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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação psicológica, neuropsicológica e recursos em neuroimagem: novas perspectivas em saúde mental]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Psychological assessment is an important Psychologist activity. In the mental health area, one of the aims is the correct diagnosis. To reach this, specific tools are used. In this work, it is discussed about how necessary is improving the diagnosis process with other scientific resources such as brain imaging and other neuroimage techniques. This study aims to discuss the integration of the new neuroscience resources with the traditional procedures of psychological assessment in the area of mental health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS    DE PESQUISA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, neuropsicol&oacute;gica e recursos em neuroimagem: novas perspectivas em sa&uacute;de mental</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Psychological assessment, neuropsychological assessment and neuroimage resources: new perspectives in mental health</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Carolina Vieira<sup>I,<a name="1"></a><a href="#1a">*</a></sup>; Eliane da Silva Moreira Fay<sup>I,<a name="2"></a><a href="#2a">**</a></sup>; Lucas Neiva-Silva<sup>II,<a name="3"></a><a href="#3a">***</a></sup></b></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup> Hospital Esp&iacute;rita Porto Alegre    <br>      <sup>II</sup> Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Psicologia Cl&iacute;nica</font></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="end"></a><a href="#end2">Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia</a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica constitui-se em uma importante atividade do exerc&iacute;cio profissional do psic&oacute;logo. Na &aacute;rea de sa&uacute;de mental, um dos objetivos a ser alcan&ccedil;ados refere-se ao correto diagn&oacute;stico, e, para tal, utilizam-se instrumentos psicol&oacute;gicos espec&iacute;ficos. Considerando a import&acirc;ncia de se obter maior precis&atilde;o diagn&oacute;stica para estabelecer tratamentos e abordagens adequadas, discute-se sobre a necessidade de associar outros recursos cient&iacute;ficos ao processo de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e neuropsicol&oacute;gica, como as t&eacute;cnicas, os m&eacute;todos e resultados de neuroimagem. Este artigo tem como objetivo discutir a integra&ccedil;&atilde;o dos novos recursos da neuroci&ecirc;ncia aos procedimentos tradicionais da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica na &aacute;rea da sa&uacute;de mental.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>:  Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, Avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica, Sa&uacute;de mental, Neuroimagem.</font></p> <hr noshade size="1">     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Psychological assessment is an important Psychologist activity. In the mental health area, one of the aims is the correct diagnosis. To reach this, specific tools are used. In this work, it is discussed about how necessary is improving the diagnosis process with other scientific resources such as brain imaging and other neuroimage techniques. This study aims to discuss the integration of the new neuroscience resources with the traditional procedures of psychological assessment in the area of mental health. </font></p>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>:   Psychological assessment, Neuropsychological assessment, Mental health, Neuroimage.</font></p>   <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Historicamente a avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica teve in&iacute;cio com Spearman e Binet, nos prim&oacute;rdios do s&eacute;culo XIX, atrav&eacute;s do desenvolvimento da teoria da Psicometria, com a constru&ccedil;&atilde;o do primeiro teste de aptid&atilde;o para crian&ccedil;as. Neste per&iacute;odo, a principal fun&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo era a de contribuir na &aacute;rea educacional, com a avalia&ccedil;&atilde;o do rendimento escolar, capacidade intelectual, aptid&otilde;es e inaptid&otilde;es infantis (Neto, Gauer & Furtado, 2003). A partir da&iacute;, por longos anos, a hist&oacute;ria da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica tornou-se imperialista no uso de testes psicol&oacute;gicos psicom&eacute;tricos, o que restringia sua aplicabilidade na avalia&ccedil;&atilde;o de adapta&ccedil;&atilde;o ou inadapta&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo a padr&otilde;es estabelecidos (Pasquali, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No contexto hist&oacute;rico atual, a avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica vem passando por um processo de aprimoramento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico. Recentemente, os testes psicol&oacute;gicos, instrumental imprescind&iacute;vel para esta atividade, v&ecirc;m sendo questionados, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fidedignidade dos resultados da avalia&ccedil;&atilde;o. Provavelmente em conseq&uuml;&ecirc;ncia da banaliza&ccedil;&atilde;o no meio s&oacute;cio-profissional e refor&ccedil;ada pela falta de crit&eacute;rios e fundamentos cient&iacute;ficos (Noronha, 2002).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como medida para qualificar os instrumentos psicol&oacute;gicos, o Conselho Federal de Psicologia criou o sistema de avalia&ccedil;&atilde;o de testes (SATEPSI), seguindo crit&eacute;rios objetivos e consistentes, a fim de padronizar as t&eacute;cnicas e validar o seu uso para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira. No que se refere &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos instrumentos psicol&oacute;gicos dentro do contexto da sa&uacute;de mental, faz-se necess&aacute;ria a utiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; de tais recursos e t&eacute;cnicas psicol&oacute;gicas, como tamb&eacute;m a inser&ccedil;&atilde;o de novas abordagens para o entendimento da sa&uacute;de mental e avalia&ccedil;&atilde;o do grau de d&eacute;ficits cerebrais que muitas psicopatologias desencadeiam ao longo do seu curso. Para isto, o uso da neuroci&ecirc;ncia &eacute; parte importante do processo psicodiagn&oacute;stico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, o que ainda se observa &eacute; uma escassez de material publicado com informa&ccedil;&otilde;es atualizadas envolvendo a avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e instrumentos psicol&oacute;gicos. Em face da necessidade de aprimorar e qualificar as avalia&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas no campo da sa&uacute;de mental, este trabalho tem o objetivo de desenvolver uma discuss&atilde;o sobre o processo de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica nos moldes convencionais e sugerir, em alguns casos, a utiliza&ccedil;&atilde;o de maneira complementar de novos recursos como as t&eacute;cnicas de neuroimagem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e sa&uacute;de mental</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s dos mais variados m&eacute;todos e t&eacute;cnicas, visa a descrever e classificar o comportamento das pessoas com o objetivo de enquadr&aacute;-lo dentro de alguma tipologia, que permita ao sujeito tirar conclus&otilde;es sobre os outros e, assim, saber como ele mesmo deve se comportar e agir em rela&ccedil;&atilde;o a esses outros (Pasquali, 2001). A avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica pretende acrescentar um cunho cient&iacute;fico a esta atividade, utilizando o m&eacute;todo da observa&ccedil;&atilde;o e formula&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses e infer&ecirc;ncias confi&aacute;veis para sua pr&aacute;tica profissional (Pasquali, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante muito tempo, a avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica ficou quase que restrita ao uso de testes psicol&oacute;gicos. Eram utilizados aqueles considerados tradicionais, ou seja, os instrumentos apresentados e ensinados nas disciplinas espec&iacute;ficas das universidades. Tal situa&ccedil;&atilde;o favoreceu uma cultura dos testes, na qual a &ecirc;nfase estava na reprodu&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica referente &agrave; administra&ccedil;&atilde;o e corre&ccedil;&atilde;o dos mesmos (Alchiere & Bandeira, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com os avan&ccedil;os na compreens&atilde;o da sa&uacute;de mental e com a introdu&ccedil;&atilde;o de novas abordagens psicol&oacute;gicas foi poss&iacute;vel a constru&ccedil;&atilde;o de novas t&eacute;cnicas &– projetivas &– que ampliaram o entendimento do funcionamento ps&iacute;quico e da personalidade como algo din&acirc;mico e global (Neto, Gauer & Furtado, 2003). Atualmente, a avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica &eacute; parte importante da atua&ccedil;&atilde;o profissional do psic&oacute;logo, oferecendo amplo campo de atua&ccedil;&atilde;o. Um dos alicerces de tal pr&aacute;tica constitui-se em utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas projetivas e objetivas (Formiga & Mello, 2000). Neste processo, os testes psicol&oacute;gicos tornaram-se ferramentas essenciais, acompanhados de v&aacute;rias outras fontes de informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O psicodiagn&oacute;stico, modalidade de avalia&ccedil;&atilde;o referente &agrave; esfera cl&iacute;nica, legitima o psic&oacute;logo para a pr&aacute;tica diagn&oacute;stica. Neste, os dados adv&eacute;m de fontes que v&atilde;o al&eacute;m de descri&ccedil;&otilde;es de aspectos cl&iacute;nicos. Em uma defini&ccedil;&atilde;o mais abrangente, Cunha, Freitas e Raymundo (1993, p.5) descrevem o psicodiagn&oacute;stico como &ldquo;um processo cient&iacute;fico, limitado no tempo, que utiliza m&eacute;todos e t&eacute;cnicas psicol&oacute;gicas (input), em n&iacute;vel individual ou n&atilde;o, entendendo, &agrave; luz dos princ&iacute;pios te&oacute;ricos, os problemas, identificando e avaliando aspectos espec&iacute;ficos, classificando o caso e prevendo seu curso poss&iacute;vel, para comunicar resultado (output)&rdquo;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As condi&ccedil;&otilde;es ideais para o trabalho avaliativo est&atilde;o na possibilidade de sobrepor diversificadas informa&ccedil;&otilde;es oriundas de observa&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise das fun&ccedil;&otilde;es mentais, entrevistas e dados da hist&oacute;ria do sujeito (Anastasi & Urbina, 2000). Todas devem ser cruzadas com os resultados dos testes. Dos itens de informa&ccedil;&otilde;es v&atilde;o se formando hip&oacute;teses que ao longo do processo v&atilde;o sendo validadas ou refutadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pode-se considerar a avalia&ccedil;&atilde;o psicodiagn&oacute;stica, necessariamente, um processo integrado que requer minucioso trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas bio-psico-social, associa&ccedil;&atilde;o de eventos, clarifica&ccedil;&otilde;es e descobertas. Na &aacute;rea cl&iacute;nica busca-se um trabalho investigativo, no qual o enfoque principal torna-se o diagn&oacute;stico, progn&oacute;stico e indica&ccedil;&atilde;o de condutas terap&ecirc;uticas. Outro aspecto importante refere-se ao seu car&aacute;ter preditivo (Anastasi & Urbina, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que se refere &agrave;s particularidades encontradas no cotidiano da pr&aacute;tica cl&iacute;nica em sa&uacute;de mental, observa-se que as avalia&ccedil;&otilde;es tendem a ser subjetivas e, algumas vezes, precipitadas, restringindo-se a poucas fontes de informa&ccedil;&otilde;es e at&eacute; somente ao contato cl&iacute;nico, permitindo erros nos diagn&oacute;sticos e tratamentos. Grupos de sintomas similares a v&aacute;rios quadros mentais confundem e conduzem &agrave; imprecis&atilde;o, sendo necess&aacute;rias, em muitas situa&ccedil;&otilde;es, constantes mudan&ccedil;as nas prescri&ccedil;&otilde;es medicamentosas para aliviar a sintomatologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso, o mais complexo parece estar em distinguir aspectos decorrentes de limita&ccedil;&otilde;es cognitivas pr&eacute;-existentes daquelas acarretadas pelo deterioro mental presentes em algumas patologias psiqui&aacute;tricas. Os efeitos na vida dos pacientes s&atilde;o muito negativos e de importante gravidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tradicionalmente, a avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica estrutura-se a partir de t&eacute;cnicas, instrumentos e m&eacute;todos considerados psicol&oacute;gicos. Dentro da &aacute;rea da sa&uacute;de mental, torna-se importante atingir o objetivo do diagn&oacute;stico e, para tal, o psic&oacute;logo deve estar bem qualificado e instrumentalizado. Sob estes aspectos, a utiliza&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em um contexto hospitalar psiqui&aacute;trico ou de sa&uacute;de mental visa a englobar &aacute;reas de investiga&ccedil;&atilde;o da personalidade e aspectos neuropsicol&oacute;gicos envolvendo os processos cognitivos subjacentes ou n&atilde;o &agrave; atividade do sistema nervoso em condi&ccedil;&otilde;es normais e patol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Avalia&ccedil;&atilde;o da personalidade</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em virtude do grande desenvolvimento da &aacute;rea de avalia&ccedil;&atilde;o da personalidade ocorrido nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, muitas s&atilde;o as possibilidades te&oacute;rico-metodol&oacute;gicas dispon&iacute;veis ao psic&oacute;logo no contexto da sa&uacute;de mental. Indo al&eacute;m das diversas abordagens te&oacute;ricas, um grande conjunto de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o encontra-se dispon&iacute;vel ao profissional que se mant&eacute;m atualizado. Nesta se&ccedil;&atilde;o, ser&atilde;o apresentados alguns destes recursos de avalia&ccedil;&atilde;o da personalidade comumente utilizados em contextos de tratamento da sa&uacute;de mental. Destaca-se ainda que os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e neuropsicol&oacute;gica est&atilde;o passando por um processo de revis&atilde;o e reavalia&ccedil;&atilde;o, onde tamb&eacute;m s&atilde;o atualizados aspectos relacionados &agrave; valida&ccedil;&atilde;o e padroniza&ccedil;&atilde;o junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Neste sentido, sugere-se que o profissional de psicologia sempre verifique junto ao Conselho Federal de Psicologia (<a href="http://www.pol.org.br" target="_blank">www.pol.org.br</a>) a lista completa dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o com parecer favor&aacute;vel, bem como acompanhe o processo de avalia&ccedil;&atilde;o dos mesmos que &eacute; continuamente atualizado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma das formas de se avaliar a personalidade &eacute; atrav&eacute;s do uso de t&eacute;cnicas projetivas. O Teste de Zulliger; Teste de Apercep&ccedil;&atilde;o Tem&aacute;tica para adultos (TAT); HTP (desenho da casa, &aacute;rvore, pessoa) s&atilde;o algumas das t&eacute;cnicas projetivas que est&atilde;o sendo atualmente utilizadas dentro do contexto hospitalar relacionado &agrave; sa&uacute;de mental. O teste de Zulliger ou Z-teste foi criado em 1942 por Zulliger, psiquiatra su&iacute;&ccedil;o, que se baseou nos experimentos realizados por Rorschach com manchas de tintas feitas ao acaso, para a investiga&ccedil;&atilde;o da personalidade. Trata-se de uma t&eacute;cnica consistente, que se caracteriza por tr&ecirc;s pranchas e&#47;ou slides com manchas no qual o sujeito deve dizer com o que elas se parecem, o que elas poderiam ser. Ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o, &eacute; realizado um inqu&eacute;rito que permite esclarecer os aspectos que contribu&iacute;ram para a forma&ccedil;&atilde;o da resposta, que ser&aacute; analisada quantitativamente e qualitativamente, envolvendo aspectos estruturais da personalidade, incluindo cogni&ccedil;&atilde;o e afeto, evidenciando os tra&ccedil;os classificados como &ldquo;normais&rdquo; e patol&oacute;gicos do sujeito (Vaz, 1998).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O TAT (Teste de Apercep&ccedil;&atilde;o Tem&aacute;tica) foi criado por Murray e teve sua origem nos Estados Unidos em 1943. No Brasil, foi publicado em 1995 e recentemente, recebeu parecer favor&aacute;vel quanto &agrave; sua finalidade pelo Conselho Federal de Psicologia, conforme resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 02&#47;2003. Sua apresenta&ccedil;&atilde;o consta de 19 pranchas com impressos de imagens de situa&ccedil;&otilde;es da vida di&aacute;ria e uma prancha em branco (total de 20). A solicita&ccedil;&atilde;o &eacute; de que o sujeito verbalize uma hist&oacute;ria a respeito das referidas situa&ccedil;&otilde;es. Logo ap&oacute;s a sua aplica&ccedil;&atilde;o, &eacute; realizado um inqu&eacute;rito espec&iacute;fico, de acordo com as orienta&ccedil;&otilde;es apresentadas no manual do teste. A partir destas informa&ccedil;&otilde;es, &eacute; realizado o levantamento qualitativo, envolvendo aspectos globais da personalidade como impulsos, emo&ccedil;&otilde;es, sentimentos, complexos e conflitos mobilizados pelo instrumento (Cronbach, 1996).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No HTP (<i>House-Tree-Person</i>), desenvolvido por Buck e divulgado em 1948, &eacute; solicitado que a pessoa desenhe uma casa, uma &aacute;rvore e uma pessoa. Este teste tamb&eacute;m &eacute; considerado como t&eacute;cnica gr&aacute;fica verbal porque envolve desenho e t&eacute;cnica verbal, j&aacute; que &eacute; solicitado ao sujeito que fale sobre cada desenho, seguindo um question&aacute;rio espec&iacute;fico para cada item. O levantamento segue as interpreta&ccedil;&otilde;es fornecidas no manual do teste. Buck (2003) afirma que o uso do teste associado aos demais dados informativos e instrumentos podem identificar conflitos, interesses gerais e caracter&iacute;sticas do ambiente no qual o sujeito esteja inserido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m do uso de testes projetivos, as escalas de avalia&ccedil;&atilde;o da personalidade tamb&eacute;m apresentam boa resposta ao serem utilizadas com pacientes internados, tornando-se instrumentos mais objetivos e focais, permitindo melhor estrutura&ccedil;&atilde;o do processo de avalia&ccedil;&atilde;o (Neto & cols., 2003). Por&eacute;m, seu uso necessita de uma maior organiza&ccedil;&atilde;o mental por parte do paciente, tanto para a compreens&atilde;o do instrumental como para a execu&ccedil;&atilde;o do mesmo. Atualmente, t&ecirc;m-se utilizado as Escalas Beck de Depress&atilde;o; Escala Fatorial de Neuroticismo (EFN); Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais (IHS), que auxiliam na classifica&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica e estimativa do grau de severidade do transtorno, al&eacute;m de proporcionarem o n&iacute;vel de ajustamento individual.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Escala Beck constitui-se do Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o de Beck (BDI), Invent&aacute;rio de Ansiedade de Beck (BAI), Escala de Desesperan&ccedil;a de Beck (BHS) e Escala de Idea&ccedil;&atilde;o Suicida (BSI). Foi desenvolvida por Beck e colegas do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Pennsylvania, em 1961, sendo revisada em 1979. No Brasil, sua vers&atilde;o foi validada por Cunha, constando de manual com instru&ccedil;&otilde;es para administra&ccedil;&atilde;o, escore e interpreta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Escala Beck destina-se ao uso com pacientes psiqui&aacute;tricos de 17 a 80 anos e mede a intensidade da depress&atilde;o e ansiedade, al&eacute;m de oferecer ind&iacute;cios de risco de suic&iacute;dio em pessoas com hist&oacute;ria de tentativas de suic&iacute;dio e&#47;ou a presen&ccedil;a de idea&ccedil;&atilde;o suicida, medindo a extens&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o e planejamento de comportamento suicida (Cunha & cols., 1993; Oliveira, 1998).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; a Escala Fatorial de Ajustamento Emocional &#47; Neuroticismo (EFN), que teve sua primeira edi&ccedil;&atilde;o em 2001, por Hutz e Nunes, segue o modelo dos Cinco Grandes Fatores de Personalidade. Constitui-se em uma escala objetiva que avalia tra&ccedil;os de personalidade a partir de aspectos como capacidade permanente de ajustamento e instabilidade emocional (Hutz & Nunes, 2001). Foi o primeiro instrumento dispon&iacute;vel no Brasil avaliando a personalidade sob a perspectiva dos Cinco Grande Fatores (Nunes & Hutz, 2002). Seu uso &eacute; indicado entre a faixa et&aacute;ria de 16 a 50 anos, com pessoas com escolaridade m&iacute;nima de ensino m&eacute;dio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais (IHS), publicado em 2001 por Del Prette e Del Prette, &eacute; um instrumento objetivo que visa a avaliar o desempenho social em diferentes situa&ccedil;&otilde;es (ocupacional, escolar, familiar, di&aacute;ria), auxiliando no diagn&oacute;stico cl&iacute;nico. N&atilde;o h&aacute; especifica&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; idade de aplica&ccedil;&atilde;o, sendo sugerido seu uso com adultos e jovens com ensino m&eacute;dio completo (Bandeira, Costa, Del Prette, Del Prette & Gerk-Carneiro, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo da avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica &eacute; identificar dist&uacute;rbios das fun&ccedil;&otilde;es superiores produzidos por altera&ccedil;&otilde;es cerebrais, desencadeando respostas comportamentais. Dentro do contexto de sa&uacute;de mental, esta modalidade de avalia&ccedil;&atilde;o visa a esclarecer a exist&ecirc;ncia de alguma patologia org&acirc;nica que possa estar desencadeando a sintomatologia de um quadro espec&iacute;fico, bem como a investiga&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es funcionais e estruturais das fun&ccedil;&otilde;es cognitivas acarretadas por patologias psiqui&aacute;tricas. Portanto, a avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica abrange objetivos como o diagn&oacute;stico diferencial, a identifica&ccedil;&atilde;o do comprometimento das fun&ccedil;&otilde;es cognitivas e a avalia&ccedil;&atilde;o do grau de deterioro apresentado pelo portador de doen&ccedil;a mental. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sob este aspecto, Neto e cols. (2003) exp&otilde;em que a avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica engloba a investiga&ccedil;&atilde;o da capacidade intelectiva do paciente, com o intuito de mensurar as fun&ccedil;&otilde;es cognitivas e o impacto de problemas psicopatol&oacute;gicos sobre o funcionamento cognitivo. Estes autores referem que o uso de testes para a avalia&ccedil;&atilde;o geral de intelig&ecirc;ncia inclui as Escalas Weschler, que possibilitam a obten&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s medidas: quociente intelectual total (n&iacute;vel geral da capacidade cognitiva e de adapta&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo), quociente verbal e de execu&ccedil;&atilde;o, que representam as modalidades de racioc&iacute;nio e express&atilde;o de caracteres verbais e n&atilde;o-verbais. A Escala de Intelig&ecirc;ncia Wechsler para Crian&ccedil;as (WISC III), indicado para avalia&ccedil;&atilde;o intelectual de pessoas na faixa et&aacute;ria entre 6 e 16 anos recebeu parecer favor&aacute;vel do CFP. Da mesma forma, a Escala Wechsler para adultos (WAIS III) tamb&eacute;m teve avalia&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel. Al&eacute;m destes testes, existem outros &– BPR-5; R1; G-36 &– que tamb&eacute;m permitem a mensura&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis de intelig&ecirc;ncia. Os dois &uacute;ltimos testes s&atilde;o utilizados para a avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-verbal da intelig&ecirc;ncia e tamb&eacute;m para pessoas com baixo n&iacute;vel de escolaridade. A avalia&ccedil;&atilde;o de outras fun&ccedil;&otilde;es cognitivas pode ser feita atrav&eacute;s do uso de testes espec&iacute;ficos de aten&ccedil;&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o, como o teste D-2, que obteve parecer favor&aacute;vel para sua aplica&ccedil;&atilde;o pelo Conselho Federal de Psicologia (2004).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; outras fontes que citam baterias de avalia&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria de trabalho (BAMT &– UFMG) que ainda se encontram em processo de valida&ccedil;&atilde;o. O teste de Wisconsin avalia o comportamento executivo, especificamente flexibilidade e planejamento. Este teste, mais recentemente, recebeu parecer favor&aacute;vel do CFP. Existem outros instrumentos que foram traduzidos para sua utiliza&ccedil;&atilde;o no Brasil como, por exemplo, o Torre de Londres, por&eacute;m estes instrumentos ainda s&atilde;o autorizados apenas para uso explorat&oacute;rio em pesquisas (Souza, Ign&aacute;cio, Cunha, Oliveira & Moll, 2001; Wood, Carvalho, Rothe-Neves & Haase, 2001).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o ao teste BPR-5 &– Bateria de Provas de Racioc&iacute;nio &–, forma A e forma B, composto por uma bateria de provas de racioc&iacute;nio que teve sua primeira edi&ccedil;&atilde;o em 2000, cabe ressaltar a sua utilidade na estimativa do funcionamento cognitivo geral e das habilidades do sujeito em cinco &aacute;reas espec&iacute;ficas: racioc&iacute;nio abstrato, verbal, mec&acirc;nico, espacial e num&eacute;rico. Sua faixa de aplica&ccedil;&atilde;o concentra-se em estudantes de sexta &agrave; oitava s&eacute;ries do ensino fundamental para a forma A, e ensino m&eacute;dio e superior para a forma B (Primi & Almeida, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O teste R-1 foi apresentado por Oliveira, na sua segunda edi&ccedil;&atilde;o no ano de 2002. Caracteriza-se por ser um teste n&atilde;o-verbal de intelig&ecirc;ncia, de investiga&ccedil;&atilde;o do racioc&iacute;nio abstrato, inicialmente tendo sido aplicado na sele&ccedil;&atilde;o de motoristas amadores e profissionais, atualmente tendo o seu uso expandido para a popula&ccedil;&atilde;o em geral. Este teste abrange uma ampla faixa et&aacute;ria, sendo indicado para analfabetos e escolares at&eacute; o ensino m&eacute;dio. Embora haja poucos estudos utilizando este teste, &eacute; poss&iacute;vel citar o realizado por Primi, G&uuml;ntert e Alchiere (2000), atrav&eacute;s da correla&ccedil;&atilde;o do Teste de Zulliger com seis medidas de habilidades cognitivas, que demonstrou a associa&ccedil;&atilde;o negativa deste com medidas cognitivas, al&eacute;m de um padr&atilde;o espec&iacute;fico de correla&ccedil;&atilde;o dependendo da habilidade cognitiva a ser considerada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; o teste G-36, divulgado em 1966, e que tamb&eacute;m mede a intelig&ecirc;ncia n&atilde;o-verbal, teve sua quarta edi&ccedil;&atilde;o publicada em 2002 por Boccalandro. Assim como o teste R1, o G-36 mede o racioc&iacute;nio abstrato e oferece mais uma alternativa no uso com pessoas a partir da quinta s&eacute;rie do ensino fundamental at&eacute; o n&iacute;vel universit&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre a avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-verbal da intelig&ecirc;ncia, tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel utilizar o Teste dos Rel&oacute;gios (Souza & Cambraia, 2002). Este mede o fator geral de intelig&ecirc;ncia e disp&otilde;e de duas formas, B e C. A forma B &eacute; destinada para pessoas at&eacute; a quinta s&eacute;rie do ensino fundamental, incluindo aquelas analfabetas. J&aacute; a forma C, &eacute; dirigida para pessoa a partir da sexta s&eacute;rie do ensino fundamental at&eacute; curso superior completo. Tal instrumento tamb&eacute;m est&aacute; sendo utilizado por alguns profissionais para a investiga&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas como a mem&oacute;ria visual e imediata. Destaca-se como um teste de intelig&ecirc;ncia que pode ser utilizado com pessoas analfabetas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a investiga&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es como a aten&ccedil;&atilde;o e a concentra&ccedil;&atilde;o, o teste D-2, mostra-se bastante confi&aacute;vel. Foi criado por Brickenkamp e, segundo as informa&ccedil;&otilde;es contidas no manual do teste, pode ser utilizado entre a faixa et&aacute;ria de 9 a 52 anos. Avaliando as mesmas fun&ccedil;&otilde;es, o AC &– Teste de Aten&ccedil;&atilde;o Concentrada tamb&eacute;m se encontra validado para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira, tendo recebido parecer favor&aacute;vel pelo Conselho Federal de Psicologia (2003).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso, na avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica, principalmente nos casos em que existe suspeita de quadros demenciais, est&atilde;o sendo empregadas tarefas cognitivas como o <i>digit span</i> (Izquierdo, 2002), na qual s&atilde;o verbalizados ao paciente v&aacute;rios n&uacute;meros e, ap&oacute;s alguns segundos, solicitado que os repita. Outra vers&atilde;o conhecida &eacute; a tarefa de usar palavras no lugar de n&uacute;meros. Cabe ressaltar, que &eacute; de grande import&acirc;ncia a qualidade das entrevistas de avalia&ccedil;&atilde;o, com coleta de dados que devem envolver al&eacute;m de observa&ccedil;&otilde;es e questionamentos espec&iacute;ficos e objetivos por parte do profissional, a participa&ccedil;&atilde;o ativa do paciente no que se refere ao fornecimento de datas, eventos e situa&ccedil;&otilde;es, para posteriormente serem checadas atrav&eacute;s de outras fontes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Louren&ccedil;o (2002), outra t&eacute;cnica amplamente empregada para investiga&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es intelectivas, principalmente para o diagn&oacute;stico de dem&ecirc;ncia, a Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o Cognitiva Mini-Mental (Mini Exame do Estado Mental &– MMSE), publicada pela primeira vez por Folstein, Folstein e McHugh (1975) e traduzida por Bertolucci, Brucki, Campacci e Juliano (1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outros instrumentos aplicados na &aacute;rea de sa&uacute;de mental para o diagn&oacute;stico de quadro demencial e que foram traduzidos e validados s&atilde;o: 1) Avalia&ccedil;&atilde;o das atividades de vida di&aacute;ria &– &Iacute;ndice de Katz (Gallo, Reichel & Andersen,1995), que mede a capacidade e preju&iacute;zo funcional nas atividades do dia-a-dia; e 2) RMBPC &– Revised Memory and Behavior Problems Checklist &– (Teri, Truax, Longston, Uomoto & Vitalino, 1992), para investiga&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria e comportamento. Ambos s&atilde;o associados a outras t&eacute;cnicas cient&iacute;ficas (como de neuroimagem), e auxiliam na avalia&ccedil;&atilde;o do tipo de assist&ecirc;ncia e tratamento que o paciente necessita, bem como a presen&ccedil;a de dist&uacute;rbios do comportamento e o impacto destes aos cuidadores do paciente (Almeida, 1999).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Almeida (1998) realizou um estudo utilizando a escala MMSE para diagn&oacute;stico de dem&ecirc;ncia no Brasil, em ambulat&oacute;rio de sa&uacute;de mental. O autor concluiu que esta escala mostra-se &uacute;til e pr&aacute;tica na avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva, principalmente na popula&ccedil;&atilde;o idosa, por&eacute;m apresenta influ&ecirc;ncia de vari&aacute;veis como o n&iacute;vel de escolaridade e idade das pessoas. Tamb&eacute;m salienta a necessidade de novos estudos envolvendo pessoas que n&atilde;o tenham associado algum transtorno mental, visto que o quadro em idosos evolui com algum tipo de comprometimento cognitivo. H&aacute; outros estudos envolvendo a utiliza&ccedil;&atilde;o e aplicabilidade da escala MMSE na popula&ccedil;&atilde;o geral, como os realizados por Brucki, Nitrini, Caramelli, Bertolucci, Okamoto (2003) e Bertolucci e cols. (1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentro das &aacute;reas investigadas no processo neuropsicol&oacute;gico, a cogni&ccedil;&atilde;o assume foco principal, isto porque &eacute; entendida como a capacidade que possu&iacute;mos para se obter a aquisi&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Est&aacute; intimamente associada ao conceito de intelig&ecirc;ncia, como pontua Melo (1979), ao relacionar a totalidade das habilidades &agrave; defini&ccedil;&atilde;o citada. Dessa forma, o perfil intelectual de um indiv&iacute;duo pode ser entendido atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o quantitativa das capacidades cognitivas. Aspectos qualitativos podem nortear padr&otilde;es deficit&aacute;rios de desempenho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As fun&ccedil;&otilde;es cognitivas operam atrav&eacute;s de processos extremamente complexos. Abrah&atilde;o (2001) oferece um conceito mais refinado, no qual a cogni&ccedil;&atilde;o pode ser entendida como mecanismos mentais que agem sobre a informa&ccedil;&atilde;o sensorial, onde busca a sua interpreta&ccedil;&atilde;o, classifica&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o. Tais atividades e processos s&atilde;o ve&iacute;culos para se adquirir informa&ccedil;&atilde;o e desenvolver conhecimento. Jou e Sperb (1999) acrescentam que o sistema cognitivo tem como principal fun&ccedil;&atilde;o processar informa&ccedil;&otilde;es, pois a mente &eacute; cognitiva e computacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sob outro aspecto, Beck e Freeman (1993) descrevem o modelo cognitivo atrav&eacute;s de um enfoque din&acirc;mico e operacional. Aponta a percep&ccedil;&atilde;o como ponto chave do aparelho cognitivo, causando impacto na conduta e afeto. Por ser a respons&aacute;vel pelo modo como os eventos s&atilde;o interpretados, a percep&ccedil;&atilde;o influencia diretamente o comportamento e as emo&ccedil;&otilde;es. A quest&atilde;o principal refere-se &agrave; representa&ccedil;&atilde;o mental que se constr&oacute;i a partir de determinadas viv&ecirc;ncias, que em casos de psicopatologias ganham formas intensamente distorcidas. Assim, &eacute; importante destacar que, em muitos casos, distor&ccedil;&otilde;es no pensamento servem para manter estados de humor disfuncionais (Dattilio & Padesky, 1995). Os autores ressaltam tr&ecirc;s n&iacute;veis da cogni&ccedil;&atilde;o que apresentam maior complexidade. O primeiro n&iacute;vel refere-se aos pensamentos autom&aacute;ticos representados atrav&eacute;s de id&eacute;ias, cren&ccedil;as e imagens. No segundo, h&aacute; suposi&ccedil;&otilde;es subjacentes que auxiliam na organiza&ccedil;&atilde;o das percep&ccedil;&otilde;es, regras condicionais e cren&ccedil;as transituacionais. Por &uacute;ltimo, est&atilde;o as cren&ccedil;as b&aacute;sicas ou centrais, que tendem a ser mais r&iacute;gidas e condicionais, caracterizadas como esquemas. Est&atilde;o todos interligados, podendo ser acessados nos casos de psicopatologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em fun&ccedil;&atilde;o dos sintomas e da desorganiza&ccedil;&atilde;o mental provocada pelos transtornos psiqui&aacute;tricos, o aparelho cognitivo torna-se vulner&aacute;vel e diversos processos cognitivos tornam-se deficit&aacute;rios. Em condi&ccedil;&otilde;es &ldquo;normais&rdquo;, as fun&ccedil;&otilde;es cognitivas sofrem perdas ao longo do processo de envelhecimento, sem preju&iacute;zo maior ou incapacita&ccedil;&atilde;o funcional. J&aacute; no caso das patologias psiqui&aacute;tricas, a deteriora&ccedil;&atilde;o mental pode ser observada na fase aguda de manifesta&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas, visto que variadas fun&ccedil;&otilde;es cognitivas ficam afetadas (Barbizet & Duizabo, 1985).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Holmes (1997) e Neto, Motta, Wang e Elkis (1995) chamam a aten&ccedil;&atilde;o para sintomas cognitivos associados a um epis&oacute;dio de mania, como d&eacute;ficit na sensopercep&ccedil;&atilde;o, no pensamento, aten&ccedil;&atilde;o e linguagem. Tamb&eacute;m, citam a mem&oacute;ria e a atividade motora como principais afetadas, acompanhadas de preju&iacute;zo na avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na pr&aacute;tica cl&iacute;nica em institui&ccedil;&otilde;es para tratamento de sa&uacute;de mental, observa-se que no decorrer de algumas interna&ccedil;&otilde;es, decorrentes de reagudiza&ccedil;&atilde;o do quadro, os pacientes apresentam perdas importantes no desempenho de habilidades afetivas, intelectivas, ocupacionais e sociais. O preju&iacute;zo &eacute; progressivo e as altera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tanto qualitativas como quantitativas. Configuram a condi&ccedil;&atilde;o de deterioro e sugerem processos mentais danificados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A deteriora&ccedil;&atilde;o intelectual &eacute; definida por Barbizet e Duizabo (1985) como um estado de modifica&ccedil;&atilde;o global das fun&ccedil;&otilde;es superiores que ocasionam condutas desadaptativas. Tal deteriora&ccedil;&atilde;o pode ser transit&oacute;ria, delimitada por horas ou dias, ou estados irrevers&iacute;veis como os processos demenciais. Em alguns casos, h&aacute; a deteriora&ccedil;&atilde;o progressiva das fun&ccedil;&otilde;es mentais e ficam evidenciadas por perdas de rendimento em atividades habituais, at&eacute; mesmo de tarefas simples. Dentre as perdas, destacam-se o empobrecimento ling&uuml;&iacute;stico e as disfun&ccedil;&otilde;es na mem&oacute;ria e orienta&ccedil;&atilde;o. Goldberg (1992) refere a exist&ecirc;ncia de disfun&ccedil;&atilde;o no c&oacute;rtex cerebral de grau complexo em quadros psiqui&aacute;tricos, levando o indiv&iacute;duo a anormalidades principalmente no padr&atilde;o de organiza&ccedil;&atilde;o do pensamento. No entanto, tamb&eacute;m podem ocorrer disfun&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea motora e da linguagem, entre outras. Portanto, quando se trata dos chamados &ldquo;transtornos psiqui&aacute;tricos&rdquo;, &eacute; importante englobar outras t&eacute;cnicas de investiga&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o somente a abordagem cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O trabalho investigativo pode exigir outros procedimentos cient&iacute;ficos, al&eacute;m dos convencionais. Neste sentido, &eacute; necess&aacute;rio contar com outros recursos que possibilitem dados complementares e comparativos, para obten&ccedil;&atilde;o de maior precis&atilde;o no trabalho cl&iacute;nico, tornando o diagn&oacute;stico mais confi&aacute;vel. Como alternativa, h&aacute; os recursos oferecidos pela neuroci&ecirc;ncia, estando entre eles as t&eacute;cnicas de neuroimagem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>M&eacute;todos e resultados em neuroimagem</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atrav&eacute;s do emprego de t&eacute;cnicas avan&ccedil;adas de neuroimagem, permitiu-se importante evolu&ccedil;&atilde;o a respeito do conhecimento de circuitos cerebrais respons&aacute;veis por distintas opera&ccedil;&otilde;es da cogni&ccedil;&atilde;o humana. A localiza&ccedil;&atilde;o de algumas fun&ccedil;&otilde;es cerebrais possibilitou relacionar fun&ccedil;&otilde;es cognitivas com estruturas mentais. Ferreira (2006) cita a abrang&ecirc;ncia de t&eacute;cnicas de neuroimagem que permitem visualizar a estrutura e o funcionamento cerebral como fluxo sangu&iacute;neo, metabolismo, composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica e densidade de receptores cerebrais em seres vivos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o avan&ccedil;o da &aacute;rea de neuroci&ecirc;ncias e atrav&eacute;s de observa&ccedil;&otilde;es de atividade cerebral, foi poss&iacute;vel detectar achados postulando a identifica&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica de algumas desordens mentais, bem como aspectos bioqu&iacute;micos e moleculares. Ferreira (2006) atenta para a descoberta de substrato neural das doen&ccedil;as mentais, especialmente da esquizofrenia. Atrav&eacute;s da neuroimagem &eacute; identificar os d&eacute;ficits funcionais em vias neurais definidas ou desequil&iacute;brios em suas m&uacute;ltiplas intera&ccedil;&otilde;es para uma melhor explica&ccedil;&atilde;o dos sintomas positivos e negativos do transtorno. Nicastri (1999) afirma que estas evolu&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e tecnol&oacute;gicas nortearam conhecimentos mais elucidativos a respeito da fisiologia e neuroqu&iacute;mica do c&eacute;rebro, al&eacute;m de fornecerem elementos para a confirma&ccedil;&atilde;o da base biol&oacute;gica dos dist&uacute;rbios psiqui&aacute;tricos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os m&eacute;todos de imagem t&ecirc;m dois pap&eacute;is fundamentais no diagn&oacute;stico de doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas. O primeiro &eacute; excluir patologias, como tumores ou les&otilde;es isqu&ecirc;micas, que possam gerar os mesmos sintomas de alguns transtornos de sa&uacute;de mental. O segundo papel &eacute; pesquisar poss&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es estruturais ou funcionais como causa prim&aacute;ria de transtornos psiqui&aacute;tricos, atrav&eacute;s do estudo da morfologia e da fisiologia do enc&eacute;falo (Rocha, Alves, Garrido, Buchpiguel, Nitrini & Bussato, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sassi e Soares (2001) exp&otilde;em estudos atuais que se baseiam na utiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologia que investiga o c&eacute;rebro em rela&ccedil;&atilde;o a sua estrutura anat&ocirc;mica (Tomografia Cerebral e Resson&acirc;ncia Nuclear Magn&eacute;tica) e a sua fisiologia (PET &– Tomografia por Emiss&atilde;o de P&oacute;sitrons ou SPECT &– Tomografia por Emiss&atilde;o de F&oacute;ton &Uacute;nico), sendo amplamente utilizada desde estudos experimentais at&eacute; a pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Alguns estudos (Bussato, Almeida, Mello, Barbosa & Miguel, 1998; Sassi & Soares, 2001), salientam que a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear suplantou o uso da tomografia computadorizada nos estudos de transtornos de sa&uacute;de mental por n&atilde;o envolver radia&ccedil;&atilde;o ionizante, por gerar imagens de alta resolu&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica e por permitir medidas volum&eacute;tricas mais acuradas de diversas regi&otilde;es e estruturas do sistema nervoso central. De acordo com Brand&atilde;o e Domingues (2002) e Lafer e Amaral (2000), a espectroscopia dos pr&oacute;tons por resson&acirc;ncia magn&eacute;tica (EPRM) tem sido usada, na &uacute;ltima d&eacute;cada, para investiga&ccedil;&atilde;o &ldquo;in vivo&rdquo; dos aspectos fisiopatol&oacute;gicos dos dist&uacute;rbios psiqui&aacute;tricos, possibilitando a avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-invasiva do metabolismo cerebral por meio da avalia&ccedil;&atilde;o de determinadas fun&ccedil;&otilde;es bioqu&iacute;micas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A utiliza&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de PET na avalia&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental auxiliou na investiga&ccedil;&atilde;o do funcionamento cerebral durante a execu&ccedil;&atilde;o de paradigmas de estimula&ccedil;&atilde;o mental envolvendo opera&ccedil;&otilde;es sensoriais, motoras, cognitivas ou emocionais (Bussato, 2000). Nestas investiga&ccedil;&otilde;es, foram utilizadas tarefas cognitivas tradicionais (de linguagem, fun&ccedil;&otilde;es executivas ou mem&oacute;ria) adaptadas para o contexto dos exames de neuroimagem, atrav&eacute;s da compara&ccedil;&atilde;o da m&eacute;dia de padr&otilde;es do fluxo sang&uuml;&iacute;neo cerebral regional entre grupos controle e experimental (Frith, citado em Bussato, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os estudos envolvendo tarefas de ativa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m se ampliado, com tarefas neuropsicol&oacute;gicas desenhadas diretamente para investigar os mecanismos cognitivos subjacentes a sintomas mentais espec&iacute;ficos (Bussato, 2000). Este autor descreve os seguintes sintomas: de primeira ordem de Schneider (Spence & cols., citado em Bussato) e altera&ccedil;&otilde;es formais do pensamento (McGuire & cols., citado em Bussato, 2000), al&eacute;m de outros. Bussato finaliza, salientando o uso do paradigma de ativa&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria provoca&ccedil;&atilde;o de sintomas mentais: obsess&otilde;es, sintomas f&oacute;bicos (Rauch & cols., citado em Bussato) e rea&ccedil;&otilde;es de tristeza (George & cols., citado em Bussato, 2000). A resson&acirc;ncia magn&eacute;tica funcional come&ccedil;a a superar esses achados no momento em que disponibiliza tecnologia mais avan&ccedil;ada e menos invasiva e com isto, menos possibilidade de varia&ccedil;&otilde;es interindividuais que a PET e a SPECT. Estas &uacute;ltimas s&atilde;o realizadas em repouso, podendo variar de acordo com os n&iacute;veis de alerta, aten&ccedil;&atilde;o ao ambiente e atividade mental durante o per&iacute;odo de capta&ccedil;&atilde;o dos tra&ccedil;adores (radia&ccedil;&atilde;o) (Bussato, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que ainda parece dificultar um melhor entendimento sobre os transtornos mentais s&atilde;o as sutilezas das altera&ccedil;&otilde;es cerebrais ou as limita&ccedil;&otilde;es do neuroimageamento, uma vez que este procedimento deve ser sens&iacute;vel o suficiente para detectar aspectos sutis presentes nos transtornos (Rocha & cols., 2001). Hyman (2003) cita a possibilidade de falta de especificidade no que se refere &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es. Como exemplo, cita o hipocampo, estrutura cerebral estreitamente relacionada &agrave; mem&oacute;ria, que pode se apresentar em condi&ccedil;&otilde;es de atrofiamento, mas tamb&eacute;m pode ser observado em casos de transtorno de estresse p&oacute;s-traum&aacute;tico e em est&aacute;gios finais do Mal de Alzheimer.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como &eacute; poss&iacute;vel observar a partir do exposto, h&aacute; um crescente desenvolvimento nos exames de neuroimagem, mas seu uso ainda &eacute; bastante restrito em especial nas avalia&ccedil;&otilde;es realizadas por profissionais da Psicologia. Ao mesmo tempo, verifica-se a necessidade emergente de evolu&ccedil;&atilde;o nas avalia&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas, principalmente na &aacute;rea de sa&uacute;de mental. A busca de novas t&eacute;cnicas justifica-se pela possibilidade de alcan&ccedil;ar um trabalho investigativo mais preciso, que obtenha respostas mais objetivas e conseq&uuml;&ecirc;ncias mais positivas para os pacientes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este trabalho buscou discutir a necess&aacute;ria integra&ccedil;&atilde;o, em sa&uacute;de mental, da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica associada a t&eacute;cnicas, m&eacute;todos e resultados de neuroimagem. Dentre desta perspectiva, o principal objetivo &eacute; alcan&ccedil;ar uma maior precis&atilde;o diagn&oacute;stica e obter uma melhor qualifica&ccedil;&atilde;o da atividade profissional do psic&oacute;logo. Sendo o diagn&oacute;stico o primeiro passo a ser tomado e dele dependem as condutas terap&ecirc;uticas a serem seguidas, faz-se necess&aacute;rio seu aprimoramento. Dependendo da acur&aacute;cia do processo de avalia&ccedil;&atilde;o, medidas ser&atilde;o tomadas e certamente trar&atilde;o conseq&uuml;&ecirc;ncias positivas ou negativas para os pacientes, as quais poder&atilde;o garantir ou n&atilde;o um tratamento bem sucedido e com isso a melhoria da qualidade de vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Somente &eacute; poss&iacute;vel realizar tratamentos terap&ecirc;uticos adequados ap&oacute;s desenvolver id&eacute;ias claras acerca do problema. Isto implica em avan&ccedil;o metodol&oacute;gico para qualificar a natureza do diagn&oacute;stico, atrav&eacute;s da associa&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos recursos. Para tal, acredita-se que a associa&ccedil;&atilde;o entre instrumentos psicol&oacute;gicos e t&eacute;cnicas de neuroimagem deve ser explorada para precisar altera&ccedil;&otilde;es, preju&iacute;zos e perdas das fun&ccedil;&otilde;es mentais, uma vez que esta integra&ccedil;&atilde;o correlaciona achados funcionais aos estruturais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o e o diagn&oacute;stico neuropsicol&oacute;gicos &– objeto de estudo deste trabalho &– continua sendo extremamente complexo, e, portanto novos recursos cient&iacute;ficos devem servir de aliados neste processo. &Eacute; importante que novas pesquisas sejam realizadas abrangendo procedimentos t&eacute;cnico-metodol&oacute;gicos de padroniza&ccedil;&atilde;o, para se alcan&ccedil;ar uma melhor fidedignidade dos resultados. Somando-se a estes fatores, a capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais interessados neste foco de estudo &eacute; primordial para que haja crescimento e desenvolvimento de novas t&eacute;cnicas de investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como citado anteriormente, lamentavelmente, reconhece-se um baixo grau de objetividade em muitos processos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, principalmente em sa&uacute;de mental, acarretando preju&iacute;zos aos pacientes e o descr&eacute;dito dos profissionais e acad&ecirc;micos desta &aacute;rea da ci&ecirc;ncia. Esta constata&ccedil;&atilde;o impele a um imediato desenvolvimento da t&eacute;cnica, associada &agrave;s mais recentes descobertas de outras &aacute;reas da sa&uacute;de. Com todo o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia psicol&oacute;gica, n&atilde;o se concebe a perpetua&ccedil;&atilde;o do desconhecimento do psic&oacute;logo diante de novos recursos diagn&oacute;sticos como os de neuroimagem, plenamente compat&iacute;veis com os j&aacute; existentes instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o. Buscando continuamente a melhoria da qualidade do servi&ccedil;o prestado aos pacientes, cabem a estes profissionais, a amplia&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o e a conseq&uuml;ente incorpora&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias. Desta forma, construir-se-&atilde;o novas demandas dentro da &aacute;rea de sa&uacute;de mental, e o conseq&uuml;ente crescimento e reconhecimento da Psicologia como ci&ecirc;ncia e como profiss&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Abrah&atilde;o, J. I. (2001). S&iacute;ntese sobre cogni&ccedil;&atilde;o. Em <i>Anais do I Congresso sobre sa&uacute;de e trabalho</i>, Bras&iacute;lia, DF.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067521&pid=S1413-0394200700020001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alchiere, J. C., & Bandeira, D. R. (2000). Ensino da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica no Brasil. Em R. Primi (Org.), <i>Temas em avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica</i> (pp.35-39). Campinas: Ibap.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067522&pid=S1413-0394200700020001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Almeida, O. P. (1998). Mini exame do estado mental e o diagn&oacute;stico de dem&ecirc;ncia no Brasil. <i>Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 56</i>, 605-612.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067523&pid=S1413-0394200700020001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Almeida, O. P. (1999). <i>Instrumentos para a avalia&ccedil;&atilde;o de pacientes com dem&ecirc;ncia</i>. Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 26. Dispon&iacute;vel: &lt;<a href="htt://www.hcnet.usp.br" target="_blank">htt:&#47;&#47;www.hcnet.usp.br</a>&gt; Acessado em 16&#47;06&#47;2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067524&pid=S1413-0394200700020001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Anastasi, A., & Urbina, S. (2000). <i>Testagem Psicol&oacute;gica</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067525&pid=S1413-0394200700020001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bandeira, M., Costa, M. N., Del Prette, Z .A. P., Del Prette, A., & Gerk-Carneiro, E. (2000). Qualidades psicom&eacute;tricas do Invent&aacute;rio de Habilidades Sociais (IHS): Estudo sobre a estabilidade temporal e a validade concomitante. <i>Estudos de Psicologia, 5</i>, 401-419.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067526&pid=S1413-0394200700020001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Barbizet, J., & Duizabo, P. (1985). <i>Manual de neuropsicologia</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067527&pid=S1413-0394200700020001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Beck, A., & Freeman A. (1993). <i>Terapia cognitiva dos transtornos de personalidade</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067528&pid=S1413-0394200700020001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bertolucci, P. H. F., Brucki, S. M. D., Campacci, S. R., & Juliano, Y. (1994). O mini-exame do estado mental em uma popula&ccedil;&atilde;o geral: Impacto da escolaridade. <i>Arquivos de Neuro-psiquiatria, 52</i>, 1-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067529&pid=S1413-0394200700020001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Boccalandro, E. R. (2002). <i>Teste N&atilde;o-Verbal de Intelig&ecirc;ncia: G36</i>. S&atilde;o Paulo, Ed. Vetor.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067530&pid=S1413-0394200700020001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Buck, J. N. (2003). <i>H-T-P: Casa-&aacute;rvore-pessoa, t&eacute;cnica projetiva de desenho: Manual e guia de interpreta&ccedil;&atilde;o</i> (R. C. Tardivo & I. C. B. A., Trad.). S&atilde;o Paulo: Vetor (Original publicado em 1964 ).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067531&pid=S1413-0394200700020001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bussato, G. F. (2000). Imagens do funcionamento cerebral durante tarefas cognitivas e emocionais: Aplica&ccedil;&otilde;es da t&eacute;cnica de resson&acirc;ncia magn&eacute;tica funcional em psiquiatria. <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 27</i>. Dispon&iacute;vel: &lt;<a href="http://www.hcnet.usp.br" target="_blank">http:&#47;&#47;www.hcnet.usp.br</a>&gt; Acessado: 28&#47;02&#47;2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067532&pid=S1413-0394200700020001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bussato, G. F., Almeida, O. P. de, Mello, L. E. A. M., Barbosa, E. R., & Miguel, E. C. (1998). O futuro da neuropsiquiatria: Os novos m&eacute;todos de investiga&ccedil;&atilde;o e suas implica&ccedil;&otilde;es no conhecimento do funcionamento cerebral. <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 25</i>, 16-21. Dispon&iacute;vel: &lt;<a href="http://www.hcnet.usp.br" target="_blank">http:&#47;&#47;www.hcnet.usp.br</a>&gt; Acessado: 28&#47;02&#47;2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067533&pid=S1413-0394200700020001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brand&atilde;o, L. A., & Domingues, R. C. (2002). <i>Espectroscopia de pr&oacute;tons do enc&eacute;falo: Princ&iacute;pios e aplica&ccedil;&otilde;es</i>. Rio de Janeiro: Revinter.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067534&pid=S1413-0394200700020001500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brucki, S. M. D., Nitrini, R., Caramelli, P., Bertolucci, P. H. F., & Okamoto, I. H. (2003). Sugest&otilde;es para o uso do mini-exame do estado mental no Brasil. <i>Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 61</i>, 777-781.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067535&pid=S1413-0394200700020001500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conselho Federal de Psicologia (2004). <i>Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 002&#47;2003 &– Define e regulamenta o uso, a elabora&ccedil;&atilde;o e a comercializa&ccedil;&atilde;o de testes psicol&oacute;gicos e revoga a Resolu&ccedil;&atilde;o CFP n&deg; 025&#47;2001</i>. Dispon&iacute;vel: &lt;http:&#47;&#47;pol.org.br&gt; Acessado: 28&#47;07&#47;2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067536&pid=S1413-0394200700020001500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cunha, J. A., Freitas, N. K., & Raymundo, M. G. B. (1993). <i>Psicodiagn&oacute;stico &– R</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067537&pid=S1413-0394200700020001500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cronbach, L. J. (1996). <i>Fundamentos da testagem psicol&oacute;gica</i> (C. A. S. Neto & M. A. V. Veronese, Trad.). Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas. (Original publicado em 1990).Veronese, Trad.). Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas. (Original publicado em 1990).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067538&pid=S1413-0394200700020001500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dattilio, F. M., & Padeski, C. A. (1995). <i>Terapia cognitiva com casais</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067539&pid=S1413-0394200700020001500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ferreira, E. E. S. (2006). <i>Altera&ccedil;&otilde;es ocupacionais e sociais em pacientes com esquizofrenia: Rela&ccedil;&atilde;o com perfis metab&oacute;licos nos circuitos fronto-t&aacute;lamo-estriatais &agrave; resson&acirc;ncia magn&eacute;tica espectrosc&oacute;pica</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado n&atilde;o-publicada. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Cl&iacute;nica M&eacute;dica e Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de: Neuroci&ecirc;ncias, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067540&pid=S1413-0394200700020001500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Folstein, M. F., Folstein S. E., & McHugh P. R. (1975). Mini-Mental State: A practical method for grading the cognitive state of patients for clinician.<i> Journal Psychiatric Residence,12</i>, 189-198.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067541&pid=S1413-0394200700020001500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Formiga, N. S., & Mello, I. (2000). Testes psicol&oacute;gicos e t&eacute;cnicas projetivas: Uma integra&ccedil;&atilde;o para um desenvolvimento da intera&ccedil;&atilde;o interpretativa indiv&iacute;duo-psic&oacute;logo. <i>Psicologia: Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o, 20</i>, 8-11.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067542&pid=S1413-0394200700020001500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gallo, J. J., Reichel, W., & Andersen, L. M. (1995). <i>Handbook of geriatric assessment</i>. Aspen Publishers, Gaithesburg, Maryland.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067543&pid=S1413-0394200700020001500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Golberg, S. (1992). <i>Descomplicando... Neuroanatomia cl&iacute;nica</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067544&pid=S1413-0394200700020001500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hyman, S. E. (2003). Diagnosticando transtornos. <i>Scientific American &– Brasil, 2</i>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067545&pid=S1413-0394200700020001500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Holmes, D. S. (1997). <i>Psicologia dos transtornos Mentais</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067546&pid=S1413-0394200700020001500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hutz, C. S., & Nunes, C. H. S. S. (2001). <i>Escala Fatorial de Ajustamento Emocional&#47;Neuroticismo</i>. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067547&pid=S1413-0394200700020001500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jou, G. I., & Sperb, T. M. (1999). Teoria da Mente: Diferentes abordagens. <i>Psicologia Reflex&atilde;o e Critica, 12</i>, 287-306.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067548&pid=S1413-0394200700020001500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Izquierdo, I. (2002). <i>Mem&oacute;ria</i>. Porto Alegre: Artmed.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067549&pid=S1413-0394200700020001500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lafer, B., & Amaral, J. A. M. S. (2000). Espectroscopia de pr&oacute;ton por resson&acirc;ncia magn&eacute;tica: Aplica&ccedil;&otilde;es em psiquiatria. <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 27</i>. Dispon&iacute;vel: &lt;http:&#47;&#47;hcnet.usp.br&gt; Acessado: 28&#47;02&#47;2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067550&pid=S1413-0394200700020001500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Melo, L. N. (1979). <i>Psiquiatria</i>. Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067551&pid=S1413-0394200700020001500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Louren&ccedil;o, R. A. (2002). Valida&ccedil;&atilde;o do Miniexame do Estado Mental em uma unidade ambulatorial de sa&uacute;de. Tese de Doutorado. Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ. Dispon&iacute;vel: &lt;http:&#47;&#47;bvs-psi.org.br&gt; Acessado: 29&#47;07&#47;2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067552&pid=S1413-0394200700020001500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neto, A. C., Gauer, G. C., & Furtado, N. R. (2003). <i>Psiquiatria para estudantes de medicina</i>. Porto Alegre: Edipucrs.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067553&pid=S1413-0394200700020001500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neto, M. R. L., Motta, T., Wang, Y., &, Elkis, H. (1995). <i>Psiquiatria b&aacute;sica</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067554&pid=S1413-0394200700020001500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nicastri, S. (1999). Fluxo sangu&iacute;neo cerebral em dependentes de coca&iacute;na: Rela&ccedil;&otilde;es entre psicopatologia e neuroimagem. Tese de Doutorado. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psiquiatria, Faculdade de Medicina de S&atilde;o Paulo &– USP. S&atilde;o Paulo, SP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067555&pid=S1413-0394200700020001500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Noronha, A. P. P. (2002). Os problemas mais graves e mais freq&uuml;entes no uso dos testes psicol&oacute;gicos. <i>Psicologia Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 15</i>, 135-142.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067556&pid=S1413-0394200700020001500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nunes, C. H. S. S., & Hutz, C. S. (2002). O modelo dos Cinco Grandes Fatores de Personalidade. Em R. Primi (Org.), <i>Temas em avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica</i> (pp. 26-49). Campinas: Ibap.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067557&pid=S1413-0394200700020001500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Oliveira, R .L. V. (1998). Caracteriza&ccedil;&atilde;o de pacientes suicidas internadas em uma institui&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica. <i>Psico, 29</i>, 183-196.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067558&pid=S1413-0394200700020001500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pasquali. L. (2001). <i>T&eacute;cnicas de exame psicol&oacute;gico</i>. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo&#47; CFP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067559&pid=S1413-0394200700020001500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Primi, R., & Almeida, L. S. (2000). Estudo de valida&ccedil;&atilde;o da bateria de provas de racioc&iacute;nio (BPR-5). <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 16</i>, 165-173.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067560&pid=S1413-0394200700020001500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Primi, R., G&uuml;ntert, A. E. A., & Alchiere, J. C. (2000). Estudo de valida&ccedil;&atilde;o da bateria de provas de racioc&iacute;nio (BPR-5). <i>Psico, 33</i>, 53-76. Dispon&iacute;vel: &lt;<a href="http://www.bvs-psi.org.br" target="_blank">http:&#47;&#47;www.bvs-psi.org.br</a>&gt; Acessado em 29&#47;07&#47;2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067561&pid=S1413-0394200700020001500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rocha, E. T., Alves, T. C. T. F., Garrido, G. E. J., Buchpiguel, C. A., Nitrini, R., & Bussato,G. F. (2001). Novas t&eacute;cnicas de neuroimagem em psiquiatria: Qual o potencial de aplica&ccedil;&otilde;es na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. <i>Revista Brasileira de Psiquiatria, 23</i>, 58-60.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067562&pid=S1413-0394200700020001500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sassi, R. B., & Soares, J. C. (2001). Resson&acirc;ncia magn&eacute;tica estrutural nos transtornos afetivos. <i>Revista Brasileira de Psiquiatria, 23</i>, 11-14.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067563&pid=S1413-0394200700020001500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Souza, F. V., & Cambraia, S. V. (2002). <i>Testes dos rel&oacute;gios</i>. 4&ordf; edi&ccedil;&atilde;o revisada e ampliada. S&atilde;o Paulo: Vetor.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067564&pid=S1413-0394200700020001500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Souza, R. O., Ign&aacute;cio, F. A., Cunha, F. C. R., Oliveira, D. L. G., & Moll, J. (2001). Contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; neuropsicologia do comportamento executivo: Torre de Londres e teste de Wisconsin em indiv&iacute;duos normais. <i>Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 59</i>, 526-531.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067565&pid=S1413-0394200700020001500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Teri, L. T. P., Longston, R., Uomoto, J., Zarit, S., & Vitaliano, P. P. (1992). Assessment on behavioral problems in dementia: The revised memory and behavior problems <i>Checklist-Psychology and Aging, 7</i>, 622-631.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067566&pid=S1413-0394200700020001500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vaz, C. E. (1998). <i>Z-teste: T&eacute;cnica de Zulliger: Forma coletiva</i>. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067567&pid=S1413-0394200700020001500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Wood, G. M. O., Carvalho, M. R. S., Rothe-Neves, R., & Haase, V. G. (2001). Valida&ccedil;&atilde;o da Bateria de Avalia&ccedil;&atilde;o da Mem&oacute;ria de Trabalho (BAMT-UFMG). <i>Psicologia Reflex&atilde;o e Critica, 14</i>, 325-341.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=067568&pid=S1413-0394200700020001500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="end2"></a><a href="#end"><img src="/img/revistas/aletheia/n26/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></b>    <br>   <b>E-mail</b>: <a href="mailto:cacavi@terra.com.br">cacavi@terra.com.br</a></font></p>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em novembro    de 2005    <br> Aceito em agosto de 2007</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="1a"></a><a href="#1">*</a></sup> Carolina Vieira: psic&oacute;loga do Hospital Esp&iacute;rita Porto Alegre; especialista em Psicologia Cl&iacute;nica com &ecirc;nfase em Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica (UFRGS).    <br>   <sup><a name="2a"></a><a href="#2">**</a> </sup>Eliane da Silva Moreira Fay: psic&oacute;loga do Hospital Esp&iacute;rita Porto Alegre; especialista em Psicologia Cl&iacute;nica com &ecirc;nfase em Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica (UFRGS).     <br> <sup><a name="3a"></a><a href="#3">***</a></sup> Lucas Neiva-Silva: psic&oacute;logo; professor do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Psicologia Cl&iacute;nica nas &ecirc;nfases de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica e Sa&uacute;de Comunit&aacute;ria (UFRGS).</font></p>       ]]></body>
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