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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Notas sobre o fenômeno depressão a partir de uma perspectiva analítico-comportamental]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Notas    sobre o fen&ocirc;meno depress&atilde;o a partir de uma perspectiva anal&iacute;tico-comportamental</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Simone Neno    Cavalcante</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Psic&oacute;loga    da Cl&iacute;nica de Psicologia/UFPA e aluna do Curso de Mestrado em Psicologia:    Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Par&aacute;.Trabalho    desenvolvido como atividade deste Curso de Mestrado</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A depress&atilde;o    passa a existir a partir de uma intera&ccedil;&atilde;o social dada e, desse    modo, pode ser compreendida como um fen&ocirc;meno cuja dimens&atilde;o maior    ou prim&aacute;ria &eacute; um processo de intera&ccedil;&atilde;o social. Assim,    &eacute; multidefinida e sempre resultado de uma nomea&ccedil;&atilde;o regulada    pela comunidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">V&aacute;rios estudos    sobre a depress&atilde;o enfatizam a sua alta incid&ecirc;ncia e preval&ecirc;ncia    entre a popula&ccedil;&atilde;o em geral (por exemplo, Casey, 1994; Hollone    Carter, 1994; Turner, 1994). Esses dados justificam o expressivo volume de pesquisas    encontrado na literatura, dentre as quais h&aacute; exemplos voltados &agrave;    etiologia (Kendler, Neale, Kessler, Heath e Eaves, 1994; Pardoen, Bauwens, Tracy,    Martin e Mendlewicz, 1993), &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias    de tratamento (Beach, Whisman e O'Leary, 1994; Harris, 1994; Koerner, Prince    e Jacobson, 1994; Nishith, Hearst, Mueser e Foa, 1995; Spangler, Simons e Thase,    1997) e em menor escala, estudos dedicados a medidas de follow-up (Piccinelli    e Wilkinson, 1994; Surtees e Barkley, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este trabalho aborda    a depress&atilde;o de acordo com o referencial te&oacute;rico da an&aacute;lise    do comportamento e, a partir do trabalho de Dougher e Hackbert (1994), discute    alguns sintomas desse fen&ocirc;meno em rela&ccedil;&atilde;o a conceitos e    princ&iacute;pios comportamentais estabelecidos, sem a inten&ccedil;&atilde;o    de avaliar estrat&eacute;gias de tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Basicamente, argumenta-se    que no &acirc;mbito de uma perspectiva anal&iacute;tico-comportamental a depress&atilde;o    deve ser entendida como um conjunto complexo de comportamentos; um padr&atilde;o    de intera&ccedil;&atilde;o com o ambiente. Por essa &oacute;tica, n&atilde;o    h&aacute; como compreender o comportamento depressivo sem recorrer a uma an&aacute;lise    funcional do mesmo em rela&ccedil;&atilde;o ao contexto particular no qual ocorre.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>I</b> - <b>Depress&atilde;o:    Etiologia e Tratamento.</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tem sido argumentado    que no tratamento da depress&atilde;o, embora coexistam alguns achados contradit&oacute;rios,    "as conclus&otilde;es mais geralmente aceitas s&atilde;o as de que uma combina&ccedil;&atilde;o    de terapia cognitiva e medica&ccedil;&atilde;o antidepressiva parece ser melhor    que uma das alternativas isoladamente, que s&atilde;o compar&aacute;veis e melhor    do que placebo ou o controle de tratamento m&iacute;nimo" (Dougher e Hackbert,    1994,p.321).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado,    Antonuccio, Danton e De Nelsky (1995) informam, a partir de pesquisas conduzidas    nas &aacute;reas de psiquiatria e psicologia, que a terapia (particularmente    a cognitivo-comportamental) tem se mostrado "pelo menos t&atilde;o efetiva quanto    a medica&ccedil;&atilde;o no tratamento da depress&atilde;o, mesmo que severa"(p.12).    Argumentam que apesar das evid&ecirc;ncias da efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es    psicol&oacute;gicas e dos riscos e efeitos colaterais das drogas, nos Estados    Unidos os medicamentos antidepressivos t&ecirc;m sido o recurso mais utilizado    no tratamento da depress&atilde;o. Sustentam que esta ades&atilde;o pode ser    explicada, em parte, pelo marketing efetivo em prol dos medicamentos, pelas    altas taxas de reembolso de seguro-sa&uacute;de, que privilegiam interven&ccedil;&otilde;es    m&eacute;dicas em detrimento da psicoterapia (geralmente 80% e 50%, respectivamente)    e pela influ&ecirc;ncia exercida por algumas organiza&ccedil;&otilde;es de ajuda    para a ado&ccedil;&atilde;o de um tratamento aparentemente mais r&aacute;pido    e efetivo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A propaga&ccedil;&atilde;o    da suposta efic&aacute;cia da farmacoterapia tem impulsionado um grande n&uacute;mero    de pesquisas (por exemplo, Casey, 1994; Preskorn, 1994; Thompson, 1994) voltadas    para a descoberta de novos medicamentos que, agindo de maneira mais seletiva,    diminuiriam os efeitos colaterais adversos associados aos tratamentos tradicionais,    evitando, inclusive, as consequ&ecirc;ncias nocivas das drogas sobre mecanismos    que n&atilde;o s&atilde;o essenciais para a resposta antidepressiva. Iniciativas    dentro dessa linha s&atilde;o as pesquisas com os inibidores seletivos de recapta&ccedil;&atilde;o    de serotonina (ISRS)<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a> em    rela&ccedil;&atilde;o aos <b>inibidores da monoaminoxidase e aos antidepressivos    tric&iacute;clicos.</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda que seja    admitido que as atuais linhas de pesquisas sobre a depress&atilde;o t&ecirc;m    gerado dados &uacute;teis para efeito de interven&ccedil;&otilde;es de tratamento,    tamb&eacute;m &eacute; reconhecido que a literatura n&atilde;o prov&ecirc; uma    explica&ccedil;&atilde;o adequada para a etiologia e tratamento do fen&ocirc;meno    de um ponto de vista anal&iacute;tlco-comportamental. A &ecirc;nfase recai nos    processos biol&oacute;gicos e</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">cognitivos e n&atilde;o    nas rela&ccedil;&otilde;es ambiente-comportamento (cf. Dougher e Hackbert, 1994).    De uma perspectiva anal&iacute;tico-comportamental, dois aspectos desses modelos    s&atilde;o especialmente problem&aacute;ticos: a no&ccedil;&atilde;o de causa&ccedil;&atilde;o    interna do comportamento e a defini&ccedil;&atilde;o de depress&atilde;o pelos    sintomas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>I.1. A causa&ccedil;&atilde;o    interna do comportamento: a busca de fatores psicol&oacute;gicos subjacentes.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A cren&ccedil;a    na determina&ccedil;&atilde;o do comportamento por eventos interiores est&aacute;    amplamente disseminada em nossa cultura e &eacute; n&atilde;o raro sustentada    pela pr&oacute;pria psicologia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De fato, na cultura    ocidental, causas internas t&ecirc;m sido historicamente legitimadas como as    explica&ccedil;&otilde;es mais plaus&iacute;veis para o comportamento (cf. Skinner,    1974). Um exemplo contemporaneamente ilustrativo de apelo a explica&ccedil;&otilde;es    internalistas do comportamento &eacute; a terapia cognitivo-comportamental,    que reserva &agrave;s estruturas cognitivas status de entidades causais. No    caso da depress&atilde;o, as abordagens cognitivas tentam modificar cren&ccedil;as    e expectativas irracionais, desenvolvidas a partir de experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias    (ver, por exemplo, Beck, Rush, Shaw& Emery 1979/1982; Jarrett e Nelson,    1987). Esse entendimento leva &agrave; busca de processos psicol&oacute;gicos    subjacentes internos que seriam determinantes do comportamento, refor&ccedil;ando    a cren&ccedil;a de que pensamentos s&atilde;o causas de comportamento. Este    modo de an&aacute;lise seria, portanto, incompat&iacute;vel com o princ&iacute;pio    de determina&ccedil;&atilde;o externa do comportamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>I</i>. <i>2.    A vis&atilde;o cultural dos problemas psicol&oacute;gicos: a depress&atilde;o    definida pelos sintomas.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao lado de outros    fatores, m&uacute;ltiplas influ&ecirc;ncias culturais podem contribuir para    a depress&atilde;o como, por exemplo, a crescente aliena&ccedil;&atilde;o e    estresse presentes nas sociedades industriais e cren&ccedil;as culturais acerca    do comportamento humano. Neste &uacute;ltimo caso, a cren&ccedil;a de que eventos    internos s&atilde;o as causas do comportamento e o conceito de sa&uacute;de    psicol&oacute;gica, propagado pela m&iacute;dia -que re&uacute;ne elementos    como garantia de recursos econ&oacute;micos suficientes, prazer e rela&ccedil;&otilde;es    humanas tranquilas e aus&ecirc;ncia de sentimentos e pensamentos perturbadores-    seriam particularmente &uacute;teis para uma melhor compreens&atilde;o da depress&atilde;o    (Dougher e Hackbert, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dougher e Hackbert    (1994) chamam aten&ccedil;&atilde;o para o fato de que os "problemas psicol&oacute;gicos"    s&atilde;o definidos em grande extens&atilde;o pela presen&ccedil;a de sintomas,    freq&uuml;entemente traduzidos em termos de sentimentos e pensamentos, a exemplo    do sistema de classifica&ccedil;&atilde;o do Manual Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stico    de Transtornos Mentais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Manual &eacute;    uma "classifica&ccedil;&atilde;o... que divide &#91;ou categoriza&#93; os transtornos    mentais em tipos a partir de um conjunto de crit&eacute;rios com caracter&iacute;sticas    que os definem"(APA, 1994, p., xxi). Na vers&atilde;o atual do Manual, o DSM-IV    (1994), o foco de Interesse est&aacute; concentrado na descri&ccedil;&atilde;o    e manifesta&ccedil;&atilde;o dos sintomas. Os principais sintomas da depress&atilde;o    est&atilde;o inclu&iacute;dos sob o t&iacute;tulo geral de Transtornos Depressivos    e incluem humor deprimido, interesse ou prazer diminu&iacute;do nas atividades,    dist&uacute;rbios de apetite (ganho ou perda de peso), dist&uacute;rbios do    sono (ins&ocirc;nia ou hipersonia), uma redu&ccedil;&atilde;o geral do n&iacute;vel    de atividade, agita&ccedil;&atilde;o ou ansiedade, fadiga ou perda de energia,    sentimento de inutilidade ou culpa, confus&atilde;o cognitiva e idea&ccedil;&atilde;o    suicida. Em fun&ccedil;&atilde;o da heterogeneidade das apresenta&ccedil;&otilde;es    cl&iacute;nicas, &eacute; facultado ao indiv&iacute;duo apresentar um subconjunto    dos itens derivados de uma lista mais extensa para, assim, ser considerado como    integrante de uma determinada categoria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante dos sinais    de uma prov&aacute;vel patologia, a exemplo da depress&atilde;o, uma rea&ccedil;&atilde;o    t&iacute;pica dos indiv&iacute;duos &eacute; tentar reprimir ou controlar experi&ecirc;ncias    privadas indesejadas. Os sintomas individuais de depress&atilde;o s&atilde;o    geralmente descritos na literatura como d&eacute;ficits comportamentais, afetivos    ou cognitivos, como disposto no sistema categorial adotado pelo DSM IV. A grave    restri&ccedil;&atilde;o ao uso do sistema DSM &eacute; a &ecirc;nfase atribu&iacute;da    &agrave; topografia comportamental em detrimento da identifica&ccedil;&atilde;o    de rela&ccedil;&otilde;es de conting&ecirc;ncia. Apesar desse fato, esse tipo    de classifica&ccedil;&atilde;o pode ter a sua utilidade testada &agrave; medida    que aponte para, as importantes rela&ccedil;&otilde;es de controle, possibilitada    a partir de uma an&aacute;lise funcional<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>,    com base em conceitos e princ&iacute;pios comportamentais validados (Hayes e    Follette, 1992).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A vis&atilde;o    cultural dos problemas psicol&oacute;gicos surgiria, nesse contexto, como um    agravante, uma vez que definida, em grande extens&atilde;o, pela presen&ccedil;a    de "sintomas" traduzidos simplesmente por certos sentimentos e pensamentos.    Nesse sentido, um estudo sobre a depress&atilde;o implica examinar, tamb&eacute;m,    a no&ccedil;&atilde;o de evento "subjetivo" ou "psicol&oacute;gico" com a qual    se est&aacute; operando, enquanto categoria &agrave; qual problemas como a depress&atilde;o    s&atilde;o pertinentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>II</I></font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    - O <i>Behaviorismo Radical e a Tem&aacute;tica da Subjetividade.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O behaviorismo    surgiu no In&iacute;cio do s&eacute;culo XX, impondo-se a tarefa de criar uma    disciplina psicol&oacute;gica desvinculada metodologicamente da filosofia, o    que significava rejeitar o dualismo filos&oacute;fico e romper com o m&eacute;todo    introspectivo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O behaviorismo    radical de Skinner, classificado por Moore (1995) como "uma forma de neobehaviorismo    no sentido cronol&oacute;gico"(p.6), &eacute; um empreendimento que se coloca    contra qualquer tipo de mentalismo. Mais do que isso, concebido como a filosofia    da ci&ecirc;ncia do comportamento (Skinner, 1974), o behaviorismo radical prop&otilde;e    uma mudan&ccedil;a na forma de pensar sobre o homem ao examinar criticamente    quest&otilde;es para as quais a psicologia tradicional n&atilde;o tinha, segundo    Skinner, oferecido respostas satisfat&oacute;rias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>II</i>. <i>1.    O conceito skinneriano de evento privado.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O behaviorismo    radical admite que dentre as vari&aacute;veis relacionadas com o comportamento    humano algumas est&atilde;o acess&iacute;veis apenas a uma pessoa e podem desempenhar    um papel importante na determina&ccedil;&atilde;o do comportamento. Isso n&atilde;o    permite que se conclua que os fen&ocirc;menos subjetlvos sejam dotados de propriedades    especiais (cf.Moore, 1995). Skinner referiu-se a esses fen&ocirc;menos como    eventos privados, relacionados a condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas privadas    e a comportamentos encobertos. Em qualquer dos dois casos, n&atilde;o explicam    o comportamento; s&atilde;o fen&ocirc;menos comportamentais adicionais a serem    explicados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como Moore (1995)    ressalta, "esses fen&ocirc;menos n&atilde;o modulam, necessariamente, todas    as formas de atividade manifesta"(p.7). Quando desempenham papel funcional,    este s&oacute; pode ser compreendido &agrave; luz da hist&oacute;ria passada    de exposi&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo a certas conting&ecirc;ncias    de refor&ccedil;amento. A caracter&iacute;stica que os distingue dos eventos    publicamente observ&aacute;veis &eacute; que eles s&atilde;o os &uacute;nicos    cujo acesso direto s&oacute; &eacute; permitido ao pr&oacute;prio Indiv&iacute;duo.    O problema da privacidade resume - se para Skinner, num problema de acesso,    e n&atilde;o de natureza.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao conceber os    eventos privados como fen&ocirc;menos dotados de dimens&otilde;es f&iacute;sicas.    Skinner admite a possibilidade de que venham a ser examinados cientificamente,    ainda que permane&ccedil;am inacess&iacute;veis a uma observa&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica direta. A qualidade de um conceito cient&iacute;fico deve ser    julgada n&atilde;o pela sua Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia com referentes p&uacute;blicos    -como apontado pela vers&atilde;o de operacionismo defendida pelo behaviorismo    metodol&oacute;gic&oacute;mas pelo que permite em termos de intera&ccedil;&atilde;o    do cientista com o objeto de sua investiga&ccedil;&atilde;o (cf. Skinner, 1945).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir de uma    concep&ccedil;&atilde;o funcional da linguagem, Skinner introduz a privacidade    em seu projeto particular de behaviorismo. O comportamento verbal deveria ser    explicado como fun&ccedil;&atilde;o de conting&ecirc;ncias de refor&ccedil;amento    providas por uma comunidade verbal. Nesse caso, a instala&ccedil;&atilde;o de    um repert&oacute;rio autodescritivo de eventos privados seria feita pela comunidade    verbal que, atrav&eacute;s de determinadas estrat&eacute;gias, ensinaria o indiv&iacute;duo    a responder discriminativamente a si mesmo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Skinner sugere    quatro estrat&eacute;gias atrav&eacute;s das quais a comunidade procura tornar    poss&iacute;vel ao indiv&iacute;duo o aprendizado de respostas verbais a est&iacute;mulos    privados. No entanto, nenhuma das estrat&eacute;gias sugeridas mostrou-se suficiente    para prover a instala&ccedil;&atilde;o de um repert&oacute;rio verbal confi&aacute;vel    a respeito dos est&iacute;mulos privados. Todas seriam pass&iacute;veis de erro    ou de limita&ccedil;&atilde;o na sua aplica&ccedil;&atilde;o, uma vez que a    comunidade n&atilde;o tem acesso direto aos eventos privados de um indiv&iacute;duo    (ver, a prop&oacute;sito, Malerbi e Matos, 1992).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As respostas aos    est&iacute;mulos privados n&atilde;o parecem diferir das respostas aos acontecimentos    p&uacute;blicos ... (mas) o investigador n&atilde;o pode, de imediato, apontar    os est&iacute;mulos aos quais deve recorrer para a previs&atilde;o e o controle    do comportamento. &Eacute; poss&iacute;vel que este problema eventualmente seja    resolvido pela melhoria das t&eacute;cnicas fisiol&oacute;gicas, que tornar&atilde;o    p&uacute;blicos os eventos privados. No campo verbal, por exemplo, se fosse    poss&iacute;vel dizer precisamente que acontecimentos no interior de um organismo    controlam a resposta <i>estou deprimido</i> e, especialmente, se pud&eacute;ssemos    produzir esse acontecimento &agrave; vontade, poder&iacute;amos atingir o grau    de previs&atilde;o e controle caracter&iacute;sticos das respostas verbais aos    est&iacute;mulos externos (Skinner, 1957/1992, p.130, it&aacute;lico do original).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>II.2. (Re) definindo    a depress&atilde;o.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A palavra depress&atilde;o,    do franc&ecirc;s d&eacute;pression (origin&aacute;ria do latim depressione),    &eacute; definida no s&eacute;culo XVIII como abaixamento (Machado, 1977). Uma    defini&ccedil;&atilde;o mais contempor&acirc;nea (Ferreira, 1986) revela significados    que se relacionam tanto &agrave; anatomia (achatamento ou cavidade superficial),    quanto &agrave; astronomia (dist&acirc;ncia angular, medida sobre um c&iacute;rculo    vertical, entre um ponto da esfera celeste abaixo do horizonte e este &uacute;ltimo;    altura negativa) e &agrave; economia (situa&ccedil;&atilde;o em que os volumes    de consumo e de produ&ccedil;&atilde;o per capita e o n&uacute;mero de empregados    s&atilde;o inferiores aos normais, havendo recursos econ&oacute;micos n&atilde;o    utilizados ( Cf., nesta acep&ccedil;., crise). A palavra conserva, ainda, o    significado original de abaixamento (resultante de press&atilde;o ou de peso),    al&eacute;m do significado de diminui&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o;    letargia. A defini&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea inclui, ainda, o significado    da palavra entre a psiquiatria ( dist&uacute;rbio mental caracterizado por des&acirc;nimo,    sensa&ccedil;&atilde;o de cansa&ccedil;o, e cujo quadro muitas vezes inclui,    tamb&eacute;m, ansiedade em grau maior ou menor) e, finalmente, o sentido figurativo    (abatimento f&iacute;sico ou moral), que sugere uma dimens&atilde;o f&iacute;sica    e uma "subjetiva".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Skinner (1989)    salienta que todas as palavras usadas para designar sentimentos come&ccedil;aram    como met&aacute;foras. Assim, depress&atilde;o, na forma como foi definida pela    psiquiatria (e incorporada &agrave; linguagem do senso comum), guarda semelhan&ccedil;a,    de maneira metaf&oacute;rica, com o sentido figurado da palavra e com a forma    com que esta foi originalmente concebida (abaixamento). &Eacute;, portanto,    o abatimento f&iacute;sico e moral; o abaixamento; &eacute; o "fundo do po&ccedil;o"    que aparece na fala dos deprimidos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para o behaviorismo    radical, &eacute; nas rela&ccedil;&otilde;es com o ambiente externo que devem    ser buscadas as explica&ccedil;&otilde;es para o comportamento, que seria o    produto de tr&ecirc;s tipos de sele&ccedil;&atilde;o: a sele&ccedil;&atilde;o    natural (ou filog&ecirc;nese), o condicionamento operante (ou ontog&ecirc;nese)    e a evolu&ccedil;&atilde;o das conting&ecirc;ncias sociais do comportamento    (cultura) que explicam os amplos repert&oacute;rios caracter&iacute;sticos da    esp&eacute;cie humana. Neste caso (como j&aacute; foi assinalado), a depress&atilde;o    pode ser melhor descrita como um padr&atilde;o de intera&ccedil;&atilde;o com    o ambiente e, como produto de sele&ccedil;&atilde;o, antes de ser classificada    como patol&oacute;gica, deve ser compreendida a partir da an&aacute;lise das    conting&ecirc;ncias que a mant&eacute;m.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como observa Tourinho    (1997a), "numa perspectiva comportamental, &eacute; apenas a partir de conting&ecirc;ncias    sociais que os indiv&iacute;duos v&ecirc;m a reagir de um modo particular a    suas condi&ccedil;&otilde;es corporais; as conting&ecirc;ncias e os modos de    rea&ccedil;&atilde;o, por outro lado, s&atilde;o verbais" (p.179, it&aacute;lico    do original). Isso significa dizer que ao considerar as descri&ccedil;&otilde;es    de "depress&atilde;o" de um indiv&iacute;duo, deve-se levar em conta que: ...antes    que um indiv&iacute;duo interaja com uma comunidade verbal suas condi&ccedil;&otilde;es    corporais n&atilde;o s&atilde;o experimentadas como <i>dor, depress&atilde;o,    amor,</i> etc. elas s&atilde;o apenas altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas    <i>indiferenciadas para o indiv&iacute;duo no corpo de quem ocorrem ....</i>    ou seja, o privado enquanto fen&ocirc;meno psicol&oacute;gico tem uma exist&ecirc;ncia    determinada e limitada pelas pr&aacute;ticas sociais com as quais interagimos    .... E como essa intera&ccedil;&atilde;o &eacute; predominantemente verbal,    &eacute; atrav&eacute;s da an&aacute;lise do fen&ocirc;meno verbal que podemos    vislumbrar um modo de lidar com a privacidade (Tourinho, 1997a, p.180. it&aacute;lico    do original).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os relatos de eventos    privados, dentro de certos limites, podem ocorrer sob controle de estimula&ccedil;&otilde;es    internas associadas aos eventos p&uacute;blicos. Nesse caso particular, a participa&ccedil;&atilde;o    do evento interno no controle discriminativo da resposta depende de sua Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia    com condi&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por exemplo, se    algu&eacute;m chega ao terapeuta e se descreve como deprimido, a condi&ccedil;&atilde;o    interna sob controle da qual a resposta &eacute; emitida pode ser qualquer uma,    variando de indiv&iacute;duo para indiv&iacute;duo, e at&eacute; mesmo para    um mesmo indiv&iacute;duo em diferentes momentos, desde que esteja associada    a um padr&atilde;o de respostas p&uacute;blicas com base no qual a comunidade    descreve algu&eacute;m como deprimido (Tourinho, 1997b, p. 224).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>III</i> - <i>Alguns    Aspectos da Depress&atilde;o a partir dos Conceitos e Princ&iacute;pios Comportamentais.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dougher e Hackbert    (1994) analisam alguns padr&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o com o ambiente    apresentados por indiv&iacute;duos classificados como deprimidos. Os princ&iacute;pios    espec&iacute;ficos enfatizados incluem: a) fun&ccedil;&otilde;es consequenciais,    b) fun&ccedil;&otilde;es respondentes, c) fun&ccedil;&otilde;es estabelecedoras    e d) processos verbais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>III</i>. <i>1.    Fun&ccedil;&otilde;es conseq&uuml;enciais.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Baixa densidade    de refor&ccedil;amento.</b> Ferster (conforme citado por Dougher e Hackbert,    1994) ressaltou que a redu&ccedil;&atilde;o de certos tipos de atividades, acrescida    de uma alta incid&ecirc;ncia de reclama&ccedil;&otilde;es, choro e irritabilidade    &eacute; a caracter&iacute;stica mais patente do depressivo. A explica&ccedil;&atilde;o    para a baixa taxa de comportamento seria uma escassez relativa de refor&ccedil;amento.    Na avalia&ccedil;&atilde;o de Lewinsohn e cols. (conforme citados por Dougher    e Hackbert, 1994) no entanto, o ponto cr&iacute;tico n&atilde;o seria a densidade    de refor&ccedil;amento em si, mas a taxa de refor&ccedil;amento positivo contingente    &agrave; resposta, o que valida a conclus&atilde;o de que a depress&atilde;o    pode ser gerada quando o refor&ccedil;amento por n&atilde;o responder &eacute;    maior que o refor&ccedil;amento por responder.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escassez de refor&ccedil;amento    social -causada, entre outros fatores, por um repert&oacute;rio social inadequado-tem    sido apontada como relevante para o in&iacute;cio e manuten&ccedil;&atilde;o    da depress&atilde;o. Lewinsohn e Libet e Lewinsohn (conforme citados por Dougher    e Hackbert, 1994) t&ecirc;m demonstrado que o comportamento dos depressivos    n&atilde;o favorece a obten&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o    social e s&atilde;o geralmente vistos como aversivos e evitados por outros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Extin&ccedil;&atilde;o.</b>    Frequ&ecirc;ncia reduzida ou um n&iacute;vel cronicamente baixo de comportamento    pode levar &agrave; extin&ccedil;&atilde;o. Pesquisas conduzidas com animais    demonstram que h&aacute; respostas de depress&atilde;o quando a extin&ccedil;&atilde;o    geral &eacute; introduzida ap&oacute;s uma hist&oacute;ria de refor&ccedil;amento.    Diante de um processo de extin&ccedil;&atilde;o lento e gradual, pode haver    dificuldade na identifica&ccedil;&atilde;o da origem da depress&atilde;o. Entretanto,    o mais comum &eacute; a procura por tratamento ap&oacute;s uma perda importante    ( por exemplo, a morte de uma pessoa significativa; o rompimento de um relacionamento    afetivo; a perda de um emprego; aposentadoria etc). Ainda que os efeitos de    uma perda s&uacute;bita de refor&ccedil;amento afetem qualquer pessoa, os indiv&iacute;duos    com repert&oacute;rio suficiente seriam capazes de encontrar outras fontes de    refor&ccedil;amento. O ponto cr&iacute;tico, nesse caso, seria a disponibilidade    de repert&oacute;rio adequado para obter fontes alternativas de refor&ccedil;amento.    Nesse sentido, o cultivo de uma variedade de fontes de refor&ccedil;amento e    de atividades refor&ccedil;adoras seria uma boa inocula&ccedil;&atilde;o contra    a depress&atilde;o (Dougher e Hackbert, 1994).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Puni&ccedil;&atilde;o.</b>    A depress&atilde;o cr&ocirc;nica &eacute; comum entre os indiv&iacute;duos com    hist&oacute;rias de puni&ccedil;&atilde;o prolongadas e inevit&aacute;veis,    tais como as associadas a abuso f&iacute;sico e/ou sexual de crian&ccedil;as    ou associadas a pais excessivamente cr&iacute;ticos e exigentes. O fato seria    agravado quando o comportamento defensivo ou retaliat&oacute;rio engendrado    pela puni&ccedil;&atilde;o resultasse, tamb&eacute;m, em puni&ccedil;&atilde;o    (Dougher e Hackbert 1994). Os trabalhos sobre desamparo aprendido (ver, por    exemplo, Seligmam,1975) sugerem que estimula&ccedil;&atilde;o aversiva inevit&aacute;vel    provoca redu&ccedil;&atilde;o comportamental e interfere no efeito subsequente    de conting&ecirc;ncias de refor&ccedil;amento. Hunziker (1993) explica que:    O estudo do desamparo se destaca pela an&aacute;lise da hist&oacute;ria passada    como um evento cr&iacute;tico na determina&ccedil;&atilde;o do comportamento    presente. Na maioria dos estudos animais, o desamparo tem sido caracterizado    pela dificuldade de aprendizagem operante apresentada por sujeitos submetidos    previamente a eventos incontrol&aacute;veis (n&atilde;o-contingentes). Via de    regra, esses eventos correspondem a est&iacute;mulos averslvos (geralmente choques    el&eacute;tricos) cuja ocorr&ecirc;ncia independe do comportamento do sujeito.    A dificuldade em aprender tem sido avaliada comparando-se o comportamento desses    sujeitos frente a conting&ecirc;ncias operantes (principalmente de fuga ou esquiva)    com o comportamento de sujeitos previamente submetidos a choques control&aacute;veis    ou a nenhum choque: nessa compara&ccedil;&atilde;o, maiores lat&ecirc;ncias    das respostas de fuga/esquiva, ou a n&atilde;o aprendizagem dessas respostas,    caracteriza o desamparo.... Diferentes formula&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas    foram apresentadas para explicar o desamparo ... essas hip&oacute;teses sugerem    que a dificuldade de aprendizagem operante observada nesses estudos &eacute;    meramente um subproduto da baixa atividade locomotora dos animais e n&atilde;o    um processo de aprendizagem em si.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, a hip&oacute;tese    que ganhou maior proje&ccedil;&atilde;o na an&aacute;lise desse fen&ocirc;meno    n&atilde;o atribui &agrave; atividade um papel cr&iacute;tico. Segundo alguns    autores, os indiv&iacute;duos submetidos &agrave; incontrolabilidade aprendem    que os eventos do meio ocorrem independentemente do seu comportamento e essa    aprendizagem interfere na aprendizagem oposta de fuga ou esquiva...Essa hip&oacute;tese    recebeu o mesmo nome do fen&ocirc;meno que se prop&otilde;e a explicar (learned    helplessness hypothesis) o que gera muitas vezes confus&atilde;o entre o fen&ocirc;meno    e a sua explica&ccedil;&atilde;o. Apesar dessa mistura indesej&aacute;vel, esta    &eacute; a &uacute;nica formula&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica que analisa    o desamparo diretamente como um processo de aprendizagem associativa e n&atilde;o    como subproduto de outros processos, an&aacute;lise essa que tem se revelado    mais consistente com os dados experimentais que a proposta da inatividade...(p.491).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hunziker (1993)    argumenta que embora predomine na literatura a id&eacute;ia de que o desamparo    tem se revelado um modelo comportamental &uacute;til na pesquisa experimental    de depress&atilde;o, um exame da maioria dos trabalhos produzidos demonstra    falta de rigor conceituai e falhas metodol&oacute;gicas (ver, a prop&oacute;sito,    Hunziker, 1982).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Refor&ccedil;amento    de comportamento que evidencia manifesta&ccedil;&atilde;o de sofrimento</b>    (reinforcement of distressed behavior).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; freq&uuml;ente    entre os indiv&iacute;duos depressivos uma alta taxa de comportamento de sofrimento,    que inclui reclama&ccedil;&atilde;o, choro e irritabilidade. Ferster ( conforme    citado por Dougher e Hackbert, 1994), sustenta que esses s&atilde;o tipos de    comportamento de fuga e esquiva mantidos por refor&ccedil;amento negativo. Express&otilde;es    faciais de tristeza, determinadas posturas corporais e queixas, serviriam para    reduzir a probabilidade de estimula&ccedil;&atilde;o aversiva de outros. Esse    repert&oacute;rio seria facilmente estabelecido em ambientes muito punitivos.    "Al&eacute;m de reduzir a estimula&ccedil;&atilde;o aversiva, o comportamento    de sofrimento &eacute;, algumas vezes, positivamente refor&ccedil;ado pelo aumento    de simpatia e aten&ccedil;&atilde;o social &#91;contudo&#93;, mesmo quando ele    aumenta a simpatia a curto prazo...&eacute; percebido por outros como sendo    aversivo...&#91;sendo evitado pelas pessoas (Dougher e Hackbert, 1994, p. 324).    Essa evita&ccedil;&atilde;o resultaria em remo&ccedil;&atilde;o da fonte de    refor&ccedil;amento para a pessoa depressiva, cujo resultado, geralmente, implica    a exacerba&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>III.2. Fun&ccedil;&otilde;es    respondentes.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estado afetivo    (sentimentos e rea&ccedil;&otilde;es emocionais) associado &agrave; depress&atilde;o    precisa ser examinado com cautela, porque &eacute; o sintoma diagn&oacute;stico    prim&aacute;rio da depress&atilde;o e, via de regra, a raz&atilde;o primeira    que leva os indiv&iacute;duos &agrave; procura de atendimento (Dougher e Hackbert,    1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Em termos comportamentais,    refor&ccedil;amento insuficiente, extin&ccedil;&atilde;o e puni&ccedil;&atilde;o    funcionam como est&iacute;mulos incondicionados que eliciam um conjunto de respondentes    que s&atilde;o denominados de tristeza, frustra&ccedil;&atilde;o e raiva...A    afirma&ccedil;&atilde;o de que essa fun&ccedil;&atilde;o respondente n&atilde;o    &eacute; aprendida, &eacute; sustentada pelas rea&ccedil;&otilde;es emocionais    de animais colocados em extin&ccedil;&atilde;o ou expostos &agrave; puni&ccedil;&atilde;o"(Dougher    e Hackbert, 1994, p. 324).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rea&ccedil;&otilde;es    emocionais associadas &agrave; depress&atilde;o, poderiam gerar sofrimento posterior    em ciclo crescente. Esse incremento de rea&ccedil;&otilde;es emocionais levaria    a in&uacute;meros sintomas depressivos, amplamente descritos no manual DSM-IV.    Atrav&eacute;s da associa&ccedil;&atilde;o com a estimula&ccedil;&atilde;o aversiva    produzida pela escassez de refor&ccedil;amento, est&iacute;mulos discriminativos    relevantes (ou qualquer est&iacute;mulo associado com puni&ccedil;&atilde;o    ou refor&ccedil;amento n&atilde;o dispon&iacute;vel) poderiam, tamb&eacute;m,    desempenhar o papel de eliciador respondente condicionado. Um exemplo fornecido    por Dougher e Hackbert (1994) &eacute; o caso de uma cliente que se sentiu melanc&oacute;lica    depois de dirigir pela estrada da escola que frequentou cerca de 20 anos atr&aacute;s.    O relato da cliente indicava que a escola tinha sido um per&iacute;odo dif&iacute;cil    para ela, quando experimentou situa&ccedil;&otilde;es de rejei&ccedil;&atilde;o.    A visualiza&ccedil;&atilde;o do lugar onde essa estimula&ccedil;&atilde;o aversiva    ocorreu era suficiente para eliciar rea&ccedil;&otilde;es emocionais fortes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>III.3. Fun&ccedil;&otilde;es    estabelecedoras (Establishing functions).</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma das caracter&iacute;sticas    definidoras da depress&atilde;o &eacute; a falta de motiva&ccedil;&atilde;o    e uma habilidade diminu&iacute;da para sentir prazer nas atividades. Dougher    e Hackbert (1994) sugerem que, de um ponto de vista anal&iacute;tico-comportamental,    a perda da efici&ecirc;ncia do refor&ccedil;ador e mudan&ccedil;as na motiva&ccedil;&atilde;o    sugerem que opera&ccedil;&otilde;es estabelecedoras (ou de supress&atilde;o)    podem estar envolvidas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sundberg (1993)    esclarece que o conceito de opera&ccedil;&otilde;es estabelecedoras (establishing    operations), conforme descrito por Michael (1993), prov&ecirc; a an&aacute;lise    do comportamento de um meio de investigar t&oacute;picos como motiva&ccedil;&atilde;o    sem fazer uso de termos ou construtos cognitivos. De acordo com Hesse (1993)    o conceito j&aacute; estaria incorporado ao vocabul&aacute;rio da an&aacute;lise    do comportamento<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a>. Opera&ccedil;&otilde;es    estabelecedoras: a) aumentam os efeitos de refor&ccedil;amento de certas conseq&uuml;&ecirc;ncias,    b) aumentam a probabilidade de respostas que t&ecirc;m produzido refor&ccedil;adores    estabelecidos no passado, c) aumentam a efici&ecirc;ncia evocativa de est&iacute;mulos    discriminativos associados aos refor&ccedil;adores estabelecidos.Opera&ccedil;&otilde;es    de supress&atilde;o teriam o efeito contr&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O argumento apresentado    por Dougher e Hackbert (1994) "&eacute; que os eventos ou condi&ccedil;&otilde;es    que produzem as baixas taxas de resposta e estados afetivos que s&atilde;o caracter&iacute;sticos    da depress&atilde;o, tamb&eacute;m servem como opera&ccedil;&otilde;es estabelecedoras    e de supress&atilde;o"(p.326). Particularmente, esses eventos potencializariam    certas conting&ecirc;ncias e diminuiriam a pot&ecirc;ncia de outras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Partindo de uma    an&aacute;lise que denominaram de "simplista"- Dougher e Hackbert (1994) dividem    o mundo em dois tipos de conting&ecirc;ncias. Conting&ecirc;ncias n&atilde;o    depressivas seriam aquelas postas em a&ccedil;&atilde;o (ou que operam) quando    um indiv&iacute;duo n&atilde;o est&aacute; deprimido (conting&ecirc;ncias sociais,    ocupacionais, recreativas e interpessoais que governam a vida di&aacute;ria).    "Quando h&aacute; um repert&oacute;rio adequado e essas conting&ecirc;ncias    s&atilde;o estabelecidas por um indiv&iacute;duo, este se diverte, interage,    cria e tira prazer dessas atividades"(p 326). Conting&ecirc;ncias depressivas    seriar aquelas associadas com comportamento depressivo. "Pode haver um aumento    em tal comportamento, como chorar, reclamar, lamentar-se, culpar-se, esquivar-se    socialmente, sono excessivo e assim por diante"(p. 326). Refor&ccedil;adores    estabelecidos podem incluir express&otilde;es de simpatia, oferta de ajuda ou    assist&ecirc;ncia, apoio social e a esquiva de atividades e de consequ&ecirc;ncias    que s&atilde;o geralmente associadas com conting&ecirc;ncias n&atilde;o-depressivas.    Embora os depressivos possam procurar a simpatia e apoio de outros, eles est&atilde;o    inclinados a evitar situa&ccedil;&otilde;es sociais que exijam um repert&oacute;rio    ativo ou interativo de refor&ccedil;amento. Dependendo do indiv&iacute;duo,    at&eacute; mesmo atividades fisiol&oacute;gicas b&aacute;sicas como correr e    praticar sexo podem perder suas fun&ccedil;&otilde;es refor&ccedil;adoras. Pode    ser, contudo, que sejam os aspectos sociais dessas atividades e n&atilde;o as    atividades em si que s&atilde;o diminu&iacute;das como refor&ccedil;adores (    Ferster, 1973). Na realidade, dado a escassez de refor&ccedil;adores dispon&iacute;veis    para muitos depressivos, comer pode se tornar particularmente potencializado.    Isso pode explicar porque alguns depressivos comem em excesso, especialmente    quando est&atilde;o sozinhos (Dougher e Hackbert, 1994, p. 326).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com Dougher    e Hackbert (1994), opera&ccedil;&otilde;es estabelecedoras t&ecirc;m uma fun&ccedil;&atilde;o    importante no efeito sobre est&iacute;mulos discriminativos relevantes, que    poderia explicar dados relatados na literatura voltada para a rela&ccedil;&atilde;o    entre cogni&ccedil;&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o, embora ressaltem que, nesses    casos, h&aacute; necessidade de maior investiga&ccedil;&atilde;o. Exemplos desses    estudos seriam os conduzidos por Bower e Hellis e Ashbrook ( conforme citados    por Dougher e Hackbert, 1994), que t&ecirc;m demonstrado que os estados emocionais    ou humores dos indiv&iacute;duos determinam em grande extens&atilde;o os est&iacute;mulos    aos quais eles atendem e lembram: Para estudar esse efeito, sujeitos s&atilde;o    primeiramente expostos a um conjunto de procedimentos delineados para induzir    um determinado humor. Esses procedimentos incluem hipnose, sugest&atilde;o verbal    ou m&uacute;sica indutora de estado de &acirc;nimo. Uma tarefa experimental    &eacute;, ent&atilde;o, dada aos sujeitos. Eles podem, por exemplo, ser solicitados    a estudar e depois relembrar uma lista de palavras que varia em qualidade afetiva    (e.g. triste, feliz) ou para relembrar mem&oacute;rias do in&iacute;cio de suas    vidas. Sujeitos que s&atilde;o postos em humor deprimido tendem a lembrar palavras    e mem&oacute;rias tristes, ao passo que os que s&atilde;o expostos a um ambiente    relaxado tendem a lembrar palavras e mem&oacute;rias felizes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Psic&oacute;logos    cognitivistas t&ecirc;m postulado uma variedade de processos mentais para explicar    tais eventos, mas parece que os procedimentos de indu&ccedil;&atilde;o de estados    de humor funcionam como opera&ccedil;&otilde;es estabelecedoras e afetam as    fun&ccedil;&otilde;es evocativas de est&iacute;mulos relevantes (Dougher e Hackbert,    1994,p.326).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>III.4. Processos    Verbais.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma quest&atilde;o    importante para um estudo comportamental da depress&atilde;o refere-se aos determinantes    do comportamento verbal que caracteriza os depressivos e sua influ&ecirc;ncia    sobre outros comportamentos. Tem sido argumentado que, embora processos de condicionamento    estejam envolvidos, eles n&atilde;o poderiam justificar inteiramente a emiss&atilde;o    de novo comportamento verbal ou a aquisi&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es    psicol&oacute;gicas atrav&eacute;s do est&iacute;mulo verbal (cf. Dougher e    Hackbert, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por exemplo, como    &eacute; que quando a um indiv&iacute;duo &eacute; dito que experi&ecirc;ncias    de tristeza s&atilde;o um sinal de depress&atilde;o e que depress&atilde;o &eacute;    uma doen&ccedil;a, aquele indiv&iacute;duo conclui que a sua experi&ecirc;ncia    de tristeza &eacute; sinal de doen&ccedil;a? A l&oacute;gica da infer&ecirc;ncia    &eacute; clara, mas o que s&atilde;o os princ&iacute;pios comportamentais que    determinam a infer&ecirc;ncia l&oacute;gica? Al&eacute;m disso, como &eacute;    que a afirma&ccedil;&atilde;o "eu estou doente" pode evocar um repert&oacute;rio    inteiro de comportamento e eliciar certos respondentes? N&atilde;o &eacute;    prov&aacute;vel que o comportamento doentio tenha sido refor&ccedil;ado diferencialmente    na presen&ccedil;a da palavra <i>doente</i> ou que a palavra doente tenha sido    pareada com est&iacute;mulos incondicionados que eliciam determinados respondentes    (Dougher e Hackbert, 1994, p.328, it&aacute;lico do original).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dougher e Hackbert    (1994) argumentam que respostas a esse tipo de indaga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o    sugeridas por recentes pesquisas em equival&ecirc;ncia de est&iacute;mulo e    em particular pela transfer&ecirc;ncia de fun&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s    de classes de equival&ecirc;ncia de est&iacute;mulo. Os que defendem a equival&ecirc;ncia    de est&iacute;mulo como o processo comportamental fundamental subjacente &agrave;    linguagem e outros comportamentos simb&oacute;licos, acreditam "que os est&iacute;mulos    verbais adquirem a sua fun&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em virtude da    sua participa&ccedil;&atilde;o em uma rela&ccedil;&atilde;o de equival&ecirc;ncia    com os eventos que eles <i>significam"(p.</i> 329, it&aacute;lico acrescentado).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por exemplo, imediatamente    ap&oacute;s ter sido dito que <i>l&iacute;mon</i> &eacute; a palavra em espanhol    para lim&atilde;o, <i>l&iacute;mon</i> adquire a mesma fun&ccedil;&atilde;o    de est&iacute;mulo que a palavra lim&atilde;o (e muitas das mesmas fun&ccedil;&otilde;es    que os lim&otilde;es apresentam) para o ouvinte. Assim, n&atilde;o apenas a    pessoa pode responder apropriadamente ao pedido de um <i>l&iacute;mon;</i> a    descri&ccedil;&atilde;o de morder um lim&atilde;o ir&aacute; provavelmente eliciar    saliva&ccedil;&atilde;o, assim como a lacrima&ccedil;&atilde;o facial que ocorre    quando sumo de lim&atilde;o &eacute; espremido na boca.... Da mesma forma, auto-afirma&ccedil;&otilde;es    como" n&atilde;o sou bom"," estou doente", "sou um fracassado", "eu estou deprimido",    e "as coisas nunca ser&atilde;o melhores", exercem uma influ&ecirc;ncia de controle    sobre o comportamento (Dougher eHackbert,1994,p.329). Argumentam, ainda, que:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando "eu" e "fracasso"    ou "doente" ou "deprimido" entram numa classe de equival&ecirc;ncia, muitas    das fun&ccedil;&otilde;es associadas a esses descritores negativos aplicam-se    ao "eu". Isso pode explicar o desenvolvimento de auto-esquema negativo e de    uma auto-verbaliza&ccedil;&atilde;o negativa, que caracteriza os depressivos.    Contudo, as classes de equival&ecirc;ncia, elas pr&oacute;prias, podem ser trazidas    sob controle contextual... Desse modo, em alguns contextos, "eu" e uma variedade    de termos negativos podem estar em uma classe de equival&ecirc;ncia ao passo    que, em outros contextos, "eu" est&aacute; em uma classe com outros descritores,    talvez mais positivos. &Eacute; poss&iacute;vel que as vari&aacute;veis que    evocam o comportamento depressivo possam servir como est&iacute;mulos contextuais    que controlam a composi&ccedil;&atilde;o das classes de equival&ecirc;ncia (Dougher    e Hackbert, 1994, p. 329).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>IV Conclus&atilde;o.</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As pesquisas sobre    a depress&atilde;o t&ecirc;m enfatizado os processos biol&oacute;gicos e cognitivos    em detrimento da an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es ambiente-comportamento.    Como resultado, a literatura dispon&iacute;vel sobre o tema n&atilde;o oferece    uma explica&ccedil;&atilde;o adequada para a etiologia e tratamento do fen&ocirc;meno    de um ponto de vista anal&iacute;tico comportamental. A depress&atilde;o passa    a existir a partir de uma intera&ccedil;&atilde;o social dada e, desse modo,    pode ser compreendida como um fen&oacute;meno cuja dimens&atilde;o maior - ou    prim&aacute;ria - &eacute; um processo de intera&ccedil;&atilde;o social. A    partir dessa perspectiva, &eacute; multidefinida e sempre resultado de uma nomea&ccedil;&atilde;o    regulada pela comunidade. Descrever o comportamento depressivo de um indiv&iacute;duo    &eacute; atentar para os padr&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o que ele estabelece    com o ambiente social &agrave; sua volta. Assim, a an&aacute;lise funcional    parece ser o caminho para que se possa planejar a interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Associa&ccedil;&atilde;o    Psiqui&aacute;trica Americana (1995). <i>Manual Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stico    de Transtornos Mentais -</i>DSM-IV (Dayse Batista, Trad.). Porto Alegre, Artes    M&eacute;dicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063926&pid=S1414-9893199700020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Antonuccio, D.    O., Danton, W. G. e DeNelsky, G. Y. (1995) <i>Psychotherapy versus medicationfor    depression: Challenging the conventional wisdom with data. Professional Psychology:</i>    Research and Practice, 26, 574-585. Retrived from World Wide Web: <a href= "http://www.apa.org/journals/anton.html" target="_blank"><u>http://www.apa.org/journals/anton.html</u></a>.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063927&pid=S1414-9893199700020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Beach, S. R. H.,    Whisman, M. A & O'Leary, K. D. (1994). <i>Marital therapy for depression:    theorical foundations, current status, and future directions.</i> Behavior Therapy,    25, 345-372.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063928&pid=S1414-9893199700020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Beck, A.T., Rush,    A.J., Shaw, B.F. & Emery, G. (1982). <i>Terapia cognitiva da depress&atilde;o    (Vera Ribeiro, Trad.).</i> Rio de Janeiro, Zahar. (trabalho original publicado    em 1979).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063929&pid=S1414-9893199700020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Casey, D.E.(1994).    <i>A busca de equil&iacute;brio entre seguran&ccedil;a e efic&aacute;cia: experi&ecirc;ncia    com IRSR sertralina.</i> Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 43, 61S-68S.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063930&pid=S1414-9893199700020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cunha, R. N. (1995).    <i>Motiva&ccedil;&atilde;o e Comportamento. Temas em Psicologia</i> (3), 11-18.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063931&pid=S1414-9893199700020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dougher, M.J. &    Hackbert, L. (1994). <i>A behavior-analitic account of depression and a case    report using acceptance-based procedures.</i> The Behavior Analiyst, 17,321-334.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063932&pid=S1414-9893199700020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ferreira, A B.    H. (1986). <i>Novo Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa.</i> 2ª Edi&ccedil;&atilde;o.    Rio de Janeiro, Nova Fronteira.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063933&pid=S1414-9893199700020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Guilhardi, H. J.    e Oliveira, W. (1997). <i>Unha debase m&uacute;ltipla: possibilidades e limites    deste modelo de controle de vari&aacute;veis em situa&ccedil;&atilde;o clinica.</i>    Em Banaco, R.A. (Org.). Sobre o Comportamento e Cogni&ccedil;&atilde;o (pp.    348-384).S&atilde;o Paulo, ARBytes Editora, Ltda.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063934&pid=S1414-9893199700020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Harris, B. (1994).    <i>Biological and hormonal aspects of postpartum depressed mood:</i> working    towards strategies for prophylaxis and tretment. British Journal of Psychiatry,    164, 288-292.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063935&pid=S1414-9893199700020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hayes, S, C &    Follette, W.C. (1992). <i>Can functional analysis provide a substitute for syndrome    classification? Behavioral Assessment,</i> 14, 345-365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063936&pid=S1414-9893199700020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Hesse, B. (1993).Establishing    operations revisited. The Behavior Analyst, 16,215-217.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063937&pid=S1414-9893199700020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hunziker, M. H.    L. (1982). <i>Considera&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas sobre o estudo    da incontrolabilidade.</i> Psicologia, 8, 61-77.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063938&pid=S1414-9893199700020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hunziker, M. H.    L. (1993). <i>Desamparo aprendido: um modelo animal de depress&atilde;o? Psicologia:    Teoria e Pesquisa,</i> 9, 487-498.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063939&pid=S1414-9893199700020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hollon, S. D. &    Carter, M. M. (1994). <i>Depression in adults.</i> Em Craighead, L.WCraighead,    W E., Kazdin, A. E. & Mahoney, M. J.(Orgs).<i>Cognitive and behavioral interventions.    An empirical approach to mental health problems</i> ( pp. 89-104).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063940&pid=S1414-9893199700020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hollon, S. D. &    Carter, M. M. (1994). <i>Depression in adults.</i> Em Craighead, L.W.Craighead,    W E., Kazdin, A. E. & Mahoney, M. J.(Orgs).<i>Cognitive and behavioral interventions.    An empirical approach to mental health problems</i> (pp. 89-104).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063941&pid=S1414-9893199700020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jarrett, R.B. &    Nelson, R. O. (1987). <i>Mechanisms of chance in cognitive therapy of depression.,</i>    Behavior Therapy ,18, 227-241.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063942&pid=S1414-9893199700020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Kendler. K. S.,    Neale, M. C., Kessler, R. C., Heath, .A. C. & Eaves, L.J. (1994). <i>The    clinical characreristics of major depression as indices of the familiar risk    to ilness.</i> British Journal of Psychiatry, 165, 66-72.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063943&pid=S1414-9893199700020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Koerner, K., Prince,    S., Jacobson, N. S.(1994). <i>Enhancing the treatment and prevention of depression    in women: the role of integrative behavioral couple therapy. Behavior Therapy,</i>    25, 373-390.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063944&pid=S1414-9893199700020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Machado, J. P.    (1977). <i>Dicion&aacute;rio Etimol&oacute;gico da L&iacute;ngua Portuguesa</i>    (3ª Edi&ccedil;&atilde;o) Lisboa, Livros Horizonte.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063945&pid=S1414-9893199700020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Malerbi, F. E.    K. e Matos, M. A. (1992). <i>A an&aacute;lise do comportamento verbal e a aquisi&ccedil;&atilde;o    de repert&oacute;rios autodescritivos de eventos privados.Psicologia: Teoria    e Pesquisa,</i> 8,407-421.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063946&pid=S1414-9893199700020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Michael, J. (1993).    <i>Estabilishing operations.</i> The <i>Behavior Analyst,</i> 16, 191-206.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063947&pid=S1414-9893199700020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Moore, J. (1995).    <i>Radical behaviorism and the subjective-objective distinction. The Behavior    Analyst,</i> 18 (1), 33-49.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063948&pid=S1414-9893199700020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nishith, P., Hearst,    D. E., Mueser, K. T. & Foa, E. B. (1995). <i>PTSD and major depression:    metodological and treatment considerations in a single case design.</i> Behavior    Therapy, 26, 319-335.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063949&pid=S1414-9893199700020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pardoen, D., Bauwens,    A, Martin, T.F & Mendlewicz, J. (1993). <i>Self-esteem in recovered bipolar    and unipolar out-patients.</i> British Journal of Psychiatry, 163, 755-762.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063950&pid=S1414-9893199700020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Piccinelli, M.    & Wilkinson, G. (1994). <i>Outcome of depression in psychiatric settings.</i>    British Journal of Psyquiatry, 164, 297-304.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063951&pid=S1414-9893199700020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Preskorn, S. (1994).    <i>Farmacoterapia no tratamento da depress&atilde;o: farmacocin&eacute;tica    comparativa da fluoxetina, paroxina e sertralina.</i> Jornal Brasileiro de Psquiatria,    69S-75S.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063952&pid=S1414-9893199700020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Priebe, S. &    Gruyters, T. (1995). <i>The importance of the first three days: Predictors of    treatment outcome in depressed in-patient.</i> British Journal of Clinical Psychology,    34,229-236.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063953&pid=S1414-9893199700020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Seligman, M.E.P.    (1992). <i>Helplessness. On development, depression and death.</i> New York,    W.H. Freeman and Company (Trabalho original publicado em 1975).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063954&pid=S1414-9893199700020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Skinner, B. F.    (1945). <i>The operational analysis of psychological terms.</i> Psychological    Review, 52, 270- 277.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063955&pid=S1414-9893199700020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Skinner, B. F.    (1974). <i>About Behaviorism.</i> New York: Alfred A. Knopf.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063956&pid=S1414-9893199700020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Skinner, B. F.    (1989). <i>Quest&otilde;es recentes na an&aacute;lise comportamental</i> (Anita    Nery, Trad.) Campinas:Papirus</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063957&pid=S1414-9893199700020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Skinner, B. F.    ( 1992 ). <i>Verbal Behavior.</i> Massachusetts: <i>Copley Publishing Croup</i>    (Trabalho original publicado em 1957).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063958&pid=S1414-9893199700020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Spangler, D.L.,    Simons, A D., e Thase, M. E.(1997). <i>Response to cognitive-behavioral therapy    in depression: effects of pretreatment cognitive dysfunctional and life stress.</i>    Journal of Consulting and Clinical Psychology, 65, 568-575.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063959&pid=S1414-9893199700020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sundberg, M. L.    (1993). <i>The application of establishing operations.</i> The behavior Analyst,    16, 211 -214.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063960&pid=S1414-9893199700020000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Surtees, P. G.    & Barkley, C. (1994). <i>Future imperfect: the long term outcome of depression.</i>    British Journal of Psychiatry, 164, 327-341.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063961&pid=S1414-9893199700020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Thompson,C. (1994).    <i>Tratamento da depress&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es reais: resultados    de ensaios cl&iacute;nicos em larga escala.</i> Jornal Brasileiro de Psquiatria,    43, 76S-80S.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063962&pid=S1414-9893199700020000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tourinho,E.Z. (1997a).    <i>Eventos privados em uma ci&ecirc;ncia do comportamento</i> .Em Banaco, R.A.    (Org.). Sobre o Comportamento e Cogni&ccedil;&atilde;o (pp.174-187).S&atilde;o    Paulo, ARBytes Editora, Ltda.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063963&pid=S1414-9893199700020000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tourinho,E.Z. (1997b).    <i>Privacidade, comportamento e o conceito de ambiente interno.</i> Em Banaco,    R.A. (Org.). Sobre o Comportamento e Cogni&ccedil;&atilde;o (pp. 217-229).S&atilde;o    Paulo, ARBytes Editora, Ltda.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063964&pid=S1414-9893199700020000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Turner, R. (1994).    <i>Qualidade de vida:</i> experi&ecirc;ncia com Sertralina. Jornal Brasileiro    de Psiquiatria, 43, 81S-86S.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063965&pid=S1414-9893199700020000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i><a name="back1"></a></i><a href="#top1">1</a>    <i> Os inibidores de recapta&ccedil;&atilde;o de serotonina surgiram do conceito    de que a neurotransmiss&atilde;o da serotonina seria fundamental para a resposta    antidepressiva Assim, a depress&atilde;o estaria associada a uma defici&ecirc;cia    funcional de serotonina na sinapse e &agrave; resultante diminui&ccedil;&atilde;o    da ativa&ccedil;&atilde;o do receptor de serotonina no neur&ocirc;nio p&oacute;s-sin&aacute;ptico.    Preskorn (1994) sintetiza complexa s&eacute;rie de a&ccedil;&otilde;es farmacol&oacute;gicas    e altera&ccedil;&otilde;es compensat&oacute;rias nos provocadas pelos efeitos    seletivos dos ISRS, que pa resultar em melhor neurotransmiss&atilde;o da serotonina:    "A seretonina &eacute; armazenada em ves&iacute;culas do neur&ocirc;nio pr&eacute;-sin&aacute;ptico.    Ao ser liberada, ativa receptores espec&iacute;ficos da c&eacute;lula efeto,    p&oacute;s-sin&aacute;ptica. A ativa&ccedil;&atilde;o de receptores afeta o    neur&ocirc;nio p&oacute;s-sin&aacute;ptico atrav&eacute;s de um sitema segundo-mensageiro.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Estes eventos em cascata parecem ser importantes n modula&ccedil;&atilde;o do    afeto, sono, apetite e impulso sexual, que representam as fun&ccedil;&otilde;es    centrais prejudicadas durante um epis&oacute;dio de depress&atilde;o maior.    <br>   Ap&oacute;s ativa&ccedil;&atilde;o do receptor, serotonina &eacute; removida    da sinapse pela bomba de recapta&ccedil;&atilde;o, que a transporta de volta    ao neur&ocirc;nio pr&eacute; sin&aacute;ptico. ...Os ISRS inibem a bomba de    recapta&ccedil;&atilde;o,o que aumenta o tempo de perman&ecirc;ncia da serotonina    na sinapse, resultando em uma concentra&ccedil;&atilde;o mais alta de serotonina    em seu local de a&ccedil;&atilde;o O maior per&iacute;odo de transito e/ou maior    concentra&ccedil;&atilde;o local produz uma altera&ccedil;&atilde;o na sensibilidade    dos receptorres p&oacute;s-sin&aacute;pticos de serotonina"(p. 70S). Para uma    discuss&atilde;c efeitos nocivos dos inibidores seletivos de recapta&ccedil;&atilde;o    de serotonina, ver Antonucci Danton e De Nelsky (1995).    <br>   <a name="back2"></a></i><a href="#top2">2</a> <i>Em um estudo recente, Guilhardi    e Oliveira (1997) descrevem os passos de uma cuidadosa an&aacute;lise funcional    a partir de um caso cl&iacute;nico de depress&atilde;o.</i> </font>    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i><a name="back3"></a></i><a href="#top3">3</a>    <i> Para uma an&aacute;lise de procedimentos experimentais utilizados na investiga&ccedil;&atilde;o    de opera&ccedil;&otilde;es estabelecedoras, ver Cunha (1995).</i></font> </p>      ]]></body>
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