<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1415-6954</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Construção psicopedagógica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Constr. psicopedag.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1415-6954</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Sedes Sapientiae]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1415-69542016000100012</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang=""><![CDATA[]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gabriel]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rose Skripka N.]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>24</volume>
<numero>25</numero>
<fpage>170</fpage>
<lpage>173</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1415-69542016000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1415-69542016000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1415-69542016000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="top_fn1"></a>RESENHA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Rose Skripka    N. Gabriel<a href="#back_fn1"><sup>1</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BARONE, Leda Maria    Code&ccedil;o; CASTANHO, Marisa Irene Siqueira; MARTINS, Lilian Cassia Bacich    (Orgs.). <b>Psicopedagogia:</b> teorias da aprendizagem. S&atilde;o Paulo: Casa    do Psic&oacute;logo, 2013, 255 pags.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesta obra encontramos    organizadas, para estudo e pesquisa, teorias da Psicologia desenvolvidas no    s&eacute;culo XX, que s&atilde;o referenciais no trabalho da doc&ecirc;ncia    e pr&aacute;tica cl&iacute;nica nas &aacute;reas de Educa&ccedil;&atilde;o,    Psicologia e Psicopedagogia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As organizadoras    deste livro empenharam-se no resgate dos estudos filos&oacute;ficos e cient&iacute;ficos    do desenvolvimento da aprendizagem humana, apresentando os textos de maneira    a n&atilde;o favorecer uma teoria sobre a outra, mas ressaltando o valor e a    necessidade de observarmos o enfoque que cada teoria nos traz de acordo com    as demandas de nosso trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No cap&iacute;tulo    1, Marisa Irene Castanho, Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento    Humano (IP-USP), revisita as bases epistemol&oacute;gicas que explicam a rela&ccedil;&atilde;o    do sujeito que aprende e o objeto. Na perspectiva do Inatismo, considera-se    que h&aacute; uma estrutura inata no sujeito para a compreens&atilde;o do objeto.    J&aacute; para o Empirismo, as experi&ecirc;ncias pelas quais o sujeito passa    &eacute; que v&atilde;o fazendo um conjunto de conhecimentos que se organizam    em medida crescente de complexidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na vis&atilde;o    do Construtivismo, o conhecimento se d&aacute; pelo di&aacute;logo constante    entre sujeito e objeto, a realidade &eacute; constru&iacute;da coletivamente    e os conflitos s&atilde;o a base da transforma&ccedil;&atilde;o. A autora sugere    o uso de nossa reflex&atilde;o para avaliarmos o constructo intelig&ecirc;ncia,    a vida em sociedade e o homem compondo a hist&oacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Leda Maria Code&ccedil;o    Barone, Doutora em Psicologia Escolar (IP-USP), apresenta-nos no Cap&iacute;tulo    2 as contribui&ccedil;&otilde;es da teoria psicanal&iacute;tica para a compreens&atilde;o    da aprendizagem. Embora nos esclare&ccedil;a que a Psican&aacute;lise n&atilde;o    se deteve no estudo da aprendizagem, aproveita esta teoria para o trabalho cl&iacute;nico.    Leda nos aponta que Freud denominou "aten&ccedil;&atilde;o flutuante" toda conversa    fora das normas vigentes e "interpreta&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica"    o processo que ajuda o paciente a dar sentido para seus assuntos. Traz-nos Herrmann    (1999), que afirma que o ato de interpretar produz a "ruptura de campo", ou    seja, &eacute; um m&eacute;todo que trabalha a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento    e a cura. Desta feita, a autora considera o m&eacute;todo psicanal&iacute;tico    como favor&aacute;vel nas investiga&ccedil;&otilde;es dos problemas de aprendizagem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O cap&iacute;tulo    3, apresentado por Cinthia de Azevedo Piccinato e Viviane Rosalie Duarte, ambas    Mestres em An&aacute;lise Experimental do Comportamento (PUC-SP) e Mari&acirc;ngela    Gentil Savoia, Doutora em Psicologia Cl&iacute;nica (IP-USP), abordam as bases    da An&aacute;lise do Comportamento Aplicada, na qual o Behaviorismo &eacute;    sua base filos&oacute;fica. A Psicopedagogia Comportamental verifica o que gera    a dificuldade de aprendizagem, dando enfoque na vida acad&ecirc;mica do sujeito:    observam-se suas compet&ecirc;ncias, avaliam-se as condi&ccedil;&otilde;es ambientais    onde ocorre a dificuldade de aprendizagem e o que faz o comportamento permanecer.    O trabalho do psicopedagogo comportamental &eacute; pautado em prepara&ccedil;&atilde;o    de consequ&ecirc;ncias refor&ccedil;adoras e planejamento dos objetivos esperados    que o sujeito alcance. A proposta das autoras &eacute; o seguimento de um roteiro    de a&ccedil;&otilde;es, para que o trabalho tenha um resultado continuado, onde    a aprendizagem torna-se um refor&ccedil;ador intr&iacute;nseco.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Epistemologia    Gen&eacute;tica de Piaget &eacute; discorrida no Cap&iacute;tulo 4 por Denise    da Cruz Gouveia, Mestre em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano (IP-USP).    Denise exp&otilde;e detalhadamente os conceitos da teoria piagetiana, fornecendo    aporte para o diagn&oacute;stico psicopedag&oacute;gico adequado a cada etapa    do desenvolvimento da crian&ccedil;a, visto que a teoria de Piaget se ocupa    do surgimento do pensamento l&oacute;gico, a racionalidade e o conhecimento    cient&iacute;fico. Para a autora, por meio da perspectiva piagetiana obtemos    um panorama dos d&eacute;fices junto com a observa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o    escolar da crian&ccedil;a, o que nos capacita fazer a compara&ccedil;&atilde;o    com o que &eacute; esperado dela em sua idade e no ensino formal. O m&eacute;todo    oferece o campo para a interven&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica, pois    no momento em que estamos examinando a crian&ccedil;a podemos desafi&aacute;-la    no que ela pensa, desestabilizando-a e promovendo a mudan&ccedil;a. Nesta abordagem    o erro &eacute; considerado fundamental para a constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Cap&iacute;tulo    5, Lilian Cassia Bacich Martins, Mestre em Educa&ccedil;&atilde;o: Psicologia    da Educa&ccedil;&atilde;o (PUC-SP), Marisa Irene Siqueira Castanho, Doutora    em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano (IP-USP) e Rossana Aparecida    Vieira Maia Angelini, Mestre em Educa&ccedil;&atilde;o, Administra&ccedil;&atilde;o    e Comunica&ccedil;&atilde;o (Universidade S&atilde;o Marcos-SP), discorrem sobre    a Psicologia s&oacute;cio hist&oacute;rica. Na abordagem hist&oacute;rico-cultural    e na conceitua&ccedil;&atilde;o de Vygotsky a crian&ccedil;a se desenvolve atuando    no seu meio f&iacute;sico e social, mediada tanto por seu aparato fisiol&oacute;gico    como pelos outros com os quais convive. &Eacute; pelo outro que a crian&ccedil;a    tem contato com a cultura, podendo construir gradualmente sua vis&atilde;o de    mundo. Na atua&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica da Psicopedagogia atenta-se para    a verifica&ccedil;&atilde;o da Zona de Desenvolvimento Pr&oacute;ximo, ou seja,    o que a crian&ccedil;a faz com ajuda e que em breve far&aacute; sozinha. Por    meio da media&ccedil;&atilde;o/intera&ccedil;&atilde;o social, o profissional    identifica o que a crian&ccedil;a faz s&oacute;, e a partir da&iacute; impulsiona    o crescimento do saber. As autoras enfatizam que a mudan&ccedil;a na aprendizagem/conhecimento    n&atilde;o acontece s&oacute; pela entrada de novos conhecimentos, mas a qualidade    deste avan&ccedil;o est&aacute; ligada &agrave; escuta e ao olhar do psicopedagogo    preparados para a diversas representa&ccedil;&otilde;es do real.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Teoria Psicogen&eacute;tica    de Henri Wallon &eacute; apresentada no Cap&iacute;tulo 6 por Regiane Rodrigues    de Moraes, Mestre em Educa&ccedil;&atilde;o: Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o    (PUC-SP) e Simone Alarcon Oncalla, doutoranda em Psicobiologia (UNIFESP). Wallon    observava as crian&ccedil;as em atividade, relacionando-se com o seu meio, postulando    ser o desenvolvimento decorrente da rela&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica do    organismo com o meio. Analisou que a afetividade, a a&ccedil;&atilde;o motora,    e a cogni&ccedil;&atilde;o est&atilde;o indiferenciadas no in&iacute;cio da    vida; havendo uma incessante altern&acirc;ncia de manifesta&ccedil;&otilde;es    emocionais e cognitivas no decorrer do crescimento. Para cada est&aacute;gio    de desenvolvimento uma destas ir&aacute; predominar. No trabalho cl&iacute;nico    baseado nos postulados de Wallon, o profissional dever&aacute; estar atento    ao meio com o qual a crian&ccedil;a convive, as rela&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o    estabelecidas na fam&iacute;lia, ao fato de que para cada faixa et&aacute;ria    do desenvolvimento, que &eacute; din&acirc;mico e conflituoso, a esfera afetiva    predominar&aacute; ou o conhecimento &eacute; que vir&aacute; &agrave; baila.    A perspectiva walloniana contribui para a Psicopedagogia por descrever em cada    est&aacute;gio de desenvolvimento quando ocorrem as predomin&acirc;ncias e altern&acirc;ncias    das esferas afetiva e cognitiva, lembrando sempre da totalidade do indiv&iacute;duo,    um ser que pensa, que sente e se movimenta, expressando sua personalidade. Outrossim,    o mote do trabalho educativo &eacute; a adequa&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades    da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim como a ci&ecirc;ncia    e a pesquisa t&ecirc;m a caracter&iacute;stica de n&atilde;o aceitar o que &eacute;    limitante, mas questionam, discutem, trazem reflex&otilde;es e solu&ccedil;&otilde;es,    este livro nos instiga &agrave; continuidade da busca pela cr&iacute;tica, &agrave;    sa&iacute;da das vis&otilde;es restringentes. No final de cada cap&iacute;tulo    h&aacute; sugest&otilde;es de leituras auxiliares, quest&otilde;es para reflex&atilde;o,    exerc&iacute;cios em grupo e filmes de conte&uacute;do relacionado com as teorias    tratadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back_fn1"></a><a href="#top_fn1">1</a>    Psic&oacute;loga e Psicopedagoga</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body>

</article>
