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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas na sala de espera: estrat&eacute;gias no contexto da Oncologia Pedi&aacute;trica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Psychological intervention in the waiting room: strategies in the context of Pediatric Oncology</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Tainara Vasconcelos de Alc&acirc;ntara<a name="*"></a><sup><a href="#*a">*</a>,I</sup>; J&uacute;lia Evangelista Mota Shioga<a name="**"></a><sup><a href="#**a">**</a>,I</sup>; Maria Juliana Vieira Lima<a name="**"></a><sup><a href="#**a">**</a>,II</sup>; Ana Maria Vieira Lage<a name="***"></a><sup><a href="#***a">***</a>,III</sup>; Anice Holanda Nunes Maia<a name="****"></a><sup><a href="#****a">****</a>,IV</sup>;</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I </sup>Universidade Federal do Cear&aacute;    <br>       <sup>II </sup>Escola de Sa&uacute;de P&uacute;blica do Cear&aacute;, Hospital Infantil Albert Sabin    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>       <sup>III </sup>Universidade Federal do Cear&aacute;    <br>       <sup>IV </sup>Centro Pedi&aacute;trico do C&acirc;ncer, Hospital Infantil Albert Sabin</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="enda"></a><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O c&acirc;ncer infanto-juvenil e sua terap&ecirc;utica s&atilde;o fatores causadores de significativo sofrimento psicol&oacute;gico. Esta condi&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada com a falta de informa&ccedil;&otilde;es sobre a doen&ccedil;a e o tratamento, a dor e ansiedade causadas pelos procedimentos invasivos, os efeitos colaterais indesej&aacute;veis dos m&eacute;todos de tratamento, a espera, o medo da anestesia, dentre outros fatores. Visando &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da ansiedade gerada tanto na crian&ccedil;a como no acompanhante e &agrave; compreens&atilde;o dos aspectos subjetivos inerentes ao adoecimento, foi criado o “Projeto Sala de Espera” no Centro Pedi&aacute;trico do C&acirc;ncer (CPC), desenvolvido pelo Programa de Educa&ccedil;&atilde;o Tutorial (PET) do Curso de Psicologia da Universidade Federal do Cear&aacute; (UFC) em parceria com a Associa&ccedil;&atilde;o Peter Pan (APP). Este projeto envolve interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas com pacientes e acompanhantes no espa&ccedil;o da Sala de Espera de exames invasivos do CPC. As interven&ccedil;&otilde;es na Sala de Espera objetivam, nesse sentido, dar suporte emocional e proporcionar espa&ccedil;os de escuta, apoio, acolhimento e ludicidade aos pacientes e acompanhantes, no intuito de favorecer a exposi&ccedil;&atilde;o, elabora&ccedil;&atilde;o e ventila&ccedil;&atilde;o dos sentimentos relacionados aos procedimentos, bem como &agrave; doen&ccedil;a e ao tratamento de forma geral. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil e identificar as demandas psicol&oacute;gicas de pacientes que realizaram procedimentos invasivos em oncologia pedi&aacute;trica e seus acompanhantes. Trata-se de um estudo explorat&oacute;rio transversal descritivo, no qual foram analisados os registros dos atendimentos psicol&oacute;gicos do per&iacute;odo de 01/09/2011 a 31/08/2012, com dados sociodemogr&aacute;ficos e assistenciais. Dos resultados obtidos, em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, 50,3% masculino e 49,7% feminino. 41,58% entre 3 e 6 anos de idade e 21,78% com 11 anos ou mais. 62% provinham do interior do estado do Cear&aacute;. Em rela&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico, 66% leucemias, 17% tumores s&oacute;lidos e 3% linfomas. Dos assistidos pelo projeto, as interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas que mais se sobressa&iacute;ram foram as interven&ccedil;&otilde;es l&uacute;dicas com as crian&ccedil;as para a ressignifica&ccedil;&atilde;o de suas viv&ecirc;ncias e representa&ccedil;&atilde;o de seu modo de ser e viver, a escuta psicol&oacute;gica e a psicoeduca&ccedil;&atilde;o com os acompanhantes e adolescentes para trabalhar ang&uacute;stias e d&uacute;vidas. As interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas realizadas apresentaram-se como um importante recurso para a melhoria do bem-estar psicol&oacute;gico dos pacientes e acompanhantes, possibilitando a elabora&ccedil;&atilde;o das viv&ecirc;ncias, fortalecendo os mecanismos de enfrentamento da doen&ccedil;a, do tratamento, da hospitaliza&ccedil;&atilde;o e a ades&atilde;o ao tratamento.</font></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> C&acirc;ncer infanto-juvenil, Sala de Espera, Interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Childhood cancer and its therapy are factors that cause significant psychological distress. This condition is related to the lack of information about the disease and treatment, the pain and anxiety caused by invasive procedures, the undesirable side effects of the treatment methods, the waiting, the fear of anesthesia, among other factors. Aiming to reduce anxiety generated in children, adolescents and in escort and understanding the subjective aspects inherent to the illness, the extension project "Waiting Room" was created in Pediatric Cancer Center (CPC), developed by the Tutorial Education Program (PET) of the Course of Psychology of Federal University of Cear&aacute; (UFC) in partnership with Peter Pan Institute (APP). This project involves psychological interventions with patients and caregivers in the Waiting Room of invasive examinations. This study aimed to analyze the profile of patients and their companions and identify the psychological demands of patients who underwent invasive procedures in pediatric oncology. Interventions in the Waiting Room aims, accordingly, provide emotional support and opportunities to listen, support, hosting and playfulness to patients and caregivers, in order to facilitate the exposition, preparation and ventilation of feelings related procedures as well as the disease and treatment in general. This is a cross-sectional exploratory study in which the records of psychological treatment for the period of 09/01/2011 to 08/31/2012 were analyzed, with assistance and sociodemographic data. From the results obtained, in relation to gender, 50,3% female and 49,7% male. 41.58 % between 3-6 years old and 21,78% with 11 years or more. 62% came from the countryside of the state. In terms of diagnosis, 66% of leukemias, 17% solid tumors and lymphomas 3%. Assisted by the project, the strategies that best highlights were playful interventions with children to resignify their experiences and representation of their way of being and living, psychological listening and psychoeducational with caregivers and adolescents to reduce distresses and doubts. Psychological interventions were presented as an important resource for improving the psychological well-being of patients and caregivers, enabling the development of experiences, strengthening the coping mechanisms of the disease, treatment, hospitalization and treatment adherence.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Juvenile Cancer, Waiting Room, Psychological Interventions.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Sala de Espera tem se mostrado um campo rico e multifacetado para a realiza&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas. Teixeira e Veloso (2006) consideram-na um espa&ccedil;o din&acirc;mico, onde ocorrem v&aacute;rios fen&ocirc;menos ps&iacute;quicos, culturais, singulares e coletivos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Moreira Jr. (2001), a Sala de Espera se configura como um espa&ccedil;o de conversa&ccedil;&atilde;o e troca de experi&ecirc;ncias, onde os pacientes e seus acompanhantes podem refletir sobre o processo de sa&uacute;de-doen&ccedil;a, ventilando os sentimentos e apropriando-se do processo de forma aut&ocirc;noma e ativa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ver&iacute;ssimo e Valle (2006) mencionam que as a&ccedil;&otilde;es em Sala de Espera s&atilde;o uma forma produtiva de ocupar um tempo ocioso nas institui&ccedil;&otilde;es, transformando os per&iacute;odos de espera em momentos de trabalho atrav&eacute;s do desenvolvimento de processos educativos e da troca de experi&ecirc;ncias comuns entre os usu&aacute;rios, possibilitando um preenchimento do tempo ocioso e um maior contato entre o usu&aacute;rio e a equipe de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rodrigues et al. (2009) defende que &eacute; atrav&eacute;s dos di&aacute;logos que acontecem na Sala de Espera que os profissionais de sa&uacute;de podem avaliar a condi&ccedil;&atilde;o do paciente e de seu acompanhante, interagir, desmistificar tabus e entender determinadas cren&ccedil;as que permeiam a doen&ccedil;a e o tratamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Sala de Espera &eacute; um espa&ccedil;o rotativo e heterog&ecirc;neo, com pacientes e acompanhantes de diferentes idades, realidades socioecon&ocirc;micas e locais de origem, com demandas e fases do tratamento tamb&eacute;m distintas. Exige do profissional manejo t&eacute;cnico e sensibilidade para possibilitar o atendimento da diversidade das demandas presentes e a exposi&ccedil;&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o dos sentimentos que estejam causando desconforto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A hospitaliza&ccedil;&atilde;o gera medo e ansiedade por conta do afastamento da vida cotidiana e das limita&ccedil;&otilde;es da patologia. Esses sentimentos s&atilde;o exacerbados quando os pacientes entram em contato com a realiza&ccedil;&atilde;o de exames invasivos e dolorosos, que s&atilde;o, em sua maioria, desconhecidos e produzem uma s&eacute;rie de fantasias e temores relacionados aos procedimentos e ao resultado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Martins et al. (2001) aponta que, em crian&ccedil;as hospitalizadas, as causas mais frequentes de ansiedade s&atilde;o as interna&ccedil;&otilde;es, cirurgias, agulhas e anestesias. A ansiedade, nesses casos, &eacute; vivenciada sob a forma de tens&atilde;o, nervosismo, preocupa&ccedil;&atilde;o, ang&uacute;stia e estresse psicol&oacute;gico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As crian&ccedil;as submetidas a procedimentos em centros cir&uacute;rgicos manifestam sua ansiedade atrav&eacute;s de comportamentos que expressam medo, tremor, p&acirc;nico e agita&ccedil;&atilde;o (Webber, 2010). Portanto, se faz necess&aacute;rio pensar em estrat&eacute;gias que prestem apoio e visem minimizar os temores e a ansiedade de pacientes e acompanhantes diante da realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos invasivos e dolorosos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido, &eacute; realizado no Centro Pedi&aacute;trico do C&acirc;ncer (CPC) do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) em Fortaleza/CE, um projeto de extens&atilde;o intitulado “Projeto Sala de Espera”, desenvolvido pelo Programa de Educa&ccedil;&atilde;o Tutorial (PET) do Curso de Psicologia da Universidade Federal do Cear&aacute; (UFC), em parceria com a Associa&ccedil;&atilde;o Peter Pan (APP). O PET foi criado pelo MEC e &eacute; composto por grupos tutoriais de aprendizagem que buscam proporcionar aos estudantes, sob orienta&ccedil;&atilde;o de um professor tutor, condi&ccedil;&otilde;es para a realiza&ccedil;&atilde;o de atividades extracurriculares que complementem sua forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O projeto teve in&iacute;cio em 2010 com interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas na Sala de Espera de Procedimentos Invasivos do centro cir&uacute;rgico do CPC nos momentos que antecedem os exames de mielograma, pun&ccedil;&atilde;o lombar, bi&oacute;psia &oacute;ssea e fundo de olho, realizados para investiga&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica ou controle do c&acirc;ncer. Esses exames possibilitam a promo&ccedil;&atilde;o e a preven&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da Psico-Oncologia Pedi&aacute;trica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir da experi&ecirc;ncia no “Projeto Sala de Espera”, percebeu-se a necessidade de realizar uma pesquisa para identificar o perfil e as demandas psicol&oacute;gicas de pacientes e acompanhantes da Sala de Espera de Procedimentos Invasivos do Centro Pedi&aacute;trico do C&acirc;ncer (CPC).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tanto os pacientes quanto os acompanhantes apresentam sinais de ansiedade e medo devido &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es que permeiam a realiza&ccedil;&atilde;o e o resultado dos procedimentos. Tal fato se deve, em parte, pelo desconhecimento da d&iacute;ade sobre o que se passa no centro cir&uacute;rgico, j&aacute; que pela metodologia assistencial os acompanhantes n&atilde;o assistem ao exame e os pacientes o realizam sob efeito de anestesia geral.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O per&iacute;odo pr&eacute;-diagn&oacute;stico do c&acirc;ncer infantil &eacute; causador de ansiedade, ang&uacute;stia e medo por parte dos familiares, pois muitos dos sinais e sintomas iniciais da doen&ccedil;a est&atilde;o tamb&eacute;m presentes em outras patologias infantis. Ap&oacute;s o diagn&oacute;stico, a crian&ccedil;a e a fam&iacute;lia passam por uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as em sua rotina, sendo fundamental que haja apoio por parte da equipe multiprofissional para minimizar a ang&uacute;stia e o desespero e eliminar as fantasias causadoras de sentimento de culpa nos pais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Valle e Ramalho (2008), o reconhecimento por parte da equipe do modo como a fam&iacute;lia encara o adoecimento do filho fortalece a rela&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculo e possibilita que a fam&iacute;lia se sinta integrada e acolhida neste novo ambiente que passar&aacute; a frequentar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O c&acirc;ncer caracteriza-se por ser uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica n&atilde;o transmiss&iacute;vel, que pode acometer qualquer pessoa em qualquer idade, sem distin&ccedil;&atilde;o de sexo, cultura, ra&ccedil;a ou n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico. Segundo Valle e Ramalho (2008), a cada ano, cerca de seis milh&otilde;es de novos casos s&atilde;o descobertos, sendo apenas 2% em crian&ccedil;as. Sabe-se que o termo c&acirc;ncer &eacute; utilizado para designar mais de uma centena de diferentes doen&ccedil;as, cada qual com seu progn&oacute;stico, origem, evolu&ccedil;&atilde;o e tratamento. Em crian&ccedil;as, os tipos de c&acirc;ncer mais comuns s&atilde;o as leucemias, os linfomas e alguns tumores s&oacute;lidos, como os do sistema nervoso central, neuroblastoma, tumor de Wilms e tumores &oacute;sseos (Valle &amp; Ramalho, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o diagn&oacute;stico do c&acirc;ncer confirmado, &eacute; necess&aacute;rio que se inicie um longo per&iacute;odo de tratamento, marcado por exames invasivos, interna&ccedil;&otilde;es e idas frequentes ao hospital. Al&eacute;m disso, muitas recomenda&ccedil;&otilde;es devem ser seguidas, a maioria delas relacionadas &agrave; boa alimenta&ccedil;&atilde;o e higieniza&ccedil;&atilde;o adequada do corpo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; indispens&aacute;vel que a fam&iacute;lia e o paciente sejam informados com detalhes acerca do funcionamento de todos os procedimentos, bem como sua finalidade, para que possam aderir e colaborar mais com o tratamento. A realiza&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es l&uacute;dicas e psicoeducativas s&atilde;o fundamentais para que possam compreender o processo de adoecimento pelo qual est&atilde;o passando.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gon&ccedil;alves (1998) destaca que os pacientes em Sala de Espera apresentam sofrimento ps&iacute;quico e necessitam compartilhar com algu&eacute;m este momento de espera. Ressalta que a escuta neste contexto pode refletir de forma positiva, proporcionando al&iacute;vio para o sofrimento ali manifestado. Para Rodrigues et al. (2009) as a&ccedil;&otilde;es em Sala de Espera amenizam o desgaste f&iacute;sico e emocional associado ao tempo de espera.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Costa Junior et al. (citado por Kohlsdorf, 2009) destacam a import&acirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es em Sala de Espera para auxiliar as crian&ccedil;as a lidar melhor com as quest&otilde;es pertinentes ao tratamento e &agrave; hospitaliza&ccedil;&atilde;o, indicando que essas atividades possibilitam “a amplia&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio de comportamentos colaborativos, de intera&ccedil;&atilde;o social e de adapta&ccedil;&atilde;o aos eventos adversos provenientes do tratamento” (p. 283).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As interven&ccedil;&otilde;es na Sala de Espera de Procedimentos Invasivos do CPC visam, nesse sentido, dar suporte emocional e proporcionar espa&ccedil;os de escuta, apoio, acolhimento e ludicidade aos pacientes e acompanhantes, no intuito de favorecer a exposi&ccedil;&atilde;o, elabora&ccedil;&atilde;o e ventila&ccedil;&atilde;o dos sentimentos relacionados aos procedimentos, bem como &agrave; doen&ccedil;a e ao tratamento de forma geral.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Procedimentos e estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica na sala de espera</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Ivancko (2004), o espa&ccedil;o da Sala de Espera &eacute; fundamental para dar acolhimento, suporte, esclarecimentos e orienta&ccedil;&otilde;es, amenizar a ansiedade e o medo, al&eacute;m de aliviar a pr&oacute;pria espera.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o objetivo de abra&ccedil;ar as dimens&otilde;es expostas acima, a execu&ccedil;&atilde;o do “Projeto Sala de Espera” pautou-se na realiza&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas: interven&ccedil;&otilde;es l&uacute;dicas, interven&ccedil;&otilde;es psicoeducativas e escuta; que a seguir ser&atilde;o discorridas com suas bases conceituais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Interven&ccedil;&otilde;es l&uacute;dicas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O brinquedo &eacute; um instrumento indispens&aacute;vel ao crescimento e desenvolvimento infantil, uma vez que estimula a imagina&ccedil;&atilde;o e a criatividade na crian&ccedil;a, al&eacute;m de possibilitar a viv&ecirc;ncia, cria&ccedil;&atilde;o e recria&ccedil;&atilde;o de diversas situa&ccedil;&otilde;es cotidianas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diversos estudos dedicam-se &agrave; explica&ccedil;&atilde;o do brinquedo enquanto potencializador do desenvolvimento. Segundo Vygotsky (1994), o brinquedo constitui-se como mediador da rela&ccedil;&atilde;o entre a crian&ccedil;a e o mundo, influenciando o modo como essas se relacionam e interagem. Para Bruner (1976), &eacute; atrav&eacute;s da brincadeira que as crian&ccedil;as s&atilde;o capazes de mimetizar situa&ccedil;&otilde;es cotidianas presentes no ambiente em que vivem e assim apreender o contexto cultural e as normas sociais sem press&atilde;o ou puni&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir da interven&ccedil;&atilde;o l&uacute;dica, a crian&ccedil;a pode expressar sentimentos agrad&aacute;veis e desagrad&aacute;veis e entender como funciona a rotina hospitalar, bem como todos os procedimentos que ter&aacute; que ser submetida, possibilitando sua ades&atilde;o ao tratamento. Al&eacute;m disso, a brincadeira ajuda tamb&eacute;m na forma&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculo entre os profissionais e a crian&ccedil;a hospitalizada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O brinquedo, no contexto hospitalar, n&atilde;o deve ser visto somente como elemento de distra&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, mas tamb&eacute;m como elemento humanizador das pr&aacute;ticas hospitalares e, portanto, fundamental &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Assim, tem fun&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, pois auxilia a crian&ccedil;a a atravessar a situa&ccedil;&atilde;o de hospitaliza&ccedil;&atilde;o, tornando-a menos dolorosa e possibilitando que diversos conte&uacute;dos sejam significados e ressignificados (Oliveira et al., 2003).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso, segundo Carvalho e Begnis (2006), a interven&ccedil;&atilde;o l&uacute;dica recupera a capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, aumentando sua resili&ecirc;ncia diante das transforma&ccedil;&otilde;es que ocorrem em sua vida durante o tratamento do c&acirc;ncer. A brincadeira reduz tens&atilde;o, raiva, frustra&ccedil;&atilde;o, conflito e ansiedade, e por isso &eacute; um elemento fundamental no contexto hospitalar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Psicoeduca&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Do mesmo modo, a psicoeduca&ccedil;&atilde;o mostra-se como uma importante ferramenta de interven&ccedil;&atilde;o no contexto oncol&oacute;gico, j&aacute; que o c&acirc;ncer infanto-juvenil evoca um alto n&iacute;vel de ansiedade, incerteza e estresse nos pacientes e seus familiares devido ao estigma e ao desconhecimento sobre a doen&ccedil;a e o tratamento (Macedo et al., 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido, acredita-se que fornecer explica&ccedil;&otilde;es corretas em linguagem consonante &agrave; idade e ao n&iacute;vel cognitivo do paciente propicia o entendimento da doen&ccedil;a de forma mais realista e adequada e menos causadora de ansiedade e fantasias. A realiza&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa se faz necess&aacute;ria, uma vez que possibilita a compreens&atilde;o dos pacientes acerca dos procedimentos, da hospitaliza&ccedil;&atilde;o e do tratamento, contribuindo para o fortalecimento de estrat&eacute;gias de autonomia no processo de adoecimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, a psicoeduca&ccedil;&atilde;o corrobora os pressupostos do SUS quando afirma que tanto paciente quanto acompanhante t&ecirc;m o direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o acerca do adoecimento, do tratamento, assim como da hospitaliza&ccedil;&atilde;o e seus processos, respeitando-se o n&iacute;vel cognitivo e escolar da crian&ccedil;a, do adolescente e acompanhante. Al&eacute;m disso, pode ajudar no ajustamento emocional, na cria&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de enfrentamento, na colabora&ccedil;&atilde;o e ades&atilde;o ao tratamento e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida do paciente e acompanhante, tornando-os mais protagonistas (Souza et al., 2009).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Escuta</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na psicoeduca&ccedil;&atilde;o e nos momentos de interven&ccedil;&atilde;o l&uacute;dica, al&eacute;m da utiliza&ccedil;&atilde;o em outros contextos, a escuta mostra-se como uma ferramenta, por excel&ecirc;ncia, da atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo; e no contexto hospitalar visa, dentre outros pontos, a diminui&ccedil;&atilde;o dos sintomas que se manifestam no processo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o e possibilita que os pacientes manifestem e elaborem seus sentimentos relativos ao processo de adoecimento e de tratamento (Barreto, Deon &amp; Gregoleti, 2012).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Christo e Traesel (2009), a escuta psicol&oacute;gica no hospital atua para minimizar a ang&uacute;stia e ansiedade, possibilitando a ressignifica&ccedil;&atilde;o de viv&ecirc;ncias dolorosas. Gurgel e Lage (2013) defendem que o papel do psic&oacute;logo no hospital ocorre atrav&eacute;s da escuta qualificada e diferenciada. A escuta d&aacute;-se de forma verbal e n&atilde;o verbal atrav&eacute;s de palavras, de gestos e do brincar, para que os pacientes possam expressar seus sentimentos, tirar suas d&uacute;vidas e dar significado aos acontecimentos, tornando-se, portanto, sujeitos ativos diante do seu processo de sa&uacute;de-doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escuta psicol&oacute;gica possibilita a express&atilde;o dos sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es que causam desconforto, permitindo a elabora&ccedil;&atilde;o e ressignifica&ccedil;&atilde;o das viv&ecirc;ncias doloridas e angustiantes. O momento da escuta &eacute; crucial para possibilitar a express&atilde;o dos sentimentos e viv&ecirc;ncias referentes &agrave; doen&ccedil;a e ao tratamento, favorecendo a manifesta&ccedil;&atilde;o dos medos, temores e ang&uacute;stia (Christo &amp; Traesel, 2009). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta pesquisa foi resultado das interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas realizadas pelas extensionistas do “Projeto Sala de Espera”. Trata-se de um estudo transversal descritivo, de abordagem quantitativa. Foi realizada uma coleta de dados sociodemogr&aacute;ficos e assistenciais de pacientes e acompanhantes que frequentaram a Sala de Espera de Procedimentos Invasivos do Centro Pedi&aacute;trico do C&acirc;ncer (CPC) do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) - Fortaleza/CE no per&iacute;odo de 01/09/2011 a 31/08/2012. Calculou-se a frequ&ecirc;ncia absoluta e relativa dos dados para obter a porcentagem dos mesmos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A coleta foi realizada por meio do preenchimento da folha de registro, a qual &eacute; intitulada “Registro de Interven&ccedil;&atilde;o da Sala de Espera de Procedimentos”. Tal documento &eacute; padronizado e de uso exclusivo e cotidiano da equipe de Psicologia (Anexo I).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Salienta-se que as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas analisadas atrav&eacute;s dos registros foram: sexo, idade, escolaridade, naturalidade e parentesco entre paciente e acompanhante. Al&eacute;m disso, foram coletadas informa&ccedil;&otilde;es m&eacute;dico-assistenciais: exame submetido e sua finalidade e, em caso de controle do c&acirc;ncer, os tipos. As vari&aacute;veis assistenciais inclu&iacute;ram as interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas mais solicitadas por pacientes e acompanhantes. A coleta de tais dados objetivou conhecer o perfil e as demandas psicol&oacute;gicas de pacientes e acompanhantes da Sala de Espera do CPC, no intuito de adequar a abordagem e as interven&ccedil;&otilde;es da equipe de Psicologia ao p&uacute;blico assistido no local.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As extensionistas do “Projeto Sala de Espera” realizaram interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas com pacientes e acompanhantes duas vezes por semana durante o per&iacute;odo supracitado. O local caracteriza-se por ser a antessala que precede a entrada das crian&ccedil;as para a submiss&atilde;o em exames m&eacute;dicos – mielograma, bi&oacute;psia &oacute;ssea, fundo de olho ou pun&ccedil;&atilde;o lombar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O projeto foi inscrito na Plataforma Brasil e obteve aprova&ccedil;&atilde;o de n&uacute;mero 103.032 pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa com seres humanos do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), do qual o Centro Pedi&aacute;trico do C&acirc;ncer &eacute; <a href="#anexo01">Anexo 1</a>. O comit&ecirc; &eacute; composto por colegiado multiprofissional e recebeu autoriza&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pesquisa (CONEP) em 1998 para iniciar seu funcionamento, obtendo sua &uacute;ltima renova&ccedil;&atilde;o em 2013 (carta circular n&ordm; 162/2013). Ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o do projeto pelo referido comit&ecirc;, a pesquisa foi realizada de modo a garantir o sigilo quanto &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o dos sujeitos. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo objetiva trazer benef&iacute;cios &agrave; comunidade cient&iacute;fica e aos envolvidos na pesquisa, atrav&eacute;s do entendimento de qual &eacute; o perfil dos assistidos pelas interven&ccedil;&otilde;es do Projeto e qual o impacto dessas no processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a dos pacientes e seus acompanhantes, possibilitando a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e a proposi&ccedil;&atilde;o de melhorias e/ou cria&ccedil;&atilde;o de programas de aten&ccedil;&atilde;o para esses e outros profissionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Obteve-se um total de 505 atendimentos registrados a partir das interven&ccedil;&otilde;es na Sala de Espera, realizados pela equipe de Psicologia do CPC, no per&iacute;odo de setembro de 2011 a agosto de 2012.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo de an&aacute;lise quantitativa dos dados permitiu a identifica&ccedil;&atilde;o do perfil sociodemogr&aacute;fico dos frequentadores da Sala de Espera. Em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo dos pacientes n&atilde;o se notou discrep&acirc;ncias entre os mesmos, sendo o sexo masculino 50,30% e o sexo feminino 49,70%. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria dos pacientes, obteve-se uma maior porcentagem das crian&ccedil;as com idade de 3 a 6 anos (41,58%), seguida pela idade de 11 anos ou mais (21,78%). No tocante &agrave; proced&ecirc;ncia dos pacientes, constatou-se que a maioria (62%) prov&eacute;m do interior do estado do Cear&aacute;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o aos acompanhantes, 85,05% s&atilde;o m&atilde;es, seguidos dos (as) tios (as) com 4,84%, av&oacute;s 1,89% e pai 1,05%. Referente &agrave; faixa et&aacute;ria desses acompanhantes, 72,48% estavam entre 19 e 40 anos. Em rela&ccedil;&atilde;o ao grau de escolaridade, 38% possuem o ensino fundamental completo e 36% o ensino m&eacute;dio completo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tamb&eacute;m foram analisados registros referentes aos exames e a sua finalidade – investiga&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica ou controle da doen&ccedil;a. Quanto aos exames, 43% dos pacientes realizaram pun&ccedil;&atilde;o lombar, 28% mielograma, seguidos de 10% com exame de fundo de olho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto &agrave; finalidade dos exames, 63% realizaram os exames para controle da doen&ccedil;a e 31% para fins diagn&oacute;sticos. Dos pacientes que estavam realizando tratamento para o c&acirc;ncer, identificou-se: leucemias (66%), tumores s&oacute;lidos (17%), linfomas (3%) e n&atilde;o souberam informar (13%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise dos registros da assist&ecirc;ncia, referente &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es realizadas pela Psicologia na Sala de Espera, identificou: interven&ccedil;&otilde;es l&uacute;dicas (41,18%), escuta psicol&oacute;gica (16,23%), interven&ccedil;&otilde;es mistas (33,86%) nos casos em que pacientes e/ou acompanhantes demandavam mais de um tipo de interven&ccedil;&atilde;o em um mesmo atendimento, interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa (3,56%). Das interven&ccedil;&otilde;es l&uacute;dicas, 55,28% foram realizadas com os pacientes e 39,90% com as d&iacute;ades, ou seja, atendimentos em que pacientes e acompanhantes interagiram por meio do l&uacute;dico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir dos resultados obtidos, pode-se observar alguns aspectos importantes no que diz respeito ao perfil de pacientes e acompanhantes que frequentaram a Sala de Espera do Centro Pedi&aacute;trico do C&acirc;ncer.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto aos pacientes, constatou-se que a maioria est&aacute; na primeira inf&acirc;ncia, o que implica em um per&iacute;odo de desenvolvimento da capacidade cognitiva e da sociabilidade do indiv&iacute;duo, ocorrendo tamb&eacute;m a organiza&ccedil;&atilde;o do self e dos processos psicol&oacute;gicos b&aacute;sicos (Fonagy & Target, 1997; Piaget &amp; Inhelder, 1999).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As d&iacute;ades provindas do interior do Estado s&atilde;o maioria, o que implica que, ao iniciar o tratamento, h&aacute; distanciamento de seu l&oacute;cus central de sociabilidade e produ&ccedil;&atilde;o de subjetividade. Tal fato pode ocasionar tristeza, sentimentos de n&atilde;o pertencimento e desamparo, despersonaliza&ccedil;&atilde;o e labilidade emocional, dentre outros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A figura materna, como apontam os resultados, ainda atua no papel de cuidadora principal da crian&ccedil;a adoecida (Lopes &amp; Valle, 2001). Desse modo, ocorre reorganiza&ccedil;&atilde;o dos pap&eacute;is familiares, tornando-se comum que o cuidado recaia sobre o filho adoecido e os demais sintam-se abandonados e desprotegidos; assim as m&atilde;es sentem-se culpadas por n&atilde;o dar aten&ccedil;&atilde;o aos demais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escolaridade dos acompanhantes, foi observado que a maioria cursou at&eacute; o ensino fundamental, muitas vezes n&atilde;o conseguindo conclu&iacute;-lo. Esse dado mostra que a abordagem ao acompanhante pela equipe deve ser condizente ao seu n&iacute;vel de escolaridade e cogni&ccedil;&atilde;o. Principalmente durante as interven&ccedil;&otilde;es psicoeducativas, &eacute; necess&aacute;rio que as informa&ccedil;&otilde;es sejam repassadas de modo claro e com linguagem acess&iacute;vel para que n&atilde;o se torne ainda mais ansiog&ecirc;nica e geradora de falsos entendimentos no acompanhante.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maioria dos pacientes j&aacute; se encontra em fase de tratamento, o que significa repeti&ccedil;&atilde;o dos procedimentos de pun&ccedil;&atilde;o lombar e poss&iacute;vel revivesc&ecirc;ncia da ansiedade e do medo, relacionada tanto &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento quanto ao seu resultado. Tal constata&ccedil;&atilde;o sinaliza para a equipe de Psicologia a necessidade de adequar suas interven&ccedil;&otilde;es para esse p&uacute;blico, visando &agrave; escuta das demandas e a realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho de psicoeduca&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dos registros analisados, uma parcela significativa (31%) realiza o exame pela primeira vez, a fim de obter um diagn&oacute;stico. Tem-se observado no cotidiano dos atendimentos que essas d&iacute;ades chegam &agrave; Sala de Espera com um elevado n&iacute;vel de ansiedade, visto que se encontram em um per&iacute;odo de crise, instalada a partir da possibilidade do diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer, deixando-as temerosas frente ao exame desconhecido e ao seu resultado. Por esses motivos, o atendimento a esse p&uacute;blico possibilita acolhimento e esclarecimento de d&uacute;vidas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o aos dados assistenciais, observou-se que as interven&ccedil;&otilde;es l&uacute;dicas s&atilde;o as principais realizadas na Sala de Espera com os pacientes. Tal interven&ccedil;&atilde;o possibilita &agrave; crian&ccedil;a um momento de ludicidade e descontra&ccedil;&atilde;o, atuando como uma estrat&eacute;gia n&atilde;o medicamentosa que ajuda a diminuir a ansiedade e o medo, ao mesmo tempo em que representa uma tentativa de constru&ccedil;&atilde;o e recria&ccedil;&atilde;o da realidade. O instrumento l&uacute;dico tamb&eacute;m &eacute; potencializador do estreitamento das rela&ccedil;&otilde;es entre m&atilde;e e filho, quando a d&iacute;ade interage mediante o l&uacute;dico (Affonso, 2012).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m da longa espera e do medo frente ao exame, a crian&ccedil;a tem que estar em jejum por muitas horas. Por esses motivos, &eacute; fundamental a presen&ccedil;a de instrumentos l&uacute;dicos que possam atenuar os diversos elementos estressores do local.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso, contribui para a desmistifica&ccedil;&atilde;o do ambiente hospitalar, muitas vezes percebido como hostil e angustiante (Carvalho &amp; Begnis, 2006). Nesse sentido, as interven&ccedil;&otilde;es l&uacute;dicas realizadas na Sala de Espera visam &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o do paciente, contribuindo para o seu bem-estar biopsicossocial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O brinquedo livre foi o modelo utilizado pelas extensionistas na Sala de Espera, na qual a crian&ccedil;a tinha liberdade para escolher o material l&uacute;dico que desejava brincar. Observou-se que a maioria das brincadeiras apresentaram composi&ccedil;&otilde;es grupais, visto que as crian&ccedil;as costumavam brincar formando a rela&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a-adulto-crian&ccedil;a, ou seja, brincando entre si com o aux&iacute;lio de uma extensionista ou de seus acompanhantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido, brincavam na busca de intera&ccedil;&atilde;o social, desenvolvendo a&ccedil;&otilde;es que envolviam sentimentos, como amizade, cumplicidade e afinidade. Poucas vezes se observou brincadeiras com manifesta&ccedil;&otilde;es de agressividade e disputa. As brincadeiras que mais predominaram foram as de realidade, quando as crian&ccedil;as brincavam de imitar pap&eacute;is sociais com bonecos, kit-m&eacute;dico, utens&iacute;lios dom&eacute;sticos; de montagem, sendo mais frequente pe&ccedil;as de pl&aacute;stico que se encaixam e quebra-cabe&ccedil;as; e de express&atilde;o livre, os desenhos e as pinturas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As a&ccedil;&otilde;es de escuta na execu&ccedil;&atilde;o do “Projeto Sala de Espera” foram realizadas, em sua maioria (62,19%), com os acompanhantes que trouxeram demandas, como o medo dos procedimentos, cansa&ccedil;o da espera para a realiza&ccedil;&atilde;o dos exames, quest&otilde;es de din&acirc;mica familiar, culpa diante do adoecimento e mecanismos de enfrentamento da doen&ccedil;a. No espa&ccedil;o da Sala de Espera, a escuta psicol&oacute;gica funcionou como interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, no estabelecimento do contato emp&aacute;tico, na possibilidade de acolhimento da d&iacute;ade que chegava at&eacute; a equipe com sofrimento ps&iacute;quico ou desconforto emocional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os procedimentos invasivos aos quais as crian&ccedil;as s&atilde;o submetidas configuram-se como mais um aspecto ansiog&ecirc;nico do adoecer, principalmente quando n&atilde;o se tem conhecimentos claros e concisos a respeito deles. No contexto vivenciado na Sala de Espera do CPC, constatou-se que tal fato decorre, em parte, do desconhecimento da d&iacute;ade sobre o que se passa no centro cir&uacute;rgico, j&aacute; que os acompanhantes n&atilde;o s&atilde;o autorizados a assistir ao exame e os pacientes o realizam sob efeito de anestesia geral.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, a realiza&ccedil;&atilde;o dos exames &eacute; carregada de fantasias e medos que geram grande ansiedade e dificultam a realiza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos. Nessa pesquisa, constatou-se que 3,56% das interven&ccedil;&otilde;es foram psicoeducativas, o que possibilitou a compreens&atilde;o dos pacientes e acompanhantes acerca dos procedimentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir da experi&ecirc;ncia com o “Projeto Sala de Espera” e da realiza&ccedil;&atilde;o da referida pesquisa, pode-se constatar que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo dos pacientes. A maioria deles se encontrava na faixa et&aacute;ria de 3 a 6 anos de idade, era proveniente do interior do estado do Cear&aacute; e em tratamento para leucemias. Dos acompanhantes, a maioria eram m&atilde;es entre 19 e 40 anos de idade com ensino fundamental completo. Os pacientes eram submetidos constantemente a procedimentos invasivos que podiam gerar diversas rea&ccedil;&otilde;es emocionais, principalmente medo, estresse, ansiedade e tristeza.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas realizadas foram, em sua maioria, l&uacute;dicas, seguidas de escuta psicol&oacute;gica e psicoeduca&ccedil;&atilde;o, proporcionando &agrave; d&iacute;ade compreens&atilde;o e ressignifica&ccedil;&atilde;o dos processos inerentes ao adoecimento, o fortalecimento dos mecanismos de enfrentamento da doen&ccedil;a, do tratamento e da hospitaliza&ccedil;&atilde;o, bem como dos v&iacute;nculos entre paciente, acompanhante e profissional da sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com os objetivos alcan&ccedil;ados, os resultados da pesquisa permitiram ao “Projeto Sala de Espera” e ao servi&ccedil;o de Psicologia do CPC focalizar interven&ccedil;&otilde;es adequadas &agrave; idade, contexto social e escolaridade dos pacientes e acompanhantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A import&acirc;ncia das interven&ccedil;&otilde;es psicoeducativas no &acirc;mbito da Sala de Espera, face &agrave; grande demanda de pacientes e acompanhantes pelo conhecimento dos exames invasivos, motivou a equipe de Psicologia a construir um &aacute;lbum seriado l&uacute;dico, intitulado “Conversando sobre os exames: &aacute;lbum seriado para a Sala de Espera”, que teve por objetivo facilitar e subsidiar atendimentos psicoeducativos, tornando-se um importante instrumento mediador em tais interven&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A atua&ccedil;&atilde;o da equipe de Psicologia na Sala de Espera do CPC tem se mostrado um constante desafio, dada as particularidades do local de atua&ccedil;&atilde;o, dos pacientes e dos acompanhantes que revivem a experi&ecirc;ncia dolorosa dos exames invasivos. Desse modo, as interven&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m contribu&iacute;do para o fortalecimento de estrat&eacute;gias de enfrentamento da doen&ccedil;a, constituindo-se como ferramenta fundamental de apoio &agrave;s d&iacute;ades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, ansiamos que esse trabalho possa auxiliar no desenvolvimento e fortalecimento de outros programas de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de infanto-juvenil, atentando para as quest&otilde;es aqui levantadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><B>Refer&ecirc;ncias </B></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Afonso, R. M. L. (2012) <i>Ludodiagn&oacute;stico: investiga&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica atrav&eacute;s do brinquedo</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071749&pid=S1516-0858201300020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Barreto, J. B. M., Deon, T. M. P., &amp; Gregoleti, V. (2012) Percep&ccedil;&atilde;o de familiares dos pacientes oncol&oacute;gicos que frequentam o Hospital Universit&aacute;rio Santa Terezinha de Joa&ccedil;aba-SC sobre a psico – oncologia. <i>Unesco &amp; Ci&ecirc;ncia, 3</i>(1), 75-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071751&pid=S1516-0858201300020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bruner, J. (1976) <i>Uma nova teoria de aprendizagem</i>. Rio de Janeiro: Edi&ccedil;&otilde;es Bloch.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071753&pid=S1516-0858201300020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Carvalho, A. M. &amp; Begnis, J. G. (2008) Brincar em unidades de atendimento pedi&aacute;trico: aplica&ccedil;&otilde;es e perspectivas. <i>Psicologia em estudo, 11</i>(1), 109-117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071755&pid=S1516-0858201300020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Christo, Z. M. de &amp; Traesel, E. S. (2009) Aspectos Psicol&oacute;gicos do Paciente Oncol&oacute;gico e a Atua&ccedil;&atilde;o da Psico-Oncologia no Hospital. <i>Disciplinarum Scientia, 10</i>(1), 75-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071757&pid=S1516-0858201300020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De Marco, M. A., Abud, C. C., Lucchese, A. C., &amp; Zimmermann, V. B. (2012) <i>Psicologia m&eacute;dica: abordagem integral do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071759&pid=S1516-0858201300020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fonagy, P. (1999) Transgenerational consistencies of attachment: A new theory. <i>Revista de Psicoan&aacute;lisis, 3</i>. Recuperado em 30 de novembro de 2013, de <a href="http://psychematters.com/papers/fonagy2.htm">http://psychematters.com/papers/fonagy2.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071761&pid=S1516-0858201300020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fonagy, P. &amp; Target, M. (1997) Attachment and reflective function: Their role in self-organization. <i>Developmentand Psychopathology, 9</i>(4), 679-700.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071763&pid=S1516-0858201300020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gon&ccedil;alves, S. A. (1998) <i>Reflex&otilde;es sobre os Aspectos Psicol&oacute;gicos de Pacientes em Sala de Espera de uma Enfermaria Cir&uacute;rgica.</i> Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso, Hospital das Cl&iacute;nicas, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071765&pid=S1516-0858201300020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gurgel, L. A. &amp; Lage, A. M. V. (2013) Atua&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica na assist&ecirc;ncia &agrave; crian&ccedil;a com c&acirc;ncer: da preven&ccedil;&atilde;o aos cuidados paliativos. <i>Revista de Psicologia, 4</i>(1), 83-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071767&pid=S1516-0858201300020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ivancko, S. M. (2004) E o tratamento se inicia na Sala de Espera...In: Angerami – Camon, V. A. 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Casa do Psic&oacute;logo: S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071773&pid=S1516-0858201300020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Macedo, C. R., Andrade, P. R., Barbosa, T. R., Hoffmann, M. V., &amp; Silva, F. A. C. (2009) Representa&ccedil;&atilde;o do processo de adoecimento de crian&ccedil;as e adolescentes oncol&oacute;gicos junto aos familiares. <i>Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, 13</i>(2), 334-341.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071775&pid=S1516-0858201300020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Martins, M. R., Ribeiro, C. A., Borba, R. I. H., &amp; Silva, C. V. (2001) Protocolo de preparo da crian&ccedil;a pr&eacute;-escolar para pun&ccedil;&atilde;o venosa, com utiliza&ccedil;&atilde;o do brinquedo terap&ecirc;utico. <i>Revista Latino-americana de Enfermagem, 9</i>(2), 76-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071777&pid=S1516-0858201300020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Moreira Jr., C. S. M. (2001) <i>Grupo de Sala de Espera em ambulat&oacute;rio de geriatria: a produ&ccedil;&atilde;o de sentidos sobre o envelhecimento humano</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Instituto de Psicologia, Universidade De S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071779&pid=S1516-0858201300020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Oliveira, S. S. G., Dias, M. G. B. B., &amp; Roazzi, A. (2003) O l&uacute;dico e suas implica&ccedil;&otilde;es nas estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es em crian&ccedil;as hospitalizadas.<i> Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 16</i>(1), 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071781&pid=S1516-0858201300020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Piaget, J. &amp; Inhelder, B. (1999). <i>A psicologia da crian&ccedil;a.</i> Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071783&pid=S1516-0858201300020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rodrigues, A. D., Dallanora, C. R., Rosa, J. &amp; Germani, A. R. M. (2009) Sala De Espera: Um Ambiente Para Efetivar A Educa&ccedil;&atilde;o Em Sa&uacute;de. <i>Viv&ecirc;ncias, 5</i>(7), 101-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071785&pid=S1516-0858201300020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Souza, L., Figueiredo, A. L., Junior, J. C. D., &amp; Argimon, I. I. L. (2009) O uso da psicoeduca&ccedil;&atilde;o no tratamento do transtorno bipolar. <i>Revista brasileira de terapia comportamental cognitiva, 11</i>(1), 15-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071787&pid=S1516-0858201300020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Teixeira, E. R. & Veloso, R. C. (2006) O grupo em sala de espera: territ&oacute;rio de pr&aacute;ticas e representa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de. <i>Texto &amp; Contexto Enfermagem, 15</i>(2), 320-325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071789&pid=S1516-0858201300020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Valle, E. R. M. (2001) <i>Psico-oncologia Pedi&aacute;trica</i>. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071791&pid=S1516-0858201300020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Valle, E. R. N. &amp; Ramalho, M. A. N. (2008) C&acirc;ncer Infantil: a dif&iacute;cil trajet&oacute;ria. In Carvalho, V. A. &amp; Franco, M. H. 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(2006) A experi&ecirc;ncia vivida por pessoas com tumor cerebral e por seus familiares. <i>Psicologia Argumenta, 24</i>(45), 45-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071795&pid=S1516-0858201300020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vygotsky, L. S. (1994) <i>A Forma&ccedil;&atilde;o Social da Mente</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071797&pid=S1516-0858201300020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Weber, F. S. (2010) A influ&ecirc;ncia da atividade l&uacute;dica sobre a ansiedade da crian&ccedil;a durante o per&iacute;odo pr&eacute;-operat&oacute;rio no centro cir&uacute;rgico ambulatorial. <i>Jornal de Pediatria, 86</i>(3), 209-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3071799&pid=S1516-0858201300020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Registro de interven&ccedil;&otilde;es na sala de espera de procedimentos</b></font></p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><a href="#anexo01"><b>ANEXO 1</b></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="anexo01"></a><img src="/img/revistas/rsbph/v16n2/1a02f2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><img src="/img/revistas/rsbph/v16n2/seta.gif"><a name="end"></a><a href="#enda">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a>    <br>   Tainara Vasconcelos de Alc&acirc;ntara     <br>   <i>E-mail</i>: <a href="mailto:tainaralcantara@gmail.com">tainaralcantara@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="*a"></a><sup><a href="#*">*</a></sup> Psic&oacute;loga graduada pela Universidade Federal do Cear&aacute;. Email: <a href="mailto:tainaralcantara@gmail.com">tainaralcantara@gmail.com</a>    <br>       <a name="**a"></a><sup><a href="#**">**</a></sup> Graduanda em Psicologia pela Universidade Federal do Cear&aacute;. Email: <a href="mailto:juliashioga@hotmail.com">juliashioga@hotmail.com</a>    <br>       <a name="***a"></a><sup><a href="#***">***</a></sup> Psic&oacute;loga Residente em Pediatria pela Escola de Sa&uacute;de P&uacute;blica do Cear&aacute; – Hospital Infantil Albert Sabin. Email:<a href="mailto:mjulianavlima@hotmail.com">mjulianavlima@hotmail.com</a>     <br>       <a name="****a"></a><sup><a href="#****">****</a></sup> Doutora em Psicologia Cl&iacute;nica pelo Universit&eacute; Paris Descartes, Professora titular da Universidade Federal do Cear&aacute;. Email: <a href="mailto:anamvlage@yahoo.com.br">anamvlage@yahoo.com.br</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>       <a name="*****a"></a><sup><a href="#*****">*****</a></sup>Psic&oacute;loga coordenadora da unidade de Psicologia do Centro Pedi&aacute;trico do C&acirc;ncer – Hospital Infantil Albert Sabin. Email: <a href="mailto:anice_holanda@hotmail.com">anice_holanda@hotmail.com</a>    <br>           <br>   Apoio Institucional: Programa de Educa&ccedil;&atilde;o Tutorial e Hospital Infantil Albert Sabin.</font></p>      ]]></body>
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