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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Neuroplasticidade, memória e aprendizagem: Uma relação atemporal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present text has as its general objective to deal with the timeless relationship between neuroplasticity, human memory and learning. In addition, it is intended to deal specifically with the main aspects that influence memory, such as emotions, moods and the level of attention. This theme is of crucial importance for Brazilian students, since, as it is known what positive and negative influence on memory, it is possible to obtain better results in terms of learning. As a research modality, bibliography is adopted; as a method, the inductive is used.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Neuroplasticidade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  	  	     <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO    DE REVIS&Atilde;O</b></font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Neuroplasticidade,    mem&oacute;ria e aprendizagem: Uma rela&ccedil;&atilde;o atemporal</b></font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Neuroplasticity,    memory and learning: A timeless relationship</b></font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Jos&eacute; M&aacute;rio Chaves</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diretor da Evolutio - Centro Brasileiro de Capacita&ccedil;&atilde;o Neuroeducacional; Doutor em Direito pela Universidade Cat&oacute;lica de Santa F&eacute;; Mestre em Direito Penal pela PUC Minas; Especialista em Neuroci&ecirc;ncia e Aprendizagem pela Faculdade Ibra de Bras&iacute;lia; Especialista em Orienta&ccedil;&atilde;o Educacional pela Famart; Especialista em Neuropedagogia pela Faculdade de Empreendedorismo e Ci&ecirc;ncias Humanas; Especialista em Doc&ecirc;ncia do Ensino Superior pela Famart, Ita&uacute;na, MG, Brasil</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#corresp">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1"> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente texto tem como objetivo geral versar sobre a rela&ccedil;&atilde;o atemporal existente entre a neuroplasticidade, a mem&oacute;ria e a aprendizagem humanas. Al&eacute;m disso, pretende-se tratar de maneira espec&iacute;fica sobre os principais aspectos que influenciam a mem&oacute;ria, como as emo&ccedil;&otilde;es, os estados de &acirc;nimo e o n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o. Essa tem&aacute;tica &eacute; de crucial import&acirc;ncia para os estudantes brasileiros, eis que na medida em que se conhece o que influencia positiva e negativamente na mem&oacute;ria &eacute; poss&iacute;vel obter melhores resultados no que toca &agrave; aprendizagem. Como modalidade de pesquisa, adota-se a bibliogr&aacute;fica; como m&eacute;todo, utiliza-se o indutivo.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Unitermos</b>: Neuroplasticidade. C&eacute;rebro. Mem&oacute;ria. Aprendizagem.</font></p> <hr noshade size="1"> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The present text has as its general objective to deal with the timeless relationship between neuroplasticity, human memory and learning. In addition, it is intended to deal specifically with the main aspects that influence memory, such as emotions, moods and the level of attention. This theme is of crucial importance for Brazilian students, since, as it is known what positive and negative influence on memory, it is possible to obtain better results in terms of learning. As a research modality, bibliography is adopted; as a method, the inductive is used.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>: Neuroplasticity. Brain. Memory. Learning.</font></p> <hr noshade size="1"> 	    <p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A d&eacute;cada de 90, do s&eacute;culo passado, ficou conhecida como a "D&eacute;cada do C&eacute;rebro". O governo norte-americano investiu milhares de d&oacute;lares em pesquisas relativas &agrave; Neuroci&ecirc;ncia. Pouco tempo depois, diversos outros pa&iacute;ses seguiram com o mesmo objetivo. Dezenas de descobertas cient&iacute;ficas important&iacute;ssimas foram concretizadas, mas muitas permanecem desconhecidas do p&uacute;blico em geral.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Neuroci&ecirc;ncia, com seu car&aacute;ter multidisciplinar, estuda o sistema nervoso e, de maneira muito especial, o c&eacute;rebro humano. Esse ramo cient&iacute;fico possibilita interpretar os mecanismos cerebrais que giram em torno do processo educativo, de modo que isso possa ser utilizado para facilitar e maximizar o aprendizado humano. O c&eacute;rebro, conforme veremos, &eacute; a estrutura de aprendizagem humana. Entender o funcionamento cerebral &eacute; crucial na compreens&atilde;o do processo de aprendizagem. Conhecer a forma como o c&eacute;rebro aprende, seu "manual de instru&ccedil;&otilde;es", possibilita aprender a aprender e, lado outro, aprender melhor.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O sistema nervoso humano engloba duas por&ccedil;&otilde;es interdependentes, que est&atilde;o interligadas morfol&oacute;gica e funcionalmente: o sistema nervoso central e o sistema nervoso perif&eacute;rico. O primeiro est&aacute; situado dentro do esqueleto axial (cavidade craniana e canal vertebral), o segundo se localiza fora deste esqueleto. O enc&eacute;falo &eacute; a parte do sistema nervoso central situado dentro do cr&acirc;nio; enquanto a medula est&aacute; localizada dentro do canal vertebral. O enc&eacute;falo e a medula constituem o neuroeixo. No enc&eacute;falo temos o c&eacute;rebro, o tronco encef&aacute;lico e o cerebelo.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O c&eacute;rebro &eacute; a parte mais importante do sistema nervoso, atuando na intera&ccedil;&atilde;o do organismo com o meio externo e coordenando suas fun&ccedil;&otilde;es internas. Ele pesa normalmente entre 1,3 e 1,5 quilograma, o que representa em m&eacute;dia cerca de 2% da massa corporal de um adulto. Apesar de ser pequeno e leve, ele consome parte consider&aacute;vel de nossa glicose e de nosso oxig&ecirc;nio.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O c&eacute;rebro possui mais conex&otilde;es do que o n&uacute;mero de estrelas existentes em nossa gal&aacute;xia. Nenhuma m&aacute;quina que o homem possa inventar ser&aacute; t&atilde;o complexa, completa, perfeita e engenhosa quanto o c&eacute;rebro humano.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; um mito a informa&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica, que se transformou numa cren&ccedil;a popular, de que utilizamos apenas 10% da capacidade de nosso c&eacute;rebro. A bem da verdade, o c&eacute;rebro, especialmente no que toca &agrave; fun&ccedil;&atilde;o mnem&ocirc;nica, trabalha com seu m&aacute;ximo de rendimento e de efici&ecirc;ncia. Noutros termos, usamos pr&oacute;ximo de 100% da nossa capacidade cerebral (Geake, 2008, pp. 123-133). As falhas de mem&oacute;ria que atingem indiv&iacute;duos que est&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es normais de sa&uacute;de normalmente est&atilde;o interligadas a fatores como cansa&ccedil;o, alta ansiedade, desaten&ccedil;&atilde;o, problemas hormonais, estresse, satura&ccedil;&atilde;o do(s) sistema(s) etc. Uma vez reparadas essas circunst&acirc;ncias, segundos ou minutos depois, ou, quando for o caso, ap&oacute;s uma noite de sono reparadora, a pessoa volta ao normal (Izquierdo, 2018, p. 96).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tamb&eacute;m &eacute; uma lenda a hist&oacute;ria de que quanto maior o peso e o tamanho do c&eacute;rebro, maior a capacidade intelectual da pessoa. Para desmentir isso, basta rememorar que o c&eacute;rebro de Albert Einstein, que foi removido cerca de sete horas ap&oacute;s a sua morte, cortado em 240 partes e preservado com formalde&iacute;do, tinha aproximadamente 1,2 kg, ou seja, era menor que a m&eacute;dia dos demais humanos. Apesar desse fator, Einstein &eacute; considerado um dos maiores g&ecirc;nios do s&eacute;culo XX, qui&ccedil;&aacute; de toda a humanidade. Dessa feita, capacidade intelectual e tamanho cerebral n&atilde;o t&ecirc;m qualquer rela&ccedil;&atilde;o.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; o c&eacute;rebro que controla as nossas fun&ccedil;&otilde;es vitais (respirar, dormir, frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca etc.) e nossas capacidades relacionadas ao racioc&iacute;nio, &agrave; aten&ccedil;&atilde;o e &agrave; mem&oacute;ria. Ele &eacute; respons&aacute;vel por garantir que todas essas fun&ccedil;&otilde;es conscientes ou subconscientes sejam concretizadas.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todo esse funcionamento cerebral &eacute; executado basicamente com a transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es entre neur&ocirc;nios mediante impulsos eletroqu&iacute;micos. Um &uacute;nico neur&ocirc;nio pode disparar diversos impulsos por segundo. No entanto, para que a informa&ccedil;&atilde;o seja transmitida para outra c&eacute;lula, ela depende de uma estrutura denominada <i>ax&ocirc;nio</i>. Os prolongamentos sobre os quais os ax&ocirc;nios depositam essa informa&ccedil;&atilde;o se denominam <i>dendritos</i>. O local em que ocorre a passagem da informa&ccedil;&atilde;o entre as c&eacute;lulas chama-se <i>sinapse</i>, que necessita da libera&ccedil;&atilde;o de uma subst&acirc;ncia qu&iacute;mica - um neurotransmissor.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sinapse &eacute; o ponto de jun&ccedil;&atilde;o entre os neur&ocirc;nios para que ocorra a transmiss&atilde;o do impulso neural por meio do sistema nervoso. As mem&oacute;rias obedecem &agrave;s modifica&ccedil;&otilde;es da estrutura e da fun&ccedil;&atilde;o das sinapses. A capacidade de aprender est&aacute; diretamente conectada &agrave; quantidade de sinapses.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cada c&eacute;rebro &eacute; diferente exatamente em virtude de como os neur&ocirc;nios se interligam no transcorrer da vida de cada pessoa. Calcula-se que cada neur&ocirc;nio, apesar de emitir um &uacute;nico ax&ocirc;nio, pode receber mais de 10.000 termina&ccedil;&otilde;es ax&ocirc;nicas de outros neur&ocirc;nios. Dessa forma, conforme se denota, eles, os neur&ocirc;nios, fazem simples conex&otilde;es ou se agrupam em redes.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante longo per&iacute;odo, a ci&ecirc;ncia acreditou que o nosso c&eacute;rebro parava de se desenvolver na juventude, que havia uma grande perda neuronal ao longo da vida e, o que &eacute; pior, que depois de determinada idade perd&iacute;amos a capacidade de produzir novas c&eacute;lulas. Essa cren&ccedil;a fez crer que, por exemplo, uma pessoa, durante e depois da vida adulta, praticamente perdia a habilidade de ampliar sua capacidade intelectual. As novas descobertas cient&iacute;ficas desmentem essas teorias.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hoje, &eacute; sabido que, mesmo quando o c&eacute;rebro termina de se desenvolver na juventude, ele mant&eacute;m os processos de neurog&ecirc;nese (forma&ccedil;&atilde;o de novos neur&ocirc;nios no c&eacute;rebro) por toda a vida, podendo criar novas conex&otilde;es. Sabe-se que h&aacute;, de fato, uma perda na quantidade de neur&ocirc;nios ao longo da vida; por&eacute;m, esse fator n&atilde;o &eacute; t&atilde;o significativo e t&atilde;o volumoso como se pensava. O conhecimento cient&iacute;fico atual permite comprovar que a plasticidade nervosa permanece por toda a exist&ecirc;ncia humana; por conseguinte, mantendo a capacidade de aprendizagem em adultos e idosos.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em s&iacute;ntese, o c&eacute;rebro tem a capacidade de mudar, moldar e adaptar, em n&iacute;vel funcional e estrutural, ao longo da vida humana. Esse fen&ocirc;meno &eacute; denominado de neuroplasticidade ou plasticidade neuronal.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Temos a capacidade de (re)organizar nossos neur&ocirc;nios e nossos circuitos neurais, por meio de viv&ecirc;ncias e de aprendizagens. Em virtude das intera&ccedil;&otilde;es com o ambiente interno e externo do corpo, a plasticidade permite, portanto, fazer e desfazer liga&ccedil;&otilde;es entre os neur&ocirc;nios. As conex&otilde;es sin&aacute;pticas podem regenerar nossos neur&ocirc;nios. A intera&ccedil;&atilde;o com o ambiente &eacute; de suma import&acirc;ncia porque ela induz a forma&ccedil;&atilde;o de novas conex&otilde;es nervosas e, por consequ&ecirc;ncia, propicia a aprendizagem. Diga-se de passagem, nossos comportamentos s&atilde;o em grande parte aprendidos, ao contr&aacute;rio de outros animais que j&aacute; v&ecirc;m programados de natureza.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentro desse contexto, o presente artigo cient&iacute;fico tem como objetivo geral discutir sobre a rela&ccedil;&atilde;o atemporal existente entre a neuroplasticidade, a mem&oacute;ria e a aprendizagem humanas. Ademais, a pesquisa pretende especificamente versar sobre os seguintes aspectos que influenciam a mem&oacute;ria: as emo&ccedil;&otilde;es, os estados de &acirc;nimo, o n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o, o sono, a leitura e a intercala&ccedil;&atilde;o.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma vez da exist&ecirc;ncia de diversas quest&otilde;es cient&iacute;ficas pol&ecirc;micas e muitas vezes contradit&oacute;rias atreladas a esses objetivos espec&iacute;ficos da pesquisa, pretende-se ao longo do artigo responder &agrave; seguinte indaga&ccedil;&atilde;o: at&eacute; que ponto as emo&ccedil;&otilde;es, os estados de &acirc;nimo, o n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o, o sono, a leitura e a intercala&ccedil;&atilde;o influenciam positiva ou negativamente a mem&oacute;ria humana?</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A justificativa te&oacute;rica (e pr&aacute;tica) que fundamenta essa an&aacute;lise diz respeito ao fato de que ela pode conduzir a pr&aacute;ticas educacionais voltadas ao melhoramento do desempenho acad&ecirc;mico dos estudantes brasileiros, uma vez que na medida em que se conhece o que influencia positiva e negativamente na mem&oacute;ria &eacute; poss&iacute;vel obter melhores resultados no que toca &agrave; aprendizagem. Tal fator tem o cond&atilde;o de melhorar o desempenho intelectual dos alunos e, por consequ&ecirc;ncia, alavancar o sistema de ensino do Brasil.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, no que se refere &agrave; metodologia, adota-se a pesquisa bibliogr&aacute;fica e o m&eacute;todo indutivo.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A mem&oacute;ria    humana</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mem&oacute;ria significa aquisi&ccedil;&atilde;o, reten&ccedil;&atilde;o e evoca&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. Note que h&aacute; uma sequ&ecirc;ncia: primeiro &eacute; preciso adquirir a informa&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s obt&ecirc;-la, &eacute; preciso ret&ecirc;-la (nos neur&ocirc;nios). Ao fim, e por consequ&ecirc;ncia, s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel evocar (recordar, lembrar, recuperar) o que foi de fato gravado/apreendido.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com a Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Sa&uacute;de, realizada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS, 2001/2008), a mem&oacute;ria tem como fun&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica registrar e armazenar informa&ccedil;&otilde;es e recuper&aacute;-las quando necess&aacute;rio, fun&ccedil;&otilde;es que corroboram o conceito de mem&oacute;ria explicitado anteriormente.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As mem&oacute;rias s&atilde;o concretizadas pelos neur&ocirc;nios. Existem diversos tipos e formas de mem&oacute;rias. Elas podem ter diversas classifica&ccedil;&otilde;es. Uma delas &eacute; separ&aacute;-las pelo tempo de dura&ccedil;&atilde;o. Por meio deste crit&eacute;rio de an&aacute;lise ter&iacute;amos tr&ecirc;s tipos: a mem&oacute;ria de trabalho, que n&atilde;o deixa vest&iacute;gios e n&atilde;o produz arquivos; e a mem&oacute;ria de curta dura&ccedil;&atilde;o e a mem&oacute;ria de longa dura&ccedil;&atilde;o, que deixam tra&ccedil;os e produzem arquivos.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A mem&oacute;ria de trabalho, tamb&eacute;m denominada de mem&oacute;ria operacional, mem&oacute;ria de curt&iacute;ssima dura&ccedil;&atilde;o ou ainda mem&oacute;ria ultrarr&aacute;pida, tem por fun&ccedil;&atilde;o administrar a realidade. Ela &eacute; crucial para a regula&ccedil;&atilde;o cotidiana do nosso comportamento. Ao receber uma informa&ccedil;&atilde;o qualquer, &eacute; nossa mem&oacute;ria de trabalho que ir&aacute; determinar se a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; nova ou n&atilde;o, se &eacute; &uacute;til ou n&atilde;o, se deve ser, <i>a posteriori</i>, arquivada ou n&atilde;o.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse tipo de mem&oacute;ria dura poucos segundos ou no m&aacute;ximo 1 (um) a 3 (tr&ecirc;s) minutos. Ela nos proporciona, por exemplo, gravar o n&uacute;mero de telefone da pizzaria at&eacute; o momento de disc&aacute;-lo. Pouqu&iacute;ssimo tempo depois de concluir a tarefa, o n&uacute;mero desaparece da nossa lembran&ccedil;a. &Eacute; igualmente a mem&oacute;ria de trabalho que nos permite lembrar a pen&uacute;ltima ou antepen&uacute;ltima palavra de uma frase, o tempo suficiente para construir o sentido do texto que estamos lendo ou escrevendo. Logo depois, esquecemos as palavras em si.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se a mem&oacute;ria de trabalho decidir que uma determinada informa&ccedil;&atilde;o deve ser arquivada, entra em cena a mem&oacute;ria de curta dura&ccedil;&atilde;o. Esta mem&oacute;ria, uma esp&eacute;cie de "mem&oacute;ria secund&aacute;ria", perdura at&eacute; 6 horas depois da aquisi&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, tempo suficiente, conforme veremos, para que a mem&oacute;ria de longa dura&ccedil;&atilde;o, uma "mem&oacute;ria definitiva", seja efetivamente constru&iacute;da.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A mem&oacute;ria de curta dura&ccedil;&atilde;o tem por fun&ccedil;&atilde;o manter a cogni&ccedil;&atilde;o humana em pleno funcionamento enquanto a mem&oacute;ria de longa dura&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o est&aacute; plenamente consolidada. Sem aquela seria imposs&iacute;vel, por exemplo, manter um di&aacute;logo com outra pessoa ou ler um livro, uma vez que a pessoa n&atilde;o lembraria o que disse ou leu nos &uacute;ltimos 10, 30, 50, 90 ou 200 minutos.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conte&uacute;do das mem&oacute;rias de curta e de longa dura&ccedil;&atilde;o &eacute; praticamente o mesmo. O que difere uma da outra - nesse aspecto - &eacute; a dura&ccedil;&atilde;o. &Eacute; como se uma determinada informa&ccedil;&atilde;o adquirida ficasse num arquivo tempor&aacute;rio (mem&oacute;ria de curta dura&ccedil;&atilde;o) at&eacute; ser transportada para um arquivo definitivo (mem&oacute;ria de longa dura&ccedil;&atilde;o).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A mem&oacute;ria de longa dura&ccedil;&atilde;o &eacute; aquela que perdura por muitas horas, muitos dias ou v&aacute;rios anos. Quando essas mem&oacute;rias duram anos, s&atilde;o cognominadas de mem&oacute;rias remotas (Izquierdo et al., 2013, p. 12).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A forma&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria de longa dura&ccedil;&atilde;o perpassa diversos processos metab&oacute;licos que normalmente levam entre tr&ecirc;s e seis horas para serem conclu&iacute;dos pelo nosso organismo. Desse modo, esse tipo de mem&oacute;ria n&atilde;o surge logo ap&oacute;s a aquisi&ccedil;&atilde;o de uma informa&ccedil;&atilde;o. O conjunto desses processos at&eacute; o resultado final - arquivamento definitivo da informa&ccedil;&atilde;o - &eacute; denominado de consolida&ccedil;&atilde;o.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O fato de o arquivamento definitivo da informa&ccedil;&atilde;o ter sido conclu&iacute;do por meio da consolida&ccedil;&atilde;o celular n&atilde;o implica que o que foi aprendido perdure eternamente. Apenas indica que o processo neuronal de registro da informa&ccedil;&atilde;o foi finalizado, isto &eacute;, que as c&eacute;lulas nervosas conclu&iacute;ram o seu trabalho. Desse modo, mesmo ap&oacute;s o t&eacute;rmino da consolida&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, do registro da informa&ccedil;&atilde;o nos neur&ocirc;nios, &eacute; bastante comum que o que foi aprendido pela pessoa dure poucos dias, uma ou duas semanas ou alguns meses. A bem da verdade, esquecemos a grande maioria das informa&ccedil;&otilde;es que armazenamos ao longo da vida.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As mem&oacute;rias de trabalho s&atilde;o integralmente perdidas. Quanto &agrave;s demais, que s&atilde;o as que produzem arquivos, s&oacute; lembramos uma fra&ccedil;&atilde;o diminuta delas. Por qual motivo? H&aacute; diversos fatores que podem influenciar no esquecimento de informa&ccedil;&otilde;es.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Digamos que a pessoa acabe de ler um livro e o c&eacute;rebro dela comece a registrar o conte&uacute;do lido. Enquanto o processo de consolida&ccedil;&atilde;o n&atilde;o for finalizado, as mem&oacute;rias de longa dura&ccedil;&atilde;o s&atilde;o inst&aacute;veis e suscet&iacute;veis a m&uacute;ltiplas interfer&ecirc;ncias. Por exemplo, um traumatismo craniano ou um eletrochoque convulsivo logo ap&oacute;s a aquisi&ccedil;&atilde;o pode anular completamente o registro das informa&ccedil;&otilde;es. A exposi&ccedil;&atilde;o a um ambiente novo dentro da primeira hora ap&oacute;s a aquisi&ccedil;&atilde;o pode at&eacute; cancelar a forma&ccedil;&atilde;o definitiva da mem&oacute;ria. Uma exposi&ccedil;&atilde;o excessiva de "horm&ocirc;nios do estresse" logo ap&oacute;s a aquisi&ccedil;&atilde;o de uma informa&ccedil;&atilde;o, pode resultar em amn&eacute;sia. Desse modo, a fixa&ccedil;&atilde;o definitiva de uma mem&oacute;ria &eacute; sens&iacute;vel a diversos fatores internos e externos.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para al&eacute;m dos fatores listados anteriormente, tamb&eacute;m existem outros que podem ser tanto negativos quanto positivos.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com a Neuroci&ecirc;ncia, os principais reguladores da mem&oacute;ria, seja no processo de aquisi&ccedil;&atilde;o, na fase de reten&ccedil;&atilde;o ou na etapa de evoca&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o as emo&ccedil;&otilde;es, os estados de &acirc;nimo e o n&iacute;vel de alerta/aten&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, Ivan Izquierdo, neurocientista que estudou por d&eacute;cadas a mem&oacute;ria e foi considerado um dos principais pesquisadores sobre o assunto, advertia da seguinte forma a import&acirc;ncia desses reguladores:</font></p>     <blockquote> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um aluno estressado ou pouco alerta n&atilde;o forma corretamente mem&oacute;rias em uma sala de aula. Um aluno que &eacute; submetido a um n&iacute;vel alto de ansiedade depois de uma aula, pode esquecer aquilo que aprendeu. Um aluno estressado na hora da evoca&ccedil;&atilde;o (por exemplo, em uma prova) apresenta dificuldades para evocar (os famosos "brancos"). J&aacute; aquele que, pelo contr&aacute;rio, estiver bem alerta conseguir&aacute; recordar muito bem. Um aluno profundamente deprimido tamb&eacute;m recordar&aacute; pouco e mal. Isso se deve &agrave; opera&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios sistemas moduladores, cuja natureza e cujo modo de a&ccedil;&atilde;o s&atilde;o hoje [cientificamente] bem-conhecidos. (Izquierdo, 2018, p. 69)</font></p> </blockquote> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma vez da import&acirc;ncia desses moduladores da mem&oacute;ria, trataremos adiante de cada um deles em t&oacute;picos distintos.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro elemento important&iacute;ssimo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mem&oacute;ria &eacute; a revis&atilde;o (novo contato com informa&ccedil;&otilde;es).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos n&oacute;s sabemos que os m&uacute;sculos do corpo humano se n&atilde;o forem exercitados acabam atrofiando. O c&eacute;rebro, apesar de n&atilde;o ser um m&uacute;sculo, pode analogicamente ser comparado com ele. Quanto mais se exercita o c&eacute;rebro, mais ele desenvolve. Quanto mais utiliz&aacute;-lo, menos se perde mem&oacute;ria. Quanto maior o uso, mais conex&otilde;es/redes neuronais se formam ou as que existem se tornam mais fortes e potentes. A pessoa que mant&eacute;m a mente ativa, buscando conhecimentos, lendo etc., est&aacute; fazendo uma verdadeira "muscula&ccedil;&atilde;o cerebral". Doutro lado, aqueles que n&atilde;o usam perdem mem&oacute;ria, eis que o desuso gera uma perda da fun&ccedil;&atilde;o neuronal e, por consequ&ecirc;ncia, ocasiona atrofia das sinapses - tanto fisiol&oacute;gica como anatomicamente. A melhor maneira de n&atilde;o perder e conservar a mem&oacute;ria &eacute; por meio do exerc&iacute;cio, uma vez que o uso amplia a quantidade de sinapses.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O desuso da mem&oacute;ria desfaz conex&otilde;es sin&aacute;pticas, o que ocasiona uma perda do que aprendemos durante a vida. O c&eacute;rebro foi projetado para manter arquivadas as informa&ccedil;&otilde;es que mais se repetem, eis que provavelmente elas ser&atilde;o as mais relevantes para a nossa sobreviv&ecirc;ncia. Por consequ&ecirc;ncia l&oacute;gica, esquecemos aqueles conhecimentos que n&atilde;o utilizamos ou que n&atilde;o nos deparamos com cerca frequ&ecirc;ncia. Pode ocorrer tamb&eacute;m de uma informa&ccedil;&atilde;o ainda estar presente no c&eacute;rebro, por&eacute;m seu acesso ser dificultado pelo enfraquecimento e pelo desuso das liga&ccedil;&otilde;es neuronais, tornando dif&iacute;cil recuper&aacute;-la (Cosenza &amp; Guerra, 2011, pp. 72-73).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em raz&atilde;o disso, o fortalecimento da mem&oacute;ria e, consecutivamente, o n&atilde;o esquecimento, est&aacute; ligado &agrave; revis&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es adquiridas.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De agora em diante vamos tratar, por meio de t&oacute;picos separados, alguns pontos centrais sobre a mem&oacute;ria que influenciam diretamente na aprendizagem e, consequentemente, na neuroplasticidade.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Mem&oacute;ria e emo&ccedil;&otilde;es</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Podemos dizer que as emo&ccedil;&otilde;es, apesar das diverg&ecirc;ncias te&oacute;ricas acerca de sua conceitua&ccedil;&atilde;o, referem-se a um estado psicol&oacute;gico, como exemplos a raiva e a alegria. Elas s&atilde;o fruto de uma rea&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida, circunstancial e espont&acirc;nea, normalmente associada a acontecimentos inesperados. Portanto, como se observa, as emo&ccedil;&otilde;es surgem porque algo ao nosso redor ganhou certo n&iacute;vel de import&acirc;ncia e de significado e por isso mesmo produzindo rea&ccedil;&otilde;es no nosso funcionamento psicol&oacute;gico e fisiol&oacute;gico.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Neuroci&ecirc;ncia comprovou que as emo&ccedil;&otilde;es positivas geram processos qu&iacute;micos ben&eacute;ficos no que se refere &agrave; mem&oacute;ria. James L. McGaugh (2015, pp. 7-8), professor em&eacute;rito e membro fundador do Centro de Neurobiologia da Aprendizagem e da Mem&oacute;ria da Universidade da Calif&oacute;rnia, explica que as emo&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m uma influ&ecirc;ncia significativa na consolida&ccedil;&atilde;o das mem&oacute;rias de longa dura&ccedil;&atilde;o. Os m&eacute;dicos Cosenza e Guerra (2011, p. 83), ap&oacute;s estudarem diversas pesquisas atreladas ao assunto, informam: "Sem d&uacute;vida, as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o um fen&ocirc;meno central de nossa exist&ecirc;ncia e sabemos que elas t&ecirc;m grande influ&ecirc;ncia na aprendizagem e na mem&oacute;ria". Por fim, Goleman (2014, p. 42) exp&otilde;e que "quanto mais forte a emo&ccedil;&atilde;o, maior a nossa fixa&ccedil;&atilde;o".</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As emo&ccedil;&otilde;es positivas geram no c&eacute;rebro um alto fluxo de dopamina e de serotonina, subst&acirc;ncias qu&iacute;micas ben&eacute;ficas ao nosso bem-estar, ao nosso aprendizado e &agrave; facilita&ccedil;&atilde;o da recupera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es contidas na mem&oacute;ria.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa feita, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas de que as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o reguladores importantes da mem&oacute;ria. A quest&atilde;o &eacute; que &eacute; dif&iacute;cil control&aacute;-las. S&atilde;o rea&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas para sinalizar que algo importante est&aacute; ocorrendo. Elas s&atilde;o inerentes &agrave; ra&ccedil;a humana. De todo modo, no que toca ao processo de aprendizagem, &eacute; preciso ter em mente que as emo&ccedil;&otilde;es influenciam na aquisi&ccedil;&atilde;o, na reten&ccedil;&atilde;o e na recorda&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. Elas influenciam o que observamos, o que lembramos e como raciocinamos.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Mem&oacute;ria e estados de &acirc;nimo</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Acirc;nimo refere-se a um estado emocional. Os estados de &acirc;nimo podem perdurar por longos per&iacute;odos e representam uma rea&ccedil;&atilde;o a v&aacute;rios est&iacute;mulos. Eles s&atilde;o frutos de diversos fatores (ambientais, fisiol&oacute;gicos e mentais) e refletem uma mescla de sentimentos e de emo&ccedil;&otilde;es do dia a dia.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Neuroci&ecirc;ncia atestou que os estados de &acirc;nimo influenciam direta, positiva ou negativamente no processo de aquisi&ccedil;&atilde;o, de conserva&ccedil;&atilde;o e de evoca&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. Estados de &acirc;nimo positivos, por exemplo: euforia, bem-estar, entusiasmo, bom humor, calma trar&atilde;o excelentes resultados &agrave; aprendizagem. Estados de &acirc;nimo negativos, tais como afli&ccedil;&atilde;o, mau humor, nervosismo, agita&ccedil;&atilde;o, agressividade, preocupa&ccedil;&atilde;o, des&acirc;nimo, mal-estar trazem p&eacute;ssimos resultados &agrave; mem&oacute;ria. A mem&oacute;ria &eacute;, portanto, influenciada pela carga emotiva.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As mem&oacute;rias que s&atilde;o arquivadas, por exemplo, com uma quantidade maior de entusiasmo s&atilde;o gravadas melhor do que aquelas nas quais a pessoa se encontra desanimada. Um aluno que assiste a uma aula ou l&ecirc; um livro com estado de &acirc;nimo agitado ou aflitivo, certamente ter&aacute; s&eacute;rios preju&iacute;zos na aquisi&ccedil;&atilde;o e na consolida&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria. Da mesma forma, ocorrer&aacute; em correla&ccedil;&atilde;o &agrave; recorda&ccedil;&atilde;o de uma informa&ccedil;&atilde;o: um estudante que est&aacute; nervoso ou altamente ansioso durante uma prova ter&aacute; diversos "brancos" (falhas na evoca&ccedil;&atilde;o de uma mem&oacute;ria), ao passo que outro que esteja tranquilo se sair&aacute; melhor.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1908, Robert M. Yerkes e John Dillingham Dodson j&aacute; haviam constatado, por meio de pesquisas em laborat&oacute;rio, a influ&ecirc;ncia negativa de altos n&iacute;veis de ansiedade no que se refere &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o de uma mem&oacute;ria e &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o de uma informa&ccedil;&atilde;o. De acordo com os resultados obtidos, a ansiedade moderada gera uma excita&ccedil;&atilde;o positiva (exemplo: facilita&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o), mas se for excessiva far&aacute; o corpo liberar altas doses hormonais que trar&atilde;o preju&iacute;zos &agrave; mem&oacute;ria (Yerkes &amp; Dodson, 1908). Em outras palavras, a ansiedade contribui at&eacute; certo ponto, mas se os n&iacute;veis excitat&oacute;rios forem muito elevados, o desempenho - mental ou f&iacute;sico - da pessoa diminui. Esse aumento inicial seguido de uma queda &eacute; ilustrado por meio de uma curva em "U" invertida, denominada de Curva de Yerkes-Dodson.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pesquisa realizada por psic&oacute;logos no ano de 2015 buscou examinar, entre outros aspectos, a presen&ccedil;a de algum grau de ansiedade entre os candidatos ao XVIII Exame da Ordem dos Advogados do Brasil/RS. Foram examinadas 82 pessoas, com m&eacute;dia de idade de 32,5 anos. Entre os resultados, constatou-se que 72% apresentaram algum grau de ansiedade (avaliada pela escala BAI)<sup><a name="top_fn1"></a><a href="#back_fn1">1</a></sup>. Entre os aprovados, 32,6% apresentaram ansiedade leve e 21,7% ansiedade moderada. Entre os reprovados, 38,9% apresentaram ansiedade leve e 27,8% ansiedade moderada (Jos&eacute; et al., 2015, pp. 148-150). Pelo indicado na pesquisa, a ansiedade parece ser algo inevit&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o a aspectos cruciais das nossas vidas, como um Exame da OAB, uma prova do Enem ou um concurso p&uacute;blico. Sendo assim, a quest&atilde;o &eacute; ter controle sobre si mesmo para que a ansiedade n&atilde;o se torne uma vil&atilde;.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma ansiedade razo&aacute;vel de um aluno minutos antes de uma prova pode ajud&aacute;-lo a se concentrar melhor e tamb&eacute;m a se recordar das informa&ccedil;&otilde;es. Todavia, n&iacute;veis elevados de ansiedade afetar&atilde;o a capacidade de concentra&ccedil;&atilde;o, dificultando lembrar o conhecimento adquirido.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desse modo, &eacute; preciso controlar os estados de &acirc;nimo negativos, pois eles ter&atilde;o uma p&eacute;ssima influ&ecirc;ncia durante a aquisi&ccedil;&atilde;o, a reten&ccedil;&atilde;o e a recupera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Mem&oacute;ria e n&iacute;vel de alerta/aten&ccedil;&atilde;o</b></font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&oacute;s humanos recebemos uma quantidade incalcul&aacute;vel de informa&ccedil;&otilde;es ao longo de nossas vidas. Nem todas elas s&atilde;o importantes e, por isso mesmo, s&atilde;o deixadas de lado. Outras, por terem import&acirc;ncia, tendemos a memoriz&aacute;-las. Nosso c&eacute;rebro, como vimos, tem uma capacidade gigantesca de aprendizado. Contudo, quando recebemos diversas informa&ccedil;&otilde;es ao mesmo tempo, ele n&atilde;o &eacute; capaz de processar tudo simultaneamente. Assim, ele seleciona o mais relevante.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao darmos import&acirc;ncia a uma determinada informa&ccedil;&atilde;o em vez de outra, ou de distra&ccedil;&otilde;es diversas, nossa concentra&ccedil;&atilde;o focaliza-se nela com o intuito de apreend&ecirc;-la. Essa concentra&ccedil;&atilde;o mental sobre algo espec&iacute;fico pode ser traduzida simplesmente por aten&ccedil;&atilde;o. Temos a capacidade de conscientemente dirigir nosso foco a determinado est&iacute;mulo, deixando tantos outros quanto existam de lado. Essa caracter&iacute;stica &eacute; essencial para nossa sobreviv&ecirc;ncia.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A aten&ccedil;&atilde;o adv&eacute;m de um n&iacute;vel de alerta do nosso c&eacute;rebro. De acordo com a Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Sa&uacute;de, realizada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) (2001/2008), ela tem como fun&ccedil;&atilde;o mental se concentrar num est&iacute;mulo externo ou numa experi&ecirc;ncia interna pelo per&iacute;odo de tempo necess&aacute;rio.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A aten&ccedil;&atilde;o contribui em demasia no nosso processo de aprendizagem. N&atilde;o obstante, um n&iacute;vel de alerta elevado, como uma ansiedade extremada, pode, conforme vimos no t&oacute;pico anterior, ocasionar preju&iacute;zos ao processo de aquisi&ccedil;&atilde;o, de reten&ccedil;&atilde;o e de recorda&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. &Eacute; preciso ter um n&iacute;vel de vig&iacute;lia normal, que n&atilde;o ocasione preju&iacute;zos &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A capacidade humana de voltar a aten&ccedil;&atilde;o para algo espec&iacute;fico &eacute; simplesmente magn&iacute;fica. Nossa aten&ccedil;&atilde;o focaliza-se naquilo que, em um determinado momento, damos import&acirc;ncia. Desse modo, para estar atento a um determinado est&iacute;mulo, &eacute; preciso dar import&acirc;ncia a ele.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; preciso deixar claro que import&acirc;ncia e aten&ccedil;&atilde;o caminham juntas. O c&eacute;rebro dar&aacute; mais aten&ccedil;&atilde;o aos aspectos mais relevantes de um determinado momento. O foco se direciona &agrave;quilo que tem signific&acirc;ncia. O c&eacute;rebro aprende mais e melhor quando est&aacute; integralmente atento a um est&iacute;mulo.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por tudo, a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos mais importantes reguladores da mem&oacute;ria. Quanto maior for a aten&ccedil;&atilde;o depositada em um professor, em um livro etc., mais eficiente ser&aacute; o processo de arquivamento das informa&ccedil;&otilde;es na mem&oacute;ria. O registro nos neur&ocirc;nios tende a ser mais forte quando voc&ecirc; est&aacute; atento ao que est&aacute; estudando.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Mem&oacute;ria e sono</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando dormimos, o que ocorre com nosso c&eacute;rebro? Como agem os neur&ocirc;nios e especialmente as sinapses durante o sono? Por qual motivo necessitamos dormir? Por que passamos em m&eacute;dia um ter&ccedil;o das nossas vidas dormindo? As varia&ccedil;&otilde;es de dura&ccedil;&atilde;o e de hor&aacute;rios do sono influenciam negativamente na cogni&ccedil;&atilde;o das pessoas? Essas s&atilde;o perguntas complexas para as quais as respostas n&atilde;o encontram unanimidade cient&iacute;fica. De todo modo, um fator parece indicar um consenso entre os cientistas: o sono &eacute; um influente regulador da mem&oacute;ria. As fases do sono, especialmente durante o per&iacute;odo REM (<i>rapid eye movement</i> - movimento r&aacute;pido dos olhos), exercem igualmente um papel significativo. Ademais, os sonhos tamb&eacute;m parecem ser um fator muito importante.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Baddeley, ganhador do pr&ecirc;mio CBE por sua contribui&ccedil;&atilde;o ao estudo da mem&oacute;ria, indica haver evid&ecirc;ncias de que o sono contribui para fortalecer o que aprendemos quando est&aacute;vamos acordados (Baddeley et al., 2011, p. 100). Cosenza e Guerra (2011, p. 65) informam que &eacute; durante o per&iacute;odo de sono que os mecanismos eletrofisiol&oacute;gicos e moleculares envolvidos na forma&ccedil;&atilde;o de sinapses mais est&aacute;veis est&atilde;o em pleno funcionamento. Parece que durante o sono nosso c&eacute;rebro passa a limpo todas as informa&ccedil;&otilde;es que recebemos durante o per&iacute;odo de vig&iacute;lia, estabilizando e definindo aquelas mais significativas. De outro lado, pesquisas dirigidas especialmente por Erin J. Wamsley, principal investigadora do Laborat&oacute;rio do Sono da Universidade Furman, Estados Unidos, demonstraram a import&acirc;ncia do sono e, igualmente, dos sonhos na perman&ecirc;ncia das mem&oacute;rias (Wamsley &amp; Stickgold, 2018, pp. 1-7; Wamsley &amp; Stickgold, 2011, pp. 97-106).</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De maneira geral, os neurocientistas sabem que o sono &eacute; crucial para a persist&ecirc;ncia das mem&oacute;rias. N&atilde;o se sabe exatamente a base bioqu&iacute;mica que justifica plenamente isso, mas sabe-se que a priva&ccedil;&atilde;o do sono acarreta v&aacute;rios preju&iacute;zos &agrave; vida cognitiva.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o precisa ser cientista para saber que uma boa noite de sono favorece a recorda&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es apreendidas no dia anterior, ao passo que uma noite sem dormir acarreta p&eacute;ssimas consequ&ecirc;ncias &agrave; nossa capacidade de recorda&ccedil;&atilde;o. A priva&ccedil;&atilde;o do sono certamente prejudica ou impede a aprendizagem. E n&atilde;o adianta muito dormir mal um dia e querer compensar no dia seguinte. N&atilde;o &eacute; simples assim.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quantas horas se deve dormir? O tempo necess&aacute;rio para que se tenha disposi&ccedil;&atilde;o no dia seguinte. A sonol&ecirc;ncia &eacute; um sinal de que &eacute; preciso dormir mais. Cada adulto &eacute; diferente um do outro, raz&atilde;o pela qual todos t&ecirc;m uma necessidade distinta. De todo modo, para a grande maioria das pessoas, recomenda-se uma m&eacute;dia de oito horas di&aacute;rias de sono.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por tudo, as evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas revelam que o sono e os sonhos melhoram a compreens&atilde;o e a reten&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es estudadas durante o dia. Parece que durante o sono o c&eacute;rebro faz um <i>check-u</i><i>p</i> de tudo que se estudou. Portanto, n&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel deixar de dormir para estudar.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Mem&oacute;ria e leitura</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A leitura &eacute; a atividade nervosa que mais exige do c&eacute;rebro e que mais estimula a mem&oacute;ria. Ela requer o emprego simult&acirc;neo e r&aacute;pida sequ&ecirc;ncia de mem&oacute;rias visuais, verbais e de imagens, al&eacute;m de avivar os sentimentos e as emo&ccedil;&otilde;es. A leitura &eacute; um "exerc&iacute;cio para a mem&oacute;ria" muito melhor do que as meras palavras cruzadas, jogos, movimentos repetitivos, entre outros do tipo. H&aacute; estudos que demonstram que as pessoas que mais leem mant&ecirc;m a mente mais sadia e, em raz&atilde;o disso, retardam o quadro de Alzheimer (Izquierdo, 2018, pp. 97-98). Apesar desses fatores positivos da leitura, os brasileiros de modo geral - at&eacute; os estudantes - n&atilde;o t&ecirc;m o h&aacute;bito de ler.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A 4&ordf; edi&ccedil;&atilde;o da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, desenvolvida pelo Instituto Pr&oacute;-Livro, revelou, com base nos dados coletados pelo Ibope Intelig&ecirc;ncia em 2015, uma triste realidade do nosso pa&iacute;s: a m&eacute;dia de livros que um brasileiro l&ecirc; por ano &eacute; de 4,96 - sendo 2,43 inteiros e 2,53 partes de obra (Failla, 2016, p. 252). Para obter uma ideia do quanto esse &iacute;ndice &eacute; ruim, um franc&ecirc;s l&ecirc; mais de 20 livros por ano.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A realidade brasileira, de fato, n&atilde;o &eacute; boa. &Eacute; preciso n&atilde;o somente uma pol&iacute;tica p&uacute;blica adequada para rever essa quest&atilde;o, mas tamb&eacute;m &eacute; imprescind&iacute;vel que cada pessoa assuma a responsabilidade pelo seu pr&oacute;prio h&aacute;bito de leitura. De nada adianta o Estado criar bibliotecas ou criar mecanismos para que os livros fiquem mais baratos se os indiv&iacute;duos n&atilde;o se conscientizarem da import&acirc;ncia de ler.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma pessoa que n&atilde;o l&ecirc; n&atilde;o tem vantagem alguma em rela&ccedil;&atilde;o a uma outra que n&atilde;o sabe ler. Ter uma habilidade e n&atilde;o us&aacute;-la n&atilde;o &eacute; &uacute;til para ningu&eacute;m.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Mem&oacute;ria e intercala&ccedil;&atilde;o</b></font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A intercala&ccedil;&atilde;o, termo da ci&ecirc;ncia cognitiva, refere-se &agrave; combina&ccedil;&atilde;o de assuntos relacionados, por&eacute;m distintos, durante o processo de aprendizagem. As pesquisas cient&iacute;ficas demonstram que intercalar conte&uacute;dos &eacute; uma excelente forma de estudar, pois torna a mem&oacute;ria mais duradoura e mais vers&aacute;til para resolver problemas futuros (Taylor &amp; Rohrer, 2010, pp. 837-848; Kornell &amp; Bjork, 2008, pp. 585-592).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para exemplificar, vamos analisar na sequ&ecirc;ncia um experimento que analisou a reten&ccedil;&atilde;o de aprendizagem no que toca &agrave; matem&aacute;tica. A pesquisa objetivou pontuar se &eacute; melhor realizar uma pr&aacute;tica intensiva sobre um determinado assunto ou se seria mais ben&eacute;fico intercal&aacute;-lo com outros que tenham similaridades. Os cientistas analisaram dois grupos de alunos universit&aacute;rios. Ambos receberam instru&ccedil;&otilde;es de como calcular os volumes de quatro s&oacute;lidos geom&eacute;tricos: cunha, esferoide, cone esf&eacute;rico e meio cone. Na sequ&ecirc;ncia, o primeiro grupo teve que resolver quatro problemas de cada um dos tipos geom&eacute;tricos, que foram agrupados em grupos fixos (quatro sobre cunha, depois quatro sobre esferoide etc.). O segundo grupo tamb&eacute;m trabalhou quatro problemas de cada esp&eacute;cie geom&eacute;trica, por&eacute;m de forma intercalada entre cada forma geom&eacute;trica. Num teste final, uma semana depois, os alunos que praticaram em bloco, resolvendo os problemas em grupos fixos, acertaram em m&eacute;dia 20%; os alunos do grupo de estudo intercalado acertaram em m&eacute;dia 63% (Rohrer &amp; Taylor, 2007, pp. 481-498).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um estudo similar observou que a pr&aacute;tica intercalada obt&eacute;m melhores resultados, indiferentemente do tempo que o teste ser&aacute; aplicado ap&oacute;s a aprendizagem. Tudo faz crer que, quanto maior o prazo, maior o benef&iacute;cio da intercala&ccedil;&atilde;o. Por qual raz&atilde;o? Os cientistas observaram que o estudo diversificado de conte&uacute;dos produz muito menos esquecimento se comparado ao ato de condensar o estudo em um &uacute;nico tema (Rohrer et al., 2015, pp. 900-908).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"A intercala&ccedil;&atilde;o pode e deve ser utilizada para quaisquer aprendizados" (Carey, 2015, p. 147).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao se intercalar conte&uacute;dos relacionados, detectamos semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as, formando um corpo de conhecimento mais complexo e robusto, algo que gerar&aacute; uma mem&oacute;ria mais densa e mais diversificada. Esse processo favorece o dom&iacute;nio na &aacute;rea de conhecimento que a pessoa almeja compreender. Ademais, aumenta as pistas de uma informa&ccedil;&atilde;o, facilitando o processo de evoca&ccedil;&atilde;o.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o bastando tudo isso, a intercala&ccedil;&atilde;o &eacute; uma boa maneira de executar o espa&ccedil;amento. Como o estudo exige uma distribui&ccedil;&atilde;o no tempo, seja das sess&otilde;es de aprendizagem ou de revis&atilde;o, intercalar disciplinas ocasionar&aacute; necessariamente um espa&ccedil;amento.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um dos motivos de a intercala&ccedil;&atilde;o ser &uacute;til se relaciona com a aten&ccedil;&atilde;o. Como os humanos n&atilde;o conseguem manter a aten&ccedil;&atilde;o durante longos per&iacute;odos, o foco atencional se perde. &Eacute; um fen&ocirc;meno natural. Quando intercalamos os assuntos, conseguimos reativar a aten&ccedil;&atilde;o, o que produz um arquivamento mais denso das informa&ccedil;&otilde;es estudadas.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A aprendizagem e a neuroplasticidade est&atilde;o diretamente interligadas. Toda vez que o ser humano adquire um novo aprendizado, o c&eacute;rebro encarrega-se de armazen&aacute;-lo. Esse processo gera plasticidade, isto &eacute;, novas conex&otilde;es neuronais s&atilde;o feitas (ou desfeitas) com o prop&oacute;sito de armazenar o que foi apreendido, de modo que a pessoa possa recuperar no futuro a nova informa&ccedil;&atilde;o ou a nova habilidade. A cada nova viv&ecirc;ncia ou novo aprendizado as liga&ccedil;&otilde;es entre os neur&ocirc;nios ficam mais eficientes e fortes, fazendo com que as redes neuronais sofram muta&ccedil;&atilde;o.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Paralelamente &agrave; neuroplasticidade e &agrave; aprendizagem, a mem&oacute;ria se encarrega de adquirir, reter e evocar informa&ccedil;&otilde;es. Todo este processo est&aacute; diretamente interligado ao modo de funcionamento do c&eacute;rebro e, de maneira mais espec&iacute;fica, dos neur&ocirc;nios.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hoje, mais do que nunca, a tecnologia moderna proporciona &agrave; ci&ecirc;ncia estudar de modo robusto o funcionamento cerebral e, por assim dizer, a rela&ccedil;&atilde;o atemporal existente entra a neuroplasticidade, a mem&oacute;ria e a aprendizagem humanas. Diversas pesquisas cient&iacute;ficas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas conseguiram desvendar muitos mist&eacute;rios em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho do c&eacute;rebro. Dentre as descobertas, observou-se que alguns fatores s&atilde;o cruciais &agrave; mem&oacute;ria e &agrave; aprendizagem, por exemplo: as emo&ccedil;&otilde;es, os estados de &acirc;nimo, o n&iacute;vel de alerta/aten&ccedil;&atilde;o, o sono, a leitura e a intercala&ccedil;&atilde;o.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos esses aspectos s&atilde;o de suma relev&acirc;ncia aos estudantes e, de igual maneira, aos professores. Todos devem conhecer o funcionamento cerebral e os aspectos que podem impactar positiva ou negativamente na aprendizagem humana. Conhecer como o c&eacute;rebro aprende possibilita aprender mais e melhor. Por conseguinte, &eacute; preciso divulgar e sistematizar as pesquisas cient&iacute;ficas de modo a oferecer a popula&ccedil;&atilde;o brasileira todos esses conhecimentos que podem contribuir significativamente na vida educacional das pessoas.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p> 	     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Baddeley, A., Anderson,    M. C., &amp; Eysenck, M. W. (2011) <i>Mem&oacute;ria</i> (C. Stolting, Trad.).    Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433787&pid=S0103-8486202300010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Carey, B. (2015).    <i>Como aprendemos</i>: <i>a surpreendente verdade sobre quando, como e por    que o aprendizado acontece</i> (C. Simyss, Trad.). Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433789&pid=S0103-8486202300010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cosenza, R. M.,    &amp; Guerra, L. B. (2011). <i>Neuroci&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o:    </i><i>como o c&eacute;rebro aprende</i>. Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433791&pid=S0103-8486202300010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Failla, Z. (2016).    <i>Retratos da leitura no Brasil 4.</i> Sextante.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433793&pid=S0103-8486202300010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Geake, J. (2008).    Neuromythologies in education. <i>Journal Educational Research</i>, <i>50</i>(2),    123-133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433795&pid=S0103-8486202300010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Goleman, D. (2014).    <i>Foco</i>: <i>a aten&ccedil;&atilde;o e seu papel fundamental para o sucesso</i>    C. Zanon (Trad.). Objetiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433797&pid=S0103-8486202300010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Izquierdo, I. (2018).    <i>Mem&oacute;ria.</i> (3<sup>a</sup> ed.). Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433799&pid=S0103-8486202300010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Izquierdo, I. A.,    Myskiw, J. C., Benetti, F., &amp; Furini, C. R. G. (2013). Mem&oacute;ria: tipos    e mecanismos - achados recentes. <i>REVISTA USP (S&atilde;o Paulo)</i>, (98),    9-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433801&pid=S0103-8486202300010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jos&eacute;, L.    H. A., Vivian, A. G., Jos&eacute;, F. E. M., &amp; Souza, F. P. (2015). Ansiedade,    estresse, sintomas de TDAH e desempenho em candidatos no exame da Ordem dos    Advogados do Brasil/RS. <i>Aletheia</i>,<i> 47-48</i>, 142-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433803&pid=S0103-8486202300010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Kornell, N., &amp;    Bjork, R. A. (2008). Learning Concepts and Categories: Is Spacing the ''Enemy    of Induction''? <i>Psychological Science</i>, <i>19</i>(6), 585-592.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433805&pid=S0103-8486202300010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">McGaugh, J. L.    (2015). Consolidating Memories. <i>Annual Review of Psychology</i>, <i>66</i>,    1-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433807&pid=S0103-8486202300010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (2008). <i>CIF: Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional    de Funcionalidade, Incapacidade e Sa&uacute;de</i> (C. M. Buchalla, Trad). Editora    da Universidade de S&atilde;o Paulo. (Original publicado em 2001)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433809&pid=S0103-8486202300010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rohrer, D., Dedrick,    R. F., &amp; Stershic, S. (2015). Interleaved Practice Improves Mathematics    Learning. <i>Journal of Educational Psychology</i>, <i>107</i>(3), 900-908.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433810&pid=S0103-8486202300010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rohrer, D., &amp;    Taylor, K. (2007). The shu</font><font size="2">&#64260;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ing    of mathematics problems improves learning. <i>Instructional Science</i>, <i>35</i>(6),    481-498.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433812&pid=S0103-8486202300010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Taylor, K., &amp;    Rohrer, D. (2010). The Effects of Interleaved Practice. <i>Applied Cognitive    Psychology</i>, <i>24</i>, 837-848.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433814&pid=S0103-8486202300010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Wamsley, E. J.,    &amp; Stickgold, R. (2011). Memory, Sleep, and Dreaming: Experiencing Consolidation.    <i>Sleep Medicine Clinics</i>, <i>6</i>(1), 97-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433816&pid=S0103-8486202300010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Wamsley, E. J.,    &amp; Stickgold, R. (2018). Dreaming of a Learning Task is Associated with Enhanced    Memory Consolidation: Replication in an Overnight Sleep Study. <i>Journal of    Sleep Research</i>, <i>28</i>(1), e12749.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433818&pid=S0103-8486202300010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Yerkes, R. M.,    &amp; Dodson, J. D. (1908). The relation of strength of stimulus to rapidity    of habit-formation. <i>Journal of Comparative Neurology and Psychology</i>,    <i>18</i>(5), 459-482.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4433820&pid=S0103-8486202300010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#top" name="corresp"><img src="/img/revistas/psicoped/v40n121/seta.jpg" border="0"></a>    <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>:    <br> Jos&eacute; M&aacute;rio Chaves    <br> Rua Doutor Benjamin Moss, 155/301 - Cidade Nova - Belo Horizonte, MG, Brasil - CEP 31170-260    <br> E-mail: <a href="mailto:jmariofilho@yahoo.com.br">jmariofilho@yahoo.com.br</a></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trabalho realizado na Faculdade Famart, Ita&uacute;na, MG, Brasil.    <br> Conflito de interesses: O autor declara n&atilde;o haver.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido: 4/1/2023    <br> Aprovado: 19/2/2023</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back_fn1"></a><a href="#top_fn1">1</a> A Escala de Ansiedade de Beck ou Invent&aacute;rio de Ansiedade de Beck (BAI) foi idealizado pelo psiquiatra norte-americano Aaron Temkin Beck. De maneira geral, consiste em um question&aacute;rio contendo 21 quest&otilde;es de m&uacute;ltipla escolha para medir o grau de ansiedade de uma pessoa.</font></p>           ]]></body>
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