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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cognição, motricidade, autocuidados, linguagem e socialização no desenvolvimento de crianças em creche]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to evaluate the cognition and motor development, self care, language, socialization and the nutritional status of child with zero to six years old. METHOD: 48 children attending a philanthropic day care called Casa da Criança, living in Diamantina Town (Jequitinhonha Valley, Minas Gerais, Brazil) participated in this study. For data collection it was used the following instruments and proceedings: Portage Inventory application, nutritional evaluation and social and economic questionnaire. RESULTS: the partial correlation analyses demonstrated that there were significant correlations within the following pair of variables: cognition x language, socialization x self care and motor x weight/height and weight/age. DISCUSSION: we perceived the necessity of implantation of a program for child development stimulation in the day care that integrate health and education, which may be planned into the Portage Inventory perspective. The use of instruments in this study makes possible the children repertory optimization, the educators training and the family orientation to the children stimulation. CONCLUSION: an intervention based on the Portage Inventory shows as promising tool to the healthy interaction between the children and parents/caregivers.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PESQUISA    ORIGINAL</b> ORIGINAL RESEARCH</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Cogni&ccedil;&atilde;o,    motricidade, autocuidados, linguagem e socializa&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento    de crian&ccedil;as em creche</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Cognition, motor    activity, self care, language and socialization during children development    in day care</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Agnes Maria    Gomes Murta; Angelina do Carmo Lessa; Ant&ocirc;nio Sousa Santos; Nadja Maria    Gomes Murta; Rosana Passos Cambraia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Professores da    Faculdade de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de - FCBS, Universidade    Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM, Campus Diamantina, MG,    Brasil. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia    para</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>    avaliar o desenvolvimento cognitivo e motor, autocuidados, linguagem, socializa&ccedil;&atilde;o    de crian&ccedil;as e estado nutricional de zero a seis anos.    <br>   <b>M&Eacute;TODO:</b> como sujeitos, participaram 48 crian&ccedil;as matriculadas    na institui&ccedil;&atilde;o filantr&oacute;pica Casa da Crian&ccedil;a, residentes    na periferia da cidade de Diamantina (Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil).    Para a coleta dos dados foram utilizados os seguintes instrumentos e procedimentos:    aplica&ccedil;&atilde;o do Invent&aacute;rio Portage, avalia&ccedil;&atilde;o    nutricional e aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio s&oacute;cio-econ&ocirc;mico.        <br>   <b>RESULTADOS:</b> a an&aacute;lise de correla&ccedil;&atilde;o parcial revelou    que ocorreu correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significante entre os    pares de vari&aacute;veis: cogni&ccedil;&atilde;o x linguagem, socializa&ccedil;&atilde;o    x autocuidado e motor x peso/altura e peso/idade.    <br>   <b>DISCUSS&Atilde;O:</b> percebeu-se a necessidade de implanta&ccedil;&atilde;o    de um programa nas creches na &aacute;rea de desenvolvimento infantil, que integre    sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o, e que possa ser planejado a partir da    perspectiva do Invent&aacute;rio Portage. A utiliza&ccedil;&atilde;o das ferramentas    como as definidas no estudo possibilita a otimiza&ccedil;&atilde;o dos repert&oacute;rios    das crian&ccedil;as, a capacita&ccedil;&atilde;o dos educadores e a orienta&ccedil;&atilde;o    dos familiares para estimula&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> uma interven&ccedil;&atilde;o baseada no Invent&aacute;rio    Portage mostra-se promissora para promo&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es    saud&aacute;veis entre as crian&ccedil;as e pais/cuidadores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    atividade motora; cogni&ccedil;&atilde;o; desenvolvimento infantil; linguagem    infantil; nutri&ccedil;&atilde;o infantil; socializa&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font>  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJECTIVE:</b>    to evaluate the cognition and motor development, self care, language, socialization    and the nutritional status of child with zero to six years old.    <br>   <b>METHOD:</b> 48 children attending a philanthropic day care called Casa da    Crian&ccedil;a, living in Diamantina Town (Jequitinhonha Valley, Minas Gerais,    Brazil) participated in this study. For data collection it was used the following    instruments and proceedings: Portage Inventory application, nutritional evaluation    and social and economic questionnaire.    <br>   <b>RESULTS:</b> the partial correlation analyses demonstrated that there were    significant correlations within the following pair of variables: cognition x    language, socialization x self care and motor x weight/height and weight/age.    <br>   <b>DISCUSSION:</b> we perceived the necessity of implantation of a program for    child development stimulation in the day care that integrate health and education,    which may be planned into the Portage Inventory perspective. The use of instruments    in this study makes possible the children repertory optimization, the educators    training and the family orientation to the children stimulation.    <br>   <b>CONCLUSION:</b> an intervention based on the Portage Inventory shows as promising    tool to the healthy interaction between the children and parents/caregivers.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>    motor activity; cognition; child development; child language; infant nutrition;    socialization</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A situa&ccedil;&atilde;o    da mis&eacute;ria e da fome reflete a longa hist&oacute;ria de exclus&atilde;o    social e econ&ocirc;mica de parcelas significativas da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira, especialmente no que se refere ao acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o,    &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e aos recursos produtivos ou empregos que    garantam a constru&ccedil;&atilde;o de um m&iacute;nimo de autonomia para o    ser humano<sup>1</sup>. Sobre o estado nutricional, alguns pontos cr&iacute;ticos    devem ser considerados, como: per&iacute;odo cr&iacute;tico de defici&ecirc;ncia    nutricional e alimentar, intera&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos nutrientes,    vari&aacute;veis como fisiologia, ambiente e fatores sociais<sup>2</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A desnutri&ccedil;&atilde;o    &eacute; resultado de complexa intera&ccedil;&atilde;o de fatores que envolvem    diferentes aspectos, entre os quais se podem citar: a produ&ccedil;&atilde;o    de alimentos, o acesso e o consumo dos g&ecirc;neros aliment&iacute;cios entre    os membros da fam&iacute;lia, os tipos de cuidados dispon&iacute;veis para a    mulher e a crian&ccedil;a, a disponibilidade de &aacute;gua limpa e saneamento,    o acesso a servi&ccedil;os b&aacute;sicos de sa&uacute;de e alimenta&ccedil;&atilde;o    escolar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A desnutri&ccedil;&atilde;o    pode assumir formas variadas que frequentemente se manifestam juntas, refor&ccedil;ando-se    mutuamente, como a desnutri&ccedil;&atilde;o prot&eacute;ico-cal&oacute;rica    e as defici&ecirc;ncias de microminerais, como o ferro<sup>3,4</sup>, o zinco<sup>5,6</sup>    e as vitaminas<sup>7</sup>. Al&eacute;m disso, a desnutri&ccedil;&atilde;o envolve    tamb&eacute;m outros elementos de origem fisiol&oacute;gica, social, pol&iacute;tica,    econ&ocirc;mica e cultural. A rela&ccedil;&atilde;o entre a educa&ccedil;&atilde;o    materna e o estado nutricional da crian&ccedil;a vem sendo investigada com mais    aten&ccedil;&atilde;o, com enfoque integrado de sa&uacute;de e comportamento<sup>8,9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A quest&atilde;o    vai al&eacute;m da sobreviv&ecirc;ncia infantil e da mortalidade e da morbidade    maternas. Al&eacute;m de suportar incapacita&ccedil;&atilde;o e fragilidade    em seu sistema imunol&oacute;gico, as crian&ccedil;as malnutridas sofrem ainda    de limita&ccedil;&atilde;o em sua capacidade de aprendizagem<sup>10,11</sup>.    Em crian&ccedil;as, a desnutri&ccedil;&atilde;o desmotiva a curiosidade e reduz    as atividades ligadas aos atos de brincar e explorar. Esses efeitos comprometem    o desenvolvimento mental e cognitivo, reduzindo os n&iacute;veis de intera&ccedil;&atilde;o    da crian&ccedil;a tanto com o ambiente quanto com as pessoas respons&aacute;veis    por ela<sup>12,13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um estudo<sup>14</sup>    sobre os efeitos de um programa de suplementa&ccedil;&atilde;o nutricional durante    dois anos revelou as consequ&ecirc;ncias da suplementa&ccedil;&atilde;o com    ou sem a estimula&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento psicomotor de crian&ccedil;as    malnutridas. Quatro anos ap&oacute;s o fim da interven&ccedil;&atilde;o as crian&ccedil;as    apresentaram benef&iacute;cios no fator percep&ccedil;&atilde;o-motricidade.    Tamb&eacute;m em outra pesquisa<sup>15</sup> semelhante, verificou-se que baixa    estatura no in&iacute;cio da vida da crian&ccedil;a est&aacute; associada a    uma s&eacute;rie de defasagens na fun&ccedil;&atilde;o cognitiva e na educa&ccedil;&atilde;o    escolar. Enfim, a desnutri&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio da vida modifica    a trajet&oacute;ria de desenvolvimento da crian&ccedil;a, a menos que haja reabilita&ccedil;&atilde;o    em m&eacute;dio e longo prazos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na Am&eacute;rica    Latina, as condi&ccedil;&otilde;es que propiciam a redu&ccedil;&atilde;o da    mortalidade infantil est&atilde;o relacionadas &agrave;s boas pr&aacute;ticas    de cuidados e ao acesso aos servi&ccedil;os b&aacute;sicos de sa&uacute;de,    incluindo planejamento familiar e servi&ccedil;os de &aacute;gua e saneamento.    As condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para esse progresso envolvem a capacita&ccedil;&atilde;o    da mulher, traduzida em educa&ccedil;&atilde;o e controle dos recursos monet&aacute;rios<sup>12</sup>.    Al&eacute;m da quest&atilde;o da mortalidade, os estudos envolvendo a qualidade    do desenvolvimento infantil ainda precisam apontar, entre as popula&ccedil;&otilde;es    em situa&ccedil;&atilde;o de risco, qual realmente &eacute; o preju&iacute;zo    que adv&eacute;m da baixa capacidade intelectual em condi&ccedil;&otilde;es    adversas e quais as popula&ccedil;&otilde;es especialmente vulner&aacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O desenvolvimento    infantil tem sido avaliado por um instrumento conhecido como Guia Portage de    Educa&ccedil;&atilde;o Pr&eacute;-Escolar<sup>16</sup>, que faz parte de um    sistema de treinamento de pais e educadores do n&iacute;vel pr&eacute;-escolar.    Tal projeto teve in&iacute;cio em 1969 em Portage, Wisconsin (Estados Unidos    da Am&eacute;rica), visando desenvolver e implementar um programa modelo que    atendesse crian&ccedil;as em fase pr&eacute;-escolar com dificuldades de desenvolvimento.    A escala avalia cinco &aacute;reas (cognitiva, motora, autocuidados, linguagem    e socializa&ccedil;&atilde;o), totalizando 580 itens de avalia&ccedil;&atilde;o.    Pode ser utilizado tanto com crian&ccedil;as normais (zero a seis anos), para    determinar o n&iacute;vel de desenvolvimento, quanto com crian&ccedil;as com    algum tipo de dificuldade e impedimento, para determinar seu desenvolvimento    e planificar programas educativos<sup>17</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A associa&ccedil;&atilde;o    entre fatores de desenvolvimento na sa&uacute;de de crian&ccedil;as requer o    investimento na alimenta&ccedil;&atilde;o e na estimula&ccedil;&atilde;o, como    forma de proteger, prevenir e controlar defasagens no desenvolvimento infantil.    O objetivo &eacute; avaliar o desenvolvimento cognitivo e motor, autocuidados,    linguagem e socializa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares    e sua rela&ccedil;&atilde;o com o estado nutricional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Local e participantes</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O local de estudo    concentrou-se na periferia da cidade de Diamantina, localizada no Alto Vale    do Jequitinhonha, regi&atilde;o que se caracteriza por ser uma das mais pobres    do Estado de Minas Gerais e pelas condi&ccedil;&otilde;es insatisfat&oacute;rias    de vida de parcela significativa da popula&ccedil;&atilde;o<sup>18,19</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os participantes    foram crian&ccedil;as matriculadas na institui&ccedil;&atilde;o Casa da Crian&ccedil;a    de Diamantina, que compreende uma creche (zero a quatro anos) e uma pr&eacute;-escola    (cinco a seis anos), localizada em um bairro onde predominam fam&iacute;lias    de baixa renda. Aproximadamente 100 crian&ccedil;as frequentavam a institui&ccedil;&atilde;o    e recebiam pelo menos tr&ecirc;s refei&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo em    que estavam no local. Para amostragem<sup>20</sup>, foram sorteadas as crian&ccedil;as    entre aquelas que frequentavam a creche e que n&atilde;o apresentavam problemas    de sa&uacute;de. Optou-se pelo sorteio de oito crian&ccedil;as para cada uma    das seguintes faixas et&aacute;rias: de 0-1 ano, 1-2 anos, 2-3 anos, 3-4 anos,    4-5 anos e 5-6 anos, totalizando 48 sujeitos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>O Invent&aacute;rio    Portage</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; um instrumento    avaliativo que tamb&eacute;m permite a proposi&ccedil;&atilde;o de atividades    pertinentes &agrave; estimula&ccedil;&atilde;o e &agrave; formula&ccedil;&atilde;o    de programas infantis pr&eacute;-escolares. &Eacute; importante destacar que    o guia Portage &eacute; utilizado em estudos sobre desenvolvimento<sup>21</sup>    e &eacute; aplicado em programas de acompanhamento de desenvolvimento infantil    em diferentes continentes, com diversas popula&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DELINEAMENTO    E PROCEDIMENTOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As avalia&ccedil;&otilde;es    baseadas no Invent&aacute;rio Portage Operacionalizado englobaram o desenvolvimento    cognitivo e motor, autocuidados, linguagem e socializa&ccedil;&atilde;o das    crian&ccedil;as e as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas das fam&iacute;lias.    As medidas antropom&eacute;tricas das crian&ccedil;as foram registradas para    avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional. Um question&aacute;rio socioecon&ocirc;mico    foi respondido pelos pais ou respons&aacute;veis. As avalia&ccedil;&otilde;es    foram realizadas em uma sala e as observa&ccedil;&otilde;es em outras depend&ecirc;ncias    da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O material utilizado    para as avalia&ccedil;&otilde;es foi composto por diferentes objetos, brinquedos,    jogos, que eram indicados no Invent&aacute;rio Portage para cada uma das faixas    et&aacute;rias e para cada &aacute;rea de desenvolvimento. De uma forma geral,    o acervo conteve brinquedos que faziam parte do cotidiano das crian&ccedil;as,    como bolas, quebra-cabe&ccedil;as, papel/tesoura e utens&iacute;lios dom&eacute;sticos    de brinquedo ou reais adquiridos no com&eacute;rcio local da pr&oacute;pria    cidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Semanas antes do    in&iacute;cio das avalia&ccedil;&otilde;es, a equipe passou alguns dias entre    as crian&ccedil;as, para que elas se habituassem e para evitar reatividade por    parte dos sujeitos. A equipe de avaliadores foi constitu&iacute;da por dois    observadores e um mediador em cada sess&atilde;o de aproximadamente 30 minutos,    na qual o mediador jamais insistia no prosseguimento das atividades, se a crian&ccedil;a    apresentasse sinais de cansa&ccedil;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O crit&eacute;rio    de desempenho comum para as &aacute;reas cognitiva, motora, autocuidados, linguagem    e socializa&ccedil;&atilde;o envolveu a ocorr&ecirc;ncia de no m&iacute;nimo    tr&ecirc;s respostas corretas em quatro tentativas. Al&eacute;m disso, para    que uma resposta fosse considerada correta, a crian&ccedil;a deveria inici&aacute;-la    em 30 segundos (a n&atilde;o ser que fosse especificado de modo diferente) ap&oacute;s    o in&iacute;cio da tentativa, caracterizada por uma instru&ccedil;&atilde;o,    modelo e/ou apresenta&ccedil;&atilde;o de um determinado objeto, conforme o    caso.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em alguns casos,    &agrave; medida que se constatava que o desempenho da crian&ccedil;a era insuficiente,    ou seja, quando a crian&ccedil;a n&atilde;o respondia ao est&iacute;mulo dado,    conforme instru&ccedil;&atilde;o contida no Invent&aacute;rio Portage Operacionalizado,    havia retrocesso na faixa et&aacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para tanto, foi    utilizado o seguinte crit&eacute;rio: apresenta&ccedil;&atilde;o da tarefa tr&ecirc;s    vezes, se a crian&ccedil;a obtivesse pelo menos um acerto, passava-se para a    pr&oacute;xima tarefa. Caso a crian&ccedil;a n&atilde;o conseguisse nenhum acerto    mediante as tr&ecirc;s chances dadas, havia interrup&ccedil;&atilde;o do processo    e passava-se para a faixa et&aacute;ria anterior. Se a crian&ccedil;a n&atilde;o    acertasse cinco itens, retrocedia-se na faixa et&aacute;ria. S&oacute; foram    consideradas como atividades realizadas aquelas cujas observa&ccedil;&otilde;es    foram tidas como positivas para ambos observadores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a avalia&ccedil;&atilde;o    das &aacute;reas de socializa&ccedil;&atilde;o e autocuidados, optou-se por    entrevistar os educadores e os pais nos casos em que os educadores n&atilde;o    conheciam a situa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a a respeito de um determinado    item. Isso se deu porque alguns itens que continham essas escalas s&atilde;o    algumas vezes mais dif&iacute;ceis de observa&ccedil;&atilde;o direta e somente    podiam ser bem conhecidos pelos pais e educadores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a avalia&ccedil;&atilde;o    socioecon&ocirc;mica foi utilizado o question&aacute;rio respondido pelos pais/respons&aacute;vel,    que forneceu informa&ccedil;&otilde;es relevantes sobre as fam&iacute;lias das    crian&ccedil;as, tornando poss&iacute;vel a an&aacute;lise socioecon&ocirc;mica.    Foi utilizado como instrumento de medi&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico    um question&aacute;rio para identifica&ccedil;&atilde;o de grupos vulner&aacute;veis    &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o infantil, especialmente elaborado para popula&ccedil;&otilde;es    carentes<sup>22</sup> e adaptado do modelo original para ser utilizado com a    popula&ccedil;&atilde;o brasileira<sup>23</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi utilizado o    aplicativo de inform&aacute;tica Excel<sup>&reg;</sup> (<i>Microsoft Office</i><sup>&reg;</sup>)    para tabula&ccedil;&atilde;o e confec&ccedil;&atilde;o de gr&aacute;ficos e    o aplicativo estat&iacute;stico SPSS<sup>&reg;</sup> para Windows<sup>&reg;</sup>.    A an&aacute;lise de dados foi de correla&ccedil;&atilde;o (&aacute;reas de desenvolvimento    e estado nutricional).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atendendo as diretrizes    &eacute;ticas internacionais para pesquisas biom&eacute;dicas envolvendo seres    humanos, foi obtido o termo de consentimento livre e esclarecido dos pais ou    representantes legais ap&oacute;s encontro em que foram informados sobre os    objetivos e procedimentos da pesquisa*. A dire&ccedil;&atilde;o da Casa da Crian&ccedil;a    foi esclarecida sobre a pesquisa e forneceu sua anu&ecirc;ncia formal para que    o estudo fosse realizado na institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na faixa et&aacute;ria    de zero a um ano de idade, verificou-se correla&ccedil;&atilde;o significante    (p &lt; 0,05) entre o desenvolvimento cognitivo e o motor, assim como entre    a cogni&ccedil;&atilde;o e o estado nutricional. Observou-se que o d&eacute;ficit    nutricional influiu negativamente tanto no desenvolvimento motor quanto nas    habilidades cognitivas nessa faixa et&aacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na faixa et&aacute;ria    de um a dois anos de idade, houve correla&ccedil;&atilde;o significante (p &lt;    0,05) entre a linguagem e o estado nutricional, assim como foi poss&iacute;vel    verificar que peso e altura apresentaram correla&ccedil;&atilde;o significativa    entre si. Observou-se que as crian&ccedil;as na faixa et&aacute;ria de um a    dois anos obtiveram resultados satisfat&oacute;rios (n&uacute;mero de acertos    acima de 60%) em todas as habilidades testadas (<a href="/img/revistas/rbcdh/v21n2/05t01.jpg">Tabela    1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na faixa et&aacute;ria    de dois a tr&ecirc;s anos de idade as crian&ccedil;as obtiveram resultados satisfat&oacute;rios    em todas as habilidades avaliadas, por&eacute;m vale ressaltar que na &aacute;rea    cognitiva, conforme recomendado no Invent&aacute;rio Portage, foi necess&aacute;rio    retroceder &agrave; faixa et&aacute;ria anterior. Tal rebaixamento de faixa    et&aacute;ria indicou que as crian&ccedil;as avaliadas se encontravam em acentuada    defasagem nessa habilidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por sua vez, na    faixa et&aacute;ria de tr&ecirc;s a quatro anos de idade ocorreu menor percentual    de comportamento na &aacute;rea de socializa&ccedil;&atilde;o (53,57%). Na faixa    et&aacute;ria de quatro a cinco anos observou-se tamb&eacute;m resultado acima    de 60% de acertos em todas as &aacute;reas avaliadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na faixa et&aacute;ria    de cinco a seis anos de idade houve correla&ccedil;&atilde;o significativa (p    &lt; 0,05) entre autocuidados e o estado nutricional (indicador peso/altura).    Observou-se nessa faixa defasagem (&lt; 60%) na &aacute;rea cognitiva (32,95%)    e de autocuidados (58,89%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a faixa et&aacute;ria    de zero a um ano de idade foi poss&iacute;vel observar que o Invent&aacute;rio    Portage n&atilde;o permite avalia&ccedil;&atilde;o uniforme para todas as crian&ccedil;as    compreendidas nessa fase, considerando-se que nessa faixa os comportamentos    seriam mais bem compreendidos se as crian&ccedil;as fossem agrupadas em faixas    por meses de idade. Percebeu-se que o desenvolvimento infantil est&aacute; estritamente    ligado ao desenvolvimento f&iacute;sico, o qual apresenta intensa complexidade    entre zero e um ano de idade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Verificou-se que    o desenvolvimento cognitivo esteve comprometido na faixa et&aacute;ria de zero    a um ano de idade, enquanto houve associa&ccedil;&atilde;o entre a motricidade    e o estado nutricional nas faixas de dois a tr&ecirc;s anos (com rela&ccedil;&atilde;o    ao peso) e de tr&ecirc;s a quatro anos (com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; altura).    A linguagem, por sua vez, apresentou-se deficit&aacute;ria na faixa de um a    dois anos (com rela&ccedil;&atilde;o ao estado nutricional).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados da    an&aacute;lise estat&iacute;stica para algumas &aacute;reas s&atilde;o apresentados    na <a href="/img/revistas/rbcdh/v21n2/05t02.jpg">Tabela 2</a>, em que os coeficientes negativos    indicam vari&aacute;veis inversamente proporcionais, enquanto os coeficientes    positivos indicam vari&aacute;veis diretamente relacionadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise    de correla&ccedil;&atilde;o parcial demonstrou que ocorreu correla&ccedil;&atilde;o    estatisticamente significante entre os pares de vari&aacute;veis: cogni&ccedil;&atilde;o    x linguagem, socializa&ccedil;&atilde;o x autocuidado e desenvolvimento motor    x estado nutricional (peso/altura e peso/idade).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A adapta&ccedil;&atilde;o    do Invent&aacute;rio Portage no presente estudo possibilitou a observa&ccedil;&atilde;o    das associa&ccedil;&otilde;es entre as &aacute;reas do desenvolvimento e o estado    nutricional infantil de crian&ccedil;as brasileiras. Embora o Invent&aacute;rio    tenha sido elaborado originalmente nos Estados Unidos, foi poss&iacute;vel sua    aplica&ccedil;&atilde;o na realidade brasileira. Estudo comparativo<sup>24</sup>    entre crian&ccedil;as brasileiras e norte-americanas utilizou a nomea&ccedil;&atilde;o    de figuras, familiaridade com o conceito representado e a complexidade visual.    Os autores verificaram que o conjunto de figuras utilizado se mostrou adequado    para uso em diferentes culturas, embora tenham recomendado evitar o uso de algumas    figuras que pudessem produzir inconsist&ecirc;ncia de nomea&ccedil;&atilde;o.    Assim sendo, a adapta&ccedil;&atilde;o procedida no presente estudo buscou evitar    tais tipos de inconsist&ecirc;ncias nominais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre a media&ccedil;&atilde;o    no estudo, vale ressaltar que o desempenho das crian&ccedil;as foi aquele observado    espontaneamente diante de uma pessoa familiar, e o avaliador p&ocirc;de ir obtendo    medidas de linha-de-base do pr&oacute;prio desempenho do mediador. Nesse sentido,    coube ao observador orientar o mediador em como apresentar as condi&ccedil;&otilde;es    &agrave; crian&ccedil;a, al&eacute;m de observar e registrar o comportamento    apresentado. Esse procedimento permitiu que o Invent&aacute;rio Portage fosse    utilizado com facilidade frente &agrave; realidade local e, al&eacute;m disso,    a adequa&ccedil;&atilde;o dos brinquedos utilizados foi de grande relev&acirc;ncia    para que fossem semelhantes &agrave;queles dispon&iacute;veis no ambiente das    crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um estudo que utilizou    o Invent&aacute;rio Portage foi realizado satisfatoriamente na Espanha<sup>17</sup>    e consistiu-se na avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento psicol&oacute;gico    de crian&ccedil;as de um a cinco anos de idade. Enquanto que naquele estudo    considerou-se a rela&ccedil;&atilde;o do abandono f&iacute;sico no desenvolvimento    infantil, neste levou-se em conta a rela&ccedil;&atilde;o com o estado nutricional    de crian&ccedil;as de fam&iacute;lias de baixa renda. A condi&ccedil;&atilde;o    de abandono f&iacute;sico esteve associada ao atraso no desenvolvimento infantil,    sendo que sugeriram futura compara&ccedil;&atilde;o com os estilos de intera&ccedil;&atilde;o    entre crian&ccedil;as e seus pais/cuidadores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No presente trabalho,    verificou-se que o desenvolvimento cognitivo, a linguagem e os autocuidados    apresentaram rela&ccedil;&atilde;o com o estado nutricional das crian&ccedil;as,    estando, por sua vez, associados &agrave; condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica    das fam&iacute;lias. Por&eacute;m, em algumas faixas et&aacute;rias, foi poss&iacute;vel    perceber que tamb&eacute;m os estilos de intera&ccedil;&atilde;o entre as crian&ccedil;as    e suas fam&iacute;lias precisam ser mais bem investigados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O desenvolvimento    da linguagem, por sua vez, apresenta estreita liga&ccedil;&atilde;o com a explora&ccedil;&atilde;o    do ambiente e com a intera&ccedil;&atilde;o social. Conforme demonstrado em    um estudo recente<sup>25</sup> com a intera&ccedil;&atilde;o educadora/beb&ecirc;,    existe um desafio para os educadores em rela&ccedil;&atilde;o ao cuidado simult&acirc;neo    de v&aacute;rias crian&ccedil;as em diferentes faixas et&aacute;rias. A responsividade    interpessoal das crian&ccedil;as foi investigada, enquanto processo de comunica&ccedil;&atilde;o    entre cuidador e crian&ccedil;a no ambiente de uma creche, e os resultados mostraram    que a qualidade da intera&ccedil;&atilde;o social e, consequentemente, o desenvolvimento    da linguagem parecem depender da quantidade de crian&ccedil;as por cuidador/educador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando a    grande varia&ccedil;&atilde;o na apresenta&ccedil;&atilde;o de habilidades pelas    crian&ccedil;as na faixa et&aacute;ria de zero a um ano de idade (cogni&ccedil;&atilde;o,    motricidade, autocuidado, linguagem e socializa&ccedil;&atilde;o), optou-se    por agir com cautela na avalia&ccedil;&atilde;o de tal faixa et&aacute;ria na    an&aacute;lise final. Sugere-se que em outro estudo possa ocorrer a investiga&ccedil;&atilde;o    detalhada, de forma que as crian&ccedil;as venham a ser agrupadas em per&iacute;odos    mais curtos nessa faixa et&aacute;ria, como de tr&ecirc;s em tr&ecirc;s meses,    o que permitiria avalia&ccedil;&atilde;o das referidas &aacute;reas de desenvolvimento.    Futuramente, a utiliza&ccedil;&atilde;o de testes para crian&ccedil;as nessa    faixa deve ent&atilde;o levar em conta intervalos mais curtos medidos em meses    ao inv&eacute;s de anos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto ao desenvolvimento    motor, &eacute; interessante observar que ele melhora a partir do momento em    que as crian&ccedil;as passam a frequentar uma creche, entretanto alguns autores    colocam em quest&atilde;o se isso ocorre devido exclusivamente &agrave; fam&iacute;lia,    &agrave; creche ou a ambos<sup>26</sup>. Creche de boa qualidade pode ser uma    excelente oportunidade para as crian&ccedil;as estarem em um local seguro, onde    possam brincar, al&eacute;m de se alimentarem satisfatoriamente e terem companhia    de outras da mesma idade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre a intera&ccedil;&atilde;o    ambiental, &eacute; fundamental a identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores de    risco que parecem estar associados &agrave; qualidade do ambiente e a algumas    caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as, contribuindo como um aporte ao estudo    do desenvolvimento infantil no que diz respeito a grupos vulner&aacute;veis,    priorizando as a&ccedil;&otilde;es protetoras de sa&uacute;de<sup>27</sup>.    Os aspectos preventivos devem ser investigados, incluindo programas de promo&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de e qualidade de vida das pessoas, em especial da popula&ccedil;&atilde;o    infantil. Com a identifica&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis associadas ao    desenvolvimento infantil, &eacute; poss&iacute;vel programar a&ccedil;&otilde;es    orientadas para as principais necessidades das crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A import&acirc;ncia    da estimula&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento cognitivo infantil, da melhoria    das condi&ccedil;&otilde;es materiais e da din&acirc;mica familiar, parte do    efeito da estimula&ccedil;&atilde;o sobre a cogni&ccedil;&atilde;o, que &eacute;    mediada pela condi&ccedil;&atilde;o materna de trabalho e de seu n&iacute;vel    de escolaridade<sup>28</sup>. Embora n&atilde;o tenha sido o objeto direto deste    estudo, verificou-se que a forma&ccedil;&atilde;o dos cuidadores &eacute; limitada    para a promo&ccedil;&atilde;o adequada e estimula&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as    frequentadoras da creche. Al&eacute;m disso, o n&uacute;mero insuficiente de    profissionais de educa&ccedil;&atilde;o na institui&ccedil;&atilde;o, devido    &agrave; sua restri&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria, faz com que    haja n&uacute;mero excessivo de crian&ccedil;as por cuidador, o que prejudica    a intera&ccedil;&atilde;o entre eles.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; popula&ccedil;&atilde;o alvo, &eacute; urgente a prioriza&ccedil;&atilde;o    de programas que protejam a sa&uacute;de, com aten&ccedil;&atilde;o especial    &agrave;s fam&iacute;lias e &agrave;s creches para ado&ccedil;&atilde;o de modos    de vida saud&aacute;veis, al&eacute;m da identifica&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es    de risco. Consideramos que a qualidade do ambiente e da rela&ccedil;&atilde;o    cuidador-crian&ccedil;a &eacute; fundamental para o pleno desenvolvimento infantil,    e devem ser estimuladas e promovidas a&ccedil;&otilde;es educativas e de forma&ccedil;&atilde;o    voltadas aos educadores e familiares das crian&ccedil;as. Dessa forma, recomenda-se    tamb&eacute;m a inclus&atilde;o de pr&aacute;ticas de estimula&ccedil;&atilde;o    cotidiana e a promo&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos saud&aacute;veis nas    atividades desenvolvidas nas creches, com participa&ccedil;&atilde;o de educadores    e familiares.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo permitiu    investigar associa&ccedil;&otilde;es significativas entre algumas &aacute;reas    de desenvolvimento e o estado nutricional, como o observado na faixa et&aacute;ria    de um a dois anos (linguagem e estado nutricional) e de cinco a seis anos (autocuidados    e estado nutricional, e linguagem e altura).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    das &aacute;reas do desenvolvimento infantil por faixa et&aacute;ria possibilitou    revelar que o desenvolvimento cognitivo foi comprometido na faixa et&aacute;ria    de zero a um ano de idade, enquanto houve associa&ccedil;&atilde;o entre a motricidade    e o estado nutricional nas faixas de dois a tr&ecirc;s anos (com rela&ccedil;&atilde;o    ao peso) e de tr&ecirc;s a quatro anos (com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; altura).    A linguagem, por sua vez, apresentou-se deficit&aacute;ria na faixa de um a    dois anos (com rela&ccedil;&atilde;o ao estado nutricional).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As implica&ccedil;&otilde;es    do Invent&aacute;rio Portage para o tratamento e a interven&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o importantes para a manuten&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es    adequadas entre as crian&ccedil;as e pais/cuidadores. As a&ccedil;&otilde;es    devem ser dirigidas precisamente para o enriquecimento de tais intera&ccedil;&otilde;es    mediante planos formativos, que possam incrementar o repert&oacute;rio dos educadores    e das fam&iacute;lias das crian&ccedil;as que frequentam creches.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Agrave; dire&ccedil;&atilde;o    da Casa da Crian&ccedil;a de Diamantina (MG), &agrave;s mediadoras Aline F.    Miranda e Marciane Almeida e aos colaboradores Josefina Murta, M.A.B., Rafael    C. Teixeira e Val&eacute;ria M. M. Franco. Especial agradecimento a Juliana    V. M. Mambrini pelo apoio estat&iacute;stico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Valente FLS.    Do combate &agrave; fome &agrave; seguran&ccedil;a alimentar e nutricional:    o direito &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o adequada. <i>Rev Nutr.</i> 1997;10(1):20-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480032&pid=S0104-1282201100020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Wasantwisut    E. Nutrition and development: other micronutrients' effect on growth and cognition.    <i>Southeast Asian J Trop Med Public Health.</i> 1997;28(2):78-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480034&pid=S0104-1282201100020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Black RE. Informe    de la conferencia: El cinc para la salud infantil. Organizaci&oacute;n Pan-Americana    de Salud - <i>NutriInfo</i> 4; 1998. p. 1-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480036&pid=S0104-1282201100020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Martins IS,    Alvarenga AT, Siqueira AAF, Szarfarc SC, Lima FD. As determina&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas e sociais da doen&ccedil;a: um estudo da anemia ferropriva.    <i>Rev Saude Publica.</i> 1987;21(2):73-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480038&pid=S0104-1282201100020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Ruz M, Cavan    KR, Bettger WJ, Thompson L, Berry M, Gibson RS. Development of a dietary model    for the study of mild zinc deficiency in humans and evaluation of some biochemical    and functional indices of zinc status. <i>Am J Clin Nutr.</i> 1991;53:1295-303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480040&pid=S0104-1282201100020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Gibson RS. (1989)    A growth-limiting, mild zinc-deficiency syndrome in some Southern Ontario boys    with low height percentiles. <i>Am J Clin Nutr.</i> 1989;49:1266-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480042&pid=S0104-1282201100020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Assis AMO, Prado    MS, Freitas MCS, Cruz MM. Defici&ecirc;ncia de vitamina A e desnutri&ccedil;&atilde;o    energ&eacute;tico prot&eacute;ica em crian&ccedil;as de localidades do semi-&aacute;rido    baiano. <i>Rev Nutr.</i> 1997;10(1):70-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480044&pid=S0104-1282201100020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan-Americana de Sa&uacute;de. Bases para el desarrollo del documento de posici&oacute;n    y para el plan de acci&oacute;n regional para la obesidad en la pobreza. <i>NutriInfo</i>    1; 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480046&pid=S0104-1282201100020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Reed BA, Habicht    JP, Niameogo C. The effects of maternal education on child nutritional status    depend on socio-environmental conditions. <i>Int J Epidemiol.</i> 1996;25(3):585-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480048&pid=S0104-1282201100020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Brown JL, Pollitt    E. Malnutrition, poverty and intellectual development. <i>Sci Am.</i> February,    1996. p. 26-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480050&pid=S0104-1282201100020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Pollitt E.    Timing and vulnerability in research on malnutrition and cognition. <i>Nutr    Rev</i>. 1996;54(2):S49-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480052&pid=S0104-1282201100020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. UNICEF. Fundo    das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia. Situa&ccedil;&atilde;o    mundial da inf&acirc;ncia. 1998. p. 132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480054&pid=S0104-1282201100020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Baddeley A,    Meedks Gardner J, Grantham-McGregor SM. Cross-cultural cognition: developing    tests for developing countries. <i>Appl Cogn Psychol.</i> 1995;9(S):173-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480056&pid=S0104-1282201100020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Grantham-McGregor    SM, Walker SP, Chang SM, Powell CA. (1997) Effects of early childhood supplementation    with and without stimulation on later development in stunted Jamaican children.    <i>Am J Nutr.</i> 66(2): 247-253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480058&pid=S0104-1282201100020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Meeks Gardner    JM, Grantham-McGregor SM, Chang SM, Himes JH, Powell CA. Activity and behavioral    development in stunted and nonstunted children and response to nutritional supplementation.    <i>Child Development.</i> 1995;66:1785-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480060&pid=S0104-1282201100020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Bluma S, Shearer    M, Frohman A, Hilliard J. Guia Portage de educacion pr&eacute;-escolar: manual    de entrenamiento. Portage, Wisconsin: Cooperative Educational Service Agency.    1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480062&pid=S0104-1282201100020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Osuna MJP,    Cabrera JH, Morales MCM. Estudio de las consecuencias del abandono f&iacute;sico    en el desarrollo psicol&oacute;gico de ni&ntilde;os de edad preescolar en Espa&ntilde;a.    <i>Chile Abuse Neglect.</i> 2000;24(7):911-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480064&pid=S0104-1282201100020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Funda&ccedil;&atilde;o    Jo&atilde;o Pinheiro. Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica &agrave; Sa&uacute;de    em Minas Gerais. Belo Horizonte: Centro de Estudos Econ&ocirc;micos e Sociais;    2003. p. 151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480066&pid=S0104-1282201100020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Souza JVA.    Luzes e sombras sobre a hist&oacute;ria e a cultura do Vale do Jequitinhonha.    Trabalho, cultura e sociedade no norte/nordeste de Minas. Montes Claros: Best    Comunica&ccedil;&atilde;o e Marketing; 1997. p. 144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480068&pid=S0104-1282201100020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Lwanga SK,    Lemenshow S. Sample size determination in health studies: a practical manual.    World Health Organization - WHO, Geneva, 1991. p. 82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480070&pid=S0104-1282201100020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Williams LCA,    Aiello ALR. O Invent&aacute;rio Portage Operacionalizado: interven&ccedil;&atilde;o    com fam&iacute;lias. S&atilde;o Paulo: Editora Memnon; 2001. p. 299.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480072&pid=S0104-1282201100020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Issler RMS,    Giugliani ERJ. Identifica&ccedil;&atilde;o de grupos mais vulner&aacute;veis    &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o infantil pela medi&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel    de pobreza. <i>J Pediatr</i>. 1997;73(2):101-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480074&pid=S0104-1282201100020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Alvarez ML,    Wurgaft F, Salazr ME. Mediciones del nivel socioecon&oacute;mico bajo urbano    en familias con lactante desnutrido. <i>Arch Latinoam Nutr</i>. 1989;32(4):650-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480076&pid=S0104-1282201100020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Miranda MC,    Pomp&eacute;ia S, Bueno OFA. Um estudo comparativo das normas de um conjunto    de 400 figuras entre crian&ccedil;as brasileiras e americanas. <i>Rev Bras Psiquiatr</i>.    2004;26(4):226-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480078&pid=S0104-1282201100020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Bressani, MCL,    Bosa CA, Lopes RS. A responsividade educadora-beb&ecirc; em um ber&ccedil;&aacute;rio:    um estudo explorat&oacute;rio. <i>Rev Bras Crescimento Desenvolv Hum</i>. 2007;17(3):21-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480080&pid=S0104-1282201100020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Rezende MA,    Beteli VC, Santos JLF. Follow-up of the child's motor abilities in day-care    centers and pre-schools. <i>Rev Lat Am Enfermagem.</i> 2005;13(5):619-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480082&pid=S0104-1282201100020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. Martins MFD,    Costa JSD, Saforcada ET, Cunha MDC. Qualidade do ambiente e fatores associados:    um estudo em crian&ccedil;as de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. <i>Cad Saude    Publica</i>. 2004;20(3):710-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480084&pid=S0104-1282201100020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28. Andrade SA,    Santos DN, Bastos AC, Pedrom&ocirc;nico MRM, Almeida-Filho N, Barreto ML. Ambiente    familiar e desenvolvimento cognitivo infantil: uma abordagem epidemiol&oacute;gica.    <i>Rev Saude Publica</i>. 2005;39(4):606-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2480086&pid=S0104-1282201100020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbcdh/v21n2/seta.jpg" border="0"></a>    <b> Correspond&ecirc;ncia para:</b>     <br>   Rosana P. Cambraia    <br>   Grupo Jequi Sa&uacute;de Coletiva, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas    e da Sa&uacute;de - FCBS    <br>   Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM    <br>   Rua da Gl&oacute;ria 187, sala 15, Centro, Diamantina, MG    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   39100-000. Telefone: 38 3532-6054    <br>   Email: <a href="mailto:rosacambraia@pq.cnpq.br">rosacambraia@pq.cnpq.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 10/jul./2010    <br>   Modificado em 21/nov./2010    <br>   Aceito em 16/jan./2011</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apoio: Conselho    Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), Edital    Ci&ecirc;ncias Humanas 06/2003, processo nº 403.806/2003-8.    <br>   O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade    Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, registro no. 051/2006.</font></p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Valente]]></surname>
<given-names><![CDATA[FLS]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Do combate à fome à segurança alimentar e nutricional: o direito à alimentação adequada]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Nutr.]]></source>
<year>1997</year>
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<surname><![CDATA[Wasantwisut]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutrition and development: other micronutrients' effect on growth and cognition]]></article-title>
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<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Black]]></surname>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Informe de la conferencia: El cinc para la salud infantil]]></article-title>
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