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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Basado en las palabras de Lygia Fagundes Telles el autor busca una respuesta a una cuestión que le occurrió: que sentió un autor como Goethe delante de la Mujer e que le hizo escribir: “Lo Eterno- Feminino nos atrae para ella?”]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Based on Lygia Fagundes Telles words the author tries to answer a question that raised on his mind: what could have Goethe experienced before the Woman that made him write: “The Eternal- Feminine atracts us to her”.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>DIÁLOGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O eterno feminino: coment&aacute;rio &agrave; entrevista</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>El Eterno feminino: comentário a la entrevista</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>The eternal feminine: comment to interview</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Henrique Honigsztejn</b><sup><a name="3"></a><a href="#4">1</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sociedade Brasileira de Psican&aacute;lise do Rio de Janeiro</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="1"></a><a href="#2">Endereço para correspondência</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir das palavras de Lygia Fagundes Telles o autor busca responder a uma pergunta que   lhe aflorou: o que um autor como Goethe experimenta diante da Mulher e que o faz exclamar: &ldquo;O eterno feminino nos atrai para si&rdquo;?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Criatividade; Integra&ccedil;&atilde;o; Motor; Orgasmo do ego; Orgasmo do id.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMEN</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Basado en las palabras de Lygia Fagundes Telles el autor busca una respuesta a una cuesti&oacute;n   que le occurri&oacute;: que senti&oacute; un autor como Goethe delante de la Mujer e que le hizo escribir: &ldquo;Lo Eterno- Feminino nos atrae para ella?&rdquo;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palabras clave:</b> Ilusi&oacute;n; Mist&eacute;rio; Placer; Atracci&oacute;n; Tesoro.</font></p> <hr noshade size="1">      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Based on Lygia Fagundes Telles words the author tries to answer a question that raised on   his mind: what could have Goethe experienced before the Woman that made him write: &ldquo;The Eternal- Feminine atracts us to her&rdquo;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Illusion; Mistery; Pleasure; Atraction; Treasure.</b></font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ideias, reflex&otilde;es surgidas a partir do complemento da entrevista de Lygia Fagundes Telles.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &ldquo;Sem ilus&atilde;o o mundo &eacute; sem gra&ccedil;a&rdquo;, escreveu Nietszche em uma de suas Reflex&otilde;es   Extempor&acirc;neas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Se paro para receber a carga desta linha, vejo-me como algu&eacute;m que circulasse pelo       mundo munido de um olhar que mais que qualquer outro detectasse o real: o D. Quixote       seria um punhado de letras impressas em folhas, e folhas que n&atilde;o valeriam o gasto para       sua impress&atilde;o, pois o que se ganha em saber das loucuras de um velho certamente com       les&otilde;es isqu&ecirc;micas cerebrais levando a focos demenciais, e assim e assim por diante, at&eacute; que:       esgotado eu me deixaria ficar arriado numa poltrona a espera de juntar-me e ser envolvida   &agrave; Realidade maior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Tenho fortes suspeitas que sem ilus&atilde;o n&atilde;o h&aacute; como circular na vida sentindo-a         justificada. Vem-me de imediato a &aacute;rea potencial de Winnicott, onde se circula brincando,         no fluir da espontaneidade. Nesse fluir da espontaneidade atende-se ao chamado, ao <i>vocare</i>.         O que ativa esse fluir? A mulher – a m&atilde;e suficientemente boa do <i>holding</i> winnicottiano         que reveste seu beb&ecirc; da onipot&ecirc;ncia prim&aacute;ria que o permite circular pelo mundo com         confian&ccedil;a, com um reservat&oacute;rio de ilus&atilde;o que o faz sentir-se em casa onde quer que esteja.         N&atilde;o quero dizer: afaste-o da realidade. Sentir-se em casa permite-lhe estar numa condi&ccedil;&atilde;o         de ver, perceber e agir n&atilde;o sei se do melhor modo, mas pelo menos experimentando o que         est&aacute; em volta e com possibilidade de pensar e n&atilde;o fugir. E vai indo atendendo ao chamado.         O que &eacute; esse chamado? Penso que assim como temos em n&oacute;s algo que vai articulando os         instrumentos necess&aacute;rios &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, algo articula em n&oacute;s conforme o ritmo circulante         entre a m&atilde;e e seu beb&ecirc;, conforme as cargas heredit&aacute;rias e ancestrais e algumas outras         conforma&ccedil;&otilde;es, o chamado &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do ser de cada um realizado pelo fazer mais com ele         encaixado. E assim vai esse ser atendendo ao chamado j&aacute; nele marcado por um lado, e a um         outro: o da Eterna-Mulher, que Goethe expressou dramaticamente: O Eterno-Feminino nos         atrai para si. Ele que definiu para Eckerman o g&ecirc;nio como a terceira puberdade. Entendo         isso como: se se tem a condi&ccedil;&atilde;o do vidente, percebe-se essa mulher presente chamando,         chamando, e o que estava nesse homem que &eacute; chamado, apagado, recolhido, volta a ganhar         vida, reintegra-se a ele e o faz sentir-se na posse do que &eacute; er&oacute;tico. E buscando a posse       dos tesouros que a mulher guarda dentro de si: a sabedoria e algo mais. Penso aqui em Winnicott falando de orgasmo de ego e do id. O orgasmo do ego é experimentado em       atividades culturais: o prazer de uma leitura, de em concerto, enfim, de se deixar fluir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Vou falar de minha visão: o orgasmo do ego seria vivido como uma expansão e daí   seu prazer básico, enquanto o orgasmo do id teria reunido em si e daí ser a fonte máxima         de prazer: expansão e descarga, às duas experiências acrescentando-se a do poder.         A mulher passa, assim, a ser a grande acionadora, o grande motor. Para ela o homem         dirige-se na busca do grande tesouro: não apenas as chaves secretas da sabedoria,         mas a da fonte do prazer. Ela, que propicia o maior dos prazeres, o que integra Ego e Id, o         que revitaliza todos os fluxos eróticos, tem que ser conquistada, possuída. O homem não         estará mais sujeito a prazeres que vem e vão, ele será o dono, terá a posse da fonte da vida,         o prazer eterno.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Encerro com Machado de Assis, em <i>Brás Cubas</i>: “Grande lascivo, espera-te a voluptuosidade           do nada” diz Pandora, mãe e inimiga, ao grande buscador, acenando-lhe com           algo que não mais vai passar: a paz. Mas deixar o prazer? Não, ele teima em retornar: “Vamos           lá, Pandora, abre o ventre, e digere-me; a coisa é divertida, mas digere-me”.   Brás Cubas busca ver “e fixei os olhos” e vê, o fluir das paixões, e as turbulências, e           os conflitos, mas não basta ver e conhecer. Ele quer voltar, penetrar o mais íntimo da mãe,           ser digerido. Nessa maior das intimidades talvez espere retornar com a posse do que torna           a mulher o grande Mistério e o grande Apelo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Os grandes tesouros estão no seio da Mãe Terra, e ter essa posse é o grande sonho,             a fonte dos <i>märchen</i>, das lendas, dos anseios de milhares e milhares de expedições. É um             tesouro se apossar daquele ser tão desejado – não mais submeter-se a uma errante busca,             carregada de medos e ameaças de não ser recebido e ficar um pobre vagante errante-não,             ele irá se apossar da fonte do prazer que agora seu, será sem fim.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="2"></a><a href="#1"><img src="/img/revistas/rbp/v42n4/seta.gif" border="0">Endereço para correspondência</a>    <br>   Henrique Honigsztejn    <br>     (Sociedade Brasileira de Psican&aacute;lise do Rio de Janeiro SBPRJ)    <br> Rua Tonelero, 265/304 – Copacabana    <br> 22030-000 Rio de Janeiro, RJ </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 29.1.2009     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  Aceito em: 5.2.2009 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup><a name="4"></a><a href="#3">1</a></sup> Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psican&aacute;lise do Rio de Janeiro SBPRJ.</font></p>      ]]></body>

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