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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Adolescence is a period generator of biopsychosocial changes. In this context, teenage pregnancy is a factor that may contribute to increased difficulties relevant to this phase of life. Objective: To study the social representation of motherhood teenage mothers and to identify the profile of these anxiety and depression. Methods: This is a cross-performed in the puerperium of a public hospital in Recife, Pernambuco, Brazil. As a tool, we used a structured interview and Hospital Anxiety and Depression Scale. Results: There were 96 teenagers, aged 15 to 19 years, 52% of those between 16 and 17 years. The entire sample, 55% are married or in consensual union and 56% completed only primary education. Regarding family income, 34% earn less than minimum wage and a 48% one to two minimum wages. Regarding the reactions of anxiety and depression, 11% had anxiety and depression 9%, only 8% of participants met criteria for both. Conclusion: Studying the social representation of motherhood teenage mothers, to identify the profile of pregnant teenagers, including the psychosocial context of his life, anxiety and depression, can give health professionals a better understanding of the problem contributing to the promotion of more appropriate interventions this population.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Representa&ccedil;&atilde;o social, ansiedade e depress&atilde;o em adolescentes pu&eacute;rperas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Social representation, anxiety and depression in teenage mothers</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Patr&iacute;cia Cristina Wanderley Guedes<a name="*"></a><sup><a href="#*a">*</a>,I</sup>; Thyeri Bione Marques<a name="*"></a><sup><a href="#*a">*</a>,I</sup>; Camila Feitosa D&acute;Assum&ccedil;&atilde;o<a name="*"></a><sup><a href="#*a">*</a>,I</sup>; Maria Arleide Silva<a name="**"></a><sup><a href="#***a">**</a>,II</sup>; Leopoldo Nelson Fernandes Barbosa<a name="***"></a><sup><a href="#***a">***</a>,III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I </sup>Clinica Particular    <br>       <sup>II </sup>Grupo de Estudos da Viol&ecirc;ncia do IMIP    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>       <sup>III </sup>Faculdade Pernambucana de Sa&uacute;de</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Introdu&ccedil;&atilde;o: A adolesc&ecirc;ncia &eacute; um per&iacute;odo gerador de mudan&ccedil;as biopsicossociais. Nesse contexto, a gravidez na adolesc&ecirc;ncia &eacute; um fator que pode contribuir para ampliar dificuldades pertinentes a esta fase da vida. Objetivo: Estudar a representa&ccedil;&atilde;o social da maternidade entre adolescentes pu&eacute;rperas e identificar o perfil de ansiedade e depress&atilde;o destas. M&eacute;todos: Trata-se de um corte transversal, realizado no puerp&eacute;rio de um hospital p&uacute;blico da cidade do Recife, Pernambuco, Brasil. Como instrumento, utilizou-se uma entrevista estruturada e a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depress&atilde;o. Resultados: Participaram da pesquisa 96 adolescentes, com faixa et&aacute;ria de 15 a 19 anos, sendo 52% destas entre 16 e 17 anos. De toda a amostra, 55% s&atilde;o casadas ou est&atilde;o em uni&atilde;o consensual e 56% concluiu apenas o ensino fundamental. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; renda familiar, 34% ganham menos de 1 sal&aacute;rio m&iacute;nimo e 48% de 1 a 2 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s rea&ccedil;&otilde;es de ansiedade e depress&atilde;o, 11% apresentaram ansiedade e 9% depress&atilde;o, apenas 8% das participantes preencheram os crit&eacute;rios para ambas. Conclus&atilde;o: Estudar a representa&ccedil;&atilde;o social da maternidade entre adolescentes pu&eacute;rperas, identificar o perfil das adolescentes gr&aacute;vidas, compreendendo o seu contexto de vida psicossocial, ansiedade e depress&atilde;o, pode proporcionar aos profissionais de sa&uacute;de uma melhor compreens&atilde;o do problema contribuindo para a promo&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es mais adequadas nesta popula&ccedil;&atilde;o. </font></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Adolescentes, Gravidez, Representa&ccedil;&atilde;o Social, Ansiedade, Depress&atilde;o.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Introduction: Adolescence is a period generator of biopsychosocial changes. In this context, teenage pregnancy is a factor that may contribute to increased difficulties relevant to this phase of life. Objective: To study the social representation of motherhood teenage mothers and to identify the profile of these anxiety and depression. Methods: This is a cross-performed in the puerperium of a public hospital in Recife, Pernambuco, Brazil. As a tool, we used a structured interview and Hospital Anxiety and Depression Scale. Results: There were 96 teenagers, aged 15 to 19 years, 52% of those between 16 and 17 years. The entire sample, 55% are married or in consensual union and 56% completed only primary education. Regarding family income, 34% earn less than minimum wage and a 48% one to two minimum wages. Regarding the reactions of anxiety and depression, 11% had anxiety and depression 9%, only 8% of participants met criteria for both. Conclusion: Studying the social representation of motherhood teenage mothers, to identify the profile of pregnant teenagers, including the psychosocial context of his life, anxiety and depression, can give health professionals a better understanding of the problem contributing to the promotion of more appropriate interventions this population.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Teenage, Pregnancy, Social Representation, Anxiety, Depression.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A adolesc&ecirc;ncia &eacute; um per&iacute;odo reconhecido como gerador de mudan&ccedil;as f&iacute;sicas, psicossociais, psicol&oacute;gicas, de ansiedade e depress&atilde;o. Nesse contexto, a gravidez na adolesc&ecirc;ncia &eacute; um fator que pode contribuir para ampliar as dificuldades pertinentes a esta fase da vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde o s&eacute;culo XX o conceito de adolesc&ecirc;ncia ganhou forma dentro da psicologia, sendo bastante estudado e caracterizado por um per&iacute;odo inst&aacute;vel, com crise de humor, dificuldades relacionais com as figuras parentais, busca incessante pela identidade pessoal e certo distanciamento do mundo adulto. Embora a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica desse per&iacute;odo tenha sido intensa, desde a antiguidade este momento &eacute; tido como dif&iacute;cil, atravessado pelos lutos fundamentais: do corpo e pap&eacute;is infantis, da identidade e pelos pais da inf&acirc;ncia (DIAS, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contemporaneamente, v&ecirc;-se o adolescente num momento de desenvolvimento, amadurecimento e constru&ccedil;&atilde;o de uma nova identidade. Segundo Winnicott (2005), o adolescente &eacute; um ser imaturo e sem experi&ecirc;ncia, caracterizado por um isolamento prop&iacute;cio para reflex&otilde;es e elabora&ccedil;&otilde;es da identidade. Nesse sentido, o que se concebe como adolescente na contemporaneidade &eacute; um sujeito que vivencia suas experi&ecirc;ncias de forma singular, sendo atravessado pelas condi&ccedil;&otilde;es ambientais, facilitadoras ou n&atilde;o ao adolescer, sendo estas as que dar&atilde;o possibilidades deste flutuar entre as necessidades de depend&ecirc;ncia e independ&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS, 1965), a adolesc&ecirc;ncia diz respeito &agrave; faixa et&aacute;ria de jovens com idade entre 10 e 20 anos, caracterizada por transforma&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e psicol&oacute;gicas. Nesse per&iacute;odo eles podem enfrentar dificuldades que podem ou n&atilde;o afetar sua sa&uacute;de, seu comportamento e capacidade de trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pode-se dizer que a maternidade &eacute; um conceito socialmente constru&iacute;do, mas que acaba por ser confundido com a capacidade da mulher de gerar e amamentar os filhos. De acordo com essa constru&ccedil;&atilde;o, &eacute; pressuposto que a mulher &eacute; inata para a maternidade, enquanto que o homem precisa aprender a exercer a paternidade. Assim, tanto a maternidade quanto a paternidade s&atilde;o representa&ccedil;&otilde;es que se diferenciar&atilde;o a depender da cultura (Barbosa; Rocha-Coutinho, 2007). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A despeito da maternidade em adolescentes, Figueiredo (2000) destaca, a partir de diversos autores, que a maternidade na adolesc&ecirc;ncia pode afetar negativamente o desenvolvimento da jovem, podendo reverberar no abandono escolar ou baixo desempenho educacional, no desemprego, na pobreza, na monoparentalidade, na depress&atilde;o, na baixa autoestima e no isolamento social. Apesar desta afeta&ccedil;&atilde;o negativa na vida da m&atilde;e adolescente, elas mostram serem capazes de responderem adequadamente a um percurso do desenvolvimento e que nem sempre oferecem piores condi&ccedil;&otilde;es de cuidados &agrave; crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silva e Salom&atilde;o (2003) argumentam que as poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias adversas da gravidez na adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o decorrem apenas pela pouca idade da gestante, mas decorre de diversos fatores socioecon&ocirc;micos ou condi&ccedil;&otilde;es inadequadas de acompanhamento do processo. Esses argumentos v&ecirc;m desmitificando a ret&oacute;rica de cunho problem&aacute;tico de muitas das literaturas sobre maternidade na adolesc&ecirc;ncia que apontam como sempre desfavor&aacute;veis. Em concord&acirc;ncia, os resultados de Pinheiro (2000) apontam que al&eacute;m de haver uma diversidade de trajet&oacute;rias desenvolvimentais, algumas m&atilde;es adolescentes mostraram-se capazes a dar respostas adequadas neste percurso, e que nem sempre oferecem piores condi&ccedil;&otilde;es de cuidado &agrave; crian&ccedil;a do que as m&atilde;es adultas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, como afirmam Trindade e Menandro (2002), compreender a gravidez na adolesc&ecirc;ncia &eacute; admitir sua total complexidade, sendo v&aacute;rias as possibilidades de determina&ccedil;&otilde;es confluindo para diversos fatores culturais, sociais, afetivos e at&eacute; cognitivos que fazem parte do processo. Tais fatores est&atilde;o intrinsecamente vinculados as representa&ccedil;&otilde;es que as adolescentes possuem tanto de si mesmas quanto do mundo a sua volta.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Deste modo, pode-se afirmar que o sentido de ser m&atilde;e pode ser singular para cada adolescente, haja vista que as adolescentes constroem e projetam as representa&ccedil;&otilde;es e expectativas que orientam o seu modo de ser, nas rela&ccedil;&otilde;es sociais estabelecidas na fam&iacute;lia e no seu grupo de conviv&ecirc;ncia. Ou seja, &eacute; necess&aacute;rio entender o universo das representa&ccedil;&otilde;es que as mesmas possuem sobre a maternidade (Arruda, 2002; Folle e Geib, 2004) . </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, fica evidente e compreens&iacute;vel a exist&ecirc;ncia de significativas diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero, &agrave; identidade feminina e &agrave; import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o e &agrave; maternidade entre os mesmos. Al&eacute;m disso, faz-se necess&aacute;rio considerar como as adolescentes gr&aacute;vidas percebem e agem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; gravidez, quais os afetos envolvidos durante este per&iacute;odo, bem como as express&otilde;es subjetivas podem ser constru&iacute;das. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O puerp&eacute;rio caracteriza-se por se apresentar como uma etapa de profundas altera&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito social, psicol&oacute;gico e f&iacute;sico da mulher. &Eacute; um per&iacute;odo muitas vezes inst&aacute;vel para a pu&eacute;rpera e sua fam&iacute;lia, sendo a representa&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o que esta tem da maternidade um fator essencial na determina&ccedil;&atilde;o do limiar entre a sa&uacute;de e a doen&ccedil;a. Este per&iacute;odo &eacute; marcado pela vulnerabilidade feminina &agrave;s s&iacute;ndromes psiqui&aacute;tricas no p&oacute;s-parto. Uma das raz&otilde;es para esta realidade corresponde ao ritmo acelerado de mudan&ccedil;as na fase puerperal, associada &agrave;s exig&ecirc;ncias culturais, sociais, familiares e pessoais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pu&eacute;rpera, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho das fun&ccedil;&otilde;es maternas adequadamente (Botti e Silva, 2005).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dist&uacute;rbios psiqui&aacute;tricos podem aparecer nas diversas fases da vida de um indiv&iacute;duo, uma vez que a vulnerabilidade &eacute; agravada por eventos naturais somados a predisposi&ccedil;&atilde;o psicossocial e psicol&oacute;gica. A fase puerperal corresponde a um momento significativo na vida da mulher, uma vez que a mesma passa por mudan&ccedil;as f&iacute;sicas como tamb&eacute;m transforma&ccedil;&otilde;es de ordem subjetivas. Sendo assim, os riscos para o aparecimento dos transtornos aumentam em face das preocupa&ccedil;&otilde;es, anseios e planejamentos realizados e sentidos pela mesma (Botti e Silva, 2005) . </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os sintomas de ansiedade, por exemplo, podem ser naturais diante de situa&ccedil;&otilde;es novas e desconhecidas. Como dito por Cabrera e Sponholz (2006), a ansiedade faz parte do desenvolvimento humano, e &eacute; experienciada de forma particular por cada sujeito, sendo um sinal de alerta diante da amea&ccedil;a de perigo iminente. Essa perspectiva permite que o ser humano se adapte as mais variadas condi&ccedil;&otilde;es, muito embora algumas mudan&ccedil;as possam causar desconfortos nos mais variados graus. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os autores ainda destacam que antes necess&aacute;rio para a sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie, a ansiedade, hoje, est&aacute; voltada a outros problemas, tais como: a competitividade social, estabilidade financeira e perspectiva de futuro. O que ir&aacute; caracterizar a ansiedade como patol&oacute;gica &eacute; uma resposta incompat&iacute;vel ao evento estressor, seja em intensidade e/ou dura&ccedil;&atilde;o. Sendo anormal &eacute; difusa, causa mal-estar f&iacute;sico e ps&iacute;quico, apreens&atilde;o, palpita&ccedil;&atilde;o, sudorese e diarr&eacute;ia intermitente; e se for um mal suport&aacute;vel e passageiro &eacute; considerada normal, embora muitas vezes seja impercept&iacute;vel ou n&atilde;o diretamente manifesta. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o a depress&atilde;o, o Manual Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stico de Transtornos Mentais IV - DSM IV-TR (2002) aponta que o seu curso cl&iacute;nico &eacute; caracterizado por um ou mais epis&oacute;dios depressivos maiores. No caso de um epis&oacute;dio depressivo maior, considera-se um per&iacute;odo m&iacute;nimo de duas semanas durante as quais h&aacute; a presen&ccedil;a de humor deprimido ou perda de interesse ou prazer por quase todas as atividades, acompanhados por pelo menos quatro sintomas adicionais de depress&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vale salientar que em crian&ccedil;as e adolescentes o humor pode apresentar-se irrit&aacute;vel ao inv&eacute;s de triste. Al&eacute;m disso, marca-se a necessidade da presen&ccedil;a de pelo menos cinco sintomas, entre eles, o auto-relato ou observa&ccedil;&atilde;o feita por outros de humor deprimido na maior parte do dia ou quase todos os dias, diminui&ccedil;&atilde;o de interesse e prazer acentuadamente diminu&iacute;dos de suas atividades, perda ou ganho significativo de peso sem estar em dieta, ins&ocirc;nia ou hipersonia quase todos os dias, agita&ccedil;&atilde;o ou retardo psicomotor quase todos os dias, fadiga ou perda de energia quase todos os dias, sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada, diminui&ccedil;&atilde;o da capacidade de concentra&ccedil;&atilde;o e pensamento ou indecis&atilde;o, pensamentos de morte recorrentes (n&atilde;o apenas medo de morrer), idea&ccedil;&atilde;o suicida, tentativa de suic&iacute;dio ou plano espec&iacute;fico para esse fim (DSM-IV-TR, 2002).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Deste modo, para prevenir complica&ccedil;&otilde;es e construir um progn&oacute;stico satisfat&oacute;rio das s&iacute;ndromes mentais p&oacute;s-parto, dentre elas as aqui estudadas, ansiedade e depress&atilde;o, cabe destacar a import&acirc;ncia da identifica&ccedil;&atilde;o dos sintomas iniciais que norteiam o quadro patol&oacute;gico puerperal, ou seja, quanto antes se detectar os ind&iacute;cios, reflexos positivos poder&atilde;o ser oferecidos na assist&ecirc;ncia individual e familiar da pu&eacute;rpera. Assim, o objetivo desta pesquisa &eacute; estudar a representa&ccedil;&atilde;o social da maternidade entre adolescentes pu&eacute;rperas e identificar o perfil de ansiedade e depress&atilde;o destas, torna-se relevante, pois a compreens&atilde;o do problema promover&aacute; o conhecimento por parte dos profissionais de sa&uacute;de e poder&aacute; contribuir para a promo&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es mais adequadas nesta popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para o desenvolvimento do estudo, foi utilizado o m&eacute;todo descritivo, quanti-qualitativo. A pesquisa foi realizada no Puerp&eacute;rio do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), localizado na cidade do Recife, uma institui&ccedil;&atilde;o filantr&oacute;pica, sua assist&ecirc;ncia destina-se em 100% a usu&aacute;rios do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). A escolha pelo puerp&eacute;rio se deu por este ter como objetivo prestar cuidados &agrave;s mulheres de qualquer idade que acabaram de parir na Institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi utilizada uma amostra por conveni&ecirc;ncia, constitu&iacute;da por adolescentes do sexo feminino, com idade entre 14 e 19 anos completos, hospitalizadas no puerp&eacute;rio do IMIP no per&iacute;odo de janeiro a fevereiro de 2011. A n&atilde;o inclus&atilde;o de adolescentes com idade inferior a 14 anos completos baseou-se no pressuposto de que entrevistar jovens entre 10 e 13 anos, que acabaram de parir, seria uma conduta invasiva e por isso eticamente reprov&aacute;vel, j&aacute; que mesmo sendo consideradas adolescentes pela OMS, ainda s&atilde;o emocional e psiquicamente crian&ccedil;as; e mesmo dentro da faixa adolescente, a maternidade nesta idade &eacute; considerada extremamente precoce, fato que as deixa mais vulner&aacute;veis afetivamente. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, foram utilizados dois instrumentos: um roteiro de entrevista com quest&otilde;es fechadas e semi-estruturadas, para investigar os dados socioecon&ocirc;micos, demogr&aacute;ficos e caracter&iacute;sticas individuais, elaborado a partir da revis&atilde;o da literatura que incluiu a pergunta disparadora; e a aplica&ccedil;&atilde;o da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depress&atilde;o (HAD) (Botega e Cols, 1995) . . A Escala Hospitalar de Ansiedade e Depress&atilde;o (HAD) validada por Botega &eacute; composta por 14 quest&otilde;es e dividida em sete quest&otilde;es sobre ansiedade e sete sobre depress&atilde;o (Botega e Cols, 1995; Dalgalarrondo, 2006) . A pergunta disparadora foi elaborada de forma aberta e com o objetivo de captar aspectos que envolviam uma ampla dimens&atilde;o da representa&ccedil;&atilde;o social das adolescentes entrevistadas. Ap&oacute;s discuss&atilde;o com profissionais da &aacute;rea e dos estudos decorrentes da revis&atilde;o optou-se pelo questionamento: "O que &eacute; ser m&atilde;e para voc&ecirc;?".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram respeitados os princ&iacute;pios &eacute;ticos para pesquisa envolvendo seres humanos, os postulados da Declara&ccedil;&atilde;o de Helsinque, suas emendas posteriores e a Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil (CNS/MS). Assim, a pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa em Seres Humanos do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira/IMIP.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participaram da pesquisa 96 adolescentes, com faixa et&aacute;ria de 14 a 19 anos, sendo 20% de 14-15 anos de idade; 52% de 16-17 anos de idade e 28% na faixa et&aacute;ria de 18-19 anos de idade. Deste total, 9% apresentam apenas depress&atilde;o, 11% apresentam ansiedade e 8% apresentam ambos (ansiedade e depress&atilde;o). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No quesito Estado Civil, 46% s&atilde;o solteiras, 43% est&atilde;o em uni&atilde;o consensual, 10% s&atilde;o casadas e 1% est&aacute; namorando. Entre as adolescentes que apresentaram n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o , 13% est&atilde;o em uni&atilde;o consensual, 13% s&atilde;o casadas e 75% s&atilde;o solteiras. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto a Escolaridade, das 71% que n&atilde;o apresentam um n&iacute;vel elevado de ansiedade depress&atilde;o, 4% est&atilde;o na 2&ordf; – 3&ordf; s&eacute;rie, 6% est&atilde;o na 5&ordf; s&eacute;rie do fundamental, 38% na 6&ordf; a 8&ordf; s&eacute;rie, e 52% no Ensino M&eacute;dio (1&ordm; ao 3&ordm; ano cient&iacute;fico). Das que apresentam depress&atilde;o, 33% est&atilde;o na 4&ordf;-5&ordf; s&eacute;rie, 55% est&atilde;o na 6&ordf; a 8&ordf; s&eacute;rie e 11% est&atilde;o no 2&deg; ano do ensino m&eacute;dio. Das que apresentam ansiedade, 73% est&atilde;o na 6&ordf; – 8&ordf; s&eacute;rie, e 27% se encontram no ensino m&eacute;dio. Das que apresentam ansiedade e depress&atilde;o, 38% est&atilde;o na 4&ordf; - 5&ordf; s&eacute;rie, 26% est&atilde;o na 6&ordf; – 8&ordf; s&eacute;rie e 38% no ensino m&eacute;dio. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao serem questionadas sobre sua profiss&atilde;o, 59% responderam que s&atilde;o estudantes, 8% trabalham (agricultura, auxiliar de escrit&oacute;rio e cabelereira) e 32% n&atilde;o exercem nenhuma atividade. Entre as que apresentam ansiedade e depress&atilde;o, 38% s&atilde;o estudantes e o restante n&atilde;o trabalham. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na Renda Familiar 32% recebem menos de 1 sal&aacute;rio m&iacute;nimo, 51% de 1-2 sal&aacute;rios m&iacute;nimos, 15% de 3-5 sal&aacute;rios e 1% mais de 6 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Entre as que apresentam ambas ansiedade e depress&atilde;o, 25% recebem menos de 1 sal&aacute;rio, 38% de 1-2 sal&aacute;rios, 25% de 3-5 e 13% mais de 6 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; moradia, 72% possuem casa pr&oacute;pria e 28% n&atilde;o. Entre as que apresentaram n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o nas escalas, 38% possuem casa pr&oacute;pria e 63% n&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando questionadas sobre sua religi&atilde;o, 63% possuem alguma religi&atilde;o e 37% n&atilde;o. Das que apresentam ansiedade e depress&atilde;o, 50% possuem religi&atilde;o e 50% n&atilde;o. Quanto a cor de pele, o a auto refer&ecirc;ncia se referiu a 31% brancas, 56% pardas, 9% pardas e 4% amarelas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia, 76% v&ecirc; a fam&iacute;lia todos os dias, 10% duas a tr&ecirc;s vezes na semana, 4% duas a tr&ecirc;s vezes no m&ecirc;s, 6% v&ecirc; uma vez por m&ecirc;s e 3% nunca v&ecirc; a fam&iacute;lia. Entre as participantes que apresentaram ambos os sintomas, 63% veem a fam&iacute;lia todos os dias, 25% duas a tr&ecirc;s vezes na semana e 13% duas a tr&ecirc;s vezes no m&ecirc;s. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre as que n&atilde;o apresentaram sintomas psicopatol&oacute;gicos, 46% n&atilde;o possuem hist&oacute;rico de doen&ccedil;a na fam&iacute;lia e 55% possuem. Das que apresentam depress&atilde;o, 33% n&atilde;o possuem hist&oacute;rico de doen&ccedil;a na fam&iacute;lia, e 67% possuem. Das que apresentam ansiedade, 55% n&atilde;o possuem hist&oacute;rico de doen&ccedil;a na fam&iacute;lia e das que apresentam ambos os sintomas, 50% possuem hist&oacute;rico de doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, foram questionadas a respeito de seus h&aacute;bitos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual: das que apresentam n&iacute;veis normais de ansiedade depress&atilde;o, 16% tiveram sua primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual dos 12-13 anos, e 56% dos 14-15 anos, 25% dos 16-17 anos e 2% dos 18-19 anos. Das que apresentaram ansiedade e depress&atilde;o, 13% tiveram a primeira rela&ccedil;&atilde;o aos 11 anos de idade, 26% tiveram dos 12-13 anos, 13% aos 15 anos e 50% dos 16-17 anos. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao uso de drogas, tanto l&iacute;citas quanto il&iacute;citas: 84% n&atilde;o fazem uso de bebida alco&oacute;lica. Das que apresentaram ansiedade e depress&atilde;o, 25% fazem uso de bebida alco&oacute;lica, 6% faz uso de cigarro e apenas 1% referiu uso de drogas il&iacute;citas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao discurso das adolescentes frente &agrave; pergunta disparadora, foram elaboradas categorias com o objetivo de facilitar a compreens&atilde;o das Representa&ccedil;&otilde;es Sociais estabelecidas por elas. As categorias remetem a recorr&ecirc;ncia de alguns temas, tais como: afetos positivos, realiza&ccedil;&atilde;o, mudan&ccedil;a de vida, aprendizado, responsabilidade, d&uacute;vida, cuidado, maternidade, e companhia. Essas foram as que mais se destacaram e exprimem o que as novas m&atilde;es est&atilde;o vivenciando. Ainda surge, com pouca freq&uuml;&ecirc;ncia, o sentimento de realiza&ccedil;&atilde;o em ser m&atilde;e, a preocupa&ccedil;&atilde;o com a educa&ccedil;&atilde;o dos filhos, e a percep&ccedil;&atilde;o dos filhos como companhia para o resto da vida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No senso comum das representa&ccedil;&otilde;es, &eacute; necess&aacute;rio tornar-se sens&iacute;vel aos processos simb&oacute;licos e na individualidade do pensar e agir dessas adolescentes, que muitas vezes enxergam na gravidez a possibilidade de preencher lacunas s&oacute;cio-afetivas. O novo "status" de m&atilde;e para algumas confere um sentimento de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal; para outras, de arrependimento e medo, ou ainda de amadurecimento e senso de responsabilidade. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O cuidado materno pode ser considerado para algumas adolescentes um exerc&iacute;cio bastante conflitivo, principalmente nesta etapa da vida, pois de um lado representa o alcance da maturidade e de outro, a mesma se depara com a inseguran&ccedil;a, o despreparo, a depend&ecirc;ncia, e a infantilidade. Os conflitos de identidade caracter&iacute;sticos desta fase da vida fazem as mesmas se perceberem como pouco competente no cuidado com seus beb&ecirc;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A constru&ccedil;&atilde;o do papel materno tem sofrido influ&ecirc;ncias intergeracionais contidas, principalmente, em fortes rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;neros, que vem sendo sustentadas ao longo da hist&oacute;ria. Apesar da sa&iacute;da da mulher do &acirc;mbito da vida privada pra o mercado de trabalho, esta permanece sendo a principal provedora de cuidados com os filhos, o que lhe atribui o papel social de responsabilidade pelo bem-estar destes (Souza, 2009).</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A.L.B-16 ANOS: &Eacute; uma experi&ecirc;ncia &uacute;nica e muito boa, que tem que ter responsabilidades, felicidades. &Eacute; estar preparada para tudo por seu filho. &Eacute; uma fase &oacute;tima...<a name="1"></a><sup><a href="#1a">1</a></sup></i></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>G.T.G-16 ANOS: Cuidar de uma vida, dar tudo por ela.</i></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>K.I.L.S-16 ANOS: Ser m&atilde;e &eacute; inexplic&aacute;vel. &Eacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o de trauma, mas que momentos depois &eacute; compensada ao vermos os nossos beb&ecirc;s. &Eacute; aprender a ter responsabilidade, saber que nada mais ser&aacute; como antes, que sempre ter&aacute; algu&eacute;m que devemos pensar antes de n&oacute;s, para termos atitudes. &Eacute; saber a hora de tomar atitudes, e essas atitudes devem ser certas. Enfim, m&atilde;e &eacute; pra toda vida, nunca poderemos desistir dessa profiss&atilde;o, pois ela &eacute; eterna. (Ansiosa)</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maternidade ainda &eacute; impregnada de representa&ccedil;&otilde;es que lhe atribuem uma condi&ccedil;&atilde;o divina e dom sublime, estando em um patamar acima da pr&oacute;pria op&ccedil;&atilde;o reprodutiva individual (SOUZA, 2009), essa fato &eacute; retratado nas seguintes falas:</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>J.F.L-14 ANOS: Uma coisa muito boa, porque Deus mandou ela pra mim.</i></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>J.S.C-18 ANOS: Ser m&atilde;e pra mim &eacute; um privil&eacute;gio, porque nem todas as mulheres tem esse privil&eacute;gio.</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Podemos perceber que este sentido divino auxilia as novas m&atilde;es neste momento de mudan&ccedil;a, servindo como suporte e fazendo-as lidarem melhor com a id&eacute;ia de ser m&atilde;e. Nesse sentido, a maternidade parece ser encarada como algo positivo e intr&iacute;nseco a vida da mulher, e que somente com a viv&ecirc;ncia desta, ela &eacute; capaz de se sentir completa e realizada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observou-se que, no discurso da maioria das participantes do estudo, a ideia principal de suas falas estava centralizada nas mudan&ccedil;as de estilo de vida que lhes foram impostas pela maternidade: </font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><I>K.M.S-16 ANOS: Cuidar, responsabilidade, pensar o que vai fazer. Quando tem um filho muda tudo. Estou feliz. Eu mudei, antes eu saia muito.</I></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><I>T.Q.S-16 ANOS: &Eacute; &oacute;timo. Muda muitas coisas em minha vida para melhor.(Depressiva)</I></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><I></I>M.S.C-16 ANOS: Ser m&atilde;e para mim, &eacute; uma grande responsabilidade que eu nunca pensei em ter um dia, mas estou satisfeita em ser m&atilde;e de uma menina.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Podemos perceber na fala dessas adolescentes que a maternidade acarreta principalmente mudan&ccedil;a de vida. Sob essa premissa, o estudo revelou que as adolescentes apontam as mudan&ccedil;as ocorridas no cotidiano, como noites mal-dormidas, sa&iacute;das noturnas e frequ&ecirc;ncias escolares, por exemplo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As capacidades reprodutivas da adolesc&ecirc;ncia podem representar a entrada para o mundo adulto, e, assim, as adolescentes entendem que a maternidade &eacute; a condi&ccedil;&atilde;o mais evidente para esta ascens&atilde;o. Assim, as adolescentes podem compreender que a maternidade envolve elevado n&iacute;vel de responsabilidades, caracter&iacute;sticas encontradas no processo de viver do mundo adulto adulto (Pinheiro, 2000; Souza, 2009).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>M.R.A-17 ANOS: Responsabilidade grande. Quando &eacute; menor tem que se pensar muito. Se eu tivesse a experi&ecirc;ncia de ter cuidado de um antes, n&atilde;o teria. A gente v&ecirc; os dos outros e pensa que &eacute; f&aacute;cil.<b>(Ansiosa e Depressiva)</b></i></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A.M.S-18 ANOS: &Eacute; complicado porque as coisas mudam. Voc&ecirc; tem que ter mais responsabilidade. A vida da pessoa muda bastante.<b>(Ansiosa e depressiva)</b></i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Percebemos que, para essas m&atilde;es, a responsabilidade &eacute; um fator que est&aacute; intrinsecamente relacionada &agrave; experi&ecirc;ncia de ser m&atilde;e. Neste sentido, a maternidade acarreta uma mudan&ccedil;a de vida, sendo vista como um divisor de &aacute;guas para a entrada da vida adulta. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A grande maioria das adolescentes referiu que suas gesta&ccedil;&otilde;es n&atilde;o haviam sido planejadas, no entanto, revelaram sentimentos positivos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a e a maternidade. Na fala de algumas m&atilde;es podemos perceber a vinda do beb&ecirc; para preencher um vazio afetivo:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>R.R.S-17 ANOS: Eu n&atilde;o esperava ser m&atilde;e t&atilde;o cedo, mas aconteceu. Estou feliz por ser m&atilde;e, e ter mais uma companhia do meu lado. Eu n&atilde;o tenho resposta certa por enquanto porque fui m&atilde;e agora a pouco, n&atilde;o passei ainda pela experi&ecirc;ncia de saber o que &eacute; ser m&atilde;e.</i></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A.M.L-18 ANOS: &Eacute; complicado, mas &eacute; bom. Pelo menos eu n&atilde;o fico s&oacute; em casa, tem divertimento pra mim.(Ansiosa)</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas adolescentes referem o significado de ser m&atilde;e atrelada &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de cuidados com a crian&ccedil;a, n&atilde;o s&oacute; ao cuidado f&iacute;sico – alimenta&ccedil;&atilde;o, trocar as fraudas... – como tamb&eacute;m ao emocional – carinho, amor –, ou seja, proteger o filho de todas as formas.</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>M.M.P-17 ANOS: Tudo novo. Tem que ter cuidado. Muita experi&ecirc;ncia. Cuidar direito dele, saber educar.</i></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>L.S.S-15 ANOS: Pra mim ser m&atilde;e &eacute; cuidar, dar amor, carinho, educa&ccedil;&atilde;o, amamentar.</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Conforme Andrade, Ribeiro e Silva (2006 apud SOUZA, 2009), o significado de cuidar n&atilde;o est&aacute; somente atrelado aos cuidados convencionais, por&eacute;m se apresenta na estimula&ccedil;&atilde;o, apego, preserva&ccedil;&atilde;o e amor. As m&atilde;es adolescentes tamb&eacute;m compartilham das representa&ccedil;&otilde;es sobre os cuidados maternos incutidos nas falas sociais e estas influenciam o seu fazer e a no&ccedil;&atilde;o de m&atilde;e provedora de afetos e cuidados. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os aspectos positivos vivenciados com a chegada da maternidade s&atilde;o percebidos de diferentes modos pelas adolescentes, e s&atilde;o influenciados pelo ambiente no qual est&atilde;o inseridas, suas vis&otilde;es de mundo, e suas experi&ecirc;ncias individuais. Portanto, manifestam-se de forma bastante heterog&ecirc;nea (SOUZA, 2009).</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>G.M.S-16 ANOS: Mais ou menos, porque menino d&aacute; muito trabalho.<b>(Depressiva)</b></i></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>D.P.F-16 ANOS: &Eacute; tudo de bom, pois foi a melhor coisa que poderia me acontecer, principalmente se voc&ecirc; tiver uma coisa linda como minha filha.</i></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A.S.S-17 ANOS: &Eacute; uma coisa um pouco dif&iacute;cil.</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As adolescentes percebem que a viv&ecirc;ncia da maternidade lhes proporcionou condi&ccedil;&otilde;es para que elas amadurecessem emocionalmente. Ao assumirem novas responsabilidades e desenvolverem habilidades de cuidados comuns aos adultos as adolescentes parecem refletir sobre uma mudan&ccedil;a subjetiva que est&aacute; acontecendo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maternidade propicia &agrave; m&atilde;e adolescente a viv&ecirc;ncia de sentimentos de prazer, amor e felicidade que suscitam realiza&ccedil;&atilde;o no cuidar, apesar das dificuldades encontradas e promovem uma rela&ccedil;&atilde;o afetiva e harmoniosa na intera&ccedil;&atilde;o com seu filho. Tais sentimentos que afloram desde o nascimento do filho, e em s&iacute;ntese s&atilde;o representados pelo amor, impulsionam toda experi&ecirc;ncia de cuidar e fazem com que a m&atilde;e adolescente desenvolva estrat&eacute;gias para superar as dificuldades e alcan&ccedil;ar os objetivos de cuidar do seu filho da melhor maneira poss&iacute;vel, para que ambos tenham um futuro melhor (GONTIJO; MEDEIROS, 2008; Andrade, Ribeiro e Silva, 2006 apud SOUZA, 2009).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A.R.S-16 ANOS: Bom. &Eacute; uma emo&ccedil;&atilde;o muito grande. Espero dar um futuro melhor a minha filha. Ver ela crescer com paz e sa&uacute;de.</i></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>M.R.A-16 ANOS: Para mim ser m&atilde;e &eacute; uma etapa da vida que atravessa muitas barreiras, que voc&ecirc; tendo for&ccedil;a e coragem consegue passar por cima de tudo e vencer cada obst&aacute;culo.</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maternidade requer que a adolescente tome para si uma s&eacute;rie de cuidados relativos &agrave;s necessidades de seu filho, e nesse contexto, as experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias com o cuidado de outras crian&ccedil;as podem representar um meio facilitador para a adapta&ccedil;&atilde;o da adolescente em seu novo papel.</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A.P.S.R-18 ANOS: &Eacute; uma experi&ecirc;ncia boa, nova, cuidar de uma crian&ccedil;a, ter aquele carinho, amor. Eu cuidava do filho da minha tia, mas n&atilde;o tinha aquele prazer de ter, sabe?</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o aos &iacute;ndices de ansiedade e depress&atilde;o, n&atilde;o foi poss&iacute;vel observar uma correla&ccedil;&atilde;o entre eles e as representa&ccedil;&otilde;es que as adolescentes possuem sobre a maternidade. Nos recortes acima &eacute; poss&iacute;vel perceber que adolescentes que apresentaram &iacute;ndices normais de ansiedade e depress&atilde;o t&ecirc;m, por vezes, o mesmo discurso que as que possu&iacute;ram &iacute;ndices de ansiedade e/ou depress&atilde;o. Por exemplo, as falas de duas adolescentes, j&aacute; vistas acima, quando falam sobre a mudan&ccedil;a de vida proporcionada pela maternidade, retratam bem este fato:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>K.M.S-16 ANOS: Cuidar, responsabilidade, pensar o que vai fazer. Quando tem um filho muda tudo. Estou feliz. Eu mudei, antes eu saia muito.</i></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>T.Q.S-16 ANOS: &Eacute; &oacute;timo. Muda muitas coisas em minha vida para melhor.<b>(Depressiva)</b></i></font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Numa leitura r&aacute;pida, sem ter visto os resultados de sua escala de ansiedade e depress&atilde;o (HAD), pode-se pensar que K.M.S estaria com algumas das patologias, por aparentar estar ressentida de n&atilde;o mais poder sair da mesma forma que antes. No entanto, a mesma possui &iacute;ndices normais para ansiedade e depress&atilde;o, enquanto T.Q.S que aparenta estar com n&iacute;veis normais, por demonstrar que a maternidade aparece para melhorar sua vida, possui n&iacute;vel de depress&atilde;o elevado. Deste modo, fica evidente que as representa&ccedil;&otilde;es sociais acerca da maternidade na adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o influ&iacute;ram de forma significativa nos &iacute;ndices de ansiedade e depress&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As representa&ccedil;&otilde;es sociais acerca da maternidade na adolesc&ecirc;ncia s&atilde;o as mais diversas e possuem os mais diferentes significados para as adolescentes. As informa&ccedil;&otilde;es advindas das escalas de ansiedade e depress&atilde;o sugerem que o n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico, grau de escolaridade, faixa et&aacute;ria e estado civil, s&atilde;o alguns dos fatores que podem influenciar o n&iacute;vel de ansiedade e depress&atilde;o entre as m&atilde;es adolescentes. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas adolescentes apresentaram dificuldades em responder a &uacute;nica pergunta aberta no question&aacute;rio. A pergunta era: "o que &eacute; ser m&atilde;e pra voc&ecirc;?" Esta pergunta apresentou dificuldades em ser respondida, possivelmente por ter suscitado emo&ccedil;&otilde;es, que porventura, n&atilde;o tenham sido vivenciadas durante a gravidez. Assim, as adolescentes parecem refletir sobre seu novo papel – ser m&atilde;e –, gerador de uma mudan&ccedil;a subjetiva, a partir do confronto consigo mesma.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O fen&ocirc;meno da maternidade e adolesc&ecirc;ncia al&eacute;m de estar relacionado aos aspectos de matura&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica e psicol&oacute;gica est&atilde;o sob efeitos de outros fatores importantes como os ambientais e sociais. Portanto, quando se observa este fen&ocirc;meno, faz-se necess&aacute;rio conhecer o mundo social dessas jovens e apreender como vivem no contexto psicossocial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A alta taxa de ansiedade e depress&atilde;o observada evidencia a import&acirc;ncia da capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de a fim de identificar e intervir precocemente essas patologias, atrav&eacute;s de um olhar e escuta diferenciada; uma vez que estas patologias influenciam na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&ecirc;, podendo fragilizar ou at&eacute; interromper esse v&iacute;nculo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sugere-se realiza&ccedil;&atilde;o de novos estudos, por&eacute;m, em car&aacute;ter longitudinal, objetivando melhor caracterizar a ansiedade e depress&atilde;o nas m&atilde;es adolescentes, al&eacute;m de descartar outras possibilidades, tais como a depress&atilde;o p&oacute;s-parto e o <i>baby blues</i>. As entrevistas foram realizadas enquanto as pacientes ainda encontravam-se internadas no hospital antes da alta para casa com o beb&ecirc; e isto pode ter interferido nos relatos das perguntas abertas, principalmente por se tratarem de enfermarias com v&aacute;rios leitos. Um outro ponto a ser destacado &eacute; que o pr&oacute;prio ambiente hospitalar possa ter influenciado no aumento dos n&iacute;veis de ansiedade, entretanto, consideramos os n&uacute;meros apresentados aqui como relevantes e que merecem ser observados com cautela, principalmente pela fragilidade emocional que muitas m&atilde;es adolescentes apresentaram. O que mostra, mais uma vez, a necessidade da capacita&ccedil;&atilde;o das equipes de sa&uacute;de para que al&eacute;m de observar o que &eacute; apresentado no puerp&eacute;rio, possa, estar atenta a esses aspectos ao longo de todo o pr&eacute; natal e no seguimento ap&oacute;s a alta hospitalar. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Arruda, A. Teoria Da Representa&ccedil;&otilde;es Socias E Teorias De Genero (2002). <i>Cadernos De Pesquisa</i>,117, 127-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065656&pid=S1516-0858201200010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Barbosa, P. Z.; Rocha-Coutinho, M. L.(2007). Maternidade: Novas Possibilidades, Antigas Vis&otilde;es. <i>Revista Psicologia Cl&iacute;nica</i>, 19(1), 163-185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065658&pid=S1516-0858201200010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Botega, Neury Jos&eacute;; Bio, M. R. Zomignani, M. A. Garcia, C. J.; Pereira, W. A. B.(1995). Transtornos De Humor Em Enfermaria De Cl&iacute;nica M&eacute;dica E Valida&ccedil;&atilde;o De Escala De Medida (Had) De Ansiedade E Depress&atilde;o. <i>Rev. Sa&uacute;de P&uacute;blica, </i>29 ( 5), 355-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065660&pid=S1516-0858201200010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Botega, Neury Jos&eacute;; Dalgalarrondo, P. (2006) Avalia&ccedil;&atilde;o Do Paciente. In: Botega, Neury Jos&eacute; (Ed.). <i>Pr&aacute;tica Psiqui&aacute;trica No Hospital Geral: Interconsulta E Emerg&ecirc;ncia.</i> Porto Alegre: Artmed, Pp. 155-182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065662&pid=S1516-0858201200010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Botti, N. C. L.; Silva, E. T. (2005). Depress&atilde;o Puerperal – Uma Revis&atilde;o De Literatura. <i>Revista Eletr&ocirc;nica De Enfermagem,</i> 7( 2), 231 - 238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065664&pid=S1516-0858201200010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cabrera, C. C.; Sponholz, A. J. (2006). <i>Ansiedade E Ins&ocirc;nia. In: Botega, N.J. (Ed.). Pr&aacute;tica Psiqui&aacute;trica No Hospital Geral: Interconsulta E Emerg&ecirc;ncia.</i> Porto Alegre: Artmed. Pp. 283-303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065666&pid=S1516-0858201200010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Castello, L. Do N.; Moraes, K. F. B. (2009). O Estabelecimento Docontato Afetivo Durante A Gesta&ccedil;&atilde;o, Sob A Perspectiva Da Gestalt- Terapia. <i>Revista Igt Na Rede,</i> 6 (10), 144-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065668&pid=S1516-0858201200010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dias, A. C.; Lopes, R. De C. S. (2003). Representa&ccedil;&otilde;es De Maternidade De M&atilde;es Jovens E Suas M&atilde;es. <i>Psicologia Em Estudo,</i> 8 (Especial), 63-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065670&pid=S1516-0858201200010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dias, E. (2009). Adolesc&ecirc;ncia: Reflex&otilde;es Atualizadas. In: Morato, H. Barreto, C.; Nunes, A. (Eds.). <i>Aconselhamento Psicol&oacute;gico Numa Perspectiva Fenomenol&oacute;gica Existencial: Uma Introdu&ccedil;&atilde;o</i>. Rio De Janeiro: Guanabara Koogan, Pp. 323-336.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065672&pid=S1516-0858201200010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dsm-Iv-Tr. (2002). <i>Manual Diagn&oacute;stico E Estat&iacute;stico De Transtornos Mentais Iv - Texto Revisado.</i> Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065674&pid=S1516-0858201200010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Figueiredo, B. (2000). Maternidade Na Adolesc&ecirc;ncia: Consequ&ecirc;ncias E Traject&oacute;rias Desenvolvimentais. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</i>, XVIII (4), 485-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065676&pid=S1516-0858201200010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Folle, E.; Geib, L. T. C. (2004).Representa&ccedil;&otilde;es Sociais Das Prim&iacute;paras Adolescentes Sobre O Cuidado Materno Ao Rec&eacute;m Nascido.<i> Rev. Latino-Am Enfermagem,</i> 12(2), 183-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065678&pid=S1516-0858201200010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Garritano, E. J.; Sadala, G. (2010). O Adolescente E A Cultura Do Corpo: Uma Vis&atilde;o Psicanal&iacute;tica.<i> Pol&ecirc;m!Ca</i>, 9(3), 56-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065680&pid=S1516-0858201200010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Godinho, R. A. Schelp, J. R. B. Parada, C. M. G. De L.; Bertoncello, N. M. F. (2000). Adolescentes E Gr&aacute;vidas: Onde Buscam Apoio? <i>Revista Latino-Americana De Enfermagem</i>, 8(2), 25-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065682&pid=S1516-0858201200010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gontijo, D. T.; Medeiros, M. (2008) "Tava Morta E Revivi": Significado De Maternidade Para Adolescentes Com Experi&ecirc;ncia De Vida Nas Ruas. <i>Caderno De Sa&uacute;de Pl&uacute;blica, 24</i>(2),469-472.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065684&pid=S1516-0858201200010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Oms, O. M. De S. (1965). <i>Problemas De Salud De La Adolescecia.</i> Genebra: &#091;S.N.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065686&pid=S1516-0858201200010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#093; </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pinheiro, V. De S. (2000). Repensando A Maternidade Na Adolesc&ecirc;ncia. <i>Estudos De Psicologia</i>, 5(1), 243-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065688&pid=S1516-0858201200010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silva, D. V. Da; Salom&atilde;o, N. M. R. (2003). A Maternidade Na Perspectiva De M&atilde;es Adolescentes E Av&oacute;s Maternas Dos Beb&ecirc;s. <i>Estudos De Psicologia, </i>8(1), 135-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065690&pid=S1516-0858201200010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Souza, L. D. De. (2009).<i> O Significado Da Maternidade Para M&atilde;es Adolescentes &Agrave; Luz Da Teoria Das Representa&ccedil;&otilde;es Sociais.</i> Rio Grande: Universidade Federal Do Rio Grande.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065692&pid=S1516-0858201200010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trindade, Z. A.; Menandro, M. C. S. (2002). Pais Adolescentes: Viv&ecirc;ncia E Significa&ccedil;&atilde;o. <i>Estudos De Psicologia,</i> 7(1), 15-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065694&pid=S1516-0858201200010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Winnicott, D. W. (2005). P<i>riva&ccedil;&atilde;o E Delinqu&ecirc;ncia</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3065696&pid=S1516-0858201200010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="*a"></a><a href="#*">*</a></sup> Psic&oacute;logos Clinicos.    <br>       <sup><a name="**a"></a><a href="#**">**</a></sup> Doutora em Sa&uacute;de Materno Infantil pelo IMIP; Especialista em Psicologia Cl&iacute;nica; Coordenadora do Grupo de Estudos da Viol&ecirc;ncia do IMIP.    <BR>       <sup><a name="***a"></a><a href="#***">***</a></sup> Doutor em Neuropsiquiatria e Ci&ecirc;ncias do Comportamento pela UFPE; Especialista em Psicologia Hospitalar; Supervisor do Laborat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica do IMIP; Professor da Faculdade Pernambucana de Sa&uacute;de.    <br>       <sup><a name="1a"></a><a href="#1">1</a></sup> No final de todas as falas das adolescentes foram colocados os resultados da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depress&atilde;o (HAD). Os &iacute;ndices foram: "Ansiosa" – est&aacute; com o &iacute;ndice de ansiedade alto; "Depressiva" – est&aacute; com o &iacute;ndice de depress&atilde;o alto; e quando os &iacute;ndices encontram-se dentro da normalidade, n&atilde;o s&atilde;o h&aacute; infer&ecirc;ncia ao final da fala.</font></p>      ]]></body>
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