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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O puerpério e a mulher contemporânea: uma investigação sobre a vivência e os impactos da perda da autonomia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Considering women have been undertaking different responsibilities in recent decades, their role as mothers is also changing. Through a descriptive study with a qualitative approach the goal was to describe the experience of contemporary women in the postpartum period, and check whether during this time conflicts arise resulting from their loss of personal autonomy and the demands arising from their role as mother. Performed through a structured questionnaire, the research involved 10 participants, all of which were primiparas. It was found that the results indicated that there is a loss of autonomy arising from the difficulty in reconciling their normal routine activities with the newfound responsibilities of caring for the baby. It was identified that mothers surrender their previously routine activities easily, attributing this to the fact that they believe it is just a passing phase and their normal lives will resume eventually. An important note which retracts the contemporaneity is the presence of a father figure who is supporting the mother and involved in caring for the baby, thereby providing greater security for the mother. Although the hypothesis has been confirmed, it was identified that the primipara's conflict is the fact of knowing that, after the period of maternity leave, she will have to return to work, leaving the baby under the care of other people. This paper presents the experiences of contemporary women during this phase of motherhood, which continues to be one of the most influential and life changing events of their lives.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Período pós-parto]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>O puerp&eacute;rio e a mulher contempor&acirc;nea: uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre a viv&ecirc;ncia e os impactos da perda da autonomia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The puerperium and contemporary woman: an investigation about the experience and the impacts of loss of autonomy</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Bruna Moreira da Silva Souza<a name="*"></a><sup><a href="#*a">*</a></sup>; Simone Flores de Souza<a name="*"></a><sup><a href="#*a">*</a></sup>; Dra. Rosana Trindade dos Santos Rodrigues<a name="*"></a><sup><a href="#*a">*</a></sup>;</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade Anhembi Morumbi - SP</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="enda"></a><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando os diferentes pap&eacute;is que as mulheres v&ecirc;m assumindo nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a sua atua&ccedil;&atilde;o como m&atilde;e tamb&eacute;m vem se transformando. Atrav&eacute;s de um estudo descritivo de natureza qualitativa, o objetivo foi descrever a experi&ecirc;ncia da mulher contempor&acirc;nea no per&iacute;odo p&oacute;s-parto e verificar se surgem conflitos diante da perda de sua autonomia pessoal e das exig&ecirc;ncias advindas de seu papel de m&atilde;e, nesse mesmo per&iacute;odo. Por meio de um question&aacute;rio estruturado, a pesquisa contou com 10 participantes, todas prim&iacute;paras. Constatou-se que h&aacute; perda de autonomia advinda da dificuldade em conciliar as atividades rotineiras com os cuidados para com o beb&ecirc;. Foi identificado que as m&atilde;es consideram a renuncia de suas atividades anteriormente comuns, como tranquila, atribuindo ao fato de acreditarem que esta se trata apenas de uma fase. Um dado importante, que retrata a contemporaneidade &eacute; a presen&ccedil;a da figura paterna que se envolve nas tarefas relacionadas ao beb&ecirc;, oferecendo maior seguran&ccedil;a para a m&atilde;e. Embora a hip&oacute;tese tenha sido confirmada, identificou-se que o maior conflito presente para a pu&eacute;rpera est&aacute; relacionado ao fato de saber que, ao fim da licen&ccedil;a maternidade, ter&aacute; que retornar ao trabalho e deixar o filho sob os cuidados de outras pessoas. Esse estudo apresentou como relev&acirc;ncia o conhecimento sobre a viv&ecirc;ncia da mulher contempor&acirc;nea diante da maternidade, que constatamos continuar sendo para a mulher, um acontecimento de grande, sen&atilde;o o de maior import&acirc;ncia em sua vida.</font></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Per&iacute;odo p&oacute;s-parto, Autonomia pessoal, Conflito (psicologia).</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considering women have been undertaking different responsibilities in recent decades, their role as mothers is also changing. Through a descriptive study with a qualitative approach the goal was to describe the experience of contemporary women in the postpartum period, and check whether during this time conflicts arise resulting from their loss of personal autonomy and the demands arising from their role as mother. Performed through a structured questionnaire, the research involved 10 participants, all of which were primiparas. It was found that the results indicated that there is a loss of autonomy arising from the difficulty in reconciling their normal routine activities with the newfound responsibilities of caring for the baby. It was identified that mothers surrender their previously routine activities easily, attributing this to the fact that they believe it is just a passing phase and their normal lives will resume eventually. An important note which retracts the contemporaneity is the presence of a father figure who is supporting the mother and involved in caring for the baby, thereby providing greater security for the mother. Although the hypothesis has been confirmed, it was identified that the primipara's conflict is the fact of knowing that, after the period of maternity leave, she will have to return to work, leaving the baby under the care of other people. This paper presents the experiences of contemporary women during this phase of motherhood, which continues to be one of the most influential and life changing events of their lives.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Postpartum period, Personal autonomy, Conflict (psychology).</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Puerp&eacute;rio &eacute; o nome dado ao per&iacute;odo do p&oacute;s-parto, que tem uma dura&ccedil;&atilde;o aproximada de tr&ecirc;s meses, nos quais a mulher vivencia uma s&eacute;rie de adapta&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e emocionais. &Eacute; tamb&eacute;m nesse per&iacute;odo que a mulher se depara com o confronto entre as expectativas constru&iacute;das durante a gesta&ccedil;&atilde;o e a realidade trazida pela chegada do beb&ecirc; (Em&iacute;dio &amp; Hashimoto, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O nascimento do beb&ecirc; &eacute; um per&iacute;odo emocionalmente vulner&aacute;vel devido &agrave;s profundas mudan&ccedil;as intra e interpessoais desencadeadas pelo parto. Maldonado (2002) refere que o puerp&eacute;rio caracteriza-se como um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o onde a mulher torna-se especialmente sens&iacute;vel e confusa, com o aparecimento de sintomas ansiosos e depressivos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, apesar de a literatura, no decorrer de tantos anos, vir apresentando ricos estudos que comprovam que o puerp&eacute;rio &eacute; um per&iacute;odo de conflitos em que se alternam na mulher sentimentos de alegria, medo, al&iacute;vio, ansiedade, realiza&ccedil;&atilde;o, d&uacute;vidas, entre outros; pouco se discute sobre a viv&ecirc;ncia do mesmo, com um foco na mulher contempor&acirc;nea em consequ&ecirc;ncia &agrave;s diferentes atua&ccedil;&otilde;es na sociedade e, portanto, dando import&acirc;ncia ao momento do puerp&eacute;rio com a vis&atilde;o da perda de autonomia que a mulher tende a vivenciar neste momento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste estudo ser&aacute; discutido o cen&aacute;rio da mulher contempor&acirc;nea, como sendo a que desvincula sexo de procria&ccedil;&atilde;o, se insere no mercado de trabalho, concilia o governo de si mesma com a preserva&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is e valores tradicionais (m&atilde;e, educadora dos filhos, organizadora do espa&ccedil;o dom&eacute;stico, esposa), vendo-se definitivamente inserida na l&oacute;gica do individualismo contempor&acirc;neo (Kahhale e Maluf, 2010).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As diversas facetas da maternidade demonstram que &eacute; um assunto complexo. Atualmente, um dos pontos de dificuldades se d&aacute; em fun&ccedil;&atilde;o da vida moderna, que nem sempre contribui com essa fase de transi&ccedil;&atilde;o. O dia-a-dia em ritmo acelerado, com um individualismo exacerbado, s&oacute; dificulta o processo. Dentro deste contexto, como as m&atilde;es s&atilde;o auxiliadas em sua &aacute;rdua tarefa? E com o suporte social diminu&iacute;do, como passa a ser percebida a maternidade, com prazer ou algo penoso? A m&atilde;e deixa de ter pr&oacute;ximos a ela seus parentes e vizinhos para dividir o “olhar a crian&ccedil;a” (Wright, 1995; Stern, 1997).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao considerar as complexas diferen&ccedil;as entre a mulher de d&eacute;cadas atr&aacute;s e a mulher atual, torna-se imprescind&iacute;vel avaliar a maneira como esta segunda vivencia o puerp&eacute;rio, considerando tamb&eacute;m os impactos psicol&oacute;gicos que esse per&iacute;odo pode ter em sua vida. Afinal, para ela a maternidade pode ser apenas uma op&ccedil;&atilde;o entre tantas outras responsabilidades. J&aacute; a primeira, j&aacute; vinha ao mundo com apenas duas fun&ccedil;&otilde;es: a de ser m&atilde;e e de cuidar da fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, o interesse nesse estudo surgiu da necessidade de investigar o impacto do puerp&eacute;rio, por&eacute;m, com um foco na realidade da mulher contempor&acirc;nea, partindo da hip&oacute;tese de que esta tende a sofrer alguns conflitos neste per&iacute;odo em consequ&ecirc;ncia da perda de sua autonomia, devido aos diferentes pap&eacute;is adquiridos na sociedade, ao longo dos anos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Portanto, o presente estudo tem como objetivo descrever a experi&ecirc;ncia da mulher contempor&acirc;nea no per&iacute;odo do puerp&eacute;rio e verificar se surgem conflitos diante da perda de autonomia e das exig&ecirc;ncias advindas de seu papel de m&atilde;e, nesse mesmo per&iacute;odo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para investigar o problema formulado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; perda da autonomia da mulher contempor&acirc;nea no per&iacute;odo do puerp&eacute;rio, julgou-se conveniente a utiliza&ccedil;&atilde;o do estudo descritivo com abordagem qualitativa, considerada adequada para um maior aprofundamento do fen&ocirc;meno pesquisado. Turato (2005) em defini&ccedil;&atilde;o sobre os qualitivistas diz que n&atilde;o &eacute; diretamente o estudo do fen&ocirc;meno em si que interessa a esses pesquisadores, seu alvo &eacute;, na verdade, a significa&ccedil;&atilde;o que tal fen&ocirc;meno ganha para os que o vivenciam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como instrumento de estudo foi utilizado um question&aacute;rio estruturado (Anexo<a name="II"></a><sup><a href="#IIa">II</a></sup>) para a an&aacute;lise dos dados e subsequente interpreta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o dos resultados obtidos. A partir das respostas obtidas no question&aacute;rio realizou-se uma an&aacute;lise do conte&uacute;do baseada na orienta&ccedil;&atilde;o descrita por Bardin (2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa foi realizada em dois consult&oacute;rios m&eacute;dicos particulares, sendo um de ginecologia e obstetr&iacute;cia e o outro de pediatria. Em ambos, os pr&oacute;prios m&eacute;dicos, ao atender uma paciente pertencente ao p&uacute;blico-alvo da pesquisa, explicavam sobre o projeto e solicitavam a participa&ccedil;&atilde;o da mesma. Al&eacute;m disso, houve a participa&ccedil;&atilde;o de duas pu&eacute;rperas pertencentes ao grupo de colaboradores de uma empresa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta pesquisa obedece &agrave;s normas &eacute;ticas conforme a resolu&ccedil;&atilde;o 196/96, foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa sob o n&uacute;mero do CAAE 04932813.7.0000.5492. A pesquisa apenas teve in&iacute;cio ap&oacute;s a leitura, compreens&atilde;o dos objetivos do estudo e assinatura do <i>Termo de Consentimento Livre e Esclarecido</i> (Anexo<a name="I"></a><sup><a href="#Ia">I</a></sup>) por todas as participantes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A amostra contou com 10 participantes do sexo feminino, com idade entre 20 e 38 anos: sete profissionalmente ativas - em licen&ccedil;a maternidade, e tr&ecirc;s sem atua&ccedil;&atilde;o profissional; no per&iacute;odo entre uma semana a tr&ecirc;s meses do puerp&eacute;rio, sendo que oito delas estavam entre os dois primeiros meses desse per&iacute;odo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todas as participantes relataram ter deixado de realizar alguma atividade neste per&iacute;odo. A atividade f&iacute;sica foi a mais citada e, em segundo lugar foi o trabalho. Para a metade delas foram as tarefas dom&eacute;sticas e, apesar de serem a minoria, as atividades como vida social e cuidados com a apar&ecirc;ncia, tamb&eacute;m foram descritas. A maioria avaliou o per&iacute;odo do puerp&eacute;rio como tranquilo, em conson&acirc;ncia com as expectativas. Tr&ecirc;s participantes consideraram o puerp&eacute;rio como um momento gratificante e outras tr&ecirc;s como um momento de dedica&ccedil;&atilde;o ao filho. Para algumas das participantes foi considerado agitado e cansativo e para outra como um per&iacute;odo que exige planejamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos ocorridas no per&iacute;odo, destacou-se a necessidade de readequa&ccedil;&atilde;o da rotina para as tarefas mais simples do dia-a-dia, al&eacute;m da dificuldade em conciliar as horas de sono com a nova rotina, citada pela metade da amostra. Oito participantes relataram encontrar dificuldades em coordenar a maternidade com as atividades cotidianas, devido ao fato de o beb&ecirc; exigir bastante aten&ccedil;&atilde;o e da dificuldade em se separar dele. E uma das participantes mencionou como dificuldade o palpite de amigos e familiares nas mais diversas situa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando questionadas sobre a intensidade de preocupa&ccedil;&atilde;o a respeito de n&atilde;o conseguirem retomar suas atividades, obtivemos como um maior n&uacute;mero de respostas, a m&eacute;dia considera&ccedil;&atilde;o, assim como a preocupa&ccedil;&atilde;o sobre n&atilde;o conseguir ser uma boa m&atilde;e, e tamb&eacute;m a preocupa&ccedil;&atilde;o sobre n&atilde;o conseguir ser uma boa esposa. J&aacute; a respeito de n&atilde;o se realizar enquanto mulher, a maioria respondeu atribuir baixa intensidade, assim como a preocupa&ccedil;&atilde;o sobre n&atilde;o voltar a ter a mesma beleza f&iacute;sica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nove participantes contavam com a ajuda do marido e/ou de alguns familiares em rela&ccedil;&atilde;o aos cuidados com o beb&ecirc;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre as mulheres que est&atilde;o de licen&ccedil;a maternidade, o sentimento que se destacou foi o de felicidade por poder cuidar do beb&ecirc; nesse per&iacute;odo. Por&eacute;m, uma participante relatou preocupa&ccedil;&atilde;o por ficar fora do mercado de trabalho, outra relatou sentir-se apreensiva com o momento de ter que retornar ao mesmo - deixando o beb&ecirc; sob os cuidados de outras pessoas. Para outra, esse &eacute; um tempo necess&aacute;rio para se adaptar a nova rotina, e uma delas relatou ter deixado o trabalho para poder se dedicar ao beb&ecirc;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando questionadas sobre os sentimentos em rela&ccedil;&atilde;o a retornar ao trabalho, foram relatados os sentimentos de tristeza, inseguran&ccedil;a, ang&uacute;stia e preocupa&ccedil;&atilde;o, uma vez que n&atilde;o gostariam de ficar longe dos filhos. Apenas uma das participantes respondeu que se sentia tranquila, pois s&oacute; retornaria ao trabalho ap&oacute;s sete meses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao sentimento de culpa, seis participantes declararam n&atilde;o experiment&aacute;-lo nesse per&iacute;odo. E para as que disseram se sentir culpadas, o sentimento foi atribu&iacute;do &agrave; necessidade de retorno ao trabalho e a n&atilde;o identifica&ccedil;&atilde;o do motivo do choro do filho. Duas das participantes n&atilde;o responderam &agrave; essa quest&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todas as participantes relataram se sentir tranquilas se necessitam abrir m&atilde;o de realizar alguma atividade, anteriormente comum, como ir ao shopping ou ao sal&atilde;o de beleza, devido &agrave;s tarefas como m&atilde;e. Essa tranquilidade foi atribu&iacute;da ao fato de acreditarem que essa abdica&ccedil;&atilde;o se trata apenas de uma fase.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre os desejos das entrevistadas no per&iacute;odo do puerp&eacute;rio, o que se destacou foi que os filhos tivessem sa&uacute;de, seguido pelo desejo de ser boa m&atilde;e e esposa. Foram constatados tamb&eacute;m os desejos de poder parar de trabalhar para poder se dedicar aos filhos, de “dar conta do recado”, de que o beb&ecirc; passe a dormir bem e de continuar feliz.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A idade das mulheres que participaram do estudo apontou para uma compreens&atilde;o de que encontram-se em per&iacute;odo bem produtivo da vida, em ascens&atilde;o profissional, portanto, tendo que se dividir entre as atividades profissionais e a maternidade. Um dos focos do estudo foi, justamente, a maneira de a mulher contempor&acirc;nea lidar com essa divis&atilde;o de papeis, durante o puerp&eacute;rio. Tomando como base a literatura pesquisada, a hip&oacute;tese foi de que ela sofreria alguns conflitos devido a uma poss&iacute;vel perda de autonomia, mas foi constatado que os conflitos se atribuem a diversos fatores e que ter que renunciar tantas de suas tarefas anteriormente habituais n&atilde;o &eacute; o maior gerador de conflitos, em conformidade com a literatura que afirma que “o puerp&eacute;rio &eacute; um per&iacute;odo em que a mulher fica bastante vulner&aacute;vel, com sentimentos de inseguran&ccedil;a, ansiedade e muitas d&uacute;vidas sobre como cuidar corretamente do beb&ecirc;” (Dickstein, Maldonado e Nahoum, 1996).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A amostra constou de m&atilde;es prim&iacute;paras, ou seja, que tiveram seu primeiro filho, o que implica em um momento repleto de novidades, como novos sentimentos, nova rotina, novas atitudes das pessoas que as cercam - uma vez que os familiares e amigos tamb&eacute;m querem participar desse momento; entre tantas outras mudan&ccedil;as.</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Muitas vezes, a depend&ecirc;ncia e a fragilidade da crian&ccedil;a s&atilde;o vivenciadas como assustadoras, e a pr&oacute;pria mulher pode se sentir desamparada, com medo de n&atilde;o saber cuidar do filho e at&eacute; mesmo de fazer-lhe mal; ao mesmo tempo, quer ajuda e teme uma “invas&atilde;o de territ&oacute;rio”, onde tenha que dividir o filho com as outras pessoas que dele cuidam, fazendo-a sentir-se passada para tr&aacute;s, afastada do beb&ecirc;. (Dickstein, Maldonado e Nahoum, 1996, p.139).</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir dos dados coletados, foram identificadas algumas quest&otilde;es de grande relev&acirc;ncia sobre o puerp&eacute;rio. Ao analisar sobre como as participantes consideravam esse per&iacute;odo constatou-se que as respostas para “conturbado” foram dadas pelas participantes que se encontravam dentro do primeiro m&ecirc;s do puerp&eacute;rio. Entre as outras participantes, que se encontravam entre os dois e tr&ecirc;s meses desse per&iacute;odo, a resposta para esta quest&atilde;o foi de que o mesmo &eacute; tranquilo. A partir disso pode-se considerar que o primeiro m&ecirc;s do puerp&eacute;rio tende a ser mais conturbado para as m&atilde;es. Por&eacute;m, verificou-se que pode ter havido uma diferente interpreta&ccedil;&atilde;o do termo “tranquilo” entre as participantes, ou uma dificuldade em classificar esse momento t&atilde;o importante de suas vidas, como conturbado. Essa constata&ccedil;&atilde;o vem do fato de a grande maioria da amostra ter entrado em contradi&ccedil;&atilde;o ao ter caracterizado o puerp&eacute;rio como um per&iacute;odo tranquilo, mas no momento de escrever se este estava de acordo com suas expectativas, denominaram-no como cansativo, agitado, mais dif&iacute;cil do que imaginavam e diferente do que consideravam ideal; citando ainda a dificuldade de realizar as atividades rotineiras, de fazer tudo acompanhada do beb&ecirc;, ou ainda ter que lidar com o “palpite dos familiares e amigos”. Essas descri&ccedil;&otilde;es sobre o puerp&eacute;rio v&ecirc;m de encontro com as ideias de Dickstein, Maldonado e Nahoum (1996).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um dado que pode ser considerado importante &eacute; que nove das dez participantes relataram contar com a ajuda do marido nesse per&iacute;odo, o que parece ser um fator que contribui positivamente para o bem-estar f&iacute;sico e emocional das m&atilde;es. De acordo com Dickstein, Maldonado e Nahoum (1996, p.152), estudos tem demonstrado a participa&ccedil;&atilde;o do pai como contribui&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento saud&aacute;vel da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A participa&ccedil;&atilde;o dos pais em rela&ccedil;&atilde;o aos cuidados com o beb&ecirc; e com as tarefas dom&eacute;sticas &eacute; algo caracter&iacute;stico da contemporaneidade, que vem acompanhado das mudan&ccedil;as dos relacionamentos entre os casais, tamb&eacute;m como consequ&ecirc;ncia dos novos papeis que a mulher vem assumindo, na sociedade. Assim, poder receber ajuda de pessoas a sua volta, como por exemplo, o pai, aumenta o sentimento de auto-confian&ccedil;a e satisfa&ccedil;&atilde;o emocional melhorando a rela&ccedil;&atilde;o com o beb&ecirc; (Maldonado, 2002).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; demanda real de necessidades das entrevistadas, constatou-se que no per&iacute;odo do puerp&eacute;rio h&aacute; uma dificuldade de se separar do beb&ecirc; j&aacute; que o mesmo &eacute; dependente de seus cuidados. Dessa forma, acabam por renunciar as atividades anteriormente realizadas como: cuidados com apar&ecirc;ncia, trabalho, atividade f&iacute;sica, vida social e, at&eacute; mesmo as tarefas dom&eacute;sticas. Sendo assim, a mulher acaba por se deparar com uma intensa mudan&ccedil;a em sua rotina e os h&aacute;bitos tem de ser ajustados aos hor&aacute;rios do beb&ecirc;. Por&eacute;m, a forma como elas mencionam a renuncia das atividades, juntamente com a descri&ccedil;&atilde;o de outras quest&otilde;es respondidas no instrumento aplicado, d&atilde;o a ideia de que nesta fase do puerp&eacute;rio as m&atilde;es participantes do estudo, em sua totalidade, tiveram o sentimento materno despertado, tendo sido mobilizadas pela situa&ccedil;&atilde;o de desamparo do rec&eacute;m-nascido, que por sua vez lhes estimula a vontade de cuidar, nutrir, proteger, e assim, sentemse realizadas por serem capazes de satisfazer o filho em suas diversas necessidades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por&eacute;m, identificou-se como ponto importante, a expectativa sobre-humana e a idealiza&ccedil;&atilde;o e culpa por suas falhas e limita&ccedil;&otilde;es, inerentes a condi&ccedil;&atilde;o humana, citado por Maldonado (2002), relacionando com as dificuldades das pu&eacute;rperas em conciliar as tarefas mais simples do dia-a-dia e at&eacute; mesmo as necessidades fisiol&oacute;gicas, com a maternidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um dos pontos mais importantes da discuss&atilde;o foi com rela&ccedil;&atilde;o aos sentimentos que as pu&eacute;rperas atribu&iacute;ram por estarem de licen&ccedil;a-maternidade e, portanto, afastadas de suas atividades profissionais, al&eacute;m de como se sentiam em rela&ccedil;&atilde;o ao fato de ter que retornar ao trabalho ao fim da licen&ccedil;a. Para Maldonado (2002) a mulher contempor&acirc;nea que cultiva interesses diversos sejam eles profissionais, sociais, entre outros, o fato de ter um filho acarreta consequ&ecirc;ncias bastante significativas. Priva&ccedil;&otilde;es reais - afetivas ou econ&ocirc;micas, aumentam a tens&atilde;o, intensificam a regress&atilde;o e a ambival&ecirc;ncia. A preocupa&ccedil;&atilde;o com o futuro aumenta a sua frustra&ccedil;&atilde;o, gerando em consequ&ecirc;ncia, sentimentos que a impedem de encontrar gratifica&ccedil;&atilde;o na gravidez.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As pu&eacute;rperas, apesar de explicitarem estar em conflito acerca de seus sentimentos, n&atilde;o deram significado &agrave; sua profiss&atilde;o e sim ao afastamento de seus filhos, sendo esta mais uma demanda caracter&iacute;stica da amostra estudada. Enquanto algumas exp&otilde;em que este &eacute; um bom momento para cuidar e estar com o beb&ecirc; e se sentem felizes por isto, outra descreve ter deixado o trabalho para dedicar-se aos cuidados com o beb&ecirc; e, ainda houve a coloca&ccedil;&atilde;o de uma m&atilde;e que respondeu considerar este um tempo necess&aacute;rio para a adapta&ccedil;&atilde;o da nova rotina. Sendo que apenas uma das participantes respondeu sentir-se preocupada por ficar fora do mercado de trabalho, sendo este bastante competitivo nos dias de hoje, o que talvez explique essa preocupa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A constata&ccedil;&atilde;o mais importante do presente estudo foi que o maior conflito vivido pelas participantes est&aacute; na necessidade de retornar ao trabalho e deixar o filho sob os cuidados de outras pessoas. A partir disso, entende-se que para essas m&atilde;es, ter que deixar o filho para assumir o papel de profissional implica na inadequa&ccedil;&atilde;o do desempenho do papel de m&atilde;e, de forma que da amostra total, nove das participantes relataram algum tipo de sofrimento em ter que deixar o filho sob os cuidados de outras pessoas ao fim da licen&ccedil;a, nomeados como preocupa&ccedil;&atilde;o, ang&uacute;stia, tristeza, apreens&atilde;o e inseguran&ccedil;a, conforme a descri&ccedil;&atilde;o dos relatos de algumas das participantes:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“Me sinto apreensiva, n&atilde;o gostaria de ficar longe do meu filho”.</i> (27 anos, bibliotec&aacute;ria)</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“D&aacute; uma certa tristeza / inseguran&ccedil;a, pois sabemos que o nosso cuidado com o filho nunca ser&aacute; o mesmo de qualquer outra pessoa”.</i> (34 anos, publicit&aacute;ria)</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“Me sinto mal, preocupada e, se poss&iacute;vel n&atilde;o voltarei ou procurarei um emprego em meio per&iacute;odo”</i>. (32 anos, engenheira)</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“Por enquanto n&atilde;o gostaria de voltar ao trabalho. Quero ficar com meu filho pelo menos at&eacute; que ele complete um ano de idade”</i>. (32 anos, advogada)</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“Me sinto mal, n&atilde;o gostaria de voltar logo”.</i> (29 anos, auxiliar administrativo)</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“Me sinto angustiada”.</i> (29 anos, professora)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apenas uma das participantes relatou se sentir tranquila em rela&ccedil;&atilde;o ao momento de retornar ao trabalho, por&eacute;m, ela atribuiu esse sentimento ao fato de ter postergado seu retorno, tendo ainda sete meses para dedicar-se ao filho. Considerando este resultado, junto &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es da literatura pesquisada - que afirma existirem conflitos relacionados &agrave; atua&ccedil;&atilde;o profissional - &eacute; poss&iacute;vel supor que estes surgem depois, quando a mulher se v&ecirc; no momento de fazer a escolha entre voltar ao trabalho ou dedicar-se ao filho em per&iacute;odo integral; ou at&eacute; mesmo quando ela retorna ao trabalho e passa a ter que administrar seus diversos papeis, desde aqueles antigos - como o de cuidar do lar e dos filhos, com os mais atuais - como o de desenvolver-se intelectual e profissionalmente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando a descri&ccedil;&atilde;o de Maldonado (2002) de que o puerp&eacute;rio &eacute; um per&iacute;odo bastante vulner&aacute;vel &agrave; ocorr&ecirc;ncia de crises, devido &agrave;s profundas mudan&ccedil;as intra e interpessoais desencadeadas pelo parto, e de Gilles (2000), ao descrever que para a mulher, o fato de se dividir entre dois mundos vem acompanhado de conflitos e de interroga&ccedil;&otilde;es, de uma busca de concilia&ccedil;&atilde;o, que &eacute; frequentemente fonte de culpa e de insatisfa&ccedil;&atilde;o; gerou-se a expectativa de relatos queixosos e de que o puerp&eacute;rio fosse ser referido como uma fase de dificuldades. Entretanto, apesar de terem surgido na pesquisa, respostas condizentes com os textos referenciados, como as de que as pu&eacute;rperas n&atilde;o conseguem realizar atividades voltadas para si mesmas (ir ao shopping, ao sal&atilde;o de beleza, etc.), essas quest&otilde;es apareceram, em unanimidade, de forma suavizada, como se n&atilde;o fosse importante para o momento. Ou seja, as percep&ccedil;&otilde;es que elas t&ecirc;m desse conflito s&atilde;o justificadas de maneira que esta priva&ccedil;&atilde;o se trataria apenas de uma fase e que, portanto, todas se sentiam tranquilas em rela&ccedil;&atilde;o ao fato de terem que renunciar algumas atividades. A partir dessas informa&ccedil;&otilde;es foram obtidas respostas para a investiga&ccedil;&atilde;o sobre a mulher sofrer ou n&atilde;o a perda de sua autonomia no per&iacute;odo do puerp&eacute;rio, o que pode ser constatado que sim, visto que o beb&ecirc; demanda uma aten&ccedil;&atilde;o muito grande, fazendo com que a m&atilde;e acabe por dedicar-se quase que exclusivamente aos seus cuidados, como pode ser verificado nos seguintes relatos, ao serem questionadas sobre as mudan&ccedil;as relacionadas &agrave;s tarefas simples do dia-a-dia, ocorridas ap&oacute;s a chegada do beb&ecirc;:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">“<i>Os hor&aacute;rios s&atilde;o regulados de acordo com as mamadas, ou seja, a rotina &eacute; regulada de acordo com o sono do beb&ecirc;”.</i> (34 anos, publicit&aacute;ria)</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“O tempo fica mais curto, principalmente as noites de sono”</i>. (30 anos, banc&aacute;ria)</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“O sono da noite &eacute; interrompido”. (29 anos, professora) </i></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“Quando estou sozinha com o beb&ecirc;, &eacute; preciso lev&aacute;-lo junto para todas as tarefas”.</i> (32 anos, engenheira)</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“Mudou tudo, mas o pior &eacute; ficar sem dormir”.</i> (38 anos, analista tribut&aacute;ria)</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>“Os hor&aacute;rios destas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o todas em conson&acirc;ncia com o hor&aacute;rio do beb&ecirc;”</i>. (32 anos, advogada)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste sentido Soifer (1986) citado por Felice (2000), discute que “o per&iacute;odo puerperal &eacute; descrito por como uma etapa de “delimita&ccedil;&atilde;o entre o perdido - a gravidez - e o adquirido - o filho. Tamb&eacute;m de delimita&ccedil;&atilde;o entre devaneio, fantasia inconsciente e realidade. Segundo a autora, esta m&uacute;ltipla delimita&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada por um lento e gradual processo elaborativo, o qual apresenta altern&acirc;ncia depressivas (pelas ilus&otilde;es n&atilde;o concretizadas e fantasias de perda ou impot&ecirc;ncia) ou persecut&oacute;rias (mantidas nos elementos dif&iacute;ceis apresentados pela realidade), e man&iacute;acas ou de nega&ccedil;&atilde;o”.p. 29</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Comparando os dados obtidos na presente pesquisa com a literatura estudada, &eacute; poss&iacute;vel refletir sobre a dificuldade que as m&atilde;es podem encontrar em assumir seus conflitos em rela&ccedil;&atilde;o aos cuidados do filho, visto que este lhe trouxe a responsabilidade de ser m&atilde;e - papel este que no imagin&aacute;rio coletivo traz uma s&eacute;rie de responsabilidades e, acima de tudo, um amor incondicional advindo de um instinto materno que j&aacute; nasceria com a mulher. Dessa forma, como seria, ent&atilde;o, para a mulher admitir que ela tem outras necessidades ou at&eacute; prioridades, al&eacute;m do desejo de estar com o filho e de suprir todas as suas necessidades? A partir do que Soifer sugeriu a respeito das fantasias e da nega&ccedil;&atilde;o, essas m&atilde;es n&atilde;o poderiam estar negando essas dificuldades, como uma maneira de sentirem-se “m&atilde;es corretas”, ou ainda “verdadeiras m&atilde;es”?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre o resultado de apenas duas respostas positivas para a quest&atilde;o de terem experimentado ou n&atilde;o o sentimento de culpa em algum momento do puerp&eacute;rio, tamb&eacute;m pode ser atribu&iacute;do &agrave; possibilidade de as m&atilde;es terem dado respostas mais baseadas no que considerariam como ideal, do que como, realmente, se sentiam. Essa dificuldade de caracterizar esse per&iacute;odo como sendo de dif&iacute;cil enfrentamento, tamb&eacute;m pode ser considerada devido ao fato de duas das participantes n&atilde;o terem respondido &agrave; esta quest&atilde;o. Outra possibilidade &eacute; que, devido a uma limita&ccedil;&atilde;o do instrumento de pesquisa, as participantes n&atilde;o tenham realizado uma reflex&atilde;o sobre o que seria o sentimento de culpa e em que momento ele poderia ter aparecido. Al&eacute;m deste, outros aspectos foram verificados ao longo das respostas acerca da omiss&atilde;o dos conte&uacute;dos, refor&ccedil;ando o peso cultural da maternagem. Essas reflex&otilde;es surgem como necessidade de compreens&atilde;o dos resultados coletados e o confronto com o que a literatura, que traz o sentimento de culpa como algo muito frequente na maternidade. De acordo com Maldonado (2000), entre tantos sentimentos que a pu&eacute;rpera pode experimentar, est&aacute; o de ressentimento por sentir que o beb&ecirc; lhe est&aacute; roubando ou privando-a de coisas importantes, tais como horas de sono e de repouso, ou pode sentir-se agredida com o choro do beb&ecirc;, interpretando como censura e acusa&ccedil;&atilde;o, o que gera sentimentos de culpa e inadequa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente estudo possibilitou verificar que as mulheres vivenciam uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as no per&iacute;odo do puerp&eacute;rio, desde a consider&aacute;vel diminui&ccedil;&atilde;o das horas de sono, at&eacute; a perda de sua autonomia, uma vez que toda a sua rotina &eacute; controlada de acordo com os hor&aacute;rios do beb&ecirc;. Esse per&iacute;odo traz uma s&eacute;rie de sentimentos novos, que passam a participar de suas tomadas de decis&atilde;o, daquele momento em diante.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora a hip&oacute;tese tenha sido confirmada, identificou-se que o maior conflito presente para a pu&eacute;rpera n&atilde;o est&aacute; relacionado &agrave; perda de sua autonomia ao ter que renunciar suas atividades, mas, sim por saber que ao fim da licen&ccedil;a maternidade, ter&aacute; que retornar ao trabalho e deixar o filho sob os cuidados de outras pessoas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi considerado como limita&ccedil;&atilde;o do presente estudo o modelo de instrumento utilizado, uma vez que o mesmo apresenta certa objetividade, incapaz de investigar quest&otilde;es mais internalizadas, como as que foram sugeridas como hip&oacute;teses, para este p&uacute;blico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pensando num estudo mais aprofundado sobre as quest&otilde;es envolvidas no puerp&eacute;rio, sugere-se para investiga&ccedil;&otilde;es futuras a utiliza&ccedil;&atilde;o de metodologias como a entrevista semi-estruturada, que favorece maior explora&ccedil;&atilde;o e aprofundamento dos temas investigados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse estudo apresentou como relev&acirc;ncia o conhecimento sobre a viv&ecirc;ncia da mulher contempor&acirc;nea diante da maternidade e como ela passa a definir a sua representa&ccedil;&atilde;o, pois foi constatado que apesar de tantos papeis importantes na sociedade, al&eacute;m de o de ser m&atilde;e, a maternidade continua sendo para a mulher um acontecimento de grande, sen&atilde;o o de maior import&acirc;ncia em sua vida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><B>Refer&ecirc;ncias </B></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bardin, L. <i>An&aacute;lise do conte&uacute;do.</i> Lisboa. Portugal. Edi&ccedil;&otilde;es 70 LDA, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3095516&pid=S1516-0858201300010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dickstein, J.; Maldonado, M. T.; Nahoum, J. C.<i> N&oacute;s Estamos Gr&aacute;vidos</i>. 8 ed. S&atilde;o Paulo, Saraiva, 1996. P. 139 - 154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3095518&pid=S1516-0858201300010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Emidio, S. T; Hashimoto,F. <i>Poder feminino e poder materno: reflex&otilde;es sobre a constru&ccedil;&atilde;o da identidade feminina e da maternidade.</i> Dispon&iacute;vel em <a href="http://revistas.unoeste.br/revistas/ojs/index.php/ch/article/view/289/255">http://revistas.unoeste.br/revistas/ojs/index.php/ch/article/view/289/255</a> Acesso em 06 de maio. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3095520&pid=S1516-0858201300010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Felice, E. M. D. <i>A Psicodin&acirc;mica do Puerp&eacute;rio.</i> 1 ed. S&atilde;o Paulo, Vetor, 2000. P. 29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3095522&pid=S1516-0858201300010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Kreutz, C. M. <i>A experi&ecirc;ncia da maternidade e a intera&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&ecirc; em m&atilde;es adolescentes e adultas.</i> Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/2931/000328855.pdf?sequence=1">http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/2931/000328855.pdf?sequence=1</a>. Acesso em 13 de maio de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3095524&pid=S1516-0858201300010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Maldonado, M. T. <i>Psicologia da Gravidez. Parto e Puerp&eacute;rio</i>. 6 ed. Petr&oacute;polis, Vozes, 2002. P. 88 - 98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3095526&pid=S1516-0858201300010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Maluf,V. M. D. M, Kahhale, M. S. E. <i>Mulher, trabalho e maternidade: Uma vis&atilde;o contempor&acirc;nea.</i> Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.polemica.uerj.br/ojs/index.php/polemica/article/viewFile/54/100">http://www.polemica.uerj.br/ojs/index.php/polemica/article/viewFile/54/100</a>. Acesso em 23 maio 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3095528&pid=S1516-0858201300010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Oliveira, C. R.; Traelsel, E.S. <i>Mulher, trabalho e vida familiar: a concilia&ccedil;&atilde;o de diferentes pap&eacute;is na atualidade.</i> Dispon&iacute;vel em <a href="http://sites.unifra.br/Portals/36/CSAUDE/2008/14.pdf">http://sites.unifra.br/Portals/36/CSAUDE/2008/14.pdf</a>. Acesso em 19 de maio de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3095530&pid=S1516-0858201300010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Penna, L.H. M., Carinhanha, J.I; Rodrigues, R.F. <i>A mulher no p&oacute;s-parto domiciliar: Uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre essa viv&ecirc;ncia</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/pdf/ean/v10n3/v10n3a13.pdf">http://www.scielo.br/pdf/ean/v10n3/v10n3a13.pdf</a>. Acesso em 02 maio 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3095532&pid=S1516-0858201300010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Possatti, C. I, Mardonio, R. D. Par&acirc;metros psicom&eacute;tricos das escalas de qualidade dos pap&eacute;is desempenhados pela mulher: m&atilde;e e trabalho pago. <i>Estudos de Psicologia Escalas de qualidade de pap&eacute;is 2002, 7</i>(1), 103-115.Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/pdf/epsic/v7n1/10958.pdf">http://www.scielo.br/pdf/epsic/v7n1/10958.pdf</a> . Acesso em 25 maio. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3095534&pid=S1516-0858201300010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Turato, E. R. <i>M&eacute;todos qualitativos e quantitativos na &aacute;rea da sa&uacute;de: defini&ccedil;&otilde;es, diferen&ccedil;as e seus objetos de pesquisa.</i> Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/pdf/rsp/v39n3/24808.pdf">http://www.scielo.br/pdf/rsp/v39n3/24808.pdf</a>. Acesso em 01 de agosto de 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3095536&pid=S1516-0858201300010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><img src="/img/revistas/rsbph/v16n1/seta.gif"><a name="end"></a><a href="#enda">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a>    <br>   Simone Flores de Souza    <br>   <i>E-mail</i>: <a href="mailto:flores.si@gmail.com.">flores.si@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="*a"></a><sup><a href="#*">*</a></sup> Universidade Anhembi Morumbi, SP. Email: <a href="mailto:flores.si@gmail.com">flores.si@gmail.com</a>.    <br> <a name="**a"></a><sup><a href="#**">**</a></sup> <b>Agradecimentos:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Agradecemos a algumas pessoas, em especial:    <br> &Agrave; Professora e Orientadora Dra. Rosana Trindade, por sua dedica&ccedil;&atilde;o e disposi&ccedil;&atilde;o em nos atender, sempre com aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s nossas ideias, contribuindo significativamente para o desenvolvimento do trabalho e o nosso crescimento pessoal e profissinal.    <br> &Agrave; Dra. Mar&iacute;lia de Siqueira - ginecologista e obstetra, e ao Dr. Aniello Carbone - pediatra; que nos concederam o espa&ccedil;o para a disponibiliza&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios, como instrumentos de nossa investiga&ccedil;&atilde;o.    <br> &Agrave;s participantes da pesquisa, que foram fundamentais para a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo.    <br> E por &uacute;ltimo, mas n&atilde;o menos importante, aos familiares e amigos, que nos apoiaram, nos motivaram e tiveram paci&ecirc;ncia conosco, durante esse per&iacute;odo de tanta dedica&ccedil;&atilde;o aos estudos e que ainda nos transmitiram confian&ccedil;a, fazendo-nos perseverar mesmo diante das dificuldades.     <br>     <p>&nbsp;</p> <a name="Ia"></a><sup><a href="#I">I</a></sup> <b>ANEXO I </b>    <br>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rsbph/v16n1/1a10A1.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="IIa"></a><sup><a href="#II">II</a></sup> <b>ANEXO II </b>    <br>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rsbph/v16n1/1a10A2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p></p>      ]]></body>
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