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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article addresses the subject of the elderly in Long-Stay Institutions, in regards to successfully aging and quality of life. The bibliography includes articles published between the years 2006 and 2012, and an article published in 2001; the databases from Virtual Health Library - Latin-American Union Psychology Entities - Brazil. By analyzing the articles, two areas of concentration were identified: the institutionalized elderly; and the process of institutionalization of a dependent elderly by the family. The results indicate that the institutionalization of the elderly is a matter of a broad debate since the Long-Stay Institutions, on one hand, has the function of protecting and caring, and on the other hand, of establishing an adaptation of the elderly built in feelings of memories and losses by breaking family and socialites.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS TE&Oacute;RICOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>O idoso nas institui&ccedil;&otilde;es de longa perman&ecirc;ncia: uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The elderly in long-stay institutions: a literature review</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ana Cl&aacute;udia de Oliveira Bentes; Janari da Silva Pedroso; Carlos Alberto Batista Maciel</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade Federal do Par&aacute;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="end"></a><a href="#end2">Endere&ccedil;o    para contato</a></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo aborda a tem&aacute;tica do idoso nas Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia, em face do envelhecimento bem-sucedido e da qualidade de vida. A revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica contempla os artigos entre o per&iacute;odo 2006 a 2012 e um artigo de 2001. Consultaram-se as bases de dados da biblioteca virtual em sa&uacute;de &ndash; Uni&atilde;o Latino-Americana de Entidades de Psicologia-Brasil. A an&aacute;lise identificou duas &aacute;reas tem&aacute;ticas de concentra&ccedil;&atilde;o dessas produ&ccedil;&otilde;es: a do idoso institucionalizado e a da fam&iacute;lia no processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o do idoso dependente. Os resultados da revis&atilde;o indicam que a institucionaliza&ccedil;&atilde;o do idoso &eacute; uma quest&atilde;o de extenso debate, uma vez que as Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia, por um lado, t&ecirc;m a fun&ccedil;&atilde;o de proteger e cuidar; por outro, estabelecem uma adapta&ccedil;&atilde;o do idoso constru&iacute;da em sentimentos de lembran&ccedil;as e de perdas ao romper com elos familiares e sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Idoso, Institucionaliza&ccedil;&atilde;o, Qualidade de vida.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This article addresses the subject of the elderly in Long-Stay Institutions, in regards to successfully aging and quality of life. The bibliography includes articles published between the years 2006 and 2012, and an article published in 2001; the databases from Virtual Health Library &ndash; Latin-American Union Psychology Entities &ndash; Brazil. By analyzing the articles, two areas of concentration were identified: the institutionalized elderly; and the process of institutionalization of a dependent elderly by the family. The results indicate that the institutionalization of the elderly is a matter of a broad debate since the Long-Stay Institutions, on one hand, has the function of protecting and caring, and on the other hand, of establishing an adaptation of the elderly built in feelings of memories and losses by breaking family and socialites.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Elderly, Institutionalization, Quality of life.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir dos anos 70 (s&eacute;culo XX), com o crescimento populacional de idosos no Brasil, buscou-se uma aten&ccedil;&atilde;o maior a esta demanda, por meio da cria&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a 3&ordf; idade. Nesse mesmo per&iacute;odo, constitui-se o Sistema Nacional de Previd&ecirc;ncia e Assist&ecirc;ncia Social (SINPAS), que colabora para amplia&ccedil;&atilde;o de alguns programas voltados para o idoso, com objetivo de promover sua participa&ccedil;&atilde;o no seu meio social, e em 1994 homologa-se a Pol&iacute;tica Nacional do Idoso, Lei 8.842&#47;94. Decorrentes destes eventos, Programas, Projetos, Servi&ccedil;os e A&ccedil;&otilde;es foram realizados em benef&iacute;cio do idoso (Rodrigues, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse cen&aacute;rio, novas formas de interven&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de do idoso foram desenvolvidas. Dentre elas, destacam-se os grupos de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, definidos como uma interven&ccedil;&atilde;o coletiva e interdisciplinar para o fortalecimento da autonomia, independ&ecirc;ncia na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades, assim como uma melhor qualidade de vida (Tahan &amp; Carvalho, 2010). A qualidade de vida se apresenta como um conceito din&acirc;mico, arquitetado a partir da descri&ccedil;&atilde;o e da interpreta&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es dial&oacute;gicas do indiv&iacute;duo com seu habitual social, cultural, biol&oacute;gico, psicol&oacute;gico e f&iacute;sico. No campo do envelhecimento est&aacute; relacionada &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da autonomia, isto &eacute;, &agrave; medida que o idoso mant&eacute;m sua capacidade funcional, por meio de atividades de vida di&aacute;ria, a tend&ecirc;ncia da qualidade de vida torna-se elevada (Galisteu, Facundim, Ribeiro &amp; Soler, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com crescente aumento da expectativa de vida do indiv&iacute;duo, observam-se tamb&eacute;m reformula&ccedil;&otilde;es e amplia&ccedil;&otilde;es no campo das psicologias do desenvolvimento e do envelhecimento, como o estudo da senesc&ecirc;ncia na etapa do desenvolvimento, e a investiga&ccedil;&atilde;o no curso da vida com enfoque nos conceitos de plasticidade humana, multidirecionalidade, multidimensionalidade, resili&ecirc;ncia e m&uacute;ltiplas trajet&oacute;rias, respectivamente, que contribuem para compreens&atilde;o do ser idoso (Cupertino, Rosa &amp; Ribeiro, 2007). Por conseguinte, surgiram adjetiva&ccedil;&otilde;es sobre o envelhecimento, como saud&aacute;vel, ativo, robusto e bem-sucedido. Identifica-se que al&eacute;m da longevidade fatores individuais, sociais, ambientais, determinantes e modificadores da sa&uacute;de incluem-se no conceito de envelhecimento bem-sucedido que ultrapassa a objetividade da sa&uacute;de f&iacute;sica, uma vez que &eacute; relacionado &agrave; percep&ccedil;&atilde;o pessoal, as possibilidades de adapta&ccedil;&atilde;o advindas da senesc&ecirc;ncia e das outras condi&ccedil;&otilde;es associadas (Teixeira &amp; Neri, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, a longevidade &eacute; um fato dos tempos atuais que traz consigo a necessidade de adapta&ccedil;&atilde;o frente &agrave;s perdas que ocorrem ao longo da vida. O indiv&iacute;duo &eacute; compelido a conviver com o desconhecido ap&oacute;s longa trajet&oacute;ria de vida com aqueles com que mantinha la&ccedil;os de amizade e consanguinidade. Adequar-se &agrave; realidade da perda, na maior parte das vezes, leva o idoso a procurar as Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia (ILPs) como nova moradia (Bessa &amp; Silva, 2008). Em pa&iacute;ses desenvolvidos a institucionaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; uma escolha para indiv&iacute;duos de idade avan&ccedil;ada e com dificuldade de se manterem independentes ou para os que necessitam de cuidados m&eacute;dicos. No Brasil, os cuidados aos idosos s&atilde;o prestados pela fam&iacute;lia e, na falta desta, por amigos e vizinhos; contudo, por n&atilde;o existir programas formais vinculados ao Estado que prestem amparo a idosos que n&atilde;o possuem assist&ecirc;ncia da fam&iacute;lia, a institucionaliza&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; a principal op&ccedil;&atilde;o (Camargos, Rodrigues &amp; Machado, 2011).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia (ILPs) no Brasil, segundo Tomasini e Alves (2007), apresentam uma realidade prec&aacute;ria, isto &eacute;, est&atilde;o muito abaixo das condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas para o envelhecimento bem-sucedido. Assim, &agrave; medida que as pessoas envelhecem e t&ecirc;m suas capacidades reduzidas &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o aos espa&ccedil;os, torna-se uma press&atilde;o maior e constante sobre seu comportamento cotidiano. Quando o idoso passa a residir nestas institui&ccedil;&otilde;es, ele tem uma dr&aacute;stica redu&ccedil;&atilde;o dos ambientes f&iacute;sico e social. Ribeiro e Schutz (2007) pontuam que as Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia (ILPs) s&atilde;o uma modalidade antiga que assiste o idoso fora do seu conv&iacute;vio familiar, traz isolamento, inatividade f&iacute;sica e mental, e, por conseguinte uma redu&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida. A institucionaliza&ccedil;&atilde;o tornou-se uma realidade atual, pois acolhe uma demanda maior de idosos gerada por fatores demogr&aacute;ficos, sociais e de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia (ILPs) apresentam caracteres residenciais destinadas ao domic&iacute;lio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com a fun&ccedil;&atilde;o de integrar a rede de assist&ecirc;ncia social &agrave; rede de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de. S&atilde;o definidas como institui&ccedil;&otilde;es originalmente relacionadas aos asilos que anteriormente atendiam a popula&ccedil;&atilde;o carente que necessitava de abrigo. Geralmente s&atilde;o associadas a institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, por&eacute;m s&atilde;o estabelecimentos voltados &agrave; moradia, alimenta&ccedil;&atilde;o e vestu&aacute;rio, entretanto os residentes na maioria destas institui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o assistidos em servi&ccedil;os m&eacute;dicos e medicamentoso, ou seja, &eacute; uma resid&ecirc;ncia coletiva, que acolhe tanto idosos independentes em situa&ccedil;&atilde;o de aus&ecirc;ncia de renda ou de fam&iacute;lia quanto aqueles com dificuldades para gerenciar suas atividades di&aacute;rias, e na execu&ccedil;&atilde;o de cuidados prolongados (Camarano &amp; Kanso, 2010).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considera-se que a chegada do idoso nas ILPs parece exigir uma adapta&ccedil;&atilde;o tecida pelo emaranhamento de sentimentos que produz dist&acirc;ncia e causa estranheza, que imp&otilde;e o pensar em solid&atilde;o, o conformismo, o abandono, assim como a seguran&ccedil;a e o compartilhamento mesclados nas lembran&ccedil;as e na realidade advinda das rotinas desses residentes (Creutzberg, Gon&ccedil;alves &amp; Sobottka, 2008). Assim, o idoso nas ILPs se estabelece, na maioria das vezes, como membro de um grupo que foi privado de seus projetos por encontrar-se afastado da fam&iacute;lia, da casa, dos amigos, das rela&ccedil;&otilde;es nas quais sua hist&oacute;ria de vida foi constru&iacute;da. As perdas s&atilde;o muitas, o que justifica a grande incid&ecirc;ncia de estados depressivos, sentimentos de solid&atilde;o e limita&ccedil;&otilde;es das possibilidades de uma vida ativa. Nesse cen&aacute;rio, as ILPs ainda constituem um desafio, pois ao mesmo tempo em que cuidam afastam o idoso de seu conv&iacute;vio familiar (Marin, Miranda, Fabbri, Tinelli, &amp; Storniolo, 2012).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Portanto, o presente artigo aborda a tem&aacute;tica do idoso nas ILPs face o envelhecimento bem-sucedido e a qualidade de vida, a revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica apresentase focada especialmente em textos sobre idoso nas ILPs. Foram consultadas as bases de dados da biblioteca virtual em sa&uacute;de &ndash; Uni&atilde;o Latino-Americana de Entidades de Psicologia &ndash; Brasil. A coleta de dados realizou-se a partir do ano de 2006, entretanto, inclui-se um artigo de 2001 sobre uma retrospectiva hist&oacute;rica da implementa&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional do Idoso. Para a sele&ccedil;&atilde;o de artigos utilizou-se as palavras-chave: Idoso, Institucionaliza&ccedil;&atilde;o, Qualidade de vida. A pesquisa bibliogr&aacute;fica foi estruturada na leitura como a principal t&eacute;cnica, teve a finalidade de identificar as informa&ccedil;&otilde;es e os dados contidos no material selecionado, e analisando-os em sua consist&ecirc;ncia. A leitura obedeceu aos seguintes passos: <i>Leitura seletiva</i>, procura determinar o material que de fato interessa, relacionando-o diretamente aos objetivos da pesquisa; <i>Leitura reflexiva ou cr&iacute;tica</i>, estudo cr&iacute;tico do material orientado por crit&eacute;rios determinados a partir do ponto de vista do autor da obra, e, finalmente a <i>Leitura interpretativa</i>, para relacionar as ideias expressas na obra com o problema para o qual se busca resposta (Lima &amp; Mioto, 2007). A an&aacute;lise dos dados permitiu elaborar duas &aacute;reas tem&aacute;ticas: a primeira descreve a situa&ccedil;&atilde;o do idoso institucionalizado, e a segunda sobre a fam&iacute;lia no processo da institucionaliza&ccedil;&atilde;o do idoso dependente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Idoso institucionalizado</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dados do Censo de 2010 coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (2012) apontam um aumento consider&aacute;vel da popula&ccedil;&atilde;o idosa no Brasil, principalmente no que diz respeito aos idosos com idade igual ou superior a 65 anos. Os referidos dados apontam que em 1991 este grupo da sociedade representava 4,8&#37; da popula&ccedil;&atilde;o; j&aacute; em 2000 essa porcentagem aumentou para 5,9&#37; e em 2010 alcan&ccedil;a 7,4&#37;. Demandas pertinentes ao idoso e consequentemente ao envelhecimento passam a ser centrais de mais estudos e pesquisas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo de Batistoni e Namba (2010) descreve a idade cronol&oacute;gica como forma de estruturar os ciclos de vida dos indiv&iacute;duos e das sociedades em fases distintas. Entretanto, existe um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o entre velhos modelos de envelhecer e a constru&ccedil;&atilde;o de novas possibilidades, do ponto de vista individual, que leva o indiv&iacute;duo a se perceber como tendo uma idade diferente da idade real, que desvirtua, entre outros, seu n&iacute;vel de funcionamento e estilo de vida atual e principalmente sua maior expectativa de vida. Pensa-se que transi&ccedil;&otilde;es do curso de vida n&atilde;o ocorrem de forma &uacute;nica e uniforme, e a idade cronol&oacute;gica como indicador para compreens&atilde;o do envelhecimento torna-se a cada momento mais complexo, a perspectiva de vida &eacute; aumentada e leva os indiv&iacute;duos a uma percep&ccedil;&atilde;o mais singular.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, com o avan&ccedil;ar da idade h&aacute; uma maior probabilidade de problemas de sa&uacute;de, depend&ecirc;ncia na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades da vida di&aacute;ria, assim como, isolamento e solid&atilde;o, raz&otilde;es pelas quais Almeida e Rodrigues (2008) pontuam que 46,2&#37; dos idosos independentes adentram as ILPs por sua pr&oacute;pria decis&atilde;o, seguindo-se por parte da fam&iacute;lia com 30,1&#37;.Al&eacute;m do que Gamburgo e Monteiro (2009) pontuam sobre a mudan&ccedil;a no perfil de idosos institucionalizados ocorrida nos &uacute;ltimos anos, isto &eacute;, da demanda de idosos pobres e desprovidos de fam&iacute;lia para uma hegemonia de idosos com incapacidade e depend&ecirc;ncia f&iacute;sica ou cognitiva, morbidades cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis e a falta de acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de atrav&eacute;s de conv&ecirc;nios de planos de sa&uacute;de. Reflete-se que a interna&ccedil;&atilde;o numa ILP pode obedecer a causas de ordem individual, social, econ&ocirc;mica, de sa&uacute;de, ou a uma combina&ccedil;&atilde;o das mesmas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A designa&ccedil;&atilde;o Institui&ccedil;&atilde;o de Longa Perman&ecirc;ncia (ILP) foi legitimada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), correspondendo "Long Term Care Institution", para substituir a denomina&ccedil;&atilde;o asilo, abrigo, casa de repouso, lar, cl&iacute;nica geri&aacute;trica (Creutzberg <i>et al.</i>, 2008). Desta forma, reflete-se que as ILPs carregam estere&oacute;tipo de um lugar de tristeza, abandono, pobreza e decad&ecirc;ncia, de vez est&aacute; associada &agrave; tentativa de solucionar a problem&aacute;tica das doen&ccedil;as, da pobreza e da mendic&acirc;ncia, fun&ccedil;&atilde;o herdada dos asilos (Ximenes &amp; C&ocirc;rte, 2007).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o com os preju&iacute;zos que a institucionaliza&ccedil;&atilde;o pode acarretar aos idosos, como a segrega&ccedil;&atilde;o, o tratamento igualit&aacute;rio e simult&acirc;neo para todos os residentes e um estado acentuado de controle, cogita-se nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas estimular a perman&ecirc;ncia desses indiv&iacute;duos junto &agrave; fam&iacute;lia (Tomasini &amp; Alves, 2007). Todavia, estar junto &agrave; fam&iacute;lia necessariamente n&atilde;o significa prote&ccedil;&atilde;o, pois a neglig&ecirc;ncia e os maus-tratos f&iacute;sicos, psicol&oacute;gicos, emocionais e morais da fam&iacute;lia contra o idoso n&atilde;o &eacute; um fato novo (Porto &amp; Koller, 2006). Ademais, o sentido de fam&iacute;lia para o idoso, conforme Bessa e Silva (2008), &eacute; de um lugar de prote&ccedil;&atilde;o, aconchego e seguran&ccedil;a. Quando a fam&iacute;lia sai de cena por conflitos ou aus&ecirc;ncia, o idoso busca adaptar-se a esta nova realidade. Muitas vezes, procura nas ILPs acolhimento e acompanhamento no seu cotidiano durante o envelhecimento. Assim sendo, a fam&iacute;lia desse idoso passa a ser a pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o obstante, a reintegra&ccedil;&atilde;o com o outro, isto &eacute;, do longevo com a institui&ccedil;&atilde;o, acarreta uma significativa complexidade, tendo em conta a singularidade do idoso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por&eacute;m, se por um lado, as Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia contribuem para o acolhimento e assist&ecirc;ncia ao idoso, por outro, pensa-se acerca de um lugar que o impossibilita de um contato social externo, que proporciona um confinamento social, que o restringe apenas a vida institucionalizada ao romper com os elos familiares e sociais. Esse rompimento, de certa forma, tamb&eacute;m se constr&oacute;i na fam&iacute;lia, quando se delimita o idoso na clausura em sua resid&ecirc;ncia, ou seja, o idoso pode ser no seu pr&oacute;prio lar algu&eacute;m <i>invis&iacute;vel</i> (Araujo, Coutinho &amp; Santos, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste cotidiano institucional Maia, Londero e Henz (2008) investigam sobre o tempo nas Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia que transcorre de forma lenta. Os autores pontuam a exist&ecirc;ncia de outra l&oacute;gica do tempo, em que ocorre uma desacelera&ccedil;&atilde;o, um ritmo espec&iacute;fico em passos lentos dos internos. Estes pesquisadores comparam essa vers&atilde;o do tempo controlado como uma c&acirc;mara lenta, funcionando por congelamento. Ressaltam a pol&iacute;tica hegem&ocirc;nica do tempo com a finalidade da acelera&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima, enquanto na velhice h&aacute; a predomin&acirc;ncia da desacelera&ccedil;&atilde;o. Por sua vez, Faleiros e Morano (2009) assinalam que o habitual institucional &eacute; caracterizado pela homogeneiza&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, por uma inalterabilidade das rotinas e no planejamento t&eacute;cnico com uma padroniza&ccedil;&atilde;o do modo de vida, enfatizam uma fala comum do idoso <i>o n&atilde;o fazer nada aqui</i>, que implica na aus&ecirc;ncia de tempo, de espa&ccedil;o e do outro. Como um descompasso entre o que estava sendo realizado dentro do recinto e as atividades concretizadas fora das ILP.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O ambiente institucional, em particular as rotinas rigorosas, pouco motivam o idoso a pensar, a agir e a se comportar com perspectivas de mudan&ccedil;as na qualidade de vida. O perd&atilde;o &eacute; adotado como estrat&eacute;gias de enfrentamento das dificuldades do envelhecimento e da pr&oacute;pria institucionaliza&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, a institucionaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; vista como um lugar prop&iacute;cio &agrave; m&aacute;goa, enquanto o perd&atilde;o &eacute; visto como uma garantia de bem estar f&iacute;sico e psicol&oacute;gico da pessoa que perdoa. A m&aacute;goa apresenta respostas fisiol&oacute;gicas semelhantes &agrave;quelas apresentadas em situa&ccedil;&otilde;es negativas de estresse desse idoso, ao reproduzir tais sentimentos dirigidos aos cuidadores, os idosos mostraram-se ref&eacute;ns de sua condi&ccedil;&atilde;o presente, considerando que o intuito de perdoar n&atilde;o se consolida facilmente em a&ccedil;&atilde;o, portanto torna-se um ato complicador de ser realizado (Leime, Luna, Leite &amp; Rique Neto, 2012).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre os estere&oacute;tipos negativos, Couto, Koller e Soares (2009) s&atilde;o de opini&atilde;o que esses contribuem consideravelmente para a manuten&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o social negativa e homog&ecirc;nea que se tem acerca do idoso. O preconceito contra idosos pode implicar danos para a sua qualidade de vida, podendo tamb&eacute;m resultar em perdas para a sociedade. Para os pesquisadores, o termo ageismo, utilizado pela primeira vez em 1969 por Robert Butler, definido como uma forma de intoler&acirc;ncia relacionada com a idade, ou seja, qualquer pessoa poderia ser alvo de discrimina&ccedil;&atilde;o pela idade que tem, destacam crian&ccedil;as e idosos como os grupos mais vulner&aacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro ponto a ser argumentado com rela&ccedil;&atilde;o ao idoso institucionalizado, relaciona-se a linguagem como essencial para a continuidade da inser&ccedil;&atilde;o social do sujeito em processo de envelhecimento. Gamburgo e Monteiro (2009) apontam a linguagem como atividade e instrumento de recupera&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o e compreens&atilde;o da mem&oacute;ria constru&iacute;da socialmente, inscrita nas narrativas da hist&oacute;ria de vida de cada um. Essas autoras se referem &agrave; linguagem como um meio de constitui&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria, da subjetividade e da intersubjetividade nas experi&ecirc;ncias partilhadas, com a aus&ecirc;ncia desta o idoso institucionalizado coloca-se em situa&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia e consequente perda da autonomia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Destaca-se tamb&eacute;m a rela&ccedil;&atilde;o de apego do idoso nas ILPs, compreendida por um per&iacute;odo complexo que perpassa o abandono e as perdas, gera sentimentos de inseguran&ccedil;a e desconforto e, por conseguinte, desamparo potencializado pela dist&acirc;ncia da fam&iacute;lia e dos amigos que sempre exerceram pap&eacute;is de amparo para sua vida. "O apego implica a forma&ccedil;&atilde;o de uma base segura, ou seja, de um sentimento de seguran&ccedil;a e conforto que ocorre na presen&ccedil;a do outro, a partir da qual o indiv&iacute;duo explora o mundo" (Basso &amp; Marin, 2010, p.92). Assim, a institucionaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um desafio para o idoso que precisa ser mais bem entendida pelas ILPs, pela fam&iacute;lia e pelo pr&oacute;prio idoso, tendo em conta a institui&ccedil;&atilde;o asilar como moradia e, portanto, o lugar de conviv&ecirc;ncia desse idoso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao entrevistarem dirigentes de Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia na regi&atilde;o metropolitana de Porto Alegre, Creutzberg<i>et al.</i> (2008) observaram uma preocupa&ccedil;&atilde;o destes em desmistificar o car&aacute;ter negativo das ILPs e colocaram &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da sociedade presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, por assim dizer da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o &agrave; comunidade, como: trabalhos manuais confeccionados pelos idosos, assim como empr&eacute;stimos de cadeiras de rodas &agrave; comunidade. Cogita-se um movimento interno das ILPs em mudar o car&aacute;ter assistencialista legado pelos prim&oacute;rdios dos asilos, por&eacute;m h&aacute; um ritmo de resist&ecirc;ncia, trata-se de uma din&acirc;mica interna complexa em que se busca o novo, por&eacute;m ainda h&aacute; uma necessidade de perpetuar o antigo com retrocesso (Carvalho &amp; Dias, 2011).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As ILPs permanecem em contraste com uma paisagem de envelhecimento bem-sucedido por representar solid&atilde;o, conformismo e abandono. Ao reexaminar a vida como aquela intimamente fundada nas rela&ccedil;&otilde;es sociais, as quais se modificam na medida em que se vive mais, pode-se dizer que ser idoso atualmente contribui para desmistificar preconceitos e alterar padr&otilde;es culturais. A mudan&ccedil;a da antiga identidade do idoso institucionalizado a uma atual identifica&ccedil;&atilde;o &agrave;s Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia requisita desconstruir uma imagem caricaturada por aspectos negativos, como: a caridade, a exclus&atilde;o e o abandono que caminha a passos lentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A fam&iacute;lia no processo da institucionaliza&ccedil;&atilde;o do idoso dependente</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante a revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica, identificou-se que o processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o do idoso &eacute; entrela&ccedil;ado &agrave; din&acirc;mica da singularidade desse indiv&iacute;duo. Assim, para melhor compreender o idoso institucionalizado, foram necess&aacute;rios outros desdobramentos, entre eles a sua rela&ccedil;&atilde;o familiar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A depend&ecirc;ncia &eacute; resultante de um estado da perda de autonomia f&iacute;sica, ps&iacute;quica ou intelectual, que necessita da assist&ecirc;ncia de outra pessoa para realizar a&ccedil;&otilde;es rotineiras da vida. Logo, o grau de depend&ecirc;ncia determina o tipo de cuidados necess&aacute;rios. Mesmo com a disposi&ccedil;&atilde;o da rede de servi&ccedil;os formais, a fam&iacute;lia ainda &eacute; a principal cuidadora do idoso dependente. Assim, a depend&ecirc;ncia, pode ser classificada em diferentes n&iacute;veis: total, grave, moderada, ligeira e independente; o envelhecimento pode ser um fator complicador gerador de uma maior depend&ecirc;ncia e, neste sentido, a fam&iacute;lia continua a ser vista como uma institui&ccedil;&atilde;o significativa para o suporte do idoso; por&eacute;m, na maioria das vezes, causa um forte impacto na fam&iacute;lia e na sociedade, torna-se um fator desafiador tanto para o idoso como para fam&iacute;lia (Ara&uacute;jo, Pa&uacute;l &amp; Martins, 2011).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A depend&ecirc;ncia &eacute; refor&ccedil;ada como a resultante de perdas funcionais e da rela&ccedil;&atilde;o do idoso com seus parceiros sociais, influenciada por esteri&oacute;tipos negativos (idoso caracterizado como fragilizado e sem autonomia), e que pode levar &agrave; perda de motiva&ccedil;&atilde;o, &agrave; solid&atilde;o e ao desamparo, assim como ao d&eacute;ficit cognitivo e &agrave; depress&atilde;o grave, isto acontece frequentemente com idosos dependentes residentes em Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia. Esses pesquisadores afirmam que h&aacute; necessidade de uma estrat&eacute;gia de adapta&ccedil;&atilde;o que pode levar a um envelhecimento bem-sucedido (Coudin e Alexopoulos, 2010).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A constru&ccedil;&atilde;o do afeto, a ajuda m&uacute;tua e a compreens&atilde;o s&atilde;o aspectos essenciais para um conv&iacute;vio fortalecido e agrad&aacute;vel entre o idoso e fam&iacute;lia. Contudo, se a conviv&ecirc;ncia entre ambos apresentar turbul&ecirc;ncias, podem ocorrer desentendimentos e desgastes no relacionamento, assim como, a coabita&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es de uma mesma fam&iacute;lia &eacute; mesclada a diferentes vis&otilde;es de mundo e de valores das quais podem surgir conflitos. Portanto, o idoso por ter reduzida flexibilidade a mudan&ccedil;as tem dificuldades na sua adapta&ccedil;&atilde;o a essa nova realidade de coabitar no mesmo ambiente com pessoas de gera&ccedil;&otilde;es distintas, o que refor&ccedil;a a depend&ecirc;ncia do idoso &agrave; fam&iacute;lia (Leite, Battisti, Berlezi &amp; Scheuer, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Do mesmo modo, o cuidador familiar, em decorr&ecirc;ncia da exposi&ccedil;&atilde;o prolongada aos diferentes estressores presentes na situa&ccedil;&atilde;o de cuidado, enfrenta uma situa&ccedil;&atilde;o de risco, podendo apresentar problemas de sa&uacute;de semelhantes aos evidenciados pelo idoso, como: depress&atilde;o, ansiedade e baixa autoestima. Residir tamb&eacute;m com o cuidador traz benef&iacute;cios em um atendimento eficaz e sistem&aacute;tico, mas n&atilde;o intensificar seu papel de cuidador, ocorre uma maior exposi&ccedil;&atilde;o aos efeitos negativos dessa atividade e, consequentemente, a n&iacute;veis mais elevados de tens&atilde;o, que provavelmente interferem na dedica&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia para com o idoso (Fernandes &amp; Garcia, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em outro estudo, Salgueiro e Lopes (2010) afirmam que a fam&iacute;lia &eacute; um importante apoio ao idoso, estabelecendo-se como parceira das redes formais de apoio social, entretanto, o coabitar e o cuidar de um familiar idoso dependente gera um fator desencadeante de mudan&ccedil;as no sistema familiar, levando-o ao desequil&iacute;brio. Ao analisarem o n&iacute;vel da adaptabilidade real da fam&iacute;lia, observaram fam&iacute;lias do tipo ca&oacute;tico e a capacidade que o sistema familiar possui para mudar em face de uma crise elevada. Esse tipo de fam&iacute;lia &eacute; considerado n&atilde;o funcional e pass&iacute;vel de vir a desenvolver patologias, sobretudo se esta situa&ccedil;&atilde;o for perpetuada no tempo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enfatiza-se que na contradi&ccedil;&atilde;o das novas configura&ccedil;&otilde;es familiares, frente &agrave; independ&ecirc;ncia dos idosos que ao morarem sozinhos ou apenas com seus c&ocirc;njuges, t&ecirc;m a possibilidade de redefinir sua posi&ccedil;&atilde;o e sua capacidade de negocia&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o da vida ativa das fam&iacute;lias. Na maioria das vezes tendem a apoiar os filhos do que o inverso, mesmo n&atilde;o morando no mesmo domic&iacute;lio. De fato, o envelhecimento bem-sucedido permite que eles sejam fonte de apoio familiar (Teixeira &amp; Rodrigues, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atualmente, muitos grupos familiares expressam certa dificuldade em cuidar do idoso por morarem em lugares pequenos que comportam apenas pais e filhos, al&eacute;m de encargos adicionais para um cuidado adequado. Assim, a ILP surge como um lugar em que se constitui uma conviv&ecirc;ncia positiva para o idoso ao oferecer um ambiente de encontro com amigos e companheiros, com pessoas que podem constituir uma nova forma de fam&iacute;lia (Porto &amp; Koller, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como j&aacute; assinalado, a fam&iacute;lia encontra-se indispon&iacute;vel para atender adequadamente a demanda do idoso dependente, considerando que o envelhecimento &eacute; um fen&ocirc;meno singular, complexo e atual, portanto que necessita com mais cuidado ser compartilhado pela fam&iacute;lia e a sociedade, pois na maioria das vezes a atua&ccedil;&atilde;o da mesma restringe-se ao encaminhamento do longevo as Institui&ccedil;&otilde;es de Longa Perman&ecirc;ncia e, nesse processo, o idoso pode encontrar um total desamparo familiar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contextualizar o idoso institucionalizado &eacute; repensar as an&aacute;lises aqui colocadas e compreende-lo frente &agrave; sua pr&oacute;pria institucionaliza&ccedil;&atilde;o. Estar institucionalizado &eacute; uma quest&atilde;o de extenso debate, por um lado as ILPs com as fun&ccedil;&otilde;es de proteger e cuidar, por outro, o idoso frente &agrave;s novas adapta&ccedil;&otilde;es, ambos perpassam momentos de transitoriedade, que tamb&eacute;m requisitam o reconhecimento de suas demandas e necessidades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O desgaste, as perdas e os decl&iacute;nios s&atilde;o inevit&aacute;veis e desencadeiam desafios adaptativos para o idoso, em particular quando institucionalizado nas ILPs, pois longe das rotinas habituais sente-se perdido no tempo e no espa&ccedil;o, entretanto, esse fen&ocirc;meno pode tamb&eacute;m acontecer na sua resid&ecirc;ncia junto &agrave; fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As ILPs ainda carregam uma imagem negativa cristalizada na figura assistencialista, consequentemente, seus residentes podem internalizar essa imagem. Todavia, h&aacute; um movimento gradual contr&aacute;rio a essa imagem, assim, a constru&ccedil;&atilde;o de um idoso institucionalizado nas ILPs precisa alcan&ccedil;ar significados que se articulem de forma concreta e positiva desmistificando a caricatura de desprotegido.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Almeida, A. J.P.S., &amp; Rodrigues, V. M.C.P. (2008). A qualidade de vida da pessoa idosa institucionalizada em lares. <i>Latino-americana Enfermagem, 6</i>(6), 1025-1031.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099967&pid=S1413-0394201200020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ara&uacute;jo, I., Pa&uacute;l, C., &amp; Martins, M. (2011).Viver com mais idade em contexto familiar: depend&ecirc;ncia no auto cuidado. <i>Escola Enfermagem USP,45</i>(4), 869-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099969&pid=S1413-0394201200020001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ara&uacute;jo, L. F., Coutinho, M. P. L., &amp; Santos, M. F. S. (2006). O idoso nas institui&ccedil;&otilde;es gerontol&oacute;gicas: um estudo na perspectiva das representa&ccedil;&otilde;es sociais. <i>Psicologia &amp; Sociedade, 18</i>(2), 89-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099971&pid=S1413-0394201200020001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Basso, L. A., &amp; Marin, A. H. (2010). Comportamento do apego em adultos e a experi&ecirc;ncia da perda de um ente querido. <i>Aletheia, 32</i>(2), 92-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099973&pid=S1413-0394201200020001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Batistoni, S. S. T., &amp; Namba, C. S. (2010). Idade subjetiva e suas rela&ccedil;&otilde;es com o envelhecimento bem-sucedido. <i>Psicologia em Estudo, 4</i>(15), 733-742.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099975&pid=S1413-0394201200020001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bessa, M. E. P., &amp;Silva, M. J. (2008). Motiva&ccedil;&otilde;es para o ingresso dos idosos em institui&ccedil;&otilde;es de longa perman&ecirc;ncia e processos adaptativos: um estudo de caso. <i>Texto contexto &ndash; enfermagem, 17</i>(2), 258-265.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Camarano, A. A. &amp; Kanso, S. (2010). As institui&ccedil;&otilde;es de longa perman&ecirc;ncia para idosos no Brasil, <i>Brasileira de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o, 27</i>(1), 233-235.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099978&pid=S1413-0394201200020001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Camargos, M. C. S, Rodrigues, R. N, &amp; Machado, C. J. (2011). Idoso, fam&iacute;lia e domic&iacute;lio: uma revis&atilde;o narrativa sobre a decis&atilde;o de morar sozinho, <i>Brasileira de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o, 28</i>(1), 217-230.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099980&pid=S1413-0394201200020001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Carvalho, M. P. R. S., &amp; Dias, M. O. (2011). Adapta&ccedil;&atilde;o dos institucionalizados, <i>Millenium, 40</i>,161-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099982&pid=S1413-0394201200020001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Coudin, G., &amp; Alexopoulos, T. (2010). Help me&#33; I'm old&#33; How negative aging stereotypes create dependency among older adults, <i>Aging &amp; Mental Health, 14</i>(5), 516-523.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099984&pid=S1413-0394201200020001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Couto, M. C. P. P., Koller, S. H., &amp; Soares, P. S. (2009). Avalia&ccedil;&atilde;o de discrimina&ccedil;&atilde;o contra idosos em contexto brasileiro &ndash; ageismo, <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 25</i> (4), 509-518.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Creutzberg, M.,Gon&ccedil;alves, L. H. T., &amp; Sobottka, E. A. (2008). Institui&ccedil;&atilde;o de longa perman&ecirc;ncia para idosos: a imagem que permanece. <i>Enfermagem, 17</i>(2), 273-279.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099987&pid=S1413-0394201200020001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cupertino, A. P. F. B, Rosa, F. H. M., &amp; Ribeiro, C. C (2007). Defini&ccedil;&atilde;o de envelhecimento saud&aacute;vel na perspectiva de indiv&iacute;duos idosos, <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 20</i>(1),81-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099989&pid=S1413-0394201200020001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Faleiros, V. P., &amp; Morano, T. (2009). Cotidiano e rela&ccedil;&otilde;es de poder numa institui&ccedil;&atilde;o de longa perman&ecirc;ncia para pessoas idosas, <i>Textos &amp; Contextos, 8</i>(2), 319-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099991&pid=S1413-0394201200020001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fernandes M.G. M., &amp; Garcia, T. R.(2009). Determinantes da tens&atilde;o do cuidador familiar de idosos dependentes. <i>Enfermagem, 62</i>(1), 57-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099993&pid=S1413-0394201200020001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Galisteu, K. J, Facundim, S. D, Ribeiro, R. C. H. M., &amp; Soler, Z. A. S. G. (2006). Qualidade de vida de idosos de um grupo de conviv&ecirc;ncia com a mensura&ccedil;&atilde;o da escala de Flanagan. <i>Arquivos de Ci&ecirc;ncia da Sa&uacute;de, 13</i>(4), 209-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099995&pid=S1413-0394201200020001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gamburgo, L. J. L., &amp; Monteiro, M. I. B. (2009). Singularidades do envelhecimento: reflex&otilde;es com base em conversas com um idoso institucionalizado. <i>Interface, Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o, 13</i>(28), 31-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099997&pid=S1413-0394201200020001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Instituto brasileiro de geografia e estat&iacute;stica, <i>Censo 2010</i>. (2012). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">www.ibge.gov.br</a>&gt;. Acessado em 20 de setembro de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099999&pid=S1413-0394201200020001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Leime, J., Luna, V., Leite, J., &amp; Rique Neto, J. (2012). O Pensamento do Perd&atilde;o em Idosos Institucionalizados. <i>Psico, 43</i>(1),69-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100001&pid=S1413-0394201200020001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Leite, M. T., Battisti, I. D. E., Berlezi E. M., &amp; Scheuer, A. I. (2008). Idosos residentes no meio urbano e sua rede de suporte familiar e social. <i>Texto Contexto Enfermagem, 17</i>(2), 250-257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100003&pid=S1413-0394201200020001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lima, T. C. S., &amp; Mioto, R. C. T. (2007). Procedimentos metodol&oacute;gicos na constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico: a pesquisa bibliogr&aacute;fica. <i>Kat&aacute;lysis</i>, 10, 37-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100005&pid=S1413-0394201200020001600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Maia, G. F., Londero, S., &amp; Henz, A. (2008). Velhice, institui&ccedil;&atilde;o e subjetividade. <i>Interface, Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o,12</i>(24), 49-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100007&pid=S1413-0394201200020001600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Marin, M. J. S., Miranda, F. A., Fabbri, D., Tinelli, L. P., &amp; Storniolo, L. V. (2012). Compreendendo a hist&oacute;ria de vida de idosos institucionalizados. <i>Brasileira Geriatria Gerontologia, 15</i>(1), 147-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100009&pid=S1413-0394201200020001600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Porto, I., &amp; Koller, S. H. (2006). Viol&ecirc;ncia contra idosos institucionalizados. <i>Psicologia, Vetor Editora, 9</i>(1), 1-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100011&pid=S1413-0394201200020001600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ribeiro, A. P., &amp; Schutz, G. E. (2007). Reflex&otilde;es sobre o envelhecimento e bem-estar de idosas institucionalizadas. <i>Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 10</i>(2), 191-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100013&pid=S1413-0394201200020001600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rodrigues, N. C. (2001). Pol&iacute;tica Nacional do Idoso retrospectiva hist&oacute;rica. <i>Estudos interdisciplinares sobre o desenvolvimento, 3</i>, 149-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100015&pid=S1413-0394201200020001600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Salgueiro, H., &amp; Lopes, M. (2010). A din&acirc;mica da fam&iacute;lia que coabita e cuida de um idoso dependente. <i>Ga&uacute;cha Enfermagem, 31</i>(1), 26-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100017&pid=S1413-0394201200020001600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tahan, J., &amp; Carvalho, A. C. D. (2010). Reflex&otilde;es de idosos participantes de grupos de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de acerca do envelhecimento e da qualidade de vida. <i>Sa&uacute;de e Sociedade, 19</i>(4), 878-888.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100019&pid=S1413-0394201200020001600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Teixeira, I, N. D. A. O., &amp; Neri, A. L. (2008). Envelhecimento bem-sucedido: uma meta no curso da vida. <i>Psicologia USP, 19</i>(1), 81-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100021&pid=S1413-0394201200020001600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Teixeira, S. M., &amp; Rodrigues, V. S. (2009). Modelos de fam&iacute;lia entre idosos: fam&iacute;lias restritas ou extensas? <i>Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 12</i>(2), 239-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100023&pid=S1413-0394201200020001600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tomasini, S. L. V., &amp; Alves, S. (2007). Envelhecimento bem-sucedido e o ambiente das institui&ccedil;&otilde;es de longa perman&ecirc;ncia. <i>RBCEH, 4</i>(1), 88-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100025&pid=S1413-0394201200020001600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ximenes, M. A., &amp; C&ocirc;rte, B. A.(2007). Institui&ccedil;&atilde;o asilar e seus fazeres cotidianos: um estudo de caso. <i>Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento, 11</i>, 29-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=100027&pid=S1413-0394201200020001600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="end2"></a><a href="#end"><img src="/img/revistas/aletheia/n38-39/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o para contato</a></b>    <br> <b>E-mail</b>: <a href="mailto:an.bentes@yahoo.com.br">an.bentes@yahoo.com.br</a></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em dezembro de 2012    <br> Aceito em abril de 2013</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ana Cl&aacute;udia de Oliveira Bentes:</b> Psic&oacute;loga, Especialista em Gerontologia, mestranda de Psicologia Cl&iacute;nica e Social da Universidade Federal do Par&aacute;.    <br> <b>Janari da Silva Pedroso:</b> Psic&oacute;logo, Doutor em Ci&ecirc;ncias, professor Adjunto IV da Universidade Federal do Par&aacute;.    <br> <b>Carlos Alberto Batista Maciel:</b> Assistente Social, Doutor em Sociologia, professor Adjunto IV da Universidade Federal do Par&aacute;.</font></p>      ]]></body>
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