    escolar. Ainda segundo a m&atilde;e, a crian&ccedil;a apresenta dificuldade    para aprender, em decorr&ecirc;ncia da falta de concentra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    da crian&ccedil;a foi centrada em uma abordagem neuropsicol&oacute;gica, com    dimens&otilde;es cognitivas, avalia&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica,    avalia&ccedil;&atilde;o neuropedi&aacute;trica e psiqui&aacute;trica, para,    ap&oacute;s discuss&atilde;o dos resultados, defini&ccedil;&atilde;o da hip&oacute;tese    diagn&oacute;stica do quadro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados indicaram    hip&oacute;tese diagn&oacute;stica de TDAH, subtipo combinado (DSMV 314.01),    transtorno desafiante opositor (DSMV - 313.81); sintomas depressivos e dificuldades    secund&aacute;rias para a aprendizagem. Diante disso, o aluno foi encaminhado    para: acompanhamento medicamentoso com metilfenidato de 0,7 mg/kg/dia, divididos    em duas vezes, sendo uma dose ap&oacute;s caf&eacute; da manh&atilde; e a segunda    ap&oacute;s o almo&ccedil;o; terapia psicol&oacute;gica no n&uacute;cleo CAPS    (Centro de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial), e CRAS (Centro de Refer&ecirc;ncia    de Servi&ccedil;o Social) para acompanhamento do caso, por se tratar de priva&ccedil;&atilde;o    cultural e econ&ocirc;mica da fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O tratamento de    crian&ccedil;as com TDAH visa &agrave; reorganiza&ccedil;&atilde;o dos seus    comportamentos, viabilizando atitudes funcionais do meio familiar, escolar e    social. O tratamento enfatiza a modifica&ccedil;&atilde;o do comportamento,    ajustamento acad&ecirc;mico, atendimento psicol&oacute;gico e terapia farmacol&oacute;gica<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A medica&ccedil;&atilde;o    indicada para o tratamento, o metilfenidato (Ritalina<sup>&reg;</sup>), tem    como mecanismo de a&ccedil;&atilde;o os efeitos agonistas nos receptores alfa    e beta adren&eacute;rgicos, bloqueia a recapta&ccedil;&atilde;o de dopamina    e norepnefrina no neur&ocirc;nio pr&eacute;-sin&aacute;ptico, e tamb&eacute;m    bloqueia os agonistas nos receptores alfa e beta adren&eacute;rgicos, na p&oacute;s-sinapse.    A dose habitual para uma boa efic&aacute;cia &eacute; de 0,5 a 0,9 mg/kg/dia,    dose m&aacute;xima de 60 mg/dia. Crian&ccedil;as com menos de 25 kg n&atilde;o    devem receber doses maiores que 15 mg/dose (AACAP, 2001). A pr&aacute;tica habitual    &eacute; come&ccedil;ar com uma dose baixa de 5 mg (2,5 mg para crian&ccedil;as    abaixo de 5 anos) pela manh&atilde; e ao meio-dia. A dose &eacute; ent&atilde;o    aumentada 5 mg ou 2,5 mg por semana, at&eacute; que se obtenha uma boa resposta    ou at&eacute; que se atinja 1 mg/kg de peso. Algumas crian&ccedil;as que metabolizam    a droga mais rapidamente podem necessitar de doses tr&ecirc;s vezes ao dia.    A dose usada raramente ultrapassa 60 mg/dia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os efeitos colaterais    aparecem nas primeiras semanas de tratamento e s&atilde;o transit&oacute;rios.    Os efeitos colaterais em curto prazo incluem irritabilidade, ins&ocirc;nia,    labilidade emocional, cefaleia, dores abdominais e ansiedade. Dentre os efeitos    em longo prazo est&atilde;o perda de peso, desacelera&ccedil;&atilde;o da curva    de peso e altera&ccedil;&otilde;es cardiovasculares. A irritabilidade algumas    vezes ocorre no pico da medica&ccedil;&atilde;o. Quando o efeito termina, tomar    uma pequena dose da medica&ccedil;&atilde;o no final do dia pode ser &uacute;til,    alguns pacientes minimizam a irritabilidade comendo alguma coisa<sup>10</sup>.    Epigastralgia e perda de apetite podem ser minimizadas quando se usa a medica&ccedil;&atilde;o    ap&oacute;s ou junto das refei&ccedil;&otilde;es. Se houver perda de peso persistente,    deve-se mudar a medica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A interven&ccedil;&atilde;o    sugerida foi medica&ccedil;&atilde;o, terapia psicol&oacute;gica e orienta&ccedil;&atilde;o    psicopedag&oacute;gica e, ap&oacute;s seis meses, a crian&ccedil;a foi novamente    submetida &agrave; reavalia&ccedil;&atilde;o para verifica&ccedil;&atilde;o    das altera&ccedil;&otilde;es comportamentais, cognitivas, psicopedag&oacute;gicas    e emocionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Paralelamente a    isso, a psicopedagoga acompanhou semanalmente a crian&ccedil;a na escola, onde    foi poss&iacute;vel mediar as inter-rela&ccedil;&otilde;es entre a professora,    a coordenadora, a m&atilde;e e a pr&oacute;pria crian&ccedil;a, para orienta&ccedil;&otilde;es    de conduta e do processo de ensino-aprendizagem necess&aacute;rio para evolu&ccedil;&atilde;o    dos estudos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    psicopedag&oacute;gica teve como objetivo conhecer o comportamento do aluno    a partir da vis&atilde;o dos professores, suas condi&ccedil;&otilde;es de aprendizagem    em sala de aula, analisar os processos de v&iacute;nculo da crian&ccedil;a com    a aprendizagem, constatar preju&iacute;zos de leitura, escrita, compreens&atilde;o    e desempenho acad&ecirc;mico, e ainda criar possibilidades para identificar    o estilo de aprendizagem predominante, para constata&ccedil;&atilde;o das queixas    e orientar quanto &agrave;s prioridades de interven&ccedil;&atilde;o mediada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Teste de Desempenho    Escolar<sup>11</sup> (TDE) foi desenvolvido a partir da moderna metodologia    de constru&ccedil;&otilde;es de instrumentos, que emprega itens em escala. O    TDE &eacute; um instrumento psicom&eacute;trico, que busca oferecer de forma    objetiva uma avalia&ccedil;&atilde;o das capacidades fundamentais para o desempenho    escolar, mais especificamente da escrita, leitura e aritm&eacute;tica. O teste    foi concebido para avalia&ccedil;&atilde;o de escolares da primeira &agrave;    sexta s&eacute;rie do ensino fundamental, ainda que possa ser utilizado com    algumas reservas para a s&eacute;tima e oitava s&eacute;ries. A classifica&ccedil;&atilde;o    &eacute; superior, m&eacute;dio e inferior, para cada s&eacute;rie escolar.    A aplica&ccedil;&atilde;o do teste dura cerca de 30 minutos e este &eacute;    composto por tr&ecirc;s subtestes:</font></p> <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Escrita: nome      pr&oacute;prio e palavras isoladas, em forma de ditado;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Aritm&eacute;tica:      solu&ccedil;&atilde;o oral de problemas, e c&aacute;lculos de opera&ccedil;&otilde;es      aritm&eacute;ticas por escrito;</font></li>       <li><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Leitura: reconhecimento      de palavras isoladas do contexto.</font></li>     </ul>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Escala de Comportamento    Infantil na vis&atilde;o do Professor (EACI-P)<sup>12</sup>, para an&aacute;lise    do comportamento da crian&ccedil;a na vis&atilde;o do professor, foi utilizada    como principal instrumento. A escala preenchida pelo professor &eacute; composta    de 62 itens, que avaliam o comportamento da crian&ccedil;a em cinco dimens&otilde;es:    Hiperatividade/Problema de Conduta, Funcionamento/ Independ&ecirc;ncia/Socializa&ccedil;&atilde;o    Positiva, Inaten&ccedil;&atilde;o, Neurotismo/Ansiedade e Socializa&ccedil;&atilde;o    Negativa. A escala apresenta uma se&ccedil;&atilde;o para avalia&ccedil;&atilde;o    do desempenho acad&ecirc;mico (bem abaixo, abaixo, m&eacute;dio, acima e bem    acima) e velocidade de execu&ccedil;&atilde;o das atividades (lento, m&eacute;dio    e r&aacute;pido), sempre considerando a crian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; turma, quest&otilde;es referentes a repet&ecirc;ncia, n&iacute;vel    de compatibilidade da crian&ccedil;a com a s&eacute;rie, leitura, ditado e aritm&eacute;tica.    O EACI-P permite tamb&eacute;m a coleta de informa&ccedil;&otilde;es descritivas    sobre comportamentos relevantes, atendimentos terap&ecirc;uticos realizados,    indica&ccedil;&atilde;o de necessidades de encaminhamento e/ou atendimentos,    interesses de estudos e dados sobre problemas de aprendizagem na fam&iacute;lia    da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">S&atilde;o sintomas    avaliados pelo instrumento conforme os seus cinco fatores/dimens&otilde;es:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">a) Fator I -      Hiperatividade/Problema conduta: constantemente se mexe (mesmo sentado); emite      sons ou ru&iacute;dos constantemente; pedido tem que ser imediatamente atendido      (facilmente frustr&aacute;vel); irrequieto, hiperativo, excit&aacute;vel,      impulsivo, mal humorado; perturba colegas; provoca confus&otilde;es; humor      muda drasticamente com rapidez; matreiro, se faz de esperto, destrutivo, mente,      tem explos&otilde;es de raiva, comportamento imprevis&iacute;vel; desafiador,      atrevido, excessiva exig&ecirc;ncia de aten&ccedil;&atilde;o; provoca outras      crian&ccedil;as ou interfere com as suas atividades; teimoso, sempre mudando      de atividade, grita em sala; dificuldade em esperar a sua vez, sempre correndo      ou pulando, frequentemente responde antes que se complete a pergunta; tem      dificuldade em brincar quieto, fala excessivamente, frequentemente interrompe      ou se intromete nas atividades dos outros; frequentemente perde objetos de      uso na escola e em casa (por exemplo, brinquedos, livros); participa das tarefas      que envolvem perigo sem considerar as poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias,      tenta envolver o outro em confus&atilde;o, come&ccedil;a briga sem nenhum      motivo, ridiculariza outro de modo malicioso;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">b) Fator II -      Funcionamento Independente/ Socializa&ccedil;&atilde;o Positiva: trabalha      de forma independente, persiste em tarefas por um bom tempo, completa deveres      com pouca assist&ecirc;ncia; segue instru&ccedil;&otilde;es simples corretamente;      funciona bem em sala de aula, executa corretamente uma sequ&ecirc;ncia de      instru&ccedil;&otilde;es, comporta-se bem com os colegas; comunica&ccedil;&atilde;o      verbal clara e concatenada, comunica&ccedil;&atilde;o verbal n&atilde;o correta,      compreende normas e regras sociais; sabe fazer novos amigos, enfrenta situa&ccedil;&otilde;es      confiantes;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">c) Fator III      - Inaten&ccedil;&atilde;o: desatento, n&atilde;o termina o que come&ccedil;a,      dificuldade em se concentrar nos deveres escolares; dificuldade em se fixar      em uma brincadeira ou jogo; dificuldade em organizar suas atividades e deveres;      muitas vezes parece n&atilde;o prestar aten&ccedil;&atilde;o ao que est&aacute;      sendo dito a ele;</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">d) Fator IV -      Neurotismo/Ansiedade: extremamente sens&iacute;vel; extremamente s&eacute;rio      ou triste; chora com frequ&ecirc;ncia e facilidade; isola-se das outras crian&ccedil;as;      submisso, t&iacute;mido e medroso;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">e) Fator V -      Socializa&ccedil;&atilde;o Negativa: parece n&atilde;o ser aceito pelo grupo;      n&atilde;o tem esp&iacute;rito esportivo; parece n&atilde;o ter lideran&ccedil;a;      n&atilde;o se relaciona bem com o sexo oposto; n&atilde;o se relaciona bem      com a crian&ccedil;a do mesmo sexo.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A t&eacute;cnica    Pareja Educativa &eacute; uma t&eacute;cnica desenvolvida na Argentina, que    pode ser aplicada em crian&ccedil;as a partir de seis anos de idade at&eacute;    a idade adulta<sup>13</sup>. Tem por objetivo verificar o v&iacute;nculo que    a crian&ccedil;a estabelece com a aprendizagem por meio da leitura e da rela&ccedil;&atilde;o    do ser que ensina com o ser que aprende; analisar a produ&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica    e o relato nos seus aspectos afetivos, cognitivos e motores; efetuar an&aacute;lise    do relato verbal e do grafismo do sujeito, buscando estabelecer uma correla&ccedil;&atilde;o    entre os mesmos, verificando se h&aacute; v&iacute;nculo parcial, ausente ou    efetivo. A aplica&ccedil;&atilde;o &eacute; individual.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados obtidos    na avalia&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica foram registrados antes e    ap&oacute;s as interven&ccedil;&otilde;es e s&atilde;o apresentados a seguir.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Aspectos Psicopedag&oacute;gicos    e Neuropsicol&oacute;gicos antes da Interven&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados dos    aspectos neuropsicol&oacute;gicos demonstram: Desempenho Intelectual Estimado    (Wisc III<sup>14</sup>) 83 - m&eacute;dio inferior, sem discrep&acirc;ncia.    Mem&oacute;ria a curto prazo (Digit Call) abaixo do esperado; (Dot Matrix) acima    do esperado (Listening Recall) abaixo do esperado; (Spatial recall) abaixo do    esperado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados dos    aspectos psicopedag&oacute;gicos demonstraram, com rela&ccedil;&atilde;o ao    comportamento (EACI-P), agita&ccedil;&atilde;o, agressividade, desorganiza&ccedil;&atilde;o,    desrespeito &agrave;s regras, impulsividade, perturba&ccedil;&atilde;o dos colegas    e professor, comportamento opositor, emprego de palavras inadequadas ao ambiente,    e n&atilde;o perman&ecirc;ncia em sala de aula. Revelaram tamb&eacute;m que    o aluno era manipulador, dissimulado, maldoso, e que n&atilde;o se envolvia    afetivamente com as pessoas. Apresentava baixa concentra&ccedil;&atilde;o, apar&ecirc;ncia    f&iacute;sica maltratada e n&atilde;o higienizada. Faltava muito &agrave; escola,    arrumava muita confus&atilde;o com colegas e professores, e suas brincadeiras    eram agressivas e inadequadas. Velocidade de execu&ccedil;&atilde;o: M&eacute;dia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desempenho acad&ecirc;mico:    desempenho abaixo da m&eacute;dia. N&atilde;o foi poss&iacute;vel avaliar, pois    o aluno recusava-se a realizar atividades.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Indica&ccedil;&atilde;o    do professor: Psicologia, Psiquiatria e Psicopedagoga.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Comportamento e    dom&iacute;nio afetivo: dificuldade em manter a aten&ccedil;&atilde;o e a concentra&ccedil;&atilde;o.    Impaci&ecirc;ncia, cansa&ccedil;o excessivo, agita&ccedil;&atilde;o, comportamento    opositor, permanecendo embaixo da mesa para n&atilde;o realizar as atividades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Linguagem: (TDE)    escrita e leitura abaixo do esperado. Reconhece e escreve algumas letras e seu    primeiro nome. Leitura de palavras e pseudopalavras (recusou a realizar).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">TDE - Aritm&eacute;tica:    reconhece e escreve at&eacute; o n&uacute;mero 10.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Compreens&atilde;o:    instru&ccedil;&otilde;es, senten&ccedil;as duplo sentido e hist&oacute;rias    (n&atilde;o realizou).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Par Educativo Projetivo:    demonstra v&iacute;nculo negativo com a aprendizagem, com aspectos regressivos    nessa rela&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o da aprendizagem assistem&aacute;tica.    N&atilde;o percebe o sentimento na rela&ccedil;&atilde;o, com certa agressividade    oculta a quem ensina. Desenvolvimento motor abaixo do esperado. A escrita foi    realizada pela avaliadora, onde se nota um sentimento de que algu&eacute;m faz    a li&ccedil;&atilde;o de maneira prazerosa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante seis meses,    a crian&ccedil;a recebeu a medica&ccedil;&atilde;o com acompanhamento m&eacute;dico,    terapia psicol&oacute;gica no Centro de Pesquisa em Neuropsicologia e orienta&ccedil;&atilde;o    e acompanhamento psicopedag&oacute;gico na escola. Os resultados foram os seguintes:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o    Psicopedag&oacute;gica e Neuropsicol&oacute;gica ap&oacute;s a Interven&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados dos    aspectos neuropsicol&oacute;gicos demonstram: Desempenho Intelectual Estimado    (Wisc III<sup>14</sup>) 88 - m&eacute;dio inferior, sem discrep&acirc;ncia.    Mem&oacute;ria a curto prazo (Digit Call) acima do esperado (Dot Matrix) acima    do esperado (Listening Recall) acima do esperado; (Spatial recall) acima do    esperado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(EACI-P) - Comportamento    - tranquilo, atende a todas as solicita&ccedil;&otilde;es, interessado, motivado,    colaborador, concentrado e integrado no grupo. Envolve-se afetivamente com as    pessoas. Dificuldades em organiza&ccedil;&atilde;o dos materiais. Estava sempre    uniformizado. Assiduidade - n&atilde;o faltou a nenhuma aula no semestre. Relacionamento    Social - excelente no relacionamento com colegas e professores. Velocidade de    execu&ccedil;&atilde;o: M&eacute;dia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desempenho acad&ecirc;mico:    Muita mudan&ccedil;a positiva, interesse em aprender, concentrado nas atividades,    traz o material escolar, apesar de estar &agrave;s vezes incompleto. Procura    sempre ajudar. Atende &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es e se empenha na realiza&ccedil;&atilde;o    das atividades. Com tranquilidade aguarda as solicita&ccedil;&otilde;es da professora    e se relaciona com colegas em sala sem problemas. Escola oferece: Refor&ccedil;o    escolar das dificuldades obtidas em sala. Linguagem: Escrita - classifica&ccedil;&atilde;o    inferior para s&eacute;rie e idade. Escreveu todas as palavras ditadas com omiss&atilde;o,    trocas, acr&eacute;scimos. Demonstra dificuldades na realiza&ccedil;&atilde;o    de alguns grafemas. Leitura - inferior para s&eacute;rie e m&eacute;dio para    idade, leu todas as palavras com s&iacute;labas simples, onde encontrou um significado.    Demonstrou dificuldades no reconhecimento de alguns fonemas. Apresentou dificuldades    para identificar s&iacute;laba complexa escrita com letras min&uacute;sculas,    com trocas de algumas letras. Reconheceu somente letra de forma mai&uacute;scula.    Leitura de frase: busca significado de letras e s&iacute;labas, n&atilde;o reconhece    todos os grafemas e fonemas. Utiliza muito pouco a comunica&ccedil;&atilde;o    verbal, responde somente o que &eacute; perguntado. Compreens&atilde;o de texto    (leitura realizada pelo avaliador) compreendeu as ideias principais. (TDE) Aritm&eacute;tica    = inferior para s&eacute;rie e m&eacute;dio para idade. Ainda n&atilde;o elaborou    a subtra&ccedil;&atilde;o, consegue realizar somente no concreto; muita vergonha    em mostrar o recurso utilizado (dedos); para realizar as opera&ccedil;&otilde;es    de adi&ccedil;&atilde;o e subtra&ccedil;&atilde;o foram usados outros recursos    como "colocar e tirar" Conta e escreve at&eacute; 100. Espelha os n&uacute;meros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(Projetivo) Par    Educativo - Nega e demonstra o v&iacute;nculo negativo com a aprendizagem, com    aspectos regressivos e impulsivos. Apresenta inseguran&ccedil;a. Percebe-se    no segundo desenho que aparecem nas figuras humanas boca, olhos e nariz, o que    denota haver rela&ccedil;&atilde;o com o processo de comunica&ccedil;&atilde;o    entre as pessoas. Na escrita produzida pela crian&ccedil;a, que se encontra    no processo sil&aacute;bico-alfab&eacute;tico, surge a ang&uacute;stia por n&atilde;o    conseguir fazer a li&ccedil;&atilde;o, e quem ajuda &eacute; sua m&atilde;e.    Desenvolvimento motor abaixo do esperado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estilo de aprendizagem    predominante foi o reflexivo, demonstrando que o aluno apresenta as seguintes    caracter&iacute;sticas: primeira observa, analisa o ambiente, para em seguida    come&ccedil;ar a participar dele. Em situa&ccedil;&atilde;o escolar, especificamente    na sala de aula, a professora identifica como sendo o que primeiro espera os    demais colegas falarem para depois se colocar e tecer coment&aacute;rio ou conclus&atilde;o.    Essa prud&ecirc;ncia o faz considerar as alternativas antes de se expor.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O TDAH traz preju&iacute;zos    ao desempenho escolar, altera&ccedil;&atilde;o de comportamento, e problemas    nos v&aacute;rios ambientes sociais<sup>5,8,9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando a crian&ccedil;a    veio para primeira avalia&ccedil;&atilde;o, demonstrou, nas avalia&ccedil;&otilde;es    cognitivas, psicopedag&oacute;gicas e em seu comportamento, altera&ccedil;&otilde;es    significantes, o que sem d&uacute;vida trouxe muitos preju&iacute;zos ao acompanhamento    das atividades escolares. Foi poss&iacute;vel constatar preju&iacute;zos de    leitura, escrita, aritm&eacute;ticos, nos aspectos emocionais e familiares.    N&atilde;o apresentava v&iacute;nculo com a aprendizagem, e nem mesmo a afetividade,    n&atilde;o percebia o sentimento na rela&ccedil;&atilde;o, com certa agressividade    oculta a quem ensinava. Apresentava desenvolvimento motor abaixo do esperado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o    medicamentosa durante seis meses, e o trabalho de media&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica    no ambiente escolar, as mudan&ccedil;as foram bem percept&iacute;veis por todos    em casa e na escola. A primeira altera&ccedil;&atilde;o positiva foi em rela&ccedil;&atilde;o    a seu comportamento na escola, passando a demonstrar interesse, organiza&ccedil;&atilde;o,    concentra&ccedil;&atilde;o e tranquilidade em sala de aula no momento das realiza&ccedil;&otilde;es    das tarefas. Foi comum ouvir a frase "parece outra crian&ccedil;a".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo a m&atilde;e,    ap&oacute;s as interven&ccedil;&otilde;es, o aluno mudou muito, estava sempre    muito calmo, atendo &agrave;s regras, n&atilde;o gritava para pedir as coisas,    n&atilde;o ficava nervoso, concentrava-se nas atividades escolares, as quais    fazia de maneira organizada e sem mesmo ser cobrado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na oportunidade,    a psicopedagoga realizou interven&ccedil;&atilde;o junto aos profissionais da    escola e m&atilde;e, com objetivo de mediar a rela&ccedil;&atilde;o entre a    escola, a fam&iacute;lia, a crian&ccedil;a e o servi&ccedil;o de sa&uacute;de.    Em v&aacute;rios momentos, a m&atilde;e participava de di&aacute;logos com a    coordenadora e a psicopedagoga na escola. Essa orienta&ccedil;&atilde;o trouxe    muitas expectativas para a fam&iacute;lia e a escola quanto ao sucesso do tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto ao aspecto    pedag&oacute;gico, a escola passou a atend&ecirc;-lo com refor&ccedil;o, uma    vez que foi percebido ao longo da avalia&ccedil;&atilde;o um preju&iacute;zo    no acompanhamento dos conte&uacute;dos escolares. Na ocasi&atilde;o do acompanhamento,    foi discutido com a professora que, considerando suas condi&ccedil;&otilde;es    pedag&oacute;gicas, o aluno necessitava de um trabalho mais voltado para o conte&uacute;do    anterior n&atilde;o assimilado, per&iacute;odo esse relativo ao processo inicial    da alfabetiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tamb&eacute;m durante    as orienta&ccedil;&otilde;es junto &agrave; professora foi sugerido que estimulasse    o aluno a manter mais di&aacute;logos com a mesma, pois apresentava dificuldades    de elabora&ccedil;&atilde;o verbal de suas d&uacute;vidas e ang&uacute;stias    em sala de aula.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados ap&oacute;s    interven&ccedil;&atilde;o demonstraram mudan&ccedil;as muito significantes do    ponto de vista qualitativo. A classifica&ccedil;&atilde;o nos testes de leitura,    escrita e aritm&eacute;tica foi inferior para s&eacute;rie e m&eacute;dia para    idade. Com a disposi&ccedil;&atilde;o apresentada na avalia&ccedil;&atilde;o    foi poss&iacute;vel analisar suas maiores dificuldades na leitura e na escrita,    indicando dificuldades nos aspectos fonol&oacute;gicos do reconhecimento de    letras, s&iacute;labas e palavras; na aritm&eacute;tica, com dificuldade de    elaborar a subtra&ccedil;&atilde;o, necessitando de recursos concretos para    chegar ao resultado. Torna-se importante visualizar no geral uma melhora bastante    consider&aacute;vel, lembrando que o processo de aprender de uma crian&ccedil;a    envolve conhecimentos pr&eacute;vios para seus avan&ccedil;os, com refor&ccedil;o    adequado para superar suas dificuldades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados apontam    para mudan&ccedil;as positivas em curto prazo com o tratamento com o metilfenidato,    com melhora no comportamento e na impulsividade. Tamb&eacute;m foi imediato    o interesse em aprender, no relacionamento com os colegas, na rela&ccedil;&atilde;o    familiar e comunica&ccedil;&atilde;o mais adequada com a professora. Em m&eacute;dio    e longo prazo vai se instalando uma condi&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica    e pedag&oacute;gica mais adequada para o processo de ensino-aprendizagem da    crian&ccedil;a, em fun&ccedil;&atilde;o da terapia psicol&oacute;gica e media&ccedil;&atilde;o    psicopedag&oacute;gica. As avalia&ccedil;&otilde;es e as interven&ccedil;&otilde;es    interdisciplinares ampliam as possibilidades de sucesso no atendimento &agrave;    crian&ccedil;a, uma vez que apontam indicativos mais detalhados das dificuldades    da crian&ccedil;a, trazem a oportunidade de detec&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o,    diagn&oacute;stico e tratamento adequado para o caso. Os resultados na linguagem    escrita apontam para a necessidade de reabilita&ccedil;&atilde;o dos aspectos    fonol&oacute;gicos, uma vez que, apesar de se encontrar na fase sil&aacute;bico-alfab&eacute;tica,    o aluno apresentava trocas, omiss&otilde;es e acr&eacute;scimos, demonstrando    redirecionar suas metas para um processo mais adequado da aprendizagem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A media&ccedil;&atilde;o    psicopedag&oacute;gica no acompanhamento e na orienta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a,    de profissionais da escola e da m&atilde;e trouxe uma possibilidade de inter-relacionar    as pessoas atrav&eacute;s do di&aacute;logo de fun&ccedil;&otilde;es, compet&ecirc;ncias    e a&ccedil;&otilde;es mais adequadas em como lidar com a crian&ccedil;a com    diagn&oacute;stico do TDAH. As rela&ccedil;&otilde;es entre professor e aluno    s&atilde;o fundamentais para o processo de aprender, assim h&aacute; necessidade    de est&iacute;mulos mais positivos, adequa&ccedil;&atilde;o das atividades,    rela&ccedil;&atilde;o afetiva do professor/aluno, trabalho pedag&oacute;gico    em sala de aula mais significante, e ainda a reabilita&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s    de recupera&ccedil;&atilde;o escolar do processo de alfabetiza&ccedil;&atilde;o,    anteriormente n&atilde;o assimiladas, em fun&ccedil;&atilde;o de seu comportamento    inadequado no ambiente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O papel do professor    nessa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; de muita responsabilidade, e de muita import&acirc;ncia,    pois, em muitas vezes, os pais s&atilde;o poucos esclarecidos e n&atilde;o conseguem    orientar seus filhos em atividades escolares, passando a depender do olhar e    do empenho do professor. Professores precisam se dotar de conhecimento para    perceber n&atilde;o somente o comportamento, mas tamb&eacute;m definir melhor    as dificuldades apresentadas nas avalia&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A media&ccedil;&atilde;o    psicopedag&oacute;gica, tanto no ambiente escolar, como no processo de avalia&ccedil;&atilde;o    interdisciplinar, possibilitou uma rela&ccedil;&atilde;o importante entre profissionais,    que juntos numa dimens&atilde;o de Sa&uacute;de e Educa&ccedil;&atilde;o, puderam    provocar mudan&ccedil;as na vida da crian&ccedil;a no per&iacute;odo escolar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Moojen S, Costa    AC. Semiologia psicopedag&oacute;gica. In: Rotta NT, Ohlweiler L, Riesgo RS,    eds. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiol&oacute;gica e multidisciplinar.    Porto Alegre:Artmed; 2006. p.103-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363259&pid=S0103-8486201200030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Fonseca MFBC,    Cardoso TSG, Muszkat M, Bueno OFA. An&aacute;lise da associa&ccedil;&atilde;o    entre o desempenho acad&ecirc;mico, a velocidade de execu&ccedil;&atilde;o das    tarefas e o comportamento da crian&ccedil;a a partir da EACI - P. Rev Psicopedagogia.    2011;28(87):226-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363261&pid=S0103-8486201200030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Beltrami K.    Invent&aacute;rio de estilos de aprendizagem para crian&ccedil;as Portilho/Beltrami:    o estilo de aprendizagem de crian&ccedil;as e da professora de educa&ccedil;&atilde;o    infantil &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Curitiba: Universidade    Cat&oacute;lica do Paran&aacute;; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363263&pid=S0103-8486201200030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Salami M, Sarmento    DF. Interfaces conceituais entre os pressupostos de L. S. Vygotsky e de R. Feuerstein    e suas implica&ccedil;&otilde;es para o fazer psicopedag&oacute;gico no ambiente    escolar. Rev Psicopedagogia. 2011;28(85):76-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363265&pid=S0103-8486201200030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Muszkat M, Miranda    MC, Rizutti S. Transtorno do d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade.    S&atilde;o Paulo: Cortez; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363267&pid=S0103-8486201200030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Barkley RA.    Transtorno de d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o/hiperatividade - TDAH.    Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363269&pid=S0103-8486201200030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Barkley RA.    Transtorno do d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o/hiperatividade: manual    para diagnostico e tratamento. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363271&pid=S0103-8486201200030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Rodhe LA. Princ&iacute;pios    e pr&aacute;ticas em transtorno de d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o/hiperatividade.    Porto Alegre: Artmed; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363273&pid=S0103-8486201200030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Rotta NT, Ohlweiler    L, Riesgo RS. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiol&oacute;gica e    multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed; 2006. p.301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363275&pid=S0103-8486201200030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Staufer WB,    Greydanus DE. Attention-deficit/hyperactivity disorder psychopharmacology for    college students. Pediatr Clin North Am. 2005;52(1):71-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363277&pid=S0103-8486201200030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Stein LM. TDE    - Teste de Desempenho Escolar: manual. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo;    1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363279&pid=S0103-8486201200030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Brito GN. EACI-P    - Escala de avalia&ccedil;&atilde;o do comportamento infantil para o professor:    manual. 1ª ed. S&atilde;o Paulo: Vetor; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363281&pid=S0103-8486201200030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Chamat LSJ.    Diagn&oacute;stico psicopedag&oacute;gico: o diagn&oacute;stico cl&iacute;nico    na abordagem interacionista. T&eacute;cnicas de interven&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica:    para dificuldade e problemas de aprendizagem. 1ª ed. S&atilde;o Paulo: Vetor;    2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363283&pid=S0103-8486201200030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Wechsler D.    WISC-III: Escala de Intelig&ecirc;ncia Wechsler para Crian&ccedil;as: manual.    3ª ed. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4363285&pid=S0103-8486201200030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/psicoped/v29n90/seta.jpg" border="0"></a>    Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Maria Fernanda Batista Coelho da Fonseca    <br>   UNIFESP/SP    <br>   Departamento de Psicobiologia    <br>   Disciplina de Psicobiologia    <br>   Centro de Pesquisa Neuropsicol&oacute;gica    <br>   Ambulat&oacute;rio Transtorno do D&eacute;ficit de Aten&ccedil;&atilde;o/Hiperatividade    <br>   Rua Emba&uacute;, 54 - Vila Clementino    <br>   S&atilde;o Paulo, SP, Brasil - CEP: 04039-060    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   E-mail: <a href="mailto:mfernanda.bfonseca@gmail.com">mfernanda.bfonseca@gmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido:    11/7/2012    <br>   Aprovado: 30/9/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trabalho realizado    na Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (UNIFESP), S&atilde;o Paulo, SP,    Brasil.</font></p>      ]]></body>
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