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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comunicação de más notícias: repercussões emocionais em médicos de um hospital de oncologia em Recife-PE]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A cancer diagnosis can bring emotional repercussions to those who receive as well as those who communicate it. Breaking bad news is part of the routine in oncological medicine practice and many doctors face difficulties during this process. In this study we have aimed to understand how breaking bad news emotionally affects doctors who communicates them and apprehend their experienced feelings as well as difficulties faced in this process. The research has been of qualitative nature and was made in a referral oncological hospital. The sample was composed of seven surgeons from the mastology and head and neck outpatient clinics. We conducted semi-structured interviews with each of the participants, which were then analysed through the categorical content analysis method. We found four categories through the analysis: desire that the patient suffer less, the empathy towards patients, the mobilization related to the young patient, and the experience and the relation with communication. The results show that doctors want to reduce patient's suffering, experience sadness and anguish feelings with communication, feel empathy with cancer patients and also suffer from emotional distance in doctor-patient relationship. Studies that go deeper on feelings experienced by doctors are suggested as a proposal for further research.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias: repercuss&otilde;es emocionais em m&eacute;dicos    de um hospital de oncologia em Recife-PE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Breaking bad    news: emotional repercussions in doctors at an oncological hospital in Recife-PE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Thais Gomes    Pinto Ribeiro<sup>I</sup>; Taciana Maria da Silva<sup>II</sup>; Nildienny Alves    da Silva<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Hospital    de C&acirc;ncer de Pernambuco - Recife/PE - <u><a href="mailto:thais.gpr@gmail.com">thais.gpr@gmail.com</a></u>    <br>   <sup>II</sup>Hospital de C&acirc;ncer de Pernambuco - Recife/PE - <u><a href="mailto:tacianams30@gmail.com">tacianams30@gmail.com</a></u>    <br>   <sup>III</sup>Hospital de C&acirc;ncer de Pernambuco - Recife/PE - <u><a href="mailto:nildienny.alves@hotmail.com">nildienny.alves@hotmail.com</a></u></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O diagn&oacute;stico    de c&acirc;ncer pode trazer repercuss&otilde;es emocionais para quem o recebe    e para quem o comunica. A comunica&ccedil;&atilde;o dessas not&iacute;cias faz    parte do cotidiano de m&eacute;dicos na oncologia, e muitos encontram dificuldades    nesse processo. Este estudo teve como objetivo compreender como a comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias repercute emocionalmente em m&eacute;dicos que    a realizam, percebendo os sentimentos vivenciados por esses profissionais, bem    como dificuldades enfrentadas nesse momento. A pesquisa possui car&aacute;ter    qualitativo e foi realizada com uma amostra de sete m&eacute;dicos cirurgi&otilde;es    de um hospital de oncologia de Recife-PE. Os participantes faziam parte dos    ambulat&oacute;rios de mastologia e cirurgia de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o    da institui&ccedil;&atilde;o. A coleta foi feita atrav&eacute;s de entrevistas    semiestruturadas, e a an&aacute;lise dos dados deu-se por meio da t&eacute;cnica    de an&aacute;lise de conte&uacute;do categorial. Obteve-se quatro categorias    de an&aacute;lise: desejo que o paciente sofra menos; a empatia em rela&ccedil;&atilde;o    aos pacientes; a mobiliza&ccedil;&atilde;o relacionada ao paciente jovem e a    experi&ecirc;ncia; e a rela&ccedil;&atilde;o com a comunica&ccedil;&atilde;o.    Foi percebido que os m&eacute;dicos desejam diminuir o sofrimento do paciente,    vivenciam sentimento de tristeza e ang&uacute;stia com a comunica&ccedil;&atilde;o,    sentem empatia com os pacientes oncol&oacute;gicos e tamb&eacute;m sofrem com    o distanciamento afetivo na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>:    rela&ccedil;&otilde;es m&eacute;dico-paciente; oncologia; psicologia</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A cancer diagnosis    can bring emotional repercussions to those who receive as well as those who    communicate it. Breaking bad news is part of the routine in oncological medicine    practice and many doctors face difficulties during this process. In this study    we have aimed to understand how breaking bad news emotionally affects doctors    who communicates them and apprehend their experienced feelings as well as difficulties    faced in this process. The research has been of qualitative nature and was made    in a referral oncological hospital. The sample was composed of seven surgeons    from the mastology and head and neck outpatient clinics. We conducted semi-structured    interviews with each of the participants, which were then analysed through the    categorical content analysis method. We found four categories through the analysis:    desire that the patient suffer less, the empathy towards patients, the mobilization    related to the young patient, and the experience and the relation with communication.    The results show that doctors want to reduce patient's suffering, experience    sadness and anguish feelings with communication, feel empathy with cancer patients    and also suffer from emotional distance in doctor-patient relationship. Studies    that go deeper on feelings experienced by doctors are suggested as a proposal    for further research.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>:    physician-patient relations; oncology; psychology</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O c&acirc;ncer    &eacute; um conjunto de mais de 100 doen&ccedil;as que t&ecirc;m em comum o    crescimento desordenado de c&eacute;lulas com a capacidade de invadir tecidos    e &oacute;rg&atilde;os vizinhos. &Eacute; caracterizado como doen&ccedil;a cr&ocirc;nica    e possui alta mortalidade, sendo a primeira causa de morte em pa&iacute;ses    em desenvolvimento (Instituto Nacional do C&acirc;ncer [INCA], 2019a). Estima-se    para 2020 a ocorr&ecirc;ncia de 685 mil casos novos de c&acirc;ncer no Brasil    (INCA, 2019b). O avan&ccedil;o da medicina permitiu que o c&acirc;ncer pudesse    ser tratado de diversas formas, incluindo quimioterapia, radioterapia, cirurgia    e imunoterapia (INCA, 2019a).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O diagn&oacute;stico    de c&acirc;ncer, apesar do avan&ccedil;o da medicina e tratamentos, ainda &eacute;    permeado de ideias que atravessam o imagin&aacute;rio das pessoas em torno da    doen&ccedil;a. As concep&ccedil;&otilde;es de c&acirc;ncer foram socio-historicamente    constru&iacute;das de forma a atribuir sentidos negativos &agrave; doen&ccedil;a    (Silva, 2005). O c&acirc;ncer &eacute; visto como doen&ccedil;a incur&aacute;vel    e terminal e pode, em alguns casos, de fato, o ser. Receber esse diagn&oacute;stico    pode afetar o estado emocional dos pacientes de forma a perceberem uma mudan&ccedil;a    completa em suas vidas, despertando sentimentos como medo e ang&uacute;stia    (Salci, Sales &amp; Marcon, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A m&aacute; not&iacute;cia    foi definida pelo oncologista Buckman (1992) como qualquer not&iacute;cia que,    de forma negativa, possa envolver uma altera&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica    na vis&atilde;o e perspectiva de futuro do paciente. Segundo Ostermann e Frezza    (2017), a m&aacute; not&iacute;cia ser&aacute; considerada como tal, se tiver    um sentido negativo para o paciente. Pode tomar forma em informa&ccedil;&otilde;es    como, por exemplo, o diagn&oacute;stico de uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica como    o c&acirc;ncer.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para muitos profissionais    m&eacute;dicos pode ser dif&iacute;cil lidar com esse momento vivenciado pelo    paciente e realizar a comunica&ccedil;&atilde;o inicial diagn&oacute;stica.    O profissional precisa estar preparado para lidar com as diversas rea&ccedil;&otilde;es    que podem ocorrer nos pacientes, tais como manifesta&ccedil;&otilde;es de ansiedade,    medo e ang&uacute;stia diante das perspectivas futuras do adoecimento, consequ&ecirc;ncias    do tratamento, sintomas apresentados e possibilidade de morte iminente (Ferreira,    Bicalho, Neves, Menezes, Silva, Faier, &amp; Machado 2017; Menezes, Schulz &amp;    Peres, 2012).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A comunica&ccedil;&atilde;o    entre paciente e m&eacute;dico muitas vezes se mostra comprometida. Alguns fatores    est&atilde;o envolvidos nesse contexto que dificultam essa comunica&ccedil;&atilde;o    e por vezes, o paciente permanece com d&uacute;vidas e pouca compreens&atilde;o    sobre a informa&ccedil;&atilde;o recebida. Dentre as dificuldades presentes    &eacute; poss&iacute;vel citar a rapidez do tempo profissional, dificuldades    na adapta&ccedil;&atilde;o do uso de jarg&otilde;es t&eacute;cnicos e o receio    de enfrentar a rea&ccedil;&atilde;o do paciente. Isso pode resultar em uma dificuldade    de gerir a situa&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o de forma geral    (Monteiro &amp; Quintana, 2016; Pereira, 2005).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os m&eacute;dicos    podem manifestar rea&ccedil;&otilde;es emocionais ao contar a not&iacute;cia.    &Eacute; poss&iacute;vel que vivenciem diversos sentimentos advindos desse momento,    como o desconforto diante da pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o,    ou ainda um desconforto relacionado ao manejo das rea&ccedil;&otilde;es que    possam surgir nos pacientes (Cardoso, Luengo, Trancas, Vieira &amp; Reis, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alguns sentimentos    que podem surgir diante da not&iacute;cia em ambos os participantes da comunica&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o a ansiedade, o desconforto. Al&eacute;m disso, o profissional pode    pensar na situa&ccedil;&atilde;o como um fracasso profissional, j&aacute; que    a medicina, entre outras atividades, promove a cura para adoecimentos por meio    de tecnologias e pr&aacute;ticas, miss&atilde;o na qual houve avan&ccedil;os    significativos na modernidade. Dessa forma, lidar com a possibilidade de n&atilde;o    curar pode mobilizar mecanismos de fuga para evitar os sentimentos que isso    desencadeia, utilizando, por exemplo, eufemismos na comunica&ccedil;&atilde;o    (Pereira, 2005). Portanto, h&aacute; aspectos afetivos presentes na comunica&ccedil;&atilde;o    dos profissionais m&eacute;dicos diante do paciente e da fam&iacute;lia. Nesse    processo, &eacute; poss&iacute;vel que entrem em contato com sua pr&oacute;pria    fragilidade e finitude, trazendo &agrave; tona sentimentos e quest&otilde;es    emocionais de si mesmos, o que pode dificultar um manejo adequado da situa&ccedil;&atilde;o    (Monteiro &amp; Quintana, 2016).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, entende-se    que h&aacute; repercuss&otilde;es emocionais n&atilde;o somente para os pacientes,    mas tamb&eacute;m para os m&eacute;dicos que comunicam as m&aacute;s not&iacute;cias.    Na revis&atilde;o de literatura realizada para a elabora&ccedil;&atilde;o da    pesquisa, poucas pesquisas foram encontradas que abordassem as repercuss&otilde;es    emocionais em m&eacute;dicos no processo de comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s    not&iacute;cias. Diante disso, objetiva-se compreender como a comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias repercute emocionalmente em m&eacute;dicos que    as realizam, percebendo os sentimentos vivenciados por esses profissionais,    bem como dificuldades enfrentadas nesse momento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este &eacute; um    estudo qualitativo de car&aacute;ter descritivo, explorat&oacute;rio e de desenvolvimento    transversal, realizado em um hospital de refer&ecirc;ncia em oncologia na regi&atilde;o    de Pernambuco que atende 55% dos pacientes de c&acirc;ncer da regi&atilde;o    (Hospital de C&acirc;ncer de Pernambuco, 2018). A pesquisa obteve uma amostra    de sete m&eacute;dicos cirurgi&otilde;es, sendo tr&ecirc;s pertencentes ao ambulat&oacute;rio    de Cirurgia de Cabe&ccedil;a e Pesco&ccedil;o e quatro pertencentes ao ambulat&oacute;rio    da Mastologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escolha das especialidades    de Cirurgia de Cabe&ccedil;a e Pesco&ccedil;o e Mastologia adv&ecirc;m dos n&uacute;meros    de atendimentos no local. As duas especialidades s&atilde;o servi&ccedil;os    de refer&ecirc;ncia do hospital, representando, em 2014, 60% dos atendimentos    de mama em todo o Estado e 80% das cirurgias de Cabe&ccedil;a e Pesco&ccedil;o    (Hospital de C&acirc;ncer de Pernambuco, 2018). Dessa forma, a comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias diagn&oacute;sticas em oncologia &eacute; rotina    desses profissionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A amostra foi tomada    por satura&ccedil;&atilde;o, m&eacute;todo no qual se determina que, em um dado    momento, o acr&eacute;scimo de informa&ccedil;&otilde;es &agrave; amostra de    pesquisa n&atilde;o alterar&aacute; a compreens&atilde;o do fen&ocirc;meno estudado    (Thiry-Cherques, 2009). Os crit&eacute;rios de elegibilidade foram: obrigatoriedade    de realiza&ccedil;&atilde;o de atendimentos ambulatoriais; ser m&eacute;dico    contratado pelo hospital; n&atilde;o estar em per&iacute;odo de f&eacute;rias,    nem de licen&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a capta&ccedil;&atilde;o    dos sujeitos, foram definidos, de forma aleat&oacute;ria, dias de busca nos    ambulat&oacute;rios referidos e realizado contato com os m&eacute;dicos dispon&iacute;veis.    Ap&oacute;s expresso o desejo de participa&ccedil;&atilde;o na pesquisa, foram    agendadas entrevistas de acordo com a disponibilidade dos participantes. A coleta    de dados foi realizada em salas dos ambulat&oacute;rios dos m&eacute;dicos da    pesquisa, que eram fechadas no momento da entrevista. Todos foram submetidos    ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram realizadas    entrevistas semiestruturadas com os participantes da pesquisa, sendo gravados    os &aacute;udios para cada entrevista, que foram transcritos e posteriormente    analisados. Atrav&eacute;s das entrevistas semiestruturadas o participante tem    a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto, por&eacute;m seguindo um    determinado roteiro pr&eacute;-definido de perguntas pelo pesquisador (Boni    &amp; Quaresma, 2005).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O roteiro de perguntas    versava sobre como realizam a comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s not&iacute;cias;    dificuldades encontradas; estrat&eacute;gias para lidar com as dificuldades;    sentimentos vivenciados antes, durante e ap&oacute;s a comunica&ccedil;&atilde;o;    como lidam com seus sentimentos; como se sentem frente &agrave;s diversas rea&ccedil;&otilde;es    dos pacientes; e se as diferen&ccedil;as entre os pacientes influenciam na comunica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a an&aacute;lise    dos resultados foi utilizada a an&aacute;lise de conte&uacute;do categorial    de Bardin (2011). A principal fun&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise de conte&uacute;do    &eacute; o desvendar cr&iacute;tico e, para atingir esse objetivo, prop&otilde;e    tr&ecirc;s fases: a pr&eacute;-an&aacute;lise, a explora&ccedil;&atilde;o do    material e o tratamento dos resultados. Dessa forma, foram criadas quatro categorias    de an&aacute;lise que ser&atilde;o discutidas a seguir: desejo que o paciente    sofra menos; a empatia em rela&ccedil;&atilde;o aos pacientes; a mobiliza&ccedil;&atilde;o    relacionada ao paciente jovem; a experi&ecirc;ncia e a rela&ccedil;&atilde;o    com a comunica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o objetivo    de manter o sigilo dos participantes da pesquisa, foram atribu&iacute;dos, no    momento da an&aacute;lise, siglas que correspondem ao n&uacute;mero de participantes    da pesquisa (M1, M2, M3, M4, M5, M6, M7) para cada sujeito entrevistado. N&atilde;o    foram discriminadas idades aos participantes, pois esse n&atilde;o foi um crit&eacute;rio    relevante para an&aacute;lise dos dados. As siglas foram escolhidas de forma    aleat&oacute;ria visando a preserva&ccedil;&atilde;o de suas identidades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta pesquisa foi    submetida e aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Hospital,    seguindo as orienta&ccedil;&otilde;es da Resolu&ccedil;&atilde;o N&ordm; 510/16    do Conselho Nacional de Sa&uacute;de, envolvendo seres humanos (parecer n&ordm;    3.780.328).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados e    Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados foram    divididos em quatro categorias: desejo que o paciente sofra menos; a empatia    em rela&ccedil;&atilde;o aos pacientes; a mobiliza&ccedil;&atilde;o relacionada    ao paciente jovem; a experi&ecirc;ncia e a rela&ccedil;&atilde;o com a comunica&ccedil;&atilde;o.    A discuss&atilde;o dos dados coletados ser&aacute; intercalada com sua apresenta&ccedil;&atilde;o    por meio de falas dos participantes da pesquisa que foram significativas para    a forma&ccedil;&atilde;o de suas respectivas categorias. Espera-se, tamb&eacute;m,    contribuir para uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o do leitor com as tem&aacute;ticas    percebidas atrav&eacute;s deste formato.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Desejo que o    Paciente Sofra Menos</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente, os    entrevistados responderam sobre o que geralmente costumam priorizar ao realizar    uma comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute; not&iacute;cia diagn&oacute;stica.    A maior parte deles considerou importante a fala honesta e verdadeira ao paciente    e &agrave; fam&iacute;lia. Alguns m&eacute;dicos conclu&iacute;ram que falar    a verdade para o paciente configura-se como ponto importante da realiza&ccedil;&atilde;o    da comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s not&iacute;cias.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"O importante      &eacute; voc&ecirc; olhar no olho do paciente e falar a verdade"</i> - M1</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Dar essa      not&iacute;cia de forma mais clara para o paciente, para eles compreenderem,      entenderem"</i> - M2</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Tento passar      a realidade de forma a n&atilde;o retirar totalmente a esperan&ccedil;a dele.      Tentar dar o progn&oacute;stico e expor a realidade do fat</i><i>o, a realidade      do problema"</i> - M3</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silva et al. (2011)    realizaram uma pesquisa com m&eacute;dicos sobre a rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente    frente ao tratamento oncol&oacute;gico. Em sua pesquisa, apresentaram percep&ccedil;&otilde;es    e dificuldades enfrentadas pelos participantes no momento da comunica&ccedil;&atilde;o    do diagn&oacute;stico. Grande parte deles considerou fundamental falar a verdade    e ser honesto com o paciente. Por&eacute;m, h&aacute; diverg&ecirc;ncias na    forma como isso deve ser feito. Para parte dos entrevistados, o diagn&oacute;stico    deve ser dado de forma a demonstrar solidariedade, bem como proporcionar esperan&ccedil;a    ao paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos resultados    encontrados neste estudo, alguns entrevistados entendem que a verdade pode ser    dif&iacute;cil e dolorosa para o paciente. Por isso, diante da realiza&ccedil;&atilde;o    da comunica&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer, foi relatada    a import&acirc;ncia de se utilizar algumas estrat&eacute;gias objetivando lidar    com o sofrimento do paciente naquele momento. Dessa forma, parece haver uma    inclina&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos entrevistados para amenizar a not&iacute;cia,    ou d&aacute;-la de forma menos impactante, como pode-se perceber nas falas de    M4 e M3:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"N&atilde;o      tem como dizer que aquilo ali n&atilde;o &eacute; uma coisa ruim, mas que      apesar daquilo ali, existe vida, existe outras coisas que se pode fazer"</i>      - M4</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Eu tento      amenizar, digamos assim, a not&iacute;cia, por&eacute;m n&atilde;o mentir,      n&atilde;o esconder a realidade"</i> - M3</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Agora, tem      paciente que realmente voc&ecirc; n&atilde;o pode ser 100% sincera, ent&atilde;o      eu tenho uma grande dificuldade que a gente n&atilde;o tem um preparo na f</i><i>aculdade,      nem na resid&ecirc;ncia m&eacute;dica disso"</i> (sic) - M5</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A atenua&ccedil;&atilde;o    da m&aacute; not&iacute;cia pode ser interpretada de modos diversos, dependendo    do modo que ela ir&aacute; se configurar no discurso. Primeiramente, o paciente    pode se sentir mais acolhido, confiante e disposto ao tratamento. Por outro    lado, ao atenu&aacute;-la, corre-se o risco de o paciente e o familiar n&atilde;o    compreenderem completamente as repercuss&otilde;es e quest&otilde;es envolvidas    frente a esse diagn&oacute;stico (Ara&uacute;jo &amp; Leit&atilde;o, 2012).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao realizar uma    comunica&ccedil;&atilde;o, o m&eacute;dico pode se valer de formas para amenizar    a not&iacute;cia em seu discurso. Uma dessas formas pode ser a &ecirc;nfase    em aspectos positivos em detrimento dos aspetos negativos da doen&ccedil;a (Ostermann    &amp; Frezza, 2017; Maynard, 2003). Aqui, alguns entrevistados trazem essa estrat&eacute;gia    como forma de lidar com a comunica&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"'Olha, mas      voc&ecirc; n&atilde;o vai sofrer; a gente vai tirar sua dor, a gente vai fazer      o que existe de melhor, a gente vai ver uma droga que voc&ecirc; vai melhorar';      e tento tirar alguma coisa positiva daquela situa&ccedil;&atilde;o. E sempre      existe, mesmo no meio da dor, do problema, tem alguma coisa positiva"</i>      - M1</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"N&atilde;o      dizer 'ah, voc&ecirc; vai ficar boa, isso vai dar certo', a coisa de estar      falando, mas n&atilde;o mostra. Tem que mostrar com coisas mais objetivas      que aquilo tem solu&ccedil;&atilde;o. [refere artista brasileira] n&atilde;o      ficou boa, n&atilde;o fez quimioterapia? a vida continua (...) para poder      eles se pegarem a alguma coisa, porque eu acho que fica mais f&aacute;cil"      </i>(sic) - M4</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Tento buscar      o melhor que voc&ecirc; pode tirar daquele diagn&oacute;stico, embora seja      uma coisa ruim, n&eacute;?"</i> - M3</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o    em trazer aspectos positivos do sofrimento. Ao fazer isso, o m&eacute;dico pode    estar agindo de modo a evitar entrar em contato com o sofrimento do paciente,    que &eacute; inerente ao diagn&oacute;stico. Souza e Souza (2012) evidenciaram    a dificuldade de profissionais m&eacute;dicos em lidarem com esse sofrimento,    contribuindo para a preval&ecirc;ncia de mecanismos como a mentira, oculta&ccedil;&atilde;o    da verdade e o sil&ecirc;ncio. Al&eacute;m disso, apresentaram o receio dos    profissionais em lidar com as rea&ccedil;&otilde;es emocionais dos pacientes    e familiares, bem como de gerir a situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O momento de comunica&ccedil;&atilde;o    &eacute; um momento no qual, geralmente, o paciente se encontra mais fragilizado,    pois a partir dele acontecer&atilde;o diversas mudan&ccedil;as em sua vida.    No diagn&oacute;stico, o paciente se depara com o fato real de estar com c&acirc;ncer    e todas as coisas que isso pode implicar: tratamentos dif&iacute;ceis, progress&atilde;o    da doen&ccedil;a, sintomas e sua finitude (Batista, de Mattos &amp; da Silva,    2015). Por isso, n&atilde;o h&aacute; forma de evitar o sofrimento do diagn&oacute;stico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A Empatia em    Rela&ccedil;&atilde;o aos Pacientes</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando questionados    como se sentiam ao realizar a comunica&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico    de c&acirc;ncer, alguns m&eacute;dicos trouxeram em seu discurso que consideraram    a "empatia" como um sentimento vivenciado junto ao paciente. A palavra empatia    (do grego <u>empath&eacute;ia</u> - aprecia&ccedil;&atilde;o do sentimento do    outro) como defini&ccedil;&atilde;o mais popular &eacute; trazida pelo dicion&aacute;rio    Infop&eacute;dia (2013) como: "1. Faculdade de compreender emocionalmente (pessoa,    objeto); 2. Capacidade de se identificar com outra pessoa; entendimento; 3.    Psicologia - identifica&ccedil;&atilde;o emocional com o eu de outro; (de em    + <u>pathos</u>, 'estado de alma' + ia)".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A empatia adv&eacute;m    do termo alem&atilde;o <u>Einf&uuml;hlung</u>, e inicialmente foi utilizada    para descrever sentimentos de um observador diante de uma obra de arte (Hojat,    2007). Mais tarde, Carl Rogers aborda a empatia como princ&iacute;pio fundamental    de sua psicoterapia, definindo-a como: "Sentir a ang&uacute;stia, o receio ou    a confus&atilde;o do paciente como se de sentimentos seus se tratasse e, no    entanto, sem que essa ang&uacute;stia, esse receio ou essa confus&atilde;o do    terapeuta se misturassem com os do cliente" (Rogers, 1997, p. 327).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conceito &eacute;    discutido na literatura em sa&uacute;de pensando na rela&ccedil;&atilde;o de    cuidado que o profissional de sa&uacute;de desenvolve com o paciente. Hojat    et al. (2004) estabelecem que a empatia &eacute; fundamental na rela&ccedil;&atilde;o    m&eacute;dico-paciente, entendendo-a como uma compet&ecirc;ncia que envolve    a capacidade de identificar e perceber os pensamentos e sentimentos do paciente,    tomando sua perspectiva da problem&aacute;tica. Munro, Bore e Powis (2005) trouxeram    que a empatia na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente proporciona sentimento    de conforto, confian&ccedil;a e sensa&ccedil;&atilde;o de import&acirc;ncia    ao paciente, bem como influencia a trajet&oacute;ria de seu tratamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No discurso dos    entrevistados, foi trazida a perspectiva de perceber o sentimento do outro e    se colocar em seu lugar, al&eacute;m da utiliza&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria    palavra "empatia", para nomear essa viv&ecirc;ncia emocional:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Voc&ecirc;      sente empatia com aquela situa&ccedil;&atilde;o"</i> - M4</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"&Eacute;      sempre dif&iacute;cil, n&eacute;? porque a gente se coloca de alguma forma      no lugar dos pacientes, dos familiares (...), mas se voc&ecirc; consegue diferenciar,      voc&ecirc; consegue fazer com que aquilo n&atilde;o interfira no seu dia a      dia"</i> - M2</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Voc&ecirc;      vai tratar uma senhora de certa idade - &eacute; imposs&iacute;vel voc&ecirc;      n&atilde;o pensar na sua av&oacute;, na sua m&atilde;e, n&atilde;o pensar      no seu irm&atilde;o, na sua irm&atilde; - (...) mas eu lembro que eu sou humano,      n&eacute;? Ent&atilde;o, como todo mundo, eu posso sofrer. Hoje eu estou aqui      desse lado da mesa, n&eacute;? Do lado de consultor, mas eu posso estar ali      do outro lado amanh&atilde;, na cabeceira da mesa, como consultado"</i> -      M3</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante disso, o    principal aspecto trazido pelos m&eacute;dicos em rela&ccedil;&atilde;o aos    seus sentimentos perpassa a perspectiva da empatia. Os significados atribu&iacute;dos    a essa palavra permeiam uma viv&ecirc;ncia positiva dos m&eacute;dicos em rela&ccedil;&atilde;o    ao conforto que proporcionam para os pacientes ao se aproximarem de sua experi&ecirc;ncia.    Contudo, tamb&eacute;m denotam uma viv&ecirc;ncia de dificuldade, pois, apesar    de ser positivo para o paciente, o m&eacute;dico tamb&eacute;m entra em contato    com os pr&oacute;prios sentimentos, que podem convergir para experi&ecirc;ncias    emocionais negativas, como por exemplo a ang&uacute;stia.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Tem, eu fico      muito angustiada porque, assim, a gente n&atilde;o sabe, como m&eacute;dico      a gente tem um contato de 1h, 2h com o paciente; voc&ecirc; n&atilde;o sabe,      na realidade, o outro lado da vida desse doente, n&eacute;?"</i> - M5</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Sempre, n&eacute;?      Uma comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute; not&iacute;cia mexe com a gente"</i>      - M6</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Costa e Azevedo    (2010) corroboram a perspectiva de que os m&eacute;dicos entendem que a empatia    exerce papel importante na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente. Segundo    sua pesquisa, realizada com m&eacute;dicos docentes da Faculdade de Ci&ecirc;ncias    M&eacute;dicas - Unicamp, os m&eacute;dicos se consideram emp&aacute;ticos em    todas as rela&ccedil;&otilde;es com os pacientes, por&eacute;m essa empatia    se modifica a depender da aceita&ccedil;&atilde;o pelo paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; um estudo    de Barros, Falconi e Pinho (2011), baseado em entrevistas com os m&eacute;dicos,    demonstra sua autopercep&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    suas viv&ecirc;ncias. As autoras apresentaram uma discord&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; empatia do m&eacute;dico na assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de    comparando a opini&atilde;o m&eacute;dica com a opini&atilde;o do p&uacute;blico:    os m&eacute;dicos se autoavaliam como muito mais emp&aacute;ticos do que os    pacientes os avaliam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa forma, &eacute;    importante ressaltar que as respostas obtidas nesta pesquisa se referem &agrave;s    concep&ccedil;&otilde;es dos participantes e ao que eles respondem quando questionados    por uma pesquisadora em rela&ccedil;&atilde;o aos sentimentos percebidos em    si mesmos no momento da comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s not&iacute;cias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A Mobiliza&ccedil;&atilde;o    Relacionada ao Paciente Jovem</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Grande parte dos    entrevistados, quando indagados sobre dificuldades enfrentadas e sentimentos    vivenciados durante a comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s not&iacute;cias    diagn&oacute;sticas, trouxeram em seu discurso sentimentos como tristeza e ang&uacute;stia    quando a not&iacute;cia seria informada a um paciente jovem. Diferentemente    de outras etapas da vida, a juventude foi fator mobilizador quando se transmite    um diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer pelos entrevistados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"A a</i><i>ng&uacute;stia      que eu tenho muito &eacute; dar diagnostico em jovem, mulheres jovens"</i>      - M5</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"A jovem realmente      me mata (...) Eu fico sentida, n&atilde;o fico bem (...) muita tristeza, saber      o que ela vai passar por aquela fase de viver a vida, e ela vai passar por      uma fase muito dif&iacute;cil. Alguns casos s&atilde;o muito avan&ccedil;ados,      a gente sabe que vai viver pouco tempo, &eacute; um sentimento muito ruim      mesmo"</i> - M7</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"L&oacute;gico      que me abala mais se for uma paciente mais jovem - como eu acabei de operar,      uma menina de 28 anos - a&iacute;, realmente, &eacute; diferente" </i>- M1</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aparece tamb&eacute;m    na literatura a dificuldade dos m&eacute;dicos em lidar com a comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias em oncologia para pacientes jovens. Segundo Baile    et al. (2000), em sua revis&atilde;o de literatura sobre m&aacute;s not&iacute;cias    diagn&oacute;sticas em oncologia, existem alguns fatores atribu&iacute;dos &agrave;s    dificuldades sentidas pelos m&eacute;dicos ao comunicar. Nesse estudo foi percebido    que a comunica&ccedil;&atilde;o pode ser particularmente estressante quando    o m&eacute;dico &eacute; inexperiente; quando existem limita&ccedil;&otilde;es    na perspectiva de tratamento; e quando o paciente &eacute; jovem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O aparecimento    de uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica como o c&acirc;ncer &eacute; esperado numa    amplitude maior em pacientes mais velhos, pois, segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (2018), a incid&ecirc;ncia do c&acirc;ncer aumenta com    a idade, provavelmente devido a uma acumula&ccedil;&atilde;o de riscos para    c&acirc;nceres espec&iacute;ficos, al&eacute;m da tend&ecirc;ncia de que os    mecanismos de repara&ccedil;&atilde;o celular sejam menos eficazes &agrave;    medida que a pessoa envelhece. Dessa forma, a ocorr&ecirc;ncia de pacientes    jovens em consultas oncol&oacute;gicas, acaba sendo menor que a de pacientes    idosos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vidotti (2017)    realizou uma disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado que teve como um de seus    objetivos compreender a viv&ecirc;ncia do processo de comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias do diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer de mama    na perspectiva da mulher e do m&eacute;dico informante. De acordo com seus resultados,    o cen&aacute;rio mais dif&iacute;cil vivenciado pelos m&eacute;dicos na comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias &eacute; quando a not&iacute;cia &eacute; dada    a um paciente jovem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com essa    pesquisa, nesse processo ocorre uma identifica&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a    com o paciente, proporcionando um encurtamento da dist&acirc;ncia emocional    constru&iacute;da com a experi&ecirc;ncia. Dessa forma, o adoecimento oncol&oacute;gico    traria para esses pacientes a interrup&ccedil;&atilde;o de sonhos e planos constru&iacute;dos    para seu futuro. A juventude &eacute; vista como o in&iacute;cio do ciclo da    vida, e o aparecimento de uma doen&ccedil;a altera esse processo. De acordo    com Santos, Silva e Cust&oacute;dio (2017), o impacto do diagn&oacute;stico    e o in&iacute;cio do tratamento operam mudan&ccedil;as na rotina do jovem, como    o afastamento de sua casa, amigos, pais, al&eacute;m das dificuldades da hospitaliza&ccedil;&atilde;o    e do tratamento. Os autores trazem a import&acirc;ncia dessa intera&ccedil;&atilde;o    para o desenvolvimento nessa fase da vida. Al&eacute;m disso, trazem as mudan&ccedil;as    provocadas pelo c&acirc;ncer como prejudiciais &agrave; socializa&ccedil;&atilde;o,    constru&ccedil;&atilde;o da imagem corporal, sexualidade e independ&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesta pesquisa,    um dos entrevistados trouxe em seu discurso um sentimento de mobiliza&ccedil;&atilde;o    relacionada ao diagn&oacute;stico e tratamento do c&acirc;ncer em crian&ccedil;as,    havendo uma identifica&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua    pr&oacute;pria vida atrav&eacute;s da lembran&ccedil;a de seu filho. Dessa forma,    h&aacute; uma aproxima&ccedil;&atilde;o emocional mediante essa identifica&ccedil;&atilde;o    e, consequentemente, uma dificuldade maior frente &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o    diagn&oacute;stica a esses pacientes.</font></p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Ent&atilde;o      voc&ecirc; vai tratar uma crian&ccedil;a, &eacute; imposs&iacute;vel voc&ecirc;      n&atilde;o pensar no seu filho, n&eacute;?" </i>- M3</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Afonso e Minayo    (2011), em sua revis&atilde;o de literatura sobre a comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias para crian&ccedil;as, trouxeram que h&aacute;    uma car&ecirc;ncia de literatura espec&iacute;fica. As pesquisadoras abordam    a import&acirc;ncia do estudo, pois um adoecimento na fase da inf&acirc;ncia    e juventude pode gerar uma invers&atilde;o de expectativas quanto &agrave; (suposta)    l&oacute;gica da vida, na qual os seres humanos vivem at&eacute; envelhecer.    Elas versam, ainda, que a viv&ecirc;ncia cotidiana com esses pacientes pode    aflorar ou reprimir sentimentos dolorosos, afetando a pr&aacute;tica cl&iacute;nica    e a sa&uacute;de dos profissionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A Experi&ecirc;ncia    e a Rela&ccedil;&atilde;o com a Comunica&ccedil;&atilde;o</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Parte dos entrevistados    relacionou a sua experi&ecirc;ncia enquanto m&eacute;dicos &agrave; facilidade    ou dificuldade em comunicar m&aacute;s not&iacute;cias diagn&oacute;sticas.    A experi&ecirc;ncia, segundo eles, proporcionaria uma melhora na habilidade    de comunicar m&aacute;s not&iacute;cias, pois, com o tempo, iriam criando e    testando estrat&eacute;gias atrav&eacute;s de suas experi&ecirc;ncias profissionais.    Assim, n&atilde;o h&aacute; ensino t&eacute;cnico, sendo o tema pouco abordado    na forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica dos m&eacute;dicos, al&eacute;m de    ser visto como algo a ser moldado pela experi&ecirc;ncia, como se percebe nas    seguintes falas:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Hoje eu tenho      25 anos de formada, mas no come&ccedil;o eu confesso para voc&ecirc; eu dizia      'olhe a senhora est&aacute; com um come&ccedil;o de c&acirc;ncer' c&acirc;ncer      n&atilde;o tem come&ccedil;o nem fim"</i> - M5</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Eu acho que      com o tempo voc&ecirc; vai meio que criando estrat&eacute;gias do que voc&ecirc;      </i><i>vai falar com as experi&ecirc;ncias que voc&ecirc; tem. Voc&ecirc;      vai criando 'n&atilde;o isso eu n&atilde;o devo falar', porque (...) a&iacute;      voc&ecirc; vai aprimorando (...) como a gente n&atilde;o tem o treinamento      sobre isso vai desenvolver a sua estrat&eacute;gia, a estrat&eacute;gia que      &eacute; sua"</i> - M4</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Acho que      hoje eu dou uma not&iacute;cia melhor do que quando eu iniciei, mas nunca      &eacute; a mesma coisa"</i> - M6</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse resultado    &eacute; corroborado por estudos como o de Monteiro e Quintana (2016), que realizaram    um estudo com 12 m&eacute;dicos objetivando compreender a comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias no contexto de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).    Essa pesquisa traz como resultado o fato de que os m&eacute;dicos comunicam    m&aacute;s not&iacute;cias se pautando em experi&ecirc;ncias pessoais e senso    comum, bem como pelo aprendizado com outros m&eacute;dicos. Outro estudo, realizado    por Massignani, Rabuske, Backes e Crepaldi (2014), que objetivava caracterizar    pr&aacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;stico de soropositividade    HIV e AIDS observou que a pr&aacute;tica &eacute; realizada, dentre outros meios,    por experi&ecirc;ncia profissional e de vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outras vezes, os    participantes deste estudo trouxeram em seus discursos o estabelecimento de    uma rotina de comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s not&iacute;cias. Essa    rotina proporcionaria uma ang&uacute;stia menor frente ao ato da comunica&ccedil;&atilde;o,    pois a pr&aacute;tica al&eacute;m de viabilizar, na sua perspectiva, uma comunica&ccedil;&atilde;o    mais eficiente, tamb&eacute;m proporciona uma facilidade em lidar com isso.    Na vis&atilde;o dos entrevistados, a experi&ecirc;ncia tornaria o processo de    comunica&ccedil;&atilde;o mais f&aacute;cil e diminuiria as dificuldades enfrentadas,    criando, cada um, suas pr&oacute;prias estrat&eacute;gias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"A gente que      trabalha com tumores malignos e a&iacute; &eacute; a rotina, n&eacute;? Sempre      tem uma m&aacute; not&iacute;cia, no ambulat&oacute;rio, na cirurgia"</i>      - M6</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Eu acho que      a experi&ecirc;ncia de muito tempo; eu trabalhei 16 anos aqui na urg&ecirc;ncia      aqui no hospital eu n&atilde;o tenho dificuldade" </i>- M7</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A experi&ecirc;ncia    tamb&eacute;m foi colocada como forma de lidar com as dificuldades referentes    aos sentimentos vivenciados durante a comunica&ccedil;&atilde;o. Com o estabelecimento    da rotina e as estrat&eacute;gias de comunica&ccedil;&atilde;o melhor estabelecidas    com a experi&ecirc;ncia profissional, tamb&eacute;m os sentimentos vivenciados    diante da not&iacute;cia se tornam menos intensos. Os profissionais trouxeram    um discurso de naturaliza&ccedil;&atilde;o da not&iacute;cia, em que se "acostumam"    com o processo de comunica&ccedil;&atilde;o inerente &agrave; profiss&atilde;o,    proporcionando a continua&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o enquanto    m&eacute;dico e preserva&ccedil;&atilde;o de seus sentimentos.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Eu tenho      que me acostumar com isso, porque se cada paciente que morrer, eu me descabelar,      sofrer, ficar sem dormir, eu n&atilde;o vou conseguir"</i> - M4</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"&Eacute;      pesado; n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil n&atilde;o, mas a gente se acostuma      a dar essas not&iacute;cias e a gente vai" </i>- M6</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Por&eacute;m,      a gente que lida com o paciente oncol&oacute;gico acaba meio que se acostumando      de alguma forma a lidar com isso no seu dia a dia" </i>- M2</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse mecanismo    de acostumar-se &agrave; rotina de not&iacute;cias diagn&oacute;sticas auxiliaria    num processo de prote&ccedil;&atilde;o dos seus sentimentos diante do sofrimento    dos pacientes. Campos, Silva, Bernardes, Soares e Ferreira (2017) realizaram    um estudo que evidenciou os desafios de profissionais de sa&uacute;de na comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias em uma UTI Neonatal, encontrando que os sujeitos    da pesquisa adotavam estrat&eacute;gias como o distanciamento e o n&atilde;o-envolvimento    com familiares, a fim de evitar o seu pr&oacute;prio sofrimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Duas entrevistadas    (M1 e M4) trouxeram a percep&ccedil;&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o de mecanismos    de defesa para prote&ccedil;&atilde;o de seus sentimentos ao lidar com o sofrimento    do paciente, que seria inevit&aacute;vel ao trabalho. Para evitar o seu pr&oacute;prio    sofrimento, tamb&eacute;m evitariam entrar em contato com o sofrimento do paciente.    Com o tempo, esse processo iria se estabelecendo e criando um afastamento natural    do sofrimento. Elas pontuam:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Mas voc&ecirc;      meio que tam</i><i>b&eacute;m tem que criar mecanismos de defesa para voc&ecirc;      n&atilde;o se comover tanto"</i> - M4</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Eu acolho      o problema, mas eu n&atilde;o absorvo o problema, ele n&atilde;o &eacute;      meu. Todo o tempo eu estou dizendo no meu c&eacute;rebro que o problema &eacute;      do outro, &eacute; do paciente" </i>- M1</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa estrat&eacute;gia    de distanciamento afetivo do paciente &eacute; vista pelas entrevistadas como    algo positivo, visto que as auxiliaria na comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s    not&iacute;cias e a lidar com a sua posi&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicas,    que se deparam diariamente com o sofrimento do paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vidotti (2017)    aponta em sua pesquisa que h&aacute; uma maior facilidade de comunica&ccedil;&atilde;o    desenvolvida ao longo dos anos de pr&aacute;tica e da experi&ecirc;ncia adquirida,    pois os m&eacute;dicos alcan&ccedil;aram maior seguran&ccedil;a e desenvolveram    um distanciamento emocional dos pacientes. Segundo a autora, o grau de dificuldade    ou de facilidade ao realizar a comunica&ccedil;&atilde;o estaria relacionado    a regula&ccedil;&atilde;o de dist&acirc;ncia emocional do paciente e &agrave;    proximidade aos casos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Angerami-Camon    (2002) traz algumas posturas que os profissionais de sa&uacute;de podem adotar    na sua rela&ccedil;&atilde;o com o paciente, dentre elas, o distanciamento cr&iacute;tico    e a calosidade profissional. Aquele &eacute; caracterizado pelo distanciamento    consciente do profissional frente &agrave; realidade que o rodeia, compreendendo    a dor do paciente sem se envolver com ela. O distanciamento cr&iacute;tico se    diferencia da calosidade profissional, pois nessa existe a incapacidade do profissional    de se sensibilizar com o sofrimento do paciente, demonstrando indiferen&ccedil;a    e neglig&ecirc;ncia com a sua dor.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; imprescind&iacute;vel    refletir sobre esse processo, pois o distanciamento &eacute; importante para    preservar a sa&uacute;de mental do m&eacute;dico. Por&eacute;m, tamb&eacute;m    &eacute; necess&aacute;rio considerar se isso est&aacute; levando a uma dessensibiliza&ccedil;&atilde;o    do profissional frente ao sofrimento do paciente. Portanto, &eacute; poss&iacute;vel    pensar que as defesas contra o sofrimento podem acontecer de forma tanto positiva,    quanto negativa, dependendo de como elas se estabelecem na rela&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    Finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo permitiu    que se compreendesse sobre as repercuss&otilde;es emocionais em m&eacute;dicos    que comunicam m&aacute;s not&iacute;cias. &Eacute; poss&iacute;vel inferir que    os m&eacute;dicos se afetam de diversas formas nesse processo e necessitam de    aten&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es,    e n&atilde;o apenas os pacientes e familiares. A rotina de comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias &eacute; intensa e, com o tempo, pode acabar se    tornando mecanizada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa aponta    para uma tend&ecirc;ncia dos m&eacute;dicos em prezar pela veracidade da not&iacute;cia    dada, bem como um esfor&ccedil;o em tentar diminuir o sofrimento do paciente    nesse momento. Isso pode ter consequ&ecirc;ncias positivas, na medida em que    o paciente se sente mais calmo, e tamb&eacute;m negativas, j&aacute; que ele    pode n&atilde;o entender a gravidade da informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    o estudo mostra a empatia na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente como    fator importante para os entrevistados no momento do diagn&oacute;stico e em    como se sentem ao comunic&aacute;-lo. A empatia pode ser fator essencial na    rela&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que permite ao m&eacute;dico uma compreens&atilde;o,    mesmo que m&iacute;nima, de como o paciente se sente e lhe ajuda a lidar melhor    com os sentimentos presentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa versa    ainda sobre uma mobiliza&ccedil;&atilde;o maior de sentimentos quando o paciente    &eacute; jovem. Os m&eacute;dicos apresentam sentimento de ang&uacute;stia e    tristeza, que n&atilde;o aparecem de forma t&atilde;o significativa na realiza&ccedil;&atilde;o    da comunica&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico para pacientes em outras    etapas da vida. O paciente mais jovem pode despertar sentimentos mais fortes    do que o usual nos m&eacute;dicos, provocando rea&ccedil;&otilde;es emocionais    que podem ser prejudiciais durante o acompanhamento desse paciente. Por isso,    &eacute; importante um manejo adequado desses sentimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A experi&ecirc;ncia    de vida pode ser um fator importante para que os m&eacute;dicos lidem de forma    melhor com essa comunica&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, isso pode levar tanto    a um manejo adequado da situa&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o,    quanto a um distanciamento afetivo provocado pelo tempo de pr&aacute;tica profissional.    Por isso, &eacute; importante ponderar sobre essa experi&ecirc;ncia para que    possa ser usada como um mecanismo de aux&iacute;lio na rela&ccedil;&atilde;o    com o paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sugere-se, como    proposta para pesquisas posteriores, estudos que se aprofundem nos sentimentos    vivenciados pelos m&eacute;dicos e suas consequ&ecirc;ncias para a pr&aacute;tica    profissional. Prop&otilde;e-se pesquisas com outras categorias profissionais    e especialidades m&eacute;dicas afim de se compreender as especificidades para    cada &aacute;rea. Al&eacute;m disso, sugerem-se interven&ccedil;&otilde;es relacionadas    &agrave; pr&aacute;tica de m&eacute;dicos, como capacita&ccedil;&otilde;es ou    a realiza&ccedil;&atilde;o de grupos com esses profissionais, que possam auxiliar    no manejo de seus sentimentos e da situa&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o    de m&aacute;s not&iacute;cias de forma geral.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias    Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Afonso, S. B. C.,    &amp; Minayo, M. C. S. (2013). Not&iacute;cias dif&iacute;ceis e o posicionamento    dos oncopediatras: revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica. <i>Ci&ecirc;ncia &amp;    Sa&uacute;de Coletiva</i>, 18(9). Recuperado em 30 de outubro, 2019, de <u><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232013000900030&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232013000900030&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104367&pid=S1516-0858202000020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Angerami-Camon,    V. A. (2002). Apresenta&ccedil;&atilde;o. In V. A. Angerami-Camon (Org.), <i>Novos    rumos na psicologia da sa&uacute;de</i>. S&atilde;o Paulo: Pioneira Thomson    Learning.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104368&pid=S1516-0858202000020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ara&uacute;jo J.    A., &amp; Leit&atilde;o E. M. P. (2012). A comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s    not&iacute;cias: mentira piedosa ou sinceridade cuidadosa. <i>Revista Hospital    Universit&aacute;rio Pedro Ernesto</i>, 11(2), 58-62. Recuperado em 24 de outubro,    2019, de <u><a href="http://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-content/uploads/2019/01/v11n2a08.pdf" target="_blank">http://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-content/uploads/2019/01/v11n2a08.pdf</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104370&pid=S1516-0858202000020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Baile, W. F., Buckman,    R., Lenzi, R., Glober, G., Beale, E. A., &amp; Kudelka, A. P. (2000). SPIKES    - a six-step protocol for delivering bad news: application to the patient with    cancer. <i>The Oncologist</i>, 5(4), 302-311. Recuperado em 24 de outubro, 2019,    de <u><a href="http://theoncologist.alphamedpress.org/content/5/4/302.full" target="_blank">http://theoncologist.alphamedpress.org/content/5/4/302.full</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104371&pid=S1516-0858202000020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bardin, L. (2011).    <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es    70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104372&pid=S1516-0858202000020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Barros P. S., Falconi    E. M. O., &amp; Pinho V. D. (2011). Avalia&ccedil;&atilde;o da empatia m&eacute;dica    na percep&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos e pacientes em contextos p&uacute;blico    e privado de sa&uacute;de. <i>Arquivos de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de</i>.    18(1), 36-43. Recuperado em 29 de outubro, 2019, de <u><a href="http://repositorio-racs.famerp.br/racs_ol/vol-18-1/IDS%205%20-%20jan-mar%202011.pdf" target="_blank">http://repositorio-racs.famerp.br/racs_ol/vol-18-1/IDS%205%20-%20jan-mar%202011.pdf</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104374&pid=S1516-0858202000020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Batista, D. R.    R., de Mattos, M., &amp; da Silva, S. F. (2015). Convivendo com o c&acirc;ncer:    do diagn&oacute;stico ao tratamento. <i>Revista de Enfermagem da UFSM</i>, 5(3),    499-510. Recuperado em 25 de outubro, 2019, de <u><a href="https://periodicos.ufsm.br/index.php/reufsm/article/view/15709" target="_blank">https://periodicos.ufsm.br/index.php/reufsm/article/view/15709</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104375&pid=S1516-0858202000020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Boni, V., &amp;    Quaresma, S. J. (2005). Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em    ci&ecirc;ncias sociais. <i>Em Tese</i>, Florian&oacute;polis, 2 (1) 68-80. Recuperado    em 23 de outubro, 2019, de <u><a href="https://periodicos.ufsc.br/index.php/emtese/article/view/18027" target="_blank">https://periodicos.ufsc.br/index.php/emtese/article/view/18027</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104376&pid=S1516-0858202000020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Buckman R. (1992).    <i>Breaking bad news: a guide for health care professionals</i>. Baltimore:    John Hopkins University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104377&pid=S1516-0858202000020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Campos, C. A. C.    A., Silva, L. B., Bernardes, J. S., Soares, A. L. C., &amp; Ferreira, S. M.    S. (2017). Desafios da comunica&ccedil;&atilde;o em Unidade de Terapia Intensiva    Neonatal para profissionais e usu&aacute;rios. <i>Sa&uacute;de em Debate</i>,    41(spe2), 165-174. Recuperado em 30 de outubro, 2019, de <u><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-11042017000600165&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-11042017000600165&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt</a></u><u>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104379&pid=S1516-0858202000020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </u></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cardoso, G., Luengo,    A., Trancas, B., Vieira, C., &amp; Reis, D. (2009). Aspectos psicol&oacute;gicos    do doente oncol&oacute;gico. <i>Psilogos: Revista do Servi&ccedil;o de Psiquiatria    do Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, E.P.E.</i>, 8-18. Recuperado em 23 de    outubro, 2019, de <u><a href="https://revistas.rcaap.pt/psilogos/article/view/4007/3002" target="_blank">https://revistas.rcaap.pt/psilogos/article/view/4007/3002</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104381&pid=S1516-0858202000020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Costa, F. D., &amp;    Azevedo, R. C. S. (2010). Empatia, rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente    e forma&ccedil;&atilde;o em medicina: um olhar qualitativo. <i>Revista Brasileira    de Educa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica</i>, 34(2), 261-269. Recuperado em 29    de outubro, 2019, de <u><a href="http://www.scielo.br/pdf/rbem/v34n2/a10v34n2" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/rbem/v34n2/a10v34n2</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104382&pid=S1516-0858202000020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Empatia </i>(n.    d.) Recuperado em 31 de outubro, 2019, de Dicion&aacute;rio Infop&eacute;dia    da L&iacute;ngua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020, em    <u><a href="https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/empatia" target="_blank">https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/empatia</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104383&pid=S1516-0858202000020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ferreira, A. S.,    Bicalho, B. P., Neves, L. F. G., Menezes, M. T., Silva, T. A., Faier, T. A.,    &amp; Machado, R. M. (2017). Preval&ecirc;ncia de ansiedade e depress&atilde;o    em pacientes oncol&oacute;gicos e identifica&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis    predisponentes. <i>Revista Brasileira de Cancerologia</i>, 62(4), 321-328. Recuperado    em 31 de outubro, 2019, de <u><a href="http://www1.inca.gov.br/rbc/n_62/v04/pdf/04-artigo-prevalencia-de-ansiedade-e-depressao-em-pacientes-oncologicos-e-identificacao-de-variaveis-predisponentes.pdf" target="_blank">http://www1.inca.gov.br/rbc/n_62/v04/pdf/04-artigo-prevalencia-de-ansiedade-e-depressao-em-pacientes-oncologicos-e-identificacao-de-variaveis-predisponentes.pdf</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104384&pid=S1516-0858202000020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hojat, M., Mangione,    S., Nasca, T. Rattner, S., Erdmann, J., Gonnella, J., &amp; Magee, M. (2004).    An empirical study of decline in empathy in medical school. <i>Medical Education</i>,    38, 934-941. Recuperado em 25 de outubro, 2019, de <u><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15327674" target="_blank">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15327674</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104385&pid=S1516-0858202000020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hojat, M. (2007).    <i>Empathy in Health Professions Education and Patient Care</i>. Philadelphia:    Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104386&pid=S1516-0858202000020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hospital de C&acirc;ncer    de Pernambuco (2018). Nossos N&uacute;meros. Recuperado em 23 de outubro, 2019,    de <u><a href="http://www.hcp.org.br/index.php/institucional/nossos-numeros" target="_blank">http://www.hcp.org.br/index.php/institucional/nossos-numeros</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104388&pid=S1516-0858202000020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Instituto Nacional    de C&acirc;ncer (BR) [INCA]. (2019a). ABC do c&acirc;ncer: abordagens b&aacute;sicas    para o controle do c&acirc;ncer. 5&ordf; ed rev. atual. Rio de Janeiro, RJ.    Recuperado em 30 de outubro, 2019, de <u><a href="https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/livro-abc-4-edicao.pdf" target="_blank">https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/livro-abc-4-edicao.pdf</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104389&pid=S1516-0858202000020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Instituto Nacional    de C&acirc;ncer (BR) [INCA]. (2019b). Estimativa 2020: incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer    no Brasil. Rio de Janeiro, RJ. Recuperado em 29 de outubro, 2020, de <u><a href="https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//estimativa-2020-incidencia-de-cancer-no-brasil.pdf" target="_blank">https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//estimativa-2020-incidencia-de-cancer-no-brasil.pdf</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104390&pid=S1516-0858202000020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Massignani, L.    M., Rabuske, M. M., Backes, M. S., &amp; Crepaldi, M. M. A. (2014). Comunica&ccedil;&atilde;o    de diagn&oacute;stico de soropositividade HIV e AIDS por profissionais de sa&uacute;de.    <i>Psicologia Argumento</i>, 32. Recuperado em 31 de outubro, 2019, de <u><a href="https://periodicos.pucpr.br/index.php/psicologiaargumento/article/view/20367" target="_blank">https://periodicos.pucpr.br/index.php/psicologiaargumento/article/view/20367</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104391&pid=S1516-0858202000020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Maynard D. W. (2003).    <i>Bad news, good news: conversational order in everyday talk and clinical settings</i>.    Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104392&pid=S1516-0858202000020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Menezes, N., Schulz,    V., &amp; Peres, R. (2012). Impacto psicol&oacute;gico do diagn&oacute;stico    do c&acirc;ncer de mama: um estudo a partir dos relatos de pacientes em um grupo    de apoio. <i>Estudos de Psicologia. </i>17(2), 233-240. Recuperado em 24 de    outubro, 2019, de <u><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-294X2012000200006" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-294X2012000200006</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104394&pid=S1516-0858202000020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Monteiro, D. T.,    &amp; Quintana, A. M. (2016). A comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s not&iacute;cias    na UTI: perspectiva dos m&eacute;dicos. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa</i>,    32(4). Recuperado em 31 de outubro, 2019, de <u><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-37722016000400221&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-37722016000400221&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt</a></u><u>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104395&pid=S1516-0858202000020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </u></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Munro, D., Bore,    M., &amp; Powis, D. (2005). Personality factors in professional ethical behavior:    studies of empathy and narcissism. <i>Australian Journal of Psychology</i>,    57(1), 49-60. Recuperado em 15 de outubro, 2019, de <u><a href="https://psycnet.apa.org/record/2005-02070-006" target="_blank">https://psycnet.apa.org/record/2005-02070-006</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104397&pid=S1516-0858202000020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de. (2018). Folha informativa - C&acirc;ncer. Recuperado    em 31 de outubro, 2019, de <u><a href="https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=5588:folha-informativa-cancer&amp;Itemid=1094" target="_blank">https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=5588:folha-informativa-cancer&amp;Itemid=1094</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104398&pid=S1516-0858202000020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ostermann, A. C.,    &amp; Frezza, M. (2017). "Veio o resultado do exame": a comunica&ccedil;&atilde;o    de not&iacute;cias diagn&oacute;sticas (e como investiga&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;stico-interacionais    podem informar as pr&aacute;ticas profissionais). <i>Linguagem em (Dis)curso</i>,    17(1), 25-50. Recuperado em 24 de outubro, 2019, de <u><a href="http://www.scielo.br/pdf/ld/v17n1/1518-7632-ld-17-01-00025.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/ld/v17n1/1518-7632-ld-17-01-00025.pdf</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104399&pid=S1516-0858202000020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pereira, M. A.    G. (2005). M&aacute; noticia em sa&uacute;de: um olhar sobre as representa&ccedil;&otilde;es    dos profissionais de sa&uacute;de e cidad&atilde;os. <i>Texto &amp; Contexto    Enfermagem</i>, 14(1). Recuperado em 24 de outubro, 2019, de <u><a href="http://www.scielo.br/pdf/tce/v14n1/a04v14n1.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/tce/v14n1/a04v14n1.pdf</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104400&pid=S1516-0858202000020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rogers, C. R. (1997).    <i>Tornar-se pessoa</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104401&pid=S1516-0858202000020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Salci, M. A., Sales,    C. A., &amp; Marcon, S. S. (2009). Sentimentos de mulheres ao receber o diagn&oacute;stico    de c&acirc;ncer. <i>Revista Enfermagem UERJ</i>, 17(1), 46-51. Recuperado em    23 de outubro, 2019, de <u><a href="http://www.facenf.uerj.br/v17n1/v17n1a09.pdf" target="_blank">http://www.facenf.uerj.br/v17n1/v17n1a09.pdf</a></u></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3104403&pid=S1516-0858202000020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santos, R. C. S.,    Silva, J. L. M., &amp; Cust&oacute;dio, L. M. G. (2017). 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