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<journal-title><![CDATA[Construção psicopedagógica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contribuições da relação professor-aluno no cuidado à saúde mental de estudantes: revisão da literatura de 2015 a 2020]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Contributions of the teacher-student relationship in the student mental health care: literature review from 2015 to 2020]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article is an integrative literature review from 2015 to 2020 on the contributions of the teacher-student relationship in the care of students' mental health. Its general objective was to review the literature from 2015 to 2020 on the importance of the teacher-student relationship in the care of children and adolescent psychological distress, and as specific objectives: describe, based on the literature, the strategies used by teachers to deal with psychological distress demands from students; and synthesize the findings of the literature on the impacts of students' demands on the educator's mental health. It is qualitative research that analyzed twenty-one articles obtained through the following databases: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Portal periódico Capes e Biblioteca Virtual em saúde (BVS). The results were organized into three thematic axes: strategies used by educators to deal with students' psychological distress; teacher - student relationship as a support in promoting the student 's mental health; and existing factors in the school context that influence teachers' mental health. The results demonstrated the importance of the teacher-student relationship in caring for the student in psychological distress, however the strategies used by teachers in support and care are, in general, based on common sense, so that dealing with the students' suffering demands it can generate risk of teaching illness.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    DE REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Contribui&ccedil;&otilde;es    da rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno no cuidado &agrave; sa&uacute;de mental    de estudantes: revis&atilde;o da literatura de 2015 a 2020</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Contributions    of the teacher-student relationship in the student mental health care: literature    review from 2015 to 2020</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Maria Manuela    dos Santos<a href="#back_fn1"><sup>1</sup></a>; Liberalina Santos de Souza Gondim<a href="#back_fn2"><sup>2</sup></a></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Faculdade de Ci&ecirc;ncias    Humanas e Exatas do Sert&atilde;o do S&atilde;o Francisco - FACESF</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente artigo    trata-se de uma revis&atilde;o integrativa da literatura de 2015 a 2020 sobre    as contribui&ccedil;&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno no cuidado    a sa&uacute;de mental de estudantes. Teve como objetivo geral revisar a literatura    de 2015 a 2020 sobre a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno    no cuidado ao sofrimento ps&iacute;quico infanto-juvenil, e como objetivos espec&iacute;ficos:    descrever com base na literatura as estrat&eacute;gias utilizadas por professores    para lidar com demandas de sofrimento ps&iacute;quico advindas de alunos; e    sintetizar os achados da literatura sobre os impactos das demandas dos alunos    na sa&uacute;de mental do educador. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que    analisou 21 artigos obtidos por meio das seguintes bases de dados: <i>Scientific    Electronic Library Online</i> (SciELO), Portal peri&oacute;dico Capes e Biblioteca    Virtual em sa&uacute;de (BVS). Os resultados foram organizados em tr&ecirc;s    eixos tem&aacute;ticos: estrat&eacute;gias utilizadas pelos educadores para    lidar com o sofrimento ps&iacute;quico dos alunos; rela&ccedil;&atilde;o professor    - aluno como suporte na promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental do aluno;    e fatores existentes no contexto escolar que influenciam na sa&uacute;de mental    dos professores. Os resultados demonstraram a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o    professor-aluno nos cuidados com o educando em sofrimento ps&iacute;quico, por&eacute;m    as estrat&eacute;gias utilizadas pelos professores no suporte e cuidado s&atilde;o,    em geral, baseadas no senso comum, de modo que lidar com as demandas de sofrimento    dos estudantes pode gerar risco de adoecimento docente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chaves</b>:    Sa&uacute;de mental, Professor, Aluno, Sofrimento Ps&iacute;quico, Escola.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This article is    an integrative literature review from 2015 to 2020 on the contributions of the    teacher-student relationship in the care of students' mental health. Its general    objective was to review the literature from 2015 to 2020 on the importance of    the teacher-student relationship in the care of children and adolescent psychological    distress, and as specific objectives: describe, based on the literature, the    strategies used by teachers to deal with psychological distress demands from    students; and synthesize the findings of the literature on the impacts of students'    demands on the educator's mental health. It is qualitative research that analyzed    twenty-one articles obtained through the following databases:<i> Scientific    Electronic Library Online</i> (SciELO), Portal peri&oacute;dico Capes e Biblioteca    Virtual em sa&uacute;de (BVS). The results were organized into three thematic    axes: strategies used by educators to deal with students' psychological distress;    teacher - student relationship as a support in promoting the student 's mental    health; and existing factors in the school context that influence teachers'    mental health. The results demonstrated the importance of the teacher-student    relationship in caring for the student in psychological distress, however the    strategies used by teachers in support and care are, in general, based on common    sense, so that dealing with the students' suffering demands it can generate    risk of teaching illness.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>:    Mental health, Teacher, Student, Psychic suffering, School.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Est&aacute; na    constitui&ccedil;&atilde;o federal, art.208, I, que todas as crian&ccedil;as    e adolescentes entre quatro e 17 anos devem estar devidamente matriculados em    uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino (BRASIL, 1988). Al&eacute;m disso, a    Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o (LDB) estabelece o atendimento    no contexto da Educa&ccedil;&atilde;o Infantil, Ensino Fundamental e M&eacute;dio,    com carga parcial m&iacute;nima di&aacute;ria de quatro horas e sete horas para    tempo integral (BRASIL, 1996). Entretanto, no caso do ensino m&eacute;dio, a    Lei n&ordm; 13.415/17 altera a LDB, de modo que, em seu Art. 13 aborda que com    a pol&iacute;tica de implementa&ccedil;&atilde;o de escolas de Ensino M&eacute;dio    de Tempo Integral, as institui&ccedil;&otilde;es de ensino dessa modalidade    fornecer&atilde;o atendimento de sete horas di&aacute;rias (BRASIL, 2017). Logo,    &eacute; poss&iacute;vel perceber que esse aluno passara mais tempo dentro do    contexto escolar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa institui&ccedil;&atilde;o    de ensino tamb&eacute;m &eacute; configurada como um meio que proporciona rela&ccedil;&otilde;es    sociais. A conviv&ecirc;ncia pode despertar a afetividade, a simpatia e confian&ccedil;a,    at&eacute; mesmo quando n&atilde;o h&aacute; de forma clara a exist&ecirc;ncia    m&uacute;tua desses sentimentos. Esses alunos podem, nesse contexto, relatar    ou demonstrar comportamentos que est&atilde;o lhe causando preju&iacute;zo de    uma forma geral, e essas atitudes podem ser decorrente de um sofrimento (D'ABREU;    MARTURANO, 2019).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Retornando ao contexto    frente a estadia do p&uacute;blico infanto-juvenil no ambiente escolar e das    rela&ccedil;&otilde;es constru&iacute;das dentro desse espa&ccedil;o, os educadores    al&eacute;m do seu conv&iacute;vio praticamente di&aacute;rio podem passar anos    presente na vida de um determinado aluno (GARCIA, 2016). E com o passar do tempo,    nesse per&iacute;odo de conviv&ecirc;ncia v&atilde;o se construindo v&iacute;nculos,    entre eles o afetivo. Afetividade &eacute; vista por Vygotsky (1998, apud SAMPAIO;    BRITO; C&Acirc;MARA; COUTINHO; LIMA, 2017), como essencial no contexto a aprendizagem,    vindo a contribuir na motiva&ccedil;&atilde;o e no interesse pelas atividades    promovidas pelo educador, al&eacute;m de ser um fator de grande relev&acirc;ncia    nas rela&ccedil;&otilde;es diversas, influenciando nos sentimentos e nas a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m do    interesse pelas atividades propostas pelo professor, e da vontade de aprender,    Lipp, Arantes, Buriti e Witzig (2002), acrescenta que a rela&ccedil;&atilde;o    afetuosa pode fazer com que esse aluno perceba o seu professor como um companheiro,    um apoio, algu&eacute;m no qual pode conversar trocar ideias e pedir conselhos.    Portanto, as demandas acumulativas referentes &agrave; vida desse aluno, as    suas ang&uacute;stias, perturba&ccedil;&otilde;es, conflitos internos e externos    podem acabar surgindo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dados divulgados    pela Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de/ Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OPAS/OMS), mostram que, demandas referentes aos transtornos    mentais continuam a crescer. Estima-se que em todo o mundo de 10% a 20 % dos    adolescentes vivenciem problemas de sa&uacute;de mental, e 16% da carga global    de doen&ccedil;as e les&otilde;es entre pessoas de 10 a 19 anos s&atilde;o resultantes    dessas condi&ccedil;&otilde;es de adoecimento (BRASIL, 2018). Logo, retornando    as informa&ccedil;&otilde;es presentes na constitui&ccedil;&atilde;o Federal,    art.208, I, diante da matr&iacute;cula de crian&ccedil;as e jovens, pode se    afirmar que existe uma concentra&ccedil;&atilde;o significativa desse p&uacute;blico    dentro das escolas da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica brasileira.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda no contexto    escolar, por&eacute;m voltado a sa&uacute;de do educador, uma das profiss&otilde;es    que mais apresentam problemas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de    mental &eacute; a do professor, destacando que, entre os fatores de relev&acirc;ncia    no agravamento do sofrimento mental da classe, est&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es    trazidas pelos alunos, seja com rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento, dificuldades    de aprendizagem, dificuldade nas rela&ccedil;&otilde;es tanto no ambiente escolar    como fora dele e a preocupa&ccedil;&atilde;o do professor com o bem-estar do    seu educando (DIEHL; MARIN, 2016; FERREIRA; SILVA, 2017; SILVA; COIMBRA; YOKOMISO,    2017; TOSTES; ALBUQUERQUE; SILVA; PETTERLE 2018). De modo que, por mais que    esse professor esteja sobrecarregado e angustiado, parece n&atilde;o deixar    o seu aluno sem um apoio, uma aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir desses    estudos e dos novos conceitos de sa&uacute;de, levando em considera&ccedil;&atilde;o    os diversos fatores biopsicossociais e a implementa&ccedil;&atilde;o do conceito    referente a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, a escola passou a ser vista    como um espa&ccedil;o essencial no que se remete a preven&ccedil;&atilde;o e    a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental do p&uacute;blico infanto-juvenil.    Afinal, &eacute; nas escolas que a maior parte desse p&uacute;blico est&aacute;    inserida (BRASIL, 2018; SOARES; ESTANISLAU; BRIETZKE; LEF&Egrave;VRE; BRESSAN,    2014)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Logo &eacute; poss&iacute;vel    perceber que a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental dentro do contexto    escolar &eacute; indispens&aacute;vel.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Objetivo da escola      n&atilde;o deve ser apenas um lugar onde se produz educa&ccedil;&atilde;o      e conhecimento de forma eficaz, mas um lugar onde exista interesse e que haja      sa&uacute;de de todos os seus membros, assim como, colaborar na forma&ccedil;&atilde;o      de um pensamento cr&iacute;tico do estudante, que tenha como resultado a aquisi&ccedil;&atilde;o      de pr&aacute;ticas que visem promover, manter e recuperar a pr&oacute;pria      sa&uacute;de (COSTA; FIGUEIREDO; RIBEIRO, 2013 apud SILVA; SOARES; SOUSA;      KUSANO, 2019, p.134).</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, o professor,    no seu per&iacute;odo de forma&ccedil;&atilde;o, na grade curricular das institui&ccedil;&otilde;es,    &eacute; disponibilizado a disciplina de psicologia da educa&ccedil;&atilde;o.    Ela pode ser apresentada como obrigat&oacute;ria ou eletiva, no entanto, &eacute;    voltada a pr&aacute;tica quanto ao desenvolvimento e aprendizagem educacional,    n&atilde;o sendo suficiente para as demandas que v&atilde;o al&eacute;m desse    contexto (ALMEIDA, IZZI, 2007; MACHADO; COSTA, 2016; CID; SQUASSONI; GASPARINI,    2019). Portanto, essas coloca&ccedil;&otilde;es evidenciam o despreparo do professor    e a necessidade de informa&ccedil;&otilde;es para lidar com demandas envolvendo    sofrimento ps&iacute;quico dos seus alunos, assim como, no enfrentamento na    busca pela preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de    ps&iacute;quica de todo o corpo escolar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo em vista    que o contexto escolar representa um lugar de grande relev&acirc;ncia para o    indiv&iacute;duo, n&atilde;o apenas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; aprendizagem,    mas sobre o seu desenvolvimento psicossocial, de modo a envolver rela&ccedil;&otilde;es    sociais, emocionais e afetivas, torna-se um ambiente essencial para a constru&ccedil;&atilde;o    do sujeito enquanto pessoa. O professor, por fazer parte desse conjunto configurado    como pe&ccedil;a indispens&aacute;vel e ass&iacute;dua, acaba convivendo diariamente    com esse aluno, e no decorrer dessa viv&ecirc;ncia, s&atilde;o constru&iacute;dos    v&iacute;nculos importantes que favorecem tanto o desempenho escolar, quanto    a rela&ccedil;&atilde;o socioemocional desse estudante. (PETRUCCI; BORSA; BARBOSA;    KOLLER, 2014).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dando continuidade    ao di&aacute;logo, Sampaio et al. (2017), acrescentam que a rela&ccedil;&atilde;o    constru&iacute;da entre professor e aluno, por vezes vai al&eacute;m dos conte&uacute;dos    did&aacute;ticos, existindo companheirismo e afinidades. Nessa conviv&ecirc;ncia    afetiva, o aluno pode acabar vendo o professor n&atilde;o s&oacute; como um    l&iacute;der de sala que est&aacute; ali para transpor conhecimento, mas um    suporte ao qual pode recorrer quando preciso, ora para tirar d&uacute;vidas    referente a disciplina ou para compartilhar acontecimentos da sua vida pessoal    (SAMPAIO et al., 2017).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Seja em uma conversa,    ou pela observa&ccedil;&atilde;o no comportamento da crian&ccedil;a ou adolescente,    o professor pode perceber quando existe algo de diferente, e de acordo sua forma&ccedil;&atilde;o,    procura estrat&eacute;gias para descobrir o que est&aacute; acontecendo. Nesse    contexto, os educadores podem deparar-se com demandas quais n&atilde;o foram    preparados para trabalhar, como a sa&uacute;de psicol&oacute;gica dos educandos,    de modo a gerar dificuldades para lidar e ajudar os seus alunos (SOARES, et    al., 2014).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Estanislau    e Bressan (2014), assuntos como sa&uacute;de mental n&atilde;o s&atilde;o muito    abordados nas escolas, as informa&ccedil;&otilde;es que chegam s&atilde;o bastante    superficiais, n&atilde;o suprindo a necessidade dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o    que lidam quase diariamente com essa demanda. No entanto, se esse professor    tivesse as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias sobre o tema talvez    conseguisse melhor auxiliar o seu aluno, assim como, detectar de forma efetiva    sinais de adoecimento ps&iacute;quico, sem confundir com comportamentos comuns    para o p&uacute;blico infanto-juvenil (ESTANISLAU; BRESSAN, 2014; SOARES, et    al., 2014).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Levando em considera&ccedil;&atilde;o    o di&aacute;logo conduzido at&eacute; aqui, Qual a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o    professor-aluno nos cuidados com a sa&uacute;de mental dos estudantes?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante deste contexto,    as hip&oacute;teses levantadas neste estudo foram: os professores t&ecirc;m    a habilidade de identificar quando o seu aluno apresenta um comportamento diferente    dos habituais; o conhecimento sobre o que &eacute; sofrimento ps&iacute;quico    e a capacidade do observar pode fazer dos professores uma pe&ccedil;a-chave    na detec&ccedil;&atilde;o de sinais de um poss&iacute;vel sofrimento ps&iacute;quico;    os educadores podem se tornar um facilitador na ajuda da promo&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de e enfrentamento ao sofrimento dos seus alunos; a sa&uacute;de    dos educadores pode ser afetada pelas demandas de sofrimento ps&iacute;quico    recebidas por parte dos alunos; o v&iacute;nculo afetivo constru&iacute;do entre    o professor e o alunos pode servir como apoio no enfrentamento ao sofrimento    ps&iacute;quico de alunos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s os    argumentos levantados, evidencia-se a necessidade de realizar uma revis&atilde;o    de literatura sobre as contribui&ccedil;&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o    professor-aluno nos cuidados com a sa&uacute;de mental do p&uacute;blico infanto-juvenil,    de modo que se possa tornar acess&iacute;vel essas informa&ccedil;&otilde;es    para educadores e familiares e estudantes que possam se interessar pelo tema,    al&eacute;m de contribuir para que pesquisadores da educa&ccedil;&atilde;o e    da psicologia escolar possam explorar mais esse tema em investiga&ccedil;&otilde;es    cient&iacute;ficas futuras. Por fim, ter o acesso facilitado a produ&ccedil;&atilde;o    brasileira atual sobre o tema, pode instigar o fortalecimento de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas de cuidados a sa&uacute;de mental no contexto escolar, favorecendo    a toda comunidade da referida institui&ccedil;&atilde;o de ensino.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo geral    deste estudo foi revisar a literatura de 2015 a 2020 sobre a import&acirc;ncia    da rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno no cuidado ao sofrimento ps&iacute;quico    infanto-juvenil. Os objetivos espec&iacute;ficos foram descrever com base na    literatura as estrat&eacute;gias utilizadas por professores para lidar com demandas    de sofrimento ps&iacute;quico advindas de alunos; e sintetizar os achados da    literatura sobre os impactos das demandas dos alunos na sa&uacute;de mental    do educador.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A seguinte pesquisa    trata-se de uma revis&atilde;o integrativa de literatura, de modo qualitativo,    no qual foi poss&iacute;vel obter os artigos para a an&aacute;lise por meio    eletr&ocirc;nico nas seguintes bases de dados: <i>Scientific Electronic Library    Online</i> (SciELO), Portal peri&oacute;dico Capes e Biblioteca Virtual em sa&uacute;de    (BVS). O per&iacute;odo estabelecido para busca de informa&ccedil;&otilde;es    foi entre os anos de 2015 a 2020, no qual o levantamento de dados ocorreu entre    agosto e setembro de 2020, com a proposta de conhecer o que tinha de mais atual    na literatura para auxiliar os professores no suporte ao sofrimento ps&iacute;quico    dos estudantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para melhor estrat&eacute;gia    na efetua&ccedil;&atilde;o da coleta de dados foram utilizados os seguintes    descritores: Sa&uacute;de mental, professor, aluno, sofrimento ps&iacute;quico    e escola. Ainda nesse contexto referente &agrave; coleta de dados, entre as    v&aacute;rias tentativas na busca bibliogr&aacute;fica que contemplasse os objetivos    desse estudo, os descritores foram aplicados em pares: "sa&uacute;de mental"    AND "professor"; "sa&uacute;de mental" AND "aluno"; "sa&uacute;de mental" AND    "escola"; "sofrimento ps&iacute;quico" AND "Professor"; "sofrimento ps&iacute;quico"    AND "Aluno" e "sofrimento ps&iacute;quico" AND" escola"; "Professor" AND "aluno".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Feito a aplica&ccedil;&atilde;o    dos descritores, foi realizada uma filtragem do material com base nos crit&eacute;rios    de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o. Foram inclusos artigos em portugu&ecirc;s    que se encontravam nas bases de dados supracitadas, publicados entre 2015 e    2020 e que possu&iacute;ssem algum dos descritores anteriormente apresentados.    Foram exclu&iacute;dos artigos que n&atilde;o atendiam aos interesses da pesquisa    fugindo do contexto de investiga&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o se encontravam    de forma gratuita nas bases de dados escolhidas, que se repetiam nas mesmas,    artigos de revis&atilde;o e trabalhos n&atilde;o desenvolvidos no Brasil. Todas    as descri&ccedil;&otilde;es aqui definidas foram aplicadas diretamente ao filtro    dos bancos de dados selecionados na busca bibliogr&aacute;fica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para concluir a    sele&ccedil;&atilde;o das literaturas a serem estudadas, os artigos resultantes    da a&ccedil;&atilde;o anterior foram organizados em um quadro Word 2010, podendo    assim, identificar as repeti&ccedil;&otilde;es dos textos e uma breve an&aacute;lise    de conte&uacute;do. A partir dessa distribui&ccedil;&atilde;o foi poss&iacute;vel    a &uacute;ltima fase da coleta de dados, excluindo todos os artigos repetidos    e os de conte&uacute;do irrelevante para a tem&aacute;tica. As informa&ccedil;&otilde;es    aqui apresentadas com rela&ccedil;&atilde;o a sele&ccedil;&atilde;o, foram organizadas    em um fluxograma, para que assim tiv&eacute;ssemos uma melhor compreens&atilde;o    da filtragem dos dados a partir da aplica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios    de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o (<a href="/img/revistas/cp/v30n31/09f01.jpg">Figura    1</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa forma, foi    constru&iacute;do um quadro no Word 2010, no qual os textos foram organizados    por ano, autor, peri&oacute;dico, m&eacute;todo de pesquisa, Quali Capes, e    p&uacute;blico-alvo, possibilitando ao leitor conhecer as principais informa&ccedil;&otilde;es    sobre os artigos utilizados para a obten&ccedil;&atilde;o dos resultados dessa    pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com a sele&ccedil;&atilde;o    de artigos finalizada, eles foram distribu&iacute;dos em tabelas Word 2010,    para fichamento, possibilitando o estudo individual de cada obra, destacando    os pontos principais de cada texto. Com esse estudo mais detalhado, foi poss&iacute;vel    perceber quais assuntos se destacaram, possibilitando uma melhor organiza&ccedil;&atilde;o    das ideias em tr&ecirc;s eixos tem&aacute;ticos: <i>Estrat&eacute;gias utilizadas    pelos educadores para lidar com o sofrimento ps&iacute;quico dos alunos; Rela&ccedil;&atilde;o    professor - aluno como suporte na promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental    do aluno; e Fatores existentes no contexto escolar que influenciam na sa&uacute;de    mental dos professores</i>. Esse m&eacute;todo facilitou no processo frente    &agrave; discuss&atilde;o dos achados, oferecendo melhor visualiza&ccedil;&atilde;o    do conte&uacute;do.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto aos aspectos    &eacute;ticos, riscos e benef&iacute;cios, por se tratar de uma revis&atilde;o    de literatura integrativa, tendo todo o seu conte&uacute;do obtido por meio    de informa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, n&atilde;o oferece nenhum risco    para a comunidade. Os benef&iacute;cios est&atilde;o na organiza&ccedil;&atilde;o    e atualiza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es frente ao objeto de    pesquisa desse trabalho, favorecendo aos pesquisadores e leitores uma vis&atilde;o    simplificada do que est&aacute; sendo produzido sobre o contexto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Desenvolvimento</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir do processo    de busca por literaturas que contribu&iacute;ssem para o conhecimento referente    as demandas de in&iacute;cio apresentadas nesse trabalho de pesquisa, obteve-se    como resultado ap&oacute;s toda a aplica&ccedil;&atilde;o dos filtros, 21 textos.    Nove (42,85%) artigos foram publicados no ano de 2019; tr&ecirc;s (14,28%) em    2018; tr&ecirc;s (14,28%) pesquisas em 2020; tr&ecirc;s (14,28%) estudos no    per&iacute;odo de 2017, dois (9,52%) em 2016 e um (4,76%) em 2015. Com essas    informa&ccedil;&otilde;es &eacute; poss&iacute;vel perceber que a maioria das    literaturas se refere ao ano de 2019, fazendo com que as informa&ccedil;&otilde;es    desse estudo, fiquem entre o que se tem de mais atual sobre ao tema trabalhado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi poss&iacute;vel    constatar que 12 (57,14%) dos principais autores das respectivas literaturas    s&atilde;o profissionais da &aacute;rea da psicologia, tr&ecirc;s (14,28%) especialistas    voltados a &aacute;rea educacional (Ci&ecirc;ncias humanas), tr&ecirc;s (14,28%)    especialistas em outras &aacute;reas das ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de (Enfermeiros,    Psiquiatras). Entretanto, tr&ecirc;s (14,28%) dos autores n&atilde;o foi poss&iacute;vel    identificar as respectivas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o. Com rela&ccedil;&atilde;o    aos dados referentes &agrave;s profiss&otilde;es, queremos ressaltar que foi    analisado apenas o primeiro autor das literaturas. Portanto, mesmo tendo os    profissionais da psicologia como maioria, os aspectos aqui abordados n&atilde;o    possuem uma &aacute;rea em espec&iacute;fico para estudo. Logo, o temos como    um assunto que est&aacute; sendo abordado de forma interdisciplinar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda dentro desse    contexto referente aos resultados das pesquisas, pode-se analisar as revistas    quais os textos encontram-se publicados: 11 (52,38%) est&atilde;o em revistas    voltadas a conte&uacute;dos referente &agrave; &aacute;rea da sa&uacute;de,    sete (33,33%) educa&ccedil;&atilde;o e tr&ecirc;s (14,28%) interdisciplinar    (aberta a qualquer &aacute;rea de conhecimento). Na an&aacute;lise dos peri&oacute;dicos    foi verificado o Qualis Capes das revistas, obtendo as informa&ccedil;&otilde;es    na plataforma Sucupira, qual tem como objetivo mostrar o n&iacute;vel de confiabilidade    atribu&iacute;da &agrave; revista a partir das suas publica&ccedil;&otilde;es    (BARATA, 2016). Para chegarmos as classifica&ccedil;&otilde;es dos artigos,    foram atribu&iacute;dos aos filtros da plataforma, o t&iacute;tulo do peri&oacute;dico    e uma &aacute;rea de estudo. Portanto, as avalia&ccedil;&otilde;es aqui apresentadas    s&atilde;o resultantes da pesquisa tendo como refer&ecirc;ncia ao Qualis Capes    das revistas para a &aacute;rea: psicologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De classifica&ccedil;&atilde;o    A1 e A2 (peri&oacute;dicos de excel&ecirc;ncia internacional), constam quatro    artigos (A1= 1 e A2 = 3) configurando aproximadamente 19,04% das literaturas    desse trabalho, De B1 e B2 (peri&oacute;dicos de excel&ecirc;ncia nacional)    constam 13 artigos (B1 = 6 e B2 = 7) configurando aproximadamente 61,9%, De    B3 a B5 (peri&oacute;dicos de m&eacute;dia relev&acirc;ncia), constam tr&ecirc;s    artigos (B3=1, B4=1 e B5=2) configurando aproximadamente 19,04 % dos achados.    Levando em considera&ccedil;&atilde;o a qualidade da maioria das literaturas    utilizadas, os artigos encontrados, em geral, trazem informa&ccedil;&otilde;es    seguras, enriquecendo o n&iacute;vel de confian&ccedil;a aos leitores em ter    como fonte de conhecimento esse estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto a metodologia,    foi constatado que 14 dos 21 artigos representando aproximadamente 66,66% dos    achados utilizam do m&eacute;todo qualitativo descritivo/ explorat&oacute;rio,    um estudo representando aproximadamente 4,76% utilizam o m&eacute;todo quantitativo    descritivo/experimental, quatro representando aproximadamente 14,2% s&atilde;o    quantitativos transversais e dois dos achados configurando 9,82% fazem uso do    m&eacute;todo misto (quantitativo-qualitativo).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="/img/revistas/cp/v30n31/09q1.jpg">Quadro    1</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre o n&iacute;vel    escolar do p&uacute;blico estudado em cada artigo, tr&ecirc;s (14,28%) das literaturas    s&atilde;o voltadas a Educa&ccedil;&atilde;o Infantil, um (4,76%) a Educa&ccedil;&atilde;o    Infantil e Ensino Fundamental, oito (38,09%) ao Ensino Fundamental, seis (28,57%)    Ensino Fundamental e M&eacute;dio e dois (9,52%) exclusivamente ao Ensino M&eacute;dio.    Al&eacute;m disso, um dos artigos teve como participantes profissionais de psicologia    escolar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O <a href="/img/revistas/cp/v30n31/09q2.jpg">quadro    2</a> representa a classifica&ccedil;&atilde;o dos artigos quanto aos n&iacute;veis,    ciclos e faixas et&aacute;rias do p&uacute;blico escolar estudado. As informa&ccedil;&otilde;es    obtidas foram distribu&iacute;das por n&uacute;mero do artigo, autor e ano de    publica&ccedil;&atilde;o, n&iacute;veis e faixas et&aacute;rias predefinidas    para cada p&uacute;blico. Os dados referentes &agrave;s faixas et&aacute;rias    e os ciclos foram apresentadas com base na LDB (Brasil, 1996).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com base nos achados    a partir da investiga&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do, foi poss&iacute;vel    perceber e organizar os textos de acordo com os seguintes eixos tem&aacute;ticos:    Estrat&eacute;gias utilizadas pelos educadores para lidar com o sofrimento ps&iacute;quico    dos alunos; Rela&ccedil;&atilde;o professor - aluno como suporte na promo&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de mental do aluno; e Fatores existentes no contexto escolar que    influenciam na sa&uacute;de mental dos professores. Estes temas ser&atilde;o    detalhados a seguir.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Estrat&eacute;gias    utilizadas pelos educadores para lidar com o sofrimento ps&iacute;quico dos    alunos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um dos papeis do    professor em sala de aula &eacute; a observa&ccedil;&atilde;o, esse profissional    tem a habilidade de reconhecer todo o funcionamento e o comportamento rotineiro    apresentado por seus alunos, assim como, identificar fatores que interferem    no desenvolvimento frente a aprendizagem do educando. Entretanto, podem surgir    demandas que por vezes acabam fugindo das habilidades desenvolvidas e aprendidas    na sua forma&ccedil;&atilde;o enquanto transmissor de conhecimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Seis dos artigos    selecionados, trazem narrativas de alguns professores retratando como tem sido    as suas experi&ecirc;ncias frente &agrave; demanda aqui destacada. Em quatro    literaturas, esses profissionais da educa&ccedil;&atilde;o afirmam utilizar    conhecimentos de senso comum, estrat&eacute;gias de cunho pessoal, atentando-se    as experi&ecirc;ncias vivenciadas no seu pr&oacute;prio contexto familiar (SILVA;    COIMBRA; YOKOMISO, 2017; CID; SQUASSONI; GASPARINI, 2019; GABRIEL; COSTA; CAMPEIZ;    SALIM; SILVA; CARLOS, 2020; BRITO; SILVA J&Uacute;NIOR; COSTA; SALES; GON&Ccedil;ALVES;    MONTEIRO, 2020).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em duas das literaturas,    foi poss&iacute;vel perceber o quanto esse profissional encontra-se desassistido,    tendo que lidar com quase nenhuma ferramenta ou suporte nos cuidados referente    &agrave;s poss&iacute;veis situa&ccedil;&otilde;es advindas dos seus alunos,    e por muitas vezes sem nenhum conhecimento pr&eacute;vio sobre sa&uacute;de    mental e aspectos relacionados. Quando tentam conseguir algum tipo de informa&ccedil;&atilde;o,    no intuito de promover trabalhos referentes ao assunto, partem para pesquisas    buscando informa&ccedil;&otilde;es de forma solit&aacute;ria (GABRIEL, et al.,    2020; CID; SQUASSONI; GASPARINI, 2019).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m das    informa&ccedil;&otilde;es j&aacute; apresentadas referente &agrave; como agem    diante de poss&iacute;veis sinais de sofrimento ps&iacute;quico apresentados    pelos alunos, em especial a "Autoles&atilde;o n&atilde;o suicida", assunto tratado    por Gabriel, et al. (2020) e Brito et al. (2020), os autores relatam atrav&eacute;s    das falas de alguns dos seus entrevistados, que mesmo n&atilde;o possuindo materiais    de apoio, esses profissionais tentam lidar da melhor forma poss&iacute;vel,    utilizando de estrat&eacute;gias como a aproxima&ccedil;&atilde;o a partir dos    v&iacute;nculos constru&iacute;dos na rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno,    oferecendo escuta e acolhida (GABRIEL, et al., 2020; BRITO, et al., 2020).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre os textos,    um faz refer&ecirc;ncias as rela&ccedil;&otilde;es a partir de um vi&eacute;s    afetivo, destacando que durante a busca por estrat&eacute;gias para lidar com    os comportamentos apresentados pelos alunos, os professores adotam t&eacute;cnicas    voltadas ao envolvimento afetivo, deixando transparecer a sua preocupa&ccedil;&atilde;o    e empatia, tentando fortalecer ainda mais a confian&ccedil;a entre o educando    e o educador, podendo assim, ter mais chances de conhecer as ang&uacute;stias    do discente (CID; SQUASSONI; GASPARINI, 2019).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda nessa an&aacute;lise    referente as a&ccedil;&otilde;es dos professores, foi poss&iacute;vel constatar    a recorr&ecirc;ncia as fam&iacute;lias na tentativa de um di&aacute;logo que    venha a oferecer suporte ao professor nessa rela&ccedil;&atilde;o de aten&ccedil;&atilde;o    e cuidados, assim como, propor um poss&iacute;vel encaminhamento as redes de    apoio, que por sua vez, podem vir a serem falhas, principalmente pela dificuldade    encontrada por algumas institui&ccedil;&otilde;es de conseguir um atendimento    (SILVA; COIMBRA; YOKOMISO, 2017).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro assunto que    chamou bastante aten&ccedil;&atilde;o, refere-se justamente a quest&atilde;o    dos encaminhamentos feitos pelas escolas &agrave;s redes de apoio ou a sistema    de refer&ecirc;ncia em sa&uacute;de mental. No artigo de Carneiro e Coutinho,    (2015), a escola &eacute; tida como um dos &oacute;rg&atilde;os que mais identifica    e encaminham crian&ccedil;as e adolescentes aos setores da psiquiatria.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, quando    o assunto &eacute; informa&ccedil;&atilde;o, foi poss&iacute;vel perceber que    pouco ou quase nada se sabe do assunto "sa&uacute;de mental", "sofrimento ps&iacute;quico"    e "adoecimento", at&eacute; mesmo, desconhecem o real trabalho dos profissionais    ligados a sa&uacute;de mental (Psic&oacute;logos e psiquiatras). E Pela falta    de conhecimento dentro da escola, acabam discriminando comportamentos e desconhecendo    situa&ccedil;&otilde;es que possam estar sendo gatilhos para algumas situa&ccedil;&otilde;es,    sejam elas, de cunho emocional ou n&atilde;o (HAMANN; CONSONI; ALC&Acirc;NTARA;    GAMALHO; DIPP, 2019; CID; SQUASSONI; GASPARINI, 2019).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; justamente    a partir da an&aacute;lise, que nos deparamos com mais um questionamento feito    por um dos autores. Como &eacute; que esse educador est&aacute; realizando essa    identifica&ccedil;&atilde;o, e escolhendo para qual dispositivo encaminhar esse    aluno se pouco conhece sobre os referidos temas? (CARNEIRO; COUTINHO, 2015,    p.190).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir dessa    coloca&ccedil;&atilde;o feita pelos autores citados nessa discuss&atilde;o,    podemos nos atentar ao fato de que o professor est&aacute; ligado &agrave;s    demandas que chegam ao sistema de sa&uacute;de. Logo, ele tem contato direto    com o alunado que ap&oacute;s uma avalia&ccedil;&atilde;o profissional pode    vir ou n&atilde;o a ser diagnosticado com algum adoecimento. Entretanto, foi    poss&iacute;vel notar que o n&iacute;vel de conhecimento do professor com rela&ccedil;&atilde;o    aos conceitos de sa&uacute;de mental &eacute; baixo e que mesmo) assim, continua    agindo como um identificador de sinais, mostrando que algo est&aacute; "errado"    com o aluno, tal como, podem deixar escapar comportamentos que talvez sejam    significativos para a sa&uacute;de ps&iacute;quica do estudante.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Rela&ccedil;&atilde;o    professor - aluno como suporte na promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental    do aluno.</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos artigos que    fizeram parte da amostra deste estudo, n&atilde;o foi encontrado literatura    com o objetivo de estudar especificamente a rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno    como suporte nos cuidados de discente em sofrimento mental. O que evidencia    uma lacuna que precisa ser preenchida por estudos futuros. Entretanto, em oito    dos artigos foi poss&iacute;vel destacar alguns fatores os quais fazem refer&ecirc;ncia    a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno, ressaltando alguns    pontos tidos como essenciais que ajudam os profissionais da educa&ccedil;&atilde;o    na aproxima&ccedil;&atilde;o com seu alunado, assim como, na possibilidade de    melhores resultados atrav&eacute;s de interven&ccedil;&otilde;es referente a    promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, em especial da sa&uacute;de mental desse    p&uacute;blico, principalmente em conjunto com especialistas ou redes de apoio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Wiezzel (2019)    aborda a rela&ccedil;&atilde;o professor e aluno como semelhante &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es    familiares, e exemplifica destacando o "p&uacute;blico infantil", descrevendo    que a crian&ccedil;a tenta encontrar no professor algo pr&oacute;ximo ao que    busca ou espera encontrar em casa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como o assunto    chega &agrave; compara&ccedil;&atilde;o com os v&iacute;nculos familiares, alguns    dos textos trabalham a quest&atilde;o de qu&atilde;o pr&oacute;ximo esses profissionais    est&atilde;o dos seus alunos, refletindo o aspecto conviv&ecirc;ncia a longo    prazo, fazendo do corpo escolar, de um modo geral, detentores de conhecimento    frente a personalidade e comportamento de cada um dos estudantes (AUDA; BRAGA;    TEIXEIRA J&Uacute;NIOR; FERREIRA, 2019; SAMPAIO, et al., 2017).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em um dos achados,    qual se refere &agrave; pr&oacute;pria atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo    no contexto escolar, trata como &eacute; importante essa rela&ccedil;&atilde;o,    em especial os v&iacute;nculos afetivos, como um dos facilitadores do seu trabalho    (SAMPAIO et al., 2017). Gabriel, et al. (2020) corrobora com Sampaio, et al.    (2017), a partir do seu estudo dizendo que &eacute; dif&iacute;cil conhecer    esse educando na sua totalidade de imediato, e a partir do apoio dado pelos    professores ou membros do corpo escolar, pode facilitar o contato e obter melhor    resultados nas propostas de poss&iacute;veis interven&ccedil;&otilde;es, assim    como, nas formula&ccedil;&otilde;es de estrat&eacute;gias que envolvam a promo&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de de uma forma geral (SAMPAIO, et al. 2017; GABRIEL, et al., 2020).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Voltando ao texto    de Wiezzel (2019), o autor destaca que pode ocorrer dessa rela&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o ser t&atilde;o amistosa, e o aluno apresentar um comportamento de    indisciplina e agressividade. Entretanto, ele descreve os atos como resultante    de um poss&iacute;vel sofrimento. Entre os aspectos relacionados est&atilde;o    &agrave;s mudan&ccedil;as presenciadas pelos alunos na inf&acirc;ncia, especialmente    as transforma&ccedil;&otilde;es ambientais, junto com as percas, inclusive a    troca de professores, podem fazer com que esses alunos, na tentativa de evitar    mais dor e ang&uacute;stia, acabe por recusar-se a desenvolver v&iacute;nculos    com os novos professores, protegendo-se atrav&eacute;s dos comportamentos agressivos    (WIEZZEL,2019).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contudo, quando    essa rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno se faz de forma amig&aacute;vel e    afetuosa produz benef&iacute;cios tanto para o professor como para o aluno,    por isso, &eacute; importante investir no fortalecimento dos v&iacute;nculos    e da confian&ccedil;a (COUTINHO; CARNEIRO; SALGUEIRO, 2018). Levando em considera&ccedil;&atilde;o,    Barbosa (2019), vem refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia tanto do professor como    da escola nos cuidados frente &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de,    tendo o ambiente escolar como meio no qual se pode possibilitar a ruptura de    estigmas e preconceitos referente ao tema "sa&uacute;de mental", assim como,    promover sa&uacute;de, tendo como ferramentas de apoio n&atilde;o s&oacute;    o professor, mas todo o corpo educacional (BARBOSA, 2019).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dois textos trazem    no seu conte&uacute;do, o apelo por pol&iacute;ticas que venham ajudar o professor    a lidar com essas demandas, servindo como ferramenta de apoio na promo&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de e na identifica&ccedil;&atilde;o segura de poss&iacute;veis    sinais de adoecimento mental (OSTI; TASSONI; 2019, FERNANDES; CID; SPERANZA;    COPI, 2019).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Fatores existentes    no contexto escolar que influenciam na sa&uacute;de mental dos professores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre os 21 artigos    selecionados, sete deles trazem algumas informa&ccedil;&otilde;es referente    a sa&uacute;de mental dos professores, assim como, fatores os quais podem estar    interferindo na sa&uacute;de deles. O estudo de Tostes, et al. (2018), apresenta    algumas quest&otilde;es referente a sa&uacute;de do professor de modo geral.    Entretanto, acaba destacando algumas informa&ccedil;&otilde;es referente a sa&uacute;de    mental do referido p&uacute;blico. No texto aqui citado, foi realizada uma pesquisa    entre os professores do ensino p&uacute;blico do Paran&aacute;, participando    1.021 educadores. Os dados levantados demonstram que 23,73 % dos entrevistados    apresentam algum fator referente &agrave; sa&uacute;de mental, dentre eles:    depress&atilde;o, ansiedade e estresse. Destacando-se o p&uacute;blico feminino    como o que mais apresenta demandas relacionadas ao adoecimento mental (TOSTES,    et al., 2018).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os poss&iacute;veis    influenciadores descritos nos textos acabam variando. Existem aspectos que apontam    fatores estruturais (estrutura escolar, remunera&ccedil;&atilde;o e materiais    de trabalho) e relacionais, envolvendo quest&otilde;es direcionadas a rela&ccedil;&atilde;o    entre os membros escolares, alunos e familiares (TOSTES, et al., 2018).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Levando em considera&ccedil;&atilde;o    a rela&ccedil;&atilde;o professor, aluno e fam&iacute;lia, na maioria das literaturas    analisadas que fazem refer&ecirc;ncia a essa tem&aacute;tica "Sa&uacute;de mental    do professor", foi poss&iacute;vel identificar o comportamento agressivo e a    indisciplina por parte dos alunos, como poss&iacute;veis atuantes no adoecimento    mental dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o (ALBUQUERQUE; LIRA.; SANTOS    J&Uacute;NIOR; CHIOCHETTA; PERNA; SILVA, 2018; COSTA; SILVA, 2019; TOSTES, et    al., 2018; FERREIRA; PEDRO, 2018; BRITO, et al., 2020). Aqueles que trabalham    com o p&uacute;blico infantil, tem acrescentado &agrave; falta de apoio das    fam&iacute;lias como agravante (FERREIRA; PEDRO, 2018).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um aspecto bastante    curioso que foi poss&iacute;vel observar em um dos textos relaciona-se, ao fato    de que os professores que lecionam em turmas do ensino fundamental, em especial    nas s&eacute;ries iniciais, apresentam maiores &iacute;ndices de sofrimento    mental (TOSTES, et al., 2018). Entretanto, um segundo artigo, traz na sua an&aacute;lise    que os professores que trabalham com o ensino m&eacute;dio est&atilde;o mais    insatisfeitos com o seu p&uacute;blico, trazendo mais uma vez quest&otilde;es    relacionadas ao comportamento (indisciplina e agressividade) dos seus estudantes    (FERREIRA; PEDRO, 2018).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os achados,    em especial os que tratam de quest&otilde;es voltadas a vis&atilde;o do professor    diante do sofrimento mental dos seus alunos, n&atilde;o foram encontrados textos    os quais, relacionassem diretamente comportamento advindos de um poss&iacute;vel    sofrimento mental do educando com a sa&uacute;de mental do educador. Entretanto,    em tr&ecirc;s das literaturas, Souza, Panuncio e Fiorati (2019), Gabriel et    al. (2020), e Brito, et al. (2020), com base nas respostas dadas pelos profissionais    da educa&ccedil;&atilde;o participantes, foi poss&iacute;vel perceber a preocupa&ccedil;&atilde;o    e ang&uacute;stia vivenciada por eles diante de alguns dos comportamentos apresentados.    Duas das literaturas que mais chamaram aten&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; percep&ccedil;&atilde;o do professor foram referentes ao comportamento    suicida e n&atilde;o suicida. Em Brito, et al. (2020), uma professora relata    a sua experi&ecirc;ncia com rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento autolesivo,    no qual foi vivenciado dentro da pr&oacute;pria sala de aula. Ainda dentro do    contexto, os professores relatam a ang&uacute;stia, preocupa&ccedil;&atilde;o    e o quanto esses momentos marcam suas vidas (GABRIEL, et al., 2020; BRITO, et    al., 2020).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; poss&iacute;vel    que o profissional se sinta mexido por presenciar tais situa&ccedil;&otilde;es,    com a sensa&ccedil;&atilde;o de impot&ecirc;ncia diante de um comportamento    de tamanha gravidade, o qual pode vir a acontecer outras vezes, talvez n&atilde;o    dentro da sala de aula, mas em outra parte do ambiente escolar. Esse tipo de    demanda poder&aacute; surgir na vida de muitos outros professores. Portanto,    &eacute; importante a capacita&ccedil;&atilde;o desses profissionais, al&eacute;m    do apoio de &oacute;rg&atilde;os e trabalhadores da &aacute;rea da sa&uacute;de    em espec&iacute;fico, no intuito de fornecer suporte a toda essa comunidade.    Enfatizando a sa&uacute;de do educador, podem ser desenvolvidos projetos interventivos    ligados &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de de forma integral a    categoria, al&eacute;m de desenvolver novos estudos voltados a sa&uacute;de    mental do professor, levando em considera&ccedil;&atilde;o a rela&ccedil;&atilde;o    existente entre esse profissional e comportamentos apresentados pelos alunos,    resultantes de um poss&iacute;vel sofrimento ps&iacute;quico ou adoecimento    mental.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escola tem um    papel bastante significativo na vida das pessoas, pois, na maioria das vezes,    passa-se uma parcela da nossa exist&ecirc;ncia em uma institui&ccedil;&atilde;o    de ensino. Esse ambiente faz-se presente cada vez mais cedo na rotina, e por    tempos mais longos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No decorrer desse    estudo, foi poss&iacute;vel fortalecer a percep&ccedil;&atilde;o do quanto o    sistema educacional &eacute; importante para o desenvolvimento presente e das    futuras gera&ccedil;&otilde;es. &Eacute; um ambiente indispens&aacute;vel, que    necessita de mais aten&ccedil;&atilde;o, investimentos e cuidados n&atilde;o    s&oacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; estrutura f&iacute;sica, mas tudo    que comp&otilde;em a institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi poss&iacute;vel    perceber a precariedade da profiss&atilde;o professor, assim como, a sobrecarga    enfrentada pela &aacute;rea, e quanto esse fator tem prejudicado ainda mais    a sa&uacute;de desse p&uacute;blico. Entretanto, a for&ccedil;a de vontade existente    em cada um, faz com que continuem lutando por melhorias, podendo assim, estar    oferecendo o que sabem fazer de melhor, transforma&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto aos alunos,    em especial o p&uacute;blico infanto-juvenil, existe uma demanda referente &agrave;    sa&uacute;de mental deles, por&eacute;m, os trabalhos e interven&ccedil;&otilde;es    voltadas ao contexto aparecem de forma t&iacute;mida, mesmo existindo decretos,    portarias, bases legais que apoiam a articula&ccedil;&atilde;o entre sa&uacute;de    e escola.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A literatura analisada    demonstrou que o professor lida quase que diariamente com demandas advindas    dos seus alunos, seja de cunho educacional ou emocional, tentando conduzir da    melhor forma poss&iacute;vel, diante das possibilidades do contexto. Por&eacute;m,    os estudos apresentados nesta revis&atilde;o abordam as contribui&ccedil;&otilde;es    da rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno nos cuidados referente ao adoecimento    ps&iacute;quico infanto-juvenil de uma forma abrangente, havendo lacuna no que    diz respeito aos elementos espec&iacute;ficos dessa rela&ccedil;&atilde;o que    precisa ser preenchida por estudos futuros. Ainda assim, os estudos demonstram    que essa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; significativa e que o professor pode    ser visto como uma figura importante no suporte a promo&ccedil;&atilde;o de    sa&uacute;de mental dos educandos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre as estrat&eacute;gias    utilizadas pelos professores para lidar com o sofrimento ps&iacute;quico dos    alunos foi poss&iacute;vel perceber que alguns professores t&ecirc;m lidado    com seus alunos utilizando estrat&eacute;gias de senso comum, se apoiando aos    v&iacute;nculos afetivos e a confian&ccedil;a, que nem sempre s&atilde;o suficientes    para contemplar as demandas do aluno, podendo inclusive interferir na pr&oacute;pria    sa&uacute;de e bem-estar do educador. Assim, aspectos como as demandas vindas    dos seus alunos, em especial a agressividade e a indisciplina, al&eacute;m de    emo&ccedil;&otilde;es despertadas nos docentes ao presenciar comportamentos    suicidas e autoles&otilde;es n&atilde;o suicidas dentro do contexto escolar,    podem prejudicar a sa&uacute;de mental desse educador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Logo, as informa&ccedil;&otilde;es    do par&aacute;grafo anterior, al&eacute;m de estarem respondendo alguns dos    objetivos, contribu&iacute;ram com uma das nossas hip&oacute;teses sendo ela    a seguinte: a sa&uacute;de do educador pode ser afetada pelas demandas de sofrimento    ps&iacute;quico vindas dos alunos. Como &eacute; poss&iacute;vel perceber, a    agressividade e a indisciplina segundo Wiezzel (2019), pode ser reflexo de um    poss&iacute;vel sofrimento ps&iacute;quico. Portanto, esses comportamentos est&atilde;o    presentes entre os aspectos existentes dentro do contexto escolar que influenciam    a sa&uacute;de mental do professor, levando a crer que demandas de sofrimento    vinda dos alunos podem interferir na sa&uacute;de mental do educador, fazendo    com que essa hip&oacute;tese seja respondida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    a hip&oacute;tese inicialmente estabelecida de que o educador pode se tornar    um facilitador na ajuda da promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e enfrentamento    ao sofrimento dos seus alunos, foi poss&iacute;vel encontrar embasamento no    autor Gabriel et al. (2020), ao destacar que a rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno,    a partir dos v&iacute;nculos afetivos e da confian&ccedil;a, aliado ao trabalho    dos profissionais da sa&uacute;de, contribuem para a promo&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de dentro do contexto escolar. J&aacute; sobre a hip&oacute;tese    de que o v&iacute;nculo afetivo constru&iacute;do entre o professor e os alunos    pode servir como apoio no enfrentamento ao sofrimento ps&iacute;quico do educando,    foi evidenciado que a rela&ccedil;&atilde;o afetiva entre professor-aluno representa    um papel significativo para estrat&eacute;gias de promo&ccedil;&atilde;o de    sa&uacute;de, n&atilde;o descartando essa possibilidade de tamb&eacute;m servir    como estrat&eacute;gia para o enfrentamento de um poss&iacute;vel sofrimento    mental. Por&eacute;m, s&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos para fomentar    tal perspectiva.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre a hip&oacute;tese    de que o conhecimento sobre o que &eacute; sofrimento ps&iacute;quico e a capacidade    do observar pode fazer dos professores uma pe&ccedil;a-chave na detec&ccedil;&atilde;o    de sinais de um poss&iacute;vel sofrimento ps&iacute;quico, os estudos inclu&iacute;dos    nesta amostra n&atilde;o evidenciaram esse ponto diretamente, por&eacute;m,    autores como Carneiro e Coutinho (2015) aponta que a escola &eacute; um dos    &oacute;rg&atilde;os que mais identificam e encaminham jovens ao setor de psiquiatria.    Logo, entende-se que a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es,    treinamentos e forma&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de mental e sofrimento    ps&iacute;quico, pode contribuir para a melhor compreens&atilde;o docente sobre    o tema e facilitar poss&iacute;veis articula&ccedil;&otilde;es entre sa&uacute;de    e educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda fazendo uma    reflex&atilde;o sobre os achados, surgiram alguns fatores que devem ser levados    em considera&ccedil;&atilde;o e estudados em pesquisas futuras. Um deles &eacute;    o encaminhamento dos alunos aos setores de psiquiatria pelos professores. Logo,    como funciona? E quais crit&eacute;rios s&atilde;o apontados como determinantes    encaminhamento? Ainda dentro da proposta, talvez seja importante compreender    a fundo o real conhecimento te&oacute;rico dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o    sobre sa&uacute;de mental, sofrimento ps&iacute;quico e adoecimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro tema que    surgiu e merece ser investigado &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre as fam&iacute;lias    de crian&ccedil;as e adolescentes que est&atilde;o em sofrimento ps&iacute;quico    e os professores, levando em considera&ccedil;&atilde;o, a aus&ecirc;ncia dos    pais dentro do contexto escolar, e como isso pode afetar a sa&uacute;de do professor    e a do aluno em sofrimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ressalta-se ainda    a import&acirc;ncia de se pensar em a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o    e preven&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de direcionadas ao contexto escolar,    levando em considera&ccedil;&atilde;o a rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno    e a sa&uacute;de mental deles. Diante dessas perspectivas, uma das possibilidades    &eacute; o fortalecimento das a&ccedil;&otilde;es intersetoriais entre os &oacute;rg&atilde;os    educacionais a n&iacute;vel municipal e estadual, junto com os &oacute;rg&atilde;os    de sa&uacute;de para o desenvolvimento de projetos, podendo inclusive promover    forma&ccedil;&otilde;es sobre o tema "sa&uacute;de mental" a todo o corpo escolar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; evidente    que professor &eacute; um detector de sinais, mas n&atilde;o det&eacute;m conhecimento    para diagnosticar e nem propor estrat&eacute;gias de cuidado a um aluno que    se encontre adoecido, entretanto junto com um psic&oacute;logo que &eacute;    um dos profissionais abeis a tal tarefa poder&aacute; auxiliar durante um poss&iacute;vel    processor de preven&ccedil;&atilde;o dentro da escola. Logo, pode-se acrescentar    que a proposta desse estudo n&atilde;o &eacute; trazer as responsabilidades    do profissional de Psicologia ou qualquer um outro profissional da &aacute;rea    da sa&uacute;de para o professor, mas tentar fazer com que esse p&uacute;blico    seja melhor cuidado e informado sobre os fatores que remetem a sa&uacute;de,    em especial a sa&uacute;de mental. Possibilitando ao professor diante da aus&ecirc;ncia    de um cuidador especializado, melhor lidar com tal situa&ccedil;&atilde;o, assim    como, encaminhar e oferecer apoio antes e durante esse processo qual o aluno    ter&aacute; que enfrentar, al&eacute;m desse educador poder ser melhor assistido    e cuidado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por tratar-se de    uma revis&atilde;o de literatura, com foco nas publica&ccedil;&otilde;es referentes    aos trabalhos realizados no Brasil e que estivessem em portugu&ecirc;s, uma    limita&ccedil;&atilde;o deste estudo foi n&atilde;o haver contato direto com    o p&uacute;blico docente e nem leituras de trabalhos estrangeiros. Consequentemente,    talvez se tenha perdido informa&ccedil;&otilde;es que poderiam vir a acrescentar    e enriquecer ainda mais a pesquisa. Al&eacute;m disso, a n&atilde;o defini&ccedil;&atilde;o    de uma faixa et&aacute;ria para estudo, pode ter interferido na identifica&ccedil;&atilde;o    de especificidades da rela&ccedil;&atilde;o dos professores com o p&uacute;blico    infantil, que diferem no p&uacute;blico adolescente no modo de cuidado a sa&uacute;de    mental. Em vista disso, fica aberta a possibilidade de amplia&ccedil;&atilde;o    deste estudo em futuras investiga&ccedil;&otilde;es relativas ao tema.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ALBUQUERQUE, G.    S. C.; LIRA, L. N. A.; SANTOS J&Uacute;NIOR, I. S.; CHIOCHETTA, R. L.; PERNA,    P. O.; SILVA, M. J. S. Explora&ccedil;&atilde;o e sofrimento mental de professores:    um estudo na rede estadual de ensino do Paran&aacute;. <b>Trab. educ. sa&uacute;de</b>,    Rio de Janeiro, v. 16, n. 3, p. 1287-1300, 2018. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S198177462018000301287&lng=en&nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S198177462018000301287&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a>&gt;.    Acesso em: 28 Set. 2020. Doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/1981-7746-sol00145" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/1981-7746-sol00145</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=629428&pid=S1415-6954202100020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ALMEIDA, P.C.A.;    AZZI, R.G. A psicologia da educa&ccedil;&atilde;o como um saber necess&aacute;rio    para a forma&ccedil;&atilde;o de professores.<b> Temas psicol. </b>[online].    v.15, n.1, p. 41-55, 2007. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1413389X2007000100006&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1413389X2007000100006&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a>&gt;.    Acesso em: 15. Abril. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=629430&pid=S1415-6954202100020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">AUDA, J.M.; BRAGA,    G. C.; TEIXEIRA J&Uacute;NIOR, S.; FERREIRA, M. J. Percep&ccedil;&atilde;o de    professores sobre a&ccedil;&otilde;es de grupos de (re)conhecimento emocional.    <b>J. nurs. health. </b>v.9, n.2, 2019. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/enfermagem/article/view/16400" target="_blank">https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/enfermagem/article/view/16400</a>&gt;.    Acesso em: 15.Set.2020.DOI: <a href="https://doi.org/10.15210/jonah.v9i2.16400" target="_blank">https://doi.org/10.15210/jonah.v9i2.16400</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=629432&pid=S1415-6954202100020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BARBOSA, V.F.B.    Pr&aacute;ticas educativas em sa&uacute;de mental: a escola como espa&ccedil;o    para a ruptura dos estigmas sobre a doen&ccedil;a mental. <b>Revista Principia:</b>    Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica do IFPB, n.    46, p. 11-18, 2019. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://periodicos.ifpb.edu.br/index.php/principia/article/view/2267" target="_blank">https://periodicos.ifpb.edu.br/index.php/principia/article/view/2267</a>&gt;.    Acesso em: 16. Set.2020. Doi: <a href="http://dx.doi.org/10.18265/1517-03062015v1n46p11-18" target="_blank">http://dx.doi.org/10.18265/1517-03062015v1n46p11-18</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=629433&pid=S1415-6954202100020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL, <b>Folha    informativa,Sa&uacute;de mental dos adolescentes, </b><b>Determinantes Sociais    e Riscos para a Sa&uacute;de, Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas N&atilde;o Transmiss&iacute;veis    e Sa&uacute;de Mental</b><b>. </b>2018, OPAS/OMS. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5779:folha-informativa-saude-mental-dosadolescentes&Itemid=839" target="_blank">https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=5779:folha-informativa-saude-mental-dosadolescentes&amp;Itemid=839</a>&gt;.    Acesso em: 24.Mar. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=629435&pid=S1415-6954202100020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL, <b>Constitui&ccedil;&atilde;o    da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil.</b> Bras&iacute;lia, 5 de outubro    de 1988. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/legislacao/constituicao1988.html" target="_blank">https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/legislacao/constituicao1988.html</a>&gt;.    Acesso em: 24. Mar.2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=629437&pid=S1415-6954202100020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Lei n&ordm;    9.394, de 20 de dezembro de 1996. <b>Estabelece as diretrizes e bases da educa&ccedil;&atilde;o    nacional.</b> Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, 23 de    dezembro de 1996. 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Acesso em: 5 Nov. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=629451&pid=S1415-6954202100020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">D'ABREU, L.C.F.;    MARTURANO, E.M. Associa&ccedil;&atilde;o entre comportamentos externalizantes    e baixo desempenho escolar: uma revis&atilde;o de estudos prospectivos e longitudinais.    <b>Estud. Psicol.,</b> Natal: v. 15, n. 1, p. 43-51, 2010. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FERNANDES, A.D.S.A.;    CID, M. F. B.; SPERANZA, M.; COPI, C. G. Intersectoriality in the field of childand    adolescent mental health: proposal of occupational therapy in the school context.    <b>Cad. Bras. Ter. Ocup.</b>, S&atilde;o Carlos: v. 27, n. 2, p. 454-461, 2019.    Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2526-89102019000200454&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2526-89102019000200454&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;</a>.    Acessos em: 28 Set. 2020. 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Acessos em: 29 Maio. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=629473&pid=S1415-6954202100020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SAMPAIO, A.B.A.;    BRITO, H. R. N. G.; C&Acirc;MARA, C. M. F.; COUTINHO, E. M. C.; LIMA, J. M.    C. Processos afetivos na rela&ccedil;&atilde;o professor e aluno: Reflex&otilde;es    sobre a media&ccedil;&atilde;o do Psic&oacute;logo escolar. <b>Revista Express&atilde;o    Cat&oacute;lica,</b> v. 6, n.1,p.54-62, 2017. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://publicacoesacademicas.unicatolicaquixada.edu.br/index.php/rec/article/view/2071" target="_blank">http://publicacoesacademicas.unicatolicaquixada.edu.br/index.php/rec/article/view/2071</a>&gt;.    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Abril. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=629479&pid=S1415-6954202100020000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SOARES, A.G.S.;    ESTANISLAU, G.; BRIETZKE, E.; LEF&Egrave;VRE, F.; BRESSAN, R. A. Percep&ccedil;&atilde;o    de professores de escola p&uacute;blica sobre sa&uacute;de mental. Rev.<b> Sa&uacute;de    P&uacute;blica, </b>S&atilde;o Paulo: v. 48, n. 6, p. 940-948, 2014. Dispon&iacute;vel    em:&lt;<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S00348910201400060094%200&lng=en&nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S00348910201400060094    0&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a>&gt;.Acesso em: 30 Mar&ccedil;o. 2020. 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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back_fn1"></a><a href="#top">1</a>    Graduanda em Psicologia pela Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Exatas do    Sert&atilde;o do S&atilde;o Francisco (FACESF). Bel&eacute;m De S&atilde;o Francisco,    PE, Brasil.    <br>   <a name="back_fn2"></a><a href="#top">2</a> Mestre em Psicologia pela Universidade    Federal do Vale do S&atilde;o Francisco (UNIVASF). Professora do curso de Psicologia    da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Exatas do Sert&atilde;o do S&atilde;o    Francisco (FACESF), Bel&eacute;m De S&atilde;o Francisco, PE, Brasil.</font></p>      ]]></body>
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