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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avós/cuidadoras e seus netos com de&#64257;ciência: uma experiência em musicoterapia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Grandmothers/carers and their disabled grandchildren: an experience in music therapy]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Extensive family, such as grandparents, may help to relieve the stress caused by the birth of a disabled infant. Studies even suggest that grandparents be included in intervention programs. Also, music therapy has proven to be useful in dealing with emotional difficulties. The aim of this research was to observe the interaction between dyads of grandmothers/carers and their disabled grandchildren in a musical activity situation. A sequence of musical activities was organized, during a 50-minute session. Results suggest that musical context may help interaction between grandmother and grandchild, despite the child's disability. Musical elements were facilitators of infants and grandmothers' emotional expressions, mainly positive emotions and attitudes. Infants with disabilities showed a disposition to interactive exchanges and musicality and results suggest that music therapy may help improve emotional health of families with disabled children.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS DE PESQUISA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Av&oacute;s&#47;cuidadoras e seus netos com de&#64257;ci&ecirc;ncia:  uma experi&ecirc;ncia em musicoterapia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Grandmothers&#47;carers and their disabled grandchildren: an experience in music therapy</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Fabiana Leite Rabello Mariano; Geraldo A. Fiamenghi Jr.</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="end"></a><a href="#end2">Endere&ccedil;o para contato</a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Membros da fam&iacute;lia extensa, como av&oacute;s, podem auxiliar a aliviar o estresse causado pelo nascimento de uma crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia. Estudos sugerem que os avos sejam inclu&iacute;dos em programas de interven&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m foi comprovado que a musicoterapia &eacute; &uacute;til para lidar com dificuldades emocionais. O objetivo desse trabalho foi observar a intera&ccedil;&atilde;o entre d&iacute;ades de av&oacute;s&#47;cuidadoras e seus netos com defici&ecirc;ncia em uma atividade musical. Organizou-se uma sequ&ecirc;ncia de atividades musicais durante uma sess&atilde;o de 50 minutos. Os resultados sugerem que o contexto musical pode auxiliar na intera&ccedil;&atilde;o entre av&oacute; e neto, apesar da defici&ecirc;ncia da crian&ccedil;a. Os elementos musicais foram facilitadores para a express&atilde;o emocional dos beb&ecirc;s e de suas av&oacute;s, principalmente express&otilde;es e atitudes positivas. Os beb&ecirc;s com defici&ecirc;ncia demonstraram uma disposi&ccedil;&atilde;o para envolver-se em trocas interativas e musicais, sugerindo que a musicoterapia pode auxiliar no desenvolvimento da saude emocional de fam&iacute;lias de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Defici&ecirc;ncia, Av&oacute;s, Musicoterapia.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Extensive family, such as grandparents, may help to relieve the stress caused by the birth of a disabled infant. Studies even suggest that grandparents be included in intervention programs. Also, music therapy has proven to be useful in dealing with emotional difficulties. The aim of this research was to observe the interaction between dyads of grandmothers&#47;carers and their disabled grandchildren in a musical activity situation. A sequence of musical activities was organized, during a 50-minute session. Results suggest that musical context may help interaction between grandmother and grandchild, despite the child's disability. Musical elements were facilitators of infants and grandmothers' emotional expressions, mainly positive emotions and attitudes. Infants with disabilities showed a disposition to interactive exchanges and musicality and results suggest that music therapy may help improve emotional health of families with disabled children.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Disability, Grandparents, Music therapy.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A capacidade terap&ecirc;utica da m&uacute;sica tem sido reconhecida cienti&#64257;camente desde a segunda metade do s&eacute;culo XX, quando estudos sistem&aacute;ticos utilizando a m&uacute;sica como instrumento terap&ecirc;utico foram realizados nos EUA, com o objetivo de tratar a depress&atilde;o p&oacute;s-guerra, assim como na Argentina, com o tratamento da depress&atilde;o p&oacute;s-p&oacute;lio, sendo criados os primeiros cursos para musicoterapeutas (Costa, 1989). A Federa&ccedil;&atilde;o Mundial de Musicoterapia (WMTF) de&#64257;ne musicoterapia como</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>(...) a utiliza&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica e&#47;ou dos elementos musicais (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta quali&#64257;cado, com um paciente ou grupo, num processo organizado para facilitar e promover a comunica&ccedil;&atilde;o, os relacionamentos, aprendizagem, mobiliza&ccedil;&atilde;o, express&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o e outros objetivos terap&ecirc;uticos relevantes, para que atinjam as necessidades f&iacute;sicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A musicoterapia objetiva desenvolver os potenciais ou restaurar as fun&ccedil;&otilde;es do indiv&iacute;duo, para que ele&#47;ela atinja uma integra&ccedil;&atilde;o intra e interpessoal mais adequada e, consequentemente, uma qualidade de vida mais satisfat&oacute;ria, por meio da preven&ccedil;&atilde;o, reabilita&ccedil;&atilde;o ou tratamento</i>. (WFMT, 1996, s&#47;p)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma contribui&ccedil;&atilde;o importante para a musicoterapia foi o conceito de identidade sonora musical (ISO) de Benenzon (1985), que se refere a toda a complexidade de sons que integram os aspectos psico&#64257;siol&oacute;gicos de cada pessoa. Por meio da ISO do paciente, o musicoterapeuta pode estabelecer os objetivos e desenvolvimento do seu trabalho, de forma que os sentimentos desorganizados e as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais con&#64258;itantes possam ser resolvidos por meio das experi&ecirc;ncias musicais. A musicoterapia n&atilde;o se restringe a uma patologia espec&iacute;&#64257;ca, mas opera numa extensa faixa de possibilidades, levando em conta caracter&iacute;sticas individuais, sociais e culturais (Trevarthen &amp; Maloch, 2000; Ilari, 2005; Schaler, 2005; Hatem, Lira &amp; Mattos, 2006; Todres, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento infantil, os beb&ecirc;s nascem com a capacidade de relacionar-se e comunicar-se com os estados psicol&oacute;gicos de outras pessoas. Esta habilidade &eacute; denominada intersubjetividade inata, isto &eacute; &ldquo;a capacidade que permite aos beb&ecirc;s envolver-se em trocas de sentimentos, interesses e inten&ccedil;&otilde;es com outras pessoas (Trevarthen, 1999, p.13). Fiamenghi (1999) e Fiamenghi, Vedovato, Meirelles &amp; Shimoda (2010) referem-se &agrave; empatia emocional como fundamental para a comunica&ccedil;&atilde;o, com o sentido de que &ldquo;a empatia nas rela&ccedil;&otilde;es m&atilde;e-beb&ecirc; parece ser a base para a modula&ccedil;&atilde;o do relacionamento do beb&ecirc; com outras pessoas (Fiamenghi, 1999, p.33). Stern (1992) acrescenta a import&acirc;ncia da sintonia afetiva, uma forma prim&aacute;ria de compartilhar as experi&ecirc;ncias subjetivas. Os crit&eacute;rios considerados por Stern (1992) ao investigar a presen&ccedil;a de sintonia afetiva parecem convergir para o conceito de pulsa&ccedil;&atilde;o motivacional intr&iacute;nseca (IPM), de&#64257;nido por Trevarthen (1999) que o descreve como sendo uma pulsa&ccedil;&atilde;o interna, que faz com que o beb&ecirc;, desde a mais tenra idade, estabele&ccedil;a com sua m&atilde;e uma sintonia de movimentos e express&otilde;es e varia&ccedil;&otilde;es mel&oacute;dicas com a voz. Deste ponto de vista, o beb&ecirc; j&aacute; se reconhece como um ser separado de sua m&atilde;e (Stern, 1992; Papapeliou &amp; Trevarthen, 1994; Trevarthen, 1994; Trevarthen, Kokkinaki &amp; Fiamenghi, 1997; Trevarthen, 1999). A Teoria da Intersubjetividade Inata clari&#64257;ca e apoia a compreens&atilde;o do papel da m&uacute;sica nas rela&ccedil;&otilde;es dos beb&ecirc;s com o mundo. Trevarthen e Maloch (2000) a&#64257;rmam que esta comunica&ccedil;&atilde;o intersubjetiva &eacute; poss&iacute;vel justamente porque a m&uacute;sica proporciona uma express&atilde;o qualitativa dos sentimentos humanos, como se fosse um forte impulso inato. Para Trevarthen (2006), a musicalidade presente nos beb&ecirc;s funcionaria como um processo de relacionamento social. Por meio de brincadeiras musicais, can&ccedil;&otilde;es e gestos os beb&ecirc;s aprendem a atrair a aten&ccedil;&atilde;o dos entes queridos e a obter sua aprova&ccedil;&atilde;o, colaboram para relacionar-se com eles e com quem estiver ao seu redor. Curiosamente, as can&ccedil;&otilde;es infantis cantadas pelas m&atilde;es em diferentes culturas, apresentam tra&ccedil;os comuns de emo&ccedil;&otilde;es e princ&iacute;pios est&eacute;ticos. Compreendemos, portanto, que a presen&ccedil;a da m&uacute;sica na vida do ser humano &eacute; signi&#64257;cativa, na medida em que tem suas ra&iacute;zes nos prim&oacute;rdios de sua constitui&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica e que elementos musicais b&aacute;sicos como a no&ccedil;&atilde;o de pulso, ritmo, melodia, constituem a base para a comunica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando se pensa nas rela&ccedil;&otilde;es familiares, pode-se a&#64257;rmar que a chegada de um &#64257;lho cria uma s&eacute;rie de expectativas, tanto para aqueles que planejaram o momento da gravidez quanto para aqueles que n&atilde;o planejaram, pois o nascimento de uma crian&ccedil;a gera mudan&ccedil;as na estrutura familiar. A&#64257;nal, a partir deste momento o casal passar&aacute; a desempenhar um novo papel devendo se organizar para cuidar deste beb&ecirc; (Fiamenghi &amp; Messa, 2007). Segundo Silva e Dessen (2001), o nascimento de uma crian&ccedil;a com de&#64257;ci&ecirc;ncia mental na fam&iacute;lia gera um grande impacto em seus membros, levando certo tempo para esta fam&iacute;lia se reestruturar. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o de av&oacute;s na cria&ccedil;&atilde;o e apoio nos cuidados com os netos, acredita-se que subsistemas av&oacute;s e netos com de&#64257;ci&ecirc;ncias tamb&eacute;m existam, colaboram para a reestrutura&ccedil;&atilde;o familiar inicial e, provavelmente, continuam auxiliando a fam&iacute;lia ao longo dos anos, quando a m&atilde;e muitas vezes se encontra sem condi&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas e emocionais para os cuidados com a crian&ccedil;a com de&#64257;ci&ecirc;ncia (Nunes &amp; Vilarinho, 2001; Silva &amp; Salom&atilde;o, 2003; Chacon, Defendi &amp; Felippe, 2007; Fiamenghi &amp; Messa, 2007). Alguns estudos ainda revelam que a participa&ccedil;&atilde;o de av&oacute;s neste contexto pode ser ben&eacute;&#64257;ca, sobretudo no al&iacute;vio do stress, no apoio emocional, ou at&eacute; mesmo econ&ocirc;mico (Dessen &amp; Braz, 2000; Trute, 2003; Pit-Ten Cate, Hastings, Johnson &amp; Titus, 2007).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo deste estudo, portanto, foi observar as intera&ccedil;&otilde;es entre av&oacute;s e seus netos com de&#64257;ci&ecirc;ncias durante uma situa&ccedil;&atilde;o de atividade musical.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo qualitativo investigat&oacute;rio foi desenvolvido em uma escola de m&uacute;sica de uma cidade do interior de Minas Gerais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Participantes</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4 beb&ecirc;s, de 10 a 27 meses de idade, com suas av&oacute;s participaram deste estudo. Embora tecnicamente a faixa et&aacute;ria esteja ligeiramente acima, optamos consider&aacute;-los todos &ldquo;beb&ecirc;s" devido &agrave; extens&atilde;o das de&#64257;ci&ecirc;ncias das crian&ccedil;as, A inclus&atilde;o de duas d&iacute;ades beb&ecirc;s-cuidadoras mostra a realidade de cidades do interior, onde, &agrave;s vezes, vizinhos assumem a posi&ccedil;&atilde;o de membro da fam&iacute;lia, com todo o envolvimento afetivo presente. Compreendemos que possam existir diferen&ccedil;as entre as formas vinculares entre av&oacute;- neto(a) e cuidadora-neto(a). Contudo mantemos a posi&ccedil;&atilde;o de que os v&iacute;nculos afetivos podem ser t&atilde;o fortes quanto os da fam&iacute;lia original.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As d&iacute;ades beb&ecirc;-av&oacute; foram de&#64257;nidas da seguinte maneira:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Av&oacute;-beb&ecirc; 1</i>: cuidadora e beb&ecirc; de 10 meses, do sexo feminino, com atraso global do desenvolvimento, devido a maus-tratos. Ela sofre de re&#64258;uxo gastroesof&aacute;gico e sua postura postural tem que ser observada continuamente. A cuidadora leva o beb&ecirc; a diferentes terapias e assume todo o cuidado di&aacute;rio com ela.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Av&oacute;-beb&ecirc; 2</i>: cuidadora e beb&ecirc; de 22 meses, do sexo masculino, que sofreu choque ana&#64257;l&aacute;tico aos 12 meses, resultando em paralisia cerebral, com movimentos restritos aos olhos e &agrave; cabe&ccedil;a. Ele n&atilde;o pode falar e &eacute; alimentado por sonda g&aacute;strica. A cuidadora conheceu o beb&ecirc; no hospital, quando ele se recuperava do choque e, desde ent&atilde;o, &eacute; ligada a ele e &agrave; fam&iacute;lia, auxiliando os pais nos cuidados di&aacute;rios com o beb&ecirc; e tamb&eacute;m com a casa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Av&oacute;-beb&ecirc; 3</i>: av&oacute; (paterna) e beb&ecirc; de 24 meses com s&iacute;ndrome de Down, do sexo masculino. A av&oacute; ajuda a m&atilde;e nos cuidados di&aacute;rios com o beb&ecirc;, que havia sofrido uma cirurgia card&iacute;aca pouco tempo antes do in&iacute;cio da pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Av&oacute;-beb&ecirc; 4</i>: av&oacute; (materna) e beb&ecirc; de 27 meses, do sexo feminino. O beb&ecirc; nasceu com de&#64257;ci&ecirc;ncia motora, que interfere em sua coordena&ccedil;&atilde;o e impede a locomo&ccedil;&atilde;o. A m&atilde;e trabalha em per&iacute;odo integral e a av&oacute; &eacute; respons&aacute;vel pelo cuidado di&aacute;rio do beb&ecirc;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Instrumentos</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Gravador digital.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Instrumentos musicais: piano, teclado, instrumentos de percuss&atilde;o adequados para beb&ecirc;s, como chocalhos, afox&eacute; e pau de chuva (aprovados pelo Inmetro).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Objetos artesanais desenvolvidos para o encontro, como fantoches, cart&otilde;es com imagens; CDs infantis e partituras musicais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A sele&ccedil;&atilde;o dos participantes desta pesquisa foi realizada ap&oacute;s uma visita a duas institui&ccedil;&otilde;es de atendimento especializado a pessoas com de&#64257;ci&ecirc;ncias da cidade. O contato foi estabelecido com as assistentes sociais e equipe administrativa, sendo apresentado o projeto, os objetivos da pesquisa e a solicita&ccedil;&atilde;o de colabora&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o no sentido de fornecer os nomes, endere&ccedil;os e dados necess&aacute;rios para a comunica&ccedil;&atilde;o com as fam&iacute;lias. Ap&oacute;s o contato inicial com os participantes, foi oferecida uma Carta de Informa&ccedil;&otilde;es, com os objetivos da pesquisa e um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, assinado pelos pais ou respons&aacute;veis e pelas av&oacute;s. As atividades foram, ent&atilde;o, agendadas de acordo com a disponibilidade das av&oacute;s. Os comportamentos das av&oacute;s em rela&ccedil;&atilde;o aos beb&ecirc;s e destes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s av&oacute;s foram observados e anotados nas &#64257;chas de registros. Foram anotados todos os comportamentos das duplas e o encontro gravado para posterior an&aacute;lise dos dados. Devido a di&#64257;culdades de hor&aacute;rio e organiza&ccedil;&atilde;o das av&oacute;s participantes da pesquisa, foi poss&iacute;vel realizar apenas um encontro com cada d&iacute;ade av&oacute;-beb&ecirc;, que durou aproximadamente 45 minutos, com v&aacute;rias atividades:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Chegada:</i> canto inicial onde se cumprimentou cada beb&ecirc; pelo seu nome. O objetivo foi marcar o in&iacute;cio das atividades. </p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Hora do canto:</i> foram apresentadas can&ccedil;&otilde;es infantis do cancioneiro popular <i>(Todos os Patinhos; Poc-Poc; Enrola, Enrola)</i>, sempre acompanhadas de elementos concretos como fantoches, gravuras, objetos coloridos sonoros e instrumentos musicais. O objetivo foi preparar o grupo para as demais atividades e tamb&eacute;m proporcionar ao beb&ecirc; o contato com a voz por meio do canto livre, al&eacute;m de estimular o beb&ecirc; para suas possibilidades vocais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Movimenta&ccedil;&atilde;o corporal:</i> foi apresentada uma can&ccedil;&atilde;o (<i>O Pequeno Campon&ecirc;s</i>, de Schumann, op. 68), e as av&oacute;s, na medida das suas possibilidades f&iacute;sicas, desenvolveram os movimentos com as crian&ccedil;as sempre respeitando o desejo da crian&ccedil;a e acreditando em suas capacidades, como dan&ccedil;ar em roda, movimentar os membros do corpo seguindo ritmos, intensidades e alturas dos sons. O objetivo desta atividade foi colaborar sensorialmente para o desenvolvimento dos beb&ecirc;s, por meio de est&iacute;mulos sonoros e corporais, al&eacute;m de proporcionar um momento descontra&iacute;do com os movimentos da dan&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Compartilhando saberes:</i> novamente sentadas em c&iacute;rculo, de prefer&ecirc;ncia em almofadas, foi o momento em que as av&oacute;s puderam cantar ou contar hist&oacute;rias de sua inf&acirc;ncia. O objetivo foi valorizar as experi&ecirc;ncias das av&oacute;s, possibilitando a continuidade dos seus rituais familiares no que tange &agrave;s can&ccedil;&otilde;es e brincadeiras de inf&acirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Percep&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica e mel&oacute;dica:</i> momentos de improvisa&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o livre de instrumentos musicais, como o afox&eacute; e o pau de chuva, acompanhados ou n&atilde;o pelo piano. Audi&ccedil;&atilde;o de pequenas pe&ccedil;as musicais <i>(Chuva Caindo)</i>, sempre chamando a aten&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a para sons, ritmos alturas, mesmo que aparentemente n&atilde;o esteja havendo uma compreens&atilde;o por parte da crian&ccedil;a. O objetivo nesta atividade foi desenvolver a percep&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica e mel&oacute;dica do beb&ecirc; fornecendo a sua acultura&ccedil;&atilde;o, ou seja, possibilitar o contato com tonalidades e m&eacute;tricas da sua cultura.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Relaxamento:</i> neste momento, o beb&ecirc; e a av&oacute; ouviram hist&oacute;rias gravadas ou, pe&ccedil;as tranquilas (<i>Can&ccedil;&atilde;o de Ninar</i>, op. 68, n. 5, de Grieg). O objetivo foi buscar um momento de maior intera&ccedil;&atilde;o entre av&oacute;&#47;beb&ecirc;. Tamb&eacute;m foi uma pausa, de maior tranquilidade, para que o beb&ecirc; pudesse ter seu espa&ccedil;o de express&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Despedida:</i> Cantou-se uma can&ccedil;&atilde;o de despedida emitindo o nome do beb&ecirc;. O objetivo foi demarcar a &#64257;naliza&ccedil;&atilde;o do encontro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a sele&ccedil;&atilde;o das m&uacute;sicas e dos instrumentos musicais, os crit&eacute;rios utilizados se deram a partir das obras de Gainza (1964) e Gordon (2003). Assim, para as m&uacute;sicas, os crit&eacute;rios foram: melodias simples para a memoriza&ccedil;&atilde;o; cantigas folcl&oacute;ricas mais conhecidas; melodias cl&aacute;ssicas mais conhecidas que eventualmente pudessem estar no imagin&aacute;rio das av&oacute;s; padr&otilde;es r&iacute;tmicos e mel&oacute;dicos bem de&#64257;nidos; qualidade do som agrad&aacute;vel e relaxante; variedade de timbres e alturas de som; melodias sem palavras para &#64257;xa&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es mel&oacute;dicos e r&iacute;tmicos para manter o interesse na m&uacute;sica e n&atilde;o na linguagem. Para os instrumentos musicais, os crit&eacute;rios foram: instrumentos de f&aacute;cil manejo pelos beb&ecirc;s; instrumentos que pudessem ser lavados ou desinfetados; que possu&iacute;ssem um som de intensidade fraca a m&eacute;dia; que tivessem timbres diferenciados, divertidos, inusitados e tradicionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade, processo CEP&#47;UPM n&ordm; 1046&#47;05&#47;2008 e CAAE n&ordm; 0023.0.272.000-08.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados e Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados levantados foram categorizados a partir da proposta de Fiamenghi (1999) e as categorias adaptadas para a an&aacute;lise dos comportamentos das d&iacute;ades e de seus comportamentos frente aos elementos musicais (sonoridades, ritmos, brinquedos sonoros), m&uacute;sicas e instrumentos musicais, entendendo que a proposta musical &eacute; parte indissoci&aacute;vel deste momento, pois tais elementos funcionam como facilitadores do encontro intersubjetivo. Foram estabelecidas tr&ecirc;s categorias negociadoras:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Intera&ccedil;&atilde;o</i> (av&oacute; e beb&ecirc; est&atilde;o envolvidos em algum tipo de intera&ccedil;&atilde;o, come&ccedil;ando com um olhar na dire&ccedil;&atilde;o do outro, chamando sua aten&ccedil;&atilde;o com algum instrumento, a av&oacute; dirigindo alguma fala ao beb&ecirc;, ou o beb&ecirc; se dirigindo &agrave; av&oacute;; balbucios; sorrisos, risos, apontar, acenar, olhar para o outro e manter o olhar &#64257;xo no outro);</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Convite</i> (a av&oacute; ou o beb&ecirc; tenta fazer contato, mas n&atilde;o obt&eacute;m sucesso, isto &eacute;, um dos dois n&atilde;o responde. O convite tem o potencial para criar novas intera&ccedil;&otilde;es);</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Imita&ccedil;&atilde;o</i> (a av&oacute; ou o beb&ecirc; reproduz o comportamento do outro; tenta reproduzir o comportamento do outro, mas &eacute; apenas parcialmente bem sucedido; a dupla se comporta da mesma maneira, ao mesmo tempo).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tamb&eacute;m foram criadas nove categorias emocionais:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Curiosidade</i> (esta categoria depende inteiramente do olhar e envolve arregalar os olhos; dirigir-se aos objetos apresentados, tentar peg&aacute;-los, experiment&aacute;-los);</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Felicidade</i> (sorrisos ou risos olhando para a pr&oacute;pria imagem ou para a av&oacute;, al&eacute;m de express&otilde;es de alegria relacionadas &agrave;s atividades desenvolvidas e aos instrumentos apresentados);</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Surpresa</i> (arregalar os olhos, juntamente com express&otilde;es vocais que denotem a surpresa, como " ah', "oh'; levantar as sobrancelhas; abrir a boca, enquanto olha para o motivo da surpresa);</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Aten&ccedil;&atilde;o</i> (o beb&ecirc; olhar e manter o olhar na av&oacute; e vice-versa, ou na pesquisadora, ou instrumentos, ou participar da atividade);</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Cuidado</i> (comportamentos que denotem carinho e preocupa&ccedil;&atilde;o tanto da av&oacute; para com o beb&ecirc;, quanto do beb&ecirc; para com a av&oacute;, como acariciar, abra&ccedil;ar, beijar, bem como preocupa&ccedil;&atilde;o com o estado f&iacute;sico e emocional do beb&ecirc;);</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Indiferen&ccedil;a</i> (deixar de olhar para o outro beb&ecirc; ou av&oacute; e olhar em outra dire&ccedil;&atilde;o Tamb&eacute;m foram considerados os seguintes comportamentos: buscar outros instrumentos ou objetos em detrimento dos instrumentos oferecidos para o beb&ecirc;; a av&oacute; deixar o beb&ecirc; e conversar com a pesquisadora assuntos fora do contexto);</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Distra&ccedil;&atilde;o</i> (parar de olhar para a av&oacute;, beb&ecirc; ou pesquisadores quando durante a realiza&ccedil;&atilde;o de cada atividade e realizar algo fora do contexto);</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Inquieta&ccedil;&atilde;o</i> (mover-se de um lado para o outro, ou para cima e para baixo, franzir as sobrancelhas e fazer caretas; o beb&ecirc; se estiver no colo, querer descer. A av&oacute; olhar as horas, questionar o tempo restante da atividade);</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Irrita&ccedil;&atilde;o</i> (come&ccedil;ar a &#64257;car irritado ou choroso; jogar os instrumentos, gritar, manifestando nega&ccedil;&atilde;o &agrave; proposta; A av&oacute; perder a paci&ecirc;ncia com o beb&ecirc;, chamando sua aten&ccedil;&atilde;o).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As categorias emocionais foram agrupadas em positivas (Curiosidade, Felicidade, Surpresa, Aten&ccedil;&atilde;o e Cuidado) e negativas (Indiferen&ccedil;a, Distra&ccedil;&atilde;o, Inquieta&ccedil;&atilde;o, Irrita&ccedil;&atilde;o). Embora os pesquisadores tenham clareza de que os nomes das categorias podem indicar situa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o seriam tradicionalmente designadas como "emo&ccedil;&otilde;es', sua escolha deu-se porque as emo&ccedil;&otilde;es pareceram dirigir estes comportamentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os comportamentos analisados foram considerados em cada momento do encontro, ou seja, Entrada, Canto, Movimento Corporal, Compartilhando Saberes, Percep&ccedil;&atilde;o Sonora e R&iacute;tmica, Relaxamento e Despedida. Os referenciais utilizados para a formula&ccedil;&atilde;o das atividades deste encontro basearam-se, sobretudo, da &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o musical, por&eacute;m levando em considera&ccedil;&atilde;o princ&iacute;pios da musicoterapia, como por exemplo, o princ&iacute;pio de ISO (Identidade sonora do paciente). A an&aacute;lise descritiva foi realizada por d&iacute;ade e, ao &#64257;nal, uma compara&ccedil;&atilde;o entre elas, destacando os comportamentos e resultados mais relevantes, estabelecendo alguns padr&otilde;es de compara&ccedil;&atilde;o entre elas, com a ajuda dos di&aacute;rios de campo. Esta compara&ccedil;&atilde;o ser&aacute; apresentada a seguir.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas Categorias Negociadoras, o aspecto Intera&ccedil;&atilde;o apareceu em todas as quatro d&iacute;ades, sobretudo nas cuidadoras, momento em que pudemos observar uma inten&ccedil;&atilde;o de estimular os beb&ecirc;s demonstrando uma preocupa&ccedil;&atilde;o com o seu desenvolvimento cognitivo. Veri&#64257;camos uma diferen&ccedil;a entre a av&oacute; paterna e a av&oacute; materna, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s categorias analisadas. Na rela&ccedil;&atilde;o av&oacute; materna&#47;beb&ecirc; (d&iacute;ade 4), as intera&ccedil;&otilde;es foram em maior frequ&ecirc;ncia. Na rela&ccedil;&atilde;o av&oacute; paterna&#47;beb&ecirc; (d&iacute;ade 3), a av&oacute; convida, por&eacute;m sem &ecirc;xito. Assim as intera&ccedil;&otilde;es desta dupla s&atilde;o as menos frequentes. Algumas hip&oacute;teses foram formuladas a respeito desta circunst&acirc;ncia, como a di&#64257;culdade estar relacionada &agrave; de&#64257;ci&ecirc;ncia do beb&ecirc;; ou a um problema de estabelecimento do v&iacute;nculo; ou at&eacute; mesmo a timidez da av&oacute; diante da proposta musical apresentada, o ambiente novo, ou a presen&ccedil;a de observadores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Abaixo, a &#64257;gura 1 mostra as situa&ccedil;&otilde;es interativas presentes nas 4 d&iacute;ades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aletheia/n34/34a11f1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas Categorias Emocionais, Cuidado registrado nas av&oacute;s cuidadoras apareceu em maior frequ&ecirc;ncia do que nas d&iacute;ades 3 e 4. Deduzimos que este fato pode estar relacionado &agrave; responsabilidade assumida por elas em rela&ccedil;&atilde;o aos beb&ecirc;s, que foi volunt&aacute;ria e n&atilde;o fruto da obrigatoriedade do v&iacute;nculo familiar. As categorias Aten&ccedil;&atilde;o e Cuidado apresentadas pelas av&oacute;s foram sempre relacionadas &agrave;s atitudes e a&ccedil;&otilde;es dos netos. Os beb&ecirc;s, ao contr&aacute;rio, apresentaram a aten&ccedil;&atilde;o voltada para as atividades musicais. Evidenciamos uma din&acirc;mica de inten&ccedil;&otilde;es positivas por parte das av&oacute;s, ou seja, elas queriam que seus beb&ecirc;s aproveitassem a oportunidade de serem estimulados. Todas as av&oacute;s participantes demonstraram interesse pela atividade musical como sendo uma oportunidade de desenvolvimento para os beb&ecirc;s, e de alguma forma, j&aacute; tinham ouvido relatos sobre os benef&iacute;cios da m&uacute;sica na melhora das crian&ccedil;as. Ruud (1990) espera que a utiliza&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica possa trazer al&iacute;vio para problemas da vida, e foi neste sentido que nos empenhamos em encontrar elementos que pudessem validar a utiliza&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica com &#64257;nalidade terap&ecirc;utica, sobretudo na situa&ccedil;&atilde;o do estabelecimento de v&iacute;nculos afetivos quando da presen&ccedil;a da de&#64257;ci&ecirc;ncia. Nos dados levantados no decorrer desta pesquisa observamos que a m&uacute;sica cont&eacute;m estes elementos facilitadores. Nos quatro casos apresentados, de alguma forma o contexto musical causou um impacto nos comportamentos descritos, tanto das av&oacute;s quanto dos beb&ecirc;s nas duas categorias analisadas, negociadoras e emocionais. Observamos empenho de todas as av&oacute;s em estimular os beb&ecirc;s e inseri-los no contexto do encontro, fato que se evidenciou pelo n&uacute;mero de intera&ccedil;&otilde;es. A categoria aten&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m apareceu in&uacute;meras vezes no comportamento das av&oacute;s, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o aos beb&ecirc;s, ou seja, as av&oacute;s estavam totalmente concentradas nas atitudes dos beb&ecirc;s, acreditando que eles eram capazes de interagirem nas situa&ccedil;&otilde;es apresentadas, independentemente de suas de&#64257;ci&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Figura 2, abaixo, demonstra os comportamentos emocionais apresentados pelas d&iacute;ades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aletheia/n34/34a11f2.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fiamenghi (1999) a&#64257;rma que estamos come&ccedil;ando a compreender que os beb&ecirc;s t&ecirc;m uma vida mental, e que nascem prontos para participarem da vida social, al&eacute;m de estarem desejosos disso, e na presente pesquisa as av&oacute;s contribu&iacute;ram para esta participa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apenas uma dupla apresentou di&#64257;culdades para estabelecer intera&ccedil;&otilde;es, com a presen&ccedil;a comportamentos negativos, como irrita&ccedil;&atilde;o, inquieta&ccedil;&atilde;o e desaten&ccedil;&atilde;o. Apesar das tentativas da av&oacute; em estabelecer a intera&ccedil;&atilde;o, elas n&atilde;o se deram facilmente e a av&oacute; aparentou certo distanciamento do beb&ecirc;. Estes dados nos &#64257;zeram supor algumas causas, dentre elas, as caracter&iacute;sticas da de&#64257;ci&ecirc;ncia do beb&ecirc;, ou di&#64257;culdades apresentadas pela fam&iacute;lia na supera&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a da crian&ccedil;a com de&#64257;ci&ecirc;ncia na din&acirc;mica familiar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados das observa&ccedil;&otilde;es revelaram que os momentos do "Canto' e da "Percep&ccedil;&atilde;o', foram os mais ricos em emo&ccedil;&otilde;es positivas como Felicidade e Curiosidade bem como de Intera&ccedil;&otilde;es. Estes dois momentos apresentaram o maior n&uacute;mero de can&ccedil;&otilde;es e de instrumentos musicais, consequentemente tamb&eacute;m em n&uacute;mero de sonoridades e possibilidades de descobertas e liberdade de express&atilde;o, talvez esta seja a explica&ccedil;&atilde;o mais adequada para o aumento de emo&ccedil;&otilde;es positivas. Este dado leva-nos &agrave;s a&#64257;rma&ccedil;&otilde;es de Papaeliou e Trevarthen (1994), que os beb&ecirc;s j&aacute; com seis meses teriam uma percep&ccedil;&atilde;o excelente para tra&ccedil;os musicais do ritmo, altura do som, harmonia, e melodia. Tais elementos musicais introduzidos na intera&ccedil;&atilde;o m&atilde;e&#47;beb&ecirc; seriam, portanto, facilitadores desta comunica&ccedil;&atilde;o (Papaeliou &amp; Trevarthen, 1994; Trevarthen, 1994). Tamb&eacute;m houve uma correspond&ecirc;ncia nas atitudes positivas das av&oacute;s, que no caso, apresentaram um grande n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o e cuidado, aparentando uma sintonia no relacionamento. Trevarthen e Maloch (2000) a&#64257;rmam que esta comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel justamente porque a m&uacute;sica proporciona uma express&atilde;o qualitativa dos sentimentos humanos, como se fosse um forte impulso inato.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Schaller (2005, p.66) a&#64257;rma que &ldquo;no di&aacute;logo n&atilde;o verbal, s&atilde;o expressas coisas que di&#64257;cilmente podem ser ditas com palavras &ndash; como determinadas emo&ccedil;&otilde;es". Uma das consequ&ecirc;ncias mais importantes da terapia com m&uacute;sica &eacute; a transforma&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios sentimentos em algo aud&iacute;vel e compreens&iacute;vel. Assim, as emo&ccedil;&otilde;es positivas foram as mais observadas, presentes em todas as duplas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contudo, mesmo os sentimentos negativos registrados em uma das duplas s&atilde;o tamb&eacute;m relevantes porque foram suscitados pelo contexto musical e, sobretudo, pela tentativa de intera&ccedil;&atilde;o da dupla. Sendo assim, entendemos que a proposta musical apresentada nesta pesquisa, proporcionou uma situa&ccedil;&atilde;o de mobiliza&ccedil;&atilde;o de afetos. Como a&#64257;rma Stern (1992), a m&atilde;e e o beb&ecirc; necessitam participar da sintonia do afeto para chegarem &agrave; intersubjetividade afetiva; transpondo esta a&#64257;rma&ccedil;&atilde;o para a presente situa&ccedil;&atilde;o, a sintonia afetiva entre av&oacute;s e netos ocorreu, con&#64257;rmando, portanto, que o encontro intersubjetivo &eacute; carregado de emo&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No momento "Compartilhando Saberes', tamb&eacute;m houve a intera&ccedil;&atilde;o das duplas, por&eacute;m, em menor n&uacute;mero. As av&oacute;s cantaram para os beb&ecirc;s, mas com muita di&#64257;culdade. Foi uma situa&ccedil;&atilde;o de reviver aspectos de suas vidas pessoais e entrar em contato com suas lembran&ccedil;as, o que causou muita emo&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m aos poucos estas lembran&ccedil;as acabaram por modi&#64257;car positivamente a situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A atividade de "Movimenta&ccedil;&atilde;o Corporal' aparentou ser a de menor intera&ccedil;&atilde;o entre as duplas, talvez, porque, como os beb&ecirc;s estavam no colo das av&oacute;s, a intera&ccedil;&atilde;o foi mais limitada. Por&eacute;m os beb&ecirc;s demonstraram sentir prazer na atividade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A situa&ccedil;&atilde;o de "Relaxamento', tamb&eacute;m proporcionou situa&ccedil;&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o. No entanto, observamos que esta atividade ainda poderia ser melhor se, para a escolha das pe&ccedil;as a serem ouvidas, houver um levantamento pr&eacute;vio junto &agrave;s av&oacute;s, partindo dos pressupostos musicoterap&ecirc;uticos acerca do princ&iacute;pio de ISO (Benenzon, 1988).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas duas cuidadoras que desempenharam o papel de av&oacute;s, pudemos observar rela&ccedil;&otilde;es permeadas de aten&ccedil;&atilde;o e cuidado. Uma dessas cuidadoras &eacute; apoio fundamental na din&acirc;mica familiar deste beb&ecirc;. Esta situa&ccedil;&atilde;o vem ao encontro das a&#64257;rma&ccedil;&otilde;es de Dessen e Braz (2000) e de Silva e Salom&atilde;o (2003), que assinalaram a exist&ecirc;ncia de outros sistemas fora da fam&iacute;lia exercendo in&#64258;u&ecirc;ncias nestas intera&ccedil;&otilde;es e colaborado para o seu desenvolvimento e crescimento. No caso das outras av&oacute;s, materna e paterna, elas tamb&eacute;m desempenham um papel importante na din&acirc;mica familiar no cuidado com os netos para as m&atilde;es trabalharem, e tamb&eacute;m no suporte emocional, o que condiz com os estudos de Dessen e Braz (2000) e Pit-Ten Cate et al (2007). Trute (2003) ao sugerir que os av&oacute;s (av&ocirc; e av&oacute;) podem desempenhar uma fun&ccedil;&atilde;o importante de apoio aos pais de crian&ccedil;as com de&#64257;ci&ecirc;ncias aliviando o stress, ainda refere que, mesmo &agrave; dist&acirc;ncia, ou incapacitados &#64257;sicamente de uma participa&ccedil;&atilde;o mais ativa, este apoio emocional n&atilde;o deve ser desconsiderado. Neste sentido, acreditamos que a bagagem de vida, de emo&ccedil;&otilde;es e viv&ecirc;ncias de av&oacute;s, pode torn&aacute;-los contribuintes de equil&iacute;brio e seguran&ccedil;a para toda a fam&iacute;lia. Dias (1994), a&#64257;rma que apesar dos con&#64258;itos geracionais os sentimentos de grati&#64257;ca&ccedil;&atilde;o e completude por parte dos av&oacute;s s&atilde;o evidentes, e nesta pesquisa transpomos estas a&#64257;rma&ccedil;&otilde;es para as cuidadoras que demonstraram serem pessoas sens&iacute;veis &agrave;s necessidades dos beb&ecirc;s e preocupadas com o seu desenvolvimento e sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a da defici&ecirc;ncia, esta n&atilde;o impediu que os beb&ecirc;s demonstrassem uma rica capacidade de realiza&ccedil;&atilde;o de intera&ccedil;&otilde;es e trocas afetivas. Fiamenghi (1999) a&#64257;rma que a intera&ccedil;&atilde;o entre beb&ecirc;s acontece desde muito cedo. Al&eacute;m disso, eles compartilham interesses, express&otilde;es emocionais, movimentos corporais, vocaliza&ccedil;&otilde;es. Portanto, podem e devem conviver e participar de situa&ccedil;&otilde;es onde o envolvimento social seja estimulado, o que foi observado e reconhecido nos beb&ecirc;s observados nesta pesquisa. Assim a presen&ccedil;a de de&#64257;ci&ecirc;ncias, de uma forma geral, n&atilde;o deve ser considerada como um impedimento para a participa&ccedil;&atilde;o em atividades musicais. Pelo contr&aacute;rio, as crian&ccedil;as aqui observadas apresentaram capacidades musicais inatas, como acompanhar um pulso, perceber e identi&#64257;car sonoridades diferentes, perceber a dire&ccedil;&atilde;o do som.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gordon (2000) refere-se &agrave; aptid&atilde;o musical como sendo um potencial musical inato, sendo in&#64258;uenciado pelas a&ccedil;&otilde;es ambientais, tanto formais (quando as crian&ccedil;as recebem aulas de m&uacute;sica) quanto informais (por exemplo, quando adultos cantam para e com a crian&ccedil;a). Portanto, uma vez observadas estas capacidades nestes beb&ecirc;s com de&#64257;ci&ecirc;ncia, acreditamos que eles poderiam ser bene&#64257;ciados com uma atividade musical cont&iacute;nua.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &#64257;nais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A proposta apresentada por esta pesquisa mostrou-se e&#64257;caz, pois as intera&ccedil;&otilde;es ocorreram claramente em todos os momentos do encontro. Pudemos con&#64257;rmar muitas das indaga&ccedil;&otilde;es iniciais, por exemplo, como a m&uacute;sica poderia contribuir para a melhora da conviv&ecirc;ncia familiar. Veri&#64257;camos que os elementos musicais, bem como os instrumentos musicais, foram facilitadores da intera&ccedil;&atilde;o entre as duplas, pois despertaram, na maioria das vezes, emo&ccedil;&otilde;es e atitudes positivas. Foi relevante a constata&ccedil;&atilde;o de que os beb&ecirc;s, apesar de suas de&#64257;ci&ecirc;ncias est&atilde;o preparados para estabelecerem trocas intersubjetivas, sendo que as duplas revelaram in&uacute;meros sentimentos. Outra observa&ccedil;&atilde;o relaciona-se &agrave;s di&#64257;culdades para agendar os encontros. Muitas av&oacute;s relataram n&atilde;o terem tempo apesar de considerarem a proposta interessante. As crian&ccedil;as geralmente passam por diversas terapias, o que acaba sendo muito dispendioso e cansativo para as fam&iacute;lias. Em consequ&ecirc;ncia, foi necess&aacute;rio reduzir os encontros, o que permitiu olhar apenas para um pequeno momento da rela&ccedil;&atilde;o av&oacute;&#47;beb&ecirc;. Sugerimos, portanto, um estudo longitudinal, com maior n&uacute;mero de participantes, para que seja realizada uma avalia&ccedil;&atilde;o mais precisa e um aprofundamento nas observa&ccedil;&otilde;es </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados revelaram que esta &eacute; uma &aacute;rea que merece ser investigada, sobretudo pelo potencial que a m&uacute;sica aparenta ter. Esperamos que este trabalho possa despertar em outros pesquisadores o interesse por investiga&ccedil;&otilde;es desta natureza. Acreditamos que propostas como estas podem colaborar com a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de emocional das fam&iacute;lias e para o desenvolvimento global de crian&ccedil;as com de&#64257;ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Benenzon, R. (1985). <i>Manual de musicoterapia</i>. Barcelona: Paid&oacute;s Ib&eacute;rica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087387&pid=S1413-0394201100010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Chacon, M.C.M.; Defendi, E.L., Felippe, M.C.G.C. (2007). A fam&iacute;lia como parceira no processo de desenvolvimento e educa&ccedil;&atilde;o do deficiente visual. Em: Masini, E.F.S.     (Org.). <i>A pessoa com defici&ecirc;ncia visual: Um livro para educadores</i>. S&atilde;o Paulo. Ed. Vetor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087389&pid=S1413-0394201100010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Costa, C. M. (1989). <i>O despertar para o outro: Musicoterapia</i>. S&atilde;o Paulo: Summus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087391&pid=S1413-0394201100010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessen, M. A., &amp; Braz, M. P. (2000). Rede social de apoio durante transi&ccedil;&otilde;es familiares decorrentes do nascimento de filhos. <i>Psicologia: Teoria e Pr&aacute;tica</i>, <i>16</i> (3), 221-231.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087393&pid=S1413-0394201100010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dias, C. M. de S. (1994). A import&acirc;ncia dos av&oacute;s no contexto familiar. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa</i>, <i>10</i> (1), 31-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087395&pid=S1413-0394201100010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fiamenghi Jr, G. A. (1999). <i>Conversas dos beb&ecirc;s</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Hucitec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087397&pid=S1413-0394201100010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fiamenghi Jr, G. A., &amp; Messa, A. (2007). Pais, filhos e defici&ecirc;ncia: Estudos sobre as rela&ccedil;&otilde;es familiares. <i>Psicologia Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o</i>, <i>27</i>(2), 236-245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087399&pid=S1413-0394201100010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fiamenghi Jr, G. A.; Vedovato, A. G.; Meirelles, M. C.; Shimoda, M. E. (2010). Mothers' interaction with their disabled infants: two case studies. <i>Journal of Reproductive and Infant Psychology</i>, <i>28</i>(2), 191-199.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087401&pid=S1413-0394201100010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gainza, V. H. (1964). <i>La iniciaci&oacute;n musical del ni&ntilde;o</i>. 4&ordf; ed. Buenos Aires: Ricordi Americana.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087403&pid=S1413-0394201100010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gordon, E. E. (2003). <i>A music learning theory for newborns and young children</i>. Chicago: GIA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087405&pid=S1413-0394201100010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hatem, T. P., Lira, P. I. &amp; Mattos, S. S. (2006). The therapeutic effetcs of music in children following cardiac surgery. <i>Jornal de Pediatria</i>, <i>82</i>, 186-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087407&pid=S1413-0394201100010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ilari, B. (2005). A m&uacute;sica e o desenvolvimento da mente no in&iacute;cio da vida: investiga&ccedil;&atilde;o, fatos e mitos. <i>Revista Eletr&ocirc;nica de Musicologia</i>, <i>IX</i>. Dispon&iacute;vel em: &lt;www.rem.ufpr.br&#47;REMv9-1&#47;ilari.html&gt; Acesso em 10.07.2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087409&pid=S1413-0394201100010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nunes, D.G. Vilarinho, L.R.G. (2001). Fam&iacute;lia poss&iacute;vel na rela&ccedil;&atilde;o escola-comunidade. <i>Psicologia Escolar e Educacional</i>, Campinas, <i>5</i>( 2), 21-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087411&pid=S1413-0394201100010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Papaeliou, C. &amp; Trevarthen, C. (1994). The infancy of music. <i>Musical Praxis</i>, <i>1</i>(2), 19-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087413&pid=S1413-0394201100010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pit-Ten Cate, I. M., Hastings, R. P., Johnson, H., &amp; Titus, S. (2007). Grandparent support for mothers of children with and without physical disabilities. <i>Families in Society</i>, <i>88</i>(1), 141-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087415&pid=S1413-0394201100010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ruud, E. (1998). <i>Music therapy: Improvisation, communication, and culture</i>. Gilsum, NH: Barcelona Publishers (NH).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087417&pid=S1413-0394201100010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Schaller, K. (2005). Acordes curativos. <i>Revista Mente e C&eacute;rebro</i>, <i>149</i>, 64-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087419&pid=S1413-0394201100010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silva, D. V., &amp; Salom&atilde;o, N. M. R. (2003). A maternidade na perspectiva de m&atilde;es adolescentes e av&oacute;s maternas dos beb&ecirc;s. <i>Estudos de Psicologia</i>, <i>8</i>(1), 135-145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087421&pid=S1413-0394201100010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silva, N. L. P., &amp; Dessen, M. A. (2001). Defici&ecirc;ncia mental e fam&iacute;lia: implica&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento da crian&ccedil;a. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa</i>, <i>17</i>(2), 133-141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087423&pid=S1413-0394201100010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Stern, D. (1992). <i>O mundo interpessoal do beb&ecirc;</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087425&pid=S1413-0394201100010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todres, I. D. (2006). Music is medicine for the heart. <i>Jornal de Pediatria</i>, <i>82</i>, 166-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087427&pid=S1413-0394201100010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trevarthen, C. (1994). <i>What music communicates: Evidence from mother's songs to infants</i>. London: St. Michael House.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087429&pid=S1413-0394201100010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trevarthen, C. (1999). Musicality and the intrinsic motive pulse: evidence from human psychobiology and infant communication. <i>Musicae Scientiae</i>. Special issue, 155-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087431&pid=S1413-0394201100010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trevarthen, C. (2006). Harmony in meaning: how infants use innate musicality to find companions in culture. <i>Symposium on "Music and Universal Harmony' in Honour of Mikis Theodorakis</i>. Crete: University of Crete.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087433&pid=S1413-0394201100010001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trevarthen, C., &amp; Malloch, S. (2000). The dance of wellbeing: Defining musical therapeutic effect. <i>Nordic Journal of Musical Therapy</i>, <i>9</i>(2), 3-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087435&pid=S1413-0394201100010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trevarthen, C., Kokkinaki, T., &amp; Fiamenghi, G. A. (1997). What infant's imitations communicate: with mothers, with fathers and with peers. Em: J. Nadel e G. Butterworth (Eds.), <i>Imitation in infancy</i>. Cambridge: Cambrige University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087437&pid=S1413-0394201100010001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trute, B. (2003). Grandparents of children with developmental disabilities: intergenerational support and family well-being. <i>Families in Society</i>, <i>84</i>(1), 119-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087439&pid=S1413-0394201100010001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">World Federation of Music Therapy &#91;WFMT&#93;. <i>What is music therapy?</i> Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.wfmt.info/Musictherapyworld/" target="_blank">www.musictherapyworld.de.</a>&gt; Acesso em 01&#47;08&#47;2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=087441&pid=S1413-0394201100010001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="end2"></a><a href="#end"><img src="/img/revistas/aletheia/n34/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o para contato</a></b>    <br> <b>E-mail</b>: <a href="mailto:geraldo.fiamenghi@mackenzie.br">geraldo.fiamenghi@mackenzie.br</a></font></p>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em 15&#47;09&#47;2011    <br> Aceito em 12&#47;12&#47;2011</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Fabiana Leite Rabello Mariano:</b> Mestre em Dist&uacute;rbios do Desenvolvimento Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), FAE&#47;CBH.    <br> <b>Geraldo A. Fiamenghi Jr.:</b> PhD em Psicologia, Universidade Presbiteriana Mackenzie P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Dist&uacute;rbios do Desenvolvimento.</font></p>      ]]></body>
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