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<journal-title><![CDATA[Revista Psicopedagogia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Das provas operatórias à construção de estruturas cognitivas: um estudo de caso em psicopedagogia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[From operational tests to the cognitive structures construction: A case study in Psychopedagogy]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper presents a case study focused in the operational tests of Jean Piaget used in a psychopedagogical evaluation of a 9-years-old child. The analysis of the operational tests showed that the young boy exhibited a slower reasoning rhythm compared to the average. Therefore, we presented psychopedagogical intervention proposals, which were based on Jean Piaget and Vygotsky theories, aiming to contribute to the development process of the reasoning logical of individuals who exhibit learning disabilities, as occurs to the person evaluated in this study.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Raciocínio]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Psychopedagogical Practice]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ESTUDO    DE CASO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Das    provas operat&oacute;rias &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de estruturas cognitivas:    um estudo de caso em psicopedagogia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>From operational    tests to the cognitive structures construction: A case study in Psychopedagogy</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ana Paula Arag&atilde;o    de Moraes</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Graduada em Pedagogia    e p&oacute;s-graduada em Psicopedagogia Cl&iacute;nica e Institucional, Faculdade    Metodista Granbery, Juiz de Fora, MG, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#corresp">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo apresenta    um estudo de caso com foco nas provas operat&oacute;rias de Jean Piaget utilizadas    numa avalia&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica com uma crian&ccedil;a de    9 anos. A an&aacute;lise das provas operat&oacute;rias apontou que ela apresentava    um ritmo de desenvolvimento do racioc&iacute;nio mais lento do que a m&eacute;dia.    Apresentamos, ent&atilde;o, propostas de interven&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica,    que tiveram por base as teorias de Jean Piaget e de Vygotsky, visando contribuir    no processo de desenvolvimento do pensamento l&oacute;gico de sujeitos que apresentam    dificuldades para aprender, como &eacute; o caso do sujeito avaliado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Unitermos</b>:    Racioc&iacute;nio. Opera&ccedil;&otilde;es Mentais. Provas Operat&oacute;rias.    Pr&aacute;tica Psicopedag&oacute;gica.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This paper presents    a case study focused in the operational tests of Jean Piaget used in a psychopedagogical    evaluation of a 9-years-old child. The analysis of the operational tests showed    that the young boy exhibited a slower reasoning rhythm compared to the average.    Therefore, we presented psychopedagogical intervention proposals, which were    based on Jean Piaget and Vygotsky theories, aiming to contribute to the development    process of the reasoning logical of individuals who exhibit learning disabilities,    as occurs to the person evaluated in this study.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>:    Reasoning. Mental Operations. Operational Tests. Psychopedagogical Practice.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo refere-se    ao estudo de caso de um menino com dificuldades na aprendizagem escolar, submetido    a uma avalia&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica no N&uacute;cleo de Pr&aacute;tica    Psicopedag&oacute;gica da Faculdade Metodista Granbery (NPPFMG), espa&ccedil;o    reservado para realiza&ccedil;&atilde;o de atividades pr&aacute;ticas supervisionadas,    dentro do curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicopedagogia Cl&iacute;nica    e Institucional. Foram utilizados v&aacute;rios instrumentos avaliativos, no    entanto, neste estudo, vamos nos deter, mais especificamente, na aplica&ccedil;&atilde;o    das provas operat&oacute;rias piagetianas, momento em que a crian&ccedil;a apresentou    dificuldade nas habilidades do racioc&iacute;nio ou opera&ccedil;&otilde;es    mentais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O resultado da    an&aacute;lise das provas operat&oacute;rias demonstrou que, apesar de estar    com 9 anos completos, a crian&ccedil;a encontrava-se em processo de transi&ccedil;&atilde;o    do n&iacute;vel pr&eacute;-operat&oacute;rio para o operat&oacute;rio concreto,    revelando que seu ritmo de desenvolvimento do racioc&iacute;nio estava mais    lento, abaixo da m&eacute;dia, pois a idade em que as crian&ccedil;as passam    por essa transi&ccedil;&atilde;o est&aacute; entre os 6/7 anos<sup>1,2</sup>.    As provas apontaram que ele ainda n&atilde;o havia desenvolvido estruturas cognitivas    que viabilizam opera&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o, de classifica&ccedil;&atilde;o,    seria&ccedil;&atilde;o complexa e opera&ccedil;&otilde;es espaciais (medida    de espa&ccedil;o uni e bidimensional).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Portanto, o objetivo    deste artigo &eacute; refletir sobre o papel que a an&aacute;lise das provas    operat&oacute;rias tem na interven&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica que    trata do desenvolvimento do racioc&iacute;nio a partir de experi&ecirc;ncias    ativas, desenvolvidas dentro de propostas de atividades interventivas que visam    ao avan&ccedil;o cognitivo de sujeitos com dificuldades no processo de desenvolvimento    do pensamento l&oacute;gico. O referencial te&oacute;rico fundamenta-se na teoria    de Jean Piaget e nas contribui&ccedil;&otilde;es de Vygotsky para o processo    de interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>SOBRE OPERA&Ccedil;&Otilde;ES    MENTAIS E PROVAS OPERAT&Oacute;RIAS NA PR&Aacute;TICA PSICOPEDAG&Oacute;GICA</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Opera&ccedil;&atilde;o    &eacute; um termo de uso pluriss&ecirc;mico, pois, conforme o contexto, ele    adquire um sentido pr&oacute;prio. Dentro da perspectiva piagetiana, ganha um    sentido muito preciso. Destaca-se que</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(...) o termo      opera&ccedil;&atilde;o adquire conota&ccedil;&otilde;es variadas, dependendo      da &aacute;rea de uso do conceito. Na matem&aacute;tica, a palavra opera&ccedil;&atilde;o      tem um sentido preciso, referindo-se &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es de      adi&ccedil;&atilde;o, subtra&ccedil;&atilde;o, multiplica&ccedil;&atilde;o      e divis&atilde;o dos n&uacute;meros. <b>No &acirc;mbito da cogni&ccedil;&atilde;o      refere-se &agrave;s habilidades do racioc&iacute;nio ou das opera&ccedil;&otilde;es      mentais.</b><sup>3</sup></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Podemos dizer,    ent&atilde;o, que opera&ccedil;&otilde;es mentais s&atilde;o habilidades do    racioc&iacute;nio. Este, por sua vez, representa "um mecanismo cognitivo que    utilizamos para solucionar problemas (simples ou complexos), em suas mais diferentes    formas de conte&uacute;dos (verbal, num&eacute;rico, espacial, abstrato e mec&acirc;nico)"<sup>4</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O racioc&iacute;nio    s&oacute; alcan&ccedil;a a l&oacute;gica, permitindo-nos solucionar com sucesso    diferentes problemas, ap&oacute;s um lento e gradual processo de desenvolvimento    cognitivo. Foi este, justamente, o foco da pesquisa de Piaget, que, por meio    de situa&ccedil;&otilde;es experimentais com crian&ccedil;as e jovens, investigou    essa evolu&ccedil;&atilde;o pela qual passa o racioc&iacute;nio at&eacute; o    momento em que se torna capaz de realizar opera&ccedil;&otilde;es mentais, "forma    mais desenvolvida de nossa intelig&ecirc;ncia"<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O desenvolvimento    da l&oacute;gica segue um curso que vai da a&ccedil;&atilde;o &agrave; opera&ccedil;&atilde;o,    passando invariavelmente por est&aacute;gios, at&eacute; atingir um n&iacute;vel    superior, caracterizado pela presen&ccedil;a das opera&ccedil;&otilde;es mentais,    que s&atilde;o habilidades do racioc&iacute;nio, nas quais a presen&ccedil;a    da l&oacute;gica &eacute; efetiva como instrumento do pensamento. Piaget define    uma opera&ccedil;&atilde;o como uma a&ccedil;&atilde;o interiorizada, revers&iacute;vel,    coordenada a outras a&ccedil;&otilde;es, em estruturas operat&oacute;rias de    conjunto<sup>1,6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As provas operat&oacute;rias    s&atilde;o instrumentos "de avalia&ccedil;&atilde;o intelectual individual"<sup>7</sup>    que permitem investigar se o sujeito j&aacute; atingiu um est&aacute;gio cognitivo    no qual &eacute; capaz de realizar opera&ccedil;&otilde;es mentais. Elas d&atilde;o    um bom direcionamento do n&iacute;vel de racioc&iacute;nio l&oacute;gico, indicando    em qual dos est&aacute;gios piagetianos o sujeito avaliado se encontra.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De forma bastante    sucinta, cada um desses est&aacute;gios pode ser assim descrito: a) Est&aacute;gio    sens&oacute;rio-motor (0-2 anos). Comportamento basicamente comandado pelos    sentidos e pela a&ccedil;&atilde;o motora. Ainda n&atilde;o h&aacute; opera&ccedil;&otilde;es    propriamente ditas, nem pensamento l&oacute;gico; b) Est&aacute;gio Pr&eacute;-operacional    (2-7 anos). Aparecimento da capacidade representacional. As opera&ccedil;&otilde;es    e o racioc&iacute;nio s&atilde;o pr&eacute;-l&oacute;gicos ou semil&oacute;gicos;    c) Est&aacute;gio das opera&ccedil;&otilde;es concretas (7- 11 anos). As crian&ccedil;as    desenvolvem os "prim&oacute;rdios de uma l&oacute;gica propriamente dita"<sup>1</sup>,    j&aacute; realizando opera&ccedil;&otilde;es l&oacute;gicas, mas somente sobre    situa&ccedil;&otilde;es reais e objetos manipul&aacute;veis (n&atilde;o abstratos)    e s&oacute; raciocinam em cima de problemas concretos com, somente, uma vari&aacute;vel;    d) Est&aacute;gio das opera&ccedil;&otilde;es formais (12-15 anos ou mais).    O jovem passa a raciocinar tanto por hip&oacute;teses quanto por objetos, aplicando    as opera&ccedil;&otilde;es l&oacute;gicas a qualquer classe de problemas, isto    &eacute;, j&aacute; consegue raciocinar em cima de proposi&ccedil;&otilde;es    de enunciados verbais, de simples hip&oacute;teses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As provas s&atilde;o    numerosas, podendo ser contadas em v&aacute;rias centenas<sup>7</sup>, apropriadas    a idades espec&iacute;ficas e &agrave;s problem&aacute;ticas do sujeito; por    isso, no presente artigo, vamos nos referir somente &agrave;s provas que utilizamos    na avalia&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica em quest&atilde;o. S&atilde;o    provas que avaliam a constru&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es mentais    (l&oacute;gico-matem&aacute;ticas e infral&oacute;gicas) de conserva&ccedil;&atilde;o,    classifica&ccedil;&atilde;o, seria&ccedil;&atilde;o e de mensura&ccedil;&atilde;o    espacial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As provas para    verifica&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o da estrutura de conserva&ccedil;&atilde;o    avaliam se o sujeito conserva uma dimens&atilde;o do objeto ante altera&ccedil;&otilde;es    em outra dimens&otilde;es<sup>5</sup>. As provas para investiga&ccedil;&atilde;o    da constru&ccedil;&atilde;o da estrutura de classifica&ccedil;&atilde;o avaliam    se a crian&ccedil;a j&aacute; adquiriu a no&ccedil;&atilde;o de classifica&ccedil;&atilde;o,    possibilitando "ao sujeito reunir simultaneamente objetos segundo suas semelhan&ccedil;as    ou diferen&ccedil;as, pelo que se torna capaz de lidar com a composi&ccedil;&atilde;o    aditiva de classes"<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As provas que verificam    a constru&ccedil;&atilde;o da estrutura de seria&ccedil;&atilde;o avaliam a    capacidade de colocar os elementos em s&eacute;rie, ordem crescente ou decrescente    de tamanho, peso ou volume. J&aacute; as provas que objetivam a verifica&ccedil;&atilde;o    da constru&ccedil;&atilde;o da estrutura de espa&ccedil;o investigam condutas    de mensura&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a dimens&otilde;es (altura,    largura e profundidade ou comprimento).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O psicopedagogo    encontra nas provas piagetianas um importante instrumento avaliativo do n&iacute;vel    de desenvolvimento cognitivo do aprendente, j&aacute; que elas possibilitam    constatar o desenvolvimento ou n&atilde;o de uma gama imensa de constru&ccedil;&otilde;es    cognitivas, como a no&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o, opera&ccedil;&otilde;es    l&oacute;gicas de classifica&ccedil;&atilde;o, de seria&ccedil;&atilde;o, de    compensa&ccedil;&atilde;o. Pode-se avaliar tamb&eacute;m se o sujeito j&aacute;    construiu os conceitos de n&uacute;mero, espa&ccedil;o, tempo, ordem e velocidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentro do pensamento    formal, verificar se j&aacute; &eacute; capaz de opera&ccedil;&otilde;es mais    complexas como a l&oacute;gica da probabilidade, a combinat&oacute;ria e a indu&ccedil;&atilde;o    de leis. As provas operat&oacute;rias podem indicar que o sujeito investigado    encontra-se num est&aacute;gio de desenvolvimento cognitivo, segundo Piaget,    abaixo do esperado para sua idade cronol&oacute;gica; fato que pode explicar    muitos fracassos escolares, posto que &eacute; cobrada desse aluno uma aprendizagem    de conte&uacute;dos para a qual ele ainda n&atilde;o est&aacute; pronto cognitivamente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As provas piagetianas    s&atilde;o importantes tamb&eacute;m no processo interventivo psicopedag&oacute;gico.    "As informa&ccedil;&otilde;es que colhemos com a aplica&ccedil;&atilde;o das    provas operat&oacute;rias servem de base para a elabora&ccedil;&atilde;o de    um projeto de interven&ccedil;&atilde;o"<sup>7</sup>, pois contribuem para que    o psicopedagogo compreenda "onde est&atilde;o as lacunas e pontos falhos da    atividade l&oacute;gica. Em consequ&ecirc;ncia, ele saber&aacute; que opera&ccedil;&otilde;es,    que tipo de estruturas, que no&ccedil;&otilde;es, deste ou daquele dom&iacute;nio    de conhecimento, dever&aacute; construir com a crian&ccedil;a"<sup>7</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O CASO JO&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jo&atilde;o (nome    fict&iacute;cio) foi o participante do estudo de caso. Trata-se de uma crian&ccedil;a    que, na &eacute;poca da avalia&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica, contava    9 anos de idade e cursava o 4&ordm; ano de ensino fundamental em uma escola    p&uacute;blica. A avalia&ccedil;&atilde;o foi realizada no ano de 2016, em 14    sess&otilde;es. N&atilde;o citaremos todos os instrumentos avaliativos utilizados,    limitando-nos, aqui, &agrave;s provas operat&oacute;rias, uma vez que foi o    ponto da avalia&ccedil;&atilde;o que mais nos chamou a aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram aplicadas    11 provas operat&oacute;rias, a saber: provas de conserva&ccedil;&atilde;o (n&uacute;mero,    mat&eacute;ria, &aacute;rea, l&iacute;quido e de comprimento); prova de seria&ccedil;&atilde;o    complexa; provas de classifica&ccedil;&atilde;o (dicotomia, inclus&atilde;o    de classes e interse&ccedil;&atilde;o de classes) e provas de espa&ccedil;o    (unidimensional e bidimensional). Os modelos dessas provas, contendo todas as    etapas da aplica&ccedil;&atilde;o, encontram-se no livro de Sampaio<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com os    resultados encontrados, Jo&atilde;o apresentou dificuldade nas habilidades do    racioc&iacute;nio. Dentre as 11 provas, somente em duas ele demonstrou estar    no est&aacute;gio operat&oacute;rio concreto. Em quatro delas, apresentou respostas    condizentes com o pr&eacute;-operat&oacute;rio, e em cinco provas, ou seja,    na maioria, respostas referentes &agrave; transi&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-operat&oacute;rio    para o operat&oacute;rio concreto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas provas de conserva&ccedil;&atilde;o,    somente na de conserva&ccedil;&atilde;o de n&uacute;mero Jo&atilde;o demonstrou    que j&aacute; havia atingido o est&aacute;gio operacional concreto. Suas respostas,    segundo a teoria de Piaget, foram cognitivas, ou seja, baseadas em racioc&iacute;nio    l&oacute;gico, demonstrando pensamento caracterizado pelo racioc&iacute;nio    transformacional, descentra&ccedil;&atilde;o, reversibilidade e aus&ecirc;ncia    de egocentrismo<sup>2</sup>. Nas demais provas de conserva&ccedil;&atilde;o,    permaneceu no est&aacute;gio pr&eacute;-operat&oacute;rio, sendo que nas provas    de conserva&ccedil;&atilde;o de superf&iacute;cie e comprimento, as respostas    de Jo&atilde;o apontaram sua transi&ccedil;&atilde;o do pensamento pr&eacute;-operat&oacute;rio    para o primeiro subest&aacute;gio do operat&oacute;rio concreto, pois suas respostas    oscilavam, ora conservando, ora n&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados das    provas de classifica&ccedil;&atilde;o apontaram que Jo&atilde;o atingiu o est&aacute;gio    operacional concreto na prova de dicotomia, contudo, nas provas de inclus&atilde;o    e de interse&ccedil;&atilde;o de classes, ele apresentou respostas que condizem    com as de uma crian&ccedil;a em fase de transi&ccedil;&atilde;o entre a a&ccedil;&atilde;o    e a opera&ccedil;&atilde;o. Na prova de seria&ccedil;&atilde;o complexa, os    resultados tamb&eacute;m apontam para a fase de transi&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As provas de espa&ccedil;o    investigam condutas de medida em rela&ccedil;&atilde;o a dimens&otilde;es. Na    prova unidimensional, investigamos as condutas do sujeito em rela&ccedil;&atilde;o    a uma dimens&atilde;o (altura); na bidimensional, a capacidade de localizar    um ponto, relacionando duas dimens&otilde;es (altura e largura). As respostas    de Jo&atilde;o foram todas embasadas em aprecia&ccedil;&otilde;es exclusivamente    visuais, n&atilde;o utilizando os materiais dispon&iacute;veis para medi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a aprendizagem    dos conte&uacute;dos curriculares do 4&ordm; ano do Ensino Fundamental, &eacute;    necess&aacute;rio que o aluno tenha alcan&ccedil;ado um n&iacute;vel de desenvolvimento    cognitivo condizente com o est&aacute;gio operat&oacute;rio concreto. O fato    de Jo&atilde;o estar em processo de transi&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel    pr&eacute;-operat&oacute;rio para o n&iacute;vel operat&oacute;rio concreto    pode nos ajudar a entender suas dificuldades de aprendizagem em leitura, escrita    e c&aacute;lculo. Um exemplo &eacute; o fato de que ele ainda n&atilde;o &eacute;    capaz de realizar opera&ccedil;&otilde;es de interse&ccedil;&atilde;o de classe    devido &agrave; falta de recursos cognitivos, ou seja, ainda n&atilde;o trabalha    o multiplicativo; consequentemente, n&atilde;o consegue solucionar problemas    de multiplica&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com os    resultados obtidos na aplica&ccedil;&atilde;o das provas operat&oacute;rias,    Jo&atilde;o apresentava, segundo a teoria de Piaget, um ritmo de desenvolvimento    do racioc&iacute;nio mais lento do que a m&eacute;dia, o que n&atilde;o &eacute;    necessariamente indicador de potencial abaixo da m&eacute;dia<sup>2</sup>. Esses    resultados apontaram a necessidade de um processo interventivo psicopedag&oacute;gico,    a fim de auxili&aacute;-lo a avan&ccedil;ar cognitivamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>PROPOSTAS DE    INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O PSICOPEDAG&Oacute;GICA</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nossa proposta    interventiva visou mediar a aquisi&ccedil;&atilde;o de estruturas l&oacute;gicas    de Jo&atilde;o que ainda est&atilde;o em processo de matura&ccedil;&atilde;o.    Para tanto, propusemos interven&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas por meio    das quais o sujeito explora ativamente o meio, agindo sobre o real. E &eacute;    desta forma, que, "efetivamente, colocando em a&ccedil;&atilde;o os esquemas    que ele possui nas situa&ccedil;&otilde;es-problema, &eacute; que chegar&aacute;    a encontrar outros, mais apropriados e de maior mobilidade e efici&ecirc;ncia"<sup>7</sup>,    construindo, assim, as estruturas que lhe faltam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A a&ccedil;&atilde;o    do psicopedagogo, vista como mediadora das aquisi&ccedil;&otilde;es operat&oacute;rias    de Jo&atilde;o, vai ao encontro do conceito de zona de desenvolvimento proximal    (ZDP) definido por Vygotsky. De acordo com ele, a ZDP &eacute; a dist&acirc;ncia    entre dois n&iacute;veis do desenvolvimento do sujeito: o n&iacute;vel de desenvolvimento    real (NDR) e o n&iacute;vel de desenvolvimento potencial (NDP)<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O NDR &eacute;    a capacidade de o sujeito realizar, de forma independente, determinadas tarefas.    &Eacute; aquilo que ele j&aacute; conquistou atrav&eacute;s de estruturas operat&oacute;rias    j&aacute; amadurecidas. O NDP &eacute; a capacidade de o sujeito desempenhar    tarefas com a assist&ecirc;ncia de outros sujeitos mais experientes, mais capazes    (media&ccedil;&atilde;o). Representa o que ele ainda n&atilde;o alcan&ccedil;ou,    por&eacute;m est&aacute; pr&oacute;ximo de conseguir<sup>11</sup>. Vygotsky    esclarece que a ZDP "define aquelas fun&ccedil;&otilde;es que ainda n&atilde;o    amadureceram, mas que est&atilde;o em processo de matura&ccedil;&atilde;o, fun&ccedil;&otilde;es    que amadurecer&atilde;o, mas que est&atilde;o presentemente em estado embrion&aacute;rio"<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conceito de ZDP    &eacute; aplic&aacute;vel no caso Jo&atilde;o, uma vez que, estando em transi&ccedil;&atilde;o    entre est&aacute;gios cognitivos, ele j&aacute; adquiriu algumas estruturas    necess&aacute;rias &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do pensamento l&oacute;gico,    mas necessita de ajuda para que outras estruturas cognitivas, ainda segundo    o pesquisador russo, em "brotos" desabrochem<sup>10</sup>. Vygotsky, de uma    forma metaf&oacute;rica, compara processos cognitivos em matura&ccedil;&atilde;o    com brotos, ou seja, com o processo de desabrochar. J&aacute; Flavell compara    tais processos da cogni&ccedil;&atilde;o com um descongelar, destacando que    este descongelamento d&aacute;-se na transi&ccedil;&atilde;o do pensamento pr&eacute;-operacional    para o operacional concreto<sup>12</sup>. Segundo ele, "as estruturas r&iacute;gidas,    est&aacute;ticas e irrevers&iacute;veis, que caracterizam a organiza&ccedil;&atilde;o    do pensamento pr&eacute;-operacional, come&ccedil;am, segundo palavras de Piaget,    a 'descongelar-se' e tornam-se mais flex&iacute;veis, m&oacute;veis e, acima    de tudo, descentradas e revers&iacute;veis em seu funcionamento"<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este processo de    descongelamento das estruturas pr&eacute;-operat&oacute;rias j&aacute; estava    em andamento no caso de Jo&atilde;o, fato que favorece a constru&ccedil;&atilde;o    de uma ZDP, atrav&eacute;s da media&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica.    Assim, partindo do que Jo&atilde;o ainda n&atilde;o alcan&ccedil;ou, mas que    est&aacute; pr&oacute;ximo de alcan&ccedil;ar, propusemos, atrav&eacute;s de    atividades espec&iacute;ficas, experi&ecirc;ncias que possibilitassem a ativa&ccedil;&atilde;o    de zonas de desenvolvimento intelectual que est&atilde;o desabrochando ou descongelando,    auxiliando seu avan&ccedil;o cognitivo.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>A) Proposta      para auxiliar o desenvolvimento da no&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o</b></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Uma opera&ccedil;&atilde;o    &eacute; aquilo que transforma um estado A em um estado B, deixando, pelo menos,    uma propriedade invariante no decurso da transforma&ccedil;&atilde;o"<sup>13</sup>.    A esse invariante (que pode ser o peso, a quantidade de massa, a &aacute;rea,    o comprimento etc.) do sistema de transforma&ccedil;&otilde;es, Piaget deu o    nome de no&ccedil;&atilde;o ou esquema de conserva&ccedil;&atilde;o. A no&ccedil;&atilde;o    de conserva&ccedil;&atilde;o &eacute; uma estrutura operat&oacute;ria baseada    num racioc&iacute;nio dedutivo<sup>14</sup>, que come&ccedil;a a ser adquirida    por volta dos 7 anos, pr&oacute;ximo do t&eacute;rmino do est&aacute;gio pr&eacute;-operat&oacute;rio<sup>2</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; dois    esquemas evolutivos que, de forma conjunta, contribuem para a aquisi&ccedil;&atilde;o    da conserva&ccedil;&atilde;o<sup>12,14</sup>; s&atilde;o eles: a capacidade    geral para multiplicar rela&ccedil;&otilde;es e o atomismo. A primeira consiste    num modelo de agrupamento cognitivo que permite ao sujeito chegar &agrave; no&ccedil;&atilde;o    de conserva&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da capacidade de multiplicar rela&ccedil;&otilde;es,    como no caso do experimento da conserva&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quido,    quando o conte&uacute;do do recipiente A &eacute; transvasado no recipiente    B, mais largo e mais baixo do que A. Para a crian&ccedil;a que j&aacute; adquiriu    a capacidade de multiplicar rela&ccedil;&otilde;es, ser&aacute; f&aacute;cil    perceber que B tem a mesma quantidade de l&iacute;quido que A, pois apesar de    ser mais baixo do que A, ele &eacute; mais largo. Isso &eacute; uma forma de    multiplicar rela&ccedil;&otilde;es: "mais largo", por&eacute;m "mais baixo",    isto &eacute;, relacionar as duas dimens&otilde;es ao mesmo tempo e ser capaz    de raciocinar que a altera&ccedil;&atilde;o em uma delas compensa a altera&ccedil;&atilde;o    em outra.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nestas propostas,    centramo-nos no atomismo, deixando a multiplica&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es    para o momento em que apresentarmos as propostas para a aquisi&ccedil;&atilde;o    das classifica&ccedil;&otilde;es e seria&ccedil;&otilde;es, pois ela &eacute;    um elemento l&oacute;gico cujo dom&iacute;nio exige a aquisi&ccedil;&atilde;o    anterior dessas opera&ccedil;&otilde;es. O atomismo consiste no fato de reconhecer    o todo e suas partes. Flavell<sup>12</sup> exemplifica a rela&ccedil;&atilde;o    entre atomismo e conserva&ccedil;&atilde;o da seguinte forma: "&Eacute; mais    prov&aacute;vel que surja a no&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o    se a crian&ccedil;a for capaz de conceber a argila como um todo composto de    pequenas partes ou unidades que simplesmente mudam de posi&ccedil;&atilde;o    relativa quando o todo tem sua forma transformada".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desta forma, nossa    proposta de atividade para auxiliar o alcance da conserva&ccedil;&atilde;o parte    da problematiza&ccedil;&atilde;o da no&ccedil;&atilde;o do "todo" e das "partes"    ou atomismo. Sugerimos a leitura de Dolle &amp; Bellano<sup>7</sup>, que descrevem    um trabalho realizado com uma crian&ccedil;a de 6 anos, cujo objetivo "&eacute;    favorecer a constru&ccedil;&atilde;o da quantidade f&iacute;sica e num&eacute;rica,    pela constata&ccedil;&atilde;o da invari&acirc;ncia, tal que: 'o todo &eacute;    igual &agrave; soma das partes'".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A crian&ccedil;a    deve deslocar uma caixa pesada, cheia de brinquedos. Pr&oacute;ximo &agrave;    crian&ccedil;a, coloca-se outra caixa vazia, id&ecirc;ntica &agrave; primeira.    Pede-se para que ela empurre a caixa cheia e ap&oacute;s algumas tentativas    frustradas (muito peso para ela), sugere-se que ela manipule a caixa, retirando    os brinquedos, sentindo o peso de cada um, comparando-os. Ela age sobre a caixa    e percebe que cada brinquedo por si s&oacute; n&atilde;o &eacute; t&atilde;o    pesado; &eacute; o conjunto das partes que torna o todo pesado (no&ccedil;&atilde;o    continente, conte&uacute;do). A crian&ccedil;a dever&aacute; segurar a caixa    vazia, sentindo sua leveza e comparar com a caixa cheia de brinquedos. Isso    a auxiliar&aacute; a reconhecer "que a quantidade total &eacute; constitu&iacute;da    de partes e, inversamente, que a soma das partes &eacute; igual &agrave; quantidade    e ao peso inicial"<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O psicopedagogo    provoca o desequil&iacute;brio cognitivo por meio de situa&ccedil;&otilde;es    estimuladoras, fazendo perguntas ou sugest&otilde;es que conduzem a atividade,    sem dar as respostas, o que tamb&eacute;m acaba causando uma descentra&ccedil;&atilde;o    no pensamento da crian&ccedil;a (por exemplo, <i>Voc&ecirc; sabe por que a caixa    &eacute; t&atilde;o pesada?; O que podemos fazer para deix&aacute;-la menos    pesada?; Uma crian&ccedil;a da sua idade disse que podemos retirar os brinquedos    para diminuir o peso da caixa.; O que pesa &eacute; a caixa, s&atilde;o os brinquedos    ou tudo junto?</i>, etc.)<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta intera&ccedil;&atilde;o    entre a crian&ccedil;a e o profissional vai construindo a zona de desenvolvimento    proximal, caminho em que a primeira, com o apoio do psicopedagogo, vai atuando    intelectualmente por si mesma e avan&ccedil;ando cognitivamente. Esta atividade    envolve a tomada de consci&ecirc;ncia de uma sequ&ecirc;ncia temporal (antes,    agora, depois), importante para o desenvolvimento do racioc&iacute;nio transformacional;    estimula a antecipa&ccedil;&atilde;o, favorece o conflito cognitivo e a abstra&ccedil;&atilde;o    pseudoemp&iacute;rica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O jogo de quebra-cabe&ccedil;a,    que exercita as rela&ccedil;&otilde;es entre as partes e o todo, tamb&eacute;m    pode ser utilizado para auxiliar Jo&atilde;o. Os jogos, utilizados como ferramenta    de trabalho psicopedag&oacute;gico, "criam um contexto, em que se pode mostrar    &agrave; crian&ccedil;a ou ela pode verificar por si mesma, a contradi&ccedil;&atilde;o,    o conflito e a n&atilde;o coer&ecirc;ncia entre suas respostas"<sup>5</sup>.    Tanto a atividade da caixa de brinquedos quanto a utiliza&ccedil;&atilde;o de    quebra-cabe&ccedil;as s&atilde;o atividades que auxiliam a descentra&ccedil;&atilde;o    do pensamento, a capacidade de reconhecer o processo de transforma&ccedil;&atilde;o    (racioc&iacute;nio transformacional), a reversibilidade operat&oacute;ria e,    consequentemente, a diminui&ccedil;&atilde;o do egocentrismo, todos pr&eacute;-requisitos    para o desenvolvimento das estruturas de conserva&ccedil;&atilde;o<sup>2</sup>.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>B) Proposta      para auxiliar a aquisi&ccedil;&atilde;o da classifica&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica</b></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Piaget e Inhelder    conclu&iacute;ram, ap&oacute;s experimentos, a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s    etapas no desenvolvimento das opera&ccedil;&otilde;es de classifica&ccedil;&atilde;o<sup>12</sup>:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. 2 &frac12;      a 5 anos: Denominada <i>Cole&ccedil;&otilde;es figurais</i>, marca a fase      em que a crian&ccedil;a faz a classifica&ccedil;&atilde;o baseada n&atilde;o      em semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as (ou seja, numa l&oacute;gica), mas      numa configura&ccedil;&atilde;o complexa, formando com o conjunto de objetos      um trem ou uma casinha ou "apenas uma configura&ccedil;&atilde;o sem sentido"<sup>12</sup>;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. 5 &frac12;      a 7-8 anos: <i>Cole&ccedil;&otilde;es n&atilde;o figurais,</i> fase marcada      pela capacidade que a crian&ccedil;a conquista de formar grupos de objetos,      baseando-se em suas semelhan&ccedil;as. Torna-se capaz de subdividir uma classe      em subclasses (classe B e suas subclasses A e A', ou seja, B = A + A'), no      entanto, ela ainda n&atilde;o domina a rela&ccedil;&atilde;o de inclus&atilde;o      entre elas, isto &eacute;, a capacidade de reconhecer que uma classe B &eacute;      maior do que uma de suas subclasses e a inclui, o que pode ser resumido pelas      equa&ccedil;&otilde;es l&oacute;gicas A'= B - A e A= B - A'.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Por volta      dos 8 anos: Fase da <i>Classifica&ccedil;&atilde;o operat&oacute;ria</i>,      na qual a crian&ccedil;a passa dominar a rela&ccedil;&atilde;o de inclus&atilde;o;      por isso, &eacute; denominada tamb&eacute;m de classe-inclus&atilde;o ou inclus&atilde;o      de classes. Para Piaget, o dom&iacute;nio da rela&ccedil;&atilde;o de inclus&atilde;o      "&eacute; a condi&ccedil;&atilde;o <i>sine qua non</i> de uma cogni&ccedil;&atilde;o      operacional concreta da classifica&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica"<sup>12</sup>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As respostas de    Jo&atilde;o nas provas operat&oacute;rias de classifica&ccedil;&atilde;o indicaram    que ele, apesar de ainda n&atilde;o dominar a rela&ccedil;&atilde;o de inclus&atilde;o,    mostrou-se em vias de faz&ecirc;-lo, estando em transi&ccedil;&atilde;o para    a conquista de uma estrutura operacional concreta de classifica&ccedil;&otilde;es.    Fato que reflete uma atividade cognitiva marcada pela "mistura de estruturas    anteriores organizadas, mas impr&oacute;prias, e o uso hesitante e espor&aacute;dico    de novas estruturas ainda incompletamente organizadas"<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Piaget<sup>12</sup>,    o alcance da capacidade de rela&ccedil;&atilde;o de inclus&atilde;o exige que    a crian&ccedil;a coordene duas propriedades de classe que devem estar em estreita    correspond&ecirc;ncia: a amplitude e o tamanho. A amplitude de classe corresponde    &agrave;s qualidades comuns aplicadas aos elementos que comp&otilde;em uma classe<sup>13</sup>;    o tamanho de classe refere-se ao n&uacute;mero total de elementos que possuem    as qualidades necess&aacute;rias, isto &eacute;, que obedecem ao crit&eacute;rio    exigido para sua inclus&atilde;o numa classe l&oacute;gica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em vista da import&acirc;ncia    dessas duas propriedades no processo de aquisi&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o    de inclus&atilde;o e, consequentemente, da classifica&ccedil;&atilde;o operat&oacute;ria,    nossa proposta interventiva para auxiliar Jo&atilde;o volta-se para o processo    de constru&ccedil;&atilde;o da amplitude e da extens&atilde;o de classe, atrav&eacute;s    da experi&ecirc;ncia ativa, da manipula&ccedil;&atilde;o de material concreto,    baseando-se em pr&aacute;ticas cognitivas importantes, como a observa&ccedil;&atilde;o    e a compara&ccedil;&atilde;o. Propusemos uma atividade na qual a&ccedil;&otilde;es    f&iacute;sicas e mentais contribuem para a reorganiza&ccedil;&atilde;o cognitiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente, apresentamos    &agrave; crian&ccedil;a objetos diversos (diferentes tamanhos, cores, texturas,    cheiros, gostos, formas). Sugerimos: revistas, livros, jornais; tecidos e pap&eacute;is    de texturas e cores diferentes; objetos de madeira, pl&aacute;stico, metal,    papel; jogos, brinquedos e brincadeiras (podemos usar os blocos L&oacute;gicos,    Material Dourado e Barrinhas de Cuisenaire); plantas diversas; pe&ccedil;as    de vestu&aacute;rio; utens&iacute;lios de cozinha, de banho; figuras de pessoas    e animais; cds de estilos musicais diferentes; alimentos (doces, salgados, azedos    e &aacute;cidos); instrumentos musicais, etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse material deve    ser observado, utilizando-se todos os sentidos que os objetos permitem (observa&ccedil;&atilde;o    visual, auditiva, olfativa, gustativa e t&aacute;til) e, posteriormente, comparados.    A observa&ccedil;&atilde;o e a compara&ccedil;&atilde;o s&atilde;o capacidades    cognitivas consideradas fundamentais para o alcance da capacidade de classificar    logicamente<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Partindo, ent&atilde;o,    da observa&ccedil;&atilde;o e da compara&ccedil;&atilde;o dos objetos, atrav&eacute;s    de perguntas e sugest&otilde;es, vamos auxiliando a crian&ccedil;a a perceber    as caracter&iacute;sticas deles, bem como distinguir as semelhan&ccedil;as e    diferen&ccedil;as entre eles; a partir da&iacute;, perguntar quais s&atilde;o    as qualidades que permitem coloc&aacute;-los num mesmo grupo; desta forma, a    crian&ccedil;a estar&aacute; estabelecendo os crit&eacute;rios de classifica&ccedil;&atilde;o    que determinar&atilde;o quais objetos integrar&atilde;o um grupo (amplitude    de classe). &Eacute; importante que a pr&oacute;pria crian&ccedil;a estabele&ccedil;a    esses crit&eacute;rios de classifica&ccedil;&atilde;o de modo a organiz&aacute;-los    em diferentes grupos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para trabalhar    o tamanho de classe, devemos problematizar os quantificadores intensivos "nenhum",    "alguns", "todos", proporcionando experi&ecirc;ncias que possibilitam a constru&ccedil;&atilde;o    permanente de estruturas de extens&atilde;o (ou tamanho) de classes<sup>12,13</sup>.    Inicialmente, a crian&ccedil;a deve construir o conceito "do todo e das partes",    para s&oacute; depois utilizar as no&ccedil;&otilde;es num&eacute;ricas de "nenhum",    "todo" e "alguns", em atividades que trabalham a inclus&atilde;o<sup>7</sup>.    A consolida&ccedil;&atilde;o desses conceitos abre caminho para a rela&ccedil;&atilde;o    entre a amplitude e o tamanho de classe, permitindo que a crian&ccedil;a domine    a inclus&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa atividade    deve ser repetida durante algumas sess&otilde;es, sempre variando o material.    Outra atividade que podemos tamb&eacute;m utilizar &eacute; o jogo de domin&oacute;,    fora da proposta tradicional<sup>16</sup>. Prop&otilde;e-se uma atividade em    que as pe&ccedil;as sejam reunidas, segundo um determinado crit&eacute;rio (por    exemplo, em pe&ccedil;as pares e &iacute;mpares). A crian&ccedil;a deve "descobrir    e criar formas de organizar as pe&ccedil;as, buscando crit&eacute;rios de classifica&ccedil;&atilde;o    cada vez mais abrangentes. O objetivo final &eacute; encontrar um crit&eacute;rio    que re&uacute;na todas as pe&ccedil;as"<sup>16</sup>.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>C) Proposta      para auxiliar a aquisi&ccedil;&atilde;o da seria&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica</b></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A seria&ccedil;&atilde;o    consiste numa opera&ccedil;&atilde;o em que h&aacute; ordena&ccedil;&atilde;o    ou disposi&ccedil;&atilde;o dos elementos em ordem crescente ou decrescente,    isto &eacute;, disposi&ccedil;&atilde;o "numa s&eacute;rie transitiva, assim&eacute;trica    como, por exemplo, A&lt;B&lt;C&lt;D&lt;E etc"<sup>12</sup>. Segundo Piaget<sup>17</sup>,    a crian&ccedil;a passa por algumas etapas evolutivas at&eacute; alcan&ccedil;ar    a seria&ccedil;&atilde;o operat&oacute;ria. Quando deve seriar um conjunto de    palitos de tamanhos diferentes, observamos que, em torno dos 4/5 anos, ela n&atilde;o    consegue seriar, fazendo pares ou trios, sem observar a linha de base. Com 5/6    anos, seria por tateios emp&iacute;ricos, isto &eacute;, por meio de tentativas    de ensaio e erro "que constituem regula&ccedil;&otilde;es semirrevers&iacute;veis,    mas n&atilde;o ainda operat&oacute;rias<sup>18</sup>. Ainda n&atilde;o consegue    seriar com o anteparo. Finalmente, por volta dos 7/8 anos, torna-se capaz de    seriar, utilizando a linha de base, por meio de um m&eacute;todo operat&oacute;rio,    como por compara&ccedil;&atilde;o de dois a dois, do menor para o maior, refletindo,    assim, a reversibilidade por reciprocidade. Agora, j&aacute; &eacute; capaz    de seriar atr&aacute;s do anteparo. O ponto alto ou coroamento da seria&ccedil;&atilde;o    l&oacute;gica &eacute; a transitividade que "possibilita a compreens&atilde;o    de que se A=B e B=C, logo A=C"<sup>18</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O resultado da    prova de seria&ccedil;&atilde;o aplicada em Jo&atilde;o revelou a fase de transi&ccedil;&atilde;o    em que ele se encontra. Houve um momento em que utilizou um m&eacute;todo operat&oacute;rio,    no entanto, ele oscilou e n&atilde;o conseguiu dar continuidade &agrave; seria&ccedil;&atilde;o.    Tudo indica que ainda n&atilde;o h&aacute; uma estrutura pronta de seria&ccedil;&atilde;o,    ela est&aacute; se formando. Observamos uma atividade cognitiva em que h&aacute;    mistura de estruturas anteriores, inadequadas &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    da prova com &ecirc;xito, com estruturas novas, mas ainda imaturas para se alcan&ccedil;ar    esse &ecirc;xito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nossa proposta    para auxili&aacute;-lo na aquisi&ccedil;&atilde;o da seria&ccedil;&atilde;o    l&oacute;gica envolveu atividades de seria&ccedil;&atilde;o com v&aacute;rios    tipos de material (objetos da sala de atendimento, pessoas, objetos escolares,    brinquedos, livros, revistas, guloseimas, entre outros), focando a capacidade    de multiplicar rela&ccedil;&otilde;es, ou seja, de constru&ccedil;&atilde;o    da no&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&atilde;o direta e inversa entre os elementos    de uma s&eacute;rie assim&eacute;trica. Para Piaget, a crian&ccedil;a pr&eacute;-operat&oacute;ria    ainda &eacute; incapaz de fazer essa rela&ccedil;&atilde;o, &eacute; incapaz    de descentrar, o que justifica seus insucessos em seria&ccedil;&otilde;es l&oacute;gicas.    Jo&atilde;o ainda n&atilde;o dominava completamente essa capacidade de percep&ccedil;&atilde;o    simult&acirc;nea entre os elementos de uma s&eacute;rie.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente, a    crian&ccedil;a dever&aacute; observar e comparar dois elementos (A e B), iniciando    a constru&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie assim&eacute;trica. A seguir,    o psicopedagogo entrega um terceiro elemento (C) e pede para ela compar&aacute;-lo    ao primeiro e, depois, ao segundo elemento, de forma que Jo&atilde;o v&aacute;    construindo a no&ccedil;&atilde;o de que o elemento B deve ser maior do que    A e menor que C para ser inserido entre eles numa s&eacute;rie crescente. Gradativamente,    vamos aumentando o n&uacute;mero de elementos da s&eacute;rie, que pode ir,    mais ou menos, at&eacute; o d&eacute;cimo elemento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Isso deve ser feito    devagar, durante algumas sess&otilde;es, sempre variando o material. Depois,    podemos pedir para que ela desenhe, pinte ou modele elementos de uma s&eacute;rie    (por exemplo, tr&ecirc;s animais ou tr&ecirc;s pessoas), colocando-os em ordem    crescente e decrescente de tamanho. A modelagem pode ser feita em argila, massinha,    papel mach&ecirc; ou em biscuit. Estes tr&ecirc;s &uacute;ltimos podem ser fabricados    durante a sess&atilde;o, o que torna sua utiliza&ccedil;&atilde;o ainda mais    significativa para a crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sugerimos tamb&eacute;m    a utiliza&ccedil;&atilde;o do jogo de domin&oacute; para trabalhar a seria&ccedil;&atilde;o,    pois ele exige que o jogador estabele&ccedil;a a rela&ccedil;&atilde;o direta    e inversa entre as pe&ccedil;as, de modo a construir a s&eacute;rie. Os jogos    de tabuleiro, como a Trilha, tamb&eacute;m t&ecirc;m essa exig&ecirc;ncia e,    s&atilde;o, portanto, bons instrumentos de trabalho na interven&ccedil;&atilde;o    psicopedag&oacute;gica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>D) Proposta      para auxiliar a constru&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es espaciais      de mensura&ccedil;&atilde;o</b></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As provas operat&oacute;rias    apontaram que Jo&atilde;o ainda n&atilde;o havia atingido a mensura&ccedil;&atilde;o    operat&oacute;ria, ou seja, ele ainda n&atilde;o tinha consci&ecirc;ncia de    que "um comprimento &eacute; composto de unidades de comprimento de tamanho    arbitr&aacute;rio e pode ser medido por meio da aplica&ccedil;&atilde;o de uma    destas unidades ao longo do comprimento total"<sup>12</sup>. Jo&atilde;o limitou-se    a "medir" por meio de estimativas perceptuais somente, n&atilde;o utilizando,    em momento algum, o material dispon&iacute;vel para mensura&ccedil;&atilde;o,    recorrendo somente &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o visual.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com a    teoria piagetiana, a conquista da medida operat&oacute;ria segue uma sequ&ecirc;ncia    evolutiva que engloba tr&ecirc;s est&aacute;gios<sup>8,12</sup>: Inicialmente,    ocorrem aprecia&ccedil;&otilde;es exclusivamente visuais e globais. Num segundo    momento, a crian&ccedil;a utiliza o pr&oacute;prio corpo como elemento de medida,    est&aacute;gio "interessante porque prenuncia a verdadeira mensura&ccedil;&atilde;o"<sup>12</sup>.    O terceiro est&aacute;gio caracteriza-se pela utiliza&ccedil;&atilde;o de outros    instrumentos de medida que n&atilde;o o corpo. Apresenta dois momentos: o inicial,    em que o sujeito s&oacute; utiliza instrumentos de mensura&ccedil;&atilde;o    exatamente do mesmo tamanho ou maior do que objeto a ser medido, pois, por enquanto,    ainda n&atilde;o &eacute; capaz de aplicar repetidamente um instrumento de mensura&ccedil;&atilde;o    menor ao longo do objeto medido, funcionando como uma unidade de medida. Isso    ocorre somente no segundo momento, marcando o alcance da mensura&ccedil;&atilde;o    operat&oacute;ria, geralmente, em torno dos 8 anos de idade, aproximadamente<sup>8,18</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jo&atilde;o apresentava    respostas que o inclu&iacute;am no primeiro est&aacute;gio, ou seja, no est&aacute;gio    de uma crian&ccedil;a que se encontra no pr&eacute;-operat&oacute;rio intuitivo    global. Por isso, nossa proposta para ajud&aacute;-lo envolve atividades que    percorrem os momentos seguintes: primeiramente, trabalhando o corpo durante    a "medi&ccedil;&atilde;o" (caracter&iacute;stica do est&aacute;gio pr&eacute;-operat&oacute;rio    intuitivo articulado) e, posteriormente, utilizando outros instrumentos de mensura&ccedil;&atilde;o    at&eacute; a conquista da mensura&ccedil;&atilde;o operat&oacute;ria de dimens&otilde;es    (operat&oacute;rio concreto).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para come&ccedil;ar,    sugerimos que a crian&ccedil;a me&ccedil;a, utilizando o pr&oacute;prio corpo    como elemento de medida (bra&ccedil;os, dedos, m&atilde;os, p&eacute;s), objetos    pequenos, menores do que as partes de seu corpo que ser&atilde;o utilizadas    como instrumentos de mensura&ccedil;&atilde;o. Ela dever&aacute; marcar, nas    partes do corpo que usar, o tamanho do objeto que mediu (por exemplo, marcar    no dedo o tamanho de uma bala ou de um potinho de tinta guache).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Posteriormente,    ap&oacute;s exercitar o est&aacute;gio acima, vamos inserindo outros materiais    como instrumentos de medi&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m maiores do que os    objetos que ser&atilde;o medidos. Podemos utilizar bast&otilde;es, tiras de    papel, barbante, entre outros. A crian&ccedil;a deve seguir os mesmos passos    da atividade com as partes do corpo. Num momento seguinte, introduzimos instrumentos    de medi&ccedil;&atilde;o menores do que o objeto a ser medido. Perguntamos para    ela, por exemplo: "Quantas m&atilde;os s&atilde;o necess&aacute;rias para medir    a largura desta mesa?" ou "Quantos passos s&atilde;o suficientes para chegar    da mesa &agrave; janela?".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As op&ccedil;&otilde;es    de trabalho s&atilde;o muitas. Podemos pedir tamb&eacute;m que a crian&ccedil;a    construa torres com blocos l&oacute;gicos que tenham a altura de dez dedos ou    pedir que ela constate quantos palitos de picol&eacute; s&atilde;o necess&aacute;rios    para medir a altura do ch&atilde;o at&eacute; o alto da mesa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como estaremos    trabalhando com a quest&atilde;o da no&ccedil;&atilde;o espacial, seria interessante    a utiliza&ccedil;&atilde;o de jogos que auxiliam a constru&ccedil;&atilde;o    das rela&ccedil;&otilde;es espaciais como o jogo de Damas, o jogo de xadrez    e a amarelinha.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES    FINAIS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De tudo o que foi    exposto, surgem algumas ila&ccedil;&otilde;es. Uma delas &eacute; o fato da    contribui&ccedil;&atilde;o que a a&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica pode    dar ao processo de desenvolvimento das habilidades do racioc&iacute;nio, quando    embasada na teoria epistemol&oacute;gica de Jean Piaget. O psicopedagogo encontra    nos dados piagetianos sobre o desenvolvimento da cogni&ccedil;&atilde;o valiosos    instrumentos para sua pr&aacute;tica. A leitura de Piaget permitiu a compreens&atilde;o    do processo de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento, da origem e desenvolvimento    do racioc&iacute;nio, fornecendo importante suporte te&oacute;rico tanto para    a avalia&ccedil;&atilde;o quanto para a interven&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A teoria piagetiana    nos permitiu tamb&eacute;m o conhecimento e a utiliza&ccedil;&atilde;o das provas    operat&oacute;rias como importante recurso avaliativo do processo de desenvolvimento    cognitivo do sujeito, uma vez que possibilitam a identifica&ccedil;&atilde;o    do est&aacute;gio cognitivo no qual ele se encontra, revelando a presen&ccedil;a    ou n&atilde;o de estruturas mentais que s&atilde;o consideradas fundamentais    para a g&ecirc;nese de determinadas habilidades do racioc&iacute;nio. A an&aacute;lise    dos resultados obtidos com a aplica&ccedil;&atilde;o das provas piagetianas    tamb&eacute;m contribui para o trabalho interventivo, na medida em que aponta    o que ainda precisa ser constru&iacute;do com o sujeito dentro do dom&iacute;nio    l&oacute;gico, a fim de promover o avan&ccedil;o cognitivo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra conclus&atilde;o    que surge &eacute; sobre a import&acirc;ncia da contribui&ccedil;&atilde;o da    teoria de Vygotsky no processo interventivo psicopedag&oacute;gico. Piaget explicou    como o conhecimento se desenvolve e n&atilde;o como desenvolver o conhecimento    no processo educativo. E &eacute; a&iacute; que entra a contribui&ccedil;&atilde;o    de Vygotsky, que explicou como atuar no desenvolvimento por meio da media&ccedil;&atilde;o    de outro indiv&iacute;duo mais experiente. Por meio desta media&ccedil;&atilde;o,    ocorrer&aacute; a ativa&ccedil;&atilde;o de zonas de desenvolvimento cognitivo    que est&atilde;o em processo de matura&ccedil;&atilde;o, ou seja, das zonas    de desenvolvimento proximal (ZDP).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma terceira conclus&atilde;o    emerge do fato de que, muitas vezes, os problemas de aprendizagem que as crian&ccedil;as    apresentam e que as levam aos consult&oacute;rios psicopedag&oacute;gicos podem    ser consequ&ecirc;ncia de m&eacute;todos pedag&oacute;gicos inadequados que    desconsideram ou mesmo desconhecem uma pr&aacute;tica baseada numa abordagem    desenvolvimentista.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Piaget n&atilde;o    elaborou uma teoria sobre educa&ccedil;&atilde;o, no entanto, os resultados    de suas pesquisas oferecem uma contribui&ccedil;&atilde;o inquestion&aacute;vel    para a pr&aacute;tica educacional. Descortinam conhecimentos que promovem a    compreens&atilde;o da forma e do tempo de aprendizagem de crian&ccedil;as e    jovens, instrumentalizando os profissionais na elabora&ccedil;&atilde;o de curr&iacute;culos    e na pr&aacute;tica em sala de aula, respeitando o n&iacute;vel de desenvolvimento    cognitivo dos aprendentes, n&atilde;o os sobrecarregando com conte&uacute;dos    para os quais eles n&atilde;o tenham desenvolvido as estruturas cognitivas necess&aacute;rias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O profissional    que estuda Piaget e Vygotsky sabe que, se o ensino est&aacute; acima das capacidades    cognitivas do aluno, a aprendizagem n&atilde;o acontecer&aacute;. O caso de    Jo&atilde;o &eacute; um bom exemplo. Na escola, exige-se dele, uma crian&ccedil;a    de 9 anos, ou seja, supostamente no est&aacute;gio das opera&ccedil;&otilde;es    concretas, que resolva problemas matem&aacute;ticos sem o uso de material concreto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atitude que denota    o desconhecimento do fato de que algumas crian&ccedil;as da idade do sujeito    desta pesquisa nem sempre apresentam o desenvolvimento necess&aacute;rio para    a compreens&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos exigidos    no ano escolar que frequentam e que necessitam da media&ccedil;&atilde;o do    professor e da sua compreens&atilde;o sobre o uso de materiais manipul&aacute;veis    para auxiliar na aprendizagem dos conte&uacute;dos que lhe est&atilde;o sendo    apresentados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A falta de recursos    cognitivos n&atilde;o as permite resolver opera&ccedil;&otilde;es fundamentais    de adi&ccedil;&atilde;o, subtra&ccedil;&atilde;o, multiplica&ccedil;&atilde;o    e divis&atilde;o sem o aux&iacute;lio do concreto. Para Jo&atilde;o, que se    encontrava em transi&ccedil;&atilde;o para o pensamento concreto, as consequ&ecirc;ncias    que foram poss&iacute;veis observar durante o processo avaliativo referiam-se    ao fracasso nas provas, ao desinteresse pelas atividades escolares e &agrave;    sua baixa autoestima.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em suma, &eacute;    preciso reconhecer o valor da leitura de Piaget e de Vygotsky, tanto para o    profissional da Psicopedagogia quanto para o da Pedagogia, pois auxiliam estes    profissionais no conhecimento do processo de desenvolvimento e aprendizagem    do ser humano. Esperamos contribuir com este artigo para a a&ccedil;&atilde;o    psicopedag&oacute;gica, tanto para o processo avaliativo quanto para o interventivo.    Este estudo foi constru&iacute;do basicamente com a leitura da teoria piagetiana,    que muito nos ajudou a entender o caso de Jo&atilde;o, possibilitando um caminho    te&oacute;rico seguro &agrave; nossa pr&aacute;tica, indo das provas operat&oacute;rias    &agrave;s possibilidades de desenvolvimento das habilidades do racioc&iacute;nio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Piaget J. Seis    Estudos de Psicologia. Tradu&ccedil;&atilde;o: Maria Alice Magalh&atilde;es    D'Amorim e Paulo S&eacute;rgio Lima Silva. 5&ordf; ed. Rio de Janeiro: Forense    Universit&aacute;ria; 1972.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397273&pid=S0103-8486201800020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Wadsworth BJ.    Intelig&ecirc;ncia e Afetividade da Crian&ccedil;a na Teoria de Piaget. Tradu&ccedil;&atilde;o:    Esm&eacute;ria Rovai. 2&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Pioneira;1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397275&pid=S0103-8486201800020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Beyer HO. O    Fazer Psicopedag&oacute;gico: a abordagem de Reuven Feuerstein a partir de Vygotsky    e Piaget. Porto Alegre: Media&ccedil;&atilde;o; 1996. p. 195-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397277&pid=S0103-8486201800020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Andriola WB.    Avalia&ccedil;&atilde;o do racioc&iacute;nio verbal em estudantes do 2&ordm;    grau. Est Psicol. 1997; 2(2):277-85. [acesso 2017 Jan 11] Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.scielo.br/pdf/%0D/epsic/v2n2/a04v02n2.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/%0D/epsic/v2n2/a04v02n2.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397279&pid=S0103-8486201800020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Macedo L. Ensaios    construtivistas. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo; 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397280&pid=S0103-8486201800020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. de La Taille    Y. Jean Piaget: cole&ccedil;&atilde;o grandes mestres. [v&iacute;deo]. 57:22,    cor. [acesso 2016 Dez 10]. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=PBVNYRQP7Sk" target="_blank">https://www.youtube.com/watch?v=PBVNYRQP7Sk</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397282&pid=S0103-8486201800020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Dolle JM, Bellano    B. Essas crian&ccedil;as que n&atilde;o aprendem: diagn&oacute;sticos e terapias    cognitivas. Tradu&ccedil;&atilde;o: Cl&aacute;udio Jo&atilde;o Paulo Saltini.    Petr&oacute;polis: Vozes; 1995. p. 101-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397283&pid=S0103-8486201800020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Sampaio S. Manual    pr&aacute;tico do diagn&oacute;stico psicopedag&oacute;gico cl&iacute;nico.    5&ordf; ed. Rio de Janeiro: Wak; 2014. p. 50-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397285&pid=S0103-8486201800020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Weiss MLL. Psicopedagogia    Cl&iacute;nica: Uma vis&atilde;o diagn&oacute;stica dos problemas de aprendizagem    escolar. 12&ordf; ed. Rio de Janeiro: Lamparina; 2007. 105 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397287&pid=S0103-8486201800020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Vygotsky LS.    A Forma&ccedil;&atilde;o Social da Mente: O Desenvolvimento dos Processos Psicol&oacute;gicos    Superiores. Tradu&ccedil;&atilde;o: Jos&eacute; Cipolla Neto, Lu&iacute;s Silveira    Menma Barreto, Solange Castro Afeche. 6&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Martins    Fontes; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397289&pid=S0103-8486201800020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Oliveira MK.    Vygotsky: Aprendizado e desenvolvimento: um processo s&oacute;cio-hist&oacute;rico.    S&atilde;o Paulo: Scipione; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397291&pid=S0103-8486201800020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Flavell JH.    A Psicologia do Desenvolvimento de Jean Piaget. Tradu&ccedil;&atilde;o: Maria    Helena Souza Patto. 4&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Pioneira; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397293&pid=S0103-8486201800020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Dolle JM. Para    compreender Jean Piaget - Uma Inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; Psicologia Gen&eacute;tica    Piagetiana. Tradu&ccedil;&atilde;o: Maria Jos&eacute; JG Almeida. 4&ordf; ed.    Rio de Janeiro: Guanabara; 1987. p. 124, 146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397295&pid=S0103-8486201800020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Macedo L. Aquisi&ccedil;&atilde;o    da no&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o por interm&eacute;dio de    um procedimento conforme o modelo [Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado]. S&atilde;o    Paulo: Instituto de Psicologia da USP; 1973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397297&pid=S0103-8486201800020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Raths LE, Jonas    A, Rothstein AM, Wassermann S. Ensinar a Pensar: Teoria e Aplica&ccedil;&atilde;o.    Tradu&ccedil;&atilde;o: Dante Moreira Leite. 2&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: EPU;    1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397299&pid=S0103-8486201800020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Macedo L, Petty    ALS, Passos NC. Quatro cores, senha e domin&oacute;: oficinas de jogos em uma    perspectiva construtivista e psicopedag&oacute;gica. S&atilde;o Paulo: Casa    do Psic&oacute;logo; 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397301&pid=S0103-8486201800020001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Piaget J. Piaget    por Piaget. 1977. [v&iacute;deo] [acesso 2016 Set 28]. Dispon&iacute;vel em:    <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FWYjDvh3bWI" target="_blank">https://www.youtube.com/watch?v=FWYjDvh3bWI</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397303&pid=S0103-8486201800020001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Goulart IB.    Piaget: experi&ecirc;ncias b&aacute;sicas para utiliza&ccedil;&atilde;o pelo    professor. 2&ordf; ed. Petr&oacute;polis: Vozes; 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4397304&pid=S0103-8486201800020001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#top" name="corresp"><img src="/img/revistas/psicoped/v35n107/seta.jpg" border="0"></a>    <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>:    <br>   Ana Paula Arag&atilde;o de Moraes    <br>   Esp&iacute;rito Santo, 723/302 - Centro    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Juiz de Fora, MG, Brasil - CEP 36010-040    <br>   E-mail: <a href="mailto:anapaulaamoraes@gmail.com">anapaulaamoraes@gmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido:    08/02/2018    <br>   Aprovado: 10/05/2018</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo &eacute;    uma parte do trabalho de conclus&atilde;o de curso da autora, apresentado ao    curso de especializa&ccedil;&atilde;o em Psicopedagogia Cl&iacute;nica e Institucional    da Faculdade Metodista Granbery, de Juiz de Fora/MG. Recebeu orienta&ccedil;&atilde;o,    em ambos, da Dra. L&eacute;a Stahlschmidt Pinto Silva, a quem muito agradece.    <br>   Trabalho realizado na Faculdade Metodista Granbery, Juiz de Fora, MG, Brasil.</font></p>      ]]></body>
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