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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O psicólogo no hospital geral]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper discusses the introduction of the Psychologist in health care, specifically in a General Hospital, talking as a starting point some considerations on the workings of an interdiciplinary professional group, its resistances, competitiveness and collectivism; the peculiarities of the Brazilian National Health care and the social reality of its patients; and the standardized model of psychological care adopted in graduate teaching, which leads to an abstract and a-historical conception of the individual disjointed from its social, political and cultural context.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>O psicólogo no hospital geral</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Eliane Carnot de Almeida<sup><a name="ast1"></a><a href="#ast1b">*</a></sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HGVF&ordm;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a name="topo"></a><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A inserção do psicólogo no campo da saúde, mais especificamente no hospital geral, é discutida a partir da reflexão sobre o funcionamento da equipe interdisciplinar, com suas resistências, competitividade e corporativismos; as peculiaridades do atendimento na rede pública, considerando-se o sistema de saúde e a realidade social dos pacientes atendidos; e o modelo de atendimento psicológico priorizado na graduação, que promove uma concepção abstrata e a-histórica do sujeito desvinculada do seu contexto sócio-político e cultural.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Psicologia, Hospital geral, Formação acadêmica, Interdisciplinaridade.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This paper discusses the introduction of the Psychologist in health care, specifically in a General Hospital, talking as a starting point some considerations on the workings of an interdiciplinary professional group, its resistances, competitiveness and collectivism; the peculiarities of the Brazilian National Health care and the social reality of its patients; and the standardized model of psychological care adopted in graduate teaching, which leads to an abstract and a-historical conception of the individual disjointed from its social, political and cultural context.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Psychology, General hospital, Graduation, Interdiciplinarity.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>“Para que serve o psicólogo?  Para que serve a Psicologia?”</b>  Partindo dessas perguntas formuladas por Bezerra (1992), propomos um recorte mais específico: <b>“Para que serve o psicólogo no hospital geral?</b>  E ainda, se estamos nos referindo a uma instituição médica, local de uma prática hierarquizada a partir do saber e da atuação médica, para onde os sujeitos se dirigem em busca de uma medicação que dê conta dos seus sofrimentos, quer sejam do corpo, quer sejam da alma, <b>“para que serve então, a psicologia no hospital geral?</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A atuação do psicólogo na clínica privada, atendendo a uma clientela de classe social mais favorecida, assim como sua inserção nos ambulatórios e hospitais de saúde mental, mesmo que muitas vezes subordinada aos paradigmas da psiquiatria, já é prática estabelecida.  Aliás, é para esse tipo de atuação, principalmente, que se volta a formação do psicólogo.  A graduação em psicologia enfatiza o modelo psicodinâmico e suas aplicações clínicas na área da saúde mental deixando de lado as temáticas relacionadas à saúde pública e às questões macrossociais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os hospitais gerais constituem um novo campo de trabalho para o psicólogo, não só em função da proposta de atenção integral à saúde, como também em função da crise enfrentada pela clínica privada.  A abertura de concursos e de possibilidades de atuação do psicólogo nestas instituições, faz com que o profissional se volte para este campo, muitas vezes sem uma reflexão mais cuidadosa sobre a especificidade desse trabalho.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A formação em psicologia não inclui o debate sobre a saúde em seus aspectos políticos, sociais e econômicos.  O sujeito psicológico é tomado à margem desses processos, sem uma discussão mais abrangente sobre a saúde, que permita uma apreensão do processo de adoecimento como parte de um contexto mais amplo, complexo e multideterminado, fundamental para o embasamento da prática do psicólogo no hospital geral.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa forma, o profissional se insere numa equipe de saúde, marcada pela hierarquia do saber médico, tentando transpor para sua prática o modelo clínico aprendido na graduação, sem a compreensão da complexidade do campo da saúde no Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Spink (1992), a atuação do psicólogo no hospital geral é mais do que um novo campo de trabalho, ela aponta para a necessidade de novas técnicas e para a emergência de um novo campo de saber.  O atendimento individual, clínico, priorizado na graduação, é substituído pelas ações integradas com a equipe.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Biomedicina e Subjetividade: Um Diálogo Possível?</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Camargo JR (1997) denomina a medicina ocidental contemporânea de “biomedicina”, denominação esta que reflete a vinculação da racionalidade médica com o conhecimento produzido pela biologia.  Segundo o autor, essa racionalidade vincula-se a um imaginário científico  correspondente à racionalidade da mecânica clássica, que se fundamenta em três proposições básicas:</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#8226; estabelecimento de leis gerais, aplicáveis a todas as situações semelhantes, não se ocupando de casos particulares;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#8226; universo visto como uma grande máquina, subordinada a princípios de causalidade linear, e</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#8226; possibilidade de isolamento de partes para análise, entendendo-se que o funcionamento do todo se dá necessariamente pela soma de suas partes.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, a medicina que se constitui a partir desse paradigma, é uma medicina do corpo, das lesões e das doenças.</font></p>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contrapondo-se a essa visão mecanicista, Birman (1991) chama a atenção para o discurso naturalista da medicina que legitima as práticas de medicalização do espaço social, silenciando as dimensões simbólica, ética e política do processo saúde-doença.  Segundo o autor, a saúde se inscreve num corpo que é simbólico, marcado pela linguagem, pelos códigos culturais, o que impede sua representação como uma máquina regida por processos bioquímicos e imunológicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A introdução das ciências humanas no campo da saúde promove uma relativização do discurso biológico através da crítica à hegemonia do saber médico e à exclusão de outros saberes na discussão sobre a saúde.  Também com uma proposta crítica em relação ao discurso biologizante da medicina, a Psicologia Médica, utilizando-se de conceitos da psicanálise como transferência e contratransferência, ressalta a importância da relação médico-paciente, com a proposta de “ensinar” ao médico a perceber o sentido latente dos sintomas do paciente e as influências da relação que se estabelece entre o médico e o paciente no processo terapêutico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Teria, então, o psicólogo, a função de redirecionar o olhar médico para a individualidade de cada paciente, dos aspectos subjetivos envolvidos no adoecer, humanizando, assim, o atendimento médico?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas se assim o for, não estaríamos sobrevalorizando  o discurso psicológico, reafirmando a hegemonia de um saber em relação a outro?  Como, então, integrar numa equipe, saberes oriundos de racionalidades diversas?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Silva (1998), no hospital geral o ideal do trabalho solidário em equipe geralmente é substituído por uma organização de trabalho que promove a competição entre as especialidades e o corporativismo, gerando situações de conflito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entendemos que trabalhar numa equipe interdisciplinar não significa buscar uma síntese de saberes, ou uma identidade de objeto teórico, mas a possibilidade de diálogo entre disciplinas vizinhas que em muitos momentos possuem temáticas comuns, interfaces, mas que mantêm a especificidade do seu saber.  Significa o questionamento da hegemonia do saber médico no sentido de promover a substituição da hierarquia estabelecida, pela interlocução  entre os diversos saberes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Profissionais e Pacientes na Rede Pública: (ainda a pergunta) Um Diálogo Possível?</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O atendimento na rede pública demarca ainda outras questões.  Silva (1988) chama a atenção para o desgaste sofrido pelos profissionais que pode vir a se expressar através de doenças ou irritação, assim como para a naturalização da rotina de trabalho, muitas vezes alienante e geradora de tensões.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Costa (1989), Boltanski (1989) e outros autores, enfatizam as peculiaridades da clientela atendida nestas unidades.  A maioria da população que busca o atendimento na rede pública é constituída por pessoas inseridas num universo sócio-cultural diferente daquele vivido por quem os atende<a name="1"></a><sup><a href="#1b">1</a></sup>.  Muitas vezes as explicações fornecidas ao profissional  para seus sintomas resultam de adaptações entre o “discurso oficial”, produzido pela equipe de saúde, e sua própria cultura, numa tentativa de dar sentido à experiência vivida.  Essas explicações, segundo Almeida (1998), são vistas, freqüentemente pela equipe, como crendice ou ignorância, dificultando, ou até mesmo impedindo, a comunicação entre eles.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Reforçando esse desencontro, a utilização que o médico faz de uma linguagem própria cria uma barreira lingüística que impede que o paciente compreenda o que se passa com seu próprio corpo e que se estabeleça uma relação de cooperação entre ambos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Da mesma forma, a situação estabelecida pela psicoterapia é completamente estranha a esse paciente.  Segundo Costa (1989), o paciente nunca, ou raramente foi questionado sobre seu desejo ou sua história, estando acostumado a, <i>“quando doente, procurar um médico; se for mal de amor, um pai de santo ou um amigo; se for pecado, um padre”</i> (Costa, 1989:31), mas nada que se assemelhe ao enquadre psicoterápico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa estranheza sentida pelo paciente frente ao atendimento psicoterápico é reforçada pelo aparato médico que propõe um atendimento objetivo, super-especializado, excluindo do seu campo de atuação tudo que singularize o sujeito.  O atendimento a esse corpo visto através de máquinas, mensurado, pesado, radiografado, dispensa cada vez mais o contato humano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Num CTI, local de maior expressão da racionalidade médica a partir da utilização da mais alta tecnologia e da urgência dos atendimentos, a relação que se estabelece é, principalmente, entre a equipe e os aparelhos que mantêm vivos os pacientes.  Segundo  Ribeiro (1991), no CTI neonatal, apesar do discurso oficial sobre a necessidade de atenção aos bebês pré-termo, o contato pessoal entre a equipe e o bebê, seja através do olhar, do toque, ou da palavra a ele dirigida, ou entre a equipe e os pais, é reduzido a um mínimo, o que, segundo diversos autores, representa fator de risco para o desenvolvimento desses bebês.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os bebês pré-termo são vistos como um corpo a ser salvo, um “vir-a-ser” (Ribeiro, 1991) e, portanto, algo que ainda não é. Assim, a equipe se volta para a manutenção da vida do corpo físico, não atentando para outros fatores importantes na constituição desse bebê enquanto sujeito.  Nesse sentido, é de especial importância o cuidado com a manutenção do vínculo mãe-bebê, que deve levar em conta não só os aspectos emocionais dos pais como também fatores como as características do CTI, que tendem a minimizar a participação dos pais nos cuidados com o bebê; o contexto político e econômico que promove o caos do sistema público de saúde, fazendo com que, muitas vezes, bebês nascidos em um município sejam atendidos em outro, dificultando, assim, o acesso dos pais; a situação social da família que muitas vezes impede a constância das visitas, entre outros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro exemplo que podemos citar é o atendimento ao paciente no setor cirúrgico, muitas vezes solicitado no sentido de diminuir sua ansiedade favorecendo uma melhor aceitação aos procedimentos médicos. Em nossa prática<a name="2"></a><sup><a href="#2b">2</a></sup> tem sido recorrente a afirmação dos cirurgiões de que a criança atendida pela psicologia antes da cirurgia apresenta uma melhor recuperação do ato cirúrgico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">É certo que esse é um resultado positivo do nosso trabalho, mas para além desse resultado, importa mais sabermos  de que forma nosso trabalho pode ser facilitador da elaboração dessa experiência vivida pela criança, das angústias e temores que ela e sua família vivenciam nesse momento.  Já não podemos mais entender o exercício profissional do psicólogo atrelado à prática médica, a serviço da docilização do paciente aos procedimentos médicos, nem restrito ao objetivo de ensinar ao médico a reconhecer os aspectos psicológicos envolvidos no adoecer ou na relação médico-paciente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conclusão</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O psicólogo, ao integrar a equipe de saúde, deve favorecer o funcionamento interdisciplinar, facilitando, quando necessário, a comunicação entre seus membros.  Seu trabalho com o paciente é bastante específico, atuando de forma situacional, no sentido não só da resolução de conflitos, mas também da promoção de saúde.  Portanto,  pensar a inserção do psicólogo no hospital geral, especialmente numa instituição pública, não pode dispensar a reflexão sobre a situação do sistema público de saúde, sua organização, as possibilidades de acesso da população aos serviços, as condições em que se dá o trabaho dos profissionais, as características sociais da população atendida, em fim, o conhecimento e a articulação de todos os fatores envolvidos no processo saúde-doença.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se não estivermos atentos a todas essas questões, como então, responder às perguntas iniciais que nos fizemos?  E se não soubermos respondê-las, como esperar o reconhecimento da nossa prática no interior  dessas instituições?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Referências bibliográficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Almeida, E.C. 1998. <i>Violência Doméstica: Um Desafio para a Formação do Pediatra</i>. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Instituto de Medicina Social. Universidade do Estado do Rio de Janeiro.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2075757&pid=S1414-9893200000030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bezerra, B. 1992. Prefácio. In: Campos, F.C.B. 1992. <i>Psicologia e Saúde. Repensando Práticas</i>. São Paulo: Hucitec.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2075758&pid=S1414-9893200000030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Birman, J. , 1991. Physis da Saúde Coletiva. In: : <i>Physis. Revista de Saúde Coletiva</i>.  Rio de Janeiro: IMS/UERJ/Relume Dumará,Vol.1, N&ordm;1.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2075759&pid=S1414-9893200000030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Boltansky,L., 1989. <i>As Classes Sociais e o Corpo</i>. 3.ed., Rio de Janeiro: Graal.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2075760&pid=S1414-9893200000030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Camargo JR, K.R. , 1997. A Biomedicina. In: <i>Physis. Revista de Saúde Coletiva</i>.  Rio de Janeiro: IMS/UERJ/CEPESC/EDUERJ. Vol.7 n&ordm; 1.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2075761&pid=S1414-9893200000030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Campos, F.C.B. , 1992.  <i>Psicologia e Saúde. Repensando Práticas</i>. São Paulo: Hucitec.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2075762&pid=S1414-9893200000030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Costa,J.F. , 1989. <i>Psicanálise e Contexto Cultural. Imaginário Psicanalítico, Grupos e Psicoterapias</i>. 2. ed., Rio de Janeiro: Campus.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2075763&pid=S1414-9893200000030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Machado, M.H. (Coord) , 1996. <i>Perfil dos Médicos no Brasil: Análise Preliminar</i>. Rio de janeiro: FIOCRUZ/CFM-MS/PNUD, Vol.VI.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2075764&pid=S1414-9893200000030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ribeiro, L.M.S.A. , 1991.  <i>Prematuro: Quem, É Esse Bebê?  As Singularidades de Bebês que Nascem Pré-Termo em Questão</i>. Dissertação (Mestrado em Saúde da Criança e da Mulher) - IFF/FIOCRUZ.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2075765&pid=S1414-9893200000030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silva, C.O. , 1998. Trabalho e Subjetividade no Hospital Geral. In: <i>Psicologia Ciência e Profissão</i>. Rio de Janeiro: ano 18, n&ordm;2.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2075766&pid=S1414-9893200000030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Spink, M.J. , 1992. Psicologia da Saúde: A Estruturação de um Novo Campo de Saber. In: CAMPOS, F.C.B. (Org.) <i>Psicologia e Saúde - Repensando Práticas</i>. São Paulo: Hucitec.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2075767&pid=S1414-9893200000030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/pcp/v20n3/seta.gif"></a> <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>    <br> Eliane Carnot de Almeida    <br> Rua Cosme Velho, 639/201 Bl.02 - Cosme Velho    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 22241-090 RJ    <br>  E-mail: <a href="mailto:ecarnot@uol.com.br">ecarnot@uol.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em 23/07/99    <br>Aprovado em 02/10/99</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="ast1b"></a><a href="#ast1">*</a></sup> Psicóloga, Mestre em Saúde Coletiva   IMS/UERJ. Especialista em Medicina Psicossomática - IMPSIS Especialista em Psicologia Médica UERJ.Coordenadora do Curso de  Especialização em Psicologia Hospitalar  HGVF&ordm;.    <br> <sup><a name="1b"></a><a href="#1">1</a></sup> - Pesquisa sobre o perfil dos médicos no Brasil mostra, entre outras, as seguintes características do médico no Rio de Janeiro:  perfil jovem da profissão - 58,4% dos médicos com menos de 45 anos de idade; altos índices de parentesco entre os médicos - 51,5% com parentes diretos também  médicos; 68,5% com atividade no setor público; 65% com  renda mensal declarada entre 1000 a 4000 dólares. (Machado, 1996)    <br> <sup><a name="2b"></a><a href="#2">2</a></sup> - Atividades de supervisão aos alunos do Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar do Hospital Getúlio Vargas Filho.</font></p>      ]]></body>
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