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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A brinquedoteca hospitalar como fator de promoção no desenvolvimento infantil: relato de experiência]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The hospital is often seen by the child as an unpleasant experience which is accompanied by pain, anxiety, fear and feelings of abandonment and guilt. The play behavior is the way most authentic of the child to express and show their emotions. This article is then to present the activities in the Project: toy library - Draft Recreation in Ward Pediatric, held at the University Hospital of Universidade Federal de Santa Catarina, with hospitalized children and companions. It consists of an extension project and emphasizes the importance of playing activities to promote physical well-being, minimizing the emotional imbalances caused by illness and hospitalization process, it also aims to promote the continued development of the child. The activities included a series of actions, such as games, drawings, puppets, among others. It was observed that the intervention aided children to meet the requests made by physicians, understand the disease process and also aided toward a better interaction with the health staff. Therefore, we conclude that the play actually minimizes the trauma of hospitalization, therefore, should not be taken as a leisure activity but as part of treatment, optimizing the intervention and waning lenght of hospitalization.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>PESQUISA    ORIGINAL</b> ORIGINAL RESEARCH</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A    brinquedoteca hospitalar como fator de promo&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento    infantil: relato de experi&ecirc;ncia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The hospital    playroom as a factor in the promotion of child development: report of experience</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Lecila Duarte    Barbosa Oliveira<sup>I</sup>; Let&iacute;cia Macedo Gabarra<sup>II</sup>; Claudete    Marcon<sup>III</sup>; Julia Laitano Coelho Silva<sup>IV</sup>; Juliana Macchiaverni<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Prof.    Dra. do Departamento de Psicologia da UFSC, Coordenadora do Projeto Brinquedoteca    Hospitalar, <a href="mailto:lecila@cfh.ufsc.br">lecila@cfh.ufsc.br</a>. Endere&ccedil;o:    Rua Capit&atilde;o Romualdo de Barros n. 965, ap. 402 bloco B, Carvoeira, Florian&oacute;polis-SC.    CEP: 88040-600    <br><sup>II</sup>Psic&oacute;loga do Hospital Universit&aacute;rio da UFSC; Doutoranda    do Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia da UFSC, <a href="mailto:leticiagabarra@gmail.com">leticiagabarra@gmail.com</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><sup>III</sup>Psic&oacute;loga da Divis&atilde;o de Pediatria do Hospital Universit&aacute;rio    da UFSC, Mestre pelo Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia    da UFSC, <a href="mailto:marcon_claudete@hotmail.com">marcon_claudete@hotmail.com</a>    <br><sup>IV</sup>Estagi&aacute;ria do Projeto de extens&atilde;o da Brinquedoteca    Hospitalar, graduanda do Curso de Psicologia da UFSC, <a href="mailto:julia_laitano@hotmail.com">julia_laitano@hotmail.com</a>    <br><sup>V</sup>Estagi&aacute;ria do Projeto de extens&atilde;o da Brinquedoteca    Hospitalar, graduanda do Curso de Psicologia da UFSC, <a href="mailto:juliana_macc@hotmail.com">juliana_macc@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar, freq&uuml;entemente, &eacute; vista pela crian&ccedil;a como uma    experi&ecirc;ncia desagrad&aacute;vel a qual &eacute; acompanhada de dor, ansiedade,    medo, al&eacute;m de sensa&ccedil;&otilde;es de abandono e culpa. A brincadeira    &eacute; a maneira mais aut&ecirc;ntica pela qual a crian&ccedil;a expressa    e elabora suas viv&ecirc;ncias. O presente artigo tem, ent&atilde;o, como objetivo    apresentar as atividades desenvolvidas no Projeto: Brinquedoteca Hospitalar:    Projeto de Recrea&ccedil;&atilde;o em Enfermaria Pedi&aacute;trica, realizado    no Hospital Universit&aacute;rio da Universidade Federal de Santa Catarina,    junto &agrave;s crian&ccedil;as internadas e acompanhantes. Ele constitui-se    num projeto de extens&atilde;o e pretende ressaltar o papel da brincadeira como    promotora de bem estar f&iacute;sico, emocional e amenizadora dos desequil&iacute;brios    advindos da doen&ccedil;a e do processo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o, assim    como possibilitar a continuidade do desenvolvimento da crian&ccedil;a. As atividades    realizadas diariamente abrangeram uma gama de situa&ccedil;&otilde;es l&uacute;dicas    tais como jogos, desenhos, fantoches, entre outros. Observou-se que a interven&ccedil;&atilde;o    das brinquedistas ajudou a crian&ccedil;a a atender as solicita&ccedil;&otilde;es    feitas pelos m&eacute;dicos, entender o processo da doen&ccedil;a e, ainda,    possibilitou uma melhor intera&ccedil;&atilde;o com a equipe m&eacute;dica.    Concluiu-se assim, que a brincadeira, de fato, ameniza os traumas da interna&ccedil;&atilde;o,    portanto, n&atilde;o deve ser considerada como uma atividade de tempo livre,    mas sim como parte do tratamento, otimizando a interven&ccedil;&atilde;o e diminuindo    o tempo de interna&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>:    hospitaliza&ccedil;&atilde;o infantil; brinquedoteca hospitalar; desenvolvimento    infantil.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The hospital is    often seen by the child as an unpleasant experience which is accompanied by    pain, anxiety, fear and feelings of abandonment and guilt. The play behavior    is the way most authentic of the child to express and show their emotions. This    article is then to present the activities in the Project: toy library - Draft    Recreation in Ward Pediatric, held at the University Hospital of Universidade    Federal de Santa Catarina, with hospitalized children and companions. It consists    of an extension project and emphasizes the importance of playing activities    to promote physical well-being, minimizing the emotional imbalances caused by    illness and hospitalization process, it also aims to promote the continued development    of the child. The activities included a series of actions, such as games, drawings,    puppets, among others. It was observed that the intervention aided children    to meet the requests made by physicians, understand the disease process and    also aided toward a better interaction with the health staff. Therefore, we    conclude that the play actually minimizes the trauma of hospitalization, therefore,    should not be taken as a leisure activity but as part of treatment, optimizing    the intervention and waning lenght of hospitalization.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    infantile hospitalization; toy library; infantile development.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A inf&acirc;ncia    &eacute; uma etapa fundamental no desenvolvimento humano, marcada pelas atividades    f&iacute;sicas intensas, sendo que estas s&atilde;o necess&aacute;rias para    que a crian&ccedil;a possa ir aos poucos explorando e conhecendo o ambiente    a sua volta e assim, conseq&uuml;entemente, crescendo normalmente e aprimorando    seu conhecimento sobre o mundo. Para que ela possa percorrer esta etapa de sua    vida sem preju&iacute;zos &eacute; necess&aacute;rio gozar de sa&uacute;de.    Por&eacute;m, no decorrer de seu desenvolvimento, as crian&ccedil;as passam    tamb&eacute;m por per&iacute;odos de doen&ccedil;as, o que muitas vezes pode    ser acompanhado de hospitaliza&ccedil;&atilde;o. O adoecimento e a hospitaliza&ccedil;&atilde;o    na inf&acirc;ncia s&atilde;o eventos n&atilde;o esperados para esta fase do    ciclo vital, assim, s&atilde;o considerados como momentos de crise para a fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    infantil &eacute;, sem d&uacute;vida, marcante na vida de qualquer crian&ccedil;a,    uma vez que neste momento ela se percebe fr&aacute;gil e impossibilitada de    realizar suas atividades normalmente, alterando a sua rotina di&aacute;ria,    como brincar e ir &agrave; escola. A imagem de inf&acirc;ncia &eacute; intimamente    ligada ao bem estar, energia e alegria, o que torna mais dif&iacute;cil assimilar    a doen&ccedil;a e a hospitaliza&ccedil;&atilde;o nesta fase do ciclo vital,    tanto por parte da pr&oacute;pria crian&ccedil;a como de toda sua rede de apoio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O ambiente hospitalar    &eacute;, geralmente, desconhecido para a crian&ccedil;a, tanto em seu aspecto    f&iacute;sico quanto em sua rotina. Ele possui normas e regras espec&iacute;ficas,    e a crian&ccedil;a e sua fam&iacute;lia precisam se adaptar a estas condi&ccedil;&otilde;es,    como o hor&aacute;rio e card&aacute;pio para as refei&ccedil;&otilde;es; uma    cama na qual n&atilde;o est&aacute; acostumada a dormir; roupas diferentes das    quais utiliza em casa; banheiro comunit&aacute;rio e falta de privacidade, tanto    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade dos leitos quanto a procedimentos    m&eacute;dicos invasivos e dolorosos. Estas condi&ccedil;&otilde;es hospitalares    podem gerar uma despersonaliza&ccedil;&atilde;o do paciente e dificultar no    enfrentamento da doen&ccedil;a.<sup>1,4,11</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todas essas mudan&ccedil;as    causam um impacto na crian&ccedil;a e podem alterar seu comportamento durante    e depois da interna&ccedil;&atilde;o. Assim, a hospitaliza&ccedil;&atilde;o    e o adoecimento podem ser fatores de risco para o desenvolvimento infantil.<sup>3,4,5</sup>    Vale salientar, que as conseq&uuml;&ecirc;ncias da hospitaliza&ccedil;&atilde;o,    em maior ou menor propor&ccedil;&atilde;o, depende de diversos fatores, tais    como: idade, personalidade da crian&ccedil;a, tipo de rela&ccedil;&atilde;o    pais-filho, rea&ccedil;&atilde;o dos pais para com a doen&ccedil;a, tempo de    hospitaliza&ccedil;&atilde;o, reincid&ecirc;ncia de interna&ccedil;&atilde;o,    as informa&ccedil;&otilde;es que a crian&ccedil;a possui sobre seu estado, diagn&oacute;stico    m&eacute;dico, representa&ccedil;&otilde;es sociais da doen&ccedil;a, estrat&eacute;gias    de enfrentamento da situa&ccedil;&atilde;o utilizadas pela crian&ccedil;a e    pela fam&iacute;lia.<sup>3,5,7</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesta perspectiva,    o enfoque dos estudos iniciais neste contexto (processo de adoecimento - crian&ccedil;as    - hospital) tenderam a enfatizar os aspectos negativos da situa&ccedil;&atilde;o    de hospitaliza&ccedil;&atilde;o e os efeitos potencialmente mal&eacute;ficos    desta sobre o comportamento, a vida e o desenvolvimento das crian&ccedil;as    e fam&iacute;lias<sup>1,4</sup>. Numa perspectiva mais atual, tem-se enfatizado    a dimens&atilde;o educativa e potencializadora do desenvolvimento humano nas    situa&ccedil;&otilde;es de crise, apontando possibilidades de aprendizados significativos    relacionados &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de adoecimento<sup>1, 3,5,6.</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na situa&ccedil;&atilde;o    da interna&ccedil;&atilde;o, o hospital passa a ser o microssistema de intera&ccedil;&atilde;o    da crian&ccedil;a, isto &eacute;, parte das suas rela&ccedil;&otilde;es imediatas    e com significados espec&iacute;ficos para a pessoa. O hospital pode ser considerado    como um contexto de desenvolvimento infantil, visto que este local torna-se    parte da viv&ecirc;ncia da crian&ccedil;a, interferindo nas suas rela&ccedil;&otilde;es    psicossociais.<sup>1,2,9,12,13</sup> Assim a brincadeira pode ser uma forma    de enfrentamento desta situa&ccedil;&atilde;o de hospitaliza&ccedil;&atilde;o,    bem como uma forma de humanizar as rela&ccedil;&otilde;es no contexto de interna&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Portanto, se na    educa&ccedil;&atilde;o o brincar serve como recurso metodol&oacute;gico, na    sa&uacute;de tamb&eacute;m o &eacute;. "J&aacute; foi comprovado que o brincar,    no hospital, humaniza o atendimento, estimula o cont&iacute;nuo e adequado desenvolvimento    neuropsicomotor da crian&ccedil;a e faz preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de    mental" (p. 138).<sup>15</sup> Para que o brincar seja efetivamente exercitado    e cumpra seus objetivos no ambiente hospitalar, &eacute; fundamental que toda    a equipe entenda o significado do brincar para a crian&ccedil;a.<sup>3,10</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A import&acirc;ncia    do brincar no hospital, felizmente, vem sendo valorizada, como se pode verificar    na Lei nº 11.104, de 21 de mar&ccedil;o de 2005, a qual apresenta a obrigatoriedade    de instala&ccedil;&atilde;o de brinquedotecas nas unidades de sa&uacute;de que    ofere&ccedil;am atendimento pedi&aacute;trico em regime de interna&ccedil;&atilde;o.    De acordo com o Art. 2º considera-se brinquedoteca, para os efeitos desta Lei,    o espa&ccedil;o provido de brinquedos e jogos educativos, destinados a estimular    as crian&ccedil;as e seus acompanhantes a brincar.<sup>8</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A exist&ecirc;ncia    de brinquedotecas hospitalares ainda est&aacute; em fase de expans&atilde;o,    os hospitais aos poucos se adequam &agrave;s necessidades impostas pela legisla&ccedil;&atilde;o    vigente, para que o espa&ccedil;o espec&iacute;fico destinado para o brincar    nas institui&ccedil;&otilde;es hospitalares torne efetiva a possibilidade l&uacute;dica    em sua dimens&atilde;o terap&ecirc;utica. Essa estrat&eacute;gia pode minimizar    o ambiente hostil e estranho da institui&ccedil;&atilde;o hospitalar, e proporcionar    um atendimento global durante a interna&ccedil;&atilde;o, tornando o hospital    um contexto de desenvolvimento saud&aacute;vel para as crian&ccedil;as e suas    fam&iacute;lias. Assim, o objetivo deste artigo &eacute; apresentar as atividades    desenvolvidas no Projeto de Extens&atilde;o: Brinquedoteca Hospitalar - Projeto    de Recrea&ccedil;&atilde;o em Enfermaria Pedi&aacute;trica e descrever o papel    da brincadeira como promotora de bem estar f&iacute;sico e emocional da crian&ccedil;a    no ambiente hospitalar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participantes,    Local e Per&iacute;odo de realiza&ccedil;&atilde;o das atividades</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As atividades l&uacute;dicas    foram realizadas na Unidade de Interna&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica do    Hospital Universit&aacute;rio/UFSC e atingiram crian&ccedil;as de zero a quatorze    anos e seus acompanhantes, provenientes de diversas regi&otilde;es de Santa    Catarina. As atividades aqui descritas referem-se &agrave;quelas desenvolvidas    no per&iacute;odo de fevereiro a dezembro de 2006.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Levantamento interno    da institui&ccedil;&atilde;o<sup>14</sup> identifica que o perfil da popula&ccedil;&atilde;o    atendida &eacute; de pessoas provenientes de fam&iacute;lias de baixa renda,    com poucos recursos de saneamento b&aacute;sico, com baixo grau de escolaridade    (1º grau incompleto), renda mensal m&eacute;dia de 1,5 sal&aacute;rio m&iacute;nimo,    com ocupa&ccedil;&otilde;es profissionais que demandam pouca qualifica&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnica (constru&ccedil;&atilde;o civil, servi&ccedil;os gerais, faxina,    aut&ocirc;nomos...). Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as atendidas,    as mais comuns s&atilde;o referentes a problemas respirat&oacute;rios, associados    a outros como desnutri&ccedil;&atilde;o, escabiose, s&iacute;ndrome diarr&eacute;ico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As atividades foram    desenvolvidas por alunos de gradua&ccedil;&atilde;o, de 4ª e 5ª fases, do curso    de Psicologia, que no decorrer do texto ser&atilde;o denominados de Brinquedistas,    que eram os monitores respons&aacute;veis pela realiza&ccedil;&atilde;o das    atividades l&uacute;dicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em m&eacute;dia,    houve o envolvimento de 07 crian&ccedil;as e acompanhantes de forma direta/dia,    com aten&ccedil;&atilde;o continuada durante as brincadeiras. Al&eacute;m destas,    diariamente, outras crian&ccedil;as e acompanhantes receberam algum tipo de    aten&ccedil;&atilde;o eventual ou apenas empr&eacute;stimo de material para    desenvolver as atividades.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As brincadeiras    adequavam-se &agrave;s possibilidades do paciente, sendo que estas eram realizadas    na sala destinada &agrave; Brinquedoteca, dentro da Unidade de Interna&ccedil;&atilde;o    Pedi&aacute;trica, no pr&oacute;prio leito, quando os pacientes estavam impossibilitados    de se deslocarem, e at&eacute; mesmo em &aacute;reas externas ao hospital, como    o lago e o parquinho existentes nas imedia&ccedil;&otilde;es do hospital.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Materiais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os materiais utilizados    foram: jogos diversos, pe&ccedil;as de encaixe com v&aacute;rios n&iacute;veis    de complexidade, bonecas, fantoches, brinquedos de casinha, carrinhos, chocalhos,    m&oacute;biles, quebra-cabe&ccedil;as, jogos de mem&oacute;ria, domin&oacute;s,    materiais de pintura, massas de modelar, livros de colorir e com atividades    educativas, livros de hist&oacute;ria, gibis, aparelho de som e materiais de    papelaria variados (l&aacute;pis, caneta hidrocor, tesoura, cola, pap&eacute;is    e outros).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O projeto desenvolveu-se    em duas fases, sendo que a primeira foi de familiariza&ccedil;&atilde;o dos    brinquedistas com a institui&ccedil;&atilde;o e posteriormente o desenvolvimento    das atividades com as crian&ccedil;as hospitalizadas e seus acompanhantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No primeiro momento,    foram realizadas observa&ccedil;&otilde;es da unidade de interna&ccedil;&atilde;o,    identifica&ccedil;&atilde;o da rotina hospitalar a que as crian&ccedil;as estavam    submetidas, delineamento do perfil da clientela, levantamento de suas necessidades    e interesses l&uacute;dicos, levantamento bibliogr&aacute;fico e leituras pertinentes    ao tema de trabalho, planejamento das atividades e apresenta&ccedil;&atilde;o    do projeto para a equipe de sa&uacute;de, bem como, a organiza&ccedil;&atilde;o    dos brinquedos para as devidas atividades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s essa    etapa, os brinquedistas passaram a realizar atividades l&uacute;dicas de segunda    &agrave; sexta-feira, durante 4 horas di&aacute;rias. A rotina se baseava em,    primeiramente, ir &agrave; enfermaria para verificar os prontu&aacute;rios das    crian&ccedil;as internadas, obtendo-se assim informa&ccedil;&otilde;es sobre    sua sa&uacute;de, suas idades, o sexo e informa&ccedil;&otilde;es que poderiam    ser relevantes no momento da brincadeira. A seguir, era oferecido o servi&ccedil;o    de recrea&ccedil;&atilde;o hospitalar &agrave;s crian&ccedil;as e identificava-se    a disponibilidade e motiva&ccedil;&atilde;o destas para a atividade. Com estas    informa&ccedil;&otilde;es e, considerando o per&iacute;odo de desenvolvimento,    buscavam-se, dentre os brinquedos dispon&iacute;veis os mais adequados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No momento da conclus&atilde;o    das atividades di&aacute;rias, as crian&ccedil;as tinham a op&ccedil;&atilde;o    de permanecerem com os brinquedos, garantindo que pudessem brincar por mais    tempo, n&atilde;o ficando as brincadeiras limitadas apenas &agrave; presen&ccedil;a    dos brinquedistas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos os materiais    utilizados sempre eram higienizados diariamente, respeitando as normas e orienta&ccedil;&otilde;es    da institui&ccedil;&atilde;o hospitalar, e todas as atividades desenvolvidas    recebiam a supervis&atilde;o dos profissionais envolvidos (professor e psic&oacute;logo    da institui&ccedil;&atilde;o), semanalmente. No primeiro momento, foram realizadas    observa&ccedil;&otilde;es da unidade de interna&ccedil;&atilde;o, identifica&ccedil;&atilde;o    da rotina hospitalar a que as crian&ccedil;as estavam submetidas, delineamento    do perfil da clientela, levantamento de suas necessidades e interesses l&uacute;dicos,    levantamento bibliogr&aacute;fico e leituras pertinentes ao tema de trabalho,    planejamento das atividades e apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto para a equipe    de sa&uacute;de, bem como, a organiza&ccedil;&atilde;o dos brinquedos para as    devidas atividades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS E    DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No momento de propor    atividades para as crian&ccedil;as, buscou-se facilitar a intera&ccedil;&atilde;o    entre acompanhante-crian&ccedil;a com o objetivo de otimizar sua rela&ccedil;&atilde;o.    Procurou-se tamb&eacute;m, incentivar as intera&ccedil;&otilde;es entre as crian&ccedil;as    hospitalizadas com a finalidade de promover um ambiente de descontra&ccedil;&atilde;o.    Se havia crian&ccedil;as de idades pr&oacute;ximas, era proposta alguma atividade    dirigida, em grupo, como jogar domin&oacute;, pintar ou brincar de casinha.    As brincadeiras realizadas mais freq&uuml;entemente foram: quebra-cabe&ccedil;a,    mem&oacute;ria, brinquedos de casinha e pintura. No primeiro momento, foram    realizadas observa&ccedil;&otilde;es da unidade de interna&ccedil;&atilde;o,    identifica&ccedil;&atilde;o da rotina hospitalar a que as crian&ccedil;as estavam    submetidas, delineamento do perfil da clientela, levantamento de suas necessidades    e interesses l&uacute;dicos, levantamento bibliogr&aacute;fico e leituras pertinentes    ao tema de trabalho, planejamento das atividades e apresenta&ccedil;&atilde;o    do projeto para a equipe de sa&uacute;de, bem como, a organiza&ccedil;&atilde;o    dos brinquedos para as devidas atividades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">P&ocirc;de-se observar    que as crian&ccedil;as, de fato, passaram a lidar melhor com a hospitaliza&ccedil;&atilde;o    atrav&eacute;s das atividades l&uacute;dicas realizadas com elas. Muitas vezes,    as crian&ccedil;as estavam muito ap&aacute;ticas ou extremamente agitadas e,    depois de brincarem, ficavam mais calmas e relaxadas, verbalizando seu contentamento    e desejo de continuar brincando. A fam&iacute;lia e a equipe valorizavam a brincadeira    e utilizavam este recurso para se aproximar da crian&ccedil;a e formar v&iacute;nculo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados foram    ao encontro da literatura estudada,<sup>1,3,10,13,15</sup> confirmando que o    brincar favorece o desenvolvimento durante o per&iacute;odo de adoecimento e    hospitaliza&ccedil;&atilde;o, bem como &eacute; uma forma da crian&ccedil;a    expressar seus sentimentos, minimizando o seu sofrimento. Verificou-se tamb&eacute;m    o brincar como uma forma de enfrentamento da hospitaliza&ccedil;&atilde;o, tanto    para as crian&ccedil;as como para os seus pais, como sugerem Motta e Enumo.<sup>10</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As atividades em    grupo proporcionaram um ambiente de descontra&ccedil;&atilde;o e de colabora&ccedil;&atilde;o.    As crian&ccedil;as foram estimuladas a realizarem atividades juntas, aproximando    aquelas que permaneciam nos leitos daquelas que podiam sair. Os brinquedistas    propunham brincadeiras capazes de agrupar todas as crian&ccedil;as, de acordo    as suas possibilidades. Nestas situa&ccedil;&otilde;es, as regras da brincadeira    eram estabelecidas em acordo grupal, o que fazia as crian&ccedil;as colocarem    suas opini&otilde;es e id&eacute;ias. Notou-se que estas atividades favoreciam    a autonomia e a tomada de decis&atilde;o, proporcionando um controle sobre situa&ccedil;&otilde;es    vivenciadas no hospital. Assim, as crian&ccedil;as passaram a ter a possibilidade    de tomar algumas decis&otilde;es, o que n&atilde;o acontece freq&uuml;entemente    durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As atividades l&uacute;dicas,    ao propiciarem situa&ccedil;&otilde;es de tomadas de decis&atilde;o e autonomia,    transformaram o ambiente hospitalar despersonalizante em um lugar mais previs&iacute;vel    e control&aacute;vel para a crian&ccedil;a. Estes comportamentos favoreceram    o enfrentamento das dificuldades oriundas da hospitaliza&ccedil;&atilde;o e    tamb&eacute;m aproximaram o ambiente do hospital da realidade cotidiana das    crian&ccedil;as. Assim, possibilitaram um maior bem estar da crian&ccedil;a    reafirmando os achados de Motta e Enumo.<sup>12</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os acompanhantes,    visitantes e a equipe de sa&uacute;de eram convidados a participar da proposta    l&uacute;dica, o que favorecia um ambiente descontra&iacute;do. Estas atividades    conjuntas promoviam um relacionamento agrad&aacute;vel entre os profissionais,    os familiares e as crian&ccedil;as. A melhora nas rela&ccedil;&otilde;es sociais    observadas reafirma as coloca&ccedil;&otilde;es de Novaes<sup>13</sup> sobre    a possibilidade do brincar no contexto hospitalar ser um instrumento de humaniza&ccedil;&atilde;o,    auxiliando nas inter-rela&ccedil;&otilde;es entre os profissionais e a crian&ccedil;a,    e entre estes e a fam&iacute;lia, bem como entre as pr&oacute;prias crian&ccedil;as    hospitalizadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As brincadeiras    na &aacute;rea externa do hospital, onde h&aacute; um lago, gramado, bancos    e brinquedos como balan&ccedil;o, casinha e gangorra, foram importantes para    a crian&ccedil;a dar continuidade ao seu desenvolvimento motor. O uso de espa&ccedil;os    pertencentes ao hospital e &agrave; pr&oacute;pria unidade de interna&ccedil;&atilde;o    para realiza&ccedil;&atilde;o de atividades l&uacute;dicas contribuiu para a    compreens&atilde;o deste local como um contexto de desenvolvimento para as crian&ccedil;as    e suas fam&iacute;lias, como sugere Bronfenbrenner.<sup>2</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A forma como este    contexto &eacute; utilizado pelos profissionais pode potencializar as capacidades    das fam&iacute;lias e suas crian&ccedil;as de se desenvolverem mesmo em condi&ccedil;&otilde;es    de crise, como a hospitaliza&ccedil;&atilde;o. O brincar se mostrou como um    instrumento eficaz na manuten&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento    infantil, conforme afirmado na literatura<sup>1,3,10,13,15</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As atividades de    supervis&atilde;o favoreceram a aprendizagem te&oacute;rica e possibilitaram    a constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es entre a teoria estudada    e as pr&aacute;ticas realizadas. Estas atividades proporcionaram subs&iacute;dios    para o desenvolvimento do projeto de forma efetiva e coerente com a realidade    encontrada, bem como, foi o momento de expor as d&uacute;vidas, dificuldades    e ansiedades dos brinquedistas, avaliar o andamento do projeto e propor mudan&ccedil;as    e adapta&ccedil;&otilde;es quando necess&aacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O projeto de extens&atilde;o    concretiza as necessidades atuais dos hospitais e possibilita os recursos financeiros    para obten&ccedil;&atilde;o de materiais e recursos humanos fundamentais para    que o projeto ocorra. Considera-se que o interc&acirc;mbio da Universidade com    a comunidade seja imprescind&iacute;vel na forma&ccedil;&atilde;o dos alunos    e no trabalho docente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As atividades desenvolvidas    pelos alunos de gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia propiciaram sua melhor    compreens&atilde;o sobre a atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo no ambiente    hospitalar, ampliando conceitos e pr&aacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de no espa&ccedil;o da hospitaliza&ccedil;&atilde;o infantil. Esta    viv&ecirc;ncia enriqueceu a forma&ccedil;&atilde;o dos alunos, pois ampliou    o entendimento sobre as possibilidades de interven&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo,    bem como o conhecimento acerca das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de,    especialmente &agrave;quelas relacionadas &agrave; pol&iacute;tica de humaniza&ccedil;&atilde;o    no atendimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Iniciativas como    esta devem ser ampliadas, tanto com projetos de extens&atilde;o como de pesquisas.    Esta &aacute;rea possui uma amplitude de especificidades a serem estudadas visando    o melhor atendimento das crian&ccedil;as e suas fam&iacute;lias, bem como forma&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnica das equipes. Sugerem-se novos projetos com a participa&ccedil;&atilde;o    de diferentes profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de, como enfermagem,    servi&ccedil;o social, terapia ocupacional, medicina, nutri&ccedil;&atilde;o,    entre outros. A possibilidade de atua&ccedil;&atilde;o multidisciplinar pode    potencializar as consequ&ecirc;ncias positivas da brincadeira no contexto hospitalar,    proporcionando sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para as    crian&ccedil;as e suas fam&iacute;lias, al&eacute;m do desenvolvimento de novas    tecnologias adequadas para o trabalho com esta popula&ccedil;&atilde;o, nas    v&aacute;rias &aacute;reas de conhecimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Blanco, MPP.    El Ni&ntilde;o Hospitalizado: Caracteristicas, evaluaci&oacute;n y tratamiento.    Madrid: Pir&aacute;mide; 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463659&pid=S0104-1282200900020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Bronfenbrenner,    U. Ecology of the family as a context for human development: reserch perspectives.    Developmental Psycology. 1986; 22(6): 723-742.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463660&pid=S0104-1282200900020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Ceccim, RB,    Carvalho, PRA. Crian&ccedil;a hospitalizada: A aten&ccedil;&atilde;o integral    como uma escuta &agrave; vida. Porto Alegre: Ed. UFRGS; 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463661&pid=S0104-1282200900020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Chiattone, HBC.    A crian&ccedil;a e a hospitaliza&ccedil;&atilde;o. In: Angerami-Camon VA, Chiattone    HBC, Meleti MR, organizadores. A Psicologia no hospital. S&atilde;o Paulo: Pioneira    Thomson Learning; 2003. p. 23-100.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463662&pid=S0104-1282200900020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Crepaldi, MA,    Rabuske, MM, Gabarra, LM. Modalidades de atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo    em psicologia pedi&aacute;trica. In: Crepaldi MA, Perosa GB, Linhares MB, organizadores.    Temas em Psicologia Pedi&aacute;trica. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo;    2006. p. 13-55.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463663&pid=S0104-1282200900020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Crepaldi, MA.    Hospitaliza&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia: Representa&ccedil;&otilde;es    sociais da fam&iacute;lia sobre a doen&ccedil;a e a hospitaliza&ccedil;&atilde;o    de seus filhos. Taubat&eacute;/SP: Cabral Ed. Universit&aacute;ria; 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463664&pid=S0104-1282200900020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Junqueira, MFPS.    A m&atilde;e, seu filho hospitalizado e o brincar: um relato de experi&ecirc;ncia.    Estudos de Psicologia. 2003; 8(1): 163-197.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463665&pid=S0104-1282200900020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. LEI no. 11.104    de 21 de mar&ccedil;o de 2005. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11104.htm" target="_blank">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11104.htm</a>..    Acesso em: 29/ago/06.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463666&pid=S0104-1282200900020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Linhares, MB.    Psicologia Pedi&aacute;trica: aspectos hist&oacute;ricos e conceituais. In:    Anais do VII Ciclo em Sa&uacute;de Mental. Ribeir&atilde;o Preto, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463667&pid=S0104-1282200900020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Mello, CO,    Goulart, CMT, Ew, RA, Moreira, AM, Sperb TM. Brincar no Hospital: Assunto para    Discutir e Praticar. Psicologia: Teoria e Pesquisa. 1999; 1: 65-74.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463668&pid=S0104-1282200900020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Melo, LL, Valle,    ERM. Brincando no Hospital: possibilidade ou realidade? Pediatria Moderna. 2002;    7: 328- 330.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463669&pid=S0104-1282200900020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Motta, AB,    Enumo, SRF. Brincar no hospital: estrat&eacute;gia de enfrentamento da hospitaliza&ccedil;&atilde;o    infantil. Psicologia em Estudo. 2004; 9(1): 19-28.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463670&pid=S0104-1282200900020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Novaes, LHS.    Brincar &eacute; Sa&uacute;de: o al&iacute;vio do estresse na crian&ccedil;a    hospitalizada. Pelotas: EDUCAT; 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463671&pid=S0104-1282200900020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Relat&oacute;rio    de Identifica&ccedil;&atilde;o da Demanda de Atendimento do Servi&ccedil;o Social    da Pediatria do HU/UFSC, do ano de 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463672&pid=S0104-1282200900020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Sampaio, EA,    Novaes, LHVS. Brincar &eacute; tamb&eacute;m aprender? Pediatria moderna. 2001;    37(4): 38-144.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2463673&pid=S0104-1282200900020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 12    de fevereiro de 2009.    <br>   Modificado em: 29 de abril de 2009.    <br>   Aceito em: 30 de junho de 2009.    <br>   <b>Financimento:</b> Pro-extens&atilde;o UFSC, 2006.</font></p>      ]]></body>
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