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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Um olhar psicopedagógico sobre o processo ensino-aprendizagem no contexto hospitalar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Psychopedagogy can provide meaningful learning in different environments of the school, requires the performance of a professional who works in favor of psychic and cognitive development. Thus, the article presents an account about the performance of the psychopedagogue in the hospital context as a member of the multidisciplinary team of the hospital. From the theoretical and practical reflection was analyzed the psychopedagogical care performed in the Pediatrics of a Hospital. The meetings were divided into 10 weekly sessions of interventions based on individual activities and in hospital beds and 10 weekly sessions of Group interventions performed in the toy library with play activities. Thus, it was possible to verify the importance of the Psychopedagogical intervention for the learning and the quality of life of school-age children and adolescents in the hospitalization process.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Contexto Hospitalar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RELATO    DE EXPERI&Ecirc;NCIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Um    olhar psicopedag&oacute;gico sobre o processo ensino-aprendizagem no contexto    hospitalar</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A psychopedagogical    look at the teaching-learning process in the hospital context</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Karina Silva    Smerdel<sup>I</sup>; Cam&eacute;lia Santina Murgo<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Gradua&ccedil;&atilde;o    e Licenciatura em Letras (Universidade do Oeste Paulista) Gradua&ccedil;&atilde;o    e licenciatura em Pedagogia (Faculdade de Presidente Prudente FAPEPE- Grupo    Uniesp), P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o Lato Senso em O Ensino do texto    (Universidade Estadual Paulista). Docente da Rede P&uacute;blica do Estado de    S&atilde;o Paulo. Discente em Psicopedagoga Cl&iacute;nica e Institucional (Universidade    do Oeste Paulista- UNOESTE), Presidente Prudente, SP, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Gradua&ccedil;&atilde;o e Licenciatura em Psicologia (Universidade    do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o), Mestrado em Psicologia Escolar e Doutorado    em Psicologia Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o (Universidade Cat&oacute;lica    de Campinas). P&oacute;s-doutoramento em Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica    (Universidade S&atilde;o Francisco) &Eacute; docente e Coordenadora do Programa    de Pesquisa e Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica do Curso de Psicologia,    Especializa&ccedil;&atilde;o em Psicopedagogia Cl&iacute;nica e Institucional,    Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o no quadri&ecirc;nio 2013-2016 e l&iacute;der    do grupo de pesquisa Forma&ccedil;&atilde;o de Professores e Constru&ccedil;&atilde;o    dos Processos de subjetividade (CNPq) da Universidade do Oeste Paulista, Presidente    Prudente, SP, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#corresp">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A psicopedagogia    pode proporcionar uma aprendizagem significativa em ambientes diferentes do    escolar, e exige a atua&ccedil;&atilde;o de um profissional que realize um trabalho    favor&aacute;vel ao desenvolvimento ps&iacute;quico e cognitivo. Desta forma,    o artigo apresenta um relato sobre a atua&ccedil;&atilde;o do psicopedagogo    no contexto hospitalar enquanto membro da equipe multidisciplinar do hospital.    A partir da reflex&atilde;o te&oacute;rica e pr&aacute;tica foi analisado o    atendimento psicopedag&oacute;gico realizado na Pediatria de um hospital. Os    encontros foram divididos em 10 sess&otilde;es semanais de interven&ccedil;&otilde;es    baseadas em atividades individuais e em leito hospitalar e 10 sess&otilde;es    semanais de interven&ccedil;&otilde;es grupais realizadas na brinquedoteca com    atividades l&uacute;dicas. Assim, foi poss&iacute;vel verificar a import&acirc;ncia    da interven&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica para o aprender e a qualidade    de vida de crian&ccedil;as e adolescentes em idade escolar no processo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Unitermos</b>:    Contexto Hospitalar. Aprendizagem. Interven&ccedil;&atilde;o Psicopedag&oacute;gica.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Psychopedagogy    can provide meaningful learning in different environments of the school, requires    the performance of a professional who works in favor of psychic and cognitive    development. Thus, the article presents an account about the performance of    the psychopedagogue in the hospital context as a member of the multidisciplinary    team of the hospital. From the theoretical and practical reflection was analyzed    the psychopedagogical care performed in the Pediatrics of a Hospital. The meetings    were divided into 10 weekly sessions of interventions based on individual activities    and in hospital beds and 10 weekly sessions of Group interventions performed    in the toy library with play activities. Thus, it was possible to verify the    importance of the Psychopedagogical intervention for the learning and the quality    of life of school-age children and adolescents in the hospitalization process.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>:    Hospital Context. Learning. Psychopedagogical Intervention.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A hospitaliza&ccedil;&atilde;o    infanto-juvenil tem sido tema de constantes interesses entre profissionais da    sa&uacute;de e da educa&ccedil;&atilde;o, ambos preocupados com os poss&iacute;veis    efeitos de uma interna&ccedil;&atilde;o perante aos processos de desenvolvimento    e de aprendizagem da crian&ccedil;a e do adolescente em idade escolar. Isso    porque o ingresso no hospital, segundo Ceccim<sup>1</sup>, "imp&otilde;e limites    &agrave; socializa&ccedil;&atilde;o e &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es, imp&otilde;e    o afastamento da escola, dos amigos, da rua e da casa e imp&otilde;e regras    sobre corpo, a sa&uacute;de, o tempo e os espa&ccedil;os". Uma experi&ecirc;ncia    que pode gerar medo, dor e sofrimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A necessidade de    responder &agrave; seguinte quest&atilde;o: "Por que n&atilde;o h&aacute; um    psicopedagogo dentro das Institui&ccedil;&otilde;es hospitalares?" foi o ponto    de partida para realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho, com a meta de encontrar    uma metodologia que auxiliasse o profissional de Psicopedagogia dentro de uma    institui&ccedil;&atilde;o hospitalar. Surgiu ent&atilde;o a ideia de um trabalho    pr&aacute;tico com atua&ccedil;&atilde;o do psicopedagogo, na Pediatria de um    hospital.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo foi    investigar como a presen&ccedil;a do profissional da Psicopedagogia no ambiente    hospitalar pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida das crian&ccedil;as    e adolescentes hospitalizados e verificar como a sua atua&ccedil;&atilde;o pode    auxiliar no al&iacute;vio do estresse dos pacientes em idade escolar, buscando    contribuir para o processo de humaniza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as,    adolescentes e seus familiares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O    TE&Oacute;RICA: O PER&Iacute;ODO DE HOSPITALIZA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para muitas crian&ccedil;as    e adolescentes, o hospital, principalmente para aqueles diagnosticados com afec&ccedil;&otilde;es    cr&ocirc;nicas, passa a ser o principal contexto de conv&iacute;vio, de desenvolvimento    e aprendizagem. As pessoas inseridas neste contexto, geralmente, s&atilde;o    profissionais da sa&uacute;de, os pacientes e seus familiares, com objetivos    em comum a recupera&ccedil;&atilde;o do paciente que passa por uma enfermidade.    "Desta forma, a chegada ao hospital, determinada pela perman&ecirc;ncia de uma    interna&ccedil;&atilde;o, &eacute; fator fundamental dentro do processo de humaniza&ccedil;&atilde;o    do atendimento<sup>"2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este &eacute; um    ambiente que possui caracter&iacute;sticas muito diferentes do dia-a-dia, o    cotidiano &eacute; alterado, passando a seguir uma rotina de acordo com o tratamento    cl&iacute;nico, medica&ccedil;&otilde;es, regras, alimenta&ccedil;&atilde;o,    hor&aacute;rio. H&aacute; um afastamento da atividade social, afetiva, e cognitiva.    O per&iacute;odo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um momento de priva&ccedil;&atilde;o    do cotidiano e das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais do dia-a-dia. "Os adultos    presentes no hospital s&atilde;o, muitas vezes, pessoas estranhas e encontram-se    envolvidos em rotinas do tratamento, deixando de atender &agrave;s necessidades    psicol&oacute;gicas da crian&ccedil;a"<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se a crian&ccedil;a    ou adolescente for diagnosticado com uma afec&ccedil;&atilde;o mais branda,    o tratamento ser&aacute; mais r&aacute;pido, mas se for mais r&iacute;gida,    perdurar&aacute; um tempo indeterminado. De qualquer forma, durante o per&iacute;odo    de interna&ccedil;&atilde;o, o paciente e sua fam&iacute;lia v&atilde;o se habituando    a todo esse novo ambiente e misturam suas expectativas, o paciente hospitalizado    passa a vestir-se com um uniforme, alguns trazem objetos de casa. Muitos, por    serem mais carentes, at&eacute; acham o hospital um lugar muito bom, com comida    v&aacute;rias vezes ao dia, cama, televis&atilde;o, sala para brincar. Mas com    o tempo a hospitaliza&ccedil;&atilde;o passa a potencializar uma ansiedade,    choro, perda de sono, medo, apego desesperado aos pais e estresse.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo da hospitaliza&ccedil;&atilde;o    tem um efeito traum&aacute;tico para muitos pacientes. Estes perdem seu individualismo    quando come&ccedil;am a passar por procedimentos m&eacute;dicos dolorosos. Tais    procedimentos e regras s&atilde;o adotados para garantir o tratamento correto,    no entanto, a hospitaliza&ccedil;&atilde;o traz um processo menos doloroso em    outros aspectos. "No hospital &eacute; necess&aacute;rio o desenvolvimento de    atividades e brincadeiras que as crian&ccedil;as enfermas possam participar,    atrav&eacute;s do l&uacute;dico pode-se oferecer expectativa &agrave;s crian&ccedil;as    hospitalizadas"<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A hospitaliza&ccedil;&atilde;o    retira da crian&ccedil;a todas as suas fantasias, limita o seu desenvolvimento    cognitivo, afetivo, motor e social, que est&aacute; vinculado ao processo da    aprendizagem escolar. Devido ao per&iacute;odo de tratamento, a crian&ccedil;a    e o adolescente perdem o contato com os professores, os colegas de classe, os    conte&uacute;dos escolares, gerando um desconforto ao retornar &agrave; escola    e preju&iacute;zos curriculares. A aprendizagem est&aacute; diretamente relacionada    ao desenvolvimento psicol&oacute;gico e adapta&ccedil;&otilde;es que o indiv&iacute;duo    tem a sua realidade. Durante a aprendizagem, a crian&ccedil;a consegue explorar    seu meio e intervir.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Ceccim<sup>1</sup>,    "a aprendizagem por meio das classes hospitalares possibilita uma altera&ccedil;&atilde;o    na viv&ecirc;ncia de hospitaliza&ccedil;&atilde;o. Assim sendo, pode-se compreender    que o processo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser modificado    atrav&eacute;s de uma aprendizagem significativa". A crian&ccedil;a e o adolescente    que necessitam de uma hospitaliza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m necessitam    de aten&ccedil;&atilde;o aos determinantes do desenvolvimento ps&iacute;quico    e cognitivo para dar continuidade aos estudos quando retornarem ao ambiente    escolar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tais aspectos sobre    a hospitaliza&ccedil;&atilde;o levam &agrave; reflex&atilde;o sobre esse ambiente    diferente buscando a compreens&atilde;o e as poss&iacute;veis adapta&ccedil;&otilde;es    para que as crian&ccedil;as e adolescentes hospitalizados possam permanecer    nele da melhor maneira poss&iacute;vel. Desta forma, destacam-se duas modalidades    de ensino para crian&ccedil;as e adolescentes que est&atilde;o privados do conv&iacute;vio    escolar por causa de enfermidade: a classe hospitalar e o atendimento educacional    domiciliar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CLASSE HOSPITALAR    E ATENDIMENTO DOMICILIAR</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O acesso &agrave;    educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, de modo a promover o desenvolvimento e    constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento est&aacute; presente na Lei n&ordm;    9.394<sup>5</sup>, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o    Nacional, assim como a Lei n&ordm; 10.685<sup>6</sup>, de 30 de novembro de    2000, que disp&otilde;e sobre o acompanhamento educacional da crian&ccedil;a    e do adolescente internados para tratamento de sa&uacute;de, elaborada pelo    deputado Milton Fl&aacute;vio, que colaboraram para que o Minist&eacute;rio    P&uacute;blico, por meio de sua Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o Especial    elaborasse um documento que estruturasse a&ccedil;&otilde;es para o atendimento    educacional em ambientes que n&atilde;o fossem somente a escola, como institui&ccedil;&otilde;es    que viessem ofertar atendimento pedag&oacute;gico em ambientes hospitalares    e domic&iacute;lio, estrat&eacute;gias e orienta&ccedil;&otilde;es para o pleno    desenvolvimento da pessoa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O direito &agrave;    educa&ccedil;&atilde;o se expressa como direito &agrave; aprendizagem e &agrave;    escolariza&ccedil;&atilde;o, segundo a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal<sup>7</sup>,    no art. 205: "a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; direito de todos e dever do    estado e da fam&iacute;lia, tendo em vista o pleno desenvolvimento da pessoa".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; pessoa hospitalizada, o tratamento de sa&uacute;de implica mudar rotinas,    separar-se de familiares, amigos, sujeitar-se a procedimentos dolorosos. "[...]    &Eacute; preciso reorganizar a assist&ecirc;ncia hospitalar para assegurar o    cuidado, o acesso ao lazer, ao conv&iacute;vio, &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es    sobre o processo de adoecimentos, cuidados terap&ecirc;uticos e ao exerc&iacute;cio    intelectual [...]"<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao profissional    da classe hospitalar e do atendimento domiciliar cabe elaborar estrat&eacute;gias    para possibilitar o acompanhamento pedag&oacute;gico &agrave;queles que, impossibilitados    de irem &agrave; escola, recebam orienta&ccedil;&otilde;es e acompanhamento    de um curr&iacute;culo adaptado que favore&ccedil;a o retorno ou integra&ccedil;&atilde;o    ao seu grupo escolar. A Resolu&ccedil;&atilde;o 41, dos Direitos da Crian&ccedil;a    e do Adolescente Hospitalizados em seu item 9<sup>9</sup> "disp&otilde;e sobre    o Direito de desfrutar de alguma forma de recrea&ccedil;&atilde;o, programas    de educa&ccedil;&atilde;o para sa&uacute;de, acompanhamento do curr&iacute;culo    escolar, durante a perman&ecirc;ncia hospitalar".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O atendimento &agrave;    classe hospitalar est&aacute; vinculado aos sistemas de educa&ccedil;&atilde;o    como uma unidade de trabalho pedag&oacute;gico e compete &agrave; Secretaria    de Educa&ccedil;&atilde;o atender &agrave; solicita&ccedil;&atilde;o dos hospitais    para o servi&ccedil;o.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">[...] O ambiente      da classe &eacute; projetado para favorecer o desenvolvimento, respeitando      a capacidade e necessidade educacional do indiv&iacute;duo atrav&eacute;s      de recursos que auxilie a crian&ccedil;a a construir um percurso cognitivo,      emocional e social para manter uma liga&ccedil;&atilde;o com a vida familiar      e social e a realidade no hospital [...]<sup>10</sup></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A sala da classe    hospitalar n&atilde;o segue necessariamente uma regra, podendo ser "[...] adaptada    de acordo com a disponibilidade da institui&ccedil;&atilde;o, ter no m&iacute;nimo    mobili&aacute;rio adequado, bancada, pia, instala&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias,    espa&ccedil;o ao ar livre para atividades f&iacute;sicas e ludo-pedag&oacute;gicas,    Recursos audiovisuais e computadores". [...]<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O professor deve    estar capacitado para trabalhar com a diversidade e ter disponibilidade para    o trabalho em equipe e contar com um profissional de apoio, podendo este ser    do pessoal do servi&ccedil;o da sa&uacute;de ou da educa&ccedil;&atilde;o, ser    tamb&eacute;m do n&iacute;vel de escolaridade m&eacute;dio ou estudantes universit&aacute;rios,    cuja fun&ccedil;&atilde;o ser&aacute; auxiliar o professor na organiza&ccedil;&atilde;o    do espa&ccedil;o e controle dos educandos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O atendimento domiciliar    deve ser realizado na resid&ecirc;ncia do educando e no ambiente de ensino quando    este retornar. Enquanto estiver no domic&iacute;lio do educando, deve sempre    entrar em contato com a escola na qual este &eacute; matriculado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O profissional    do atendimento domiciliar e da classe hospitalar faz uso de recursos que s&atilde;o    instrumentos de apoio did&aacute;tico-pedag&oacute;gico e adapta&ccedil;&otilde;es    do curr&iacute;culo, e deve possibilitar a igualdade de condi&ccedil;&otilde;es    para o acesso ao conhecimento e a perman&ecirc;ncia na escola. Dever&aacute;    ter forma&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica em Educa&ccedil;&atilde;o Especial    ou em cursos de Pedagogia ou licenciaturas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A crian&ccedil;a    que necessita de uma interna&ccedil;&atilde;o hospitalar necessita tamb&eacute;m    de aten&ccedil;&atilde;o. Segundo Ceccim<sup>1</sup>, "o acompanhamento pedag&oacute;gico    e escolar da crian&ccedil;a hospitalizada favorece a constru&ccedil;&atilde;o    subjetiva de uma estabilidade de vida". Pode-se verificar que a caracter&iacute;stica    da interna&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a a ser pensada n&atilde;o somente como    um per&iacute;odo da constru&ccedil;&atilde;o de medos e sentimento de abandono    para uma crian&ccedil;a, mas em um per&iacute;odo em que ela possa ter uma qualidade    de vida e prote&ccedil;&atilde;o integralmente. O Estatuto da Crian&ccedil;a    e do Adolescente<sup>11</sup> assegura em seu art. 3&ordm; "a crian&ccedil;a    e o adolescente todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar    o desenvolvimento f&iacute;sico, mental, moral, espiritual e social de liberdade    e de dignidade".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Buscar um direcionamento    de que a aprendizagem transforma o indiv&iacute;duo, entende-se que disponibilizar    um momento para o aprender da crian&ccedil;a ou adolescente hospitalizado propiciar&aacute;    uma retomada de sua individualidade em que ela passar&aacute; a ser agente de    sua pr&oacute;pria realidade, explorar seu meio e intervir.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na impossibilidade    de frequ&ecirc;ncia &agrave; escola durante o per&iacute;odo de tratamento de    sa&uacute;de ou de assist&ecirc;ncia psicossocial, "as pessoas necessitam de    formas alternativas de organiza&ccedil;&atilde;o e oferta de ensino com os direitos    &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; sa&uacute;de, tal como definidos    na lei e demandados pelo Direito &agrave; vida em sociedade"<sup>8</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta adequa&ccedil;&atilde;o    ao sistema de interna&ccedil;&atilde;o contribui para a humaniza&ccedil;&atilde;o    que deve ser entendida em sa&uacute;de como uma valoriza&ccedil;&atilde;o do    respeito &agrave; vida e das condi&ccedil;&otilde;es humanas, considerando os    aspectos individuais e particulares de cada pessoa, como hist&oacute;ria de    vida, medo, cren&ccedil;as, sonhos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>ATUA&Ccedil;&Atilde;O    DO PSICOPEDAGOGO EM EQUIPE MULTIDISCIPLINAR HOSPITALAR</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Psicopedagogia    n&atilde;o pertence unicamente &agrave; &aacute;rea cl&iacute;nica, pois ela    tamb&eacute;m abrange &aacute;reas institucionais como a organizacional, social    e educacional, utilizando-se de recursos t&eacute;cnicos, metodol&oacute;gicos    e te&oacute;ricos de diversos saberes.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">[...] A Psicopedagogia      nasceu como ocupa&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica pela necessidade de atender      as crian&ccedil;as com dificuldades na aprendizagem, cujas causas eram estudadas      pela Medicina e Psicologia. Com o decorrer do tempo, o que inicialmente foi      uma a&ccedil;&atilde;o subsidi&aacute;ria dessas disciplinas perfilou-se com      um conhecimento independente e complementar, possuidor de um objeto de estudo      (o processo aprendizagem) e de recursos diagn&oacute;sticos, corretores e      preventivos pr&oacute;prios [...]<sup>12</sup>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Psicopedagogia    no contexto hospitalar, assim como os profissionais da sa&uacute;de, busca comprometer-se    com quest&otilde;es ligadas &agrave; qualidade de vida. O profissional de Psicopedagogia    est&aacute; integrado enquanto parte de apoio na equipe multidisciplinar hospitalar.    A equipe multidisciplinar tem sua forma&ccedil;&atilde;o centrada nas necessidades    da pessoa, portanto, ela n&atilde;o &eacute; pr&eacute;-organizada. A demanda    do tipo de afec&ccedil;&atilde;o &eacute; que far&aacute; com que os profissionais    da sa&uacute;de se integrem, com o prop&oacute;sito de satisfazer &agrave;s    necessidades globais da pessoa, proporcionando seu bem-estar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considera-se que    a equipe multidisciplinar que atua diretamente com o paciente hospitalizado    em idade escolar &eacute; formada por: m&eacute;dicos, enfermeiros, psic&oacute;logos,    nutricionistas, assistentes social, psicopedagogos, pedagogos e fisioterapeutas.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">[...] O trabalho      em equipe n&atilde;o significa, portanto, a soma&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos      organizados para uma tarefa comum, mas a integra&ccedil;&atilde;o de cada      elemento que a comp&otilde;e, atendendo &agrave;s peculiaridades grupais,      &eacute; uma reuni&atilde;o de t&eacute;cnicos em v&aacute;rias especialidades      profissionais, desempenhando fun&ccedil;&otilde;es harm&ocirc;nicas [...]<sup>13</sup></font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Psicopedagogia    ainda &eacute; uma ci&ecirc;ncia nova e que est&aacute; em plena constru&ccedil;&atilde;o,    ela surge para atender uma demanda espec&iacute;fica, para auxiliar a interven&ccedil;&atilde;o    e preven&ccedil;&atilde;o dos problemas de aprendizagem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O psicopedagogo    auxilia o educador da classe hospitalar a refletir sobre o seu papel em uma    classe hospitalar, utiliza t&eacute;cnicas e atividades como reuni&otilde;es    e discuss&otilde;es para conseguir a ressignifica&ccedil;&atilde;o do educador    em rela&ccedil;&atilde;o ao aprender. Destaca a realiza&ccedil;&atilde;o de    um trabalho instrumentalizando estes profissionais para lidar com pessoas hospitalizadas.    O psicopedagogo tem a sensibilidade de perceber a realidade de escutar, olhar    e possibilitar um falar, que contribui para atua&ccedil;&atilde;o desse educador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No contexto hospitalar,    considerando o car&aacute;ter preventivo, o psicopedagogo atua realizando uma    investiga&ccedil;&atilde;o, avaliando os processos did&aacute;ticos e metodol&oacute;gicos    aplicados, analisa toda a din&acirc;mica existente dos profissionais da institui&ccedil;&atilde;o    para propiciar a interven&ccedil;&atilde;o adequada e uma reestrutura&ccedil;&atilde;o    do ambiente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m do    aspecto de apoio aos educadores, o psicopedagogo tamb&eacute;m poder&aacute;    compreender como se d&aacute; a aprendizagem das crian&ccedil;as e adolescentes    da institui&ccedil;&atilde;o analisada. Nesse contexto n&atilde;o deixa de ser    um cl&iacute;nico, que realiza diagn&oacute;stico e tratamentos, com instrumentos    e t&eacute;cnicas usadas na psicopedagogia cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mesmos os tratamentos    para afec&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o exigem interna&ccedil;&otilde;es    prolongadas deixam as crian&ccedil;as e adolescentes inseguros, assustados ou    agressivos. O psicopedagogo auxilia na acomoda&ccedil;&atilde;o &agrave; nova    situa&ccedil;&atilde;o, oportunizando-os a se expressarem projetando todo o    sentimento do momento. Tamb&eacute;m atua de maneira l&uacute;dica, ajudando    a crian&ccedil;a e o adolescente hospitalizado a explorar suas potencialidades    e criando situa&ccedil;&otilde;es nas quais fiquem motivados, juntando-os e    dando-lhes oportunidades de trocarem experi&ecirc;ncias, ajudarem-se mutuamente.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Brincando, a      crian&ccedil;a entra em contato com o ambiente, relaciona-se com o outro,      desenvolve o f&iacute;sico, a mente, a autoestima, a afetividade, torna-se      ativa e curiosa"<sup>14</sup>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao psicopedagogo,    sendo parte de apoio da equipe multidisciplinar da institui&ccedil;&atilde;o,    tamb&eacute;m cabe desenvolver um programa de apoio de atendimento integrado    &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; sa&uacute;de dos pacientes. A resolu&ccedil;&atilde;o    41, dos Direitos da Crian&ccedil;a e Adolescentes hospitalizados, em seu item    8 assegura que todos tenham condi&ccedil;&otilde;es de adquirir conhecimentos    sobre si, autocuidado aprendendo sobre como ajudar-se, o porqu&ecirc; aceitar    e fazer uso das medica&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Direito a ter      conhecimento adequado de sua enfermidade, dos cuidados terap&ecirc;uticos      e diagn&oacute;sticos a serem utilizados, do progn&oacute;stico, respeitando      sua fase cognitiva, al&eacute;m de receber amparo psicol&oacute;gico, quando      se fizer necess&aacute;rio"<sup>9</sup>.</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O psicopedagogo    &eacute; respons&aacute;vel pelas estrat&eacute;gias para a abordagem do paciente    e seus familiares, sobre o esclarecimento da afec&ccedil;&atilde;o, orienta&ccedil;&atilde;o    ao tratamento e produ&ccedil;&atilde;o de material educativo. Atua com o desenvolvimento    integral e com a manuten&ccedil;&atilde;o da aprendizagem. Isso dar&aacute;    a reinser&ccedil;&atilde;o na vida escolar do paciente hospitalizado, ap&oacute;s    todo o tratamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Psicopedagogia    Institucional renova a forma de atuar dentro das institui&ccedil;&otilde;es    nas quais possa ocorrer a aprendizagem, como no caso de um hospital, levando    em conta a rela&ccedil;&atilde;o existente entre institui&ccedil;&atilde;o e    o aprender. O psicopedagogo contribui para uma adequa&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es    existentes entre a equipe multidisciplinar e os pacientes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DESCRI&Ccedil;&Atilde;O    DAS A&Ccedil;&Otilde;ES DO PSICOPEDAGOGO NO HOSPITAL</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O desenvolvimento    das a&ccedil;&otilde;es do psicopedagogo em ambiente hospitalar iniciou-se a    partir da leitura e discuss&atilde;o de textos nas disciplinas do curso de Especializa&ccedil;&atilde;o    em Psicopedagogia Cl&iacute;nica e Institucional. A partir das discuss&otilde;es    foi verificada a necessidade de compreender como &eacute; desenvolvida a atua&ccedil;&atilde;o    do psicopedagogo em um hospital p&uacute;blico no munic&iacute;pio de Presidente    Prudente, SP.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O est&aacute;gio    supervisionado tamb&eacute;m contribuiu para o levantamento e an&aacute;lise    de dados e informa&ccedil;&otilde;es para a elabora&ccedil;&atilde;o deste artigo.    Foi realizado um levantamento de referencial te&oacute;rico e bibliogr&aacute;fico    que auxiliasse na compreens&atilde;o do tema, al&eacute;m de oferecer perspectivas    para o desenvolvimento da psicopedagogia hospitalar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para compreender    a atua&ccedil;&atilde;o do psicopedagogo e sua import&acirc;ncia no desenvolvimento    social e cognitivo de crian&ccedil;as e adolescentes privados do conv&iacute;vio    escolar por motivo de enfermidade, iniciou-se uma pesquisa de campo. O trabalho    foi realizado na Pediatria de um hospital com a participa&ccedil;&atilde;o do    psicopedagogo em atendimentos psicopedag&oacute;gicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A interven&ccedil;&atilde;o    foi dividida em 10 encontros com dura&ccedil;&atilde;o de 4 horas cada um, sendo    que, para atividades individuais e em leito hospitalar, estima-se interven&ccedil;&otilde;es    semanais com dura&ccedil;&atilde;o de 50 minutos e para atividades grupais interven&ccedil;&otilde;es    semanais com dura&ccedil;&atilde;o de 1h30min. Os grupos eram compostos por    aproximadamente cinco participantes. Foram atendidos 15 pacientes em idade escolar,    8 crian&ccedil;as e 7 adolescentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As orienta&ccedil;&otilde;es    supervisionadas aconteceram de 15 em 15 dias at&eacute; o t&eacute;rmino das    mesmas. O atendimento psicopedag&oacute;gico com crian&ccedil;as hospitalizadas    oportuniza o desenvolvimento de habilidades b&aacute;sicas que favorecem a aprendizagem    escolar. O apoio psicopedag&oacute;gico igualmente proporciona um espa&ccedil;o    de escuta dial&oacute;gica promovendo a a&ccedil;&atilde;o do sujeito perante    o meio, durante o per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o. Constatada a enfermidade    e a hospitaliza&ccedil;&atilde;o, a crian&ccedil;a/ou adolescente come&ccedil;a    a construir sua subjetividade, sua caracter&iacute;stica de aprendizagem e sua    compet&ecirc;ncia intelectual.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante desses fatores    foram desenvolvidas atividades que favoreceram: autoestima, autoconceito, habilidades    sociais, criatividade, coordena&ccedil;&atilde;o motora fina, mem&oacute;ria,    percep&ccedil;&atilde;o auditiva, racioc&iacute;nio e aten&ccedil;&atilde;o.    As t&eacute;cnicas psicopedag&oacute;gicas utilizadas foram: Baralho das Emo&ccedil;&otilde;es,    teatro de fantoches, dedoches, fotografias, colagem, pintura, Cora&ccedil;&atilde;o    Cheio, Bonecos de EVA com express&otilde;es faciais, Balan&ccedil;a dos Sentimentos,    Constru&ccedil;&atilde;o e Conta&ccedil;&atilde;o de Hist&oacute;rias no livro    gigante e no flanel&oacute;grafo, Vira-vira das Emo&ccedil;&otilde;es, Term&ocirc;metro    das Emo&ccedil;&otilde;es, Rel&oacute;gio das Emo&ccedil;&otilde;es, M&atilde;ozinha    amiga, Dado das emo&ccedil;&otilde;es, N&atilde;o Vale o pato e Jogo do Equil&iacute;brio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todas essas t&eacute;cnicas    tiveram o objetivo de promover momentos de reflex&atilde;o acerca da necessidade    de conviver harmoniosamente em grupo, desenvolver rela&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis    e produtivas que, consequentemente, refletir&atilde;o no contexto familiar,    educacional e social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No primeiro encontro    foi feita uma visita ao ambiente, din&acirc;mica de apresenta&ccedil;&atilde;o    de boas-vindas com fantoches. O objetivo foi estimular e criar v&iacute;nculo    afetivo para a realiza&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es. A din&acirc;mica    de boas-vindas foi realizada em passagem pelos leitos dos pacientes, conversando    com as crian&ccedil;as e adolescentes, apresentando o material a ser utilizado.    Tamb&eacute;m foram realizadas brincadeiras em grupos com os fantoches em que    as crian&ccedil;as encenaram suas hist&oacute;rias. O objetivo foi proporcionar    um espa&ccedil;o dial&oacute;gico entre pacientes, psicopedagogo e grupos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No segundo encontro    houve uma sensibiliza&ccedil;&atilde;o para o tema o bem-estar e a hospitaliza&ccedil;&atilde;o,    dramatiza&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria Nuvenzinha Triste, com dedoches.    Em seguida, as crian&ccedil;as e adolescentes encenaram suas hist&oacute;rias.    Em outro momento foi apresentado ao grupo o jogo Balan&ccedil;a de n&uacute;meros    representando os sentimentos, em que fizeram a somat&oacute;ria e a divis&atilde;o    de suas emo&ccedil;&otilde;es. O objetivo foi desenvolver a habilidade da express&atilde;o    oral e racioc&iacute;nio matem&aacute;tico. Transmitir a informa&ccedil;&atilde;o    e receber com objetividade. Ap&oacute;s as atividades, foi feita uma roda de    conversa para reflex&atilde;o sobre medos, desafios e vit&oacute;rias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No terceiro encontro    foi apresentada a hist&oacute;ria da casa sonolenta, no flanel&oacute;grafo,    onde todos viviam dormindo e os participantes atuaram como contadores de hist&oacute;rias.    Ap&oacute;s a hist&oacute;ria, foram dadas imagens de carinhas com express&otilde;es    como: medo, susto, raiva, triste, t&iacute;mido, alegre. Essas carinhas foram    fixadas no flanel&oacute;grafo por um velcro, formando assim um jogo da mem&oacute;ria    dos sentimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os participantes    viraram as carinhas at&eacute; formarem o par, formando o par de um sentimento    eles descreveram: Como foi sentir aquele sentimento? Por que sentiram? Como    agiram? Os participantes tamb&eacute;m puderam usar os bonecos de EVA trocando    suas a express&otilde;es faciais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s toda    a reflex&atilde;o, foi introduzida a t&eacute;cnica do cora&ccedil;&atilde;o    cheio, com cora&ccedil;&atilde;o de EVA, figuras de carinhas expressando sentimentos    e palavras. Os participantes preencheram os cora&ccedil;&otilde;es de acordo    com o que estavam sentindo, finalizando com uma discuss&atilde;o: Com o que    seu cora&ccedil;&atilde;o est&aacute; cheio? O objetivo foi desenvolver o pensamento    e racioc&iacute;nio, trazer a consci&ecirc;ncia da crian&ccedil;a e adolescente    aos sentimentos, ajud&aacute;-los a reconhecer o que eles est&atilde;o sentindo,    aprender nomear sentimentos, coordena&ccedil;&atilde;o motora fina, organiza&ccedil;&atilde;o    e limpeza.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No quarto encontro    foi contada a hist&oacute;ria Happiness, de Amadeu Marques (adaptada para o    portugu&ecirc;s), no flanel&oacute;grafo e aberta uma discuss&atilde;o para    a Felicidade apresentada no livro e o que buscamos para ter felicidade. Ap&oacute;s,    a hist&oacute;ria em uma placa de flanel&oacute;grafo foi colocado o term&ocirc;metro    das emo&ccedil;&otilde;es feito a partir de tr&ecirc;s carinhas expressando    os sentimentos como: feliz, triste e raiva, em seguida foi dado plaquinhas de    EVA de cores diferentes aos participantes, para que eles colocassem em cima    do sentimento que fossem despertados conforme as palavras dadas. Exemplo: casa,    fam&iacute;lia, hospital, escola, etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s o t&eacute;rmino,    foi feita uma reflex&atilde;o com os participantes sobre o sentimento em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s palavras em que o term&ocirc;metro apresentou maior indicativo. Feita    a discuss&atilde;o foi dado um livro gigante para ilustra&ccedil;&atilde;o sobre:    O que &eacute; a felicidade? O objetivo foi proporcionar um posicionamento sobre    a felicidade, situar o grau de intensidade de uma emo&ccedil;&atilde;o e trabalhar    a coordena&ccedil;&atilde;o motora fina.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No quinto encontro    foi contada a hist&oacute;ria Aladim e a L&acirc;mpada m&aacute;gica com dedoches,    em seguida foram distribu&iacute;das folhas de sulfite aos participantes, juntamente    com uma L&acirc;mpada M&aacute;gica em EVA, a figura de um g&ecirc;nio da l&acirc;mpada    e carinhas expressando os sentimentos de felicidade, raiva, tristeza, surpresa.    Os participantes decoraram a l&acirc;mpada e em seguida colaram-na no sulfite.    Ap&oacute;s o t&eacute;rmino da colagem foi feita uma quest&atilde;o: O que    pedir&aacute; ao g&ecirc;nio?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os participantes    responderam &agrave; quest&atilde;o e colaram carinhas de express&otilde;es    faciais para as seguintes indaga&ccedil;&otilde;es: Se o seu pedido for aceito?    Se o seu pedido n&atilde;o for aceito? Se tiver que dar seu pedido a algu&eacute;m,    a quem dar&aacute;? Se algu&eacute;m pegar seu pedido sem pedir, como voc&ecirc;    ficar&aacute;? Ao t&eacute;rmino da atividade, foram discutidas quest&otilde;es    como: qual a necessidade desse pedido? Realmente ele &eacute; importante? &Eacute;    preciso ter tudo o que queremos? Qual a alternativa para sermos felizes quando    n&atilde;o temos o que desejamos? Como os pedidos poder&atilde;o se tornar realidade?    O objetivo foi aprender a lidar com a adversidade, ter autocontrole perante    a aceita&ccedil;&atilde;o e a n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o das adversidades    apresentadas no dia-a-dia, principalmente no contexto hospitalar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No sexto encontro    foi feita a conta&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;ria da &Aacute;rvore Triste,    em seguida aberta uma discuss&atilde;o sobre o comportamento da &aacute;rvore    e o que e como poder&iacute;amos identific&aacute;-lo perante &agrave;s tristezas    e adversidades que as pessoas passam no decorrer dos dias. Ap&oacute;s a din&acirc;mica,    foi apresentado um rel&oacute;gio grande de brinquedo onde no lugar dos n&uacute;meros    foram colocadas carinhas expressando sentimentos, como: raiva, medo, alegria,    tristeza, susto, dor, nojo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cada participante    ajustou seus ponteiros de acordo com o que estavam sentindo no momento e o que    havia sentido naquele dia. As carinhas proporcionaram um <i>feedback</i> para    o participante sobre ele mesmo, possibilitando entrar em contato com suas pr&oacute;prias    emo&ccedil;&otilde;es e estabelecer distin&ccedil;&otilde;es mais sutis entre    elas. Ajustados os ponteiros, os participantes falaram e se expressaram por    meio de relatos/desenhos e tamb&eacute;m usaram os bonecos de EVA com express&otilde;es    faciais. O objetivo foi desenvolver habilidades de auto-observa&ccedil;&atilde;o    dos sentimentos, pensamentos e ajuda para uma progressiva educa&ccedil;&atilde;o    emocional trabalhando com as habilidades sociais de entender a espera, ansiedade,    comportamento adequado para o contexto, restri&ccedil;&otilde;es alimentares,    dor e a percep&ccedil;&atilde;o do tempo matem&aacute;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No s&eacute;timo    encontro os participantes receberam uma m&atilde;ozinha em EVA onde eles escreveram    no dedo m&iacute;nimo "como ele se v&ecirc;"; ap&oacute;s a escrita do dedo    m&iacute;nimo, no dedo m&eacute;dio escreveram "algo que n&atilde;o gostavam    neles", no dedo indicador escreveram "algo que n&atilde;o tinham e que achavam    importante ter", no dedo polegar escreveram "o que consideraram boa a&ccedil;&atilde;o    feita por eles", todos ou quase todos os dias. O dedo anelar foi feito em grupo,    as crian&ccedil;as e adolescentes trocaram as m&atilde;ozinhas e o amigo ao    lado escreveu "como ele via o amigo"; ap&oacute;s completar o dedo anelar, a    m&atilde;ozinha voltou ao seu dono foi feita uma discuss&atilde;o. Os participantes    refletiram sobre como eles se veem diante de diversas situa&ccedil;&otilde;es    e como ele &eacute; visto perante o grupo. O objetivo foi trabalhar o autoconceito    para garantir a autoestima e trabalhar a coordena&ccedil;&atilde;o motora fina.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No oitavo encontro    foi entregue um dado gigante, que possu&iacute;a em seus lados figuras com express&otilde;es    faciais indicando um tipo de sentimento, o lado que permanecia em evid&ecirc;ncia    ap&oacute;s ser jogado era o sentimento que o participante deveria dizer ou    representar atrav&eacute;s dos bonecos em EVA um momento semelhante da vida    por qual tinham passado e ao mesmo tempo foi feita uma reflex&atilde;o sobre    os relatos. As crian&ccedil;as e adolescentes que tinham participado da atividade    no outro momento expressaram-se atrav&eacute;s de pinturas o seu dia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo foi    proporcionar um di&aacute;logo referente &agrave; perman&ecirc;ncia da hospitaliza&ccedil;&atilde;o    e as atividades que eles tinham em seu dia-a-dia fora do hospital. Surgiram    inquieta&ccedil;&otilde;es, ang&uacute;stias e momentos felizes e tamb&eacute;m    trabalhar a cogni&ccedil;&atilde;o com as habilidades da pintura na coordena&ccedil;&atilde;o    motora fina, criatividade e o reconhecimento de cores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No nono encontro    foi lida a hist&oacute;ria do Patinho Feio e realizada uma discuss&atilde;o    sobre o quem seriam os patinhos feios do dia-a-dia deles e como eles se tornariam    cisnes. Em seguida, com uma adapta&ccedil;&atilde;o do jogo "Esconde o Pato"    para "n&atilde;o vale o Pato" em uma bandeja imitando um ninho foram colocados    ovinhos de pl&aacute;sticos e dentro de alguns deles havia figuras de pato,    outros tinham carinhas expressando sentimentos como susto, nojo, raiva, alegria,    timidez, tristeza, dor e em outros ovos bolinhas apenas para fazer barulho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os participantes    pegaram os ovos e abriam. Aquele que pegou o pato n&atilde;o marcou ponto, aquele    que pegou a carinha marcou um ponto e teve que dizer numa frase uma situa&ccedil;&atilde;o    representando aquele sentimento expresso na carinha. Quem pegou o ovo com as    bolinhas n&atilde;o marcou ponto. Ganhou ao final quem fez mais pontos. Ao t&eacute;rmino    do jogo, foi feita uma reflex&atilde;o com os participantes sobre os desafios    de lidar com os sentimentos destacados no jogo e quais estrat&eacute;gias usaram    para as escolhas dos ovos. O objetivo foi estimular a crian&ccedil;a e o adolescente    a sintetizar o sentimento vivido por ele no dia-a-dia, adquirir orienta&ccedil;&atilde;o    e organiza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias, trabalhar a mem&oacute;ria    e a percep&ccedil;&atilde;o auditiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No d&eacute;cimo    encontro foi feita uma retrospectiva das atividades elaboradas pelas crian&ccedil;as    e adolescentes e a prepara&ccedil;&atilde;o para o encerramento dos encontros.    Foi apresentado o jogo do Equil&iacute;brio, um tabuleiro com uma trilha; o    desafio era passar pela trilha e chegar at&eacute; o final. A trilha tinha carinhas    expressando sentimentos positivos: feliz, alegre, vibrante, destacando as atitudes    (estudou, brincou, comeu verduras, superou um medo) ganhando assim casas &agrave;    frente e carinhas expressando sentimentos negativos: raiva, tristeza, decep&ccedil;&atilde;o,    destacando as atitudes (brigou, comeu muito doce, assistiu TV e n&atilde;o estudou)    perdendo assim casas e voltando para tr&aacute;s. Ao t&eacute;rmino do jogo,    foi feita uma roda de conversa destacando os valores dos sentimentos positivos    e negativos e como equilibrar esses sentimentos. O objetivo era relacionar os    sentimentos ao conv&iacute;vio social, discutir regras e valores, trabalhar    o racioc&iacute;nio matem&aacute;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participar do processo    de aprendizagem de uma crian&ccedil;a em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade    emocional e verificar a import&acirc;ncia das atividades l&uacute;dicas de aprendizagem,    da intera&ccedil;&atilde;o social, comprova a necessidade de uma interven&ccedil;&atilde;o    psicopedag&oacute;gica no ambiente hospitalar, a interven&ccedil;&atilde;o auxilia    o desenvolvimento e amplia&ccedil;&atilde;o da perspectiva dessa crian&ccedil;a/adolescente    que passa a ser estimulada para continuar os estudos depois da alta hospitalar.    A hospitaliza&ccedil;&atilde;o passa a ser um estado moment&acirc;neo. Para    Siaulys<sup>14</sup>, "a crian&ccedil;a que n&atilde;o pode ver as outras brincando,    que n&atilde;o sabe brincar junto e n&atilde;o entende as brincadeiras tende    a permanecer isolada em seu canto, podendo ficar marginalizada e ter prejudicado    o seu desenvolvimento".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas institui&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o respons&aacute;veis por oportunizar atividades educacionais relacionadas    &agrave; brincadeira e aprendizagem, por&eacute;m, muitas vezes, a crian&ccedil;a/adolescente    em idade escolar se depara com situa&ccedil;&otilde;es que restringem sua privacidade,    sendo estas uma enfermidade, em que precisa ser hospitalizada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; um grande    impacto quando a hospitaliza&ccedil;&atilde;o atravessa a zona de desenvolvimento    da crian&ccedil;a/adolescente, minimizando as oportunidades de aprendizagem    e de lazer, privando assim o conv&iacute;vio familiar e os colegas de turma.    Os indiv&iacute;duos hospitalizados passam a conviver com pessoas entranhas    ao seu meio e alteram sua rotina devido ao tipo de tratamento, podendo ser influenciados    amplamente por aspectos positivos ou negativos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Vitorino et    al.<sup>3</sup>, "a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento sadio e pleno    da crian&ccedil;a requer necessariamente que se garantam condi&ccedil;&otilde;es    adequadas, possibilitando oportunidades de brincar e de aprender". Esses dois    aspectos s&atilde;o amplamente discutidos tamb&eacute;m por Vygotsky et al.<sup>15</sup>    tratando da cont&iacute;nua intera&ccedil;&atilde;o humana entre as condi&ccedil;&otilde;es    sociais e a base biol&oacute;gica do comportamento humano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O psicopedagogo,    enquanto parte de apoio na equipe multidisciplinar no contexto hospitalar, atua    com interven&ccedil;&otilde;es de jogos de ludicidade, integra&ccedil;&atilde;o    ao meio escolar, habilidades sociais, criatividade e qualidade de vida a fim    de favorecer a humaniza&ccedil;&atilde;o os processos cognitivos, afetivos,    autoestima, autoconceito e rela&ccedil;&otilde;es interpessoais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O per&iacute;odo    de hospitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um momento delicado para o paciente    em idade escolar, que passa por uma s&eacute;rie de emo&ccedil;&otilde;es e    estresse causados pela sua enfermidade. Para contribuir positivamente nesse    momento de incertezas, o desenvolvimento de atividades educacionais de aprendizagem    oferece novas perspectivas a esse paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Saber que o hospital    possui uma classe hospitalar e que o paciente/aluno est&aacute; dando continuidade    ao processo de aprendizagem de educa&ccedil;&atilde;o o auxilia perceber que    o per&iacute;odo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um estado moment&acirc;neo    e que, em breve, poder&aacute; retornar para casa, para a escola e para o conv&iacute;vio    social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por se tratar de    um momento de vulnerabilidade emocional e priva&ccedil;&atilde;o do conv&iacute;vio    escolar, a atua&ccedil;&atilde;o do psicopedagogo &eacute; fundamental para    que o paciente/aluno continue desenvolvendo compet&ecirc;ncias e habilidades    respeitando as particularidades de sua enfermidade. Esse profissional, enquanto    parte da equipe multidisciplinar do hospital, deve estar preparado para desenvolver    atividades que auxiliem a aprendizagem sem prejudicar o tratamento m&eacute;dico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As atividades desenvolvidas    pelo psicopedagogo n&atilde;o s&atilde;o aleat&oacute;rias e a aprendizagem    na classe hospitalar &eacute; garantida por uma s&eacute;rie de documentos legais    que buscam proporcionar uma aprendizagem significativa para crian&ccedil;as    e adolescentes que n&atilde;o podem frequentar a escola devido &agrave; interna&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O psicopedagogo,    neste processo, &eacute; o mediador entre o educador da classe hospitalar e    o aluno/paciente. Sua atua&ccedil;&atilde;o envolve o desenvolvimento psicopedag&oacute;gico    do aluno/paciente, auxiliando na sua aprendizagem e tamb&eacute;m na sua recupera&ccedil;&atilde;o,    utilizando diferentes estrat&eacute;gias como brincadeiras, jogos, m&uacute;sica,    teatro e a oralidade, entre outros. &Eacute; um trabalho diferente do educador    no ambiente formal de ensino, por&eacute;m com objetivos em comum: desenvolver    as habilidades ps&iacute;quicas, sociais, afetivas, motoras e cognitivas da    crian&ccedil;a ou do adolescente que se encontra em uma ambiente adverso &agrave;    sua rotina.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vale ressaltar    que as atividades desenvolvidas durante o est&aacute;gio apresentadas neste    artigo servem para demonstrar a atua&ccedil;&atilde;o do psicopedagogo enquanto    membro da equipe multidisciplinar no ambiente hospitalar. A intencionalidade    das atividades de cunho educacional visa desenvolver o aspecto cognitivo e as    potencialidades das crian&ccedil;as e adolescentes em idade escolar que se encontram    hospitalizadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Ceccim RB. Classe    hospitalar: encontros da educa&ccedil;&atilde;o e da sa&uacute;de no ambiente    hospitalar. P&aacute;tio Rev Pedag&oacute;g. 1999;3(10):41-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398814&pid=S0103-8486201800030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Amorim IC. Atendimento    Psicopedag&oacute;gico em enfermaria pedi&aacute;trica. Rev Psicopedag. 2004;21(64):72-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398816&pid=S0103-8486201800030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Vitorino SC,    Linhares MBM, Minardi MRFL. Intera&ccedil;&otilde;es entre crian&ccedil;as hospitalizadas    e uma psic&oacute;loga, durante atendimento psicopedag&oacute;gico em enfermaria    de pediatria. Est Psicol (Natal). 2005;10(2):267-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398818&pid=S0103-8486201800030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Lindquist I.    A crian&ccedil;a no hospital - terapia pelo brinquedo. S&atilde;o Paulo: Scritta    Editorial; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398820&pid=S0103-8486201800030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Brasil. Lei    N&ordm;9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da    Educa&ccedil;&atilde;o Nacional. Bras&iacute;lia: Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o;    1996 [acesso 2018 Ago 20]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398822&pid=S0103-8486201800030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Assembleia Legislativa    do Estado de S&atilde;o Paulo. Lei N&ordm; 10.685, de 30 de novembro de 2000.    Disp&otilde;e sobre o acompanhamento educacional de crian&ccedil;a e do adolescente    internados para tratamento de sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Di&aacute;rio Oficial    da Uni&atilde;o; 2000 [acesso 2018 Ago 20]. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.al.sp.gov.br/norma/4348" target="_blank">https://www.al.sp.gov.br/norma/4348</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398823&pid=S0103-8486201800030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o    da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil de 05 de outubro de 1988. Bras&iacute;lia:    D&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o; 1988 [acesso 2018 Ago 20]. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/DOUconstituicao88.pdf" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/DOUconstituicao88.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398824&pid=S0103-8486201800030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Brasil. Minist&eacute;rio    da Educa&ccedil;&atilde;o. Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o Especial. Classe    Hospitalar e Atendimento Pedag&oacute;gico Domiciliar, estrat&eacute;gias e    orienta&ccedil;&otilde;es. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o;    2002 [acesso 2018 Ago 20]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/livro9.pdf" target="_blank">http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/livro9.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398825&pid=S0103-8486201800030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Brasil. Resolu&ccedil;&atilde;o    N&ordm;. 41, de 13 de outubro de 1995. Direitos da crian&ccedil;a e do Adolescente    Hospitalizados. Resolu&ccedil;&otilde;es 1993 a 2004 do Conselho Nacional dos    Direitos da Crian&ccedil;a e do Adolescente - CONANDA. Bras&iacute;lia: Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o 17/10/1995 [acesso 2018 Ago 20]. Dispon&iacute;vel em:    <a href="https://www.ufrgs.br/bioetica/conanda.htm" target="_blank">https://www.ufrgs.br/bioetica/conanda.htm</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398826&pid=S0103-8486201800030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Vasconcelos    MLMC, Brito RHP. Conceitos de educa&ccedil;&atilde;o em Paulo Freire. Petr&oacute;polis;    Vozes; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398827&pid=S0103-8486201800030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Brasil. Presid&ecirc;ncia    da Rep&uacute;blica. Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA). Lei    Federal 8.069 de 13/10/90. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da A&ccedil;&atilde;o    social/Centro Brasileiro para inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia; 1990 [acesso    2018 Ago 20]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398829&pid=S0103-8486201800030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Visca J. Cl&iacute;nica    Psicopedag&oacute;gica. Epistemologia Convergente. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas;    1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398830&pid=S0103-8486201800030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Fossi LB, Guareschi    NMF. A psicologia hospitalar e as equipes multidisciplinares. Rev SBPH. 2004;7(1):29-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398832&pid=S0103-8486201800030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Siaulys MOC.    Brasil. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o    Especial. Brincar Para Todos. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o;    2006 [acesso 2018 Ago 20]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/brincartodos.pdf" target="_blank">http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/brincartodos.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398834&pid=S0103-8486201800030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Vygotsky LS,    Luria AR, Leontiev AN. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. S&atilde;o    Paulo: &Iacute;cone; 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4398835&pid=S0103-8486201800030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#top" name="corresp"><img src="/img/revistas/psicoped/v35n108/seta.jpg" border="0"></a>    <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Karina Silva Smerdel    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Rua das lnd&uacute;strias, 56 - Jardim Eldorado    <br>   Presidente Prudente, SP, Brasil - CEP 19026-130    <br>   E-mail: <a href="mailto:Kasmerdel@hotmail.com">Kasmerdel@hotmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido:    8/8/2018    <br>   Aprovado: 9/9/2018</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trabalho realizado    na Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE), Presidente Prudente, SP Brasil.    <br>   Conflito de interesses: Os autores declaram n&atilde;o haver.</font></p>      ]]></body>
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