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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[PURPOSE: To describe bullying in stuttering patients/students, their socio-demographic variables, family relationships, characterization and feelings of violence at school and characteristics by local, practitioners and target. METHODS: 23 participants, aged 10-17, male and female, with stuttering diagnosis, followed by specialized clinic at the Universidade Federal do Rio de Janeiro were analyzed. Patients with behavior alterations or understanding and cognition disorders or without regular attendance were excluded. RESULTS: Around 40% of the patients informed that they are well treated by the colleagues; 34.8% reported feel rejected and 29.16% suffer at school. More than 80% have good relationship with parents and more than 70% live with them. 34.8% failed. 13% witnessed aggression at home, 8.7% saw colleagues with stylet at school and 4.3% firearm. 40% suffered threat of physical violence outside the classroom, nearly 80% avenged the aggressors. 78.3% are skeptical of violence resolution. Just over a quarter proved bullied. A fifth reported having no special friend and 13% feel well with 2 or 3, while 4.3% don't have friends. 13% suffered verbal aggression in school and 4.3% physical, almost 9% both. Almost 80% deny having teased others, while a fourth tease. CONCLUSIONS: The results turn to the development of defensive strategies to attacks, encouraging self-esteem and sense of equality to others.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Caracteriza&ccedil;&atilde;o    do bullying em estudantes que gaguejam</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Characterization    of bullying in students with stuttering</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Leila Nagib<sup>I</sup>;    Renata Mousinho<sup>II</sup>; Gil Fernando da Costa Mendes de Salles<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Professora    Auxiliar do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da Universidade    Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Especialista em Lingu&iacute;stica Aplicada    UFRJ e em Tecnologia em Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de NUTES-UFRJ, Rio    de Janeiro, RJ, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Professora Associada da Faculdade de Medicina da Universidade Federal    do Rio de Janeiro (UFRJ); Mestre e Doutora em Lingu&iacute;stica da UFRJ; P&oacute;s-Doutora    em Psicologia pela UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Professor Titular de Cl&iacute;nica M&eacute;dica da Faculdade    de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); M&eacute;dico    do Hospital Universit&aacute;rio Clementino Fraga Filho da UFRJ; Mestre e Doutor    em Cl&iacute;nica M&eacute;dica da UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#corresp">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO</b>:    Descrever o bullying em pacientes/estudantes com gagueira, suas vari&aacute;veis    sociodemogr&aacute;ficas, rela&ccedil;&otilde;es familiares, caracteriza&ccedil;&atilde;o    e sentimentos da viol&ecirc;ncia na escola e caracter&iacute;sticas por local,    praticantes e alvo.    <br>   <b>M&Eacute;TODO</b>: Foram analisados 23 participantes, com idades de 10 a    17 anos, de ambos os sexos, com diagn&oacute;stico de gagueira acompanhados    pelo Ambulat&oacute;rio especializado da Universidade Federal do Rio de Janeiro.    Foram exclu&iacute;dos pacientes com altera&ccedil;&otilde;es de comportamento    ou transtornos de compreens&atilde;o e cogni&ccedil;&atilde;o, ou sem frequ&ecirc;ncia    regular aos atendimentos.    <br>   <b>RESULTADOS</b>: Cerca de 40% dos pacientes afirmaram serem bem tratados por    colegas; 34,8% relataram se sentirem rejeitados; 29,16% sofrem na escola. Mais    de 80% t&ecirc;m bom relacionamento com os pais e mais de 70% residem com eles.    34,8% foram reprovados. 13% dos estudantes presenciaram agress&atilde;o no lar,    e 8,7% presenciaram colegas com estilete na escola e 4,3% com arma de fogo.    40% sofreram amea&ccedil;a de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica fora da sala; quase    80% se vingaram dos agressores. 78,3% est&atilde;o descrentes com resolu&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia. Pouco mais de 1/4 se revelou v&iacute;tima de bullying;    1/5 refere n&atilde;o ter qualquer amigo especial e 13% sentem-se bem com 2    ou 3, enquanto 4,3% n&atilde;o t&ecirc;m amigos. 13% sofreram agress&atilde;o    verbal na escola e 4,3% f&iacute;sica, enquanto quase 9% ambas. Quase 80% negam    provocar, entretanto 1/4 provocam.    <br>   <b>CONCLUS&Otilde;ES</b>: Os resultados voltam-se ao desenvolvimento de estrat&eacute;gias    defensivas aos ataques, motivando a autoestima e sentimento de igualdade aos    demais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Unitermos</b>:    Bullying. Adolescente. Gagueira. Institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas.</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>PURPOSE</b>:    To describe bullying in stuttering patients/students, their socio-demographic    variables, family relationships, characterization and feelings of violence at    school and characteristics by local, practitioners and target.    <br>   <b>METHODS</b>: 23 participants, aged 10-17, male and female, with stuttering    diagnosis, followed by specialized clinic at the Universidade Federal do Rio    de Janeiro were analyzed. Patients with behavior alterations or understanding    and cognition disorders or without regular attendance were excluded.    <br>   <b>RESULTS</b>: Around 40% of the patients informed that they are well treated    by the colleagues; 34.8% reported feel rejected and 29.16% suffer at school.    More than 80% have good relationship with parents and more than 70% live with    them. 34.8% failed. 13% witnessed aggression at home, 8.7% saw colleagues with    stylet at school and 4.3% firearm. 40% suffered threat of physical violence    outside the classroom, nearly 80% avenged the aggressors. 78.3% are skeptical    of violence resolution. Just over a quarter proved bullied. A fifth reported    having no special friend and 13% feel well with 2 or 3, while 4.3% don't have    friends. 13% suffered verbal aggression in school and 4.3% physical, almost    9% both. Almost 80% deny having teased others, while a fourth tease.    <br>   <b>CONCLUSIONS</b>: The results turn to the development of defensive strategies    to attacks, encouraging self-esteem and sense of equality to others.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>:    Bullying. Adolescent. Stuttering. Schools.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Bullying</i>    &eacute; um termo do ingl&ecirc;s de dif&iacute;cil tradu&ccedil;&atilde;o para    a l&iacute;ngua portuguesa. Ele pode englobar todas as formas de atitudes agressivas,    intencionais e repetidas, que acontecem sem motiva&ccedil;&atilde;o aparente,    realizadas por um ou mais sujeitos contra outro(s) e executadas com a desigualdade    de poder, causando sofrimento<sup>1,2</sup>. Assim, atos repetidos entre iguais    e o desequil&iacute;brio de poder s&atilde;o essenciais em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; flu&ecirc;ncia para tornarem poss&iacute;vel a intimida&ccedil;&atilde;o    da v&iacute;tima e conceituar o <i>bullying</i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao se importar    o termo <i>bullying</i> da l&iacute;ngua inglesa para traduzi-lo no Brasil,    corre-se o risco de associ&aacute;-lo &agrave;s demais &aacute;reas em que se    estuda a viol&ecirc;ncia no pa&iacute;s, vulgarizando-o, entendendo-o como rotineiro    e banalizando pesquisas relevantes. Por isso a proposta de aplica&ccedil;&atilde;o    do termo em ingl&ecirc;s, a fim de delimitar melhor o conceito que deseja exprimir<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O <i>bullying</i>,    que pode ser verbal, f&iacute;sico e material, psicol&oacute;gico e moral, sexual    e virtual<sup>4</sup>, constitui-se de comportamentos agressivos, diretos ou    indiretos, resultando em isolamento social e exclus&atilde;o de um determinado    grupo e de modo intencional. Da pr&aacute;tica direta, sabe-se que ocorre por    meio de agress&otilde;es f&iacute;sicas, e da forma indireta, acontece por meio    das agress&otilde;es verbais. Contudo, quaisquer das a&ccedil;&otilde;es devem    estar associadas necessariamente ao comportamento agressivo e inten&ccedil;&atilde;o    de dano, al&eacute;m de ser ato repetido durante um tempo ou muito tempo para    caracterizar a pr&aacute;tica de <i>bullying</i>. Al&eacute;m disso, deve tamb&eacute;m    estar presente o desequil&iacute;brio de for&ccedil;as entre o agressor e o    provocado<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escola &eacute;    considerada um local em que o <i>bullying</i> ocorre com muita frequ&ecirc;ncia.    Um estudante &eacute; considerado como v&iacute;tima de <i>bullying</i> quando    &eacute; exposto, repetidamente e durante um tempo prolongado, a a&ccedil;&otilde;es    negativas de um ou mais estudantes. A pr&aacute;tica &eacute; caracterizada    pela repetitividade de a&ccedil;&atilde;o e pela assimetria de for&ccedil;as.    Apesar de todos os alunos serem suscet&iacute;veis ao ass&eacute;dio moral,    o aluno com dificuldades &eacute; mais suscet&iacute;vel<sup>5-8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; exemplos    na literatura de comportamentos de<i> bullying</i> descritos quando os grupos    minorit&aacute;rios s&atilde;o mais propensos ou vulner&aacute;veis &agrave;    intimida&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup>. Assim, desses grupos considerados de    maior vulnerabilidade &agrave; incid&ecirc;ncia do <i>bullying</i>, est&atilde;o    os de crian&ccedil;as e adolescentes com transtornos de linguagem<sup>10</sup>.    Crian&ccedil;as que apresentam comprometimentos de linguagem na inf&acirc;ncia    tendem a ter mais problemas comportamentais e, tamb&eacute;m, comprometimentos    sociais, podendo ser alvo de <i>bullying</i> ou ser socialmente exclu&iacute;das<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudantes com    gagueira costumam ser alvo comum de <i>bullying</i>. A gagueira &eacute; um    transtorno de flu&ecirc;ncia de in&iacute;cio na inf&acirc;ncia, que se traduz    por desordem na flu&ecirc;ncia e no padr&atilde;o temporal da fala. Caracteriza-se    por sinais frequentes de repeti&ccedil;&atilde;o de sons ou s&iacute;labas,    prolongamentos consonantais e/ou voc&aacute;licos, interrup&ccedil;&otilde;es    de palavras, bloqueios aud&iacute;veis ou silenciosos, repeti&ccedil;&atilde;o    de palavras monossil&aacute;bicas, circunlocu&ccedil;&otilde;es e tens&atilde;o    mental e/ou f&iacute;sica excessiva ao se pronunciar uma palavra, assim como    longas pausas<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Adolescentes que    gaguejam sofrem impacto at&eacute; a idade adulta, tanto no aspecto f&iacute;sico,    emocional e da personalidade<sup>13</sup>. Considera-se que o <i>bullying </i>promova    efeito cascata sobre a gagueira, o que pode agrav&aacute;-la em todos os n&iacute;veis,    inclusive no das emo&ccedil;&otilde;es negativas e ser impedimento dos avan&ccedil;os    terap&ecirc;uticos. Em pesquisa que comparou dois grupos, um com gagueira e    outro sem, com fins de investigar a autoestima, orienta&ccedil;&atilde;o para    a vida, satisfa&ccedil;&atilde;o com a pr&oacute;pria vida, e intimida&ccedil;&atilde;o,    por meio de auto-relato, a vitimiza&ccedil;&atilde;o foi mais de quatro vezes    maior do que no grupo controle. Significativos, tamb&eacute;m, foram os achados    de baixa autoestima e pouco otimismo muito superiores aos dos colegas que n&atilde;o    gaguejam<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo em vista    a escassez de literatura nacional sobre o assunto, bem como a exist&ecirc;ncia    de raras pesquisas e poucos dados sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre <i>bullying</i>    e os Transtornos da Flu&ecirc;ncia, este estudo mostra-se relevante, na medida    em que se prop&otilde;e a conhecer como tais fen&ocirc;menos se d&atilde;o na    cultura brasileira, em busca de poss&iacute;veis caminhos para amenizar as m&aacute;s    consequ&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo tem    por objetivo descrever o <i>bullying</i> em pacientes com gagueira e suas vari&aacute;veis,    a saber, a descri&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica dos estudantes avaliados,    as rela&ccedil;&otilde;es familiares, a caracteriza&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia    na escola, dos sentimentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia    na escola, e as caracter&iacute;sticas do <i>bullying</i> por local, praticantes    e alvo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta pesquisa foi    aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica do Instituto de Neurologia Deolindo    Couto/Universidade Federal do Rio de Janeiro (parecer 829.710/2014), de acordo    com as normas da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de    sobre pesquisa envolvendo seres humanos. Todos os respons&aacute;veis pelos    participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido concordando    com as normas do estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Popula&ccedil;&atilde;o    de estudo </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participaram deste    estudo 23 pacientes com gagueira e com idades entre 10 e 17 anos, de ambos os    sexos. As crian&ccedil;as e adolescentes foram inclu&iacute;dos nesta amostra    por estarem dentro da faixa et&aacute;ria, terem sido diagnosticados com gagueira    pelo Ambulat&oacute;rio especializado na &aacute;rea da Universidade Federal    do Rio de Janeiro, e continuarem frequentando-o na &eacute;poca da coleta de    dados. Todos eram atendidos uma vez por semana h&aacute; pelo menos tr&ecirc;s    meses, em atendimento individual ou de grupo e a fam&iacute;lia era orientada    mensalmente. Foram exclu&iacute;dos deste estudo pacientes com altera&ccedil;&otilde;es    significativas de comportamento ou pacientes com transtornos de compreens&atilde;o    e cogni&ccedil;&atilde;o e que n&atilde;o tivessem frequ&ecirc;ncia regular    aos atendimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Instrumento    de coleta de dados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O instrumento selecionado,    disposto na &iacute;ntegra logo ap&oacute;s o presente par&aacute;grafo, &eacute;    a vers&atilde;o em portugu&ecirc;s brasileiro<sup>15</sup> do question&aacute;rio    que se origina do "Modelo TMR (<i>Training and Mobility of Researchers</i>)",    criado como uma ferramenta a partir do question&aacute;rio original de Olweus<sup>6</sup>,    adaptado para pesquisa sobre <i>bullying</i> em ambiente escolar<sup>16</sup>.    O instrumento &eacute; composto por 40 quest&otilde;es fechadas, com v&aacute;rias    op&ccedil;&otilde;es de resposta cada uma (m&uacute;ltipla escolha), em fun&ccedil;&atilde;o    do tipo de pergunta. Para este estudo todas foram selecionadas. Elas envolvem    o <i>bullying</i> e as vari&aacute;veis como a descri&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica    dos estudantes avaliados, as rela&ccedil;&otilde;es familiares, a caracteriza&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia na escola, dos sentimentos em rela&ccedil;&atilde;o a viol&ecirc;ncia    na escola, e as caracter&iacute;sticas do <i>bullying</i> por local, praticantes    e alvo (<a href="/img/revistas/psicoped/v33n102/03q1.jpg">Quadro 1</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Coleta e an&aacute;lise    de dados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A coleta de dados    foi realizada por uma equipe de fonoaudi&oacute;logos previamente treinada pela    autora principal. Os question&aacute;rios foram aplicados individualmente, no    ambiente do Ambulat&oacute;rio de Flu&ecirc;ncia, em salas fechadas, com hor&aacute;rios    agendados. A leitura foi realizada pelo profissional que aplicava, a fim de    que esta vari&aacute;vel n&atilde;o interferisse nos resultados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com base nos dados    obtidos por meio de question&aacute;rios, foi efetuada uma an&aacute;lise descritiva    das caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas e de manifesta&ccedil;&otilde;es    do <i>bullying </i>na popula&ccedil;&atilde;o de estudo, por meio de distribui&ccedil;&atilde;o    de frequ&ecirc;ncias para as vari&aacute;veis categ&oacute;ricas e de tend&ecirc;ncia    central e dispers&atilde;o para as vari&aacute;veis cont&iacute;nuas. O programa    estat&iacute;stico utilizado foi SPSS vers&atilde;o 2.1.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram avaliados    23 adolescentes com gagueira. No que diz respeito &agrave; pergunta 28 do question&aacute;rio:    "Voc&ecirc; se sente rejeitado, exclu&iacute;do ou n&atilde;o aceito por seus    colegas de classe?", quase 35% afirmaram terem se sentido rejeitado &agrave;s    vezes e 65,2% relataram nunca terem se sentido rejeitado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; quest&atilde;o de n&uacute;mero 13: "Voc&ecirc; j&aacute; sofreu alguma    agress&atilde;o dentro da escola por parte de colegas?", os resultados foram:    13% para a op&ccedil;&atilde;o agress&atilde;o verbal, 4,3% para a f&iacute;sica,    8,7% para ambas e 73,9% para a negativa de ter sofrido agress&atilde;o dentro    da escola. Assim, 26% dos estudantes que gaguejam passam por algum tipo de sofrimento    no ambiente escolar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os demais resultados    ser&atilde;o expostos em quatro tabelas, divididas por categorias, para melhor    compreens&atilde;o. A <a href="/img/revistas/psicoped/v33n102/03t1.jpg">Tabela    1</a> sumariza aspectos sociodemogr&aacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o    do estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/psicoped/v33n102/03t2.jpg">Tabela    2</a> exp&otilde;e os resultados dos adolescentes com gagueira nas rela&ccedil;&otilde;es    familiares e redondezas, considerando distribui&ccedil;&atilde;o por cada op&ccedil;&atilde;o    de resposta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/psicoped/v33n102/03t3.jpg">Tabela    3</a> busca caracterizar a viol&ecirc;ncia na escola, considerando uso de armas,    drogas, poss&iacute;veis amea&ccedil;as, vingan&ccedil;as e puni&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tal qual exp&otilde;e    a <a href="/img/revistas/psicoped/v33n102/03t4.jpg">Tabela 4</a>, mais da metade    dos estudantes referiram sentirem-se muito bem na escola, mas parte referiu    medo de ir &agrave; escola.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observa-se que    as provoca&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sofridas na sala de aula e os alunos    conversam sobre o assunto com amigos. Outra particularidade &eacute; que a interven&ccedil;&atilde;o    a favor da v&iacute;tima &eacute; feita, em sua maioria, por um colega. A <a href="/img/revistas/psicoped/v33n102/03t5.jpg">Tabela    5</a> exp&otilde;e esses e outros dados que buscam caracterizar o <i>bullying</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta se&ccedil;&atilde;o    visa discutir os resultados &agrave; luz dos trabalhos nacionais e internacionais    sobre gagueira, sobre <i>bullying</i>, bem como a rela&ccedil;&atilde;o entre    ambos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Descri&ccedil;&atilde;o    sociodemogr&aacute;fica dos estudantes avaliados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No referido programa,    os familiares participam de reuni&otilde;es mensais com a coordena&ccedil;&atilde;o    e trimestrais com os estagi&aacute;rios que atendem diretamente aos seus filhos.    O alto percentual encontrado (mais de 80%) diz respeito ao bom relacionamento    com os pais e, pode, tamb&eacute;m, relacionar-se com os esclarecimentos sobre    flu&ecirc;ncia, disflu&ecirc;ncia, gagueira, comportamento, <i>bullying, </i>dentre    outros, que v&ecirc;m &agrave; luz nos encontros com as fam&iacute;lias. A terapia    fonoaudiol&oacute;gica n&atilde;o traz, isoladamente, aten&ccedil;&atilde;o    amorosa que familiares necessitam ter com crian&ccedil;as e adolescentes que    gaguejam, mas &eacute; por meio da ci&ecirc;ncia que as informa&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o acrescidas ao trabalho e a compreens&atilde;o, ao dia-a-dia das fam&iacute;lias    atendidas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados de pesquisas    anteriores s&atilde;o un&acirc;nimes em rela&ccedil;&atilde;o ao fator sexo    e gagueira: o masculino, quando comparado ao feminino, possui maior probabilidade    de apresentar gagueira<sup>17</sup> e varia em at&eacute; 5:1 em adolescentes    e adultos, resultados que sugerem nas mulheres haver uma tend&ecirc;ncia &agrave;    volunt&aacute;ria recupera&ccedil;&atilde;o da flu&ecirc;ncia, talvez pelo acesso    e uso &agrave; linguagem com maior facilidade, matura&ccedil;&atilde;o cerebral    mais &aacute;gil, exig&ecirc;ncias sociais relacionadas &agrave; fala menos    acirradas<sup>18,19</sup>. A gagueira &eacute; considerada um transtorno multifatorial    polig&ecirc;nico, ou seja, determinado por mais de um gene atuando em conjunto    de fatores ambientais<sup>17</sup> e com limiar diferenciado para o sexo. Tr&ecirc;s    hip&oacute;teses foram levantadas para explicar o porqu&ecirc; das mulheres    serem menos afetadas pela disflu&ecirc;ncia: (1) liga&ccedil;&atilde;o da gagueira    com o cromossomo X; (2) mulheres necessitariam de um maior n&uacute;mero de    genes para gagueira; (3) as mulheres demonstram menor sofrimento que pode estar    ligado a menor press&atilde;o social<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pediu-se, igualmente    aos jovens, que respondessem sobre a renda familiar, com o intuito de verificar    se havia alguma correla&ccedil;&atilde;o entre classe social e intimida&ccedil;&atilde;o,    j&aacute; que trabalhos revelam que v&iacute;timas de intimida&ccedil;&atilde;o    tendem a ter um baixo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico, bem como um baixo <i>status</i>    na escola<sup>21</sup>. A maioria da amostra tem renda familiar que corresponde    a 2 at&eacute; 3 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Apesar de o Ambulat&oacute;rio    de Flu&ecirc;ncia atender &agrave; popula&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de, foi alto o &iacute;ndice encontrado nesta faixa salarial do    question&aacute;rio, provavelmente por esta popula&ccedil;&atilde;o ter mais    acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    a morar com a fam&iacute;lia, mais de 70% residem com o pai e a m&atilde;e e    provavelmente reflete a escolha quanto &agrave; faixa et&aacute;ria dos pacientes    (10 a 17 anos), ainda dependente dos pais e morando com eles. Sendo que essa    mesma faixa percentual indicou pais morando juntos. Ao analisar o &iacute;ndice    de pais separados na popula&ccedil;&atilde;o da amostra, foram observados valores    discrepantes. Entre 2000 e 2010, os casados passaram de 54,8% para 55,4% e os    divorciados e separados judicialmente foram de 4,6% para 5%<sup>22</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com o    Relat&oacute;rio de Monitoramento da Educa&ccedil;&atilde;o para Todos<sup>23</sup>,    o &iacute;ndice de reprova&ccedil;&atilde;o no Ensino Fundamental no Brasil    &eacute; de 18,7%, o maior de todo o mundo. Ainda assim &eacute; menor do que    o das crian&ccedil;as e adolescentes do Ambulat&oacute;rio de Flu&ecirc;ncia    da UFRJ, quase o dobro, mostrando que os transtornos de flu&ecirc;ncia impactam    o aprendizado formal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Rela&ccedil;&otilde;es    familiares</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Orienta&ccedil;&otilde;es    fazem da fam&iacute;lia o agente multiplicador das informa&ccedil;&otilde;es    e orienta&ccedil;&otilde;es recebidas<sup>24</sup>. Tal hip&oacute;tese parece    ter sido corroborada na presente pesquisa. Os resultados apontam que a inser&ccedil;&atilde;o    da orienta&ccedil;&atilde;o familiar em encontros sistem&aacute;ticos no planejamento    terap&ecirc;utico de flu&ecirc;ncia, se poss&iacute;vel, associado &agrave;    terapia fonoaudiol&oacute;gica, influenciam diretamente a atitude dos pais com    rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fala da crian&ccedil;a. Indicam, ainda, que os    pais devem ser participantes do processo terap&ecirc;utico fonoaudiol&oacute;gico,    pois n&atilde;o se pode fragmentar a participa&ccedil;&atilde;o familiar do    trabalho terap&ecirc;utico, visto que ambos convivem com os eventos ambientais    alimentadores da disflu&ecirc;ncia, e podem auxiliar junto &agrave; transfer&ecirc;ncia    e manuten&ccedil;&atilde;o da flu&ecirc;ncia em outros ambientes extra-ambulat&oacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conforme o II Levantamento    Nacional de &Aacute;lcool e Drogas<sup>25</sup>, esse percentual no pa&iacute;s    &eacute; de 11,7% milh&otilde;es de pessoas como dependentes de &aacute;lcool.    Mundialmente, a depend&ecirc;ncia ao &aacute;lcool &eacute; estimada entre 10%    a 15% da popula&ccedil;&atilde;o. Tal resultado &eacute; de extrema relev&acirc;ncia,    se comparado a esta pesquisa, revelando cerca de um ter&ccedil;o dos membros    da fam&iacute;lia das crian&ccedil;as e adolescentes que gaguejam usam &aacute;lcool    regularmente. O estudo relatou, ainda, que o <i>bullying</i> &eacute; um dos    fatores mais comuns associados aos transtornos de conduta, assim como o sexo,    o n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico, o uso de bebida alco&oacute;lica, uso/abuso    de drogas il&iacute;citas e a depress&atilde;o. Observou-se nesta amostra o    &iacute;ndice de 13% de agress&atilde;o no lar, mais do que o dobro dos brasileiros    que responderam ter sido v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica em    2012 (6%). Em 3% destes casos, o parceiro que cometeu a agress&atilde;o havia    bebido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Caracter&iacute;sticas    da viol&ecirc;ncia na escola</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A seguir, foram    descritos os dados da viv&ecirc;ncia dos participantes da pesquisa com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; viol&ecirc;ncia na escola. Foram criadas duas tabelas para as descri&ccedil;&otilde;es    encontradas, a primeira (<a href="/img/revistas/psicoped/v33n102/03t3.jpg">Tabela    3</a>) caracteriza a viol&ecirc;ncia, enquanto a segunda (<a href="/img/revistas/psicoped/v33n102/03t4.jpg">Tabela    4</a>) trata dos sentimentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia    escolar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="/img/revistas/psicoped/v33n102/03t3.jpg">Tabela    3</a>, tem-se que 8,7% presenciaram a entrada de estilete na escola por meio    de colegas. Comparando-se a pesquisa com adolescentes brasileiros em risco social<sup>15</sup>,    com outra, com adolescentes brasileiros sem risco aparente<sup>26</sup>, encontrou-se    na primeira que 63,6% presenciaram o fato, enquanto na segunda apenas 35% dos    alunos que viram algum tipo de arma, mas em sua maioria as mais vistas foram    o canivete e a faca, que t&ecirc;m caracter&iacute;sticas de f&aacute;cil acesso,    semelhantes ao estilete. Quanto &agrave; arma de fogo exclusivamente, 4,3% dos    estudantes que gaguejam da atual pesquisa j&aacute; presenciaram, n&uacute;mero    bem inferior &agrave;quele do trabalho com adolescentes de risco na Bahia, contra    84,2%<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estilete e sua    semelhan&ccedil;a com a fun&ccedil;&atilde;o "extra-arma", bem como a faca e    o canivete, d&aacute;-se por pressupor ter um alto percentual por conta de aquisi&ccedil;&atilde;o    mais facilitada, de valor mais barato, por poder ser disfar&ccedil;ado com maior    facilidade, bem como pela possibilidade de passar como um utens&iacute;lio para    demais usos<sup>26</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Colocar-se em lugar    do diretor foi uma das quest&otilde;es sugeridas no question&aacute;rio. Do    grupo avaliado, cerca de um ter&ccedil;o sinalizou como recurso para evitar    a viol&ecirc;ncia o uso de c&acirc;meras, vigil&acirc;ncia na escola, revista    de alunos e ronda escolar, enquanto em outra pesquisa nacional com adolescentes    socialmente vulner&aacute;veis foi encontrado um percentual maior, de 41,7%<sup>15</sup>.    Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; suspens&atilde;o e &agrave; expuls&atilde;o    como formas de solucionar o <i>bullying</i>, os valores dos adolescentes com    gagueira foram similares ao encontrado na pesquisa com os jovens de &aacute;reas    de risco. Assim sendo, ao se colocar no lugar do diretor, a suspens&atilde;o    foi a &uacute;ltima escolha que o aluno que gagueja deseja que aconte&ccedil;a.    No entanto, quando estabelecida a agress&atilde;o a um colega, essa &eacute;    a op&ccedil;&atilde;o de pouco mais da metade dos jovens.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Houve respostas    que se mostraram conflitantes entre si. Entre os entrevistados, quase 40% dos    adolescentes referem a experi&ecirc;ncia de terem sofrido amea&ccedil;a de viol&ecirc;ncia    f&iacute;sica fora da sala de aula; contudo, nesse mesmo universo, quase o dobro    dos jovens revelou ter se vingado dos agressores. Pode ter havido um constrangimento    na resposta de se colocar v&iacute;tima, o que &eacute; uma limita&ccedil;&atilde;o    do instrumento e, consequentemente, do estudo. Mas se quase 80% dos entrevistados    reagiram, &eacute; porque em algum momento sofreram viol&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que diz respeito    &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o dos alunos sobre    as poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es para o problema do <i>bullying</i>,    os dados revelam que 78,3% est&atilde;o descrentes que tenham resolu&ccedil;&otilde;es    &agrave;s pr&aacute;ticas de viol&ecirc;ncia na escola, somente 21,7% acreditam    ter uma maneira de solucionar a quest&atilde;o. Esses valores parecem estar    em desarmonia com um estudo realizado com jovens socialmente vulner&aacute;veis,    que encontrou 71,5% para o sim &agrave; cren&ccedil;a da solu&ccedil;&atilde;o,    enquanto 28,5% estavam descrentes<sup>15</sup>. O sentimento de impot&ecirc;ncia,    retratado por e encontrado nos percentuais do question&aacute;rio de <i>bullying</i>    na pesquisa com estudantes que gaguejam, parece remeter &agrave; banaliza&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia na escola, com o alto grau nos n&iacute;veis de descren&ccedil;a<sup>27</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o    dos sentimentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia na escola</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No presente trabalho,    pouco mais de um quarto da amostra de adolescentes com gagueira revelou ser    v&iacute;tima de <i>bullying. </i>Considerando as intimida&ccedil;&otilde;es    realizadas de forma cont&iacute;nua, na popula&ccedil;&atilde;o de escolares    como um todo, tal &iacute;ndice &eacute; proporcional a 5,4%<sup>22</sup>. Diversas    pesquisas apontam um aumento no percentual de <i>bullying </i>em crian&ccedil;as    que gaguejam quando estas s&atilde;o comparadas com seus pares fluentes. H&aacute;    pesquisas que revelam que de 49% a 58% dos estudantes do ensino fundamental    sofrem <i>bullying</i>. Essa incid&ecirc;ncia para crian&ccedil;as que gaguejam    aumenta e chega a 81%<sup>28</sup>. Baseado em dados de auto-relato com 28 crian&ccedil;as    que gaguejam, constatou-se que 57% foram intimidadas sobre a gagueira, e 81%    ficaram chateadas com as intimida&ccedil;&otilde;es<sup>28</sup>. Em an&aacute;lise    comparativa realizada com crian&ccedil;as que gaguejam e seus pares fluentes,    foi observado que as crian&ccedil;as com gagueira tinham tr&ecirc;s vezes mais    chances de sofrer <i>bullying </i>e foram identificadas por seus pares como    pessoas com baixo status social<sup>29</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi baixo o percentual    dos que revelaram ter medo, neste estudo, seja de colegas ou de professores.    Nem sempre &eacute; poss&iacute;vel a identifica&ccedil;&atilde;o de um padr&atilde;o    da rela&ccedil;&atilde;o dos alunos e professores como sendo tensa ou tranquila.    Em uma pesquisa com 38 entrevistados em escolas em &aacute;reas com altos &iacute;ndices    de viol&ecirc;ncia em SP, 21 consideraram que o relacionamento entre professores    e alunos &eacute; bom, enquanto 17 afirmaram que os professores s&atilde;o desrespeitados<sup>30</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Iacute;ndices    alarmantes no presente trabalho foram vistos em rela&ccedil;&atilde;o ao sentimento    junto aos colegas. Apesar de mais da metade responder que tem amigos &iacute;ntimos,    somente cerca de 40% relataram que s&atilde;o muito bem tratados por seus colegas,    um ter&ccedil;o da amostra se sentia rejeitada, exclu&iacute;da ou n&atilde;o    aceita pelos mesmos. Um quinto dos adolescentes com gagueira entrevistados relatou    n&atilde;o ter nenhum amigo em especial e 13% sentia-se bem com 2 ou 3 amigos    somente, enquanto 4,3% assumiram praticamente n&atilde;o ter amigos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O <i>bullying</i>    indireto (xingar, colocar apelidos), que se distingue do direto (bater e amea&ccedil;ar),    parece ser o mais encontrado e, ao se levantar estudos em v&aacute;rios pa&iacute;ses,    os &iacute;ndices desse tipo de ocorr&ecirc;ncia variam entre 34% e 61%<sup>31</sup>.    O presente trabalho apresentou percentuais menores. Tal fato pode ter sucedido    por estarem todos os 23 estudantes em atendimento cl&iacute;nico fonoaudiol&oacute;gico,    h&aacute;, no m&iacute;nimo, tr&ecirc;s meses. Considerando que, para haver    <i>bullying </i>&eacute; indispens&aacute;vel que haja tanto aquele que o pratica,    quanto o que sofre e assimila a provoca&ccedil;&atilde;o por um per&iacute;odo    prolongado, pode-se supor que o fato de estarem em acompanhamento lhes fortale&ccedil;a,    deixando-os menos atingidos por provoca&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Caracter&iacute;sticas    do bullying por local, praticantes e alvo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A agress&atilde;o    verbal dentro da escola foi sofrida por 13% e somente a f&iacute;sica por 4,3%,    enquanto quase 9% sofreram ambas as agress&otilde;es, verbal e f&iacute;sica.    Autores alertam que comportamentos sem adequa&ccedil;&atilde;o que configuram    menor gravidade, tais como mentir, faltar nas aulas sem justificativas, enganar,    furtar objetos de pouco valor, precedem comportamentos mais graves, como brigas    com uso de armas e assaltos, dentre outros<sup>32</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para saber a raz&atilde;o    do estudante que gagueja intimidar ou maltratar algum de seus colegas, a pergunta    foi realizada com respostas de quase 80% negando que provoquem algu&eacute;m,    mas quase um quarto da amostra relata repetir o ato que sofre, sendo que menos    de 5% justificam dizendo que a raz&atilde;o &eacute; a do colega se apresentar    mais fraco e diferente dele mesmo. O agredido se tornar agressor foi um fen&ocirc;meno    relatado em pesquisas anteriores<sup>33</sup>, e em algumas, chegou-se &agrave;    propor&ccedil;&atilde;o de 10% a 20% das pessoas que s&atilde;o maltratadas    tamb&eacute;m s&atilde;o provocadores de <i>bullying</i><sup>34</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o    ao local da escola em que s&atilde;o provocados, verificou-se que a viol&ecirc;ncia    ocorre em espa&ccedil;os diversificados da escola, enquanto no Brasil foi encontrada    a percentagem de 60,2% afirmando que &eacute; frequente que ocorra dentro da    sala de aula<sup>35</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na quest&atilde;o    respondida quanto &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o das viol&ecirc;ncias sofridas,    poucos relataram falar com seus pais e um pouco mais com os colegas. De qualquer    forma, o n&uacute;mero &eacute; incipiente. Parece haver dificuldade dos alunos    que sofrem <i>bullying</i> na escola em contar aos pais a respeito do seu sofrimento,    fazendo assim crescer o fantasma no entorno ao fen&ocirc;meno. Em pesquisa realizada    com escolares sem queixa no sul do Brasil, dos que disseram ser alvo de <i>bullying</i>,    41,6% relataram que n&atilde;o solicitaram aux&iacute;lio de nenhum colega,    professor ou membro da fam&iacute;lia, mas a maioria recorreu a algu&eacute;m<sup>35</sup>.    Tais n&uacute;meros s&atilde;o bem superiores &agrave;queles encontrados na    presente amostra, que demonstra maior vulnerabilidade e menos rea&ccedil;&atilde;o    pela dificuldade de comunica&ccedil;&atilde;o apresentada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fonoaudi&oacute;logos    precisam estar atentos ao fato da intimida&ccedil;&atilde;o que a crian&ccedil;a    pode estar sofrendo, porque muitas vezes ele &eacute; o adulto para quem o estudante    com gagueira poder&aacute; contar o que est&aacute; acontecendo na escola. Em    resumo, sublinha-se que a coopera&ccedil;&atilde;o, no caso de compartilhar    o sentimento de intimida&ccedil;&atilde;o, de toda forma, est&aacute; mais presente    do que a in&eacute;rcia e a indiferen&ccedil;a<sup>36</sup>. A escola tem um    papel fundamental e j&aacute; h&aacute; programas que apontam na dire&ccedil;&atilde;o    de interven&ccedil;&otilde;es de sucesso com esse p&uacute;blico<sup>37-40</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O fen&ocirc;meno    do <i>bullying</i> &eacute; atualmente divulgado na m&iacute;dia, mas n&atilde;o    parece ser ainda compreendido por todos, mesmo os que sofrem, levando &agrave;    conclus&atilde;o de que a percep&ccedil;&atilde;o dos estudantes acerca da ocorr&ecirc;ncia    do <i>bullying</i> parece ser algo distinto do seu sofrimento di&aacute;rio,    incompat&iacute;vel com a queixa trazida para o Ambulat&oacute;rio de Flu&ecirc;ncia    ainda na anamnese.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas inconsist&ecirc;ncias    foram encontradas nas respostas do question&aacute;rio. Apesar de muitos adolescentes    relatarem n&atilde;o serem provocados, talvez para se protegerem, os pr&oacute;prios    apresentam um alto percentual de "vingan&ccedil;a", justamente pelo fato de    terem sido agredidos. Outro ponto relevante &eacute; o fato de todos os participantes    da amostra serem atendidos na cl&iacute;nica, diferente das demais pesquisas    com esse tipo de popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para que seja considerado    <i>bullying</i>, &eacute; necess&aacute;ria a presen&ccedil;a tanto do que provoca,    quanto do que se deixa provocar. Mesmo que a intimida&ccedil;&atilde;o seja    constante, se o sujeito se encontra fortalecido, ele se deixa atingir menos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para o conhecimento    do motivo pelo qual o estudante que gagueja intimida ou maltrata algum de seus    colegas e apesar da grande maioria negar a provoca&ccedil;&atilde;o, o fato    de repetir o ato do sofrimento foi achado em percentual elevado e o de ser mais    fraco e diferente dele mesmo tamb&eacute;m foi marcado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A necessidade de    amplia&ccedil;&atilde;o de pesquisa de maior abrang&ecirc;ncia de faixa et&aacute;ria,    bem como mais orienta&ccedil;&otilde;es &agrave;s escolas sobre gagueira e <i>bullying</i>    devem ser postos em pr&aacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando o    enorme impacto das agress&otilde;es sobre a vida de uma crian&ccedil;a em forma&ccedil;&atilde;o,    o conhecimento mais aprofundado do tema poder&aacute; servir como ferramenta    de enfrentamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados esperados    a partir deste estudo voltam-se ao desenvolvimento de estrat&eacute;gias de    defesa face aos ataques de <i>bullying</i>, possibilitando lan&ccedil;ar luzes    sobre o embate das dificuldades, motivando a ascens&atilde;o da autoestima para    melhor lidar com a exposi&ccedil;&atilde;o constante que a vida em sociedade    exige e, por fim, possibilitar que o indiv&iacute;duo se sinta em rela&ccedil;&atilde;o    de igualdade com as outras crian&ccedil;as.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Klein J, Cornell    D, Konold T. Relationships between bullying, school climate, and student risk    behaviors. Sch Psychol Q. 2012; 27(3):154-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383395&pid=S0103-8486201600030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Soares AF, Varella    LHB. Responsabilidade civil pelo bullying. Rev Perquirere. 2013; 10(1):63-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383397&pid=S0103-8486201600030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Medeiros AVM.    O fen&ocirc;meno bullying: (in) defini&ccedil;&otilde;es do termo e suas possibilidades    [Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado]. Goi&acirc;nia: Universidade Federal    de Goi&aacute;s, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais; 2012. 112p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383399&pid=S0103-8486201600030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Espelage DL,    Polanin JR, Low SK. Teacher and staff perceptions of school environment as predictors    of student aggression, victimization, and willingness to intervene in bullying    situations. Sch Psychol Q. 2014;29(3):287-305.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383401&pid=S0103-8486201600030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. O'Brennan LM,    Waasdorp TE, Pas ET, Bradshaw CP. Peer victimization and social-emotional functioning:    a longitudinal comparison of students in general and special education. Remedial    and Special Education. 2015;36:275-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383403&pid=S0103-8486201600030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Kokinnos CM,    Antoniadou N. Bullying and victimization experiences in elementary school students    nominated by their teachers for specific learning disabilities. School Psychol    Int. 2013;34:674-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383405&pid=S0103-8486201600030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Blood GW, Blood    IM. Psychological health and coping strategies of adolescents with chronic stuttering.    J Child Adolesc Behav. 2015;3:194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383407&pid=S0103-8486201600030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Wimmer S. Views    on gender differences in bullying in relation to language and gender role socialization.    Griffith Working Papers in Pragmatics and Intercultural Communication. 2009;2(1):18-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383409&pid=S0103-8486201600030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Dell CA, Kilty    JM. The creation of the expected Aboriginal woman drug offender in Canada: exploring    relations between victimization, punishment, and cultural identity. Int Rev    Vict. 2012;19(1):1-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383411&pid=S0103-8486201600030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Taylor J. The    bully questions. New Times for Division for Learning Disabilities. 2012; 30(1):1-2,    5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383413&pid=S0103-8486201600030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Beitchman J,    Brownlie E. Language development and its impact on children's psychosocial and    emotional development. In: Rvachew S, ed. Language development and literacy.    2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383415&pid=S0103-8486201600030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. American Psychiatric    Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 4th ed.    Washington: American Psychiatric Association; 2013,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383417&pid=S0103-8486201600030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Erickson S,    Block S. The social and communication impact of stuttering on adolescents and    their families. J Fluency Disorders. 2013;38(4);311-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383419&pid=S0103-8486201600030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Blood GW, Blood    IM, Tramontana GM, Sylvia AJ, Boyle MP, Motzko GR. Self reported experience    of bullying of students who stutter: relations with life satisfaction, life    orientation, and self esteem. Percept Mot Skills. 2011;113(2):353-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383421&pid=S0103-8486201600030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. De Aquino CRB.    Acosso escolar, viol&ecirc;ncia entre iguais, alunos versus alunos em 4 escolas    municipais de Salvador, Bahia, Brasil [Tese de Doutorado]. Salamanca: Universidade    de Salamanca, Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o, Departamento de Teoria e    Hist&oacute;ria da Educa&ccedil;&atilde;o; 2010. 330p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383423&pid=S0103-8486201600030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Ortega R, Mora-Merchan    J, Ortega R, Mora-Merch&aacute;n JA, Singer M, Smith PK, et al. The general    survey questionnaires and nomination methods concerning bullying. Final report    presented at IV Meeting of TMR project: Nature and Prevention of Bullying and    Social Exclusion. Munich; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383425&pid=S0103-8486201600030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Nogueira PR,    Oliveira CMC, Giacheti CM, Moretti-Ferreira D. Familial persistent developmental    stuttering: disfluencies and prevalence. Rev CEFAC. 2015;17(5):1441-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383427&pid=S0103-8486201600030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Chang SE, Kenney    MK, Loucks TM, Ludlow CL. Brain activation abnormalities during speech and non-speech    in stuttering speakers. Neuroimage. 2009;46(1):201-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383429&pid=S0103-8486201600030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. McAllister    J, Collier J, Shepstone L. The impact of adolescent stuttering on educational    and employment outcomes: evidence from a birth cohort study. J Fluency Disord.    2012;37(2):106-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383431&pid=S0103-8486201600030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Merlo S. Hesita&ccedil;&otilde;es    na fala semi-espont&acirc;nea: an&aacute;lise por s&eacute;ries temporais. [Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383433&pid=S0103-8486201600030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Ybarra ML,    Espelage DL, Mitchell KJ. Differentiating youth who are bullied from other victims    of peer-aggression: the importance of differential power and repetition. J Adolesc    Health. 2014;55(2):293-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383435&pid=S0103-8486201600030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Malta DC, Silva    MAI, Mello FCM, Monteiro RA, Sardinha LMV, Crespo C, et al. Bullying nas escolas    brasileiras: resultados da Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de do Escolar (PeNSE),    2009. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2010;15(supl. 2): 3065-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383437&pid=S0103-8486201600030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. United Nations    Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO). Relat&oacute;rio    de Monitoramento da Educa&ccedil;&atilde;o para Todos pela ONU para a Educa&ccedil;&atilde;o,    a Ci&ecirc;ncia e a Cultura. Sector for External Relations and Public Information    of UNESCO, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383439&pid=S0103-8486201600030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Oliveira CMC,    Yasunaga CN, Sebasti&atilde;o LT, Nascimento EN. Orienta&ccedil;&atilde;o familiar    e seus efeitos na gagueira infantil. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2010;15(1):115-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383441&pid=S0103-8486201600030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Cruzeiro ALS,    Silva RA, Horta BL, Souza LDM, Faria AD, Pinheiro RT, et al. Prevale</font><font size="2">&#770;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ncia    e fatores associados ao transtorno da conduta entre adolescentes: um estudo    de base populacional. Cad Sau</font><font size="2">&#769;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">de    Pu</font><font size="2">&#769;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">blica.    2008;24(9): 2013-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383443&pid=S0103-8486201600030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Abramovay M,    Castro MG. Juventude, Juventudes: o que une e o que separa. Brasi</font><font size="2">&#769;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">lia:    UNESCO; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383445&pid=S0103-8486201600030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. Hazler RJ.    Breaking the cycle of violence: interventions for bullying and victimization.    Washington: Accelerated Development; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383447&pid=S0103-8486201600030000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28. Langevin M,    Prasad NG. A stuttering education and bullying awareness and prevention resource:    a feasibility study. Lang Speech Hear Serv Sch. 2012;43(3):344-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383449&pid=S0103-8486201600030000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">29. Davis S, Howell    P, Cooke F. Sociodynamic relationships between children who stutter and their    non-stuttering classmates. J Child Psychol Psychiatry. 2002;43(7):939-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383451&pid=S0103-8486201600030000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">30. Ruotti C, Alves    R, Cubas V. Viol&ecirc;ncia na escola: um guia para pais e professores. S&atilde;o    Paulo: ANDHEP: imprensa oficial do Estado de S&atilde;o Paulo; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383453&pid=S0103-8486201600030000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">31. Blood GW, Boyle    MP, Blood IM, Nalesnik GR. Bullying in children who stutter: speech-language    pathologists' perceptions and intervention strategies. J Fluency Disord. 2010;35(2):92-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383455&pid=S0103-8486201600030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">32. Bordin IAS.    Fatores de risco para comportamento anti-social na adolesc&ecirc;ncia e in&iacute;cio    da vida adulta [Tese de Doutorado]. S&atilde;o Paulo: Escola Paulista de Medicina,    Universidade Federal de S&atilde;o Paulo; 1996 Apud Cruzeiro ALS,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383457&pid=S0103-8486201600030000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Silva RA,    Horta BL, Souza LDM, Faria AD, Pinheiro RT, et al. Prevale</font><font size="2">&#770;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ncia    e fatores associados ao transtorno da conduta entre adolescentes: um estudo    de base populacional. Cad Sau</font><font size="2">&#769;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">de    Pu</font><font size="2">&#769;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">blica.    2008;24(9):2013-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383458&pid=S0103-8486201600030000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">33. Centro de Estudos    Judici&aacute;rios. O bullying e as novas formas de viol&ecirc;ncia entre os    jovens: indisciplina e delitos em ambiente escolar. Lisboa: Centro de Estudos    Judici&aacute;rios; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383460&pid=S0103-8486201600030000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">34. Olweus D. Peer    harassment: a critical analysis and some important issues. In: Juvonen J, Graham    S, eds. Peer harassment in school: the plight of the vulnerable and victimized.    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Bullying in adolescents who stutter: communicative competence and self-esteem.    Contem Issues Commun Science Disord. 2004;31:69-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383466&pid=S0103-8486201600030000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">37. Nippold MA,    Packman A. Managing stuttering beyond the preschool years. Lang Speech Hear    Serv Sch. 2012;43(3):338-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383468&pid=S0103-8486201600030000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">38. Hughes S. Bullying:    what speech-language pathologists should know. Lang Speech Hear Serv Sch. 2014;45(1):3-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383470&pid=S0103-8486201600030000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">39. Plexico L,    Plumb A, Beacham J. Teacher knowledge and perceptions of stuttering and bullying    in school-age children. Perspectives Fluency and Fluency Disord. 2013;23(2):39-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383472&pid=S0103-8486201600030000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">40. Cook S, Howell    P. Bullying in children and teenagers who stutter and the relation to self-esteem,    social acceptance, and anxiety. Perspectives Fluency and Fluency Disord. 2014;24(2):46-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4383474&pid=S0103-8486201600030000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#top" name="corresp"><img src="/img/revistas/psicoped/v33n102/seta.jpg" border="0"></a>    <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>:    <br>   Leila Coelho Nagib    <br>   Rua Muiatuca, 94 - Ilha do Governador    <br>   Rio de Janeiro, RJ, Brasil - CEP 21921-680    <br>   E-mail: <a href="mailto:leilanagib.ufrj@gmail.com">leilanagib.ufrj@gmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido:    12/8/2016    <br>   Aprovado: 17/10/2016</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trabalho realizado    no Curso de Fonoaudiologia, Faculdade de Medicina da Universidade Federal do    Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</font></p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[Klein]]></surname>
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<surname><![CDATA[Cornell]]></surname>
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<surname><![CDATA[Konold]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relationships between bullying, school climate, and student risk behaviors]]></article-title>
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<year>2012</year>
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