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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Racioc&iacute;nio l&oacute;gico-matem&aacute;tico: aprendizagem e desenvolvimento </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Luciano de Lemos Meira; Maria da Gra&ccedil;a Dias; Alina Galv&atilde;o Spinillo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade Federal de Pernambuco</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo do racioc&iacute;nio l&oacute;gico-matem&aacute;tico tem uma longa tradi&ccedil;&atilde;o em Psicologia. Mais que revisar a extensa literatura nesta &aacute;rea, entretanto, a colet&acirc;nea de estudos apresentados a seguir tem por objetivo estabelecer os par&acirc;metros de uma perspectiva<i> "situada"</i> na investiga&ccedil;&atilde;o do racioc&iacute;nio. Embora provenientes de diferentes escolas da pesquisa em psicologia cognitiva, os artigos compilados a seguir compreendem o racioc&iacute;nio l&oacute;gico-matem&aacute;tico como um processo que depende intrinsecamente da<i> organiza&ccedil;&atilde;o social e material das situa&ccedil;&otilde;es</i> onde ele ocorre. Com base nestes estudos, discutiremos tr&ecirc;s aspectos gerais da natureza do racioc&iacute;nio enquanto processo situado: (a) sua complexidade; (2) sua g&ecirc;nese; e (3) seu car&aacute;ter circunstancial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No primeiro estudo apresentado a seguir, Dias discute o racioc&iacute;nio silog&iacute;stico e, em particular, os tipos de tarefas e situa&ccedil;&otilde;es que facilitam o desempenho de pr&eacute;-escolares em silogismos complexos. A seguir, Spinillo investiga o racioc&iacute;nio sobre propor&ccedil;&otilde;es em crian&ccedil;as muito jovens, e as representa&ccedil;&otilde;es materiais de tarefas que podem auxili&aacute;-las neste processo. Por fim, Meira discute a necessidade da an&aacute;lise de contextos, atividades e situa&ccedil;&otilde;es para uma melhor compreens&atilde;o dos processos psicol&oacute;gicos subjacentes ao racioc&iacute;nio matem&aacute;tico. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Racioc&iacute;nio dedutivo e a compreens&atilde;o da linguagem </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Copi (1982) "o estudo da l&oacute;gica &eacute; o estudo dos m&eacute;todos e princ&iacute;pios usados para distinguir o racioc&iacute;nio correto do incorreto". Anderson (1980), por sua vez argumenta que "o racioc&iacute;nio l&oacute;gico-dedutivo n&atilde;o deve estar preocupado com o exame da verdade das premissas em um argumento. Ao inv&eacute;s, deve investigar se as premissas implicam logicamente a conclus&atilde;o." (p. 298). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Silogismo &eacute; um tipo de argumento dedutivo que consiste de duas premissas e uma conclus&atilde;o. Por exemplo: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todo homem &eacute; mortal.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&oacute;crates &eacute; homem</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, S&oacute;crates &eacute; mortal </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A primeira premissa (Premissa Maior) &eacute; uma afirmativa universal, enquanto a segunda (Premissa Menor) e a conclus&atilde;o s&atilde;o afirmativas particulares. Assim, o sujeito necessita julgar se a conclus&atilde;o pode ser inferida validamente das duas premissas, sem considerar a veracidade do conte&uacute;do das mesmas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Existem quatro formas b&aacute;sicas de silogismos ou regras de infer&ecirc;ncias: dois desses argumentos<i> (Modus Ponens e Modus Tollens)</i> possuem conclus&otilde;es que s&atilde;o corretas e logicamente necess&aacute;rias. Eles s&atilde;o chamados de silogismos v&aacute;lidos. Um silogismo &eacute; chamado de<i> Modus Ponens</i> quando possui a premissa menor e a conclus&atilde;o na forma afirmativa:<i> p</i> implica<i> q\ p;</i> portanto<i> q.</i> Por exemplo: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se a &aacute;gua est&aacute; fervendo, ent&atilde;o est&aacute; quente;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A &aacute;gua est&aacute; fervendo;    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A &aacute;gua est&aacute; quente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando o silogismo tem a premissa menor e a conclus&atilde;o na forma negativa, ele &eacute; chamado<i> Modus Tollens: p</i> implica<i> q;</i> n&atilde;o<i> q</i> portanto n&atilde;o p. Por exemplo: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se a &aacute;gua est&aacute; fervendo, ent&atilde;o est&aacute; quente;    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A &aacute;gua n&atilde;o est&aacute; quente;    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ela n&atilde;o est&aacute; fervendo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os outros dois tipos de agumentos (Afirma&ccedil;&atilde;o do Consequente e Nega&ccedil;&atilde;o do Antecedente) t&ecirc;m conclus&otilde;es indeterminadas, e s&atilde;o chamados de silogismos inv&aacute;lidos. O silogismo da fal&aacute;cia da Afirma&ccedil;&atilde;o do Consequente tem a forma:<i> p</i> implica<i> q; q,</i> "?" . Por exemplo: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se os pais tem olhos azuis, seus filhos ter&atilde;o olhos azuis;    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maria tem olhos azuis;    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seus pais podem ou n&atilde;o ter olhos azuis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O silogismo da fal&aacute;cia de Nega&ccedil;&atilde;o do Antecedente surge na forma<i> p </i>implica<i> q;</i> n&atilde;o <i>p</i>, "?". Por exemplo: </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se os pais t&ecirc;m olhos azuis, seus filhos ter&atilde;o olhos azuis;    Os pais de Jo&atilde;o n&atilde;o t&ecirc;m olhos azuis;    Jo&atilde;o pode ou n&atilde;o ter olhos azuis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisas em psicologia cognitiva t&ecirc;m examinado as respostas dadas &agrave;s diferentes formas de silogismos por diferentes tipos de sujeitos com o objetivo de melhor compreender os processos do racic&iacute;nio. Esses estudos t&ecirc;m demonstrado que existem vari&aacute;veis que interferem no racioc&iacute;nio l&oacute;gico, e que fazem com que at&eacute; adultos com alto grau de escolariza&ccedil;&atilde;o falhem em demonstrar tal racioc&iacute;nio. Essas vari&aacute;veis s&atilde;o: (1) diferentes formas de silogismos; (2) tipo de conte&uacute;do envolvido nas premissas; e (3) n&iacute;vel de escolariza&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, a situa&ccedil;&atilde;o da tarefa ou modo de apresenta&ccedil;&atilde;o dos problemas silog&iacute;sticos ajudam o desempenho dos sujeitos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Estudos com diferentes formas de silogismos </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos estudos sugere que adultos dificilmente erram na forma <i>Modus Ponens.</i> Os resultados sobre o desempenho na forma<i> Modus Tollens</i> &eacute; menos consistente entre os estudos. Dias (1987) encontrou entre adultos analfabetos e universit&aacute;rios, que o desempenho em problemas envolvendo<i> Modus Tollens</i> n&atilde;o difere daquele encontrado na forma<i> Modus Ponens.</i> Entretanto, Rips e Marcus (1977) encontraram performance inferior em<i> Modus Tollens</i> quando comparado ao desempenho em silogismos na forma<i> Modus Ponens.</i> No entanto, os dois estudos encontraram que as duas formas de infer&ecirc;ncias v&aacute;lidas s&atilde;o muito mais f&aacute;ceis do que as infer&ecirc;ncias inv&aacute;lidas. Nestas, os sujeitos tendem a produzir fal&aacute;cias, transformando "Se A &eacute; verdadeiro ent&atilde;o B &eacute; verdadeiro" em "Se B &eacute; verdadeiro ent&atilde;o A &eacute; verdadeiro". Este tipo de erro tamb&eacute;m foi encontrado nos estudos de Taplin (1971), Taplin e Standenmayer (1973), Standenmayer (1975) eCarraher(1984). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A resolu&ccedil;&atilde;o de diferentes formas de silogismos tamb&eacute;m tem sido estudada entre crian&ccedil;as e os resultados s&atilde;o semelhantes ao dos adultos (Ver Shapiro e O'Brien, 1970; Dias, 1988). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>A influ&ecirc;ncia do conte&uacute;do dos problemas no racioc&iacute;nio l&oacute;gico </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Wilkins (1928) mostrou que o desempenho de adultos em problemas com conte&uacute;dos familiares do cotidiano era geralmente melhor e apresentava menos erros falaciosos que em problemas cujos conte&uacute;dos eram desconhecidos ou simb&oacute;licos. Para Johnson-Laird, Legrenzi e Legrenzi (1972), estes s&atilde;o surpreendentes do ponto de vista formal porque ao se fazer uma dedu&ccedil;&atilde;o "presume-se que opera&ccedil;&otilde;es mentais s&atilde;o realizadas sem levar-se em considera&ccedil;&atilde;o o conte&uacute;do." (p. 395). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rios outros estudos examinaram se adultos consideram mais f&aacute;cil raciocinar com materiais concretos do que abstratos ou simb&oacute;licos (Wason e Evans, 1974; Wason e Shapiro, 1971; e Lunzer, Harrison e Devey, 1972). Wason e Johnson-Laird (1972) argumentam que o contexto concreto do problema fornece "uma estrutura na qual os sujeitos podem se projetar atrav&eacute;s de um ato de imagina&ccedil;&atilde;o." (p. 191). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro problema envolvendo conte&uacute;do que adultos apresentam no seu racioc&iacute;nio l&oacute;gico &eacute; chamado "vi&eacute;s da cren&ccedil;a". Janis e Frinch (1943) e Lefford (1946) observaram que a maioria dos sujeitos julgavam uma conclus&atilde;o como v&aacute;lida quando eles concordavam com seu conte&uacute;do, e julgavam que era inv&aacute;lida quando n&atilde;o concordavam com seu conte&uacute;do. Resultados similares foram encontrados por Henle (1962). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos estes resultados sugerem que, comparativamente, os baixos n&iacute;veis de desempenho observados entre adultos s&atilde;o atribu&iacute;veis n&atilde;o a uma falta de compet&ecirc;ncia em raciocinar, mas ao conte&uacute;do de vari&aacute;veis tais como familiaridade, ou &agrave; natureza concreta das premissas (vi&eacute;s emp&iacute;rico), ou ao fato dos sujeitos acreditarem ou n&atilde;o nas conclus&otilde;es advindas das mesmas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se o racioc&iacute;nio l&oacute;gico de adultos &eacute; fortemente influenciado pelo tipo de conte&uacute;do, pode-se esperar que o das crian&ccedil;as o seja ainda mais. Em um estudo com crian&ccedil;as da 4a, 6a, 8a s&eacute;ries e da escola secund&aacute;ria, Roberge e Paulus (1971) apresentaram silogismos com conte&uacute;dos familiar-concreto, abstrato ou contr&aacute;rios &agrave; experi&ecirc;ncia di&aacute;ria. Os resultados mostram que os conte&uacute;dos familiares concretos foram os mais f&aacute;ceis, enquanto que os abstratos e sugestivos foram igualmente dif&iacute;ceis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Roberge e Paulus (1971), estes resultados sugerem que &eacute; "psicol&oacute;gica e pedagogicamente poss&iacute;vel introduzir breves unidades de racioc&iacute;nio de classes e condicionais j&aacute; na quarta s&eacute;rie. Os resultados tamb&eacute;m indicam poss&iacute;veis fontes de dificuldade (por exemplo, conte&uacute;do) para as quais estat&eacute;gias de ensino poderiam ser direcionadas." (p. 199). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hawkins, Pea, Glick e Scribner (1984) verificaram que crian&ccedil;as de 4 e 5 anos conseguiam raciocinar com precis&atilde;o quando as premissas dos problemas descreviam criaturas m&iacute;ticas, e quando o conte&uacute;do era coerente com suas experi&ecirc;ncias. O mesmo n&atilde;o era observado com conte&uacute;dos envolvendo informa&ccedil;&otilde;es incoerentes com a experi&ecirc;ncia do sujeito. Semelhantemente, Dias e Harris (1988) encontraram que crian&ccedil;as entre 4 e 6 anos t&ecirc;m maior facilidade com conte&uacute;dos conhecidos e desconhecidos, do que com conte&uacute;dos incoerentes. No entanto, esta diferen&ccedil;a desaparece quando os problemas eram apresentados em uma situa&ccedil;&atilde;o de brincadeira de faz-de-conta, onde as crian&ccedil;as raciocinam t&atilde;o bem com fatos incoerentes quanto com fatos coerentes e desconhecidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em resumo, os resultados dos estudos discutidos acima indicam que quando crian&ccedil;as resolvem problemas silog&iacute;sticos, o conte&uacute;do das premissas tem um impacto consider&aacute;vel na determina&ccedil;&atilde;o da validade do argumento. Sujeitos mais novos acham mais f&aacute;cil tirar conclus&otilde;es de premissas familiares ou conhecidas, e de contextos de fantasia, do que a partir de premissas que n&atilde;o correspondem &agrave; suas experi&ecirc;ncias. O desempenho dos adultos tamb&eacute;m est&aacute; associado &agrave;s suas cren&ccedil;as, &agrave; familiaridade e concretude do conte&uacute;do, mas independe do uso de premissas envolvendo fantasia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Modo de apresenta&ccedil;&atilde;o: supera&ccedil;&atilde;o das dificuldades </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave;s formas de silogismos, a dificuldade maior encontra-se naquelas inv&aacute;lidas. Dias e Ruiz (1990) demonstraram que a expans&atilde;o da premissa maior, adicionando-se uma frase que exemplifique outro fato pertencente a uma mesma categoria (por exemplo: se s&atilde;o cachorros, ent&atilde;o s&atilde;o animais; mas gatos tamb&eacute;m s&atilde;o animais), melhora significativamente o desempenho de crian&ccedil;as de 5 a 8 anos nas formas inv&aacute;lidas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rumain, Connell e Braine (1983) tamb&eacute;m apresentaram infer&ecirc;ncias v&aacute;lidas e inv&aacute;lidas com a premissa maior simples ou expandida a crian&ccedil;as de 7 a 10 anos e a estudantes universit&aacute;rios. Os resultados mostram que as premissas maiores, quando expandidas, melhoram o desempenho nas fal&aacute;cias em todos os grupos de idade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao tipo de conte&uacute;do, a dificuldade maior &eacute; quando o silogismo envolve fatos incoerentes com a experi&ecirc;ncia di&aacute;ria, ou contr&aacute;rios &agrave;s cren&ccedil;as dos sujeitos. No entanto, Dias e Harris (1988, 1990) demonstraram que as crian&ccedil;as devem tamb&eacute;m ser capazes de extender suas habilidades dedutivas a premissas incongruentes, desde que estas premissas sejam oferecidas &agrave;s crian&ccedil;as de forma que possam ser tratadas como parte de um mundo de faz-de-conta, separado da realidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, o argumento de que a baixa performance de crian&ccedil;as em silogismos &eacute; resultado de "habilidades cognitivas ainda n&atilde;o adquiridas" pode n&atilde;o ser o mais plaus&iacute;vel. O que parece ocorrer &eacute; um fen&ocirc;meno semelhante ao discutido por Bryant (1973), com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; infer&ecirc;ncia transitiva e &agrave; capacidade de utilizar esse tipo de racioc&iacute;nio l&oacute;gico para realizar tarefas de medidas: a crian&ccedil;a &eacute; capaz de fazer infer&ecirc;ncias quando as medidas s&atilde;o apresentadas, mas s&oacute; bem mais tarde consegue realizar tarefas de medi&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea onde o termo m&eacute;dio &eacute; utilizado para comparar o comprimento de dois outros objetos. Bryant argumenta que a crian&ccedil;a j&aacute; disp&otilde;e da l&oacute;gica, embora precise aprender como e quando deve utiliz&aacute;-la, i.e., a crian&ccedil;a possui a habilidade, embora precisemos oferecer as condi&ccedil;&otilde;es e situa&ccedil;&otilde;es adequadas para que ela a demonstre. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>L&oacute;gica infantil e o aprendizado de propor&ccedil;&otilde;es </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de problemas silog&iacute;sticos, a l&oacute;gica do pensamento infantil pode ainda ser compreendida atrav&eacute;s de no&ccedil;&otilde;es diversas, como conceitos matem&aacute;ticos. O conceito de propor&ccedil;&atilde;o surge como de particular import&acirc;ncia por ser ao mesmo tempo relevante para a educa&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica, e por estar relacionado ao desenvolvimento cognitivo, sendo considerada um dos conceitos que marca a passagem das opera&ccedil;&otilde;es concretas para as formais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dada a influ&ecirc;ncia da teoria Piagetiana, onde o conceito de propor&ccedil;&atilde;o &eacute; uma aquisi&ccedil;&atilde;o tardia, a grande maioria das pesquisas na &aacute;rea concentram-se na investiga&ccedil;&atilde;o de sujeitos adultos e adolescentes, pouco se sabendo acerca da compreens&atilde;o inicial que a crian&ccedil;a tem sobre propor&ccedil;&otilde;es. Alguns autores, questionando posi&ccedil;&otilde;es pessimistas acerca das possibilidades cognitivas de crian&ccedil;as, procuram compreender o racioc&iacute;nio proporcional de uma forma diferente. Ao inv&eacute;s de tratar este conceito como um fen&ocirc;meno tudo-ou-nada (que se possui ou n&atilde;o) levantaram a possibilidade de que nem todas as tarefas de propor&ccedil;&atilde;o s&atilde;o inacess&iacute;veis &agrave; compreens&atilde;o da crian&ccedil;a e que, considerados certos aspectos (por exemplo: estrutura da tarefa, dimens&otilde;es e quantidades envolvidas), algumas tarefas podem ser satisfatoriamente resolvidas desde muito cedo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>O que torna uma tarefa de propor&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil? </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Piaget (Piaget e Inhelder, 1975), a compreens&atilde;o do conceito de propor&ccedil;&atilde;o requer o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es entre rela&ccedil;&otilde;es (ou rela&ccedil;&otilde;es de segunda-ordem), habilidade esta inacess&iacute;vel &agrave; l&oacute;gica da crian&ccedil;a no est&aacute;gio operacional concreto. No entanto, &eacute; preciso considerar sobre que rela&ccedil;&otilde;es estas rela&ccedil;&otilde;es de sgunda ordem se estruturam. Estas rela&ccedil;&otilde;es iniciais, que s&atilde;o o ponto de partida do racioc&iacute;nio proporcional, s&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem cuja import&acirc;ncia tem sido frequentemente negligenciada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atrav&eacute;s da an&aacute;lise de protocolos de diversos estudos documentados na literatura, Spinillo (1990; 1992; submetido) verificou que a causa das dificuldades residia muitas vezes nas rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem. Estas rela&ccedil;&otilde;es apresentam n&iacute;veis diferentes de dificuldade: algumas s&atilde;o facilmente estabelecidas pelas crian&ccedil;as, permitindo-lhes o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de segunda-ordem; outras s&atilde;o complexas e impedem que a rela&ccedil;&atilde;o de segunda-ordem seja estruturada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tomemos como exemplo as tarefas de propor&ccedil;&atilde;o do tipo<i> compara&ccedil;&atilde;o, </i>em que as dimens&otilde;es podem ser complementares e n&atilde;o-complementares (Spinillo, 1990; 1992 e submetido).<i> Dimens&otilde;es complementares</i> envolvem partes de um mesmo todo que s&atilde;o diretamente compar&aacute;veis (por exemplo: cartas com e sem cruzes na tarefa piagetiana de quantifica&ccedil;&atilde;o de probabilidades; copos com &aacute;gua ou suco de laranja no estudo de Noelting, 1980; espa&ccedil;o com &aacute;gua ou vazio na tarefa de Bruner e Kenney, 1966).<i> Dimens&otilde;es n&atilde;o-complementares</i> referem-se a unidades independentes que n&atilde;o constituem parte de um mesmo todo (por exemplo: tempo e dist&acirc;ncia em problemas de velocidade; peso e dist&acirc;ncia na tarefa piagetiana do equil&iacute;brio da balan&ccedil;a). A coordena&ccedil;&atilde;o de dimens&otilde;es n&atilde;o-complementares &eacute; mais complexa para crian&ccedil;as do que as dimens&otilde;es complementares, e &eacute; sobre estas &uacute;ltimas que conduziremos nossa an&aacute;lise acerca do pensamento proporcional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>A natureza das rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem nas tarefas com dimens&otilde;es complementares </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando as dimens&otilde;es s&atilde;o complementares, uma propor&ccedil;&atilde;o pode ser representada como uma fra&ccedil;&atilde;o ou como raz&atilde;o. Como fra&ccedil;&atilde;o, as rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem s&atilde;o definidas em termos parte-todo (3/8 das bolinhas s&atilde;o azuis); enquanto que como raz&atilde;o, esas rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o definidas em termos parte-parte (3 bolinhas azuis para 5 bolinhas amarelas). Em termos de desenvolvimento, rela&ccedil;&otilde;es parte-parte s&atilde;o compreendidas mais cedo que as rela&ccedil;&otilde;es parte-todo, como o afirma o pr&oacute;prio Piaget em seus estudos sobre inclus&atilde;o de classes. Nas rela&ccedil;&otilde;es parte-parte, as partes podem ser comparadas diretamente por estarem simultaneamente presentes; enquanto que nas rela&ccedil;&otilde;es parte-todo, a parte e o todo n&atilde;o s&atilde;o diretamente compar&aacute;veis. Apesar disto, a maioria dos estudos sobre propor&ccedil;&atilde;o com sujeitos infantis envolve as dif&iacute;ceis rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem do tipo parte-todo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Poderiam as crian&ccedil;as raciocinar proporcionalmente caso as rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem fossem parte-parte? Spinillo (1990) realizou uma extensa an&aacute;lise do desempenho de crian&ccedil;as em tarefas de propor&ccedil;&atilde;o documentadas na literatura, verificando que desde os 6-7 anos as crian&ccedil;as faziam julgamentos proporcionais quando as rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem eram tratadas n&atilde;o numericamente, e em termos de compara&ccedil;&otilde;es parte-parte. As conclus&otilde;es desta an&aacute;lise encontra suporte emp&iacute;rico em diversos estudos, como veremos a seguir. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Evid&ecirc;ncias </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>As no&ccedil;&otilde;es iniciais que a crian&ccedil;a tem sobre propor&ccedil;&atilde;o.</i> Spinillo (1987; 1990; Spinillo e Bryant, 1988; 1989; 1990; 1991) conduziu uma s&eacute;rie de investiga&ccedil;&otilde;es com crian&ccedil;as de 4 a 8 anos de idade, utilizando tarefas de compara&ccedil;&atilde;o com quantidades n&atilde;o-num&eacute;ricas em que as rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem eram parte-parte (raz&atilde;o). A crian&ccedil;a tinha que determinar qual dentre duas alternativas era aquela que mantinha uma rela&ccedil;&atilde;o de equival&ecirc;ncia com um modelo. Aspectos perceptuais e o tamanho absoluto dos objetos apresentados foram controlados. A <b>performance</b> foi analisada em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de acertos e das justificativas fornecidas, sendo estas classificadas em uma escala ordinal que refletia diferentes n&iacute;veis de compreens&atilde;o sobre propor&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados dessas investiga&ccedil;&otilde;es consistentemente demonstravam que j&aacute; aos 6 anos as crian&ccedil;as respondiam corretamente, usando em suas justificativas julgamentos proporcionais. De modo geral, foi poss&iacute;vel verificar a seguinte progress&atilde;o quanto ao desenvolvimento do conceito de propor&ccedil;&atilde;o: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(1) 4-5 anos de idade: dificuldades com as rela&ccedil;&otilde;es de segunda-ordem mesmo quando as rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem s&atilde;o f&aacute;ceis. Em outras palavras, elas compreendem rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem mas s&atilde;o incapazes de aplicar estas rela&ccedil;&otilde;es a julgamentos proporcionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(2) 6 anos de idade: estabelecem rela&ccedil;&otilde;es entre rela&ccedil;&otilde;es, mas esta habilidade emerge de maneira global, gerando um &uacute;nico tipo de justificativa proporcional para diferentes tipos de compara&ccedil;&otilde;es entre raz&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(3) 7-8 anos de idade: julgamentos proporcionais mais espec&iacute;ficos que variam em fun&ccedil;&atilde;o dos diferentes tipos de compara&ccedil;&otilde;es entre raz&otilde;es, refletindo uma performance mais elaborada que com as crian&ccedil;as de 6 anos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se ainda o uso sistem&aacute;tico de uma estrat&eacute;gia de resolu&ccedil;&atilde;o que tinha o conceito de "metade" como referente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Estudos de treinamento.</i> Al&eacute;m de possuirem no&ccedil;&otilde;es iniciais, crian&ccedil;as de 6-7 anos s&atilde;o capazes de aprender sobre propor&ccedil;&atilde;o quando ensinadas a estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem em termos parte-parte. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muller (1979) examinou o efeito de treinamento na habilidade de crian&ccedil;as (7-10 anos) em fazer julgamentos proporcionais, utilizando rela&ccedil;&otilde;es parte-parte nas rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem. Ap&oacute;s um pr&eacute;-teste, os sujeitos foram divididos em tr&ecirc;s grupos:<i> grupo controle</i> (sem <b>feedback</b> ou explica&ccedil;&atilde;o);<i> grupo de feedback</i> (informa&ccedil;&otilde;es sobre o acerto e erro); e<i> grupo de explica&ccedil;&atilde;o</i> (<b>feedback</b> e explica&ccedil;&atilde;o sobre os princ&iacute;pios conceituais de suas escolhas). Um p&oacute;s-teste foi ent&atilde;o aplicado, mostrando que ap&oacute;s o treinamento, o grupo de explica&ccedil;&atilde;o forneceu mais respostas proporcionais que os outros dois grupos. O grupo de <b>feedback</b> deu mais respostas proporcionais que o<i> controle.</i> Concluiu-se que a partir dos 7 anos as crian&ccedil;as podem ser ensinadas a fazer julgamentos proporcionais quando<b> feedback</b> e explica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o fornecidas. Al&eacute;m disso, explica&ccedil;&otilde;es baseadas no princ&iacute;pio conceituai s&atilde;o mais efetivas do que a simples informa&ccedil;&atilde;o sobre acerto e erro (<b>feedback</b>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Resultado semelhante foi encontrado por Siegler e Vago (1978), onde, ap&oacute;s treinamento, crian&ccedil;as de 7 anos eram bem sucedidas no uso de regras de proporcionalidade tanto quanto as de 10 anos, treinamento este onde as rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem foram explicitadas em termos de rela&ccedil;&otilde;es parte-parte. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses resultados confirmam a id&eacute;ia de que julgamentos proporcionais podem desde cedo ser estabelecidos atrav&eacute;s de rela&ccedil;&otilde;es parte-parte e que explica&ccedil;&otilde;es acerca de como as rela&ccedil;&otilde;es de primeira-ordem podem ser estabelecidas s&atilde;o efetivas para o aparecimento de respostas proporcionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Observa&ccedil;&otilde;es no contexto de sala de aula.</i> Al&eacute;m de estudos de treinamento, observa&ccedil;&otilde;es no contexto de sala de aula mostram que crian&ccedil;as de 6-8 anos compreendem no&ccedil;&otilde;es de equival&ecirc;ncia, perspectiva, escalas e outros de dependerem de recursos materiais (re)criados circunstancialmente em cada situa&ccedil;&atilde;o (Schoenfeld, 1989; Lampert, 1990; Resnick, 1989; Greeno, 1989). Esta abordagem "situada" do racioc&iacute;nio matem&aacute;tico ser&aacute; exemplificada a seguir com os resultados de dois estudos amplamente discutidos em Meira (1991). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Racioc&iacute;nio matem&aacute;tico e participa&ccedil;&atilde;o cultural </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste estudo foi inicialmente investigar e promover o aprendizado de fun&ccedil;&otilde;es lineares em crian&ccedil;as do primeiro grau, atrav&eacute;s do uso de artefatos instrucionais mec&acirc;nicos ou computacionais. O uso de materiais concretos como um meio de promover o racioc&iacute;nio em matem&aacute;tica tem uma longa e atropelada hist&oacute;ria pedag&oacute;gica. Argumenta-se, por exemplo, que objetos f&iacute;sicos podem imbuir conceitos e s&iacute;mbolos "abstratos" com experi&ecirc;ncias e significados "concretos". Com base neste argumento, tr&ecirc;s instrumentos foram criados a fim de promover a compreens&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es lineares em crian&ccedil;as de oitava s&eacute;rie:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(1)<i> Roldanas.</i> Uma manivela faz girar uma roldana de circunfer&ecirc;ncia A, que por sua vez suspende um pequeno objeto ao longo de uma escala numerada. O mecanismo funciona de tal forma que, se o objeto est&aacute; inicialmente em um ponto B da escala, cada vez que um giro &eacute; imprimido na roldana, o objeto desloca-se A unidades para cima. Ent&atilde;o, se a roldana girar X vezes, o objeto desloca-se uma dist&acirc;ncia igual a A vezes X, e p&aacute;ra na posi&ccedil;&atilde;o Y = AX +B. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(2)<i> Molas.</i> Uma mola &eacute; suspensa no topo de urna escala numerada. De acordo com a lei de Hook, molas s&atilde;o esperadas comportar-se linearmente de tal forma que se o tamanho inicial da mola &eacute; B e seu coeficiente de elasticidade A, cada vez que uma unidade de peso &eacute; colocada na mola, esta alonga-se A unidades. Ent&atilde;o, se X unidades de peso s&atilde;o colocadas, a mola alongar-se-ia A vezes X unidades e teria um comprimento final Y = AX + B. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(3)<i> M&aacute;quina de Jun&ccedil;&otilde;es.</i> Software programado para receber inputs num&eacute;ricos e retornar um<b> output,</b> impresso na tela de um computador e calculado de acordo com uma equa&ccedil;&atilde;o linear da forma<b> Output</b> + A.<b> (Input)</b> + B, inacess&iacute;vel aos </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observa&ccedil;&otilde;es em uma sala de oitava s&eacute;rie indicaram que os estudantes eram frequentemente solicitados a resolver problemas envolvendo seq&uuml;&ecirc;ncias num&eacute;ricas e rela&ccedil;&otilde;es funcionais. Sobretudo, observou-se a familiaridade dos estudantes com representa&ccedil;&otilde;es de tabelas e com estrat&eacute;gias para inspecionar seq&uuml;&ecirc;ncias num&eacute;ricas e elaborar regras matem&aacute;ticas. Em suma, estes estudantes aprenderam a esperar que seq&uuml;&ecirc;ncias num&eacute;ricas fossem representadas na forma de tabelas x--y, e exemplificassem regularidades descritas matematicamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s as observa&ccedil;&otilde;es, foram realizadas entrevistas com nove pares de alunos da mesma sala-de-aula. O objetivo destas entrevistas foi investigar a efic&aacute;cia de cada instrumento como ferramenta no aprendizado de fun&ccedil;&otilde;es. A id&eacute;ia original, parte de um pensamento cl&aacute;ssico dentro das ciencias cognitivas, era de que estes instrumentos concretizam fun&ccedil;&otilde;es lineares de tal forma que seus usu&aacute;rios podem "ver" atrav&eacute;s deles mais ou menos dos conceitos matem&aacute;ticos subjacentes. De acordo com esta an&aacute;lise, nos pareceu razo&aacute;vel esperar que o mecanismo de roldanas seria o melhor instrumento para ajudar os estudantes a compreender fun&ccedil;&otilde;es lineares (uma vez que todos os seus componentes est&atilde;o &agrave; mostra), a m&aacute;quina com molas seria menos eficiente (pois a constante de elasticidade n&atilde;o &eacute; perceptualmente saliente no mecanismo), e a m&aacute;quina de fun&ccedil;&otilde;es seria n&atilde;o apenas confusa mas tamb&eacute;m abstrata, "descontextualizada" e desmotivadora. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A no&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica por tr&aacute;s do argumento acima &eacute; uma vis&atilde;o cl&aacute;ssica de transpar&ecirc;ncia, a id&eacute;ia que instrumentos possuem ou n&atilde;o caracter&iacute;sticas instr&iacute;nsecas que revelam para usu&aacute;rios id&eacute;ias matem&aacute;ticas subjacentes. Desta forma, poder&iacute;amos atribuir a estes instrumentos graus de transpar&ecirc;ncia que estariam relacionados, por sua vez, &agrave; capacidade de cada instrumento em promover a efici&ecirc;ncia cognitiva de seus usu&aacute;rios. Em outras palavras, estes instrumentos teriam diferentes graus de fidelidade epist&ecirc;mica com o dom&iacute;nio de conhecimentos que lhe imaginamos subjacente. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise da atividade dos estudantes com estes instrumentos, entretanto, revelou que aqueles que trabalharam com a m&aacute;quina de roldanas estavam frequentemente muito confusos a respeito do que fazer (contradizendo assim a hip&oacute;tese inicial), ao mesmo tempo que as crian&ccedil;as que trabalharam com a m&aacute;quina de fun&ccedil;&otilde;es tiveram uma surpreendente facilidade de lidar com este instrumento. Em geral, observou-se que as crian&ccedil;as entrevistadas foram fortemente influenciadas por experi&ecirc;ncias em sala-de-aula com seq&uuml;&ecirc;ncias num&eacute;ricas e representa&ccedil;&otilde;es na forma de tabelas, do tipo que elas perceberam como relevantes na m&aacute;quina de fun&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A transpar&ecirc;ncia de um instrumento pedag&oacute;gico &eacute;, portanto, uma fun&ccedil;&atilde;o da perspectiva de seus usu&aacute;rios, e daquilo que eles aprenderam a reconhecer e compreender atrav&eacute;s de sua participa&ccedil;&atilde;o em pr&aacute;ticas culturais espec&iacute;ficas, por exemplo, na sala-de-aula. Transpar&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; inerente a objetos, mas emerge em um processo de uso onde artefatos s&atilde;o continuadamente transformados em sua fun&ccedil;&atilde;o. Ou seja, artefatos (materiais e intelectuais) tornam-se transparentes na medida em que indiv&iacute;duos os usam em atividades cujos significados s&atilde;o criados coletivamente em pr&aacute;ticas culturais espec&iacute;ficas. Assim, o pr&oacute;prio racioc&iacute;nio matem&aacute;tico &eacute; n&atilde;o apenas influenciado, mas de certa forma constitu&iacute;do pela natureza do engajamento dos indiv&iacute;duos na atividade de grupos s&oacute;cio-culturais. Do ponto de vista educacional, dever&iacute;amos enfatizar n&atilde;o o instrumento pedag&oacute;gico em si, mas as formas pelas quais estudantes efetivamente os usam e os transformam. Por exemplo, a educa&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica deveria incentivar atividades de discuss&atilde;o em sala-de-aula, no contexto das quais certos materiais pedag&oacute;gicos poderiam tornar-se objetos de argumenta&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Racioc&iacute;nio matem&aacute;tico e representa&ccedil;&otilde;es materiais </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este segundo estudo investigou a natureza e a g&ecirc;nese das representa&ccedil;&otilde;es constru&iacute;das pelos sujeitos durante a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas envolvendo os mesmos mecanismos f&iacute;sicos descritos acima. Devido a extens&atilde;o da micro-an&aacute;lise das representa&ccedil;&otilde;es materiais produzidas pelos estudantes, apresento a seguir apenas as conclus&otilde;es deste estudo, e que se relacionam diretamente com o tema deste artigo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com a an&aacute;lise realizada, observou-se que as representa&ccedil;&otilde;es elaboradas pelos sujeitos no papel apresentam as seguintes caracter&iacute;sticas: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(1) Representa&ccedil;&otilde;es	 matem&aacute;tica impressas no papel podem ser usadas para resumir, abstrair e transportar informa&ccedil;&otilde;es contidas em outras representa&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(2) A mesma representa&ccedil;&atilde;o pode possuir m&uacute;ltiplos significados, que evoluem durante a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(3) Embora as vezes aparentemente compactas, representa&ccedil;&otilde;es no papel podem ser compostas de "aglomerados" distintos, cada um dos quais permitindo infer&ecirc;ncias quantitativas distintas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(4) Mesmo em uma representa&ccedil;&atilde;o estritamente n&atilde;o-alg&eacute;brica, uma representa&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica pode conter "vari&aacute;veis", cujo conte&uacute;do e significado s&atilde;o manipulados, recombinados, ou mesmo abandonados, dependendo de circunst&acirc;ncias emergentes na atividade do resolvedor de problemas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(5) Representa&ccedil;&otilde;es podem apresentar um car&aacute;ter minimalista, na medida em que informa&ccedil;&otilde;es "secund&aacute;rias" (por exemplo, r&oacute;tulos em tabelas de valores) surgem apenas no discurso do sujeito. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(6) Representa&ccedil;&otilde;es	 s&atilde;o de certa forma "cont&iacute;nuas" com poss&iacute;veis referentes f&iacute;sicos, mas tamb&eacute;m podem adquirir vida pr&oacute;pria e organizar a pr&oacute;pria atividade da qual emergem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(7) Atividades de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas n&atilde;o s&atilde;o simplesmente aplicadas sobre ou em conjunto com representa&ccedil;&otilde;es, mas sua pr&oacute;pria emerg&ecirc;ncia pode depender da exist&ecirc;ncia de representa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas em uma dada situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo sugere, ent&atilde;o, que a produ&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es "externas" ou materiais na atividade matem&aacute;tica &eacute; essencial para a organiza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento do pr&oacute;prio racioc&iacute;nio matem&aacute;tico. Esta conclus&atilde;o, entretanto, deve ser cuidadosamente qualificada pois representa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o possuem, por si s&oacute;s, qualquer poder especial para determinar o racioc&iacute;nio. Ao inv&eacute;s disto, sugiro que representa&ccedil;&otilde;es materiais e atividade matem&aacute;tica se constituem mutuamente. Na sala-de-aula, ent&atilde;o, dever-se-ia incentivar a produ&ccedil;&atilde;o abundante de representa&ccedil;&otilde;es materiais como forma de fazer a matem&aacute;tica mais "concreta" e perceptualmente significativa para os alunos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tomamos em conjunto, os estudos discutidos acima apontam para novas perspectivas na investiga&ccedil;&atilde;o do racioc&iacute;nio l&oacute;gico-matem&aacute;tico. As pesquisas de Dias (1988), Spinillo (1990), e Meira (1991) ilustram a complexidade do racioc&iacute;nio e, em particular, seus aspectos circunstanciais. Ou seja, emergentes formas de racioc&iacute;nio l&oacute;gico-matem&aacute;tico dependem direta e intrinsecamente da organiza&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es imediatas de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas silog&iacute;sticos e matem&aacute;ticos. Esta organiza&ccedil;&atilde;o pode estar relacionada, por exemplo, &agrave; forma de apresenta&ccedil;&atilde;o de tarefas, ou &agrave; qualidade das intera&ccedil;&otilde;es sociais existentes na situa&ccedil;&atilde;o, ou ao pr&oacute;prio aprendizado anterior do indiv&iacute;duo em pr&aacute;ticas culturais espec&iacute;ficas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tanto a Psicologia (a n&iacute;vel te&oacute;rico e metodol&oacute;gico) quanto a Educa&ccedil;&atilde;o (especialmente a n&iacute;vel de pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas) precisam considerar as perspectivas aqui apresentadas, no sentido de melhor compreender as possibilidades cognitivas individuais e as situa&ccedil;&otilde;es em que tais habilidades emergem. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.<i> Racioc&iacute;nio dedutivo e compreens&atilde;o da linguagem </i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Braine, M.D.S. e Rumain, B. (1983). Logical reasoning. Em J.H. Flavell e E.M. Markman (Orgs.).<i> Cognitive Development, CarmichaeVs Manual of Child Psychology, Vol III,</i> 4th Edition, New York: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553127&pid=S1413-389X199300010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dias, M.G.B.B. (1987). Da l&oacute;gica do analfabeto &agrave; l&oacute;gica do universit&aacute;rio: H&aacute; progresso?<i> Arquivos Brasileiros de Psicologia, 39(1),</i> 29-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553129&pid=S1413-389X199300010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dias, M.G. (1988).<i> Logical Reasoning.</i> University of Oxford, Unpublished D. Phil. Thesis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553131&pid=S1413-389X199300010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dias, M.G. e Harris, P.L. (1988). The effect of make-believe play on deductive reasoning.<i> British Journal of Developmental Psychology, 6,</i>207-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553133&pid=S1413-389X199300010001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dias, M.G.B.B. e Harris, P.L. (1988). Realidade vs. Fantasia: sua influ&ecirc;ncia no racioc&iacute;nio dedutivo.<i> Psicologia: Teoria e Pesquisa,</i> 4(1), 55-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553135&pid=S1413-389X199300010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dias, M.G.B.B. (1988). A compreens&atilde;o de silogismos em crian&ccedil;as.<i> Psicologia: Teoria e Pesquisa, 4(2), 156-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553137&pid=S1413-389X199300010001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dias, M.G.B.B. e Harris, P.L. (1989). O efeito da brincadeira de faz-de-conta no racioc&iacute;nio dedutivo.<i> Arquivos Brasileiros de Psicologia, 41(2),</i> 95-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553139&pid=S1413-389X199300010001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dias, M.G.B.B. e Harris, P.L. (1989). O racioc&iacute;nio das crian&ccedil;as em um contexto de faz-de-conta.<i> Arquivos Brasileiros de Psicologia, 41(4),</i> 102-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553141&pid=S1413-389X199300010001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dias, M.G.B.B. c Ruiz, E.L. (1990). Bloqueando a convers&atilde;o inv&aacute;lida.<i> Arquivos Brasileiros de Psicologia, 42(3),</i> 66-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553143&pid=S1413-389X199300010001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dias, M.G.B.B. e Harris, P. (1990). A influ&ecirc;ncia da imagina&ccedil;&atilde;o no racioc&iacute;nio das<i> enancas. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 42(1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553145&pid=S1413-389X199300010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hawkins, J., Pea, R.D., Glick, J. e Scribner, S. (1984). "Merds that laugh dont't like mushrooms": Evidence for deductive reasoning by preschoolers.<i> Developmental Psychology,</i> 20(4), 584-594.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553147&pid=S1413-389X199300010001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Kuhn, D. (1977). Conditional reasoning in children.<i> Developmental Psychology, 13,</i> 342-353.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553149&pid=S1413-389X199300010001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Luria, A.R. (1976).<i> Cognitive Development: Its Cultural and Social Foundations.</i> Cambridge: M.A. Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553151&pid=S1413-389X199300010001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Piper, D. (1985). Syllofistic reasoning in varied narrative context: Aspects of logical and linguistic development. <i>Journal of Psycholinguists Research, 14(1),</i> 19-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553153&pid=S1413-389X199300010001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Scribner, S. (1975). Recall of classic syllogisms: A cross-cultural investigation of errors in logical problems. Em R. Falmagne (Org.)<i> Reasoning Representation and Process in Children and Adults.</i> Hilldale: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553155&pid=S1413-389X199300010001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Scribner, S. (1977). Models of thinking and ways of speaking: Culture and logic reconsidered. Em P.N. Johnson-Laird &amp; PC. Wason (Orgs.),<i> Thinking.</i> New York: Cambridge University Press, 483-500.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553157&pid=S1413-389X199300010001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.<i> L&oacute;gica infantil e o aprendizado de propor&ccedil;&otilde;es </i></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bruner, J.S. e Kenney, H. (1966). On relational concepts. Em J.S. Bruner, R.R. Olivere P.M. Greenfield (Orgs.), <i>Studies in Cognitive Growth.</i> New York: John Willey and Sons, 168-182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553160&pid=S1413-389X199300010001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inhelder, B. e Piaget, J. (1958).<i> The Growth of Logical Thinking from Childhood to Adolescence.</i> London: Routledge and Kegan Paul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553162&pid=S1413-389X199300010001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Noeltjng, R. (1980). The development of proportional reasoning and the ratio concept. Part I - Differentiation of stages.<i> Educational Studies in Mathematics, 11,</i> 217-253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553164&pid=S1413-389X199300010001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Piaget, J. e Inhelder, B. (1975).<i> The Origin of the Idea of Cliance in Children.</i> New York: W. Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553166&pid=S1413-389X199300010001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Spinillo, A.G. (1987). The development of proportional reasoning in young children.<i> 15 Annual Conference of the British Psychological Society - Developmental Section.</i> York, U.K.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553168&pid=S1413-389X199300010001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Spinillo, A.G. e Bryant, P.E. (1988). The importance of 'half in children's proportional judgements.<i> 3 European Conference on Developmental Psychology,</i> Budapest.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553170&pid=S1413-389X199300010001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Spinillo, A.G. e Bryant, P.E. (1989). The initial understanding of ratio and proportion.<i> 13 International Conference for The Psychology of Mathematics Education,</i> Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553172&pid=S1413-389X199300010001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Spinillo, A.G. e Bryant, P.E. (1990). Ratio and Proportion: Judging discrete and continuous quantities.<i> 4 European Conference on Developmental Psychology,</i> Stirling, U.K.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553174&pid=S1413-389X199300010001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Spinillo, A.G. e Bryant, P.E. (1991). Children's proportional judgements: The importance of 'half'.<i> Child Development, 62,</i>427-440.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553176&pid=S1413-389X199300010001300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.<i> Racioc&iacute;nio matem&aacute;tico e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas </i></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brown, J., Collins, A. e Duguid, P. (1989). Situated cognition and the culture of learning.<i> Educational Researcher, 18(1),</i> 32-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553179&pid=S1413-389X199300010001300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Carraher, T. e Meira, L. (1989). Learning computer languages and concepts.<i> The Quarterly Newsletter of the Laboratory of Comparative Human Cognition,</i> 77(1-2), 2-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553181&pid=S1413-389X199300010001300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lave, J. (1988).<i> Cognition in Practice: Mind, Mathematics and Culture in Everyday Life.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553183&pid=S1413-389X199300010001300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Lave, J. e Wenger, E. (1991).<i> Situated Learning: Legitimate Peripheral Participation.</i> New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553185&pid=S1413-389X199300010001300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rogoff, B. (1990).<i> Apprenticeship in Thinking: Cognitive Development in Social Context.</i> New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553197&pid=S1413-389X199300010001300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Saxe, G. (1991).<i> Culture and Cognitive Development: Studies in Mathematical Understanding.</i> Hillsdale: Lawrence-Erbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553199&pid=S1413-389X199300010001300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schoenfeld, A. (1989). Problem solving in context(s). Em R. Charles e E. Silver (Orgs.),<i> The Teaching and Assessing of Mathematical Problem Solving.</i> Reston: NCTM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553201&pid=S1413-389X199300010001300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Scribner, S. (1984). Studying working intelligence. Em B. Rogoff e J. Lave (Orgs.),<i> Everyday Cognition: Its Development in Social Contexts.</i> Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553203&pid=S1413-389X199300010001300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Suchman, L. (1984).<i> Plans and Situated Actions: The Problem of Human-Machine Communication.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553205&pid=S1413-389X199300010001300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Walkerdine, V. (1988).<i> The Mastery of Reason: Cognitive Development and the Production of Rationality. </i>London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553207&pid=S1413-389X199300010001300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Wertsch, J. (1991).<i> Voices of the Mind: A Sociocultural Approach to Mediated Action.</i> Cambridge: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3553209&pid=S1413-389X199300010001300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>      ]]></body>
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