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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A paternidade em cuidados intensivos neonatais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The authors present the results of a study that privileged the paternal speech from the decurrent experience of the premature birth of the son and the beginning of the internment at the Neonatal Intensive Care Unit, together with the observations made day-by-day when following the families in this situation. Relations are established with the Stern proposition (1997), as far as the possibility of the father experimenting the "fatherhood constelattion" as well as relativizes the concept of "engrossment" considered by Klaus and Klaus (2000) for the functioning of the father, in a Neonatal Intensive Care Unit. The necessary ones and indicated interventions with the paternal figure in the Neonatal Intensive Units finish the article arguing.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A  paternidade  em cuidados intensivos neonatais</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Heloisa Ribeiro Baptista Coutinho<a name="1"></a><sup><a href="#1b">1</a></sup>; Denise Streit Morsch<sup><a name="2"></a><a href="#2b">2</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As autoras apresentam os resultados de um estudo que privilegiou as falas paternas surgidas a partir da experi&ecirc;ncia decorrente do nascimento prematuro do filho e do in&iacute;cio da interna&ccedil;&atilde;o intensiva neonatal, aliado &agrave;s observa&ccedil;&otilde;es realizadas em seu dia-a-dia no acompanhamento das fam&iacute;lias, nesta situa&ccedil;&atilde;o. Estabelecem rela&ccedil;&otilde;es com a proposi&ccedil;&atilde;o de Stern (1997) quanto a possibilidade do pai experimentar a &quot;constela&ccedil;&atilde;o da paternidade&quot;, bem como relativizam  o conceito de &quot;engrossment&quot; proposto por Klaus e Klaus (2000) ao funcionamento do pai, numa UTI Neonatal. Finalizam o artigo discutindo as necess&aacute;rias e indicadas  interven&ccedil;&otilde;es com a figura paterna nas Unidades Intensivas Neonatais.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The authors present the results of a study that privileged the paternal speech from the decurrent experience of the premature birth of the son and the beginning of the internment at the Neonatal Intensive Care Unit, together with the observations made day-by-day  when following the families in this situation. Relations are established with the Stern proposition (1997), as far as the possibility of the father experimenting the "fatherhood constelattion" as well as relativizes the concept of "engrossment" considered by Klaus and Klaus (2000) for the functioning of the father, in a Neonatal Intensive Care Unit. The necessary ones and indicated interventions with the paternal figure in the Neonatal Intensive Units finish the article arguing.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conceito <b>pai</b> apresenta-se, na atualidade, gr&aacute;vido de significa&ccedil;&otilde;es. Mais do que designar um papel de provedor e garantidor de limites e leis ele &eacute; real, vivo, presente no dia-a-dia dos filhos. Quest&otilde;es sociais, culturais e mesmo econômicas mantiveram o pai, na cultura ocidental, com a tradi&ccedil;&atilde;o de ocupar o lugar de provedor material da fam&iacute;lia, mantendo-o distante dos filhos e da realidade dom&eacute;stica. Somente ap&oacute;s a entrada da mulher no mercado de trabalho essa vis&atilde;o precisou ser transformada. Comportamentos e tarefas masculinas e femininas mudaram na medida em que ambos necessitaram ampliar seu campo de atua&ccedil;&atilde;o, dividir e compartilhar tarefas. O homem precisou assumir novas fun&ccedil;&otilde;es familiares e sociais, envolvendo novas perspectivas no desempenho da paternidade o que conseq&uuml;entemente modificou sua rela&ccedil;&atilde;o com os filhos (Silveira, 1998). J&aacute; a mulher necessitou abrir novos espa&ccedil;os dentro de seus afazeres dom&eacute;sticos bem como ampliar sua rela&ccedil;&atilde;o com o mundo extra-familiar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desta forma a sociedade foi apresentada a novas caracter&iacute;sticas do homem como  a sua capacidade de ser nutridor, de oferecer cuidado e aten&ccedil;&atilde;o para com  a prole. Camus (1999) lembra que na d&eacute;cada de 60 pesquisadores sociais j&aacute; vinham discutindo os riscos que viviam crian&ccedil;as de fam&iacute;lias decompostas, especialmente aquelas onde ocorria a aus&ecirc;ncia da figura paterna. O resultado destas considera&ccedil;&otilde;es come&ccedil;ou a sinalizar a import&acirc;ncia que o pai exerce ao longo do desenvolvimento biopsicoafetivo de qualquer crian&ccedil;a, garantindo ser ele fundamental desde o in&iacute;cio da vida do filho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma das conseq&uuml;&ecirc;ncias destas modifica&ccedil;&otilde;es tem sido acompanhada na participa&ccedil;&atilde;o do pai na gesta&ccedil;&atilde;o de sua companheira tornando-se imprescind&iacute;vel sua presen&ccedil;a nas consultas pr&eacute;-natais e mesmo no momento do nascimento do beb&ecirc;. Com isto ele recebe de seu filho, muito precocemente, sinais que o ap&oacute;iam no desempenho da paternidade. Estudos de Greenberg e Morris mostraram &oacute;timos resultados e caracter&iacute;sticas peculiares acerca da forma&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculo entre estes parceiros (Klaus, Kennel & Klaus, 2000) na ocorr&ecirc;ncia de um contato precoce entre ambos. Nesta possibilidade encontramos um funcionamento especial na figura paterna liberando um potencial inato para dedicar-se ao filho, denominado  engrossment<sup><a name="3"></a><a href="#3b">3</a></sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Klaus, Kennel e Klaus (op. cit) definem o  <i>engrossment</i>  como uma poderosa resposta que os pais, com freq&uuml;&ecirc;ncia, sentem em rela&ccedil;&atilde;o a seus rec&eacute;m-nascidos (...); a express&atilde;o significa absor&ccedil;&atilde;o, preocupa&ccedil;&atilde;o e interesse.(p.78). Oiberman (1994) refere-se ao  <i>engrossment</i> como um potencial inato do pai em rela&ccedil;&atilde;o a seu beb&ecirc;, que se desenvolve no momento de seu nascimento, sendo liberado quanto mais cedo se d&aacute; o contato entre ambos (p. 71). Sentir-se absorvido pela presen&ccedil;a do beb&ecirc;, manifestar por ele preocupa&ccedil;&atilde;o e interesse, expressar intensa emo&ccedil;&atilde;o frente ao nascimento do filho e ao ver-se convertido em pai s&atilde;o caracter&iacute;sticas do  <i>engrossment</i>.  Diz a autora:</font></p>     <blockquote>    <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pai se conscientiza da exist&ecirc;ncia do filho, percebendo-o como indiv&iacute;duo; existe, por parte do pai, grande desejo e prazer no contato f&iacute;sico com o beb&ecirc;; os pais s&atilde;o conscientes das caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas do beb&ecirc;, percebido como perfeito; o rec&eacute;m nascido provoca no pai profunda atra&ccedil;&atilde;o, passando a focar nele seu interesse e aten&ccedil;&atilde;o ; a paternidade &eacute; vivida como uma experi&ecirc;ncia de exalta&ccedil;&atilde;o e sensa&ccedil;&atilde;o de euforia; diante do nascimento do filho, o pai adquire maior sentimento de auto-estima.</font></p></blockquote></blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Isto &eacute; acompanhado por obstetras e pediatras sempre que estimulam a presen&ccedil;a do homem, construindo sua paternidade, junto a sua mulher. Nossa preocupa&ccedil;&atilde;o, neste artigo, refere-se entretanto, ao acontecimento de um parto prematuro, com a conseq&uuml;ente ida do beb&ecirc; para uma Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal. Como fica o pai, neste momento j&aacute; que somam-se a estas suas  primeiras experi&ecirc;ncias, um estranhamento, um desassossego e o ac&uacute;mulo de diferentes tarefas e fun&ccedil;&otilde;es. O pai passa a ser exigido f&iacute;sica e psiquicamente. Frente ao fato de sua mulher, neste momento, estar em trabalho de recupera&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-parto, &eacute; ele o primeiro a acompanhar e cuidar do beb&ecirc; no ambiente altamente tecnol&oacute;gico e especializado da UTIN; &eacute; quem mant&eacute;m os primeiros contatos com as equipes de obstetr&iacute;cia e de intensivismo neonatal ;  cuida da mulher e companheira fragilizada, al&eacute;m de assumir outras atividades dom&eacute;sticas e voltar rapidamente &agrave;s suas atividades profissionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estas observa&ccedil;&otilde;es aliadas a confirma&ccedil;&atilde;o de nossa observa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria em Utis neonatais, de que o pai sempre se encontra mais positivamente envolvido com o beb&ecirc; sob cuidados intensivos do que sua esposa,  nos levaram a buscar  conhecer melhor  o que se passa, com ele, no ambiente de cuidados intensivos neonatais. Para tal realizamos este estudo atrav&eacute;s de observa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica no dia-a-dia da UTI Neonatal juntamente com entrevistas com 12 pais de beb&ecirc;s pr&eacute;-termo cujos resultados ser&atilde;o apresentados nesse trabalho. Nossa surpresa e grande est&iacute;mulo para este estudo refere-se a semelhan&ccedil;a de suas coloca&ccedil;&otilde;es com os temas propostos por Stern (1997) em rela&ccedil;&atilde;o a Constela&ccedil;&atilde;o da Maternidade, texto que utilizamos para nossa discuss&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>METODOLOGIA</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se de um estudo qualitativo, que utilizou como instrumento de coleta de dados a observa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica em nossa rotina de cuidados na UTI neonatal e uma entrevista semi-estruturada com doze pais de beb&ecirc;s pr&eacute;-termo considerados de alto risco ao nascimento. Os entrevistados foram convidados a participar do estudo ap&oacute;s terem sido informados verbalmente sobre os objetivos do mesmo e que seus nomes seriam confidenciais. As entrevistas foram realizadas depois de ultrapassado o per&iacute;odo cr&iacute;tico da interna&ccedil;&atilde;o, ou seja, quando o beb&ecirc; n&atilde;o mais se encontrava em um estado cl&iacute;nico grave ou inst&aacute;vel, o que determinaria por si s&oacute;, maiores n&iacute;veis de preocupa&ccedil;&atilde;o e sofrimento. Cada uma das entrevistas foi feita de maneira individual, dentro do ambiente da UTI Neonatal, com uma dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de quarenta minutos, e as respostas registradas durante o relato dos entrevistados. Avaliamos que o uso de gravador, neste momento, seria inadequado j&aacute; que todas estas fam&iacute;lias ainda permaneceriam por um longo per&iacute;odo de tempo sob nossos cuidados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos os doze pais contatados aceitaram participar da entrevista. O peso m&eacute;dio de nascimento dos beb&ecirc;s foi de 1202 g (variando de 575 a 1990 g). O tempo m&eacute;dio de interna&ccedil;&atilde;o destes beb&ecirc;s foi de 92 dias (variando de 21 a 155 dias), n&atilde;o ocorrendo neste grupo, nenhum &oacute;bito. Dos doze rec&eacute;m nascidos cujos pais foram entrevistados, nove rec&eacute;m-nascidos internaram por prematuridade extrema; dois por prematuridade associada a gemelaridade e um por prematuridade e hipoglicemia. Todos os entrevistados estavam presentes na sala de parto quando do nascimento do beb&ecirc;. A idade m&eacute;dia dos pais foi de 31 anos. Quatro j&aacute; possu&iacute;am outros filhos. Onze entrevistados visitaram o beb&ecirc; imediatamente ap&oacute;s o parto, antes da primeira visita da mulher ao filho (a) e apenas um fez sua primeira visita ao beb&ecirc; ao mesmo tempo em que sua mulher;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas falas, tr&ecirc;s pais relataram que o nascimento do filho pr&eacute;-termo representou um choque para eles – &quot; <i>Foi um choque, mas o choque maior foi na sala de parto, ele estava roxo, abdômen dilatado</i> ; dois relataram a experi&ecirc;ncia como traumatizante –  <i>&quot;Foi um trauma&quot;</i> , tr&ecirc;s como sendo emocionante; um referiu a tristeza como sentimento predominante . A presen&ccedil;a da ambival&ecirc;ncia de sentimentos diante do nascimento do filho pr&eacute;-termo foi apontada por tr&ecirc;s entrevistados –  <i>&quot;Confesso que estava com um misto de preocupa&ccedil;&atilde;o com felicidade&quot;</i>. O nascimento prematuro de um filho foi relatado como muito diferente de um nascimento a termo, onde todos est&atilde;o felizes; a falta de conhecimento da sociedade com rela&ccedil;&atilde;o a nascimentos prematuros e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias foi colocado, por um pai, como um fator que dificulta o enfrentamento da situa&ccedil;&atilde;o: –  <i>&quot;Como &eacute; pouco difundido, a sociedade n&atilde;o sabe o que fazer. &amp;Eacute; melhor dar os parab&eacute;ns ou n&atilde;o?&quot;</i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A primeira visita do pai ao beb&ecirc; na UTI Neonatal foi avaliada por um dos entrevistados como um momento tenso –  <i>&quot;Na primeira vez foi dif&iacute;cil acreditar que poderia dar certo, foi um momento muito tenso.&quot;</i>; um entrevistado referiu-se ao acontecimento como  <i>&quot;traumatizante, chocante&quot;</i>;  um pai relatou o momento como  <i>&quot;horr&iacute;vel&quot;</i>, outro como emocionante –  <i>&quot;Foi muito  emocionante, &eacute; meu primeiro filho, me senti alegre comigo mesmo, mas a quest&atilde;o dos aparelhos eu achei ruim.&quot;</i> Um entrevistado definiu a experi&ecirc;ncia como ambivalente –  <i>&quot;Foi legal, apesar dele estar cheio de tubo. N&atilde;o foi t&atilde;o bom quanto seria se tivesse nascido normal e fosse para o ber&ccedil;&aacute;rio. Ele era perfeito. Foi triste mas foi legal&quot;</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A primeira visita da m&atilde;e ao beb&ecirc; foi vista como muito dif&iacute;cil para seis entrevistados na medida em que precisaram demonstrar for&ccedil;a para confortar a mulher, mesmo estando tamb&eacute;m fragilizados –  <i>&quot;Para mim foi muito dif&iacute;cil, eu tinha que confort&aacute;-la mas tinha a mesma dor que ela&quot;</i> ; dois outros entrevistados  descreveram o momento como muito emocionante, um como muito doloroso para ambos -  <i>&quot;Agora posso respirar mais aliviado e dizer para voc&ecirc; o quanto foi doloroso para mim e para ela, querendo pegar no colo a filha que tanto amo, recebendo visitas sem poder mostrar.&quot;</i> Dois disseram que para a mulher esse momento foi muito dif&iacute;cil –  <i>&quot;Para ela foi p&eacute;ssimo, ela quis logo ir embora&quot;</i>.  Outros dois pais falaram sobre a import&acirc;ncia de terem visto o beb&ecirc; antes de suas mulheres, j&aacute; que tiveram condi&ccedil;&otilde;es de prepar&aacute;-las para o momento –  <i>&quot;Eu tinha consci&ecirc;ncia que ela ia chorar e por isso ia explicando, contando hist&oacute;rias, falando das aparelhagens, tentando explicar algo que nem eu conhecia&quot;</i>; um entrevistado relatou que o fato da mulher ter visto,  anteriormente &agrave; sua primeira visita,  uma fotografia do beb&ecirc; na incubadora tornou esse momento um pouco mais tranq&uuml;ilo – <i>&quot;Primeiro tiraram a foto, eu levei. O impacto foi menor, ela j&aacute; viu o estado que ele estava .&quot;</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>QUANDO A FUNÇÃO PATERNA SE APROXIMA DA MATERNA, NA UTI NEONATAL.</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que &iacute;amos escutando nas entrevistas, o tom de voz usado, as express&otilde;es verbais ou mesmo faciais, os gestos destes homens, come&ccedil;aram a nos surpreender pela semelhan&ccedil;a com os relatos maternos, com as express&otilde;es utilizadas pelas mulheres. Tudo o que verbalizavam poderia ser encontrado em coloca&ccedil;&otilde;es das m&atilde;es dos beb&ecirc;s, ou seja, come&ccedil;amos a notar uma intensa proximidade entre o discurso paterno, surgido nesse per&iacute;odo, e o discurso materno. Por outro lado, suas falas nos remetiam a quest&otilde;es te&oacute;ricas como aquelas propostas por Daniel Stern (1997) em seu livro Constela&ccedil;&atilde;o da Maternidade. Ou seja, para este autor existem na mulher preocupa&ccedil;&otilde;es, sentimentos, id&eacute;ias, pensamentos pr&oacute;prios da &eacute;poca da chegada de um filho e v&iacute;amos que estes tamb&eacute;m pertenciam ao mundo paterno.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Stern (1997) mostra que, na cultura ocidental, quando uma mulher se torna m&atilde;e, surgem quatro temas relacionados a caracter&iacute;sticas maternas: vida-crescimento; relacionar-se prim&aacute;rio; matriz de apoio e reorganiza&ccedil;&atilde;o da identidade, cada um deles com caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias e que configuram suas id&eacute;ias, suas condutas, sua forma de agir e pensar frente ao fato de gerar um beb&ecirc;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o aos quatro temas propostos por Stern, as entrevistas mostraram que eles tamb&eacute;m aparecem no relato paterno. Utilizando a provoca&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio autor que diz :  se o pai &eacute; o cuidador prim&aacute;rio, ser&aacute; que ele tamb&eacute;m vai desenvolver uma constela&ccedil;&atilde;o da maternidade? (Stern, 1997, p. 178), passamos a estabelecer uma discuss&atilde;o te&oacute;rico  e pr&aacute;tica destas quest&otilde;es, que apresentaremos a seguir.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O TEMA DE VIDA-CRESCIMENTO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste tema, a quest&atilde;o central &eacute; se a m&atilde;e sentir-se-&aacute; capaz de manter vivo seu beb&ecirc;, fazendo com que ele cres&ccedil;a e se desenvolva fisicamente de forma saud&aacute;vel, sem deixar seq&uuml;elas, se alimente bem, ou seja, que ele sobreviva. Os dados obtidos nas entrevistas mostraram que desde o momento do parto prematuro o pai demonstra grande preocupa&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento de seu beb&ecirc;, temendo que ele morra, lembrando muito as coloca&ccedil;&otilde;es de Stern sobre a mulher. Marcos e Jo&atilde;o<a name="4"></a><sup><a href="#4b">3</a></sup>  relataram esse medo:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>    <blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&quot;Tive medo de perder meu beb&ecirc;, de n&atilde;o conseguir&quot;.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&quot;Tem sido muito estresse emocional, n&atilde;o gostaria de passar por uma perda&quot;.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;Foi muita gente para cima dele. Estava morto ?&quot;</font></p></blockquote></blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m do medo da morte existe a preocupa&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento f&iacute;sico do beb&ecirc;, o receio de que esse fique com seq&uuml;elas ou problemas, como disseram Maur&iacute;cio, Paulo e Jo&atilde;o:</font></p>     <blockquote>    <blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&quot;Tinha medo dele ficar deformado, ter problemas mentais&quot;.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&quot;Eu pensava se aquele beb&ecirc; viraria um beb&ecirc; de verdade&quot;.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&quot;Eu me preocupava com o beb&ecirc;, com o que ia resultar dali’&quot;.</i></font></p></blockquote></blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No caso dos pais de beb&ecirc;s pr&eacute;-termo, principalmente os extremos<a name="5"></a><sup><a href="#5b">4</a></sup>, o receio de que o beb&ecirc; pare de respirar acaba por se concretizar nas apn&eacute;ias<sup><a name="6"></a><a href="#6b">5</a></sup>, aumentando o n&iacute;vel de inseguran&ccedil;a, preocupa&ccedil;&atilde;o e ang&uacute;stia . Para Carlos foi muito dif&iacute;cil presenciar uma &quot;parada respirat&oacute;ria&quot; de seu beb&ecirc; pr&eacute;-termo:  <i>&quot;E as apn&eacute;ias? Elas eram muito brabas, eu presenciei uma, estava na hora, conversando&quot;</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O TEMA DO RELACIONAR-SE PRIMÁRIO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse tema acompanha a m&atilde;e durante todo o primeiro ano de vida do beb&ecirc;, onde o relacionamento desta com o filho  inclui o  <i>&quot;holding&quot;</i>, la&ccedil;os de apego, seguran&ccedil;a e afei&ccedil;&atilde;o.   Surgem preocupa&ccedil;&otilde;es acerca da capacidade da m&atilde;e amar seu beb&ecirc; e se sentir amada por ele; de sentir-se capaz de reconhecer e identificar o beb&ecirc; como seu; de desenvolver um estado de sensibilidade que lhe permita identificar-se com o filho de forma a atender suas necessidades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os pais entrevistados mostraram-se muito dispon&iacute;veis afetivamente para seus beb&ecirc;s, sens&iacute;veis ao olhar para os filhos, capazes de reconhecer suas necessidades f&iacute;sicas e afetivas. Jorge passava longos per&iacute;odos do dia junto ao seu beb&ecirc;. Disse ele:</font></p>     <blockquote>    <blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&quot;A sorte &eacute; que estou dispon&iacute;vel, esse ano, para ele.&quot;</i></font></p></blockquote></blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aqueles pais que n&atilde;o podiam temporariamente pegar o filho no colo foram vistos muitas vezes &quot;lendo&quot; seu beb&ecirc; dentro da incubadora, acompanhando com o olhar os movimentos, o contorno do corpo do beb&ecirc;, tentando descobrir suas necessidades e vontades; fazendo-lhe o &quot;holding&quot; com o olhar, conversando com o filho, tra&ccedil;ando planos para seu futuro, reconhecendo nele tra&ccedil;os familiares, reconhecendo-se como pai, como nos contaram  Roberto e Carlo:  <i>&quot;Eu estava desconectado das coisas: s&oacute; olhava o beb&ecirc;, o estado do meu beb&ecirc;&quot;. &quot;Eu queria pegar no colo a filha que eu tanto amo&quot;</i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jo&atilde;o completou: <i>&quot;Eu queria estar o m&aacute;ximo de tempo em contato com ele, pegar, tocar&quot;</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apareceram preocupa&ccedil;&otilde;es dos pais para com o surgimento futuro de poss&iacute;veis problemas ps&iacute;quicos e emocionais no beb&ecirc; como resultado da sua interna&ccedil;&atilde;o na UTIN , funcionando como  &quot;marcas&quot; ps&iacute;quicas deixadas por esse in&iacute;cio diferente de vida e pelos conseq&uuml;entes cuidados intensivos neonatais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O TEMA DA MATRIZ DE APOIO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A principal fun&ccedil;&atilde;o do que ele denomina matriz de apoio &eacute; que existam pessoas capazes de cuidar da m&atilde;e, provendo suas necessidades, para que ela possa, cuidada, cuidar do beb&ecirc;. Conforme j&aacute; foi discutido anteriormente, o nascimento prematuro de um beb&ecirc; imp&otilde;e ao homem e pai um misto de novas tarefas, novos medos e emo&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m de assumir uma s&eacute;rie de responsabilidades, ele deve cuidar do universo afetivo inicial do beb&ecirc; na UTIN; proteger a d&iacute;ade-m&atilde;e-beb&ecirc;; continuar provendo a fam&iacute;lia, al&eacute;m de seus compromissos profissionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As falas dos pais nas diferentes entrevistas mostraram que tamb&eacute;m eles necessitam da exist&ecirc;ncia de uma &quot;matriz de apoio&quot;, de forma a ajud&aacute;-lo a enfrentar suas tarefas. Carlos fala da necessidade do homem receber apoio nesse momento:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&quot;Na hora em que soube da necessidade de transferi-lo, chorei muito. Ficou tudo confuso, eu n&atilde;o sabia o que fazer, se eu vinha com ele ou atendia minha mulher. Tinha que buscar minha filha na escola. Liguei para a bab&aacute;. Chamei meus pais&quot;.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As palavras de Antônio, Marcos, Jos&eacute; e Thiago confirmam o quanto os pais se sentem fr&aacute;geis nessa hora, necessitando demonstrar for&ccedil;a e coragem na medida em que servem de suporte para a esposa e m&atilde;e. <i>&quot;Por dentro eu estava em peda&ccedil;os, mas n&atilde;o podia mostrar.&quot;</i> Ou ainda:  <i>&quot;Eu, longe dela, entrava no banheiro, dizia que ia tomar banho e era para chorar, n&atilde;o tinha com quem fazer isso&quot;.&quot;Eu tinha que confort&aacute;-la, mas eu tinha a mesma dor que ela&quot;.&quot;A gente vive em uma cultura em que o homem deve ser forte, mas ele &eacute; t&atilde;o atingido quanto as mulheres nesses casos&quot;.&quot;Se eu disser que estou bem psicologicamente, n&atilde;o &eacute; verdade. Se eu disser que n&atilde;o estou cansado, estou mentindo. Se eu disser que n&atilde;o estou no meu limite, estou mentindo&quot;</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essas coloca&ccedil;&otilde;es e as observa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas durante as visitas dos av&oacute;s nos sugerem que na &quot;matriz de apoio&quot; a figura do pai-do-pai tem um significado importante para ele.O pai do beb&ecirc; em geral procura a proximidade de seu pai. Al&eacute;m do rec&eacute;m feito pai tamb&eacute;m fazer um reajuste ps&iacute;quico de seu relacionamento com o seu pai e com as figuras parentais de sua vida por ocasi&atilde;o do nascimento de seu beb&ecirc;, cabe ao pai-do-pai  a responsabilidade de servir como referencial para seu filho,  facilitando o desempenho da paternagem. Durante este per&iacute;odo escutamos por parte de &quot;avôs&quot; (pais dos pais) hist&oacute;rias muito interessantes como – conseguiram licen&ccedil;a no trabalho para estarem pr&oacute;ximos ao filho neste per&iacute;odo; anteciparam f&eacute;rias, freq&uuml;entaram com assiduidade maior do que suas esposas a UTI Neonatal, seja para visita ao neto seja para conversarem com o filho nos corredores ou salas de espera.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O TEMA DA REORGANIZAÇÃO DA IDENTIDADE</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste tema, Stern refere-se &agrave; necessidade da m&atilde;e de transformar sua identidade, reorganizando-a. Essa reorganiza&ccedil;&atilde;o de identidade traz novas preocupa&ccedil;&otilde;es, modifica a distribui&ccedil;&atilde;o de tempo e energia da mulher, as atividades que exerce e conseq&uuml;entemente altera todos os investimentos emocionais  da m&atilde;e para com o mundo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o ao pai, o autor inicialmente sugere que a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; um pouco diferente da materna. Segundo esclarece, o homem, mesmo aquele bastante participativo que age como novo-pai, n&atilde;o pode servir de exemplo para sua mulher oferecendo informa&ccedil;&otilde;es, t&eacute;cnicas e aconselhamento por ser t&atilde;o inexperiente quanto ela no que diz respeito aos cuidados com o beb&ecirc;, al&eacute;m de n&atilde;o ter condi&ccedil;&otilde;es de &quot; validar e apreciar a m&atilde;e em seu papel de cuidadora (...) quanto uma figura materna &quot;leg&iacute;tima&quot;, pessoalmente selecionada&quot;  (Stern,1997, p. 177). Cabe ao marido, pai e homem apoiar a mulher, fazer o  <i>&quot;holding&quot;</i> psicol&oacute;gico (Stern,1997, p. 177). Em contrapartida Stern deixa uma quest&atilde;o sem resposta. - Se o pai &eacute; um cuidador prim&aacute;rio, ser&aacute; que ele tamb&eacute;m vai desenvolver uma constela&ccedil;&atilde;o da maternidade? Afinal de contas, seu cuidador prim&aacute;rio foi (com toda a probabilidade) sua m&atilde;e. Ou sua necessidade de se identificar com seu pai vai alterar muito essa situa&ccedil;&atilde;o? As respostas para essas perguntas ficar&atilde;o claras com o tempo... (Stern,1997,p. 178).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que vimos em nosso estudo &eacute; que o nascimento de um filho faz com que o homem tamb&eacute;m necessite reorganizar sua identidade atrav&eacute;s de intenso trabalho mental como afirma Jo&atilde;o:  <i>&quot;A gente passa a ter uma vis&atilde;o completamente diferente da vida, muda completamente&quot;</i>. Jos&eacute; complementa:  <i>&quot;Foi nesse momento que a ficha caiu. Ali eu me senti pai, n&oacute;s quatro juntos&quot;</i>. Para Jorge a vida passa a ter outro objetivo:  <i>&quot;Agora estou em prol de outro ideal: minha filha vai bem, isso &eacute; o fundamental&quot;.&quot;Precisei parar, pensar, medir a minha vida a partir daquele momento&quot;</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como a mulher, o homem passa ao lugar de pai, progenitor e pai de fam&iacute;lia, modificando seus investimentos afetivos e priorizando outras atividades.  <i>&quot;Foi muito emocionante, &eacute; meu primeiro filho&quot;</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&quot;Para mim &eacute; tudo novo. Ser pai &eacute; novo. Entrar na UTI &eacute; novo&quot;.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados colhidos nesse estudo sugerem que existe sim, no homem, uma preocupa&ccedil;&atilde;o e envolvimento com seu filho rec&eacute;m-nascido que se aproxima daqueles experimentados por sua mulher. No nascimento de um filho pr&eacute;-termo, al&eacute;m da preocupa&ccedil;&atilde;o e do envolvimento pr&oacute;prios do engrossment, o pai experimenta um outro funcionamento especial. Neste caso ele necessita fazer um reajuste psicol&oacute;gico de suas tarefas, reavaliando suas experi&ecirc;ncias em n&atilde;o esperadas fun&ccedil;&otilde;es. Essas s&atilde;o as quest&otilde;es que se apresentam fundamentais para o homem nesta situa&ccedil;&atilde;o e que necessitam uma r&aacute;pida resolu&ccedil;&atilde;o – os sentimentos envolvidos e despertados pela experi&ecirc;ncia de tornar-se pai ou mais uma vez pai e suas novas experi&ecirc;ncias com os cuidados intensivos neonatais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tais viv&ecirc;ncias o conduzem a uma nova pr&aacute;tica e a uma re-organiza&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica, necess&aacute;ria para que ele possa identificar-se com seu filho e com sua mulher (sentindo-se tamb&eacute;m necessitado de receber cuidados) para compreend&ecirc;-los e entender o que ambos esperam dele. Provavelmente a predisposi&ccedil;&atilde;o de &quot;apaixonar-se&quot; pelo beb&ecirc; atrav&eacute;s do engrossment lhe facilite ocupar este lugar frente a fam&iacute;lia e a sociedade; com a equipe de cuidados e com os amigos mais pr&oacute;ximos. Inclui-se aqui tamb&eacute;m um legado social e cultural que o torna respons&aacute;vel por oferecer um intenso suporte &agrave; mulher neste per&iacute;odo, al&eacute;m de lhe exigir que desempenhe, nos momentos iniciais da interna&ccedil;&atilde;o, um funcionamento mais pr&oacute;ximo ao dito &quot;maternal&quot;. &amp;Eacute; durante este per&iacute;odo que a presen&ccedil;a do pai-do-pai &eacute; da maior import&acirc;ncia. O apoio que este pode oferecer no momento inicial da crise familiar pela interna&ccedil;&atilde;o do beb&ecirc; traz, para o novo pai, um colo, um holding, essencial para integrar a figura paterna facilitando o desempenho de suas fun&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos os momentos de interna&ccedil;&atilde;o do beb&ecirc; nascido prematuramente mostraram-se dolorosos para os pais entrevistados, mas sem d&uacute;vida aqueles considerados mais dif&iacute;ceis de serem enfrentados foram:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">. o parto    <br> . a primeira visita ao filho na UTI Neonatal    <br> . a primeira visita da mulher ao beb&ecirc; nos cuidados intensivos neonatais e    <br> . o momento de alta da mulher do hospital.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este &uacute;ltimo traz consigo a consci&ecirc;ncia da dura realidade: os bra&ccedil;os vazios, na volta para casa, marcam concretamente o nascimento prematuro do beb&ecirc;. Da mesma forma, despedir-se do beb&ecirc; diariamente, &agrave; sa&iacute;da do hospital, reedita esse sentimento. Conforme os pais nos relataram num grupo que realizamos apenas com eles, em ambas as situa&ccedil;&otilde;es fica dif&iacute;cil encontrar palavras de conforto &agrave; mulher, visto estarem eles tamb&eacute;m tomando consci&ecirc;ncia da realidade e de todos os sentimentos que giram em torno de uma &quot;paternidade prematura&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta express&atilde;o &quot;paternidade prematura&quot; utilizada neste texto,pode ser compreendida como  um funcionamento adequado &agrave;  situa&ccedil;&atilde;o experimentada pelo homem que foi  impedido de completar a gesta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e biol&oacute;gica  de seu beb&ecirc;. Esse funcionamento n&atilde;o impede que o pai prematuro assuma seu papel diante das situa&ccedil;&otilde;es e exig&ecirc;ncias reais que a interna&ccedil;&atilde;o coloca, mas traz um sentimento de estranhamento tempor&aacute;rio. Este estranhamento surge porque as representa&ccedil;&otilde;es internas que o pai foi desenvolvendo durante sua vida sobre o tornar-se pai,desempenhar-se como pai  e que agora,  o orientariam, n&atilde;o podem ser utilizados – eles possuem um outro paradigma baseado numa hist&oacute;ria diferente, que n&atilde;o inclu&iacute;a a passagem por cuidados intensivos neonatais. O mesmo acontece para todas aquelas aprendizagens decorrentes de seu ambiente social e cultural.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ou seja, um parto prematuro e de risco muitas vezes leva o homem a sentir-se incapaz para assimilar a rapidez com que o processo do parto se inicia e o verdadeiro risco de morte do beb&ecirc; e &agrave;s vezes, da mulher. A rapidez com que a equipe m&eacute;dica precisa se reunir, algumas vezes impossibilitando a presen&ccedil;a do profissional conhecido pelo pai; o cheiro e os barulhos caracter&iacute;sticos de centro cir&uacute;rgico; a atua&ccedil;&atilde;o tensa e r&aacute;pida dos profissionais durante o parto; a apar&ecirc;ncia do beb&ecirc;; os procedimentos de primeiros socorros visando reanima&ccedil;&atilde;o do rec&eacute;m-nascido; as manobras terap&ecirc;uticas adequadas, mas que se apresentam para o pai como desconhecidas e assustadoras; a r&aacute;pida retirada do beb&ecirc; para a UTI Neonatal; a preocupa&ccedil;&atilde;o com o estado f&iacute;sico e psicol&oacute;gico da mulher, todos esses fatores assustam demasiadamente o homem, exigindo dele for&ccedil;a e grande controle emocional para que possa dar conta das tarefas que lhe caber&atilde;o a partir de ent&atilde;o. O homem,dito agora como <b>pai</b>, mas muitas vezes sem ainda sentir-se como tal, passa a ser o elo com a equipe, o respons&aacute;vel por receber todas as not&iacute;cias e por acompanhar m&atilde;e e beb&ecirc;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todas as situa&ccedil;&otilde;es citadas anteriormente podem explicar a fala dos pais quando se referem ao nascimento de seu beb&ecirc; pr&eacute;-termo como algo traumatizante ou chocante. Atrav&eacute;s desses voc&aacute;bulos os pais tentaram representar seu sentimento de incapacidade passageiro para compreender e assimilar um acontecimento inesperado e t&atilde;o intenso, inicialmente desorganizador por todas as emo&ccedil;&otilde;es ambivalentes e medos que provoca.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro resultado relevante desse estudo foi chamar a aten&ccedil;&atilde;o para a import&acirc;ncia que os pais-dos-pais assumem no momento do nascimento prematuro de um beb&ecirc;, servindo como modelo e figura de refer&ecirc;ncia para seus filhos. A presen&ccedil;a do pai-do-pai assume maior import&acirc;ncia em momentos mais cr&iacute;ticos da interna&ccedil;&atilde;o, onde o estado cl&iacute;nico do beb&ecirc; &eacute; mais inst&aacute;vel, inspirando maiores cuidados. Nos casos onde o pai-do-pai n&atilde;o foi t&atilde;o presente ao longo do processo de interna&ccedil;&atilde;o dos beb&ecirc;s foi poss&iacute;vel identificar, atrav&eacute;s das falas dos entrevistados, maior dificuldade para lidar com o nascimento prematuro do filho e todas as exig&ecirc;ncias impostas por esse momento. Esse tema precisa ser melhor compreendido, ficando como sugest&atilde;o para novos estudos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&amp;Eacute; muito importante ressaltar que a volta prematura do pai ao trabalho, ap&oacute;s cinco dias de nascimento de seu beb&ecirc; pr&eacute;-termo, mostra-se produtora de sofrimento na medida em que todo o olhar e investimento paterno encontram-se voltados para a UTI Neonatal, para a mulher e para o beb&ecirc; , n&atilde;o havendo &quot;espa&ccedil;o&quot; ps&iacute;quico para lidar com quest&otilde;es profissionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONCLUSÕES</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&amp;Eacute; fundamental que desde a primeira conversa com o pai, ap&oacute;s o nascimento do beb&ecirc;, a equipe m&eacute;dica relate os fatos com verdade e clareza. Essa atitude por parte da equipe  &eacute; duplamente importante. Se por um lado ela favorece o estabelecimento de uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a indispens&aacute;vel ao longo da interna&ccedil;&atilde;o normalmente prolongada de um beb&ecirc; pr&eacute;-termo, que inclui v&aacute;rias fases – algumas muito delicadas – de outro ela reconhece o quanto a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; estressante. Ao agir assim, a equipe oferece ao pai a oportunidade de melhor se instrumentalizar para conhecer a realidade do filho. Ao mesmo tempo permite que ele utilize melhores estrat&eacute;gias para enfrentar os momentos que se apresentam e os riscos potenciais inerentes ao estado cl&iacute;nico de seu beb&ecirc;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cabe tamb&eacute;m &agrave; equipe de sa&uacute;de a importante tarefa de acompanhar a visita do pai a UTIN, tanto aquela em ele vai sozinho visitar pela primeira vez seu beb&ecirc; quanto a primeira visita da m&atilde;e &agrave; crian&ccedil;a, onde o homem coloca-se como &quot;forte&quot; e cuidador da mulher, mas necessita tamb&eacute;m de cuidado e aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O maior resultado desse trabalho foi compreender que &eacute; preciso que a equipe de sa&uacute;de e os familiares disponibilizem um espa&ccedil;o subjetivo suficientemente amplo no qual o homem, e pai de um neonato pr&eacute;-termo, possa transitar com conforto. Esse espa&ccedil;o permite a ela  n&atilde;o ter que assumir uma fun&ccedil;&atilde;o ou papel previamente determinado ou culturalmente esperado. Se for adequadamente olhado e cuidado nesse momento, toda sua afetividade e um grande n&uacute;mero de emo&ccedil;&otilde;es que cercam o nascimento de um filho t&ecirc;m a possibilidade de tornarem-se presentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O atendimento aos pais, em grupo, mostrou ser um espa&ccedil;o favor&aacute;vel e continente, onde medos, preocupa&ccedil;&otilde;es, ang&uacute;stias e dificuldades experimentadas durante a interna&ccedil;&atilde;o de seus beb&ecirc;s puderam ser melhor expressadas e divididas . Longe das mulheres, as quais procuram poupar e proteger, os homens identificaram-se entre si, utilizaram-se da mesma linguagem, compartilharam suas viv&ecirc;ncias . Entretanto &eacute; importante ressaltar que os grupos familiares de apoio nas UTI Neonatais devem sempre privilegiar:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">- a participa&ccedil;&atilde;o do casal, buscando sua intera&ccedil;&atilde;o,    <br>  - a elabora&ccedil;&atilde;o da crise gerada pelo nascimento do filho pr&eacute;-termo e    <br> - a reorganiza&ccedil;&atilde;o familiar. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O atendimento em grupo, somente de pais, pode refor&ccedil;ar, em alguns casais, defesas pouco adaptativas e sentimentos persecut&oacute;rios, devendo por isso ser utilizado em situa&ccedil;&otilde;es particulares e somente quando a din&acirc;mica dos casais demandar essa interven&ccedil;&atilde;o mais espec&iacute;fica. Foi a partir de uma clara demanda e da autoriza&ccedil;&atilde;o por parte das mulheres de um grupo de pais da UTI Neonatal que realizamos o grupo composto somente por pais. Esta experi&ecirc;ncia participou do processo deste estudo, colaborando para obtermos dados significativos para nossa discuss&atilde;o, mas temos clareza que n&atilde;o deve ser uma pr&aacute;tica constante e sim um recurso a mais a ser utilizado em situa&ccedil;&otilde;es especiais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A experi&ecirc;ncia mostrou que o pai se apaixona por seu beb&ecirc; pr&eacute;-termo e admira nele sua for&ccedil;a e capacidade em lutar pela vida. A presen&ccedil;a do  <i>engrossment</i> facilita o processo de intera&ccedil;&atilde;o entre um pai e seu beb&ecirc; pr&eacute;-termo. Para que isso ocorra &eacute; necess&aacute;rio que o pai possa participar dos cuidados com seu beb&ecirc; pr&eacute;-termo j&aacute; a partir da sala de parto, acompanhando-o em seus primeiros momentos de interna&ccedil;&atilde;o na UTIN. A participa&ccedil;&atilde;o da equipe de sa&uacute;de coloca-se como condi&ccedil;&atilde;o importante e indispens&aacute;vel; o  processo de humaniza&ccedil;&atilde;o das UTINs deve possuir um olhar especial  para o pai do beb&ecirc;, acolhendo-o  e incentivando-o a participar da interna&ccedil;&atilde;o de seu filho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Camus, J. (1999).  <i>Le Père educateur du jeune enfant</i>, Paris, PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3058981&pid=S1516-0858200600010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Klaus,M. , Kennell, J.,  e Klaus, P.  (2000).  <i>V&iacute;nculo: construindo as bases para um apego       seguro e para a independ&ecirc;ncia</i>. Porto Alegre:Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3058983&pid=S1516-0858200600010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Klaus, M, Kennell, J. (1992).  <i>Pais/beb&ecirc;: a forma&ccedil;&atilde;o do apego</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3058985&pid=S1516-0858200600010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Leone, C. R. (2001).  <i>Assist&ecirc;ncia Integrada ao rec&eacute;m-nascido</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Atheneu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3058987&pid=S1516-0858200600010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Oiberman , A . (1994). La relacion Padre-Bebe: una revision bibliogr&aacute;fica.  <i>Revista  Hosp.       Ramon Sarda</i>, XVIII, nº2</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3058989&pid=S1516-0858200600010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Raphael-Leff, J. (1997).  <i>Gravidez: a hist&oacute;ria interior</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3058990&pid=S1516-0858200600010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silveira, P.  (1998).  <i>Exerc&iacute;cio da Paternidade</i>/Paulo Silveira (org). Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3058992&pid=S1516-0858200600010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Stern, D.N.(1997).  <i>A constela&ccedil;&atilde;o da maternidade</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3058993&pid=S1516-0858200600010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Winnicott, D. (1999).  <i>Os beb&ecirc;s e suas m&atilde;es</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3058995&pid=S1516-0858200600010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="1b"></a><a href="#1">1</a></sup> Psic&oacute;loga Cl&iacute;nica/RJ    <br> <sup><a name="2b"></a><a href="#2">2</a></sup> Psic&oacute;loga da Cl&iacute;nica Perinatal Laranjeiras/RJ    <br> <sup><a name="3b"></a><a href="#3">3</a></sup> A palavra engrossment ainda n&atilde;o tem tradu&ccedil;&atilde;o na l&iacute;ngua portuguesa.    <br> <sup><a name="4b"></a><a href="#4">3</a></sup> Os nomes utilizados para os pais s&atilde;o fict&iacute;cios.    <br> <sup><a name="5b"></a><a href="#5">4</a></sup> Prematuridade Extrema: rec&eacute;m nascido com idade gestacional inferior a 30 semanas e peso geralmente menor do que 1500g. As intercorr&ecirc;ncias cl&iacute;nicas ocorrem com freq&uuml;&ecirc;ncia maior e tem maior gravidade em virtude de imaturidade.(Leone, 2001)    <br> <sup><a name="6b"></a><a href="#6">5</a></sup> Apn&eacute;ia: Interrup&ccedil;&atilde;o dos movimentos respirat&oacute;rios por tempo igual ou superior a 20 segundos, podendo ou n&atilde;o ser acompanhado de bradicardia e/ou cianose (Leone, op cit). </font></p>      ]]></body>
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